Bololô no Brasileirão: Palmeiras ganha sete pontos e cola no líder São Paulo

No frigir dos ovos, azar galinha, churrasco queimado e festa do porco. No bololô da briga pelas primeiras posições do Brasileirão, o Palmeiras foi o grande vencedor da 26ª rodada. Os periquitos em revista ganharam sete pontos: três na vitória sobre o Sport (1 a 0) e quatro nos empates do soberano Tricolor (1 a 1 com o Coelho) e Saci colorado (1 a 1 diante do Corinthians).

De quebra, o Palestra assumiu a vice-liderança do campeonato com 50 pontos, um menos que o São Paulo. O Saci colorado também tem 50, mas perde do Palmeiras no saldo de gols, 21 a 17. O Flamengo, que bateu o Galo por 2 a 1, ocupa o quarto lugar, com 48 pontos, um à frente do Grêmio (3 a 2 no Ceará). Ou seja, haja coração nas próximas jornadas.

Na ‘Ilha de Lost’ (18.681 torcedores), no Recife, o Palmeiras matou o Leão pernambucano com um gol de Willian aos 35 minutos do segundo tempo. O embate caminhava para o ‘oxo’ quando o ‘sargento’ Felipão trocou Jean por Willian.

No primeiro lance, o atacante estufou a rede do goleiro Magrão e garantiu o triunfo do Palestra. Que, mais do que nunca, segue na luta pela tríplice coroa – Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão.

Depois de um primeiro tempo sem grandes emoções, o jogo pegou fogo na etapa final. O Palmeiras apertou o cerco no começo, mas parou nas luvas de Magrão e na má jornada de Deyverson. O centroavante desperdiçou uma chance incrível arrematando para fora após driblar o goleiro do Sport.

O time pernambucano equilibrou as ações e apertou o Palestra, que passou certo sufoco até Willian marcar o gol da vitória.

Depois de um longo tempo recuperando-se de lesões, o meia Guerra voltou ao time. O venezuelano entrou no lugar de Lucas Lima, que se machucou na etapa inicial.

O Palmeiras está invicto desde a 15ª rodada, quando perdeu por 1 a 0 para o Fluminense, ainda sob a batuta do ‘professor’ Roger Machado. São oito triunfos e três empates. Já o Sport completou quatro jogos sem vencer. Está em penúltimo lugar, com 24 pontos.

No Itaquerão, minha casa minha vida, com 26.916 pagantes (R$ 1.149.396,60), Corinthians e Saci colorado disputaram um duelo bem chocho e morreram abraçados no 1 a 1. A equipe gaúcha continua sem vencer na casa corintiana. Acumula três derrotas e um empate.

O Saci colorado saiu na frente com um gol irregular de Leandro Damião aos 44 minutos do primeiro tempo. Em impedimento, o centroavante concluiu uma cobrança de falta de Edenilson.

Além de Leandro Damião, apenas mais três jogadores do Inter estavam em posição irregular. Mas sua senhoria, o assoprador de latinha goiano Eduardo Valadão, confirmou o tento. Uma vergonha! Põe no DVD.

No retorno do vestiário, após assistirem ao teipe do lance, vários jogadores do Corinthians cercaram o juiz e chiaram bastante. Valadão não deu papo e apitou o reinício da partida.

Aos 4, o Corinthians empatou. Jadson bateu escanteio, Romero cabeceou na trave e Douglas, sozinho, empurrou para a rede. Primeiro gol do meio-campista com a camisa corintiana. Até agora, Douglas não conquistou a Fiel.

Com 1 a 1 no placar, Corinthians e Saci colorado trataram de fechar a casinha e arriscar muito pouco. Tanto que os goleiros Cássio e Marcelo Lomba poderiam ser facilmente substituídos por dois cones.

O Corinthians chegou a 34 pontos e continua longe do G6 da Libertadores. O Saci colorado, com 51, perdeu a chance de assumir a ponta. Pior: perdeu o segundo lugar para o Palmeiras.

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Pitaco do Chucky. O país se prepara para uma eleição ou uma guerra?

Revolta do campeão. Aos 35 anos, à espera de uma proposta para continuar a carreira, o polivalente Richarlyson abriu o jogo no programa ‘Aqui com Benja’, do Fox Sports: está magoado com o soberano São Paulo por ter sido barrado na calçada da fama, mesmo com mais títulos do que alguns dos 99 homenageados. Consolo: está na história do Tricolor, independentemente do reconhecimento da cartolagem. Não acredita que os boatos sobre sua homossexualidade possam ter prejudicado sua escolha: “Mesmo que eu seja, as pessoas são maldosas, pegam o lado negativo para depreciar as conquistas.” Richarlyson defendeu o Tricolor entre 2005 e 2010.

Zé Corneta. Grêmio 3 x 2 Ceará: um ponto fora da curva no Brasileirão da retranca.

