Uruguai detona o Equador na estreia; Paraguai coloca salto alto e permite empate ao Catar

ao vivo jogo uruguai x equador copa américa resultado
Cavani festeja o segundo gol da Celeste

A Celeste já mostrou sua força na Copa América. Simplesmente não tomou conhecimento do Equador e goleou por 4 a 0, em um Mineirão com pouco mais de 13 mil torcedores – o estádio comporta 62 mil pessoas. Lodeiro, Cavani, Luis Suárez e Mina (contra) marcaram os gols. O equatoriano Quintero foi expulso aos 23 minutos do primeiro tempo. O rubro-negro Arrascaeta esquentou o bumbum no banco uruguaio. A renda foi de R$ 1.534.535 (13.611 pagantes)

O Uruguai é o maior campeão do torneio, com 15 taças. Lidera o grupo C com três pontos, contra zero do Equador. Japão e o bicampeão Chile estrearão nesta segunda, às 20 horas, no Morumbi.

A Celeste precisou de apenas 45 minutos para dinamitar o Equador. Não deu tempo para o adversário respirar. Pressionou e abriu o placar aos 5. Lodeiro recebeu na entrada da área, deixou Quintero na saudade e tocou no canto de Alex Dominguez. Um golaço!

O jogo ficou ainda mais tranquilo para os uruguaios a partir dos 23. Sua senhoria, o assoprador de latinha brasileiro Anderson Daronto, expulsou Quintero por acertar o rosto de Lodeiro numa disputa de bola.

Primeiro, Daronto mostrou o cartão amarelo. Depois, reviu o lance e mandou o lateral equatoriano para o chuveiro. O amarelo já estava de bom tamanho.

Com um a menos, o Equador se fechou, mas não conseguiu segurar o ataque do Uruguai com a dupla infernal Cavani e Luis Suárez. Aos 32, a Celeste marcou pela segunda vez: Godin tocou para o meio da área e Cavani acertou um voleio.

Na bacia das almas, aos 43, o sempre oportunista Luis Suárez assinalou o terceiro. O Equador poderia ter levado mais. Porém, Alex Dominguez operou dois milagres, ao evitar um gol de letra de Cavani e defender uma bomba do atacante.

Fatura liquidada no primeiro tempo, o Uruguai diminuiu o ritmo na etapa final. Mesmo assim, jamais perdeu o controle do jogo. Sem forças, o Equador ficou à mercê da Celeste. Que chegou ao quarto gol aos 34. O zagueiro Mina tentou cortar e marcou contra. Na sequência, Luis Suárez perdeu duas boas chances e o Equador se livrou de um vexame histórico.

Lodeiro atendido pelo médico depois de sofrer falta de Quintero

À tarde, no ‘new Maraca’, com extraordinário público de 19.162 pagantes (R$ 2.381.305), um terço da capacidade do templo da bola nacional, o Paraguai abriu 2 a 0, deitou na vantagem e permitiu o empate ao Catar, em duelo pelo grupo B.

Os paraguaios saíram na frente com gols de Oscar Cardoso, cobrando pênalti aos 4 minutos de jogo, e Derlis Gonzáles, aos 10 do segundo. O Catar não jogou a toalha e diminuiu com Almoez Ali aos 22, em uma finalização sensacional de fora da área do artilheiro do time. Aos 31, Khoukhi empatou. O Catar tomou conta da partida e terminou o embate incentivado por gritos de ‘olé’ da galera.

O empate mandou a Argentina para a lanterna do grupo, com zero ponto. Paraguai e Catar têm um. A Colômbia lidera com três. Na quarta, às 18h30, os colombianos enfrentam os cataris no Morumbi. Às 21h30, no Mineirão, jogam hermanos e paraguaios,

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Pitaco do Chucky. Os alto-falantes do ‘new Maraca’ informam: nada menos que 19.162 torcedores assistiram Paraguai 2 x 2 Catar; as moscas ocuparam apenas 50 mil lugares.

Mamão com açúcar. A Copa América pode se transformar em mais uma pequena mina de ouro para a Nike. A camisa branca usada pela amarelinha desbotada, inspirada no Sul-americano de 1919, custa a bagatela de R$ 449,90. Outra opção: R$ 249,90, o modelo torcedor. A tradicional amarela, igual ao torneio de 1989, sai por R$ 449, e a mais simples, R$ 229.

Zé Corneta. O ‘new Maraca’ recebeu a Copa América de braços abertos: seis mil cadeiras quebradas e muita sujeira, além de espaços vazios nas arquibancadas.

Preço do milho. Se depender do ‘jogo do milhão’ uma possível decisão da Copa América entre brasileiros e argentinos, a pachecada já pode preparar o gogó para o grito de campeão, acompanhado pelo saudável e sorumbático ‘sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…’ O elenco da amarelinha desbotada goleia a Argentina na matemática do dindim. De acordo com a consultoria ‘KPMG’, mesmo sem Neymar, chega a 935 milhões de euros (R$ 4 bi). Os hermanos, com Messi, atingem 683 milhões (R$ 2,9 bi). Com Neymar, o bolo cresceria 150 milhões de euros (R$ 660 mi). Os direitos do ‘menino’ sofreram uma desvalorização de 70 milhões de euros em razão de lesões e escândalos fora de campo.

Preço do milho 2. No mano a mano por setor, os argentinos só levam vantagem na peça ofensiva com 419 milhões (R$ 1,8 bi), contra 324 milhões de euros (R$ 1,4 bi). Nas outras posições um banho dos brasileiros, principalmente no gol, com Alisson, Éderson e Cássio: 167 milhões de euros (R$ 729 mi) a 11 milhões de euros (R$ 48 mi), segundo a ‘KPMG’. A zaga também engole os hermanos: 148 milhões de euros (R$ 645 mi) a 112 milhões de euros (R$ 490 mi). E no meio de campo, 295 milhões euros (R$ 1,2 bi) a 140 milhões de euros (R$ 615 mi). Os cálculos levaram em conta posição, idade, influência em redes sociais e desempenho em campo.

Sugismundo Freud. Há muita gente escrevendo nas redes sociais e pouca gente sabendo o que escreve.

Zapping. O SporTV comandou o ibope da TV paga em maio. Impulsionado pela transmissão de alguns jogos, o TNT ficou em sexto. O Fox Sports cravou o 15º lugar, o SporTV 2 ficou em 20º e a ESPN Brasil apenas em 29º. Em junho, com a Copa América, o canal da plim plim vai explodir.

Caiu na rede. Vai de Catar, Paraguai!

