Corinthians enche a Fiel de esperança para a disputa do Dérbi: que futebolzinho horrível!

Red Bull: festa na casa corintiana

A Fiel deixou o Itaquerão, minha casa minha vida (23.641 pagantes/R$ 753.456) esbanjando otimismo à espera do Dérbi no fim de semana. Em mais uma excepcional atuação pífia, o Corinthians foi facilmente dominado pelo Red Bull e perdeu por 2 a 0, na abertura da quarta rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

O Red Bull deu asas à imaginação, aproveitou um problema que acompanha a equipe corintiana há muito tempo (erros no jogo aéreo) e conquistou os três pontos com dois gols de cabeça na etapa final. Ytalo (aos 29) e Bruno Tubarão (aos 48) correram para o abraço.

Queridinho do ‘professor’ Fabio Carille, o zagueiro Henrique foi mal mais uma vez. Errou muitos passes e falhou no primeiro gol do Red Bull. Fagner também não correspondeu na direita, o mesmo aconteceu com Danilo Avelar na esquerda – entrou no intervalo, no lugar do improvisado Leo Henrique, outra figura inútil. Já o estreante Manoel, o Mané da Fiel, deu conta do recado.

O Corinthians repetiu a pasmaceira de outros jogos. Muitos toques e pouca objetividade. Raras vezes incomodou a defesa do Red Bull e o ex-goleiro corintiano Júlio César – operou apenas uma grande defesa em cabeçada de Gustagol, que havia substituído Jadson aos 25 do segundo tempo.

Em sua primeira partida como titular, o argentino Boselli quase não apareceu. Num dos raros momentos em que foi acionado, criou a melhor chance do Corinthians no primeiro tempo.

Depois de empatar na estreia com o Palmeiras, o Red Bull mostrou novamente um bom futebol e mereceu o triunfo. Aproveitou com eficiência a fragilidade do Corinthians no jogo aéreo. O time está em terceiro lugar no grupo A, com cinco pontos.

A equipe corintiana sofreu a segunda derrota em quatro jogos do Paulistinha. Acumula quatro pontos e ocupa a terceira posição no grupo C. No sábado, tentará a reabilitação contra o coirmão Palestra.

Em Barueri, os periquitos em revista chegaram à terceira vitória consecutiva no campeonato: 1 a 0, gol do atacante Felipe Pires, aos 17 segundos da etapa final. O Palmeiras jogou apenas para o gasto. Manteve o domínio na maior do jogo.

Em resumo: fez o suficiente para faturar os três pontos e ganhar mais moral para o duelo contra o Corinthians, entalado na garganta desde a final do Paulistinha/18. O time agora lidera o grupo B, com 10 pontos.

O destaque palmeirense foi Moisés. De volta à posição de volante, foi o criador da equipe, com ótimos passes e segurança no meio de campo. Provou que pode substituir Bruno Henrique, se o titular for negociado para o futebol chinês (ver nota ‘E agora, Felipão?).

Além do futebol pouco inteligente dos dois times, merece crédito negativo sua senhoria, o assoprador de latinha Salim Fende Chavez. Deixou de expulsar o zagueiro Kanu, que atingiu a barriga de Edu Dracena com a sola do pé. Em outra jogada, Victor Luis recebeu cotovelada do adversário e nada aconteceu.

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Pitaco do Chucky. Por onde andam os cartolas Raí e Lugano? O ‘professir’ Jardine está abandonado no ninho de cobras do Morumbi.

E agora, Felipão? No último fim de semana, o ‘sargento’ Felipão acusou a mídia de estar fazendo o jogo de empresários ao informar que Bruno Henrique tinha uma proposta do futebol chinês. Insinuou que se tratava de lorota. Pois bem, a fanfarrice já se encontra na mesa do presidente palmeirense, Maurício Galiotte. A OTB, grupo que administra a carreira do volante, informou que o Tianjin Teda está disposto a desembolsar 6 milhões de euros (R$ 25,4 milhões) pelo atleta. Bruno Henrique ganhará mais de R$ 1,7 milhão por mês, livres, se for negociado. Ele aterrissou no ninho dos periquitos em revista com a condição que sua multa rescisória fosse de 6 milhões de euros.

Zé Corneta. Sampaoli, um carequinha revolucionário no mundo encantado dos ‘professores’ acomodados da pátria das chuteiras furadas.

Peg-Pag. O ‘Supermercado Morumbi’, administrado por CA de Barros e Silva, informa: artilheiro e campeão da Copinha, Gabriel Neves foi emprestado ao Barcelona B. Se aprovar no time espanhol, o atacante poderá render até 8 milhões de euros (R$ 34 milhões) aos cofres do insaciável Tricolor. Que também cedeu o zagueiro Tuta ao Eintracht Frankfurt – trocará um salário de R$ 4 mil por outro de R$ 100 mil.

Sugismundo Freud. Pai, um banqueiro concebido pela natureza.

Xô, coveiros. É incrível o apoio de boa parte dos brasileiros aos ídolos. Estão sempre presentes nos piores momentos da carreira de um atleta, principalmente depois do advento das simpáticas redes antissociais. Tão logo se espalhou a notícia da nova lesão do craque Neymar no pé direito, sofrida na partida com o Strasbourg, uma enxurrada de incentivos partiu da boca do inferno. De pipoqueiro para baixo. Os peçonhentos de plantão, porém, podem colocar a barba de molho. O problema é menos grave do que no ano passado. Neymar ficará fora dos gramados por 10 semanas. Protegido pelos deuses da bola, certamente retornará ainda mais forte.

Caiu na rede. Enquanto Sampaoli esbanja competência no Peixe, Carille fica com mimimi no Corinthians, cansando a Fiel com desculpas do tempo da vovó.

Chama o Kirobo. O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), ficou de queixo caído em sua primeira visita à Arena de Manaus, o elefante branco que devorou a bagatela de R$ 670 milhões para receber quatro jogos da ‘Copa das Copas’, em 2014, e seis da Olimpíada de 2016. O raio X da obra-prima: infiltrações e goteiras nos vestiários; portas e janelas destruídas; TVs roubadas dos camarotes; catracas eletrônicas, elevadores e geradores deteriorados; sumiço de torneiras e loucas; e gramado em péssimas condições. Mais uma missão para o detetive Kirobo.

Zapping. ‘Acabou a brincadeira’, apresentado por Carlos Cereto no SporTV, estreou com uma bomba: o Palmeiras é o grande favorito aos títulos que disputar. Ou seja, a brincadeira continua.

Rei da prancha. Uma exposição itinerante com 15 troféus do bicampeão mundial Gabriel Medina, além de outros itens do surfista, começou a percorrer o país. A largada foi em Garopaba. O trailer também passará por mais cinco cidades: Camboriú – 1/02 a 5/02; Guarujá – 8/02 a 12/02; Riviera São Lourenço – 15/02 a 19/02; Rio (estacionamento Barra Shopping) – 22/02 a 26/02; e São Sebastião – 1/03 a 5/03. Com entrada gratuita, a mostra é uma iniciativa da patrocinadora do atleta com o Instituto Gabriel Medina (IGM).

Torneira fechada. As confederações de tênis, handebol e desportos aquáticos correm atrás de patrocínio. Os Correios tiraram o time de campo.

