Corinthians de Carille decepciona no começo da luta para detonar tabu de oito décadas

A caminhada do Corinthians em busca do tricampeonato começou como os secadores e a Fiel gostam: muito sofrimento e emoção no Itaquerão, minha casa minha vida (31.009 pagantes/R$ 1.203.885,70). O time de Fabio Carille, principal reforço para a temporada, só conseguiu evitar a derrota aos 49 minutos do segundo tempo, na única bola que acertou no gol do São Caetano – uma cabeçada de Henrique. O time do ABC saiu na frente com um pênalti cobrado por Rafael Marques, aos 28 da etapa inicial.

Com o resultado da primeira rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, o Corinthians ocupa o segundo lugar no grupo C, com um ponto. O Bragantino derrotou Guarani por 1 a 0 e lidera com três. Ferroviária e Mirassol têm zero. Quarta-feira, o time corintiano encara o Guarani, em Campinas.

Campeão em 2017 e 2018, o Corinthians tenta quebrar um tabu de 80 anos. A equipe ganhou o tri pela última vez em 1939. O campeonato ainda nem era organizado pela FPF. Fracassou em 1951/52 e 1982/83. O clube já festejou o tri em 1922/23/24 e 1928/29/30.

O Corinthians dominou a maior parte do jogo contra o Azulão. Criou boas oportunidades, mas falhou na hora da festa por incapacidade técnica e/ou desentrosamento.

Sornoza perdeu um gol incrível na etapa inicial após receber passe açucarado de Jadson. Deslocado erradamente para a esquerda, o equatoriano foi um dos piores em campo e acabou substituído por Gustavo Mosquito.

O lateral-esquerdo Danilo Avelar também não correspondeu. Errou muitos passes e cruzamentos. A torcida foi embora rezando pela volta de Guilherme Arana. Já pela direita, Fagner se destacou. Apoiou, driblou e levou perigo à zaga do São Caetano, além de mostrar-se eficiente na marcação. Não contou, porém, com a colaboração de André Luis.

Mesmo apelando para o futebol burocrático em vários momentos, o Corinthians mereceu o empate, principalmente depois da entrada de Pedrinho (saiu André Luis) e Gustavo Mosquito. O time ficou mais perigoso pelas pontas e acuou o São Caetano, que se preocupou apenas em garantir a vantagem.

Depois de desperdiçar chances com o zagueiro Marllon (bem na zaga) e o brigador Gustagol, o Corinthians saiu do sufoco no último lance da partida: após escanteio cobrado por Jadson, Henrique cabeceou sozinho para o gol. Alívio. E uma certeza: o Corinthians vai ter de melhorar muito para implodir um tabu de oito décadas.

No estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, o ‘bicho-papão’ Palmeiras também ficou no 1 a 1 com o Red Bull. As equipes mostraram mais luta do que competência. Nos acréscimos, o goleiro Júlio César, ex-Corinthians, operou um milagre e evitou o segundo gol palmeirense em cabeçada de Deyverson.

O campeão brasileiro marcou aos 13 minutos de partida. Gustavo Scarpa cruzou e o colombiano Borja completou de cabeça. Formado nas categorias de base do Palestra, o volante Jobson empatou aos 34, com um chutaço no ângulo.

Dos seis reforços contratados, apenas o atacante Felipe Pires estreou. Ele entrou no intervalo, no lugar de Scarpa. O meia Zé Rafael ficou no banco. Os outros quatro (Ricardo Goulart, Matheus Fernandes, Carlos Eduardo e Arthur Cabral) não foram inscritos no Paulistinha, mas podem entrar na lista até 1º de março.

Palmeiras volta a jogar quarta-feira, em casa, contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Palestra e São Bento dividem a liderança com um ponto cada. O Guarani tem zero, e o Novorizontino estreia nesta segunda, contra o Ituano.

Antes do embate, houve um confronto entre vândalos do Palmeiras e da Ponte. Dois palmeirenses foram encaminhados ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, um deles com ferimento de bala na perna e o outro com uma paulada na cabeça. Segundo a Polícia Militar, anjinhos organizados pelo diabo entraram em conflito em frente ao portão principal do estádio Moisés Lucarelli, da Ponte, e a PM precisou intervir com balas de borracha e bombas de efeito moral.

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Pitaco do Chucky. Flamengo e Palmeiras, caixas eletrônicos das chuteiras.

Olho neles! O futuro presidente do Circo Brasileiro de Futebol, Rogério Caboclo, mexe os pauzinhos para fortalecer novamente a bancada da bola no Senado, abalada após as últimas eleições. Acompanhado do secretário Walter Feldman, o cartola vem trocando figurinhas com o Major Olímpio, eleito senador pelo PSL/SP, a fim de arregimentar valores para defender a casa maldita do ludopédio nacional.

Zé Corneta. Os campeonatos estaduais são ótimos para machucar jogador, revoltar torcedor e derrubar treinador.

‘Bichos-papões’. Queiram ou não corintianos, são-paulinos, santistas, vascaínos, botafoguenses e outros menos votados: Palmeiras e Flamengo só deixarão de colocar a faixa de bambambãs do Paulistinha e Carioquinha se pouparem forças para torneios mais importantes, deixarem o playground da bola de gude para os primos pobres se divertirem. A avaliação de cada elenco mostra que existe uma grande disparidade no bico da chuteira. De acordo com o site ‘Transfermarket’, especializado no mercado de transferências, o Palestra lidera o ranking dos elencos mais caros. Com a contratação do atacante Ricardo Goulart, os periquitos em revista chegaram a 108,3 milhões de euros (R$ 459,5 milhões).

‘Bichos papões’ 2. O Flamengo aparece em segundo, com 83 milhões de euros (R$ 352,2 mi). Mas pode diminuir a diferença se acertar com Bruno Henrique, do Peixe. Entre os coadjuvantes, o mais valorizado é o Corinthians, com 67 milhões de euros (R$ 285 mi). Depois aparecem soberano São Paulo, Peixe e Vasco.

Sugismundo Freud. Um tolo sabe muito bem avaliar o outro.

Cursinho. A Escolinha do Professor Raimundo informa: abriu inscrições ao torcedor para o curso de regulamento do Carioquinha. Os mestres mais renomados do país garantem que o aluno entenderá minuciosamente a obra de arte da federação após 9.999 horas de aulas. Apostilas grátis.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Nova ordem da Conmebol: não será permitido entrar de chuteira em campo na Libertadores. A partir deste decreto, os jogadores terão de usar sapatênis.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “Espero que os jovens técnicos se libertem das amarras, dos clichês, dos vícios, e sigam suas ideias, mesmo com os corvos querendo suas cabeças. Para serem ótimos profissionais, não basta também saber todas as informações, as estatísticas e conhecer todos os manuais científicos. É necessário saber comandar um grupo e ser um bom observador de coisas objetivas e subjetivas. A vida e o futebol se passam também nas entrelinhas, no que poderia ter sido.” É vero.

‘Paitrocínio’. Petrobras e Banco do Brasil pretendem manter o apoio ao esporte, despejando a mesma grana de 2018: R$ 80 milhões e R$ 55 milhões.

Tititi d’Aline. Uma das estrelas do time de vôlei do Minas, a ponteira Gabi também é apaixona pelo tênis. Ela confessou a Henrique André, do Hoje em Dia, que desde criança a bolinha sempre esteve em seu coração. Gosta tanto do esporte que deu ao cão de estimação o nome de Nadal, em homenagem ao tenista espanhol. “Meu grande ídolo no esporte em geral é o Roger Federer. Mas não dava para colocar Federer, é mais difícil de falar”, disse Gabi, que não perde um Grand Slam. Ace.