Gilete press. De Paulo Cobos, no ESPN: “Em 1989, quando sediou a Copa América pela última vez, o Brasil decidiu o título com o Uruguai diante de mais de 132 mil pagantes no Maracanã. Atualizando o ingresso médio pelo INPC, um dos índices oficiais de inflação do país, o valor hoje seria de apenas R$ 45. Há 30 anos, o ingresso comprava só US$ 3 e era 7% do salário mínimo, agora uma entrada da Copa América compra US$ 120 e é quase metade do valor do salário mínimo. Não é só no borderô que tem algo estranho.” No alvo.

Tititi d’Aline. O ex-campeão mundial Mike Tyson volta às manchetes. Polêmico como sempre, ele está construindo o Tyson Ranch, na Califórnia, um paradisíaco lugar no deserto que promete várias experiências com maconha.

Você sabia que… a partir de 2020 a Copa América será realizada a cada quatro anos, paralelamente à Euro?

Bola de ouro. Thiago Silva. Quebrou o pau e mostrou a cobra: o preço dos bilhetes da Copa América está fora da realidade do torcedor. Segundo ele, em alguns setores os ingressos são mais salgados do que na Champions.

Bola de latão. Paraguai. Abriu 2 a 0, colocou o salto alto e permitiu ao Catar empatar a partida. Se o adversário fosse um pouco melhor, certamente viraria o placar.

Bola de lixo. Argentina. A seleção colhe os frutos da politicanalha que se instalou há muitos anos na AFA. Messi é um gênio perdido em meio a um bando de jogadores sem nenhuma orientação tática.

Bola sete. “À imprensa, Neymar tem uma frase pronta: “Me senti muito amado e queria agradecer o carinho de todos”. Não é bem assim, “garoto”. O filme do craque está queimado para muitos. Não necessariamente pelo caso da modelo, mas pelo conjunto da obra” (de Ancelmo Gois, no Globo – é vero).

Dúvida pertinente. Amarelinha desbotada: jogadores milionários a serviço apenas de torcedores coxinhas?

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Colômbia vence e Messi já vive o pesadelo de mais um fracasso na seleção

"A Messima história de sempre": com trocadilho, jornalista do diário Olé aponta que "Messi jogou de Messi para uma seleção que não jogou nem para Messi nem para ela mesma, exceto no começo do segundo tempo" — Foto: reprodução
Jornal ‘Olé’, da Argentina: nada mudou

O genial Messi já começou a viver o fantasma de mais uma eliminação. A Argentina não correspondeu ao oba-oba e perdeu da Colômbia por 2 a 0, na Fonte Nova (34.950 pagantes/R$ 9.259.710), pela primeira rodada do grupo B da Copa América.

Os hermanos não estreavam com derrota no torneio desde 1979 – caíram diante da Bolívia por 2 a 1. A seleção não festeja um caneco desde 1993, quando deu a volta olímpica na Copa América do Equador. Havia 12 anos que a Colômbia não ganhava da Argentina.

A Colômbia dominou o jogo no primeiro tempo. Marcou Messi muito bem e soube explorar a velocidade nos contragolpes, principalmente pela esquerda.

Os argentinos tiveram poucas chances. O goleiro Ospina não trabalhou. Já os colombianos fustigaram Armani com perigo, em jogadas de Martinez, James Rodríguez e Falcao Garcia.

Com Messi mais ligado, a Argentina cresceu na segunda etapa. A ‘Pulga’ passou a envolver os marcadores, além de distribuir ótimos passes. Aos 20, Messi teve grande chance numa rebatida de Ospina, mas cabeceou para fora.

Cinco minutos depois, a Colômbia respirou aliviada: James Rodriguez lançou Martinez, que se livrou do marcador e mandou um petardo para o gol. A Argentina sentiu o golpe, Messi jogou a toalha e os colombianos aumentaram com Zapata, aos 40. Depois, gritos de ‘olé’ até o final.

A Colômbia comanda o grupo B, com três pontos. Paraguai e Catar jogam neste domingo, no ‘new Maraca’. Na próxima quarta, no Mineirão, a Argentina joga contra o Paraguai; no Morumbi, Colômbia x Catar.

Mais cedo, no estádio do Grêmio, com ridículos 11.107 pagantes em um campo para 60 mil, Peru e Venezuela ficaram no ‘oxo’. Com o preço do ingresso mais elevado que a temperatura política em Brasília, as bilheterias arrecadaram R$ 2.400.08.

Apesar de contar com os artilheiros Paolo Guerrero e Rondón, peruanos e venezuelanos ofereceram um espetáculo pobre em emoções no primeiro tempo.

Na etapa final, o goleiro Fariñez evitou a derrota da Venezuela com belas defesas. O jogador pertence ao Millonarios, da Colômbia, e estaria na mira do Barcelona.

Gonzáles, na etapa inicial, e Farfán, no segundo tempo, conseguiram vencer o paredão venezuelano, mas o VAR entrou em campo e acabou com a festa apontando impedimento. A Venezuela terminou com 10. Mago foi expulso aos 28.

O empate favoreceu a amarelinha desbotada no grupo A. O time lidera com três pontos, após derrotar a Bolívia por 3 a 0, na abertura do torneio. Venezuela e Peru têm um. Os bolivianos estão na lanterna, com zero. Na próxima terça, o Brasil encara a Venezuela, em Salvador. Já o Peru enfrenta a Bolívia no ‘new Maraca’.

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Depois das vaias, VAR abre a porteira e amarelinha desbotada despacha os bolivianos

De cabeça, Coutinho marca o segundo gol 

Não é mole não, encarar a seleção… O grito de guerra da torcida ficou entalado na garganta. Apesar da vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia, em um Morumbi com apenas 46.342 torcedores (silenciosos), a amarelinha desbotada deixou a desejar na estreia da Copa América. Esperava-se uma chuva de gols, como nos 7 a 0 contra Honduras, já que os bolivianos não comemoram um triunfo há oito meses. Ao final do primeiro tempo, a galera vaiou o ‘oxo’.

O time do ‘professor’ Tite fez a lição de casa e manteve um tabu: 55 anos sem perder na capital paulista. Para felicidade da cartolagem da Conmebol, a renda atingiu R$ 22,4 milhões, recorde – a média de preço do ingresso girou em torno de R$ 470. Philippe Coutinho (dois) e Everton Cebolinha marcaram os gols.

O time brasileiro aproveitou a fragilidade dos bolivianos, reconhecida pelos próprios antes de a bola rolar, e tratou de pressionar desde o começo da partida. Chegou a envolver a zaga várias vezes, porém finalizou somente uma vez no alvo, num chute de Firmino defendido por Lampe.

À medida em que o tempo foi passando, a produtividade da amarelinha desbotada foi caindo. E a retranca dos bolivianos acabou prevalecendo, já que a equipe passou a insistir nos cruzamentos.