Bons ventos. A Fiel pode esperar por uma grande decisão contra o Flamengo no Itaquerão, minha casa minha vida, pelas semifinais da Copa do Brasil. O ‘professor’ Jair Ventura encarou três vezes o Rubro-negro e seus times (Botafogo e Corinthians) conseguiram acertar nada menos que… um chute a gol.

Sugismundo Freud. A tentação é doce no início e amarga no fim.

Tiro no escuro. Do alto do trono que divide orgulhosamente com a ‘titia’ Leila Crefisa na mansão Allianz Parque, o palmeirense Mauricio Gagliotte bradou a plenos pulmões: chegou o momento de os clubes se unirem para pressionar o Circo Brasileiro de Futebol e exigir mais representatividade na Conmebol. Pimba na caxirola: será bem mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que a cartolagem se reunir ao redor de uma mesa para discutir os descaminhos do ludopédio. Mais do que tentar unir os times para cobrar uma posição drástica do Circo Brasileiro de Futebol, Gagliotte deveria pensar numa carta de alforria aos clubes, num solene pontapé no ‘status quo’ dominante, no bando que se apropriou da bola tupiniquim.

Dona Fifi. Hortência: uma vez rainha, sempre rainha.

Exterminador. O imortal Grêmio, do ‘professor’ Renato Gaúcho, está se especializando em fazer churrasco com carne argentina na Libertadores. Ano passado, na conquista do tri, passou por Godoy Cruz e Lanús; nesta temporada, depois de eliminar o Estudiantes, praticamente já mandou para escanteio o Atlético Tucumán nas quartas de final. Os espetos já estão preparados para River Plate ou Independiente nas semifinais. Don’t cry for me, Argentina!

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Saiu do hospício, tem que respeitar. Lisca doido é Ceará.

Titês, o retorno. “A crítica faz pensar. Se for profunda, te ensina. Tenho a capacidade de absorver e me reinventar. Quando é de informação errada, é de incompetência ou tem outro objetivo. Quer falar mal de mim, me convida. Eu sei coisas terríveis a meu respeito” – do ‘professor’ Tite, sobre as estilingadas que passou a receber.

Zapping. A plim plim acredita que o ibope da bola voltará a rolar em bons números com a transmissão de Corinthians x Flamengo, nesta quarta, pelas semifinais da Copa do Brasil. Os duelos pela Libertadores na última semana decepcionaram a cúpula global. Boca Juniors x Raposa rendeu 22,1 pontos, enquanto Colo Colo x Palmeiras cravou 23,3. Cada ponto corresponde a 71,8 mil domicílios sintonizados na grande Pauliceia dominada pela bandidagem.

Gilete press. De Pedro Lopes, no ‘Uol’: “A Adidas terá de indenizar a WTorre por ter lançado uma linha de camisas, em 2015, contendo a imagem do Allianz Parque sem autorização da empresa que administra o estádio. A linha, chamada ‘Palmeiras Stadium’, foi retirada das lojas na Justiça. Agora, será realizada uma perícia para calcular o quanto a fornecedora de material esportivo do Palmeiras lucrou durante o período em que realizou vendas. O alviverde autorizou e aprovou o design da camisa, mas a WTorre não foi consultada.” A porca torceu o rabo.

Tititi d’Aline. O lateral Daniel Alves, 35 anos, é mesmo um sonhador (ou brincalhão?). Ele pretende brigar por um lugar na amarelinha desbotada que irá à Copa de 2022, no Catar, a fim de encerrar a carreira ‘com muita emoção’.

Você sabia que… LeBron James será o protagonista, ao lado de Pernalonga e sua turma, do filme ‘Space Jam 2’?

Bola de ouro. Operário/PR. Bateu o Cuiabá por 1 a 0, gol de Bruno Batata, e faturou o título da Série C. Ano passado, o time paranaense ganhou a Série D. A campanha do Fantasma para chegar à segundona: 12 vitórias, oito empates e quatro derrotas. Pela primeira vez uma equipe conquista as Séries D e C em sequência.

Bola de latão. Arena Pantanal. Um dos ‘elefantes brancos’ da Copa, o estádio sofreu um pequeno apagão aos três minutos da partida decisiva entre Cuiabá e Operário/PR, pela Série C. Nada que deixasse a torcida (41.312 espectadores) irritada: o duelo recomeçou depois de… 90 minutos.

Bola de lixo. Paraná. À espera da extrema-unção: 99% de chances de cair. Lanterna com apenas 16 pontos em 78 possíveis – três vitórias, sete empates e 16 derrotas; 11 gols a favor e 36 contra.

Bola sete. “O Jair é um dos técnicos mais bem preparados do Brasil. Ele enxerga muito bem o jogo e tem uma consciência tática incrível. Se existe uma verdade na vida é que ‘filho de peixe, peixinho é'” (de Jairzinho, o Furacão da Copa de 70, sobre seu filho – menos, menos).

Dúvida pertinente. Corinthians x Flamengo: duelo de gigantes na semifinal da Copa do Brasil ou propaganda enganosa?

