Soberano São Paulo troca comando, mas continua com o mesmo futebol chinfrim

Arboleda, Trellez, Geromel e Madson em lance de São Paulo x Grêmio

Saiu o ‘professor’ Diego Aguirre e entrou André Jardine, o queridinho do poderoso chefão CA de Barros e Silva. Nenê ‘Biquinho’ ganhou novamente a titularidade, após esquentar o bumbum no banco em quatro jogos, e o garoto Helinho começou na direita. Mas o soberano São Paulo continuou o mesmo: pouco criativo no meio de campo e inoperante ofensivamente. Resultado: ficou no 1 a 1 com o Grêmio, no Morumbi (24.757 pagantes/R$ 759.161). O Tricolor empatou pela 14ª vez no Brasileirão. É o campeão do ‘Troféu Empatite’.

O São Paulo atingiu 59 pontos, mesmo número do Grêmio, mas perde a quarta colocação por ter uma vitória a menos. O time treinado por Renato Gaúcho vence por 16 a 15. Ou seja, está no G4, a quadra de ases da Libertadores. O São Paulo, hoje, disputaria a pré-Libertadores.

Depois de um primeiro sonolento, com o Grêmio mais preocupado em defender-se e o Tricolor paulista encontrando dificuldades para superar a marcação dos gaúchos, o jogo melhorou na etapa final. O imortal procurou mais o ataque e abriu o placar aos 11. Ramiro lançou Madson na direita. O lateral cruzou da linha de fundo, o baixinho Everton ‘Cebolinha’ subiu mais que Arboleda e concluiu de cabeça.

Jardine sacou Helinho e Nenê ‘Biquinho’. Colocou Antony e Shaylon. O Grêmio recuou a fim de contragolpear com ‘Cebolinha’. Aos 29, Shaylon passou para Everton, que cruzou na área. Michel tentou se antecipar ao goleiro Paulo Victor e marcou contra. Daí em diante, nada mais de útil se viu em campo.

No fim de semana, o São Paulo receberá a Raposa no Morumbi. O Grêmio, por sua vez, enfrentará a Chapecoense, que perdeu do Botafogo por 1 a 0. O embate será em Porto Alegre.

No ‘new Maraca’ (43.547 pagantes/R$ 1.136.024), o Flamengo comemorou 123 anos com uma vitória sobre o Peixe por 1 a 0, gol de Henrique Dourado aos 27 do segundo tempo. O time carioca chegou a 63 pontos e respira na UTI na briga pelo caneco. O líder Palmeiras tem 70. Faltam quatro rodadas para o final do campeonato.

Já o Santos sofreu a terceira derrota consecutiva – antes havia perdido da Chapecoense (1 a 0) e Palmeiras (3 a 2). A equipe continua com 46 pontos e ocupa a nona colocação, três pontos atrás do G6, o seleto grupo da Libertadores.

O artilheiro Gabigol poderia ter evitado o prejuízo santista, mas perdeu um gol cara a cara e desperdiçou um pênalti na bacia das almas – o goleiro César defendeu.

Antes de a bola rolar no péssimo gramado do Maraca, a torcida do Urubu protestou contra o desempenho da equipe aos gritos de “time sem vergonha”.

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Pitaco do Chucky. A Fiel vibra: enquanto o Corinthians afunda no Brasileirão, o presidente Andrés ‘Desmanchez’ viaja pela Europa.

Guerra política. As primeiras serpentinas de arame farpado já começaram a enfeitar o salão de festas da mansão Allianz Parque para abrigar o carnaval eleitoral no dia 24. O pontapé inicial do esquindolelê partiu do candidato de oposição, Genaro Marino. O cartola dançou a tarantela porque o chefão Mauricio Galiotte, que lutará pela reeleição, voltou a rebaixar o estadual a um torneio de quinta categoria. “Ele mostrou mais uma vez não conhecer a história do Palmeiras. Algumas de nossas maiores conquistas foram no que ele chama de Paulistinha. Ou ele se esqueceu do tamanho da vitória sobre nossos rivais em 1993?”. Para Genaro, ignorar o “maior estadual do país, taça é desmerecer nosso passado e nossos heróis”.

Zé Corneta. Nenê, Rodrigo Caio e Arboleda, o trio parada dura do Morumbi: peças fundamentais na demissão do ‘professor’ Diego Aguirre.

Happy birthday. O Botafogo prestou uma singela homenagem aos 123 anos do Flamengo. O coirmão lembrou no Twitter a goleada de 6 a 0 em 15 de novembro de 1972, dia em que o Urubu completou 77 primaveras. Jairzinho (três), Fischer (dois) e Ferreti cantaram parabéns no Maraca. O Botafogo mostrou jornal da época e também usou emojis (seis bolas) ao lado de bolo de aniversário.

Sugismundo Freud. Não tenha medo de mudanças: coisas boas se vão para que melhores possam vir.

Falso brilhante. Os bons ventos da modernidade, anunciados com a chegada do meteorologista Raí ao soberano São Paulo, foram solenemente para o ralo da incompetência, da falta de planejamento e profissionalismo. O impávido e nada colosso Raí se comportou como um cartola qualquer, tirou o bumbum da seringa e demitiu o ‘professor’ Diego Aguirre faltando apenas cinco jogos para o fim do Brasileirão. Ou uma maratona de 450 minutos de bola rolando. Com o aval do mandachuva e raios CA de Barros e Silva, Raí deu um solene bico no treinador uruguaio como se ele, Aguirre, fosse o grande responsável pelas contratações de Diego Souza, Trellez, Carneiro e Jean, além do veterano Nenê, o ‘rei do biquinho’.