Você sabia que… o Corinthians emprestou o volante Douglas ao Bahêa para ter prioridade na contratação do meio-campista Ramires?

Bola de ouro. Crystal Palace. O clube inglês abriu o estádio Selhurst Park para abrigar moradores de rua durante a noite por causa do inverno. Oferece camas, café da manhã, refeição e banho para até 10 pessoas.

Bola de latão. Jorge Sampaoli. Apesar da tecnologia avançadíssima, o hermano parece viver na época da vovó. O ‘professor’ confessou desconhecer a trágica situação financeira do Peixe. Garantiu não ter sido informado que o clube vende o almoço para comprar o jantar.

Bola de lixo. New journalism. Pegou no breu para valer: âncoras, comentaristas e até repórteres estão se achando mais importantes que a notícia. Fazem de tudo, e mais um pouco, para aparecer na TV e ganhar um pequeno espaço nos portais. Que se exploda a informação.

Bola sete. “Antes de anunciar o fim do patrocínio da Caixa a 25 clubes, o governo auditou os contratos — e não gostou do que viu. Tinha muito “consultor” levando uma parte da grana e alguns clubes não estavam quites com o Fisco” (de Ancelmo Gois, no Globo – que festa!).

Dúvida pertinente. O que é pior: assistir ao BBB ou ouvir entrevista de Tite?

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Peixe de Sampaoli pode sonhar alto se cartolagem contratar pé de obra mais competente

Uma estreia nervosa, mas vitoriosa. O Peixe do ‘professor’ Jorge Sampaoli dominou a Ferroviária desde o início do embate, porém só conseguiu chegar ao merecido triunfo no segundo tempo, com um gol de Jean Motta, um dos destaques da equipe, aos 32 minutos, na abertura do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

Jean Motta marcou o gol santista e homenageou a mulher, que está grávida

Sampaoli foi obrigado a mudar o time pouco antes da partida, já que o atacante Bruno Henrique, negociado ao Flamengo, não apareceu para jogar, como estava previsto. Apesar do calor (35ºC), os santistas mostraram muita disposição na Vila Belmiro (8.616 pagantes/R$ 252.135) e festejaram a conquista dos três pontos.

O treinador argentino não parou um minuto à beira do gramado. Ele utilizou dois esquemas táticos. Começou com um 4-4-2 e depois adotou o 4-3-3.

Mesmo sem reforços e com poucos dias de treinamento, o Peixe apresentou um futebol bem mais intenso desde os primeiros minutos de partida. Tomou conta da Ferroviária, que se limitou a fechar a casinha e a explorar os contragolpes, sem eficiência.

Com marcação adiantada e posse de bola superior a 65%, o Santos só não traduziu em gols a superioridade técnica na fase inicial, porque falhou nas finalizações e, quando acertou, parou nas luvas do bom goleiro Tadeu.

O time de Araraquara não incomodou Vanderlei. Ao longo do duelo, ele foi ovacionado pela torcida até em cobrança de tiro de meta. Já a cartolagem ouviu gritos de ‘ô, ô, ô, queremos jogador’.

A impaciência começava a dominar as arquibancadas no segundo tempo, quando, aos 32 minutos, Felippe Cardoso serviu Jean Motta, que finalizou para o gol da vitória. Placar mais que merecido pela produção das equipes.

Se ganhar alguns reforços, certamente o Santos poderá sonhar alto. Tem no banco uma grande arma, o ‘professor’ Jorge Sampaoli. Que sabe das coisas. Só precisa de pé de obra mais competente.

Na casa alugada do Pacaembu (21.865 pagantes/R$ 673.518), o soberano Tricolor goleou o Mirassol por 4 a 1. Anderson Martins, Pablo, Reinaldo e Hudson deixaram o time do interior de quatro no primeiro jogo oficial da temporada. O Mirassol saiu na frente, com um gol contra de Bruno Peres.

Desde 2015, o São Paulo não vencia na abertura do Paulistinha. Há quatro anos, bateu o Penapolense por 3 a 1. Em 2016, empatou em 1 a 1 com o Red Bull. No ano seguinte, levou bucha do Osasco Audax: 4 a 2. E, em 2018, tombou diante do São Bento por 2 a 0.

O time de André Jardine encontrou dificuldades no primeiro tempo (1 a 1), quando o Mirassol apertou a saída de bola são-paulina. Na etapa final, deslanchou e ainda ficou com um a mais após a expulsão do ex-zagueiro palmeirense Leandro Amaro, aos 11 minutos.

Irritado porque ficaria no banco, o atacante Gonzalo Carneiro não pintou no CT antes do jogo. A diretoria considerou um ato de indisciplina e deve multar o uruguaio. Carneiro está na mira de equipes de seu país e pode deixar o Tricolor.

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Pitaco do Chucky. Para alegria da Fiel, o ‘professor’ Fabio Carille continua considerando indispensável o paredão de areia Henrique.

Corinthians em xeque. Depois de colocar ponto final no canto da sereia ‘Vem pra Caixa você também’, abandonando o patrocínio aos clubes, o banco deve apertar o cerco ao Corinthians, beneficiado com um empréstimo de R$ 400 milhões para a construção do Itaquerão, minha casa minha vida. O clube chegou a reduzir duas parcelas de R$ 5,9 milhões para R$ 2 milhões cada. A Caixa, porém, deve revisar o acordo e ainda exigir o ressarcimento da diferença de R$ 7,8 milhões relativa a dezembro e janeiro. Com a corda no pescoço do Corinthians, o presidente JB atingiria, por tabela, o ex-presidente Lula, amigo do mandachuva e raios Andrés ‘Desmanchez’. O empréstimo de R$ 400 milhões saiu graças às relações entre o corintiano Lula e o cartola, prestes a despedir-se da vida pública como deputado federal pelo PT.

Zé Corneta. Na guerra Crefisa x BMG, quem vai pagar o pato é o aposentado.

Gol de placa. O Trio de Ferro aderiu ao programa Tem Saída, criado pela prefeitura de São Paulo. O projeto aumenta a oferta de trabalho para mulheres vítimas da violência. Corinthians, Palmeiras e soberano Tricolor se comprometeram a abrir vagas nos quadros de funcionários. O programa já encaminhou mais de 200 mulheres para entrevistas de emprego.

Sugismundo Freud. Vale mais uma palavrinha antes do que dois palavrões depois.

Aí tem? Em quatro anos, 157 jogos com a camisa do Guangzhou Evergrande, 103 gols e uma coleção de oito títulos no futebol asiático. Único jogador eleito duas vezes o craque do Campeonato Chinês. Contratado por 15 milhões de euros (R$ 65 milhões) em 2015, o ex-atacante da Raposa também levantou a Liga dos Campeões da Ásia. Salário de R$ 3 milhões. Pois é, com tantos números medíocres, o brasileiro Ricardo Goulart só podia mesmo ser liberado pelo Guangzhou Evergrande para defender o Palmeiras por empréstimo. Gratuitamente. O clube chinês topou pagar parte do salário do atleta a fim de convencer o Palestra a fechar negócio. Vai bancar parcos R$ 2,4 milhões. O Palmeiras ficará responsável por R$ 600 mil.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil). Urgente: após Flamengo oferecer salário astronômico, Cristiano Ronaldo não aparece para treinar na Juventus.