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Soberano Tricolor tropeça contra Coelho e agora torce: é ‘corintiano desde criancinha’

A festa estava garantida pelo menos no retrospecto: em 12 jogos contra o Coelho mineiro no Brasileirão, oito vitórias, três empates e apenas uma derrota. Mas quem gosta de passado é museu: o soberano São Paulo apenas empatou em 1 a 1 com o América, na abertura da 26ª rodada do campeonato. Irritada com a perda de dois pontos em casa, a torcida (47.846 pagantes/R$ 1.906.143) vaiou o time. Em sete jogos, o São Paulo ganhou apenas 10 pontos no segundo turno.

Diego Souza agradece Nenê pelo passe que originou o golCom o tropeço, o Tricolor ocupa a liderança com 51 pontos e agora torce pelo coirmão Corinthians no embate contra o Saci colorado. Se os gaúchos vencerem no Itaquerão, minha casa minha vida, assumirão a ponta com 52. No próximo fim de semana, o São Paulo jogará contra o Botafogo, no Rio. O Coelho ocupa a 11ª, com 31 pontos.

Mesmo sem três peças importantes (o lateral Bruno Peres e os atacantes Rojas e Everton), o São Paulo dominou a partida desde os primeiros minutos.

O líder se aproveitou da clara disposição do Coelho mineiro em garantir a qualquer custo o ‘oxo’. Que se exploda o ataque! Mas cometeu um erro grave: centralizou demais as jogadas, facilitando o trabalho da zaga.

Na casamata, várias vezes o ‘professor’ Diego Aguirre pediu ao time para abrir o jogo pelas laterais. Não adiantou. E o duelo ataque contra a defesa continuou, mas sem o Tricolor levar perigo ao goleiro João Ricardo. Um espectador!

Aos 47 minutos, quando a torcida parecia conformada com o placar em branco, a explosão no Morumbi. Nenê cobrou falta curta para Reinaldo, recebeu de volta e cruzou na medida para Diego Souza cabecear. Um a zero. Que sufoco!

No segundo tempo, o São Paulo manteve o controle da partida. Só que, inexplicavelmente, diminuiu o ritmo e deitou na vantagem. O América cresceu.

Preocupado, Aguirre mexeu por atacado aos 14: saíram Liziero e Everton Felipe (decepcionou novamente), entraram Tréllez e Régis. Objetivo: empurrar o adversário e tentar o segundo gol para matar o jogo. Fracassou.

Aos 35, Morumbi calado: Matheusinho, que havia substituído Juninho, pegou um rebote de Sidão, após defender uma bomba Carlinhos, e empatou a partida.

Na sequência, o zagueiro Arboleta deu o lugar para Gonzalo Carneiro. Desespero são-paulino. Tranquilidade mineira. Que por pouco não marcou o segundo. Depois de um contra-ataque, Wesley perdeu boa chance aos 42.

Fim de jogo, e vaias da torcida ao futebol improdutivo do Tricolor. Dois pontos perdidos em casa. Decepção total. “Estamos surpresos, foi algo inesperado [o empate] e não pode acontecer. Se temos um objetivo importante, jogando como hoje, será difícil alcançá-lo. Temos que recuperar nosso nível rapidamente. A torcida protestou com razão”,

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Palmeiras confirma a fama de ‘bicho-papão’: quinta vitória como visitante na Libertadores

No segundo tempo, Dudu vibra com o segundo gol do Palmeiras
Não foi uma exibição brilhante, mas o Palmeiras fez o suficiente para derrotar o Colo Colo por 2 a 0, em Santiago, e praticamente carimbar uma vaga nas semifinais da Libertadores. Poderá perder o segundo duelo por até um gol de diferença, na mansão Allianz Parque. Bruno Henrique e Dudu (foto) marcaram os gols da quinta vitória do Palestra como convidado indigesto (100% de aproveitamento fora de casa). Antes, a equipe havia batido Boca Juniors, Alianza Lima, Junior Barranquilla e Cerro Porteño. Willian, Bruno Henrique e Moisés foram os destaques palmeirenses.

Alguns torcedores palmeirenses ainda passavam pela tradicional revista policial quando o Palmeiras mostrou à galera chilena porque é considerado o visitante mais indigesto da Libertadores.

O Palestra partiu com tudo para o ataque, pressionou o time chileno e fez a festa logo aos 3 minutos. Borja pegou a bola na esquerda, cruzou e encontrou Moisés livre. O meio-campista poderia ter chutado a gol, mas optou pelo papel de garçom e serviu Bruno Henrique, que fuzilou o goleiro Orión. Um a zero em ritmo de Fórmula 1.

A equipe do Colo Colo sentiu a pancada. Ficou grogue por alguns instantes, porém o Palmeiras não soube aproveitar o momento para nocauteá-lo. Inexplicavelmente, recuou e permitiu ao adversário equilibrar a partida.

Mesmo vigiado de perto por Bruno Henrique ou Thiago Santos, o mago Valdivia passou a despontar como principal arma chilena. No entanto, não teve o apoio dos companheiros, já que se trata de uma pérola perdida no ninho do Colo Colo, apesar dos 35 anos.