Falso brilhante 2. Ao término do primeiro turno do campeonato, com o Tricolor na liderança (71,9% de aproveitamento), Aguirre foi elevado por Raí ao patamar de “o grande professor” da temporada. Um tiro certeiro! No segundo turno, vítima de um elenco limitadíssimo, sem peças de reposição, o trabalho de Aguirre desandou. O time conquistou somente 40,4% dos pontos possíveis. Ainda está na briga pelo G4, a quadra de ases da Libertadores, mas isso é muito pouco para a soberba de um clube que não ganha um título importante há uma década e teima em não descer do salto.

Caiu na rede. Corinthians: time e técnico de segunda.

Trampolim. Empresários ligados de corpo, alma e bolso ao Corinthians esfregam as mãos de felicidade. O dadilvoso presidente Andrés ‘Desmanchez’ confirmou a criação de um time B. Ou seja, uma ótima vitrine para futuros negócios, um trampolim para atletas muitas vezes desconhecidos e/ou pernas de pau.

Dona Fifi. As marias-chuteiras rubro-negras estão choramingando: o meia Paquetá, 21 anos, se casou com a nutricionista Maria Eduarda Fournier. O relacionamento começou em 16 de fevereiro.

Fonte secou. A Caixa Econômica Federal só discutirá novos contratos ou a renovação com os clubes em fevereiro. A CEF decidiu brecar os investimentos em marketing e patrocínio por 90 dias. O banco estatal aplica R$ 400 milhões por ano. A grana deve ser reduzida no próximo governo.

Zapping. Glenda Kozlowski substituirá Bárbara Coelho no ‘Tá na Área’, do SporTV. Bárbara vai comandar o ‘Esporte Espetacular’, na plim plim, no lugar de Fernanda Gentil, que irá para o entretenimento.

Gilete press. De Roberto Salim, no ‘Ultrajano.com.br’: “Meus caros amigos da linda Barcelona, meus caros torcedores de toda a Espanha. Vocês não devem entrar nessa piada de que faltam poucos gols para Messi se igualar a Pelé. Segundo as contas do organizado clube catalão, Messi tem 566 gols com a camisa do Barça. Segundo os estatísticos de lá e as continhas daqui, Pelé teria apenas 643 gols com a camisa santista. Amiguinhos, vão plantar batatas! Só pelo alvinegro praiano foram mais de mil gols, com certeza.” Papagaiada espanhola.

Tititi d’Aline. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, pisou fundo no acelerador e anunciou a volta da Fórmula Indy em 2020. Até revelou trechos da pista no Sambódromo e na Avenida Presidente Vargas. Mas exagerou na velocidade. A IndyCar garantiu que não há planos para a realização da corrida.

Você sabia que… o Itaquerão, minha casa minha vida ultrapassará a marca de cinco milhões de pagantes no embate contra o Vasco no fim de semana, pois já atingiu 4.995.337 fiéis em 154 jogos?

Bola de ouro. LeBron James. A fera do Los Angeles Lakers ocupa o quinto lugar no ranking dos maiores pontuadores da história da NBA. No triunfo sobre o Portland por 126 a 117, The King chegou a 31.425 pontos e superou Wilt Chamberlain (31.419). Está atrás de Michael Jordan (32.292), Kobe Bryant (33.643), Karl Malone (36.928) e Kareem Abdul-Jabbar (38.387).

Bola de latão. Júlio César. O goleiro do Fluminense atribuiu aos assopradores de latinha a ótima campanha do Palmeiras. Simplesmente ridículo. O Palestra está sobrando no Brasileirão, enquanto o Tricolor das Laranjeiras montou um time de segunda.

Bola de lixo. Corinthians. Havia muito tempo que a Fiel não sofria tanto. Mais precisamente desde o glorioso ‘faz-me rir’ da década de 60. Em 17 jogos como visitante, o time venceu apenas dois, empatou três e perdeu 12, aproveitamento de 17,6%.

Bola sete. “Quem sabe um dia, depois de 2020, eu volte. Agora não é o momento. Eu, se fosse o presidente, não me procuraria. E também não aceitaria o convite vindo dele” (do ‘professor’ Rogério Ceni, sobre a possibilidade de retornar ao São Paulo do chefão CA de Barros e Silva – pingos nos is).

Dúvida pertinente. O Corinthians tem ‘professor’ ou aluno curioso?

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Palmeiras, mais campeão do que nunca; Corinthians, sofrendo como sempre

Palmeiras x Fluminense

As faixas já estão prontas. Resta saber apenas a data da festa do título. O mais provável é que o grito de campeão saia na 36ª rodada do Brasileirão, no duelo contra o Coelho mineiro, na próxima quarta. O Palmeiras deu mais um passo em direção à volta olímpica ao derrotar o Fluminense por 3 a 0, na mansão Allianz Parque (37.430 pagantes/R$ 2.480.931,96).

Com a vitória, o Palestra chegou a 70 pontos na liderança e abriu oito de vantagem sobre o Saci colorado, que ainda jogará contra o Coelho mineiro. O Flamengo está em terceiro, com 20, e receberá o Peixe. Grêmio e soberano São Paulo têm 58 (vão se enfrentar no Morumbi).

De acordo com a matemática do site ‘Infobola’, do professor Tristão Garcia, o Palmeiras reúne apenas 96% de chances de ser campeão, com 3% do Inter e 1% do Urubu.

O Palmeiras atingiu 19 jogos sem derrota no Brasileirão. A última derrota foi justamente contra o Fluminense, no ‘new Maraca’, no primeiro turno. É a maior sequência invicta da história do campeonato na era dos pontos corridos, igualando o Corinthians de 2017.