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, na Gazeta do Povo: “Apesar dos problemas internos que já foram expostos em queixas públicas de Jorge Sampaoli, o treinador não precisou de muito tempo para mostrar a diferença de seu trabalho para o que prevalece em quase todos os times do Brasil. Os 2 a 0 sobre o caro e badalado São Paulo, com ampla imposição, escancararam ainda mais nossa pobreza tática. E o argentino tem um elenco que está longe de ser o melhor do país.” Bingo!

Tititi d’Aline. O piloto inglês Lewis Hamilton ganha um bom reforço para a xepa fora das pistas: Roscoe, um de seus cães, fatura US$ 700 (R$ 2.600) por dia de trabalho como ‘manequim’ de uma agência. O buldogue do pentacampeão mundial de Fórmula 1 é muito requisitado para fotos. Ele também tem credencial especial para circular pelo paddock do circo.

Você sabia que… os clubes, segundo a mamãe Fifa, investiram R$ 28 bilhões em reforços na última temporada?

Bola de ouro. Natália Pereira. Aos 9 anos, a menina foi contratada pelo Avaí para reforçar a equipe sub-10 dos garotos. Ela participará de torneios de futebol de campo e também de futsal. “Natália tem grande potencial e foi aprovada por isso. Não por ser mulher, mas pela qualidade, pelo destaque, o que é muito bom para ela e para o Avaí”, garantiu Diogo Fernandes, coordenador das categorias de base do time.

Bola de latão. Seleçãozinha. Segue decepcionando no Sul-americano sub-20 do Chile. Na abertura do hexagonal final, a equipe ficou no ‘oxo’ contra a Colômbia. Na fase de grupos, o time se classificou aos trancos e barrancos.

Bola de lixo. São Paulo. O soberano está sendo processado pelo volante Arrouca por calote. O jogador cobra R$ 700 mil, referentes a direito de arena de 73 partidas em 2009 (Paulistinha, Brasileirão e Libertadores). O Tricolor reconhece apenas 41 jogos. Menção honrosa. Corinthians. O zagueiro Anderson Martins entrou com ação na Justiça exigindo R$ 372 mil pelo mesmo motivo de Arouca. O atleta defendeu o clube em 2014.

Bola sete. “Maurício Portela, um dos fundadores do Esporte Interativo e que deixou o canal em agosto do ano passado, assume a diretoria de marketing do Flamengo nos próximos dias. Ele ficará responsável por negociar direitos de transmissão, patrocínios, licenciamentos e o programa sócio-torcedor” (de Athos Moura, no Globo – bom negócio?)

Dúvida pertinente. Quando Fabio Carille vai reestrear no Corinthians?

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Único time 100%, ‘Santástico’ renasce com hermano Sampaoli e detona soberano Tricolor

O Peixe sempre foi superior ao Tricolor

Agora quem dá bola é o Santos de Jorge Sampaoli. Três jogos, três vitórias, sete gols a favor e nenhum contra. Único time 100% no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Chegou ao terceiro triunfo com domínio total sobre o soberano São Paulo. Do primeiro ao último minuto na casa alugada do Pacaembu (18.601 pagantes/R$ 630.964). Ganhou por 2 a 0, gols de Luiz Felipe e Derlis González, mas merecia mais no primeiro clássico do campeonato.

O Tricolor foi uma presa muito fácil, com direito a ‘olé’ aos 32 do segundo tempo. Na contramão de outros embates, o ataque são-paulino não brilhou e pouco incomodou Vanderlei, bem protegido por uma zaga dinâmica, que soube dar o bote nos raros momentos de lucidez do adversário.

Os ‘professores’ Jorge Sampaoli e André Jardine haviam prometido um futebol bem ofensivo, porém apenas o hermano santista colocou realmente o time na vertical, à procura do gol.

O são-paulino adotou um esquema mais cauteloso, na esperança de surpreender o adversário num contragolpe, e foi engolido pelo sistema armado por Sampaoli.

Resultado: a equipe santista dominou os 45 minutos iniciais. Criou boas chances e obrigou o goleiro Tiago Volpi a praticar boas defesas.

A superioridade, porém, só foi traduzida em festa na bacia das almas, mais precisamente aos 44: Jean Mota cobrou falta, o zagueiro Luiz Felipe subiu mais que a zaga e cabeceou para o gol.

Os são-paulinos reclamaram da marcação da falta. Erradamente. Nenê cometeu a infração fora da jogada. E foram merecidamente castigados porque o time abdicou do ataque.

O Santos terminou o primeiro tempo com 64% de posse de bola, contra 36% do São Paulo. Uma posse ofensiva e não daquelas tico-tico sem fubá, com inúteis trocas no meio de campo. Outros números: finalizações – 6 a 4 para o Peixe; escanteios – 4 a 1; passes certos – 153 a 78; passes errados – 9 a 9; faltas – 7 a 9.

No intervalo, Diego Souza substituiu o garoto Helinho, mais apagado que lâmpada queimada na peça ofensiva do Tricolor. Sampaoli contra-atacou aos 9: sacou o lateral-esquerdo Orinho e colocou o atacante Copete e trocou o bom meio-campista Jean Mota pelo zagueiro Aguilar. Objetivo: evitar o jogo aéreo do inimigo.

Sempre superior, o Santos liquidou a parada aos 21 minutos, em um contra-ataque fantástico. Alison, um leão em campo, recuperou a bola depois de falta cobrada pelo São Paulo e lançou Derlis González. O santista invadiu a área, driblou Tiago Volpi e tocou para o gol.

Mesmo com a vantagem de dois gols, o Peixe manteve um ritmo intenso até o final da partida. André Jardine ainda tentou diminuir o prejuízo, colocando Liziero e Brenner nos lugares de Nenê e Hudson. Sem sucesso. Levou um banho de Sampaoli, o único ‘professor’ 100% do campeonato – três vitórias, sete gols a favor e nenhum contra.

Líder do grupo A com nove pontos, o Peixe encara o Bragantino na próxima quinta, em Bragança Paulita. No mesmo dia, o São Paulo, primeiro no D com seis pontos, pega Guarani, no Pacaembu.

No estádio Anacleto Campanella, diante de 7.584 torcedores (R$ 340.250), o Palmeiras engatou a segunda vitória consecutiva no Paulistinha.

Com gols de Borja e Luan, um em cada tempo, derrotou o São Caetano por 2 a 0. O ‘sargento’ Felipão rodou mais uma vez o elenco a fim de observar mais jogadores. Desta vez, Jailson e Carlos Eduardo foram titulares.

O triunfo levou o Palestra à liderança do grupo B, com sete pontos. Na próxima quarta-feira, o Palmeiras enfrenta o Oeste pela quarta rodada.

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Pitaco do Chucky. O carismático e sumido Queiroz, ex-assessor de Bolsonaro, ganha as ruas do Rio: será homenageado pelo bloco Laranjada.

Pão de queijo queimado. Primeiro: uma vergonha a realização do clássico em BH após a tragédia de Brumadinho – na verdade, todos os jogos deveriam ser adiados. Segundo: a bola correr às 11 horas em pleno verão. Terceiro: um juiz trapalhão, o assoprador de latinha Wanderson Alves de Souza, que ignorou pênalti claro, marcou um que não aconteceu, inverteu falta e deixou o campo lesionado. Quarto: Raposa 1 x 1 Galo, sob os olhares de 39.088 pagantes (R$ 834.717).

Sugismundo Freud. A tolice alheia é uma piada, e a nossa, uma desgraça.