Apesar de ter mais posse de bola, o Colo Colo só ameaçou uma vez o goleiro Weverton, numa cobrança de falta. Ele rebateu e Barroso chutou para fora. Nos contra-ataques, o Palmeiras deu mais trabalho a Orión, em arremates de Bruno Henrique, Moisés e Dudu.

O Colo Colo voltou mais ofensivo para o segundo tempo, enquanto o Palmeiras tratou de explorar os contragolpes. Sentindo que os chilenos rondavam mais a área dos periquitos em revista, pois tinham liberdade no meio de campo, o ‘sargento’ Felipão trocou o atacante Borja pelo volante Jean aos 18. Dez minutos depois, sacou Thiago Santos e colocou o zagueiro Gustavo Gomez.

Aos 32, o Palmeiras matou o Colo Colo. O sempre eficiente Willian puxou contra-ataque pela esquerda, cortou para o meio e chutou. Orión defendeu parcialmente, a bola bateu na trave e Dudu aproveitou o rebote: 2 a 0. No final do jogo, com o triunfo garantido, Lucas Lima substituiu Dudu.

A semana dos brasileiros no primeiro tiroteio do mata-mata das quartas de final terminou com duas vitórias (Grêmio e Palmeiras) e uma derrota (Raposa). Gaúchos e paulistas podem perder por até um gol de diferença diante de Atlético Tucumán e Colo Colo, em Porto Alegre e na mansão Allianz Parque. Já os mineiros precisam vencer o Boca Juniors por três gols de vantagem no Mineirão.

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Pitaco do Chucky. Segunda vitória do ‘professor’ Jair Ventura no Corinthians: pode chamar Danilo e Emerson Sheik de ‘tio’.

Chapéu tricolor. Os cartolas do soberano São Paulo andam como pimpolhos agraciados com uma caixa de pirulitos depois de a Conmebol confirmar o Morumbi como palco de abertura da Copa América de 2019. Consideram que o clube deu um chapéu histórico no coirmão Palmeiras, que sonhava com o pontapé inicial na mansão Allianz Parque. A casa do Palestra receberá jogos periféricos. A final será no ‘new Maraca’. Mineirão, Arena do Grêmio e Fonte Nova completam a lista de seis estádios escolhidos para a competição. O Corinthians pulou fora. Um passa-moleque inesquecível.

Zé Corneta. É tiro e queda para quem deseja sair do ostracismo: basta criticar Neymar.

Oportunistas. Os engomadinhos de colarinho branco do Superior Tribunal de Justiça Desportiva adoram pegar carona num bochicho a fim de aparecer na mídia. Agora, estudam um jeito de enquadrar o palmeirense Felipe Melo em algum artigo por ter oferecido o gol a seu candidato a presidente. Ridículo! Já a vergonhosa exposição dos atletas de Vasco e Flamengo empurrando uma ambulância passa batido.

Sugismundo Freud. Só os inteligentes dão valor à vida.

Leite poderoso. O papo corre solto pelas agitadas alamedas da velha Fazendinha: a contratação de Jair Ventura foi uma ‘sugestão’ do empresário Carlos Leite. Que, por uma daquelas coincidências que só Peter Pan poderia explicar, cuida da carreira do ‘professor’ e sempre socorre o Corinthians com empréstimos financeiros. O desempenho do treinador na casamata desde a ascensão no Botafogo: em 141 jogos, 60 vitórias, 34 empates e 47 derrotas.

Dona Fifi. Gabigol, a ressurreição: mal aproveitado na Inter de Milão e no Benfica ou tirando proveito do baixo nível técnico do Brasileirão?

Papo furado. De volta aos holofotes do SporTV, o coordenador da amarelinha desbotada, Edu Gaspar, mostrou que continua o mesmo: bem vestido, afável com os amigos da imprensa, cabelo rigorosamente alinhado e o insuportável blá-blá-blá de sempre.

Zapping. O SBT entra em campo: voltará a transmitir a Copa do Nordeste, a ‘Lampions League’, entre janeiro e maio do próximo ano. Os jogos serão às terças (21h45) e aos sábados (16h). O torneio reunirá 20 clubes. O atual campeão é o Sampaio Correia, do Maranhão.

Gilete press. De Flávio Dilascio, no ‘Globo.com’: “Com a derrota por 9 a 2 para a Assoeva, no Mangueirinho, o Belém encerrou sua participação na Liga Nacional de Futsal (LNF) da pior forma possível. Em 18 jogos disputados ao longo da temporada, a equipe paraense somou apenas um ponto, com 17 derrotas, 31 gols marcados, 137 sofridos e -106 de saldo. Foi a pior campanha de uma equipe em 23 edições da LNF. O único ponto obtido foi no empate em 1 a 1 com o Joaçaba na 16ª rodada. Edilson marcou o gol que deu ao Belém o seu ponto solitário na LNF. Outro fato memorável do Belém foi a presença de um jogador-presidente que pode entrar para o Guinness Book. Aos 65 anos, o fixo Roberto jogou as 18 partidas.” Íbis do salão.