A equipe tricolor, com a derrota, estacionou nos 41 pontos, quatro acima da zona do agrião queimado. O Fluminense perdeu os quatro jogos que disputou na nova casa do Palestra. E não marca um golzinho há 360 minutos.

O Palmeiras tomou conto do jogo desde os primeiros minutos. Mesmo encarando um gramado ruim, produto dos shows que castigam o palco palmeirense, a equipe do ‘sargento’ Felipão tentou tocar a bola a fim de envolver o Fluminense, explorando principalmente as descidas de Dudu pela esquerda.

A equipe carioca facilitou o trabalho dos periquitos em revista, já que se preocupou muito mais em garantir o ‘oxo’. Arriscou, sem sucesso, alguns contra-ataques. Também apelou para inúmeras faltas.

Apesar de ter muito mais posse de bola (65% a 35%), o Palmeiras só levantou a galera aos 40 minutos. Diogo Barbosa fez bela jogada pela lateral, cruzou e Willian desviou para o colombiano Borja estufar a rede de Júlio César. Os jogadores do time carioca reclamaram toque de mão de Willian e impedimento de Borja. Apenas chororô.

O Fluminense voltou mais ofensivo para o segundo tempo, só que errando muitos passes. Aos 8, Scarpa substituiu Willian, em noite sem muita inspiração. O jogo ficou muito truncado.

As emoções rarearam até os 37 minutos. Felipe Melo, que havia entrado no lugar de Lucas Lima (foi muito aplaudido), matou o Fluminense com um golaço. Após cruzamento de Dudu, a bola sobrou para o volante mandar um petardo no ângulo direito de Júlio César.

Na sequência, Dudu saiu ovacionado e entrou Jean. Aos 44, Scarpa bateu falta da direita, Luan cabeceou e saiu para o abraço: 3 a 0. Um minuto depois, enquanto a torcida cantava ‘está chegando a hora’, o carioca Jadson foi expulso por reclamação.

Ralf em disputa de bola com Mancuello na derrota do Corinthians para o Cruzeiro por 1 a 0 — Foto: Douglas Magno/BP Filmes

No Mineirão (8.314 pagantes/R$ 128.669), o Corinthians voltou a decepcionar e perdeu para a Raposa, recheada de reservas, por 1 a 0, gol de David, aos 13 minutos de jogo.

A situação corintiana segue desesperadora na tabela. O medíocre time do ‘professor’ Jair Ventura tem apenas 40 pontos, na 13ª colocação, e está ameaçado de rebaixamento, faltando quatro rodadas. Três pontos separam o Corinthians da zona de degola.

O volante Douglas voltou ao time paulista e foi expulso aos 47 do primeiro tempo. Com um a menos, o Corinthians melhorou na etapa final e só não empatou porque parou nas luvas do ótimo Fabio. Campeão da Copa do Brasil, o pão de queijo saltou para a sétima posição, com 49 pontos.

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Peixe perde a chance de entrar no G6; Chape esquenta briga contra degola

 Comemoração do gol de Leandro Pereira, da Chapecoense

O Peixe decepcionou a torcida e perdeu para a Chapecoense por 1 a 0, na casa alugada do Pacaembu (12.659 espectadores/R$ 334.014,50), no encerramento da 33ª do Brasileirão. O gol foi marcado por Leandro Pereira (foto). O Santos sonhava com a vitória para entrar no G6, o seleto grupo da Libertadores. A equipe sentiu a falta de vários jogadores – os zagueiros Luiz Felipe e Lucas Veríssimo, lesionados, o lateral Victor Ferraz, o volante Pituca e o atacante Gabigol, suspensos.

Com a derrota, o time santista caiu uma posição. Está em oitavo lugar, com 46 pontos, mesmo número do Furacão, que tem um triunfo a mais no campeonato (13 a 12). O Galo ocupa a sexta posição, com 47.

Já a Chapecoense conseguiu a primeira vitória fora de casa. E esquentou a briga contra o rebaixamento. Pulou da 19ª para a 17ª posição, com 37 pontos. O Sport também acumula 37, mas está fora da zona do agrião queimado por ter um triunfo a mais que os catarinenses (10 a 9). Vasco (38 pontos), Ceará (38) e Corinthians (40) também estão mergulhados na roda viva da degola.

De acordo com o ‘Infobola’, do professor Tristão Garcia, as chances de rebaixamento estão assim: Coelho – 91%; Vitória – 75%; Chape – 32%; Sport – 28%; Ceará – 27%; Vasco – 24%; Corinthians – 10%; Botafogo – 7%; Fluminense – 4%; Bahêa – 2%.

O Peixe volta a jogar nesta quinta-feira, diante do Flamengo, às 17 horas, no ‘new Maraca’. A Chapecoense recebe o Botafogo, na Arena Condá.

Apesar dos desfalques, o Peixe deu a impressão de que não iria encontrar dificuldades para se impor. Começou assustando a Chape e deixando a torcida animada.

Aos poucos, porém, o time santista passou a cometer muitos erros, principalmente na saída de bola, e acabou se complicando. Aos 28 minutos, após cobrança de escanteio e vacilo do goleiro Vanderlei, a Chape abriu o placar com Leandro Pereira.

O Santos sentiu o golpe e proporcionou bons momentos ao time catarinense. Que adotou marcação por pressão e se mostrou mais consciente em campo.

Na bacia das almas, depois de um cruzamento, Eduardo Sasha cabeceou e a bola bateu no braço de um zagueiro da Chape. Mas o pênalti foi ignorado por sua senhoria, o assoprador de latinha Rafael Traci.

O Santos voltou para o segundo tempo com duas mudanças. Saíram Daniel Guedes e Bryan Ruiz, entraram Arthur Gomes e Rodrygo. O time partiu com tudo em busca do empate. Sem sucesso, já que abusou dos cruzamentos, facilitando o trabalho da zaga adversária.

