Campeão voltou para valer com direito a ‘olé’; desmanche corintiano continua: tchau Rodriguinho!

Jogadores do São Paulo comemoram o gol de Anderson Martins
Tricolor atropelou o Corinthians no Morumbi

Estava na cara, no bico da chuteira mais reluzente e nas casas de apostas (2/1 contra 4/1): o superfavorito São Paulo colocou o Corinthians para dançar nos embalos de sábado à noite, na discoteca do Morumbi, com 58.624 convidados (R$ 2.186.542,50) entoando ‘olé’ e ‘o campeão voltou…’, grito de guerra adormecido nos últimos anos.

O soberano Tricolor venceu por 3 a 1, pela 14ª rodada Brasileirão, e segue na caça ao líder Flamengo, que derrotou o Botafogo por 2 a 0. A equipe são-paulina acumula agora 29 pontos, um a menos que o Rubro-negro. O Corinthians ocupa a oitava posição, com 19.

Após as três pauladas, o novo velho presidente Andrés ‘Desmanches’ deu mais uma ótima notícia à Fiel: Rodriguinho, 30 anos, foi negociado ao Pyramids, do Egito, por US$ 6 milhões (R$ 24 mi) – o Corinthians embolsará US$ 4 mi (R$ 16 mi). A multa rescisória girava em torno de R$ 200 milhões.

Antes do meia, saíram Balbuena, Sidcley, Maycon, Juninho Capixaba e outros menos votados. Há poucos dias, o Pyramids contratou o atacante Keno. Pagou US$ 10 milhões ao Palmeiras. Também levou o treinador Alberto Valentim, ex-Botafogo.

O ‘professor’ Osmar Loss dirigiu o heptacampeão brasileiro pela segunda vez em um clássico – no primeiro, empatou em 1 a 1 com Peixe e foi festejado com uma sonora vaia pela torcida no Itaquerão, minha casa minha vida; na época de Fabio Carille, o time corintiano disputou 19, com 12 vitórias, quatro empates e apenas três derrotas. Os próximos dias não serão nada agradáveis para Loss tomar um cafezinho na padaria.

São Paulo e Corinthians disputaram um primeiro tempo para esquecer. Uma lástima, um exemplo de antifutebol. Muitas faltas e reclamações sob as bênçãos de sua senhoria, o assoprador de latinha Marcelo de Lima Henrique. Um bananão que tentou se impor ao longo da partida com farta distribuição de cartões. Ridículo!

O treinador Diego Aguirre surpreendeu ao improvisar o lateral Reinaldo na esquerda, em substituição ao suspenso Everton. E engoliu o Corimthians. Reinaldo foi o grande destaque da partida. Marcou dois gols, um deles com excepcional colaboração do goleiro Cássio.

Sempre superior em campo, o Tricolor abriu o marcador aos 10 minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Anderson Martins cabeceou no canto esquerdo de Cássio. Aos 24, Reinaldo fez 2 a 0. Desnorteado, o Corinthians beijou a lona aos 36: Reinaldo arriscou de longe e Cássio aceitou. Frangaço! Na bacia das almas, Jonathas, que havia perdido um gol incrível na etapa inicial, descontou para o Corinthians, uma presa fácil para o soberano.

Antes do Majestoso, anjinhos organizados pelo diabo atacaram o ônibus do Corinthians na chegada ao estádio. Um dos vidros do veículo foi quebrado. Ninguém ficou ferido. Segundo a PM, o Corinthians se programou para pintar no Morumbi mais tarde, na esperança de livrar-se dos vândalos. Não adiantou. “Isso acontece sempre e ninguém faz nada”, protestou o volante corintiano Gabriel.

Na quarta-feira, o Corinthians enfrenta a Raposa no Itaquerão. Se não conseguir a reabilitação, o bicho deve pegar pelos lados de Osmar Loss e Andrés ‘Desmanches’. O São Paulo joga contra o Grêmio, quinta, em Porto Alegre.

A 14ª jornada começou com uma tranquila vitória do Flamengo sobre o Botafogo por 2 a 0, no ‘new Maraca’ (39.261 pagantes/R$ 1.121.892,60). O líder precisou de apenas sete minutos de bola rolando para matar o limitadíssimo coirmão.