Tiro curto. Palhaçada padrão Fifa: Bélgica e França dividem liderança do ranking de seleções, fato inédito em 25 anos.

Tititi d’Aline. Os jogadores do Real Potosi, lanterna do Campeonato Boliviano, venderam as chuteiras para conseguir driblar a fome. Estão com os salários atrasados há quatro meses. “Boa parte do elenco está abaixo do peso”, informou o treinador Sérgio Apaza, que comprou suprimentos para ter o que oferecer ao elenco após os treinamentos. A equipe obteve apenas uma vitória em 10 rodadas.

Você sabia que… o Manchester City obteve uma receita de 500 milhões de libras (R$ 2,7 bilhões) na última temporada e um lucro de 10 milhões de libras (R$ 54,5 milhões)?

Bola de ouro. Hortência. A brasileira foi eleita a melhor jogadora de todos os tempos da Copa do Mundo de basquete feminino. A rainha recebeu 85% dos votos na escolha organizada pela FIBA e deixou para trás oito concorrentes. Hortência foi campeã mundial em 1994, na Austrália, com a média de 27,6 pontos. É a maior pontuadora da história da seleção brasileira, com 3.190 pontos em 127 partidas (média de 24,9 por jogo).

Bola de latão. Palmeiras. Mais uma derrota no tapetão na tentativa de impugnar a decisão do Paulistinha contra o Corinthians. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva rejeitou, por unanimidade, o recurso do Palestra e confirmou a taça na sala de troféus da velha Fazendinha. O Palmeiras jogou a toalha e não recorrerá mais.

Bola de lixo. ‘Copa das Copas’. Quatro anos depois da grande festa, nove dos 12 estádios foram barrados no baile, estão fora da Copa América de 2019. Eles consumiram parcos R$ 5,3 bilhões em tijolinhos. Apenas ‘new Maraca’, Fonte Nova e Mineirão serão aproveitados pela Conmebol.

Bola sete. “A situação política do Santos é gravíssima. Ninguém está preocupado com o clube. Os funcionários não sabem a quem obedecer” (do presidente do CD, Marcelo Teixeira, sobre o racha entre o mandachuva, José Carlos Peres, e o vice Orlando Rollo – Peixe frito).

Dúvida pertinente. Quando o Corinthians vai mandar uma réplica da taça do Paulistinha/18 ao coirmão Palmeiras?

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Assoprador de latinha complica a vida da Raposa na Libertadores

A Raposa está no bico da cegonha sem asas na Libertadores. Perdeu para o Boca Juniors por 2 a 0, em La Bombonera, e terá de vencer por três gols de diferença no Mineirão, em 4 de outubro, para se classificar às semifinais. Se devolver o placar, levará a decisão para os pênaltis. Os argentinos podem perder por até um gol. Sua senhoria, o assoprador de latinha Eber Aquino, influiu no resultado ao expulsar o zagueiro Dedé após um choque com o goleiro Andrada (foto). Uma vergonha! Mais uma prova de que o Circo Brasileiro de Futebol não apita patavina da Conmebol.

Boca Cruzeiro Dede Andrada
Depois de uma estocada no início da partida, após cobrança de escanteio, a Raposa se acomodou no ‘oxo’ e permitiu aos hermanos tomarem conta do jogo. Com boas triangulações pelas laterais, principalmente pela direita, o Boca alimentou boas emoções ao coração dos torcedores.

A equipe aproveitou o espaço dado pelo pão de queijo no meio de campo e a marcação jacaré (só com os olhos) dos mineiros para se impor, já que o ataque cruzeirense (Barcos e Rafinha) inexistiu ao longo dos 45 minutos.

Sob a batuta de Perez, o Boca Juniors foi se aproximando da vantagem e, aos 36, pimba na caxirola: após boa troca de passes na direita, Perez deixou Zárate na cara do gol. Na saída de Fábio, o atacante tocou de trivela para as redes. Um a zero merecido ao Boca, melhor em campo.

O time brasileiro voltou mais agressivo para o segundo tempo. Aos 3, Robinho cruzou e Thiago Neves errou a cabeçada. Na sequência, Rafinha recebeu de Robinho, tocou na saída do goleiro Andrada, mas Barrios tirou em cima da linha.

Aos 22, o ‘professor’ Mano Menezes trocou Thiago Neves por Rafael Sobis. A lógica indicava a saída de Barcos, o pirata da perna de pau. Dois minutos depois, sua senhoria, o assoprador de latinha Eber Aquino, errou feio e complicou ainda mais a vida do Cruzeiro. Depois de um choque de Dedé com o goleiro Andrada, ele foi consultar o VAR (árbitro de vídeo) e expulsou o zagueiro da Raposa. Ridículo!