Aos 25, atendendo a pedidos da torcida, mestre Cuca colocou Bruno Henrique e sacou Copete (horrível). A Chape, por sua vez, adotou o esquema 1-10-0 para suportar a pressão e garantir a primeira vitória fora de casa. Ao Santos, vaias da galera pelo ridículo futebol apresentado.

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Palmeiras continua belo e formoso na liderança: a festa do título é questão de tempo

Emerson e Willian disputam bola no Independência, em Belo Horizonte

Tudo como dantes no quartel de Abrantes: o Palmeiras empatou em 1 a 1 com o Galo, no estádio Independência, e continua nadando de braçadas na liderança do Brasileirão, após 33 rodadas. O Saci colorado perdeu a chance de diminuir a diferença ao ficar também no 1 a 1 com o Ceará. O Palestra tem agora 67 pontos, cinco a mais que o time gaúcho.

Os periquitos em revista completaram 18 jogos sem derrota no campeonato – 13 triunfos e cinco empates. O Galo chegou a seis jogos sem ganhar. Flamengo (60 pontos), Grêmio (58) e soberano São Paulo (58) estão praticamente fora da briga pelo título.

Na próxima rodada, o Palmeiras joga contra o Fluminense, às 21h45 de quarta-feira, no Allianz Parque. No mesmo dia, mas às 21h, o Galo encara o Paraná, na casa do inimigo.

Apesar de ter mais posse de bola (62% a 38%), o Galo só ameaçou o Palmeiras num chute de Fabio Santos de fora da área. Weverton espalmou para escanteio.

Já o Palestra obrigou Victor a praticar duas ótimas defesas. Numa delas, Deyverson arrematou sozinho e o goleiro atleticano evitou a festa dos periquitos em revista.

Pelo que apresentaram ao longo dos 45 minutos iniciais, o ‘oxo’ ficou de bom tamanho para Galo e Palmeiras. Que mostraram pouca criação nas jogadas e erraram muitos passes. Cada time finalizou quatro vezes.

A equipe paulista voltou mais ligada para o segundo tempo. E chegou acuar o Galo, mas sem criar boas chances. Aos 13, Moisés, lesionado, deu o lugar para Thiago Santos.

O time mineiro cresceu e passou a fustigar o coirmão. Aos 18, pimba na caxirola: um golaço de Elias. Cazares passou de calcanhar para Fabio Santos, que rolou para Elias encher o pé e estufar a rede. Na sequência, segunda mudança palmeirense: Willian por Gustavo Scarpa.

Aos 26, Guerra saiu e entrou Lucas Lima. Três minutos depois, Adilson entregou a rapadura. Infantilmente, cometeu pênalti em Edu Dracena. Bruno Henrique cobrou e empatou.

O Galo sentiu o golpe. De nada adiantaram as mudanças do ‘professor’ Levir Culpi: Ricardo Oliveira por Alerrandro e Cazares por Terans. Feliz com o resultado, o Palmeiras passou a trocar passes, à espera do apito final.

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Pitaco do Chucky. Já passou da hora de o chefão do apito, coronel Marinho, limpar as gavetas no Circo Brasileiro de Futebol.

Happy birthday. O Corinthians, dono da segunda maior torcida do país, comemora uma invejável conquista: 18 meses sem patrocinador master. Por baixo, deixou fugir pelo ralo da incompetência mais de R$ 360 milhões. Até o final do primeiro semestre deste ano, o clube havia embolsado R$ 23,5 milhões em patrocínio. De quebra, saboreia as glórias de ter a taça do Mundial de 2012 penhorada.

Zé Corneta. O presidente Andrés ‘Desmanchez’, seus pares e ímpares estão levando o clube para o buraco.

Chapéu na mão. O Galo quebra o bico de felicidade: o Conselho Deliberativo decidirá até dezembro se autorizará a venda da fatia que o clube detém do shopping Diamond Mall (49%). Se a ideia for aprovada, o Galo espera arrecadar R$ 250 milhões e diminuir a fila de credores na porta do clube. A dívida do clube chega a R$ 580 milhões.

Sugismundo Freud. A rotina também é saborosa quando bem vivida.

Que dureza! Os clubes brasileiros estão com o rei na barriga se comparados à difícil situação do Real Madrid. A renovação de contrato com a Adidas renderá a mixaria de 1,1 bilhão de euros (R$ 4,6 bilhões) ao clube espanhol por uma década. Ou 110 milhões de euros (R$ 463 milhões) por temporada. A Nike paga às 21 franquias da NBA por ano, todas somadas, o mesmo café no bule que o Real Madrid recebe a cada 12 meses. Ao Barcelona, a Nike dá 105 milhões de euros (R$ 442,6 milhões) por ano. O Real Madrid tem agora o enxoval mais caro do mundo. Em setembro de 2017, o clube renovou o patrocínio master com a empresa aérea Emirates pela bagatela de 70 milhões de euros (R$ 295,07 milhões) por temporada.

Zapping. Os números do ibope de outubro mostram que o blá-blá-blá da ESPN Brasil já saturou. A emissora não aparece nem entre os 30 canais (abertos e pagos) mais vistos. Já o SporTV pinta na oitava posição, e o Fox Sports em 23º lugar.

E la nave va… A vida de Ronaldinho Gaúcho vai de vento sem popa. Ele e o irmão Assis foram condenados a pagar R$ 8,5 milhões por construção sem licença de um trapiche e canalização de um arroio num sítio da família. De quebra, deve mais de R$ 1,8 milhão de IPTU à prefeitura de Porto Alegre, de acordo com Karla Torralba, do ‘Uol’. O valor é relativo a 19 propriedades do ex-jogador.