Ao final do primeiro tempo, a recompensa pelo ótimo espetáculo apresentado: o Morumbi desabou em vaias. Merecidas. O time brasileiro arrematou 12 vezes contra duas da Bolívia, teve mais de 70% de posse de bola, mas nenhuma chance de gol.

No segundo tempo, o VAR abriu a porteira boliviana logo aos 3. Depois de um cruzamento de Richarlison da direita, a bola bateu no braço de Jusino. Sua senhoria, o assoprador de apito Nestor Pitana, reviu o lance na casinha da engenhoca e marcou pênalti. Philippe Coutinho cobrou e saiu para o abraço.

Quatro minutos depois, Philippe Coutinho aproveitou cruzamento de Firmino e concluiu de cabeça: 2 a 0. O meia do Barça tem agora 16 tentos na equipe nacional.

Com os bolivianos na lona, a equipe de Tite diminuiu o ritmo. Só voltou a pegar um pouco no breu com a entrada de Everton Cebolinha no lugar David Neres. O atacante do Grêmio driblou dois marcadores e chutou no ângulo esquerdo de Lampe. Um golaço aos 39. Antes, Willian havia substituído Richarlison.

Depois do gol de Cebolinha, a amarelinha desbotada limitou-se a trocar passes, sob gritos de ‘olé’ da torcida. Os brasileiros chegaram a 100ª vitória na história da Copa América. Empataram 35 vezes e perderam 44. Na próxima terça, brasileiros e venezuelanos jogarão em Salvador pela segunda rodada do grupo A.

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Pitaco do Chucky. O ‘professor’ Tite nunca esteve tão tranquilo à frente da amarelinha desbotada: é ganhar ou ganhar a Copa América.

Voo do canarinho. A amarelinha desbotada está com a bola cheia no coração da galera. Nada menos que 39,6% torcedores acreditam na conquista do título da Copa América, contra apenas 46% de pessimistas. Já 14,4% não responderam. Os números são do Instituto Paraná Pesquisas, após enquete realizada entre 4 e 6 deste mês. A margem de erro é de 2 %. O interesse da galera pela competição também é supimpa: 23,7% estão ligados. Nem aí ou pouco interessados somam 70% (36,2% e 33,8%, respectivamente). Apenas 3,4% estão muito interessado; 2,9% não responderam.

Zé Corneta. The Intercept Brasil: uma aula de jornalismo.

Amigos do rei. Aos cupinchas, tudo; aos clubes, suco de jiló. A nobre política do imperador ostentação Del Nero, banido do esporte por corrupção, permanece com Rogério Caboclo no trono do Circo Brasileiro de Futebol. Ele ameaçou represálias contra Peixe e Furacão se escalassem o atacante Rodrygo e o lateral Renan Lodi em jogos do Brasileirão, porque deveriam estar a serviço da seleçãozinha no mequetrefe Torneio de Toulon. Já o coordenador da amarelinha desbotada Edu Gaspar foi liberado do pagamento da multa de R$ 8 milhões para poder trabalhar no Arsenal. O ex-auxiliar Sylvinho também não mexeu no bolso antes de acertar como treinador do Lyon.

Sugismundo Freud. Quem respira jamais pode perder a esperança.

Ditadura das chuteiras. ‘Quando um jogador é chamado para a seleção, ele não pode e não deve ser desconvocado’ – o autoritarismo é vociferado pelo poderoso chefão do Circo Brasileiro de Futebol, Rogério Caboclo. Cria do abominável imperador Del Nero, o impoluto cartola banido do esporte por corrupção, Caboclo é mais um nefasto dirigente que se julga no direito de determinar os passos de um atleta na pátria das chuteiras furadas. Mesmo sem recompensar o clube com um mísero centavo pela cessão do atleta, o cartola ignorou solenemente o pedido de liberação do atacante Rodrygo, do Peixe, e do lateral Renan Lodi, do Furacão.

Ditadura das chuteiras 2. Eles foram chamados para defender a seleçãozinha no mequetrefe Torneio de Toulon, um armarinho da bola com grife. Antony (São Paulo), Pedrinho e Mateus Vital (Corinthians), Guga (Galo), Matheus Henrique (Grêmio) e Pedro (Fluminense) estão à disposição dos sedentos olhares dos agentes. Na verdade, Santos e Athletico colhem apenas os frutos da submissão dos times aos engravatados de colarinho branco que se encastelaram no poder.

Caiu na rede. A verdadeira seleção é o Palmeiras.

Zapping. A torcida global é tanta que o narrador Galvão Bueno não aguentou após a marcação do primeiro gol e soltou: ‘Santo VAR’. Já quando o público de 47 mil foi anunciado, sapecou: ‘Muita gente comprou e esqueceu de vir. Falaram em 67 mil ingressos vendidos’.

Luto. Clóvis Rossi (1943-2019), um mestre do jornalismo que se foi. Jamais será esquecido. Aos 76 anos, o palmeirense Rossi deixa mulher, três filhos e três netos.

Gilete press. Do ex-presidente Lula, à emissora TVT: “A Globo teve pressa e voracidade para defender a inocência de Neymar. Eu não posso dizer que o Neymar tem culpa, e nem que a moça está mentindo. A moça virou vagabunda antes de qualquer possibilidade.” Fato.

Tititi d’Aline. A Copa América é tão importante, mas tão importante, que aparece em uma honrosa nona colocação na preferência do torcedor brasileiro. Come poeira do Brasileirão, Libertadores, Copa do Mundo, Copa do Brasil, Champions e Mundial de clubes… A pesquisa foi realizada pela Sport Track.

Bola de ouro. Everton Cebolinha. Já está merecendo a titularidade no time de Tite. Em pouco tempo, fez muito mais que David Neres contra a Bolívia, com direito a um golaço. Mas

Bola de latão. Fernandinho. Mais uma atuação pífia do meio-campista, um dos xodós do ‘professor’ Tite. Que também errou ao colocar dois volantes, Fernandinho e Casemiro, para encarar um adversário muito fraco. Outra decepção: Firmino.

Bola de lixo. Bolívia. O tempo passa, e nada muda: eterno coadjuvante de terceira categoria. Timeco.

Bola sete. “Torcida espera gols, que saia o gol logo, mas mantivemos a paciência. Estreia tem nervosismo, mas no segundo tempo conseguimos consertar o último passe. É um bom resultado, agora é focar no próximo jogo para conseguir a classificação o quanto antes” (de Richarlison, sobre as vaias da torcida – blá-blá-blá).

Dúvida pertinente. O duelo contra a Bolívia serviu pra quê?