Propaganda enganosa. Pressionado pela Fiel, o mandachuva e raios Andrés ‘Desmanchez’ abriu o jogo: o Negócio da China com o BMG é bem diferente daquele que foi anunciado com estardalhaço pelo clube. O Corinthians realmente recebeu R$ 30 milhões pelo carimbo do banco no enxoval, mas não por um ano. Pegou R$ 12 milhões relativos a 2019, adiantou os R$ 12 milhões de 2020 e R$ 6 milhões antecipados de possível lucro com o acordo. Ou seja, o Corinthians receberá R$ 1 milhão por mês (salário do palmeirense Dudu).

Zé Corneta. Muitos ficam ricos com o Corinthians, menos o clube.

Cachê. Sonho de consumo de 11 de cada 10 torcedores brasileiros, a Libertadores ganhou um bom upgrade financeiro. A bondosa e maquiavélica Conmebol distribuirá US$ 162 milhões (R$ 610 milhões) aos participantes. O campeão embolsará US$ 12 milhões (R$ 45,2 milhões). Ano passado, o River Plate papou US$ 6 milhões. Apesar do reajuste, o valor ainda é menor que o cachê pago ao bambambã da Copa do Brasil: R$ 50 milhões. Já em comparação com a Champions, a Libertadores leva um baile. A Uefa reforça os clubes com 2,04 bilhões de euros (R$ 8,7 bilhões). Apenas na fase de grupos, cada um dos times embolsa 15,2 milhões de euros (R$ 65 milhões). E ganha mais 2,7 milhões (R$ 11,5 milhões) por triunfo. Na Libertadores deste ano, cada mandante recebe US$ 1 milhão (R$ 3,8 milhões) por partida em casa.

Caiu na rede. O Corinthians entrou no cheque especial do BMG.

Boa vizinhança. Filho do ex-presidente do Circo Brasileiro de Futebol, Marco Polo Del Nero finalmente realizou um velho sonho: foi eleito conselheiro vitalício do Palmeiras. Banido do esporte pela mamãe Fifa, o imperador Del Nero, pai de Nerinho, também é conselheiro do Palestra.

Gilete press. De Son Salvador, no Estado de Minas: “Os clubes precisam repensar o papel do estafe do atleta. Se for para ajudar, tudo bem. Se for para transformar nossos clubes em barriga de aluguel, se for para prejudicar uma torcida diante da primeira proposta por um jogador, que haja um certo distanciamento. Lembro que sem o clube o jogador não tem espaço, não tem mídia, não tem proposta… É preciso valorizar o clube, a camisa. E quem não tiver cabeça para jogar, que fique treinando. Mas que não seja negociado.” É vero?

Tititi d’Aline. Acertar na mosca em um clube de tiro de São Paulo pode custar até R$ 65 mil. Apesar do preço, a procura por uma carteirinha de sócio é grande. Além de atletas, também menores com autorização tentam acertar o alvo.

Bola de ouro. Novak Djokovic. O sérvio amassou o espanhol Rafael Nadal (6/3, 6/2 e 6/3) e entrou para a história como primeiro heptacampeão do Aberto da Austrália. O número um da bolinha faturou o terceiro título de Grand Slam consecutiva. Em 2018, fez a festa em Wimbledon e no US Open.

Bola de latão. São Paulo. A cartolagem do soberano resolveu enfiar a faca no torcedor. O ingresso mais barato para o embate com o Talleres, pela pré-Libertadores, custa R$ 70. Já o mais caro sai por R$ 280.

Bola de lixo. Carioquinha. A torcida está ligadíssima no campeonato. Nada menos que 5.314 testemunhas trocaram a praia pelas arquibancadas do estádio Nilton Santos, o Nilton, para assistir o primeiro clássico do empolgante torneio: Botafogo 2 x 1 Flamengo. O campo tem capacidade para 44.660 espectadores.

Bola sete. “A frase que eu guardei de Sir Alex Ferguson foi: ‘No dia em que um atleta for mais importante que o clube, adeus’. O treinador está lá para treiná-los, não para discipliná-los a qualquer custo” (do gajo José Mourinho, em papo no canal beINSports – uma alfinetada na turma do Manchester United, que puxou seu tapete).

Dúvida pertinente. Gustagol, Boselli ou Vagner Love?

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Gustagol, o patinho feio dos centroavantes, garante a primeira festa da Fiel

GALERIA: As imagens de Corinthians 1 x 0 Ponte Preta

A Fiel voltou a sorrir. Depois de um empate e uma derrota, finalmente o Corinthians conseguiu a primeira vitória no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. O herói da conquista: Gustagol (foto) que corre risco de ficar com o bumbum no banco de reservas, observando o gringo Boselli e/ou Vagner Love.

Ele implodiu a Ponte aos 32 minutos do segundo tempo, após bela jogada de Fagner e Pedrinho pela direita, levando a torcida à loucura no Itaquerão, minha casa minha vida (25.865 pagantes/R$ 954.497,90). O duelo marcou a estreia de Boselli.

Recheado de reservas, o Corinthians apresentou um futebol enfadonho no primeiro tempo, repetindo as atuações dos embates contra o São Caetano (1 a 1) e Guarani (1 a 2). Teve problemas no meio de campo, sem um pingo de inspiração com Thiaguinho, Araos, Pedrinho e Mateus Vital, e pouca, ou nenhuma, força no ataque. A defesa também claudicou, principalmente pela esquerda, com Danilo Avelar.

Mesmo com mais posse de bola (64% a 36%) chutou menos que a Ponte, quatro contra oito. Não importunou o goleiro Ivan. Já o time campineiro deu trabalho a Cássio, com arremates de fora da área.

Aos 26, um temporal paralisou o confronto. Dizem que depois da tempestade vem a bonança, mas a Fiel continuou irritada com a pífia produção da equipe. A Ponte chegou a balançar a rede em rebote de Cássio, porém Thalles estava impedido.

Apesar da fraca exibição corintiana na etapa inicial, o ‘professor’ Fabio Carille manteve o time. No entanto, logo percebeu que as coisas poderiam ficar complicadas como nas duas primeiras jornadas e tratou de colocar mais competência em campo.

Primeiro, substituiu Araos por Jadson. Depois, Gustavo Mosquito por Boselli. E Léo Santos por Fagner. O Corinthians cresceu, tomou conta da Macaca e Gustagol marcou aos 32. Havia seis jogos que a Ponte não sofria gol.

O Corinthians ocupa a segunda posição no grupo C, com quatro pontos. Na próxima quarta, recebe o Red Bull. A Ponte está em terceiro no A, com dois. Pega o Mirassol em Campinas.

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Pitaco do Chucky. Hit musical na velha Fazendinha, após o acerto com BMG: ‘Pega na mentira’.

Clássico ‘fantasma’. Apenas 5.314 testemunhas assistiram à vitória do Flamengo sobre o Botafogo por 2 a 1, de virada, no estádio Nilton Santos, o Niltão, que tem capacidade para 44.660 torcedores. A grande estrela do primeiro clássico do Carioquinha foi o ex-santista Bruno Henrique. Contratado por R$ 23 milhões, ele entrou no segundo tempo e marcou os dois gols do Rubro-negro. Uma estréia de gala. O Botafogo saiu na frente com um gol de João Paulo no primeiro tempo. Após três jogos, o Flamengo lidera o grupo C, com sete pontos. A equipe botafoguense carrega a lanterna, com um.