Diabo em alta. Um dos clubes mais tradicionais da Colômbia, o América de Cali tentou mudar o escudo do time, trocando o diabo e seu tridente pela letra A e o número 127, mas foi bombardeado pela hashtag #ElDiabloNoSeToca e recuou diante da bronca da torcida. O mascote figura no enxoval da equipe há mais de 40 anos. O diabo também corre no Manchester United, Milan, Independiente e América carioca.

Dona Fifi. Os 20 times da elite do Brasileirão investiram até agora R$ 270 milhões em reforços. Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Galo e soberano São Paulo contribuíram com mais de 90% do montante, ou seja, R$ 245 milhões.

Vingança. Eliminado pelo fraco Guingamp da Copa da Liga Francesa há poucos dias, o Paris Saint-Germain deu o troco no Campeonato Francês: goleou por 9 a 0, no Parque dos Príncipes, gols de Mbappé (três), Cavani (três), Neymar (dois) e Meunier. O PSG lidera com 53 pontos, apenas 13 de vantagem sobre o Lille. E tem dois jogos a menos. Após o massacre, o lanterna do torneio brincou no Twitter: ‘É melhor perder uma vez por 9 a 0 do que nove por 1 a 0.’

Gilete press. De Ancelmo Gois, no Globo; “A Fischer Advogados está cobrando R$ 114 mil de Mônica Santoro, primeira mulher do senador Romário. O escritório representou Mônica em diversas ações, inclusive na que levou o Baixinho à prisão por não pagamento de pensão. Só que, segundo o processo, ela não pagou todos os honorários devidos.” Papelão!

Tititi d’Aline. Bicampeão de Wimbledon (2013/16), Andy Murray, 31 anos, ganhará uma estátua no All England Club, local de disputa do Grand Slam. O tenista anunciou a aposentadoria nesta temporada devido a problemas no quadril, semelhantes aos que obrigaram o brasileiro Guga a abandonar as quadras.

Você sabia que… o Corinthians acumula quatro vitórias, três empates e cinco derrotas contra o São Caetano no Paulistinha?

Bola de ouro. Palmeiras. Marcou um gol de placa ao prorrogar o contrato de Dudu até 2023. É o maior reforço para a temporada. O atacante foi disparado o melhor jogador do Brasileirão/18. Um craque que faz a diferença.

Bola de latão. Roger. O centroavante prometeu muito, mas fez pouco e deixou o Corinthians depois de 26 jogos e apenas cinco gols. Roger perdeu espaço no elenco após o retorno de Gustagol e a contratação do hermano Boselli. Tinha contrato até dezembro. Não deixará saudade. Faturava R$ 250 mil por mês.

Bola de lixo. Nico Freire. Uma passagem avassaladora pelo ninho dos periquitos em revista: em julho de 2018, aterrissou por empréstimo de um ano, não disputou nenhum jogo oficial e rescindiu contrato. O hermano só participou de um amistoso, contra o Independiente Medellín, no Panamá.

Bola sete. “Com os jogadores que tem, o Flamengo não pode ficar um ano sem título” (do ‘professor’ Renato Gaúcho, que sonha com a casamata do Urubu em 2020 – muy amigo de Abelão).

Dúvida pertinente. Corinthians, Peixe ou soberano Tricolor, quem será o vice-campeão paulista?

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Palmeiras apela ao chororô até na Copinha: culpa federação e apito pelo fracasso

Faça tudo o que seu mestre mandar… E, com louvor, o coordenador da molecada do Palmeiras, João Paulo Sampaio, cumpriu à risca os mandamentos do poderoso chefão Mauricio Galiotte: atribuiu a eliminação do time na Copinha à sanha dos maquiavélicos cartolas da Federação Paulista de Futebol.

A perseguição começou após o presidente declarar guerra à entidade, inconformado com a atuação do assoprador de apito na final dos marmanjos contra o Corinthians, no Allianz Parque – o coirmão levantou o caneco do Paulistinha.

Até hoje Galiotte considera os engomadinhos de colarinho branco da FPF santinhos do pau oco. Se pudesse, colocaria o campeonato estadual para escanteio ou escalaria um time de fraldinhas.

Como o mandachuva e raios do Palestra, Sampaio também mergulhou o Corinthians no chororô depois da derrota para o Figueira por 2 a 1, pelas oitavas de final do torneio da garotada. Garantiu que o Palmeiras tentou mudar o local da partida para Barueri, mas a FPF não deu bola e manteve o péssimo gramado de Capivari. Já os corintianos trocaram Itu por Barueri numa boa.

Sampaio chiou ainda contra o pessoal do apito. Para ele, o time foi prejudicado diante do 15 de Piracicaba e Capivariano, na fase de grupos, e no embate com o Figueira (anulou um gol legítimo na bacia das almas). “É muita má vontade. Na dúvida, o adversário sempre foi favorecido”, desabafou o coordenador.

Extremamente fiel ao chefe, Sampaio mandou um recado à torcida: ficar ligadíssima no que poderá acontecer no Paulistinha a partir do fim de semana, “porque não é normal o que vem ocorrendo, sempre contra o Palmeiras”. Ou seja, perder é do jogo, mas não nos bastidores.

Campeão dos principais torneios de base em 2018, o Palmeiras acreditava que finalmente ganharia a primeira Copinha, mesmo sem os sete atletas a serviço da selecãozinha no Sul-americano sub-20. Deu zebra. E muito chororô.

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Pitaco do Chucky. JB decreta a falência da política de segurança pública.

Velho Oeste. No vácuo do ‘home’: nada menos que 144 clubes de tiro pediram certificado de registro ao Exército em 2018 – entre 2014 e 2017, foram expedidos 161. O Brasil tem 561 clubes, número que deve crescer após o presidente JB ter assinado decreto que facilita a posse de arma no país.

Zé Corneta. Ganso fora da lagoa: por menos de R$ 1 milhão mensais não entra em campo. Ele se acha um foie gras das chuteiras.

Aleluia, Fiel! Depois de longo e tenebroso inverno, finalmente o Corinthians voltará a ter um carimbo master no enxoval. O clube vai anunciar nesta quinta o banco BMG como novo patrocinador, informou o colunista Lauro Jardim, no Globo. A empresa deve pagar algo em torno de R$ 32 milhões por ano para Cássio & Cia. estamparem a marca ‘Help’, especializada em crédito consignado para aposentados e pensionistas. O Corinthians não confirma o café no bule. O espaço principal da camisa está vago desde abril de 2017, quando acabou o contrato com a Caixa.

Sugismundo Freud. O amor cobre todos os pecados.

Bicada. Mesmo com a disputa da Copa América no Brasil neste ano, a amarelinha desbotada poderá continuar longe do templo das chuteiras, o ‘new Maraca’. Só entrará em campo se chegar à decisão do caneco. Maior artilheiro do estádio, com 333 gols, o Galinho Zico tem uma explicação para a ausência do time: fugir da pressão da torcida. Ironiza: ‘Pressão não é só no chopp, não.’

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Após ajudar o Galvez, Palmeiras avisa que não pagará as marmitas do Corinthians.

Flameiras. Uma vez Flamengo, sempre… Palmeiras. Pois é, o ‘professor’ Abel Braga abriu o jogo após a conquista da Florida Cup, a badalada ‘Copa Mickey’: o que deu certo deve ser imitado e por isso vai seguir os passos do ‘sargento’ Felipão, que montou duas equipes no Palmeiras para suportar a maratona de jogos em 2018. Abelão pretende armar um time para o Carioquinha, Copa do Brasil e Brasileirão, e outro para a Libertadores, o grande objetivo do clube.

Dona Fifi. Nada contra, ao contrário. Mas se é fundamental ao goleiro jogar com as mãos, por que o ‘professor’ Jorge Sampaoli exige um que jogue com os pés?