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Palmeiras entra de ‘férias’ na liderança, invicto e com carimbo de grande favorito ao caneco

Partida entre Palmeiras x Avaí, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, na Arena Palmeiras
Deyverson festeja primeiro gol do Palmeiras

O poderoso Palmeiras derrotou o lanterna Avaí por 2 a 0, gols de Deyverson e Bruno Henrique, na mansão Allianz Parque (31.946 pagantes/R$ 1.895.478,65), e recuperou a liderança perdida para o Peixe. Chegou a 22 pontos, dois à frente do Santos, após nove rodadas do Brasileirão. A vantagem do Palestra pode subir para cinco pontos, caso os engravatados de colarinho branco do STJD confirmem o triunfo diante do Botafogo – o julgamento deverá acontecer no dia 18.

Os periquitos em revista entraram em ‘férias’ com mais de 90% de aproveitamento. E carimbaram a faixa de grande favorito ao caneco. A equipe está invicta há 32 embates. O Avaí soma apenas quatro pontos em último lugar, sem vencer no Brasileirão. O cargo do ‘professor’ Geninho está ameaçado.

O time do ‘sargento’ Felipão tenta igualar a arrancada do Corinthians, a melhor da história do torneio na era dos pontos corridos, iniciada em 2003. O coirmão, comandado por Tite, venceu nove e empatou uma de suas 10 partidas iniciais. Faturou 28 pontos em 30, considerando a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo.

O Palmeiras não deu sopa para o azar e pressionou o Avaí desde o início da partida. Muito superior tecnicamente, tomou conta do jogo e logo o goleiro Vladimir começou a aparecer com boas defesas, principalmente numa cobrança de falta de Diogo Costa no ângulo direito.

Apesar do domínio, o Palestra só conseguiu marcar aos 31. Após lançamento, Deyverson ganhou de um zagueiro e tocou por cima de Vladimir. O bandeirinha assinalou impedimento.

Sua senhoria, o assoprador de latinha Marcelo de Lima Henrique, pediu apoio ao VAR. Após irritante suspense superior a três minutos, ele confirmou o sexto tento de Deyverson na temporada.

O Palmeiras poderia ter saído com um placar mais dilatado se não errasse tantos passes na hora da definição da jogada. O Avaí ameaçou apenas em chutes de longe.

O Avaí voltou do vestiário com Daniel Amorim no lugar de Gegê. Nada mudou. O Palestra manteve o pique. Aos 17, nova troca do ‘professor’ Geninho no lanterna do campeonato: Pedro Castro pelo veterano Douglas, ex-Grêmio e Corinthians.

Três minutos depois, nova festa nas arquibancadas: Lucas Lima recebeu de Dudu e ajeitou para Bruno Henrique, que bateu no canto de Vladimir. Quarto gol do volante nesta temporada. Na sequência, primeira mexida do ‘sargento’ Felipão: Lucas Lima por Moisés. E terceira no time catarinense: Getúlio por João Paulo.

Na bacia das almas, Gustavo Scarpa entrou e saiu Dudu, mais uma vez o melhor do setor ofensivo palmeirense. Depois, Thiago Santos substituiu Bruno Henrique. Fim de jogo: nona vitória consecutiva do líder Palmeiras, disparado o bambambã do Brasileirão.

O time voltará a jogar somente em julho, depois da Copa América. Enfrentará o soberano Tricolor no Morumbi. A equipe são-paulina empatou em 1 a 1 com o Galo no Independência (19.761 torcedores/R$ 522.795). Completou sete jogos sem festejar uma vitória – cinco pelo Brasileirão e dois pela Copa do Brasil. O último triunfo foi em 12 de maio, por 1 a 0, sobre o Fortaleza.

Alerrandro marcou para os atleticano em lance polêmico, confirmado pelo VAR. Pato empatou no segundo tempo. O Galo está em quinto lugar, com 16 pontos. O São Paulo aparece em nono, com 14.

Outros jogos: Vasco 1 x 0 Ceará, Chape 1 x 1 Fluminense e Goiás 2 x 1 Furacão.

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Pitaco do Chucky. O melhor (e único) ataque do Corinthians contra o Peixe aconteceu após o final do clássico: a investida do ‘professor’ Fabio Carille sobre a arbitragem.

Meninas tomam virada. Depois de abrir 2 a 0 no placar, a seleção brasileira feminina perdeu para a Austrália por 3 a 2, pelo grupo C, na segunda rodada da Copa do Mundo da França, Marta, de pênalti, e Cristiane marcaram para o Brasil. Ainda no primeiro tempo, Foord diminuiu. As australianas viraram na etapa final com Logarzo, em falha da goleira Bárbara, e Mônica (contra). Marta e Formiga foram substituídas no intervalo por Ludmila e Luana. Apesar da derrota, o Brasil segue na liderança da chave com três pontos, mas pode ser superado pela Itália, que joga com a Jamaica nesta sexta. A equipe brasileira volta a campo na terça, contra a Itália.

Zé Corneta. O regime de exceção segue goleando a democracia.

Marta recordista. Com o gol marcado na Austrália, a rainha Marta chegou a 16 em Mundiais e igualou a marca do alemão Klose. A atacante brasileira também entrou para a história como a primeira atleta a correr para o abraço em cinco Copas do Mundo. Marta estreou no torneio de 2003 com apenas 17 anos. Depois, participou dos torneios de 2007/11/15. Após a partida, a melhor jogadora do mundo afirmou estar triste com o resultado, “mas deixamos claro que temos capacidade de jogar de igual para igual contra qualquer adversário. Poderíamos ter saído com o empate se a árbitra marcasse o pênalti claríssimo no final”.

Sugismundo Freud. Um erro da largura de um fio de cabelo pode provocar um desvio de mil quilômetros.

Palestra mais forte. Preocupadíssimo com o futuro da equipe no Brasileirão (apenas 62% de chances de chegar ao bi), o Palmeiras contratou o meio-campista Ramires, 32 anos. O jogador estava livre do mercado, após rescindir com o Jiangsu Suning, da China, assinou por quatro temporadas. Receberá R$ 700 mil mensais, mais bônus por título. Ramires explodiu na Raposa e foi negociado ao Benfica. Depois acertou com o Chelsea. Ganhou o título inglês, a Liga Europa e a Champions. Em tempo: o Peixe tem 13% de possibilidades de soltar o grito de campeão, o Flamengo 7% e o Galo 4%.

Zapping. Tudo bem, as meninas da seleção brasileira merecem o maior apoio na luta pelo inédito título mundial, mas a turma global anda exagerando. Tanto na plim plim quanto no SporTV.

Gilete press. De Cristina Padiglione, no Agora: “A Globo vem tentando mostrar valorização do futebol feminino, desde que não haja confronto com os meninos da seleção canarinho. Nesta quinta, o locutor astro da casa, Galvão Bueno, ficou reservado para a Copa América, enquanto Cléber Machado assumiu a narração de Brasil x Austrália.” Plim plim.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Corinthians marca reunião de emergência com jogadores para avisar que é permitido chutar no gol

Tititi d’Aline. Apesar do oba-oba de boa parte da mídia, manipulada pelos holofotes comerciais da plim plim, a Copa América ainda não pegou no breu. Até agora, boa parte torcida mandou às favas o torneio. ‘O maior erro dos espertos é achar que podem fazer todos de otários’, disse certa vez o genial Jô Soares.