Zé Corneta. Palmeiras chama campeonato de Paulistinha, mas vende ingresso a preço de caviar: R$ 90. A torcida está mais feliz que solteiro com celular sem bateria.

Maratona da garotada. Fim do vestibular das chuteiras, com a festa do tetracampeonato do soberaninho São Paulo, é hora de contabilizar os números da 50ª Copinha, disputada em intermináveis 23 dias. O campeão Tricolor entrou nove vezes em campo, ou seja, uma partida a cada dois dias e meio. A molecada correu 738 vezes para o abraço – 327 no primeiro tempo e 411 no segundo. Aconteceram 12 hat-tricks. Apenas Matheus Davó marcou quatro gols em um jogo (Guarani 5 x 0 Saci colorado). O balanço da Copinha:

255 jogos
738 gols (média de 2,89 por duelo)
3 de janeiro, o dia com mais gols: 149
63 goleadas (mais de três tentos de diferença)
82 triunfos por apenas um gol de vantagem
61 empates
16 partidas com diferença de pelo menos cinco gols
Maior goleada: Corinthians 8 x 0 Visão Celeste-RN
Embate com mais gols: São Paulo 7 x 2 Holanda-AM
Melhor ataque: Corinthians, com 29 gols
Artilheiro: Gabriel Novaes, do São Paulo, com 10 gols

Sugismundo Freud. Quem não presta para si não presta para os outros.

João-sem-braço. A máscara caiu poucos dias depois de o Corinthians anunciar aos quatro ventos do moinho sem hélices o patrocínio de R$ 30 milhões anuais do BMG. Em ata de reunião do conselho de administração, o banco informou que o carimbo no enxoval corintiano é de R$ 12 milhões por ano, menos da metade do que o clube embolsou no último cântico ‘Vem pra Caixa você também’ até abril de 2017. E o chamado primeiro-ministro do clube, Luis Paulo Rosenberg, ironizou o Palmeiras/Crefisa quando anunciou a jogada. Depois da partida com a Ponte, o presidente Andres Desmanchez confirmou que o BMG pagara R$ 12 mi por temporada.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Depois de vetar bandeirões, a Conmebol determina: o traje obrigatório para assistir um jogo da Libertadores será fraque ou vestido longo.

Marcha fúnebre. Criada em 2015 para combater a politicagem do Circo Brasileiro de Futebol, a Primeira Liga agoniza na UTI. A exemplo de 2018, não será realizada nesta temporada. Formada por 19 clubes de oito estados, colocou a bola para correr apenas em 2016 e 2017. Fluminense e Londrina se sagraram campeões. Uma reunião deverá definir o futuro da competição, o dia em que o padre será convocado para dar a extrema-unção. Os paulistas ficaram fora do movimento.

Gilete press. De André Rocha, no Uol: “São poucos os que jogaram e hoje comentam futebol, falando ou escrevendo, que saem dos clichês e análises baseadas no senso comum. Tostão é a melhor das exceções. Vez ou outra pode dar vazão a um certo saudosismo, especialmente em relação à seleção brasileira de 1970, mas seus textos revelam um observador humilde, que procura estar atento às transformações do esporte. Valoriza o novo e respeita a análise de quem não jogou profissionalmente. Infelizmente a grande maioria se comporta, de forma velada ou não, como Vanderlei Luxemburgo: ”nada mudou, nós fazíamos o mesmo há quatro décadas, mas com nomes diferentes”. Uma visão estanque, muito diferente da dinâmica do tempo.” Fato.

Tititi d’Aline. O atacante Vagner Love só conseguiu deixar o Besiktas porque prometeu enquadrar cartolagem turca. Se não conseguisse a rescisão de contrato, o brasileiro acionaria a mamãe Fifa em 1° de fevereiro. Com cinco meses de salários atrasados, o ‘artilheiro do amor’ cansou de ouvir conversa fiada. Aos 34 anos, ele assinou com o Corinthians até dezembro de 2020.

Você sabia que… a partir deste domingo, no jogo com o Azulão, os anjinhos manchados organizados pelo diabo prometem campanha contra a cartolagem por ter aumentado a mensalidade do programa de sócio-torcedor e dos ingressos?

Bola de ouro. Naomi Osaka. A japonesa de 21 anos, radicada nos EUA, bateu a tcheca Petra Kvitova (7/6, 5/7 e 6/4), ganhou o Aberto da Austrália e entrou para a história como a primeira tenista asiática a assumir a liderança do ranking mundial, superando a chinesa Na Li, que chegou a ser segunda colocada no ranking. Há quatro meses, Osaka faturou o US Open, seu primeiro título de Grand Slam.

Bola de latão. Seleçãozinha. Garantiu aos trancos e barrancos uma vaga no hexagonal final do Sul-americano sub-20, no Chile. Ficou no ‘oxo’ com a Colômbia, sofreu para bater a Venezuela por 2 a 1, perdeu do Chile por 1 a 0 e faturou a Bolívia no sufoco, com um gol de pênalti. Classificou-se em segundo no grupo A, atrás dos venezuelanos.

Bola de lixo. Jemima Sumgong. Ouro na maratona da Rio-16, a queniana pegou um gancho de oito anos por mentir e dificultar a investigação do caso em que foi flagrada no antidoping por uso de eritropoietina (EPO), cinco meses após a Olimpíada. A atleta apresentou documentos falsos de um tratamento que teria recebido em hospital. A investigação comprovou que Sumgong, 34 anos, não havia sido internada nas datas indicadas.

Bola sete. “Obrigado por lei, o Comitê Olímpico do Brasil lançará o Portal da Transparência, que divulgará os gastos da entidade. Além disso, o COB disponibilizará às federações o Sysconf, um aplicativo para aprimorar ou, na maioria dos casos, criar um gerenciamento de dados, documentos e contas” (de Ancelmo Gois, no Globo – a hora da verdade).

Dúvida pertinente. San-São no Pacaembu: cabelo comprido ou careca?

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São Paulo quebra tabu de oito anos e conquista a Copinha, o vestibular das chuteiras

Larrisa também comemorou o título do São Paulo

Depois de oito anos, o São Paulo voltou a soltar o grito de campeão da Copinha, o grande vestibular da bola tupiniquim. Mas haja coração! O soberaninho abriu dois gols de vantagem, se acomodou, permitiu a reação do bom time do Vasco e só deu a volta olímpica no Pacaembu depois da decisão na marca da cal: 3 a 1. O goleiro Thiago Couto defendeu dois pênaltis e saiu de campo como herói do tetra.

O Tricolor havia faturado o caneco pela última vez em 2010, quando contava com Casemiro, hoje no Real Madrid, e Lucas, do Tottenham. Na decisão, derrotou o Santos nos pênaltis por 3 a 0 após empate em 1 a 1. O Vasco vive um jejum desde 1992. Na final, bateu justamente o São Paulo.

A galera do Tricolor chegou a gritar ‘olé’ depois de Antony marcar o segundo gol, aos 7 minutos da etapa final. Gabriel Novaes abriu o placar aos 38 do primeiro tempo. No início da jogada, Wellington cometeu falta em João Pedro, mas sua senhoria, o assoprador de latinha Douglas Marques da Flores, nada marcou.

Sob forte chuva, o Vasco partiu para cima do time paulista depois de tomar o segundo gol. E diminuiu com Lucas Santos aos 30, batendo falta, após a equipe perder duas ótimas chances. Oito minutos depois, Tiago Reis empatou.