Que dureza! O pentacampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton comprou mais um quitinete em Tribeca, Nova York. A cobertura tem apenas quatro quartos, piscina, biblioteca, academia e uma gigantesca varanda. Custou a bagatela de US$ 40 milhões (R$ 160 milhões).

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “(José) Mourinho, nas grandes equipes, especialmente no Real Madrid, onde quis ser o anti-Guardiola, se tornou, por ter mais conquistas que fracassos, o símbolo do treinador pragmático, utilitarista, que prioriza a marcação e os contra-ataques e que, contra fortes adversários, costuma “colocar um ônibus à frente da área”. Além disso, passou a ser um técnico prepotente, ranzinza. Mourinho criou um personagem e se apaixonou por ele. A criatura engoliu o criador.” Dançou.

Zapping. Um sopro no ibope da ESPN: playoffs da NFL. A bola oval americana vem liderando a audiência da TV fechada.

Tititi d’Aline. Fã de carteirinha do tricampeão mundial Ayrton Senna, o escultor inglês Paul Oz homenageou o piloto brasileiro com uma estátua de bronze de 160kg. O projeto mostra Senna no circuito de Spa-Francorchamps. A peça se encontra no Autosport International Show, em Birmingham. Paul Oz prometeu mais 41 estátuas menores para comemorar cada vitória de Senna na Fórmula 1.

Você sabia que… o gajo José Mourinho, demitido recentemente do Manchester United, receberá 60 mil libras (R$ 285 mil) por jogo como comentarista da BeIN Sports, subsidiária da Al Jazeera?

Bola de ouro. Imke Wubbenhorst. Primeira mulher a comandar um time masculino nas cinco principais liga da Alemanha, deixou um repórter do jornal ‘Die Welt’ com cara de paspalho. Ao ser questionada se tomava cuidado para entrar no vestiário antes de os jogadores colocarem a roupa, a treinadora do BV Cloppenburg, time da quinta divisão, sapecou: “Claro que não. Eu sou profissional. Eu escalo meu time de acordo com o tamanho do pênis.” Wübbenhorst tem 30 anos e era jogadora profissional até 2016.

Bola de latão. Jonathas. O atacante foi devolvido pelo Corinthians ao Hannover, da Alemanha, por serviços não-prestados. Em pouco mais de seis meses, disputou nove jogos, marcou um gol e levou a Fiel à loucura de… tanta raiva.

Bola de lixo. Real Madrid. Pela primeira vez nos últimos anos o clube espanhol chegará à 20ª rodada do campeonato com menos de 40 gols. A torcida também comemora outro feito: a dupla Messi/Soares marcou mais gols até agora: 31 a 28. O hermano correu 17 vezes para o abraço, enquanto o uruguaio assinalou 14 tentos.

Bola sete. “O São Paulo não sabe o que fazer com o Nenê, jogador veterano que gosta de criar caso. Não sabe se o coloca no banco, se empresta, se vende ou se faz uma rifa…” (de Son Salvador, no Estado de Minas – desce o pano).

Dúvida pertinente. Revólver 38 ou liquidificador?

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Corinthians e Peixe morrem abraçados no clássico ‘mata saudade’ diante de 33 mil fiéis

Gustagol festeja o gol sobre o Santos

Com as principais estrelas no banco, os ‘professores’ Fabio Carille e Jorge Sampaoli, Corinthians e Peixe empataram em 1 a 1, no Itaquerão, minha casa minha vida, que recebeu surpreendentes 32.954 fiéis (R$ 868.451), já que não valia nem ponto final. Carille retornou ao comando do time corintiano; Sampaoli é a grande aposta santista para 2019. Gustagol (foto) desencantou e marcou o primeiro gol pelo Corinthians. O Peixe reagiu e igualou o placar com um gol contra de Pedro Henrique. O resultado deu ao time da casa o Troféu Gylmar dos Santos Neves, pois o critério de desempate era o número de cartões amarelos – 4 a 3 para o Santos.

Okay, okay: é impossível de se fazer uma análise mais profunda sobre equipes que voltaram recentemente ao batente, depois de 30 dias no bem-bom. Raros treinos, desentrosamente, novos jogadores… Mas o pontapé inicial da temporada de corintianos e santistas serviu para mostrar que há muita coisa a se fazer para colocar ordem na casa, deixar a torcida mais animada com o futuro, além de ‘matar a saudade’ do ludopédio.

No primeiro tempo, o Corinthians de Carille apresentou muitos erros na defesa, principalmente Pedro Henrique. Também Henrique e Danilo Avelar decepcionaram, enquanto Fagner foi apenas regular. Um repeteco de 2018.

Os estreantes Ramiro, Richard e Sornoza se esforçaram para dar conta do recado no meio de campo, sem sucesso. Ramiro ganhou a Fiel pelo espírito de luta, enquanto Sornoza, deslocado como falso ponta-esquerda esquerda, nada acrescentou, o mesmo acontecendo com Richard. Os raros momentos de criatividade ficaram por conta do veterano Jadson.

Já o ataque, com André Luis na direita e Gustagol no comando, chegou a empolgar em alguns lances. No primeiro deles, aos 4 minutos, André Luis cruzou e Gustagol conferiu de cabeça. Aos 21, a história se repetiu, mas Vanderlei operou um milagre e evitou o segundo gol do Corinthians. É inacreditável que o ‘professor’ Jorge Sampaoli tenha pedido outro goleiro porque Vanderlei não sabe jogar com os pés.

O hermano deveria se preocupar com outras posições. A defesa, por exemplo, não inspira confiança. Pelo menos a que se apresentou na primeira fase. Apenas Victor Ferraz não desafinou na lateral direita. Orinho, na esquerda, foi muito mal. Alison, Pituca e Jean Mota tocaram muito a bola no meio de campo, porém sem um pingo de objetividade.

O ataque, por sua vez, viveu de esporádicas avançadas de Bruno Henrique pela esquerda. Nada, no entanto, que merecesse cuidados especiais da fraca zaga corintiana. Que contribuiu para o empate do Peixe com um gol contra de Bruno Henrique, aos 24.

No segundo tempo, Carille e Sampaoli promoveram inúmeras modificações e o jogo se arrastou até o final. Estando bem para ambas as partes, o 1 a 1 ficou de bom tamanho no clássico ‘mata saudade’ do Itaquerão. Que venha o Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

Corinthians – Cássio (Walter), Fagner (Michael Macedo), Pedro Henrique (Marllon), Henrique (Léo Santos) e Danilo Avelar (Mateus Vital); Richard (Douglas), Ramiro (Thiaguinho), André Luis (Gustavo Silva), Jadson (Araos) e Sornoza (Marquinhos); Gustagol (Roger). Técnico – Fábio Carille.

Peixe – Vanderlei, Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe (Fabián Nogueira), Gustavo Henrique e Orinho (Yuri); Alison, Diego Pituca (Guilherme Nunes) e Jean Mota (Copete); Derlis González (Carlos Sánchez), Bruno Henrique (Yuri Alberto) e Felippe Cardoso (Sasha). Técnico: Jorge Sampaoli.

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Pitaco do Chucky. Jardine, um lambari em aquário de tubarões.

Negócio da China. A pátria das chuteiras furadas é pródiga em fazer ótimos negócios. Vendido há um ano e meio a preço de banana pelo Fluminense ao Watford, da Inglaterra, por 12,5 milhões de euros (R$ 46 milhões à época), o atacante Richalison vale hoje 76,3 milhões de euros (R$ 340 milhões), de acordo com o Cies Football Observatory. A cotação do brasileiro de 21 anos cresceu 31 milhões de euros (R$ 140 milhões) nos últimos meses de 2018. Hoje no Everton, Richarlison aparece em quarto lugar no ranking dos mais valorizados do planeta bola no final do ano passado.