Aos 5, Matheus Sávio bateu de direita no ângulo esquerdo de Jefferson e fez 1 a 0. A torcida do Urubu ainda festejava o gol quando Lucas Paquetá apareceu livre na grande área e cutucou para a rede. Dez minutos depois, Jefferson se machucou e foi substituído por Saulo. No final da partida, Aguirre fez uma falta dura em Pará e foi expulso.

Com o triunfo, o Flamengo chega a 30 pontos na ponta da tabela. O Botafogo, que sofreu a segunda derrota sob o comando de Marcos Paquetá, está na 11ª colocação, com 17. No meio da semana, o Flamengo encara o Peixe, em São Paulo. O Botafogo recebe a Chapecoense.

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Palmeiras deita na vantagem e permite o empate ao Peixe; Lucas Lima ironiza juiz

Em um clássico de baixa qualidade técníca e muitos cartões amarelos (10), Peixe e Palmeiras ficaram no 1 a 1 na casa alugada do Pacaembu (23.572 torcedores/R$ 748.458).

Melhor no primeiro tempo, o Palestra abriu o placar com Lucas Lima, aos 6 minutos de jogo. Mas se acomodou na vantagem e permitiu o empate numa cabeçada do zagueiro Gustavo Henrique, aos 29 do segundo tempo.

O ex-santista foi um dos melhores em campo. Um maestro no meio de campo do Palmeiras. Já Gabigol voltou a decepcionar no ataque do Peixe.

O resultado não foi bom para nenhuma das equipes. Com 14 pontos, o Santos ocupa a décima-quinta posição e flerta com a zona do agrião queimado – tem apenas um ponto a mais que o Bahêa, líder do Z4, mas com um jogo a menos. O Palmeiras está em sétimo, com 20, sete atrás do líder Flamengo.

Com um gol de Lucas Lima logo aos 6 minutos de jogo, o Palmeiras ficou com a faca, o queijo e o pãozinho quente nas mãos para impor seu jogo: atrair o Peixe e explorar o contragolpe.

O Palestra pôde trabalhar à vontade, já que o Santos entrou com quatro atacantes, oferecendo o meio de campo para Lucas Lima e Scarpa trocarem passes em velocidade e alimentarem Willian e Hyoran, sempre perigosos pelas laterais.

Após tomar o gol (Lucas Lima recebeu sozinho na grande área, dominou e mandou no canto esquerdo de Vanderlei), o time santista tentou pressionar o Palmeíras, mas mostrou muita afobação no último toque. Na bacia das almas do primeiro tempo, Hyorantocou por cima de Vanderlei e Gustavo Henrique salvou em cima linha.

Na saída para o vestiário, as atenções ficaram por conta do ex-santista Lucas Lima, pela marcação do gol e por ter levado o cartão amarelo ao festejar a bola na rede. “Não entendi porque recebi. Ele (sua senhoria, o assoprador de latinha Dewson Freitas da Silva) disse que era para comemorar com a torcida… Ora, só tem palmeirense, é clássico com apenas uma torcida.” 

O Santos voltou mais organizado para o segundo tempo, explorando Bruno Henrique e Rodrygo. O Palmeiras manteve o mesmo esquema, disposto a matar o Peixe num contra-ataque. E se acomodou no placar favorável.

Aos 21, Rodrygo sentiu uma lesão e foi substituído por Yuri Alberto. Seis minutos depois, o ‘professor’ Jair Ventura mexeu mais uma vez na equipe: Alison por Léo Cittadini.

A torcida reprovou a alteração com o tradicional incentivo de ‘burro, burro…’ Porém, um minuto depois, aos 29, trocou a bronca pela festa: após cobrança de falta, Felipe Melo cortou mal de cabeça, a bola bateu na trave e, no rebote, Gustavo Henrique empatou.

Na sequência, o treinador Roger Machado trocou Willian por Deyverson e Hyoran por Jean. Tratou de abafar o entusiasmo santista na briga pelo segundo gol. O Santos sacou Sasha e colocou Copete, aos 38; no Palmeiras, Lucas Lima por Arthur.

O Peixe diminuiu ritmo e proporcionou boas chances aos periquitos em revista. Que só não chegaram à vitória porque pararam nas luvas de Vanderlei (fez duas ótimas defesas) e na trave, em arremate de Jean, aos 47 minutos.

Balanço das horas sem ponteiros: empate nada agradável para Jair Ventura, que permanece no bico da cegonha sem asas no Santos, e para Roger Machado, que não consegue solidificar seu prestígio na casamata do Palmeiras.