Se a situação já estava complicada para os mineiros, ficou ainda pior aos 36: Perez uma sobra de bola e arrematou para o gol, sem chance para Fabio. Pouco antes, Raniel havia entrado no lugar de Raniel; no Boca, Tevez no de Benedetto. Na bacia das almas, Manoel substituiu Rafinha, e no Boca, Almendra ocupou o lugar de Perez, o nome do jogo.

Daí em diante, o Boca passou a trocar passes à espera do apito final, enquanto a Raposa se fechou para evitar novos gols e continuar com esperanças de classificação às semifinais.

Em 157 partidas na Libertadores, o pão de queijo contabilizou 90 vitórias, 29 empates e 38 derrotas. Boca e Cruzeiro já se cruzaram oito vezes no torneio continental. Os hermanos ganharam quatro jogos e os brasileiros três. O treinador Mano Menezes sofreu a terceira coça em La Bombonera. Antes, havia perdido com o Grêmio, em 2007, e a amarelinha desbotada.

No outro jogo das quartas, River Plate e Independiente morreram abracados no ‘oxo’. Voltarão a se enfrentar em 2 de outubro, no Monumental de Núnez, casa do River. Quem vencer avança. Um novo 0 a 0 leva a decisão para a cal, e qualquer empate com gols dá a classificação para o Independiente.

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Grêmio encaminha a classificação às semifinais da Libertadores

 

Alisson marca contra o Tucumán
Atual campeão, o Grêmio nem precisou mostrar um grande futebol para derrotar o Atlético Tucumán por 2 a 0, no estádio José Fierro, em San Martin de Tucumán, na Argentina. Com o resultado, o imortal gaúcho poderá até perder por um gol de diferença no segundo duelo, em Porto Alegre, que estará nas semifinais. O trabalho do Grêmio foi facilitado pela expulsão de Nuñez no final do primeiro tempo. Grêmio e Tucumán se enfrentarão em 2 de outubro, na Arena. O vencedor do embate vai encarar o ganhador de Independiente x River Plate.

O Grêmio passou por maus momentos no começo da partida. O Atlético Tucumán partiu para a pressão e chegou a acuar o time brasileiro. Embalado pela torcida, foi ao ataque e complicou o trabalho da zaga gremista, que se mostrou insegura em vários lances.

Aos poucos, o Grêmio foi corrigindo os erros, equilibrou a partida e assumiu o comando do embate. O Tucumán sentiu a força do imortal aos 34 minutos. Geromel cobrou falta, Cícero escorou de cabeça e Alisson estufou a rede do goleiro Luchetti.

A equipe argentina sentiu o golpe. E se perdeu no nervosismo. Na bacia das almas, mais precisamente aos 45 minutos, Nuñez pisou nas costas de Alisson. Primeiro, sua senhoria, o assoprador de latinha Wilmar Roldan, mostrou o cartão amarelo. Depois recorreu ao VAR e, após analisar, expulsou Nuñez.

Com um a mais, o Grêmio praticamente matou o Tucumán aos 9 minutos. Leo Gomes lançou Alisson na direita. Ele percebeu a entrada de Everton ‘Cebolinha’ na área, livre de marcação, e cruzou na medida para o companheiro aumentar o placar.

Aos 18, os argentinos voltaram a incomodar numa falta cobrada por Rodríguez, bem defendida por Marcelo Grohe, um goleiraço. Sete minutos depois, o ‘professor’ Renato Gaúcho trocou Maicon por Thaciano. Na sequência, sacou Alisson e colocou Pepê. Depois, tirou o discreto Luan e apostou em Douglas.

Mesmo acomodado na vantagem de dois gols, o Grêmio perdeu no final da partida uma ótima chance com Everton ‘Cebolinha’ para definir a classificação às semifinais.

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Em clássico sem graça, soberano Tricolor assume ponta e Peixe quebra recorde

O San-São não mostrou a força que todos esperavam na Vila Belmiro. Peixe e soberano Tricolor disputaram um clássico meia-boca e ficaram no ‘oxo’ pela 25ª rodada do Brasileirão. O São Paulo chegou a 50 pontos e assumiu a liderança do campeonato e agora torce para o Saci colorado (49 pontos) tropeçar diante da Chapecoense, nesta segunda, no encerramento da jornada. O Santos cravou nove jogos de invencibilidade e oito sem sofrer gol, um recorde – a marca anterior pertencia ao time de 1955. Com o resultado, a equipe segue na oitava colocação, agora com 32 pontos.
Bruno Alves entra duro em Rodrygo em Santos x São Paulo

Peixe e Tricolor disputaram um clássico em banho-maria no primeiro tempo. Com Nenê bem marcado, o São Paulo pouco produziu. As parcas chances foram criadas pelo Santos, que explorou bem o moleque Rodrigo pela esquerda, já que o adversário utilizou uma linha de três zagueiros.

O time santista fechou os 45 minutos iniciais com mais posse de (55% a 45%) e chutes a gol (7 a 1), mas em nenhum momento provocou frisson na torcida, o tradicional ‘uhhh’. O goleiro Sidão não fez nenhuma grande defesa.