Zé Corneta. Paulistinha, apenas um ridículo torneio início.

Sois rei. Ignorado pelos principais clubes do país desde a demissão no Sport há mais de um ano, o ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo resolveu atacar de empresário em Arapiraca. Primeiro comprou a Cachaça Brejo dos Bois. Depois, lançou o Residencial Luxemburgo na cidade alagoana. Agora, decidiu patrocinar o ASA. O ‘mestre dos mestres’ garantiu que não assumirá o comando da equipe. A ligação será apenas comercial. Embora rebata com veemência a pecha de ultrapassado, Luxemburgo está à deriva há mais de 430 dias, ou mais de 10.320 horas sem sentar na casamata de um time. Não entende a exclusão, porque ainda se considera um técnico vitorioso.

Sugismundo Freud. Não fosse a luz não haveria sombra.

Sois rei 2. Pela primeira vez em sua carreira, Luxemburgo completou mais de uma temporada sem labutar como treinador. O ‘pofexô’ deixou o Leão pernambucano após 11 vitórias, oito empates e 15 derrotas – 40% de aproveitamento. Depois do último Brasileirão, vários times trocaram de treinador (Carille no Corinthians, Sampaoli no Peixe, Abel Braga no Flamengo e Fernando Diniz no Fluminense, entre outros), mas Luxemburgo continuou ignorado.

Super-Pulga. O hermano Messi cravou mais uma marca histórica. Ao assinalar o segundo gol do Barcelona no triunfo diante do Eibar por 3 a 0, no Camp Nou, a Pulga chegou a 400 no Campeonato Espanhol. Pela primeira vez um jogador atingiu esse número em um dos cinco principais campeonatos da Europa.

Chiadeira tricolor. O bochicho domina os corredores do Morumbi, mais precisamente conselheiros de oposição, inconformados com as contratações de Vagner Mancini (substituto de Ricardo Rocha, ex-diretor) e Willian Farias, volante reserva do Vitória. As cornetas são-paulinas garantem que eles só aterrissaram no clube porque têm o mesmo empresário, Fábio Mello, ex-parceiro comercial de Raí, diretor-executivo do clube. A sociedade terminou depois que Raí assumiu o controle das chuteiras tricolores. O goleiro Sidão, que trocou o Tricolor pelo Goiás, e o lateral Edimar, fora dos planos do ‘professor’ Jardine, são clientes de Fábio Mello, ex-atleta do São Paulo.

Zapping. A plim plim confirmou a contratação do apresentador Rodrigo Rodrigues, 43 anos, ex-ESPN e Esporte Interativo. A estréia no SporTV deve acontecer nos próximos dias.

Gilete press. De Cosme Rímoli, no R7: “As contratações de Hernanes e Pablo têm um importante efeito colateral no São Paulo. Diego Souza, 33 anos, e Nenê, 37, perderam o status de imprescindíveis no Morumbi. Os dois são considerados caros pelo que produziram em 2018 (…) Em um ano tudo mudou. Diego Souza e Nenê não são intocáveis. Longe disso. São considerados negociáveis. Descartáveis…” Fato.

Caiu na rede. Flamengo já começou a perfumar o Rio.

Tititi d’Aline. O Ministério da Cultura autorizou o Rubro-negro a captar R$ 17 milhões para tocar o projeto do museu Fla Memória. A vitoriosa história do Urubu deverá ocupar 20 salas, numa área de dois mil metros quadrados, na sede do clube. O Flamengo acredita que o museu receberá mais de 250 mil visitantes por ano. Será o maior de um time de futebol. O clube também poderá prospectar R$ 10 milhões para ser utilizado no projeto Flamengo Olímpico – vôlei, basquete, ginástica, natação…

Você sabia que… o soberano Tricolor receberá R$ 1,5 milhão do Saci colorado pelo empréstimo do atacante colombiano Tréllez até dezembro?

Bola de ouro. De Gea. Uma atuação fantástica na vitória do Manchester United sobre o Tottenham por 1 a 0. O goleiro espanhol operou vários milagres. Uma das maiores atuações no lendário estádio de Wembley. Parou o ataque adversário. Com o interino e ídolo Ole Gunnar Soslkjaer no comando, os Diabos Vermelhos somam agora seis vitórias em seis confrontos. Ocupam o quinto lugar na Premier League. Xô, Mourinho!

Bola de latão. Felipe Massa/Nelsinho Piquet. Voltaram a reviver na Fórmula E a invejável camaradagem dos tempos de F-1. Trocaram farpas depois de um treino para a prova do Marrocos. Piquet chamou o compatriota de “amador” por prejudicá-lo na pista. E Massa rebateu: “Ele não é um bom exemplo.”

Bola de lixo. Copinha. É uma tremenda sacanagem com a molecada a marcação de jogos às 13h30 e às 15 horas. Ninguém aguenta o calor. Um dia ainda vai acontecer o pior. Acorda cartolagem ridícula.

Bola sete. “Nunca usei o Santos. Ninguém me deixou ser campeão no Santos porque sou bonitinho de olhos azuis. Infelizmente, diretor safado e que rouba o clube é o que mais tem, mas torcedor ‘modinha’ não vê isso” (do atacante Robinho, hoje no Istanbul Basaksehir, respondendo a críticas de torcedores santistas – apuração rigorosa já).

Dúvida pertinente. O Flamengo saiu da fila do gargarejo com o título da ‘Copa Mickey’?

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Soberano São Paulo apanha a segunda e volta com a lanterna da ‘Copa Mickey’

Hernanes marca para o São Paulo

Duas derrotas e uma lanterna: esse foi o saldo do soberano Tricolor na Florida Cup, a badalada e pouco significativa ‘Copa Mickey’. Depois de perder na estreia para o Eintracht Frankfurt por 2 a 1, o São Paulo caiu aos pés do Ajax, da Holanda, com direito a tomar um gol do ex David Neres. O time paulista ficou duas vezes em vantagem, mas tomou a virada e apanhou de 4 a 2, em Orlando, nos EUA.

Apesar do fracasso da equipe na louca pré-temporada armada pela ganância da cartolagem em faturar dólares, já que o time treinou apenas cinco dias antes da viagem, o São Paulo mostrou que pode dar samba, principalmente do meio de campo para frente. O grande problema deve ser a cozinha – levou seis gols em duas partidas.

Com os titulares, o Tricolor encontrou dificuldades nos primeiros 20 minutos de jogo. Bem melhor fisicamente, o Ajax envolveu os são-paulinos com rápida troca de passes, embora sem ameaçar para valer o goleiro Jean.

O São Paulo procurou se fechar, à espera de um contragolpe. Ele aconteceu aos 21: Reinaldo lançou Pablo, o atacante brigou com um zagueiro holandês e deu um belo passe de costas para Hernanes fuzilar Onana (foto). O Ajax sentiu o golpe e só deu trabalho a Jean num chute de Schone.

Com um time totalmente modificado no intervalo, o Tricolor continuou mais na defensiva. Mesmo assim, poderia ter ampliado com Nenê, que tentou marcar por cobertura e desperdiçou boa chance. Na sequência, aos 11, Van de Beek empatou.

Oito minutos depois, Brener colocou os paulistas novamente em vantagem. Aos 27, em pênalti mandrake assinalado por sua senhoria, o assoprador de latinha Elvis Osmanovic, Tadic deixou tudo igual outra vez.