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São Paulo derruba Flamengo e assume a vice-liderança; Cássio garante vitória corintiana

Everton festejado pelos companheiros do Tricolor

O soberano Tricolor acabou com a pose do Flamengo no ‘new Maraca’, diante de 51.777 pagantes (R$ 1.588.687): venceu por 1 a 0, gol de Éverton, no início do segundo tempo. Havia nove jogos que o Urubu estava invicto no ‘templo da bola’.

Com a vitória, o Tricolor assumiu a vice-liderança do Brasileirão, com 26 pontos. O Rubro-negro lidera, com 27. Neste sábado, o São Paulo receberá o Corinthians, no Morumbi, e não poderá contar com Éverton, Sidão, Araruna (suspensos), Jucilei e Rojas (machucados).

Na volta do Brasileirão depois do Mundial, apenas o Tricolor ganhou fora de casa. Outros jogos: Corinthians 2 x 0 Botafogo, Grêmio 2 x 0 Galo, Ceará 1 x 0 Sport e Vitória 1 x 0 Paraná.

Os primeiros 45 minutos do embate entre rubro-negros e são-paulinos foram mais que sufientes para a torcida já sentir saudade da Copa da Rússia. Praticamente, nada de útil aconteceu. Faltinhas e reclamações dominaram o mambembe espetáculo.

O melhor momento do Tricolor foi proporcionado pelo estreante equatoriano Rojas. Aos 29, ele driblou o marcador e bateu forte. O goleiro Diego Alves defendeu parcialmente. Everton pegou o rebote e chutou para fora.

Pouco depois, Jucilei sentiu uma lesão e foi substituído por Liziero. Na bacia das almas, depois de cobrança de falta, Paquetá cabeceou na trave, na estocada mais perigosa do Flamengo.

A equipe são-paulina voltou mais elétrica para o segundo tempo e, aos 4, Éverton abriu o placar. Rojas (bela estreia) cruzou e o ponta cabeceou sozinho, sem chance para Diego Costa (Éverton está fora do clássico com o Corinthians por ter tomado o terceiro cartão amarelo na etapa inicial).

Em vantagem, o Tricolor tratou de atrair o Urubu para explorar os contragolpes, principalmente pela esquerda, após a saída de Rojas, machucado – entrou Araruna. Aos 17, o Flamengo trocou Marlos, o mais produtivo atacante do Urubu, por Urube. Três minutos depois, o estreante colombiano perdeu boa chance para empatar.

Aos 30, segunda mudança no Flamengo: o inútil Rômulo deu lugar a Trauco. Na sequência, no São Paulo, Éverton por Trellez. Aos 39, a última mudança do time carioca: Éverton Ribeiro por Sávio.

Aos trancos e barrancos, o Flamengo tentou evitar a derrota. Mas bem postado, mesmo com um a menos (Araruna foi expulso), o Tricolor suportou a pressão e conseguiu ótimo resultado. Está na vice-liderança, com 26 pontos, um atrás do Flamenho.

No Itaquerão, minha casa minha vida (19.830 pagantes/R$ 813.687,13), o Corinthians do ‘professor’ Osmar Loss voltou a festejar um triunfo no campeonato depois de quatro jogos sem vencer antes da Copa.

O time derrotou o Botafogo por 2 a 0, gols de Rodriguinho e Romero, um em cada tempo. Marcos Paquetá estreou na casamata botafoguense. Com o triunfo, a equipe paulista pulou para o sétimo lugar, com 19 pontos. O time carioca está em décimo, com 17.

Apesar da vitória, o Corinthians deixou a Fiel preocupada. Não mostrou bom futebol, errando muitos passes e cometendo falhas na defesa. A dupla Pedro Henrique e Henrique é um convite a grandes emoções. Só não se complicou porque Cássio operou alguns milagres no segundo tempo.

O Corinthians abriu o placar com um golaço de Rodriguinho, aos 2 minutos. Romero, com assistência de Fagner, marcou o segundo aos 30 da etapa final. O centroavante Roger foi um dos piores em campo. Na reta final, foi substituído pelo estreante Jonathas. Que certamente ganhará a posição. Mais uma vez, Loss esqueceu o garoto Pedrinho no banco.

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Pitaco do Chucky. Só há uma saída: ferro no bumbum do ‘doutor Bumbum’.