Na bacia das almas, o atacante Everton, que voltou ao time depois de recuperar-se de uma lesão, sentiu um problema físico e foi substituído por Liziero.
O médico do Tricolor acha que não foi a mesma contusão, mas somente nesta segunda poderá confirmar ou não.

A equipe tricolor cresceu no segundo tempo. Adiantou a marcação e passou a usar mais o veloz ponta Rojas. Porém, não criou nenhuma grande oportunidade até os 20 minutos. Diego Souza nada de útil realizou.

O Santos, com Carlos Sanchez mais liberado no meio de campo, tentou surpreender o Tricolor com toques rápidos, sem sucesso. E insistiu nos ‘chuveirinhos’, a exemplo do que havia acontecido na fase inicial.

Aos 25, mestre Cuca trocou Gonzales por Fellipe Cardoso, ex-Ponte Preta. Na sequência, o Santos desperdiçou uma excelente oportunidade, a melhor do embate. Arboleda vacilou na marcação, Rodrigo avançou sozinho em direção a área e chutou para fora. Aos 33, mudança no Tricolor: Diego Souza por Tréllez. No Peixe, Sanchez por Bruno Henrique. Seis minutos depois, Rojas deu o lugar a Everton Felipe. E no Peixe, Rodrygo saiu e entrou Arthur Gomes.

As alterações não produziram nada de efetivo. O San-São continuou chocho como começou. E dá-lhe mais um ‘oxo’ sem um pingo de emoção.

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Pitaco do Chucky. Caserna: meia volta volver já passou da hora.

Freguês. Coirmãos vibram com o passado do Saci colorado na Arena Condá, em Chapecó: três jogos e três derrotas no Brasileirão desde 2014. No primeiro encontro, as boas-vindas da Chape: 5 a 0. Depois, duas vitórias por 1 a 0. Ou seja, os gaúchos tomaram sete gols e não festejaram nenhum. O próximo duelo será nesta segunda.

Zé Corneta. Corinthians recheado de jogadores com prazo de validade vencido: Emerson ‘Bitoca’, Danilo, Roger, Ralf…

Tchau, Urubu! Poucos conselheiros rubro-negros acreditam na permanência do garoto Paquetá no próximo ano. O meio-campista tem contrato até dezembro de 2020 e a multa é de 50 milhões de euros. Mas o Flamengo baterá o martelo se aparecer alguém com 35 milhões de euros e ainda agradecerá a São Jorge pela graça alcançada. PSG e Barcelona estão de olho em Paquetá, 21 anos.

Sugismundo Freud. Só com sabedoria não se faz a feira.

Pasto fechado. Após o tsunami de críticas ao pasto do ‘new Maraca’, o estádio foi fechado para a reforma do gramado até 9 de outubro. A Greenleaf, empresa responsável pela manutenção do campo, culpou o excesso de jogos (13 em 36 dias) pela transformação do tapete verde numa duna cercada por pequenos filetes de grama. Atletas e treinadores estão certíssimos ao exigir um palco de primeira no estádio que devorou R$ 1,6 bilhão para receber a ‘Copa das Copas’. Em sete jogos até o início deste mês, o consórcio que administra o ‘new Maraca’ arrecadou R$ 1,6 milhão apenas com o aluguel do templo da bola tupiniquim. Somente o Flamengo contribuiu com R$ 1,1 milhão.

Caiu na rede. Vasco: sem cacau não tem chocolate.

Zapping. Vale a pena abusar das patacoadas: os programas ‘Jogo Aberto’, de Renata Fan, e ‘Os Donos da Bola’, do ex-jogador Neto, estão no ranking dos que mais proporcionam café no bule para a Band.

Gilete press. De Jorge Nicola, no ‘Yahoo’: “Osmar Loss terá de se contentar com um papel absolutamente secundário no Parque São Jorge depois da chegada de Jair Ventura. E a primeira prova foi dada no empate em 0 a 0 com o Flamengo, no Maracanã. De volta ao cargo de auxiliar-técnico, Loss nem viajou com o time para o Rio. Jair Ventura levou apenas Emílio Faro, auxiliar contratado por sua indicação. Loss já foi avisado de que não participará mais de qualquer preparação do time nas partidas como visitante. O mesmo valerá para Fabinho e Coelho, outros auxiliares do clube que tinham bastante autonomia até a derrota para o Ceará.” Vassourada.

Tititi d’Aline. Vem aí ’10 segundos para vencer’, filme que aborda a vida de Éder Jofre, 82 anos, um dos maiores lutadores de boxe da história. Produzido por Flavio Tambellini e dirigido por José Alvarenga Jr, ele chega aos cinemas no dia 27. Daniel de Oliveira interpreta o supercampeão brasileiro, que faturou o título nas categorias galo e pena. Osmar Prado faz o papel do pai do boxeador, Kid Jofre.

Você sabia que… os clubes italianos, ingleses, espanhóis, franceses e alemães investiram US$ 4,2 bilhões (R$ 17,4 bilhões) em reforços na última janela de transferências?