Na decisão por pênaltis, Ed Carlos, Morato e Tuta marcaram para o São Paulo. Marcos Júnior chutou para fora. No Vasco, Lucas Santos fez o primeiro, Thiago Couto pegou as batidas de Tiago Reis e Riquelme, e Gabriel bateu no travessão.

Galeria dos campeões

Corinthians: 10

Fluminense: 5

São Paulo, Saci colorado e Flamengo: 4

Peixe e Galo: 3

Ponte, Nacional-SP e Lusa: 2

Juventus-SP, Raposa, Guarani, Vasco, América-SP, Paulista, America-MG, Roma, Barueri, Marília, Santo André e Figueirense: 1

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Pitaco do Chucky. Paulistinha, às 11 horas de domingo: 6 minutos de futebol e 84 de parada técnica.

Gol de placa. Campeões da Copinha, os garotos do São Paulo também marcaram um golaço fora de campo. Antes do embate contra o Vasco, eles decidiram raspar o cabelo em homenagem a Larissa, torcedora de seis anos que luta contra um câncer no cérebro. A menina conheceu os atletas no duelo contra o Mirassol, pelas oitavas de final. O time resolveu adotá-la como mascote. A equipe recebeu Larissa no vestiário do Pacaembu antes da final. Pé quente.

Zé Corneta. Palmeiras pode formar até três times; Corinthians não consegue montar um.

Pinóquio da Fiel. A máscara caiu poucos dias depois de o Corinthians anunciar aos quatro ventos do moinho sem hélices o patrocínio de R$ 30 milhões anuais do BMG. Em ata de reunião do conselho de administração, o banco informou que o carimbo no enxoval corintiano é de R$ 12 milhões por ano, menos da metade do que o clube embolsou no último cântico ‘Vem pra Caixa você também’ até abril de 2017. Mas os cartolas reafirmaram que a parceria poderá render até R$ 50 milhões.

Sugismundo Freud. Não julgue ninguém, apenas análise os erros.

Donos da mortadela. O Real Madrid lidera o ranking dos clubes que mais faturaram na temporada 2017/18, de acordo com levantamento da consultoria britânica ‘Deloitte’. O time espanhol comanda a ‘Football Money League’ com 750,9 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões). Pela 12ª vez o Real ocupa o topo da pesquisa, realizada há 22 anos. Depois aparecem Barcelona, com 690,4 milhões (R$ 2,9 bilhões), e Manchester United, com 666 milhões (R$ 2,8 bilhões). No geral, os 20 times mais ricos do mundo geraram 8,3 bilhões de euros (R$ 35,6 bilhões) de receita, novo recorde.

Vale tudo. Se não tem tu, vai tu mesmo: no último jogo do Coxa pelo Paranaensezinho, a bola era do Carioquinha. A Topper fornece o material para os dois campeonatos.

Gilete press. De Maria Fortuna, no Globo: “O presidente da Fifa, Gianni Infantino, quer vender os direitos das competições da Federação por US$ 25 bilhões, incluindo a Copa do Mundo e todo o seu arquivo. A compradora seria a Fifa Digital Corporation, empresa recém-criada na Suíça, presidida por ele. Se isso acontecer, a companhia ganhará os direitos dos jogos por 30 anos e Infantino, um salário maior do que os já robustos US$ 2 milhões anuais de hoje.” Que mamata.

Caiu na rede. Ser vice é um aprendizado que vem desde a base do Vasco.

Tititi da Aline. Ronaldinho Gaúcho, o ET das chuteiras, continua causando. O brasileiro gravou dois comerciais para uma casa de apostas da Sérvia, em Belgrado, ao lado da modelo local Angjelka Tomasevic. Em um deles, Ronaldinho Gaúcho fica preso no elevador com a top. Ela sugere ‘algo mais excitante’ para aproveitar o tempo, e pimba na caxirola: o ex-jogador pega o smartphone e abre o aplicativo da casa de apostas. Em poucas horas, mais de meio milhão de visitas no Youtube.

Você sabia que… mais de US$ 1,2 bilhão em apostas esportivas foram movimentados apenas em Nova Jersey nos últimos sete meses?

Bola de ouro. Thiago Couto, Caio Felipe, Tuta, Morato, Wellington, Sena, Diego, Rodrigo Nestor, Vitinho, Paulinho, Marcos Junior, Antony, Fasson, Gabriel Novaes, Edcarlos, Fabinho e Weverton. Sob o comando de Orlando Ribeiro, a molecada do soberaninho Tricolor levantou a Copinha.

Bola de latão. Thierry Henry. O carrasco da amarelinha desbotada na Copa de 2006 e integrante da comissão técnica da Bélgica em 2018 dançou no Monaco. O time luta contra o rebaixamento no Campeonato Francês e foi liminado da Copa da França. Henry chegou ao Monaco em outubro de 2018 para assumir a vaga de Leonardo Jardim, demitido. Comandou o time em 20 jogos – quatro vitórias, cinco empates e 11 derrotas, com 15 gols a favor e 36 contra. Franck Passi vai dirigir a equipe.

Bola de lixo. Flavio Rodrigues de Souza. O ínclito assoprador de latinha deu uma aula de apito na mansão Allianz Parque: fechou os olhos para três pênaltis a favor do Botafogo e abriu para um do Palmeiras que não houve. Pode pedir música no ‘Fantástico’.

Bola sete. “Eu não vou pagar o Nenê para jogar no Fluminense e nem o Diego Souza [para jogar no Vasco]. Eu pago o jogador para defender o São Paulo” (do presidente CA de Barros e Silva, colocando ponto final no blá-blá-blá dos cariocas).

Dúvida pertinente. A lua de mel entre Fiel e Fabio Carille resistirá a mais um tropeço do Corinthians?

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Peixe e soberano Tricolor atropelam adversários e esquentam o San-São do Paulistinha

Depois de duas rodadas banho-maria, promessa de emoção no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso. Peixe e soberano São Paulo, os dois melhores times do campeonato, se encontrarão na casa alugada do Pacaembu, neste domingo. Como visitante, o time da capital não terá torcedores no estádio. Santistas e tricolores chegam cheio de moral para o duelo. Estão na liderança, invictos, com 100%. Mais: amassaram os adversários na segunda rodada.

Soteldo comemora seu primeiro gol pelo Santos, em jogo contra o São Bento
Em Sorocaba (8.619 pagantes/R$ 317.260), o Peixe fisgou com extrema facilidade o São Bento. Senhor absoluto da partida desde o início, o Santos deixou o adversário de quatro e obteve a segunda vitória consecutiva. Jean Mota, Derlis González, Soteldo (foto) e Copete garantiram os três pontos.

O meia venezuelano Soteldo estreou com destaque na equipe santista. O gigante de 1,60m entrou em campo aos 9 minutos do segundo tempo e marcou um belo gol aos 24. Após tabela com Derlis González, tocou na saída do goleiro Renan e saiu para o abraço.

Soteldo deu bons passes e mostrou qualidade no drible. Veloz, procurou atacar sempre na vertical, em direção ao gol. Arrancou aplausos e sonhos da torcida santista que foi ao estádio Walter Ribeiro.

A equipe do ‘professor’ Jorge Sampaoli começou a desmontar o São Bento aos 17 segundos de jogo. Derlis González abriu na direita para Vitor Ferraz, que cruzou e Jean Mota bateu no canto direito de Renan.