Aos 33, a zaga tricolor vacilou e Dolberg virou o placar, após lançamento de Tadic. O São Paulo jogou a toalha, permitiu ao Ajax criar várias chances. Na bacia das almas, o ex-são-paulino David Neres entrou na área pela esquerda e bateu cruzado, sem chances para Tiago Volpi: 4 a 2.

São Paulo – Jean (Tiago Volpi), Bruno Peres (Araruna), Arboleda (Bruno Alves), Anderson Martins (Rodrigo) e Reinaldo (Léo); Jucilei (Willian Farias), Hudson (Liziero) e Hernanes (Nenê); Helinho (Biro Biro/Tréllez), Pablo (Diego Souza/Everton Felipe) e Everton (Brenner). Técnico: André Jardine.

Ajax – Onana, Mazraoui (Magallán), De Ligt, Blind e Tagliafico (Kristensen); Van de Beek (David Neres), Schöne (Gravenberch) e De Jong (De Wit); Tadic (Cerny), Ziyech (Ekkelenkamp) e Dolberg (Huntelaar). Técnico: Erik ten Hag.

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Pitaco do Chucky. A ‘mouralização’ já se instalou na ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’.

Arresto. O Botafogo bem que tentou jogar verde para colher maduro, convencer o juiz Marco Antonio Belchior da Silveira, do TRT-RJ, a suspender a penhora de um processo movido pelo ‘professor’ Oswaldo de Oliveira. Alegou que o bloqueio provocaria “penúria financeira” e os funcionários correriam o “risco de não receber os salários”. Ofereceu um imóvel. Sem sucesso. O juiz referendou a decisão anterior, da juíza Ana Paula Ferreira: penhora de R$ 6,4 milhões da venda de Matheus Fernandes ao Palmeiras. Belchior da Silveira justificou: o clube já havia quitado os salários e negociado recentemente o zagueiro Igor Rabello ao Galo por R$ 13 milhões.

Zé Corneta. Páreo duro na telinha: BBB x estaduais.

Pique no lugar. O Ministério da Saúde informa aos amantes do esporte bretão: a gorduchinha anda mais por baixo que sola de sapato na ‘terra do futebol’. Apenas 11,7% dos brasileiros praticam o ludopédio. De acordo com pesquisa da pasta, a caminhada lidera a preferência nacional, com 33,6%. Em segundo lugar aparece a musculação, com 17,7%. Depois do futebol, as opções mais citadas (2,3%) são as lutas e artes marciais. O levantamento mostrou também um crescimento de 24,1% no número de praticantes de atividades físicas em 2017, se comparado entre 2006 e 2017 nas principais capitais brasileiras.

Pique no lugar 2. São Paulo (29,9%), João Pessoa (34,5%) e Recife (35,2%) compõem o pódio das cidades mais preguiçosas do país. Brasília (49,6%), Palmas (45,9%) e Macapá (45,5%) são as campeãs em atividades físicas. Segundo a enquete, 37% dos brasileiros atendem a uma recomendação da Organização Mundial da Saúde e fazem pelo menos 150 minutos de atividades físicas por semana. Ou seja, 22 minutos por dia.

Sugismundo Freud. Saber envelhecer também é uma arte.

‘Terror psicológico’. Prata na Olimpíada do Rio e bicampeão mundial, o ginasta Diego Hypolito, 32 anos, usou as redes sociais para enaltecer o excepcional momento vivido pelo esporte brasileiro. Exultante, rasgou incontáveis elogios: “Alguém sabe o limite de um atleta? Eu quase descobri! Foram sete meses sem receber e ainda me submetendo a ficar calado, pois qualquer coisa dita podia espantar novos patrocinadores. Cansei, meus amigos! Acabou meu vínculo com São Bernardo do Campo, a Caixa terminou o contrato. Eu não sei como a coisa andou, se a Caixa efetuava o pagamento, mas eu não recebi sete dos 24 meses que trabalhei por lá.”

‘Terror psicológico’ 2. Mais confere de Hypolito: “Em certo momento cogitei abrir mão de quatro meses, desde que os pagamentos se tornassem pontuais. Nem assim cumpriram o que foi acordado. Sempre me diziam “Diego, não fala nada! A Caixa pode achar ruim !”. Um terror psicológico. Aliás, eu sempre respeitei a Caixa, que é uma grande incentivadora do esporte Brasileiro. Estou treinando em alto rendimento, não tirei férias e estou focado para competir no calendário 2019. Uma pena que, mais uma vez, faltou seriedade na gestão esportiva. Talvez o prefeito de São Bernardo, pelo qual eu tenho a maior admiração e estima, não saiba que me devem sete meses de salário.”

‘Terror psicológico’ 3. O festival de oba-oba continua: “Talvez, do mesmo jeito que me orientavam a não falar nada, o prefeito não soubesse, mas o pessoal da secretaria de esportes deu um show de amadorismo ao receber recursos da Caixa e não repassar ao atleta. Quero apenas receber meus sete meses de salário e a vida segue! Começo 2019 sem nenhum patrocínio e nenhuma estrutura para treinar, literalmente sem salário. Vejam a que ponto o esporte brasileiro chegou, sou medalhista olímpico. Duvido que se fosse em qualquer outro país eu teria sido tão destratado.”

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Torcedor usa camisa do Cruzeiro no RJ, é confundido com jogador e recebe proposta do Flamengo.

Zapping. Cansado de apanhar da Fox no ibope, o SporTV substituirá ‘É Gol’ por ‘Acabou a Brincadeira’. O programa estreia no dia 28, sob o comando de Carlos Cereto. Mais do mesmo?

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “Ganso está liberado pelo Sevilla para negociar com clubes brasileiros. Por que ele não foi para frente? Além de suas características técnicas e físicas, contrárias ao estilo intenso que predomina no futebol atual, Ganso parece aquelas pessoas, que existem em todas as atividades, que só funcionam bem nas condições normais de temperatura e pressão. É incapaz de se adaptar. É um atleta analógico, em um mundo digital.” É vero.

Tititi d’Aline. A Copa América tem tudo, e mais um pouco, para se transformar em sucesso de bilheteria, entre 14 de junho e 7 de julho, neste Brasil varonil. Os preços variam entre R$ 60 e R$ 890. Mamão com açúcar e jiló. Basta pedir um empréstimo. O salário mínimo é de R$ 998.

Você sabia que… o Tottenham só admite liberar o atacante Harry Kane ao Real Madrid se receber 350 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão), segundo o jornal espanhol AS?

Bola de ouro. Marcelo. O lateral do Real Madrid é o único brasileiro na seleção da Uefa de 2018. Mais de 1,8 milhão de torcedores votou no site da entidade. Marcelo recebeu 102 mil indicações. O gajo Cristiano Ronaldo foi eleito pela 13ª vez, um recorde. A seleção: Ter Stegen; Sergio Ramos, Van Dijk, Varane e Marcelo; Kanté, Modric e Hazard; Mbappé, Messi e Cristiano Ronaldo.

Bola de latão. Conmebol. A insuspeita e absolutamente ridícula entidade decidiu: final única, torcedores sentados e nada de bandeirões na Libertadores. São tantas as emoções…

Bola de lixo. Andrey Karginov. O piloto russo foi expulso do Rali Dacar, disputado no Peru, depois de atropelar um espectador sul-africano de 60 anos e não prestar socorro. A vítima fraturou o fêmur. Karginov ocupava o terceiro lugar na classificação geral da competição. O acidente aconteceu entre Tacna e Arequipa, durante a quinta etapa. O russo ganhou o terceiro e quarto desafio para caminhões.