Gilete press. De Lauro Jardim, no ‘Globo’: “A Caixa Econômica Federal puxou o freio de mão nos seus contratos de marketing e patrocínios por 90 dias. Ou seja, até o início de fevereiro o banco estatal não renovará qualquer contrato nestas áreas. Portanto, os novos contratos só serão assinados ou renovados no próximo governo. Todos os que estão em vigor continuam, mas a partir de agora estão sob auditoria. A Caixa tem cerca de R$ 400 milhões por ano para investir em marketing e patrocínio, sobretudo na área esportiva. Quatorze clubes de futebol exibem a logomarca da Caixa em seus uniformes.” A torneira fechou.

Tititi d’Aline. No Brasil para acelerar a recuperação de uma cirurgia no joelho direito, o atacante Ricardo Goulart, 27 anos, atiçou a cobiça de Palmeiras, Flamengo e Raposa. Mas dificilmente ele deixará o Guangzhou Evergrande antes do final do contrato, em janeiro de 2020. E a razão é muito simples: os chineses querem 40 milhões de euros (R$ 172 mi) para liberá-lo agora. É o valor da multa. Em julho, a Raposa propôs 15 milhões de euros, em três vezes. O Guangzhou nem deu bola.

Você sabia que… o lateral Dodô pediu R$ 500 mil por mês para permanecer no Peixe?

Bola de ouro. Fortaleza. O time do ‘professor’ Rogério Ceni ganhou o caneco da Série B com duas rodadas de antecedência. Mesmo com recursos financeiros limitadíssimos, a equipe deu show no campeonato.

Bola de latão. São Paulo. Alguma coisa acontece no soberano. O time simplesmente perdeu a alma. Está no vai da valsa. Sem ambição.

Bola de lixo. Atletismo. A federação paulista, uma das mais ricas do país, está sob intervenção. A confederação brasileira nomeou Joel Lucas Vieira de Oliveira, treinador ligado ao Sesi/SP e ex-arremessador de peso. A FPA teve rejeitadas as prestações de contas de quatro anos da gestão Mauro Chekin, cartola do vôlei.

Bola sete. “O lance não é conclusivo. Não há uma imagem que conclui. Tem imagem em que a bola entra e imagem em que a bola não entra. Nem com o VAR (árbitro de vídeo) daria para avaliar. Só com a tecnologia de chip na bola” (do chefão do apito, coronel Marinho – cara de pau).

Dúvida pertinente. Rogério Ceni, campeão pelo Fortaleza, já está pronto para comandar um dos grandes do país?

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Corinthians mantém tabu mesmo com um a menos e prejudicado pelo assoprador de latinha

Na melhor apresentação do time sob o comando do ‘professor’ Jair Ventura, o Corinthians empatou com o soberano São Paulo em 1 a 1, no Itaquerão, minha casa minha vida (42.845 pagantes/R$ 1.911.492,99), pelo Brasileirão, e manteve o tabu de nunca ter perdido para o coirmão na zona leste. Em nove encontros, coleciona seis triunfos e três empates diante do Tricolor.

O Corinthians foi prejudicado por sua senhoria, o assoprador de latinha paranaense Rodolfo Toski Marques, que não deu um gol de Danilo no primeiro tempo (foto). O goleiro Jean espalmou a bola dentro do gol. Uma vergonha! Aos 43 da etapa inicial, também ignorou um pênalti em Romero. E dois minutos depois, expulsou acertadamente o chileno Araos, que deu um tapa em Reinaldo.

Com o resultado, o Corinthians chegou a 40 pontos, seis à frente da zona do agrião queimado. Já os são-paulinos têm 58 pontos. Estão em quarto lugar, mas podem ser ultrapassados pelo Grêmio, que recebe o Vasco na 33ª rodada.

Após a partida, o presidente Andrés ‘Desmanchez’ detonou a arbitragem. Pediu a saída do chefão do apito, coronel Marinho, e sugeriu um campeonato organizado pelos clubes, sem o Circo Brasileiro de Futebol. Disse ainda que os jogadores pensaram em não voltar para o segundo tempo e que o juiz pamonha, ao lado do gol, pediu desculpas a Cássio durante o segundo tempo.

Depois de 25 minutos de equilíbrio, com as equipes errando muitos passes e mostrando pouca criatividade ofensiva, o Corinthians se impôs e só não abriu o placar no primeiro tempo porque sua senhoria, o assoprador de latinha Rodolfo Toski Marques, não deu um gol de Danilo.

Aos 34, após cruzamento, o corintiano arrematou da pequena área e Jean espalmou. Mas o goleiro são-paulino estava dentro do gol quando fez a defesa. De nada adiantaram as reclamações do Corinthians.

Na bacia das almas, Romero foi derrubado na área por Bruno Peres e o assoprador de latinha ignorou o pênalti, de acordo com o comentarista de arbitragem do SporTV, Leonardo Gaciba.

No último lance da etapa inicial, o chileno Araos acertou um tapa no rosto de Reinaldo e foi expulso. Ao longo dos 45 minutos, o Tricolor não deu trabalho a Cássio. Foi um time sem alma. E ainda perdeu Carneiro, lesionado. Entrou Brenner.

O Corinthians voltou para o segundo tempo com Thiaguinho no lugar de Danilo a fim de reforçar o meio de campo. No Tricolor, o ‘professor’ Diego Aguirre sacou Anderson Martins e colocou Everton.

Apesar de ter um a mais, o São Paulo foi envolvido pelo Corinthians. Que marcou aos 26 minutos. Thiaguinho tocou para Pedrinho, que ajeitou para Ralf encher o pé e estufar a rede. Aos 35, Nenê, que havia substituído Jucilei, errou o chute, mas a bola sobrou para Brenner desviar e deixar tudo igual.