Autor do gol da vitória do Santos sobre a Ferroviária na abertura do campeonato, Jean Mota foi novamente o melhor jogador do time. De renegado, passou a ser o maestro santista. Aos 18, deu assistência para o tento de Derlis González – o paraguaio cortou duas vezes Diego Ivo e chutou no canto esquerdo.

O Santos não se acomodou na vantagem e manteve a mesma intensidade na etapa final, marcando sob pressão e jamais abdicando do ataque, características que acompanham o trabalho de Sampaoli.

Explorou com eficiência o lado esquerdo do São Bento, um convite a grandes emoções com a dupla Diego Ivo e Marcelo Cordeiro, lateral de 37 anos.

Depois de Soteldo deixar sua marca, Copete fechou o caixão do São Bento aos 32. Com a vitória, o Peixe manteve a liderança do grupo A. Acumula seis pontos. O time de Sorocaba carrega a lanterna do B, com um.

No estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, diante 6.741 testemunhas (R$ 291.085), o São Paulo também superou com facilidade o Novorizontino. Ganhou por 3 a 0, gols de Everton (foto) Diego Souza e Pablo. Em duas partidas, o soberano assinalou sete gols e tomou apenas um (na estreia, goleou o Mirassol por 4 a 1).

Com o triunfo, o Tricolor atingiu seis pontos e está na ponta do grupo D. O time do interior tem três no B. Ocupa o terceiro lugar, atrás de Palmeiras (quatro pontos) e Guarani (três).

O ‘professor’ André Jardine testou pela primeira vez a dupla Diego Souza e Pablo. E eles corresponderam, embora em alguns momentos demonstrassem desentrosamento, o que é perfeitamente normal em início de temporada.

A equipe do Morumbi começou a faturar os três pontos aos 7 minutos. Nenê, em boa fase, serviu Everton, que tocou no canto. O Tricolor manteve o domínio do jogo e aumentou o placar aos 29. Diego Souza aproveitou lambança da zaga do Novorizontino e guardou. O time da casa esboçou uma reação, mas a defesa são-paulina se comportou bem.

No segundo tempo, o São Paulo puxou o freio de mão e administrou a posse de bola, pouco permitindo ao Novorizontino. Ficou clara a disposição em poupar-se para o San-São da terceira rodada.

A monotonia tomou conta da partida. Ela só foi quebrada aos 26 minutos. Pablo arriscou um chute de fora da área e o goleiro Vagner aceitou. Cocoricó! Game over.

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Corinthians dorme na vantagem, leva virada e Guarani quebra tabu de 17 anos

O Corinthians do ‘professor’ Fabio Carille voltou a decepcionar no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Depois de empatar com o Azulão na primeira rodada em 1 a 1, gol do zagueiro Henrique na bacia das almas, a equipe perdeu do Guarani por 2 a 1, de virada, no Brinco de Ouro.

O Bugre de Osmar Loss, ex-Corinthians, quebrou um tabu de 17 anos: havia vencido o coirmão pela última vez em setembro de 2001: 3 a 0, no Pacaembu. Desde 2013, o time campineiro não disputava um jogo do estadual em sua casa. Que recebeu apenas 7.252 espectadores (R$ 171.132), produto da genial ideia de torcida única.

O Corinthians deu a impressão de que liquidaria o adversário com facilidade. Aos 8 minutos de jogo, Sornoza cobrou escanteio, Gustagol subiu mais que a zaga e mandou de cabeça para a rede.

Inexplicavelmente, o time corintiano se acomodou e deixou o Guarani crescer. Lembrou os velhos tempos de Carille: fechou a cozinha e ficou à espera de um contragolpe. Abdicou do ataque e acabou levando a virada em pouco tempo.

Aos 37, Inácio cobrou falta na área, o corintiano Fagner ficou olhando as estrelas e Diego Cardoso cabeceou livre, no canto direito. Cássio chegou a tocar na bola, mas não evitou o empate.

Cinco minutos depois, nova festa campineira. Ramiro cortou parcialmente e a bola sobrou para Felipe Amorim, que tocou para Rondinelly. O camisa 10 chutou de fora da área e mandou no ângulo esquerdo. Golaço.

Castigo merecido a um time que resolveu se acomodar na vantagem. E que apresentou novamente um meio de campo problemático com Richard e Sornoza, os dois reforços que vieram do Fluminense. Não marcaram e nem criaram.

Já o lateral Avelar foi horrível, como sempre. Também André Luis derrapou na maionese como esperança na ponta direita. Apenas Gustagol correspondeu no ataque.

No segundo tempo, Carille trocou André Luis por Pedrinho (um absurdo ficar no banco) e Richard por Gustavo Mosquito.

O Corinthians cresceu, mandou uma bola na trave com Pedrinho, porém errou ao insistir em cruzamentos para a área. Consagrou a zaga do Guarani. Que, nos contra-ataques, levou mais perigo. Só não ampliou o placar porque parou nas luvas de Cássio.

O Corinthians tem apenas um ponto em dois jogos no grupo C. Em 180 minutos, teve um desempenho muito fraco. Tentará se recuperar no próximo sábado, quando receberá a Ponte no Itaquerão, minha casa minha vida. O Guarani se reabilitou da derrota diante do Bragantino (1 a 0) na estreia. Acumula três pontos no grupo B.

Deyverson comemora o gol do Palmeiras

Na mansão Allianz Parque, diante de 23.752 torcedores (R$ 1.272.384,60), o Palmeiras conseguiu a primeira vitória no Paulistinha. Mesmo sem apresentar um bom tico-tico no fubá, o Palestra derrotou o Botafogo por 1 a 0, gol de Deyverson, aos 20 minutos do primeiro tempo. Bruno Henrique mandou um petardo ao gol, Rodrigo Viana deu rebote e o centroavante estufou a rede.

Os periquitos em revista poderiam ter ampliado o marcador no segundo tempo aos 36. O estreante Carlos Eduardo sofreu pênalti, mas Bruno Henrique cobrou mal e Rodrigo Viana defendeu. O meio-campista Zé Rafael também defendeu pela primeira vez o Palmeiras. Nervoso, alternou bons e maus momentos. O destaque do time foi Scarpa.

Depois da partida, os botafoguenses reclamaram muito do assoprador de latinha Flávio Rodrigues de Souza. Sua senhoria ignorou três pênaltis cometidos pelos palmeirenses.

Com o triunfo, o Palestra chegou a quatro pontos no grupo B, já que na rodada inicial empatou por 1 a 1 com o Red Bull. O Botafogo tem um ponto no grupo D. No fim de semana, o Palmeiras enfrenta o Azulão, fora de casa. O Bota recebe a Ferroviária.

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Pitaco do Chucky. Futebol brasileiro vende promessas e repatria fracassos.

Desafio ao Periquito. Não vai ser nada fácil a sobrevivência do Palmeiras nos próximos três anos. A renovação de contrato com a ‘titia’ Leila Crefisa poderá render até R$ 410 milhões até 2021. Uma mixaria! O valor fixo de patrocínio vai girar em torno R$ 81 milhões por temporada. O restante da bolada virá com a ajuda no pagamento de salários (Lucas Lima e Borja, por exemplo), luvas de R$ 15 milhões e prêmios por metas alcançadas. Mas o açucarado café no bule somente será servido se o Palestra conquistar todos os títulos – Paulistinha, Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Em 2018, o carimbo no enxoval palmeirense rendeu R$ 78 milhões.