Bola sete. “Caraca, a galera está brigando para ver qual clube tem mais dinheiro? Que merda, realmente estão acabando com a graça do futebol! Em breve vai ter gente torcendo pelo Bradesco, Itaú, Santander, Safra… Hoje os caras estão comemorando balanço, superávit, receita, extrato bancário… Que merda!” (do jornalista Benjamin Back, rebatendo as críticas ao ‘circo’ Fox Sports Rádio – há gosto para tudo).

Dúvida pertinente. Quem quer goiabada cascão?

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‘Teixeira se comportava como gângster’, diz autor de livro sobre Fifagate

Ricardo Teixeira, o eterno rei da bola, e Del Nero

De Danielle Brant, na Folha

NOVA YORK – Ao longo do ano em que passou organizando depoimentos e compilando os documentos para o livro “Red Card: How the U.S. Blew the Whistle on the World’s Biggest Sports Scandal” (“Cartão Vermelho: Como os EUA Revelaram o maior Escândalo Esportivo Mundial”), sobre o Fifagate, o jornalista Ken Bensinger diz que se deparou com pessoas que queriam impedir a publicação da obra.

Para ele, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira se comportava como um gângster e um ladrão, assim como Julio Grondona, o ex-chefe da federação argentina de futebol. “Eram praticamente personagens de filme. A forma como exigiam dinheiro das pessoas, intimidavam as pessoas, sua arrogância, esse tipo de coisa”, afirma.

Quando você começou a ter interesse em escrever sobre o assunto? 
Havia um dirigente americano da Fifa, que está morto, era de Nova York, chamado Chuck Blazer. Ele era o mais poderoso oficial de futebol dos Estados Unidos, e em 2014, antes da Copa no Brasil, eu escrevi um perfil sobre ele, um longo perfil, de 8 ou 9 mil palavras. Eu sabia que ele era corrupto, que tinha recebido muito dinheiro que não deveria ter recebido, mas não sabia que ele estava trabalhando em uma investigação criminal secreta.

Eu escrevi a reportagem e publiquei em junho de 2014, e, quase um ano depois, em 27 de maio de 2015, foi quando a investigação secreta americana se tornou pública. E, dentro de alguns dias, foi revelado o fato de que Chuck Blazer era um colaborador e tinha feito uma delação premiada. Aí surgiu a oportunidade de escrever um livro. É muito interessante, porque eu sempre quis escrever um livro, eu gostava de futebol, não tanto assim, mas tinha interesse nos casos de corrupção e gostei da oportunidade de viajar um pouco e aprender. Eu assinei o contrato em meados de 2015.

Como você organizou o livro? Foi fácil ter acesso a documentos e fontes?
Eu consegui ter acesso a alguns documentos judiciais, mas muitos não eram públicos. E eu tive que encontrar fontes dispostas a compartilhar informações que não eram públicas. De outra forma, eu não conseguiria entender o caso. Então isso deu muito trabalho.

Comecei a me envolver com o livro o início de 2016. Levei um ano para obter os documentos e acesso a fontes que realmente pudessem ajudar a acrescentar informações que outros não conseguiriam.

O livro será lançado no Brasil?
A Globo Livros comprou os direitos de publicação do livro em 2015. É muito estranho, porque eles compraram, me pagaram, uma pessoa da Globo mostrou a meu agente o manuscrito em português, e era para ser publicado em maio, em junho, em julho, e nunca foi publicado.

Você cita a Globo no livro. Acha que isso atrapalhou a publicação?
Recentemente meu agente ligou para um responsável da Globo Livros e eles disseram que meu livro menciona a Globo, mas não muito, só um pouco no final. Mas eles disseram que não querem publicar até o caso criminal ser encerrado. [A Folha procurou a Globo Livros em 20 de dezembro de 2018 e questionou a editora sobre as declarações de Bensinger e se havia uma previsão de publicação do livro no Brasil. A assessoria de imprensa informou que divulgaria uma nota sobre o caso —o que não ocorreu até a publicação desta reportagem.]

Você ficou surpreso com a extensão da corrupção?
Sim, foi chocante. Eu não conseguia acreditar em toda a corrupção na Fifa e nos níveis que ela tinha chegado. Foi surpreendente.

O que te deixou mais chocado?
Não está muito no livro, mas uma das pessoas mais chocantes na coisa toda foi [o ex-presidente da CBF] Ricardo Teixeira. Ele fazia coisas muito ruins, ele se comportava como um criminoso vulgar e ganancioso. O tipo de pessoa que trairia qualquer um para se salvar. Ele era mal-intencionado. Assim como Julio Grondona, ex-presidente da AFA, na Argentina. Teixeira se comportava como um gângster e um ladrão, e Grondona se comportava como um mafioso. Eram praticamente personagens de filme. A forma como exigiam dinheiro das pessoas, intimidavam as pessoas, sua arrogância, esse tipo de coisa.

E nenhum dos dois foi preso.
Teixeira tem uma história interessante. Ele deixou o Brasil em 2012, porque estava sendo investigado em Brasília por causa de uma possível fraude em um amistoso entre Brasil e Portugal em Brasília. Havia todo tipo de dinheiro público envolvido, estava claro que houve uma grande fraude em inflar os custos da coisa toda. E ele recebeu dinheiro do governo. Os promotores abriram um caso para investigar o que aconteceu, e ele deixou o Brasil e foi viver em Miami.

Em 2014, ele voltou ao Brasil, e deu sorte, porque, um ano depois, tudo aconteceu. O Brasil não extradita seus cidadãos, e então ele não foi pego. Ele continua no Brasil, acho que tem uns problemas no rim, mas continua no Brasil. Já Grondona morreu em julho de 2014.

Basicamente Teixeira conseguiu escapar. Eu não sei o que aconteceu com a investigação em Brasília [a Polícia Federal indiciou o ex-presidente da CBF em 2015, mas o caso não andou até hoje].

E sobre Marin?
Ele estava na Suíça e foi extraditado aos EUA. Muitas pessoas decidiram cooperar, ele se recusou.

Marin foi condenado a 48 meses, mas teve 13 meses de abatimento, pelo tempo que cumpriu na Suíça. Todo esse tempo foi cumprido. Ele poderia ter um desconto por bom comportamento, o jeito como se trabalha no tribunal federal é que não tem condicional. Se tiver bom comportamento, poderia ter redução de um sétimo na sentença. Ele serviria dois anos e meio.

E o que você acha dessa sentença?
Acho que é importante, e a juíza falou isso, foi muito importante para mandar um recado. E ela falou isso nos comentários da sentença. Ela também disse que daria um tempo mais longo de prisão para ele pelos crimes que cometeu, e só não daria porque ele estava muito velho. Se ele fosse mais jovem, ele teria recebido uma sentença maior. Então essa foi a sorte dele.

Você acha que algo mudou na Fifa depois de tudo isso?
A impressão que tenho é que as coisas não mudaram tanto. A Fifa fez algumas mudanças, mas não foram suficientes. A Fifa fez todo esforço para não ser processada, e disse isso no tribunal, que eles pagaram milhões de dólares a advogados para evitar um processo ou ser implicada. Ao mesmo tempo, o que surge da Suíça, da Conmebol e de outras partes da Fifa sugere que ainda há corrupção e que as pessoas que comandam a federação são os reis do mundo.