Na próxima jornada, o Corinthians visitará a Raposa, quarta no Mineirão, enquanto o São Paulo receberá o Grêmio, quinta no Morumbi.

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Boca Juniors x River Plate: mais de um século de rivalidade em jogo

Boca Juniors e River Plate começam a decidir neste sábado a Libertadores. Juntos, eles atraem mais de 70% dos torcedores hermanos. “O time que perder demorará 20 anos para se recuperar”, diagnosticou o presidente argentino Mauricio Macri.

Ele chegou a torcer para que Grêmio ou Palmeiras bombardeasse a possibilidade de acontecer o superclássico na final do torneio continental. Gremistas e palmeirenses, porém, falharam na missão e o tango venceu o samba por 2 a 0.

Ex-mandachuva e raios do Boca, Macri não tem dúvidas: o duelo promoverá uma “comoção nacional”, capaz de golear o interesse pela reunião do G20 (grupo dos 19 países economicamente mais fortes do planeta, mais a União Européia), em Buenos Aires.

Pela primeira vez Boca e River e se enfrentarão numa final internacional. O jogo também marcará o primeiro clássico numa decisão de Libertadores, criada em 1960. “O país inteiro ficará três semanas sem dormir”, diz Macri.

As equipes carregam uma rivalidade de 115 anos. O River corre atrás do tetra na conquista da América, enquanto o Boca sonha com o hepta, mesmo número de canecos do recordista Independiente.

Na história dos embates, o placar aponta Boca 134 vitórias x 122 River. Aconteceram 115 empates em 371 jogos. Em 23 de junho de 1968, aconteceu uma das maiores tragédias da história do futebol argentino.

Depois de um empate sem gols entre River e Boca, no Monumental, torcedores tentaram sair por um dos portões, que estava trancado. Resultado: 71 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas.

Na Libertadores, o Boca vence por 10 a 7 em 24 partidas. O primeiro tiroteio do superclássico será em La Bombonera, casa do Boca. O grito de campeão sairá no dia 24, no Monumental de Nuñez, palco do River.

Será a terceira final entre times do mesmo país na Libertadores. Em 2005, o soberano São Paulo superou o Furacão (1 a 1 e 4 a 0), e no ano seguinte levou uma rasteira do Saci colorado (2 a 1 e 2 a 2). Nenhum dos jogos provocou comoção ou insônia na galera.

Boca x River será a última decisão de Libertadores em partidas de ida e volta. A partir de 2019, o torneio terá final única, sempre aos sábados e itinerante. A primeira parada: Santiago do Chile. Por una cabeza…

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Pitaco do Chucky. Em situação financeira precaríssima, a turma do STF ganhou um empurrãozinho no holerite. O minguado salário de R$ 33.763 passou para R$ 39.293,32. Viva a ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’.

Jair, sopa de jiló. Os números mostram a sábia decisão do presidente Andrés ‘Desmanchez’ em continuar apostando nos novatos, apesar do retumbante fracasso de Osmar Loss. À matemática do sucesso: Jair ‘Pardal’ Ventura, dois triunfos, três empates e quatro coças no Brasileirão – nove pontos em 27 possíveis, aproveitamento inferior a 26,5%. Já os coirmãos Palmeiras e Peixe prestigiaram ‘professores’ mais cascudos e quebraram o bico da chuteira. O Palestra do ‘sargento’ Felipão acumula somente 17 partidas sem derrota (13 vitórias e quatro empates), com 43 pontos em 51, aproveitamento superior a 82,2%.

Jair, sopa de jiló 2. Mestre Cuca, que substituiu Ventura no aquário da Vila Belmiro, coleciona oito triunfos, seis empates e três fracassos – 30 pontos em 51, eficiência de 62,5%. Passando a régua: Jair ‘Pardal’ Ventura, que adora inventar escalações, já usa a reserva do tanque para se manter na estrada. O Corinthians está a cinco pontos da zona do agrião queimado. No returno, faturou 13 pontos em 39. Ocupa um honroso 18º lugar, à frente apenas de América Mineiro e Paraná.

Zé Corneta. O atacante Jonathas está mais por fora no Corinthians que gordo em moto 125cc.

Tchau, Verdão. O atacante Dudu está se despedindo do Palmeiras. O jogador deve ser vendido depois do Brasileirão. O chefão Maurício Gagliotte garante que desta vez não colocará obstáculos se aparecer um clube disposto a pagar 15 milhões de euros (R$ 63 milhões). Em julho, o cartola recusou proposta de um time chinês. Dudu chiou e o dirigente prometeu negociá-lo no fim da temporada. Em 223 jogos pelo Palestra, o atacante marcou 54 gols.

Sugismundo Freud. Um momento de paciência pode salvar 100 dias de arrependimentos.

Zapping. A Vênus Platinada decidiu prestar uma inesquecível homenagem a gremistas e palmeirenses: não transmitirá a decisão da Libertadores, o superclássico River Plate x Boca Juniors. O primeiro duelo será neste fim de semana. Um desrespeito ao torcedor que gosta de futebol, independentemente de time.

Zapping 2. A plim plim trocou a semifinal Furacão x Fluminense pelo ‘Capitão América’ e cravou 21,2 pontos de audiência na grande Pauliceia refém da bandidagem. A média do Brasileirão gira em torno de 23 pontos. No último domingo, Botafogo x Corinthians obteve 24,5. Cada ponto representa 71,8 mil domicílios sintonizados.

Caiu na rede. Os olheiros do Corinthians são cegos.