Desafio ao Periquito 2. O novo acordo se encerrará justamente no ano em que a ‘titia’ Leila Crefisa espera assumir o trono do Palestra. Mauricio Galiotte não poderá ser reeleito mais uma vez. Feliz com a ‘eterna lua de mel’, a dona do patrocinador afirmou que o clube está sendo ‘invejado’ na pátria das chuteiras furadas. E alfinetou: os coirmãos deveriam seguir o modelo do Palmeiras, em vez de ficar incomodados.

Zé Corneta. Trocas entre clubes: nada por coisa nenhuma.

Tungada carioca. O futebol na pátria das chuteiras furadas é espetacularmente administrado por engomadinhos de colarinho branco. O Flamengo levou para casa nada menos que R$ 19.884,90 da renda de R$ 1.067.172 do jogo contra o Bangu (beliscou R$ 13.256). E com o saldo da bilheteria, o Urubu ainda pagou R$ 6.200 do antidoping. Mais de 46 mil torcedores foram ao ‘new Maraca’, maior público dos estaduais. Detalhe: a gloriosa federação carioca embolsou R$ 105 mil com a taxa de 5%, limpinhos da Silva.

Sugismundo Freud. Só com sabedoria não se faz a feira.

Bronca da Fiel. O mandachuva do Peixe, José Carlos Peres, viajou no tempo e foi buscar no saudoso Corinthians da década de 50 a qualificação para o primeiro reforço do Peixe, o meia venezuelano Yeferson Soteldo, 1,60m: ‘Pequeno Polegar’. Os torcedores corintianos mais velhos subiram nas tamancas. Luiz Trochillo, o Luizinho Pequeno Polegar, foi um dos maiores jogadores da história do clube e grande carrasco do Palmeiras, com 21 gols no coirmão.

Caiu na rede. Whatsapp já caiu mais vezes do que o Neymar na Copa do Mundo. Mas

Continência. Ex-presidente do Galo, Daniel Nepomuceno também baterá continência ao capitão: foi nomeado secretário-executivo do Ministério do Turismo, comandado pelo deputado federal Marcelo Álvaro Antonio (PSL-MG). Nepomuceno dirigiu o Galo entre 2015 e 2017.

Tiro curto. Aleluia: os inúteis estaduais terminam daqui a… três meses.

Crime organizado. O diretor das categorias de base da federação amazonense, Thiago Durante, denunciou que parte dos atletas cortados do Holanda, pior time da Copinha deste ano, estaria envolvida com o crime. O cartola não revelou nomes. Na internet, informou que a namorada de um moleque teria sido assassinada e as suspeitas envolveriam o tráfico de drogas. Durante afirmou ao GloboEsporte.com que os jogadores foram afastados após mudança de comportamento e ostentação de posses incompatíveis com padrão de vida dos meninos.

Dona Fifi. Na hora do filé mignon, a ganância entra em campo: os ingressos para a final da Copinha entre São Paulo e Vasco, nesta sexta, no Pacaembu, custam entre R$ 30 e R$ 50.

Mico na bolinha. O brasileiro Thomaz Bellucci passou carão no Challenger de Newport Beach. O tenista foi à rede para cumprimentar o rival e o juiz pensando que havia fechado o segundo set, mas estava 5 a 3. Bellucci foi avisado do erro pelo árbitro, voltou ao jogo e venceu por duplo 6/4.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “Muitos vão dizer que é o futebol raiz. Outros falarão que os longos estaduais estão perdidos no tempo. Não tem de ser uma coisa ou outra. Deveria haver um campeonato mais curto, com estruturas melhores, que unisse o romantismo, o prazer de desfrutar de coisas de outras épocas, com a modernidade, a realidade atual e o negócio futebol. O bom senso e os bons marqueteiros deveriam entrar em campo.” Mãos à obra.

TItiti d’Aline. Casada com Julia Silva, gerente de seleções da Confederação Brasileira de Vôlei, a bicampeã olímpica Fabi será mãe. Julia está com 17 semanas de gravidez. Fabi se aposentou após a última Superliga. Hoje, é comentarista da plim plim.

Você sabia que… a média de gols da primeira rodada do Paulistinha foi de 1,75 por jogo?

Bola de ouro. Ricardo Oliveira. O ‘vovô’ de 38 anos do Galo é o jogador em atividade da Série A com maior número de gols. Ele marcou três na goleada de 5 a 0 sobre o Boa Esporte, pelo Mineirinho, e chegou a 372 em 712 jogos, contra 369 em 679 partidas de Fred, da Raposa.

Bola de latão. Vôlei Caramuru. Há três meses o time paranaense não paga os salários dos jogadores, que giram entre R$ 3,5 mil e R$ 18 mil. Revoltados, os atletas aproveitaram o duelo contra o Sesc para protestar. Após um saque do adversário, eles ficaram parados e o Sesc pontuou. Com apenas oito pontos (dois triunfos em 13 partidas), o Caramuru está na penúltima colocação da Superliga e caminha para o rebaixamento.

Bola de lixo. Saci colorado. A cada dia que passa, o Ministério Público aponta novas falcatruas da gestão do ex-presidente Vitorio Piffero (2015/16). A última: uma agência de viagens repassou R$ 169 mil ao ex-vice Pedro Affatato, indicando superfaturamento na compra de passagens aéreas.

Bola sete. “O futebol brasileiro passou a ser um jogo de estocadas, sobressaltos, de belos lances esporádicos, de bolas longas e de pouca lucidez” (do pequeno grande Tostão, na Folha – fato).

Dúvida pertinente. O atacante rubro-negro Vitinho tem culpa dos R$ 40 milhões investidos em seu pé de obra?

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Corinthians de Carille decepciona no começo da luta para detonar tabu de oito décadas

A caminhada do Corinthians em busca do tricampeonato começou como os secadores e a Fiel gostam: muito sofrimento e emoção no Itaquerão, minha casa minha vida (31.009 pagantes/R$ 1.203.885,70). O time de Fabio Carille, principal reforço para a temporada, só conseguiu evitar a derrota aos 49 minutos do segundo tempo, na única bola que acertou no gol do São Caetano – uma cabeçada de Henrique. O time do ABC saiu na frente com um pênalti cobrado por Rafael Marques, aos 28 da etapa inicial.

Com o resultado da primeira rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, o Corinthians ocupa o segundo lugar no grupo C, com um ponto. O Bragantino derrotou Guarani por 1 a 0 e lidera com três. Ferroviária e Mirassol têm zero. Quarta-feira, o time corintiano encara o Guarani, em Campinas.

Campeão em 2017 e 2018, o Corinthians tenta quebrar um tabu de 80 anos. A equipe ganhou o tri pela última vez em 1939. O campeonato ainda nem era organizado pela FPF. Fracassou em 1951/52 e 1982/83. O clube já festejou o tri em 1922/23/24 e 1928/29/30.

O Corinthians dominou a maior parte do jogo contra o Azulão. Criou boas oportunidades, mas falhou na hora da festa por incapacidade técnica e/ou desentrosamento.

Sornoza perdeu um gol incrível na etapa inicial após receber passe açucarado de Jadson. Deslocado erradamente para a esquerda, o equatoriano foi um dos piores em campo e acabou substituído por Gustavo Mosquito.