‘Bola de ouro’. Peixe. Mergulha cada vez mais num aquário contaminado pela incompetência da cartolagem. Depois de o Conselho Deliberativo ter aprovado dois pedidos de impeachment do chefão José Carlos Peres (os sócios votarão no dia 29), a Vila Belmiro virou um barril de pólvora, com direito até a ameaças de morte e registros de B.O. na delegacia.

Bola de latão. Corinthians. Fiel estufa o peito de felicidade: balanço entre janeiro e julho apontou crescimento da dívida para mais de R$ 500 milhões. O déficit passou de R$ 14,6 milhões para R$ 17,3 milhões.

Bola de lixo. Douglas Costa. O atacante brasileiro da Juventus e da amarelinha desbotada viveu um dia fúria na partida contra o Sassuolo. Em poucos minutos, Douglas Costa deu uma cotovelada, uma cabeçada e levou um cartão vermelho após cuspir no rosto de Di Francesco.

Bola sete. “Pela primeira vez eu empurrei uma ambulância. Cena lamentável. Até pensei que o motorista estava de brincadeira. Conseguimos empurrar um pouquinho e a ambulância pegou no tranco” (do zagueiro rubro-negro Réver, sobre a estapafúrdia cena no clássico contra o Vasco, em Brasília – após um choque com o companheiro Luis Gustavo, Bruno Silva apagou e foi levado a um hospital).

Dúvida pertinente. Prognósticos nas mesas-quadradas da TV: palpites ou desejos?

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Pirata e assoprador de latinha derrubam Palmeiras; retranca e Cássio garantem empate ao Corinthians

Palmeiras x Cruzeiro Barcos

A superquarta dos paulistas nas semifinais da Copa do Brasil foi de muito sofrimento. O Palmeiras do ‘sargento’ Felipão caiu diante da Raposa, mesmo jogando em casa, enquanto o Corinthians, numa retranca incrível, parou o Flamengo na Cidade Maravilhosa das balas uivantes.

No segundo duelo do tiroteio do mata-mata, dia 26, no Mineirão, o pão de queijo garante a classificação para a decisão com um empate. Se o Periquito ganhar por um gol de vantagem, o finalista será conhecido na marca da cal.

Já corintianos e rubro-negros lutarão pelo triunfo. Outra igualdade no placar, pênaltis no Itaquerão, minha casa minha vida.

Na mansão Allianz Parque (32.960 pagantes/R$ 2.732.380,98), os periquitos em revista sucumbiram aos pés do Pirata Barcos (foto), que não corria para o abraço havia 11 partidas. O ex-palmeirense fez a festa aos 6 minutos do primeiro tempo.

O apito amigo também complicou a vida do Palmeiras. No último lance da partida, o goleiro Fábio errou ao tentar cortar um cruzamento, a bola sobrou para o zagueiro Antônio Carlos, que estufou a rede. Mas sua senhoria, o assoprador de latinha Wagner Reway, deu falta no goleiro cruzeirense e anulou o gol. Os palmeirenses protestaram.

A equipe palmeirense teve mais posse de bola, pressionou e criou boas chances, mas na maior parte do embate parou na boa marcação da Raposa. Que terminou a partida com um a menos – Edilson foi expulso por reclamação aos 35 minutos.

O destaque do time mineiro foi Thiago Neves. O meia distribuiu bons passes e iniciou a jogada do gol de Barcos. Ajudou ainda na marcação, principalmente depois da saída de Edilson. O goleiro Fábio também foi muito bem.

Flamengo alçou 32 bolas na área e conseguiu apenas cinco cabeçadas

No ‘new Maraca’ (48.822 pagantes/R$ 2.395.595), o ‘professor’ Jair Ventura entubou o Corinthians de volantes, montou uma tremenda retranca e garantiu o ‘oxo’ contra o Flamengo. Como na estreia do treinador contra o Palmeiras, a equipe corintiana não conseguiu acertar um chute a gol. Ou seja, chegou a 180 minutos em uns quebrados sem incomodar os goleiros adversários.

Desde os primeiros minutos de jogo ficou claro que o Corinthians jogaria pelo empate. Tanto que Jadson atuou como centroavante, correndo de um lado para outro como barata tonta. Romero e Clayson jogaram mais como muletas dos laterais Fagner e Avelar (outra vez o pior do time) e raramente avançaram pelas pontas.

O Flamengo teve muito mais posse de bola, porém não mostrou competência para furar o bloqueio do Corinthians. Insistiu ainda nos ‘chuveirinhos’, bem neutralizados pela dupla Leo Santos e Henrique.

Nos raros momentos de eficiência ofensiva, o Flamengo parou nas luvas do gigante Cássio. Pela primeira vez depois de quatro jogos, o Corinthians saiu de campo sem tomar um gol.

Após a partida, os jogadores voltaram a criticar o péssimo gramado do ‘new Maraca’. O campo, com muita areia, nem pôde ser regado no intervalo porque a bomba quebrou. O templo da bola ficará fechado por três semanas para a recuperação do gramado.

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