Tabu mineiro. Torcedores do Galo confiam numa tradição para derrubar o líder Palmeiras neste fim de semana: os periquitos em revista nunca venceram os atleticanos no Independência desde a reinauguração do estádio, em 2012. O Palestra está invicto há 17 jogos. O ‘sargento’ Felipão precisa de mais três vitórias para igualar Vanderlei Luxemburgo como o técnico que mais venceu: 73 triunfos contra 76 do ‘pofexô’.

Gilete press. De Jaeci Carvalho, no ‘Estado de Minas’: “Sei que Tite não gosta de mim, porque sempre falei que ele derrubou o Atlético/MG em 2005, fato e realidade. Porém, tentei entender seus conceitos na Seleção, mas, sinceramente, ele é muito confuso. Vou continuar criticando suas convocações equivocadas e inadequadas. Sempre no campo do esporte, pois jamais critico pessoas e sim o ocupante do cargo. Tite está técnico da Seleção e será testado na Copa América. Ao contrário de muitos, não acho que ganhar ou perder pode ser decisivo para o futuro dele. Se perdermos, com grande futebol, deve ficar. Porém, se ganharmos, com futebol pobre, deve sair.” A conferir.

Tititi d’Aline. Os 88 anos de glórias do soberano Tricolor poderão ser conferidos no filme ‘Onde a Moeda Cai em Pé: a História do São Paulo Futebol Clube’. Dirigido por Alexandre Boechat, André Plihal e Pedro Jorge, ele traz depoimentos de historiadores, torcedores, jornalistas e ex-atletas. Um filme imperdível para são-paulinos e, também, para quem curte o esporte.

Você sabia que… o soberano Tricolor nunca venceu no Itaquerão, minha casa minha vida, colecionando dois empates e seis derrotas?

Bola de ouro. Giba. O ex-atleta da seleção entrou para o Hall da Fama do Vôlei, em Holyoke, Massachussets, EUA. Tricampeão mundial e ouro olímpico em Atenas/04, ele reforçará o time de 14 brasileiros incluídos no Hall, entre os quais Maurício, Shelda, Ana Moser, Jackie Silva, Renan, Fofão, Shelda e Bebeto de Freitas. No total são 136 membros de 23 países (ex-jogadores, técnicos e dirigentes).

Bola de latão. Ganso. Trocou o Sevilla pelo francês Amiens, mas nada mudou. Em baixa, o meia brasileiro continua esquentando o bumbum no banco de reservas. Jogou apenas quatro vezes como titular. Ao final da temporada, Ganso deverá ser devolvido ao time espanhol com uma carta de agradecimento por serviços não prestados.

Bola de lixo. PSG. O clube francês contratou jogadores da base de acordo com a cor da pele, segundo documentos do ‘Football Leaks’. A discriminação racial aconteceu entre 2013 e 2018, divulgou o jornal francês ‘Mediapart’. O time de Neymar pedia para que os olheiros informassem a origem do jogador: ‘francês’ (branco), ‘norte da África’, ‘Antilhas’ e ‘africano’.

Bola sete. “A decisão judicial que pode anular a eleição de Rogério Caboclo na CBF está mobilizando a entidade. Até Marco Polo del Nero, banido pela Fifa, se movimenta para proteger o afilhado. O Tribunal marcou para o dia 27 o julgamento da ação proposta pelo Ministério Público” (de Mauricio Lima, em ‘Veja’ – fogo na jaca).

Dúvida pertinente. Por que o VAR no Paulistinha custará R$ 28 mil, quase a metade do que foi pago na Copa do Brasil?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

Tricolor e Flamengo morrem abraçados; pênalti ‘mandrake’ põe Saci em segundo

O consenso era geral: soberano São Paulo e Flamengo precisavam vencer para continuar a caça ao líder Palmeiras com chances de provocar uma virada na tabela do Brasileirão. Paulistas e cariocas até fizeram um jogo bem movimentado, embora com lances de pelada, mas morreram abraçados no 2 a 2, no Morumbi (32.612 espectadores/R$ 1.109.110).
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O Palestra agradece. Os periquitos em revista abriram seis pessoas pontos de vantagem sobre o Flamengo (66 a 60). O Tricolor segue em quarto, com 57. Irritado por ter ficado no banco, Nenê foi embora antes de o time chegar ao vestiário.

Com um pênalti ‘mandrake’ aos 48 minutos do segundo tempo, o Saci colorado derrotou o Furacão por 2 a 1, de virada, e assumiu a vice-liderança, com 61. D’Alessandro bateu e levou a galera ao delírio no Beira-Rio.

Após a partida, o goleiro Felipe Alves, do Furacão, detonou o assoprador de latinha Rodrigo D’Alonso Ferreira: “Não foi pênalti. Se o árbitro não faz o que fez, o Inter estava fora da briga pelo campeonato. Ele nos prejudicou, porque fizemos um puta jogo fora de casa, diante de uma baita equipe que teve o apoio da torcida.”

Com três zagueiros e dois volantes, o Tricolor se impôs no início da partida e saiu na frente com um gol de Diego Souza aos 7 minutos. Carneiro cruzou, Liziero dominou e Diego Souza estufou a rede.

A torcida ainda festejava nas arquibancadas quando Uribe empatou. Renê centrou e o gringo cabeceou. O São Paulo sentiu o golpe e o Urubu dominou o duelo, mas não soube aproveitar as oportunidades.

No segundo tempo, o ‘professor’ Diego Aguirre abandonou o esquema com três zagueiros, colocou o moleque Helinho (foto) no lugar de Anderson Martins. E, aos 5, veio a recompensa. O garoto recebeu na direita, limpou um marcador e chutou no ângulo de Cesar. Um golaço do estreante.