Você sabia que… Brasil e Austrália se enfrentaram 10 vezes nos últimos cinco anos, com sete triunfos das australianas e dois das brasileiras?

Bola de ouro. Manuel Neuer. O goleiro do Bayern completou 37 jogos pela seleção alemã sem tomar gol, novo recorde. Superou a marca Sepp Maier, que chegou a 36 partidas invicto.

Bola de latão. Vadão. O treinador da seleção feminina parece um poste à beira do gramado. Não vibra nem orienta as meninas. Transmite uma apatia incrível. Ganhando ou perdendo tanto faz. Um zero à esquerda tática e psicologicamente.

Bola de lixo. Fabio Carille. O ‘professor’ entrou na alça de mira da Fiel. Se o time não melhorar na volta das ‘férias’ da Copa América, dificilmente Carille continuará em paz. O desempenho do Corinthians no clássico com o Peixe esgotou a paciência da torcida.

Bola sete. “A seleção, na minha opinião, é o ‘top’ do futebol. O Tite é um bom técnico. Ele consegue unir o grupo. Mas, perdeu, vamos dar chance pra outro. Eu já teria tirado o Tite depois da Copa do Mundo. Não sei qual treinador, mas o Brasil sempre tem, igual jogador” (do senador pitbull Romário, no SporTV – há controvérsias).

Dúvida pertinente. Corinthians ou soberano São Paulo, quem decepcionou mais até agora no Brasileirão?

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Peixe de Sampaoli devora mais uma vez o acovardado Corinthians de Carille e assume a ponta

Soteldo recebe a marcação de Bruno Méndez
O baixinho Soteldo entorta a defesa do Corinthians 

O Peixe entrou de ‘férias’ na liderança do Brasileirão pelo menos até o Palmeiras entrar em campo para encarar o Avaí na mansão Allianz Parque. Ao derrotar o Corinthians por 1 a 0, no aquário da Vila Belmiro, o Santos chegou a 20 pontos, um à frente do Palestra (não estão computados os três pontos do triunfo sobre o Botafogo, em disputa no tapetão). O único gol do clássico foi assinalado por Eduardo Sasha.

A equipe corintiana tem 12 pontos e ocupa a 10ª posição depois de nove rodadas. Mais uma vez, Fabio Carille & Cia. foram presas fáceis do Santos. Sem criatividade, muitos erros na troca de passes, excessivamente defensivo e com raro poder ofensivo (chutou somente duas vezes a gol), o Corinthians foi engolido pelo adversário.

O Santos continua invicto na Vila. Em sete partidas, ganhou seis e empatou uma. Marcou 12 gols e tomou dois. Neste ano, em cinco embates contra os corintianos, faturou dois, empatou dois e perdeu um.

O Peixe surpreendeu ao adotar um futebol mais cauteloso, ao contrário de outros jogos, em que se mostrou mais agudo, procurando pressionar o inimigo. Tanto que reforçou o meio de campo com três volantes.

Mesmo assim, o Santos dominou o primeiro tempo, já que o Corinthians optou por se fechar na defesa, à espera de um contra-ataque mortal. Só Vagner Love deu um pouco de trabalho à zaga santista. Clayson, Jadson e Ramiro nada acrescentaram.

Os corintianos até que começaram bem, chegaram a ficar com a bola até os 20 minutos, mas depois ‘saiu de campo.

A equipe santista explorou muito bem as laterais, ora com Marinho pela direita, ora com Soteldo pela esquerda. Marinho venceu quase todas as disputas contra Danilo Avelar. Ao final da etapa, o placar das finalizações mostrava bem a superioridade do Peixe: 9 a 1.

Apesar do fraquíssimo desempenho do Corinthians no primeiro tempo, o ‘professor’ Fabio Carille manteve o mesmo time. O Peixe, por sua vez, aumentou as estocadas pelas pontas. E foi acuando o coirmão até abrir o marcador, merecidamente.

Aos 13, Marinho tocou para Pituca. O meio-campista passou para Jorge, que rolou para Soteldo na grande área. O baixinho devolveu para Jorge. O lateral não dominou, mas a bola sobrou para Eduardo Sasha estufar a rede de Walter. Quinto gol de Sasha no Brasileirão.

Nove minutos depois, Carille ‘acordou’ e trocou Jadson por Everaldo. Treinador Jorge Sampaoli também mexeu: Alison por Carlos Sanchez. Depois, Jean Lucas, lesionado, deu o lugar a Felipe Jonatan.

No Corinthians, aos 33, Ramiro por Gustagol – uma alteração que deveria ter sido feita no intervalo. Nessa altura do embate, o placar dos chutes a gol apontava apenas 15 a 2 para o Santos.

Na sequência, a última modificação do Peixe: Marinho por Luis Felipe. E no Corinthians: Júnior Urso (apagadíssimo) por Sornoza.

O Peixe, com direito a gritos de ‘olé’ da torcida, não se apequenou. E só não fez o segundo porque a trave evitou mais uma festa de Sasha. Após a partida, irritado com a marcação de um impedimento do bandeirinha Carlos Berkenbrock, Carille discutiu com a arbitragem e tomou um cartão amarelo.

No intervalo do clássico, o garoto Rodrygo se despediu da torcida santista. Com pouco mais de um ano e meio de profissionalismo, o atacante foi negociado ao Real Madrid por 45 milhões de euros (R$ 193 milhões). O valor foi dividido duas parcelas: uma no meio do ano passado e outra na metade desta temporada.

Rodrygo participou de 82 confrontos com a camisa do Peixe, deu oito assistências e marcou 17 gols. Estreou com 16 anos. Ele se apresentará ao time espanhol após a Copa América.

“Eu sempre dei o máximo. Não conquistei nenhum título, mas não saio frustrado. Em um dos momentos mais difíceis da história (financeira) do clube, pude ajudar. Temos que ser honestos aqui. Sem querer me gabar, foi um dos maiores títulos que eu pude dar”, afirmou Rodrygo.

Outros resultados: Botafogo 1 x 0 Grêmio; Fortaleza 2 x 1 Raposa; Saci colorado 3 x 1 Bahêa; CSA 0 x 2 Flamengo. Nesta quinta: Vasco x Ceará, Galo x São Paulo, Chape x Fluminense, Goiás x Furacão e Palmeiras x Avaí

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‘Fora do Brasil nunca sofri preconceito por ser lésbica’, diz artilheira Cristiane

Cristiane comemora gol na estreia do Brasil na Copa do Mundo.