Qual o papel de Marco Polo Del Nero nisso? 
Ele está no Brasil, e não pode ser extraditado. Mas foi interessante. A Fifa, mesmo depois que ele foi indiciado, não fez nada. E era hilário, porque ele está em Zurique no dia das prisões, quando Marin foi preso. Eu acho que foi um erro da promotoria, eles deveriam ter acusado Del Nero no mesmo dia, mas só o acusaram seis meses depois. Então, quando prenderam Marin, a esposa dele ligou para Del Nero no quarto do hotel e pediu ajuda para o marido. Então ele fugiu, voltou para o Brasil, e nunca deixou o Brasil desde então. E tem a situação estranha de ele ainda ser presidente da CBF, mas não poder deixar o país, ir pra Fifa votar. Alguém tinha que ir votar por ele.

O presidente da Fifa era muito amigo dele, estava tudo ótimo. Durante o julgamento, quando mais evidências surgiram contra Marin e Del Nero, porque muitas evidências contra Marin também implicavam Del Nero, então tudo veio ao público pelos documentos, a Fifa suspendeu Del Nero. Mas todo mundo percebeu que a Fifa não fez nada contra ele, apesar do volume de evidências. E era uma situação embaraçosa.

Quais eram os mais corruptos, segundo os documentos? 
Teixeira era o mais corrupto. Grondona era muito corrupto, algumas pessoas que não vimos na corte também eram muito corruptas. Esses eram os oficiais, Grondona e Teixeira e Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol. Mas não esqueça das pessoas da Concacaf, porque na América do Norte teve Jeffrey Webb, Chuck Blazer, Jack Warner. Todos muito corruptos. Então também teve as pessoas que pagavam as propinas. Na Argentina, Alejandro Burzaco [empresário]. No Brasil, J. Hawilla, que também morreu, e era extremamente corrupto.

E qual era o papel de Joseph Blatter? 
Ninguém sabe ao certo, ele foi investigado, mas ninguém sabe o que ele fazia. A sensação era que Blatter podia não ser diretamente corrupto, mas deixava as pessoas serem corruptas para se manter no poder, porque ele não queria ser tirado do poder.

E há evidências contra o novo presidente da Fifa, Gianni Infantino?
Há uma investigação sobre ele, algumas investigações internas, mas nada aconteceu até agora. Nós vimos algumas coisas que ele fez, ele está fazendo o mesmo que Blatter para se proteger. Os dois que estavam à frente do comitê de ética, as duas pessoas, o juiz e o promotor que estavam investigando ele no comitê de ética da Fifa, ele demitiu e substituiu por outras pessoas. Eles revisaram o código de ética. Era para ser feito independentemente do presidente. Mas acabou sendo revelado que os responsáveis compartilharam com ele. Há um número de coisas que sugere que ele está se isolando de problemas.

Você foi ameaçado? 
Eu não recebi ameaças, só pessoas insatisfeitas com o fato de eu estar nesse projeto. Eu tive pessoas que tentaram me impedir de fazer, mas não uma ameaça. Pessoas se recusaram a ajudar ou tentaram interferir na minha reportagem, ou mentiram quando eu estava pesquisando. Mas não fui ameaçado.

O que você acha que deveria acontecer para que a corrupção não fosse mais um problema na Fifa? 
Eu acho que a Fifa tem um problema de transparência. A Fifa é alérgica à luz do sol, a abrir o que está fazendo. Vemos isso sempre. Eles deveriam aprender a compartilhar mais informação e ser mais abertos ao público. Eles são muito opostos a isso. Eles deveriam ser mais abertos.

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Soberano Tricolor abre temporada com derrota contra alemães na ‘Copa Mickey’

Arboleda disputa lance na partida

A caminhada do soberano Tricolor começou com derrota em 2019. Praticamente, uma rotina, já que pela terceira vez nos últimos cinco anos o pontapé inicial da campanha do São Paulo foi com um revés. A equipe perdeu do Eintracht Frankfurt, da Alemanha, por 2 a 1, na abertura da Florida Cup, batizada pela torcida como ‘Copa Mickey’.

Sexto colocado na Bundesliga, com 27 pontos em 17 rodadas, 15 atrás do líder Borussia Dortmund, o Eintracht saiu na frente no estádio Al Lang, em São Petersburgo, nos Estados Unidos, diante de um público inferior a cinco mil torcedores – o campo tem capacidade para sete mil.

Aos 10 minutos, Bruno Peres vacilou, perdeu a bola e cometeu pênalti em Willens. Rebic, um dos destaques da Croácia, vice-campeã da Copa da Rússia de 2018, cobrou e marcou.

Com apenas cinco dias de treino após o retorno das férias, o Tricolor foi dominado pelo time alemão no primeiro tempo. Pablo e Hernanes quase não apareceram. E o zagueiro Anderson Martins foi um zero à esquerda.

Os são-paulinos só incomodaram o adversário na bacia das almas da etapa inicial, quando passaram a explorar as descidas pelas laterais, principalmente com Reinaldo. Aos 38, Helinho desperdiçou boa chance, após cruzamento de Reinaldo. Pouco depois, Hudson errou uma cabeçada com o gol vazio.

No intervalo, o ‘professor’ André Jardine trocou os 11 jogadores. Depois de promover as estreias de Tiago Volpi, Hernanes e Pablo, o treinador lançu Igor Vinícius, Léo e Willian Farias.

O Eintracht pressionou no início do segundo tempo e perdeu duas boas chances. Aos 10 minutos, festa tricolor: Diego Souza tentou tabelar com Liziero, mas a bola sobrou para Nenê, que estufou a rede dos alemães – 13º gol do meia com a camisa do São Paulo.

Oito minutos depois, o Eintracht assinalou o segundo gol. Jovic desceu pela esquerda e cruzou. O goleiro tentou abafar, trombou com Igor Vinicius e a bola entrou. Nos minutos finais, o Tricolor tentou pressionar, porém parou na boa defesa alemã.

O São Paulo voltará a campo neste sábado. Enfrentará o Ajax no Orlando City Stadium. O Eintracht pegará o Flamengo, que superou o Ajax nos pênaltis por 4 a 3, após empate em 2 a 2 no tempo normal.

Sem Gabigol e Arrascaeta, e com Rodrigo Caio começando no banco, o Flamengo contou com grande atuação de Uribe, que fez os dois gols. Huntelaar e Labyad marcaram para o time holandês.

O ‘professor’ Abel Braga estreou na casamata do Urubu. Além de Uribe, Everton Ribeiro e Diego Alves se destacaram no Rubro-negro. O goleiro operou quatro grandes defesas. O ex-são-paulino Rodrigo Caio entrou no segundo tempo e correspondeu. O treinador Erik ten Hag escalou um time reserva.

De acordo com o regulamento, o Flamengo ganhou um ponto extra por ter vencido dos pênaltis. A classificação do torneio: 1) Eintracht – 3 pontos; 2) Flamengo – 2; 3) Ajax – 1; 4) São Paulo – 0.

São Paulo – Tiago Volpi (Jean), Bruno Peres (Igor Vinícius), Arboleda (Bruno Alves), Anderson Martins (Lucas Kal) e Reinaldo (Léo); Jucilei (Willian Farias), Hudson (Araruna) e Hernanes (Liziero); Helinho (Nenê), Pablo (Diego Souza) e Everton (Everton Felipe). Técnico: André Jardine.

Eintracht – Kevin Trapp (Rönnow), Danny Da Costa (Russ), Abraham (Salcedo) e N’Dicka (Stendera); Gelson Fernandes (Rode), Hasebe (Falette), De Guzmán (Tawatha) e Willems (Fabián); Kostic (Haller), Rebic (Jovic) e Hrgota. Técnico: Adi Hutter.

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