O treinador Dorival Júnior trocou Cuellar e Everton Ribeiro por Diego e Geuvânio. Depois substituiu Pará por Rodinei. Bingo: aos 36, o lateral deixou tudo igual. O segundo empate consecutivo mantém o Flamengo invicto com Dorival Júnior (em seis partidas).

No estádio Nilton Santos, o Niltão (19.132 pagantes/R$ 195.995), o Corinthians de Jair Ventura repetiu o tico-tico sem fubá dos jogos anteriores e perdeu do Botafogo por 1 a 0, gol contra de Ralf aos 28 minutos de jogo, mas creditado a Lindoso pelo assoprador de latinha Leandro Vuaden. Que foi muito criticado pelos corintianos por não ter dado um pênalti em Roger na etapa final.

O goleiro Gatito voltou ao time depois de um longo tempo afastado por lesão e garantiu a vitória botafoguense com uma defesaça na bacia das almas, após conclusão de Léo Santos na pequena área (foto).

Gatito, após defesa à queima-roupa

Com o resultado, o time carioca pulou para 38 pontos, um atrás do Corinthians. Ambos seguem ameaçados de degola. Faltam seis rodadas (18 pontos) para cada time.

Depois da partida, os corintianos chiaram muito contra sua senhoria, o gaúcho Vuaden. “Pênalti ridículo não marcado, eu não tinha por que me jogar, estava na bola. Para que serve o árbitro atrás do gol? Foi pênalti. É ridículo”, protestou Roger.

O Corinthians não vence o Botafogo no Rio há sete anos, desde o Brasileirão 2011, quando fez 2 a 0 em São Januário. O time botafoguense venceu cinco partidas e empatou uma.

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Pitaco do Chucky. Black Friday no Corinthians: Jonathas, Roger, Avelar, Henrique, Douglas, Clayson, Emerson ‘Bitoca’….e Jair Ventura de brinde.

Felipão, paz e amor. Os bons momentos de fair play do ‘sargento’ Felipão voltaram em grande estilo depois do triunfo do líder Palmeiras sobre o Peixe (3 a 2). O dadivoso treinador ficou extremamente feliz ao ver o atacante Deyverson conversando com os repórteres no gramado. E bradou: “Deu, deu… Sem entrevista. Vão para o inferno.” Felipão pegou o atleta pelo braço e o levou embora. Minutos antes, o polêmico Deyverson havia se envolvido em uma confusão com jogadores do Santos. Após o apito final, fez uma dancinha que foi considerada desrespeitosa pelos santistas. No vestiário, Felipão admitiu que Deyverson tem uma “chavezinha que não funciona”.

Zé Corneta. Futebol brasileiro: jogadores meia-boca, cartolas incompetentes e assopradores de latinha de quinta categoria.

Frigideira. A paixão de Lucas Lima pelo Peixe permanece a mesma desde os tempos em que desfilava pelo aquário da Vila Belmiro. Após o triunfo do Palmeiras sobre o Santos, o meia usou o Facebook para enaltecer o ex-time: “Porco comendo sardinha hoje! Segue o líder.”

Sugismundo Freud. Redes antissociais, um porre de intolerância.

Super-Lisca. A campanha do Ceará no returno do Brasileirão é brilhante. Sem jogadores badalados, mas com um ‘professor’ de primeira, Lisca, que de doido não tem nada, o time coleciona 21 pontos – seis vitórias, três empates e três derrotas. Está atrás apenas de Palmeiras (33 pontos), Peixe (25), Furacão (22) e Flamengo (23). No primeiro turno, o Vozão faturou 16 pontos em 19 embates – três triunfos, sete empates e nove pauladas. Fechou na penúltima colocação, como seríssimo candidato ao rebaixamento. Deu a volta por cima e já respira fora da UTI da degola.

Caiu na rede (gremista). Quem nasceu para Conmebol nunca será Uefa.

Puxadinho. O Ministério do Esporte deve mesmo virar puxadinho no governo de Jair Bolsonaro. Será transformado numa secretaria dentro do Ministério da Educação, que também vai incorporar a Cultura. O esporte passou a ter ministério em 2002, quando Lula chegou à presidência.

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, no ‘ESPN’: “Está na moda e não é de hoje. O futebol praticado no Brasil é caracterizado pela quase ojeriza à bola. Equipes com orçamentos diversos, dos maiores aos menores, aderem a estratégia do deixar a pelota com o adversário. Sim, ela parece ser mesmo um problema, não a solução. São os times “reativos”, ou seja, que reagem ao se fechar e sair em estocadas eventuais na busca pelo gol. E dentro de tal proposta, na maior parte do tempo a ideia é deixar mesmo o manejo da redonda com o adversário.” Que pobreza!

Zapping. O programa ‘Os donos da bola’, do ex-jogador Neto, pode sambar na Band. ‘Jogo Aberto’, de Renata Fan, deve sobreviver na reestruturação da emissora.

Tititi d’Aline. O ‘professor’ Tite caiu na real: vencer ou vencer é a única saída da amarelinha desbotada na Copa América de 2019. “Tem que ganhar”, bradou Tite no SporTV. Depois do fracasso na Copa da Rússia, o treinador sabe que somente sobreviverá no cargo se levantar o caneco no Brasil. O ‘titês’ está na linha de tiro.

Bola de ouro. Palmeiras. Já pode encomendar as faixas. Só perde o caneco se colocar salto alto nas chuteiras.

Bola de latão. Corinthians. Só não está na zona da degola porque alguns coirmãos conseguem ser piores. Uma festival de caneladas.

Bola de lixo. Paraná. Apenas 18 jogos sem vitória no Brasileirão.

Dúvida pertinente. O Saci colorado ainda quer VAR nas últimas rodadas?

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