Da Universa em Campo

Cristiane Rozeira foi o grande destaque do jogo de estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol Feminino no domingo. A jogadora, que namora há quatro meses a advogada Ana, diz que ser lésbica nunca foi um empecilho.

“Fora do Brasil nunca sofri preconceito. Aqui, óbvio que existem algumas ofensas, mas diminuiu bastante nos últimos tempos. Eu acho que as pessoas hoje têm um cuidado maior porque dependendo do jeito que você fala ou ofende alguém isso pode gerar um problema muito maior.”

“Acho que as pessoas estão mais espertas nas redes sociais. Não que elas não tenham preconceito. De vez em quando recebo uma gracinha ou outra no meu perfil ou no da minha namorada. Mas a gente sabe lidar muito bem. E ser lésbica no esporte nunca foi um empecilho no meu trabalho. Sempre teve muito respeito”, diz, em entrevista ao site BeRainbow.”

Do placar de 3×0 contra as estreantes jamaicanas, a artilheira fez os três gols. Só pela seleção foram mais de 70, além de ser a maior artilheira da história das Olimpíadas. Ainda assim, só agora ela tem se tornado mais conhecida do grande público. “Você sai do Brasil e é um ídolo para aquelas pessoas. É muito louco você não ser um ídolo no seu país”, desabafa a jogadora.

“Mesmo com todas as atenções voltadas ao esporte no momento, Cris lamenta que o incentivo esteja vindo apenas agora. “Fico muito feliz de ver esse apoio, mas ao mesmo tempo fico triste porque eu estou pegando um momento perto do meu final de carreira. Porque eu tenho 34 anos e é a primeira vez que eu estou vivendo tudo isso. Até o ano passado, por exemplo, eu não tinha patrocínio nenhum”, relembra.

A jogadora, que atualmente mora no Brasil depois de uma temporada difícil na China, também relembra o período em que quase desistiu de jogar futebol por conta de uma depressão.

“Em 2016 eu saí da Europa, fui direto para a seleção, fiquei treinando o tempo inteiro. Não fui para casa. Na segunda já voltava a trabalhar de novo. Aí fui para a Olimpíada, foco total. Sofri uma lesão no segundo jogo. Aí trata lesão de madrugada, trata de dia. Fazia fisioterapia em todos os horários possíveis. Aí vou jogar, bato um pênalti e erro. Estádio lotado.”

“As pessoas o tempo inteiro te criticando em redes sociais e você precisa tapar os olhos. E depois disso, que minha cabeça não estava muito legal, eu tive pouco tempo com a minha família e já voltei para a França com uma lesão, sem a medalha. E ainda nesse pouco tempo em casa escutei várias coisas das pessoas na rua. Tem pessoas que não têm sensibilidade com o outro. Eles acham que você errou e fez de propósito porque você quis. Aí juntou tudo”, contou, reforçando que hoje entende a importância de falar sobre o período.

“Quando eu falo sobre isso não é para aparecer. Nunca precisei disso. Quem me conhece sabe que eu não sou assim. Mas é importante falar. É importante as pessoas entenderem que, além de atleta, de só jogar futebol, que é o que as pessoas acham, porque esse é o nosso trabalho, existe um outro lado humano.”

Segundo ela, apesar do bom momento no futebol feminino, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para que outras meninas consigam o mesmo sucesso que ela e que Marta – seis vezes melhor do mundo.

“Acho que ela conseguiu tudo isso com o trabalho, com o esforço dela. Óbvio que por trás teve ajuda de um grupo todo. Você não consegue fazer as coisas sozinha. Seria interessante que a modalidade tivesse o reconhecimento necessário. Que as atletas tivessem o reconhecimento que merecem. Mas a gente sabe que o país não valoriza o atleta. Sabemos que têm vários esportes esquecidos de alguma maneira e aí você vai para fora e é um ídolo para aquelas pessoas.”

“É muito louco você não ser um ídolo no seu país. A Marta já tinha cinco bolas de ouro antes de melhor do mundo e não tinha tanta ascensão com está tendo hoje. E por quê? Quer dizer, teve que esperar ela ganhar uma sexta para criar toda essa expectativa em cima dela. Então tem até isso. Parece que você precisa ficar provando as coisas dentro do esporte para que as pessoas realmente te reconheçam. O correto seria que a modalidade em si tivesse um reconhecimento grande porque é importante quando essas meninas novas aparecem. Uma hora vamos sair de cena e quem fica são elas.”

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Resultado de imagem para fotos messiPreço das chuteiras. A amarelinha desbotada possui 12 dos 20 jogadores mais valiosos da Copa América, de acordo com o site Transfermarkt, especializado no mercado da bola. O escrete nacional: Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Arthur, Gabriel Jesus, Alisson, Marquinhos, Casemiro, Allan, Ederson, Éder Militão, Willian e Alex Sandro. Coutinho aparece em segundo no ranking, com 90 milhões de euros (R$ 394 milhões). O hermano Messi lidera com folga. O atacante do Barcelona vale 150 milhões de euros (R$ 657 milhões). Os top 10 (em euros):

1) Messi – 150 milhões
2) Coutinho – 90 milhões
3) Dybala – 85 milhões
4) Firmino – 80 milhões
5) Agüero – 75 milhões
6) Arthur – 70 milhões
Gabriel Jesus – 70 milhões
Giménez (Uruguai) – 70 milhões
9) Alisson – 65 milhões
Marquinhos – 65 milhões

Pitaco do Chucky (by Rui Barbosa). A pior ditadura é a do poder Judiciário. Não há a quem recorrer.

Samaritano. O artilheiro Richarlison, 22 anos, do Everton e da amarelinha desbotada, também é fera fora de campo. Marcou um golaço ao se oferecer para ajudar estudantes de Nova Venécia, sua cidade natal, a defender o time nacional na Aimo, a olimpíada de matemática internacional em Taiwan. A viagem de três alunos e um professor consumirá R$ 50 mil. Eles pediram ajuda na internet.

Zé Corneta. O VAR veio para ficar e tumultuar até a Fórmula 1.

Raí, falso brilhante. ‘Sabe nada, inocente…’ Pois é, o velho bordão do Compadre Washington cairia como luva nos bastidores do soberano São Paulo, mais precisamente nas explicações nada convincentes do muito bem remunerado diretor executivo Raí (mais de R$ 200 mil para a xepa) sobre o péssimo momento que atravessa o clube. Nos últimos tempos, o ex-jogador de méritos indiscutíveis com a chuteira tropeçou em justificativas injustificáveis como cartola do Tricolor. Do passeio com a namorada pelas quadras de Roland Garros à liberação do moleque Antony para defender a seleçãozinha no borra-botas Torneio de Toulon, na França.