O lateral-esquerdo Danilo Avelar também não correspondeu. Errou muitos passes e cruzamentos. A torcida foi embora rezando pela volta de Guilherme Arana. Já pela direita, Fagner se destacou. Apoiou, driblou e levou perigo à zaga do São Caetano, além de mostrar-se eficiente na marcação. Não contou, porém, com a colaboração de André Luis.

Mesmo apelando para o futebol burocrático em vários momentos, o Corinthians mereceu o empate, principalmente depois da entrada de Pedrinho (saiu André Luis) e Gustavo Mosquito. O time ficou mais perigoso pelas pontas e acuou o São Caetano, que se preocupou apenas em garantir a vantagem.

Depois de desperdiçar chances com o zagueiro Marllon (bem na zaga) e o brigador Gustagol, o Corinthians saiu do sufoco no último lance da partida: após escanteio cobrado por Jadson, Henrique cabeceou sozinho para o gol. Alívio. E uma certeza: o Corinthians vai ter de melhorar muito para implodir um tabu de oito décadas.

No estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, o ‘bicho-papão’ Palmeiras também ficou no 1 a 1 com o Red Bull. As equipes mostraram mais luta do que competência. Nos acréscimos, o goleiro Júlio César, ex-Corinthians, operou um milagre e evitou o segundo gol palmeirense em cabeçada de Deyverson.

O campeão brasileiro marcou aos 13 minutos de partida. Gustavo Scarpa cruzou e o colombiano Borja completou de cabeça. Formado nas categorias de base do Palestra, o volante Jobson empatou aos 34, com um chutaço no ângulo.

Dos seis reforços contratados, apenas o atacante Felipe Pires estreou. Ele entrou no intervalo, no lugar de Scarpa. O meia Zé Rafael ficou no banco. Os outros quatro (Ricardo Goulart, Matheus Fernandes, Carlos Eduardo e Arthur Cabral) não foram inscritos no Paulistinha, mas podem entrar na lista até 1º de março.

Palmeiras volta a jogar quarta-feira, em casa, contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Palestra e São Bento dividem a liderança com um ponto cada. O Guarani tem zero, e o Novorizontino estreia nesta segunda, contra o Ituano.

Antes do embate, houve um confronto entre vândalos do Palmeiras e da Ponte. Dois palmeirenses foram encaminhados ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, um deles com ferimento de bala na perna e o outro com uma paulada na cabeça. Segundo a Polícia Militar, anjinhos organizados pelo diabo entraram em conflito em frente ao portão principal do estádio Moisés Lucarelli, da Ponte, e a PM precisou intervir com balas de borracha e bombas de efeito moral.

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Pitaco do Chucky. Flamengo e Palmeiras, caixas eletrônicos das chuteiras.

Olho neles! O futuro presidente do Circo Brasileiro de Futebol, Rogério Caboclo, mexe os pauzinhos para fortalecer novamente a bancada da bola no Senado, abalada após as últimas eleições. Acompanhado do secretário Walter Feldman, o cartola vem trocando figurinhas com o Major Olímpio, eleito senador pelo PSL/SP, a fim de arregimentar valores para defender a casa maldita do ludopédio nacional.

Zé Corneta. Os campeonatos estaduais são ótimos para machucar jogador, revoltar torcedor e derrubar treinador.

‘Bichos-papões’. Queiram ou não corintianos, são-paulinos, santistas, vascaínos, botafoguenses e outros menos votados: Palmeiras e Flamengo só deixarão de colocar a faixa de bambambãs do Paulistinha e Carioquinha se pouparem forças para torneios mais importantes, deixarem o playground da bola de gude para os primos pobres se divertirem. A avaliação de cada elenco mostra que existe uma grande disparidade no bico da chuteira. De acordo com o site ‘Transfermarket’, especializado no mercado de transferências, o Palestra lidera o ranking dos elencos mais caros. Com a contratação do atacante Ricardo Goulart, os periquitos em revista chegaram a 108,3 milhões de euros (R$ 459,5 milhões).

‘Bichos papões’ 2. O Flamengo aparece em segundo, com 83 milhões de euros (R$ 352,2 mi). Mas pode diminuir a diferença se acertar com Bruno Henrique, do Peixe. Entre os coadjuvantes, o mais valorizado é o Corinthians, com 67 milhões de euros (R$ 285 mi). Depois aparecem soberano São Paulo, Peixe e Vasco.

Sugismundo Freud. Um tolo sabe muito bem avaliar o outro.

Cursinho. A Escolinha do Professor Raimundo informa: abriu inscrições ao torcedor para o curso de regulamento do Carioquinha. Os mestres mais renomados do país garantem que o aluno entenderá minuciosamente a obra de arte da federação após 9.999 horas de aulas. Apostilas grátis.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Nova ordem da Conmebol: não será permitido entrar de chuteira em campo na Libertadores. A partir deste decreto, os jogadores terão de usar sapatênis.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “Espero que os jovens técnicos se libertem das amarras, dos clichês, dos vícios, e sigam suas ideias, mesmo com os corvos querendo suas cabeças. Para serem ótimos profissionais, não basta também saber todas as informações, as estatísticas e conhecer todos os manuais científicos. É necessário saber comandar um grupo e ser um bom observador de coisas objetivas e subjetivas. A vida e o futebol se passam também nas entrelinhas, no que poderia ter sido.” É vero.

‘Paitrocínio’. Petrobras e Banco do Brasil pretendem manter o apoio ao esporte, despejando a mesma grana de 2018: R$ 80 milhões e R$ 55 milhões.

Tititi d’Aline. Uma das estrelas do time de vôlei do Minas, a ponteira Gabi também é apaixona pelo tênis. Ela confessou a Henrique André, do Hoje em Dia, que desde criança a bolinha sempre esteve em seu coração. Gosta tanto do esporte que deu ao cão de estimação o nome de Nadal, em homenagem ao tenista espanhol. “Meu grande ídolo no esporte em geral é o Roger Federer. Mas não dava para colocar Federer, é mais difícil de falar”, disse Gabi, que não perde um Grand Slam. Ace.

Você sabia que… o Corinthians emprestou o volante Douglas ao Bahêa para ter prioridade na contratação do meio-campista Ramires?

Bola de ouro. Crystal Palace. O clube inglês abriu o estádio Selhurst Park para abrigar moradores de rua durante a noite por causa do inverno. Oferece camas, café da manhã, refeição e banho para até 10 pessoas.

Bola de latão. Jorge Sampaoli. Apesar da tecnologia avançadíssima, o hermano parece viver na época da vovó. O ‘professor’ confessou desconhecer a trágica situação financeira do Peixe. Garantiu não ter sido informado que o clube vende o almoço para comprar o jantar.

Bola de lixo. New journalism. Pegou no breu para valer: âncoras, comentaristas e até repórteres estão se achando mais importantes que a notícia. Fazem de tudo, e mais um pouco, para aparecer na TV e ganhar um pequeno espaço nos portais. Que se exploda a informação.

Bola sete. “Antes de anunciar o fim do patrocínio da Caixa a 25 clubes, o governo auditou os contratos — e não gostou do que viu. Tinha muito “consultor” levando uma parte da grana e alguns clubes não estavam quites com o Fisco” (de Ancelmo Gois, no Globo – que festa!).

Dúvida pertinente. O que é pior: assistir ao BBB ou ouvir entrevista de Tite?

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