Raí, falso brilhante 2. Incrível como, apesar de anos de experiência no mundo nada encantado do planeta bola, Raí ainda parece saborear história da carochinha. Apostar em pacto no esporte (para liberar atletas à seleçãozinha) é o mesmo que esperar por um pedido de perdão do diabo. Ou, como diz a sabedoria popular, pacto é faz-de-conta para imbecil acreditar. Raí: como jogador, um terror; como cartola, um horror.

Sugismundo Freud. Uma ideia não executada vira sonho.

‘Cachorro loco’. O pitbull Felipe Mello renovou contrato com o Palmeiras até o final de 2021. O atual terminaria em dezembro. O volante poderia assinar com outro clube um pré-acordo em julho. FM chegou em 2017 e participou de 115 jogos pelo Palestra. Marcou sete gols. No anúncio do acerto, o jogador aparece numa foto ao lado do gerente Alexandre Mattos, segurando uma camisa com o carimbo ‘Cachorro loco’ – 2021. Quando aterrissou no ninho dos periquitos em revista, FM assinou por R$ 350 mil mensais, mais bônus de R$ 20 mil por partida disputada. Também ganhou R$ 8,4 milhões de luvas, divididos em 12 parcelas trimestrais.

Dona Fifi. O projeto de lei aumentando a pena para quem denuncia falsamente ataques sexuais deve se chamar ‘Lei Neymar da Penha’ ou ‘Menino Ney’

Gilete press. De Samir Carvalho, no Uol: “Gustagol assinou a renovação contratual com o Corinthians até o fim de 2022. O vínculo anterior terminava em dezembro do próximo ano. O camisa 19 receberá aumentos salariais anuais que totalizarão 40% de reajuste ao final do novo compromisso. Ele receberá R$ 250 mil em 2019, R$ 280 mil em 2020, R$ 320 mil em 2021 e R$ 350 mil em 2022. Os direitos econômicos de Gustagol ficam divididos da seguinte forma: Corinthians (45%), Criciúma (35%) e Taboão da Serra (20%). O centroavante é o artilheiro do Corinthians em 2019, com 10 gols marcados em 26 jogos, média de 0,38 por partida.” Vida mansa.

Caiu na rede. E o Pato só continua batendo asas na lagoa tricolor.

Tititi d’Aline. O preparador físico Antonio Mello, amigo de fé e irmão camarada do ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo, abriu o jogo: o Vasco ‘morria’ no segundo tempo porque oito jogadores estavam acima do peso. Com a chegada do ‘mestre dos mestres’, adotou-se um rígido planejamento de treinos e cardápios, além de acompanhamento fisiológico.

Você sabia que… o belga Eden Hazard receberá 11 milhões de euros (R$ 48 milhões) por temporada no Real Madrid, ficando atrás apenas do zagueiro e capitão Sergio Ramos, que embolsa um milhão de euros a mais?

Bola de ouro. Sadio Mané. O atacante senegalês do Liverpool passou a perna na dupla Messi/Mbappé e ganhou o ‘Onze D’Or’, prêmio dado pela revista francesa Onze Mondial desde 1976 ao melhor jogador da temporada na Europa. Entre os técnicos, o escolhido foi o alemão Jürgen Klopp, que levou o Liverpool ao título da Champions.

Bola de latão. Copa América. As moscas devem ocupar boa parte dos estádios em alguns jogos do torneio. Japão x Equador, por exemplo, vendeu nada menos que… 1.400 ingressos até agora. O duelo pelo grupo C será no dia 24, no Mineirão.

Bola de lixo. Avaí. Única equipe que ainda não conseguiu uma vitória no Brasileirão. Em oito rodadas, quatro empates e quatro coças. Marcou quatro gols e tomou nove. O caminho da segunda divisão está praticamente consolidado.

Bola sete. “Cristiano Ronaldo não é eterno. Um dia não vou mais estar com a seleção, mas ainda falta muito. Só daqui a muitos anos” (recado de CR7 aos adversários, após conquistar a Liga das Nações – a máquina espera chegar ao Mundial de 2022).

Dúvida pertinente. Por que o STJD empurra com a barriga o julgamento do pedido botafoguense para anular o jogo com o Palmeiras?

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Cristiane comanda o show no café da manhã da Copa; marmanjos amassam Honduras

Cristiane marcou os três gols da vitória brasileira na estreia — Foto: Getty Images
Cristiane: três gols na estreia do Brasil

Valeu a pena acordar mais cedo para degustar o café da manhã servido pela Copa do Mundo feminina na França. A seleção brasileira colocou o time da Jamaica para dançar o reggae com um show da atacante Cristiane, 34 anos. A jogadora do soberano São Paulo roubou a cena na estreia das meninas. Marcou os três gols da vitória por 3 a 0, em Grenoble. Lesionada, a rainha Marta acompanhou o duelo do banco de reservas. Havia nove jogos que a equipe não saboreava um triunfo.

Com o resultado, o Brasil assumiu a liderança do grupo C. A equipe comandada por Vadão soma três pontos, mesmo número da Itália, mas vence no saldo de gols, 3 a 1. As italianas surpreenderam e bateram as favoritas australianas por 2 a 1, de virada. A Austrália jogará contra as brasileiras na próxima quinta,

Disputando seu último Mundial, Cristiane destruiu as jamaicanas com uma cabeçada certeira no primeiro gol, muito oportunismo no segundo e uma bomba em cobrança de falta no terceiro. A atacante entrou para a história como a jogadora mais velha a marcar três gols numa Copa, entre homens e mulheres, superando Cristiano Ronaldo.

A artilheira do Brasil conseguiu o feito com 34 anos e 25 dias, enquanto o português havia cravado com 33 anos e 130 dias. Outro feito de Cristiane: primeira jogadora a fazer gols em três Mundiais (2007/11/19).

O time brasileiro tomou conta do jogo desde o pontapé inicial. Se não desperdiçasse tantas chances, teria conseguido uma goleada incrível. Perdeu até pênalti! Apesar da fragilidade da Jamaica, pela primeira vez num Mundial, o Brasil mostrou que ainda precisa ajustar a defesa e melhorar o jogo coletivo. Vive muito de individualidades. A goleira Bárbara também não inspira confiança. Se resolver esses problemas, poderá ir longe na Copa.

Gabriel Jesus sobe para marcar o primeiro gol da Seleção em Porto Alegre
Menino Jesus abre o caminho para a goleada

À tarde, em um Beira-Rio com apenas 16.521 torcedores (o Circo Brasileiro de Futebol não engana mais com seus caça-níqueis), a amarelinha desbotada provou que é realmente genial… contra adversários de quinta categoria.

Mesmo sem Neymar, a equipe amassou Honduras e conquistou a maior goleada da era Tite: 7 a 0, gols do menino Jesus (dois), Thiago Silva, Coutinho (pênalti), David Neres, Firmino e Richarlison. Antes, a amarelinha desbotada havia vencido duas vezes por 5 a 0 com o treinador: El Salvador e Bolívia. Desde 2012 que o time não conseguia uma vitória tão elástica. Naquele ano, o Brasil bateu a China por 8 a 0.

Os hondurenhos jogaram com um a menos desde os 28 minutos do primeiro tempo. Sua senhoria, o assoprador de latinha uruguaio Andres Cunha, expulsou erradamente o atacante Quioto. O cartão amarelo estaria de bom tamanho.

O canarinho sem asas voou tranquilo na última partida antes da largada na Copa América, sexta-feira, contra a Bolívia, no Morumbi. Passeou em campo. Com apenas 12 minutos, já vencia por 2 a 0. Mandou duas bolas na trave e fechou o primeiro tempo com três gols de vantagem.

Na etapa final, manteve a busca pelo gol (louve-se a atitude). Assinalou mais dois em 10 minutos. Honduras não ofereceu a mínima resistência. E deve agradecer aos deuses da bola por ter levado apenas sete, tal a diferença técnica entre as seleções.

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Pitaco do Chucky. Depois do peso-real, o peso morto: família Bozo.

Jejum tricolor. O soberano São Paulo segue com uma elogiável regularidade: completou seis jogos sem vencer no ‘oxo’ com o Avaí, na Ressacada. Mais uma vez, foi uma decepção. Uma cabeçada de Bruno Alves e um chute de Reinaldo marcaram os melhores momentos da pífia apresentação da equipe de mestre Cuca. Em quatro jogos do Brasileirão e dois da Copa do Brasil, o Tricolor conseguiu a proeza de assinalar apenas um gol. Ou seja, um abraço em 540 minutos.

Zé Corneta. Mais que acompanhar os fatos, as TVs transformaram o ‘caso Neymar’ em um show midiático, uma verdadeira novela mexicana. Vale tudo pela audiência.

Gajo, o rei da média. O ‘professor’ Jorge Jesus rasgou elogios ao Urubu na primeira entrevista à Fla TV. Depois de elogiar o CT do clube, o treinador português garantiu que não acertou contrato apenas por questões financeiras (receberá R$ 1,2 milhão por mês), pois tinha propostas melhores na Europa, mas pelo desafio de comandar o time carioca. Fala, gajo: “Vim trabalhar no Flamengo por paixão, por saber que é uma das grandes equipes do mundo. Na minha adolescência também se falava que as quatro melhores equipes do mundo eram Real Madrid, Barcelona, Boca Juniors e Flamengo.” A torcida suspira de felicidade.

Sugismundo Freud. A ousadia leva ao êxito.

Chega de dindim. O mandachuva e raios do Peixe, José Carlos Peres, decidiu trancar o cofre depois da contratação dos atacantes Uribe e Marinho. Nesta temporada, o cartola gastou R$ 75 milhões com 10 reforços. Ele acha que o ‘professor’ Sampaoli já tem ovos suficientes para fazer um belo omelete.

Zapping. O pimpão Galvão Bueno se preparou amiúde para a Copa do Mundo feminina: não sabia o nome das jogadoras. Enrolou mais que namoro de cobra.

Força da galera. A arrecadação do Flamengo contra o Corinthians, pouco mais de R$ 3,5 milhões, igualou o faturamento do Galo na soma dos três jogos da fase de grupos da Libertadores. Se comparada aos nove confrontos do Mineirinho, supera em R$ 200 mil o café no bule do time mineiro.

Caiu na rede. Em 60 minutos, Cristiane fez mais gols do que o São Paulo nos últimos seis jogos.

Rei de Paris. O espanhol Rafael Nadal engordou a poupança em mais 2,3 milhões de euros (R$ 10 milhões) ao levantar pela 12ª vez o título de Roland Garros. A fera bateu o austríaco Dominic Thiem por 3 sets a 1 (6/3, 5/7, 6/1 e 6/1). Aos 33 anos, Nadal acumula 18 taças de Grand Slam. Está atrás apenas do suíço Roger Federer, com 20.

Gilete press. De Jorge Nicola, no Yahoo: “Novo presidente do Fluminense, Mário Bittencourt assumirá um clube em situação financeira extremamente complicada. Na última sexta, a diretoria conseguiu quitar os salários em carteira referentes a março. Mas o Tricolor ainda deve abril, e maio vence nesta segunda. Pior: alguns atletas que também recebem direitos de imagem não ganham qualquer centavo desde janeiro. As férias e o 13º de 2018 seguem pendentes para todos.” Que dureza!

Tititi d’Aline. O ludopédio é mesmo um banquete dos deuses. Enquanto a seleção feminina campeã do mundo receberá US$ 4 milhões de prêmio, a mamãe Fifa acumula US$ 2,7 bilhões em reservas. E, sovina, torra apenas US$ 15 milhões cada vez que reúne a cartolagem para trocar figurinha num congresso anual.

Você sabia que… o Corinthians não derrota a Raposa no Brasileirão desde 2014, colecionando dois empates e duas coças?

Bola de ouro. Formiga. A ‘tia’ da seleção feminina quebrou mais um recorde contra a Jamaica: tornou-se a jogadora mais velha da história a disputar uma Copa do Mundo, com 41 anos e 98 dias. Formiga superou a americana Christine Rampone, que atuou com 40 anos e 12 dias em 2015. Formiga disputa seu sétimo Mundial, outro recorde.

Bola de latão. Tite. O ‘professor’ vai se especializando em remar contra a maré. Primeiro, chamou Willian para o lugar de Neymar (Vinicius Jr. ou Dudu era o caminho mais coerente). Agora, defendeu Neymar Sênior no vestiário da amarelinha desbotada. ‘Papai Sabe Tudo’ manda prender e soltar.

Bola de lixo. Trio de Ferro. A oitava rodada do Brasileirão foi supimpa para Palmeiras, Corinthians e soberano São Paulo. Em 270 minutos e alguns quebrados, marcaram somente um gol – Rafael Veiga, de pênalti, no triunfo do Palestra. Ofereceram uma enxurrada de emoções… em faltas, caneladas e bicudas.

Bola sete. “Tite perdeu a oportunidade de trazer algo novo e surpreendente, tanto para ele quanto para a torcida e os adversários, ao chamar Willian. Vinícius Junior era o nome do momento. O treinador precisa parar de seguir tanto a cartilha e voltar a apostar no que a torcida quer ver no futebol: ousadia e alegria” (de Michelle Giannella, na Gazeta – é vero).

Dúvida pertinente. Por que mestre Cuca não chama Cristiane para comandar o ataque do soberano São Paulo?

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