Goleada europeia. A conquista francesa coroou apenas mais quatro anos de supremacia do futebol europeu. Os sul-americanos encaram agora o maior jejum da história das Copas. Há 12 anos não soltam o grito de campeão, não levantam a taça mais cobiçada do planeta. Roda, roda e avisa: Itália em 2006, Espanha em 2010, Alemanha em 2014 e França em 2018. Dos atletas que foram à Rússia, 75% eram do Velho Continente. O domínio europeu também se faz presente entre a molecada, no Mundial sub-20. Em 2013, a França superou o Uruguai na decisão; dois anos depois, a garotada brasileira levou chumbo da Sérvia; em 2017, a Inglaterra mandou a Venezuela para o espaço.

Goleada europeia 2. No Mundial de clubes da mamãe Fifa, mais freguesia: exceção do patinho feio Corinthians em 2012 (superou o Chelsea), os times europeus faturaram todas as disputas nos últimos 10 anos. E a hegemonia deverá continuar nesta temporada porque nenhuma equipe da Libertadores deve ter bala suficiente para matar o supercampeão Real Madrid. Fechando a conta, sem os 10%: o ludopédio europeu está virando uma NBA.

Zé Corneta. O Mundial já era, mas a brincadeira continua firme e forte até em batizado: ‘Neymar Challenge’ (Desafio Neymar). É de rolar de rir.

Pierrô abandonado. A festa do presidente Emmanuel Macron sob um dilúvio na entrega das medalhas aos campeões mundiais não sensibilizou os franceses. Pesquisa da Odoxa indicou que apenas 39% dos entrevistados estão satisfeitos com o governo, uma queda de dois pontos percentuais em relação à enquete anterior. Já 62% acreditam num futuro mais otimista após a conquista da Copa – em março de 2016, 53% estavam pessimistas. Para 82% dos franceses, o título na Rússia fortalecerá o orgulho nacional.

Sugismundo Freud. A cada um minuto de tristeza, menos 60 segundos de felicidade.

Estranho no ninho. O meia Philippe Coutinho foi o melhor jogador da amarelinha desbotada na Rússia para 28,9% do brasileiros, de acordo com o Paraná Pesquisas. Já o menino Jesus e Neymar lideraram a lista de decepções, com 18,8% e 18,4%, respectivamente. Fernandinho fecha o pódio, com 14,3%. Também foram homenageados com o ‘troféu perna de pau’: Willian (3,2%), Paulinho (2,9%) e Marcelo (1,7%).

Caiu na rede. Mbappé, talento para jogar; Neymar, talento para cair.

Holerite. O atacante argentino Hernan Barcos, 34 anos, acertou na loteria: receberá R$ 400 mil por mês na Raposa. O Pirata só fica atrás do centroavante Fred na folha salarial do pão de queijo. Recuperando-se de uma cirurgia no joelho, Fred embolsa R$ 800 mil por mês.

Novo cartola. Considerado um dos melhores levantadores de todos os tempos, Ricardinho, 42 anos, decidiu trocar a quadra pelo trono de mandachuva e raios do Maringá, time que defendeu na última Superliga de vôlei. Ricardinho colecionou uma série de títulos e desafetos ao longo da carreira, entre os quais o técnico Bernardinho. Ganhou o ouro olímpico em Atenas/04, além de vencer seis vezes a Liga Mundial.

Gilete press. De João Carlos Assumpção, no ‘Lance’: “Uma coisa que a Seleção Brasileira não teve na Copa foi elegância na derrota. E na vida é importante saber ganhar e também saber perder. Até agora os jogadores e a comissão técnica não vieram a público dar uma explicação sobre a derrota. Nem nossa principal estrela, que se escondeu nas redes sociais, talvez ainda muito abalada porque suas simulações ganharam repercussão mundo afora. E sua imagem ficou manchada. Os jogadores foram mimados demais. Colocados numa bolha. Deram as costas para o torcedor brasileiro, como deu as costas a própria comissão técnica. Perder faz parte. Saber perder, porém, é para poucos.” No alvo.

Tititi d’Aline. O diz que diz correu solto nos últimos dias de Copa na Rússia: inconformados com a realização do Mundial do Catar entre novembro e dezembro de 2022, os principais times da Europa deverão se unir para torpedear a ideia da mamãe Fifa. Eles não querem mudar o tradicional calendário de jogos. Alguns admitem até iniciar uma campanha para transferir a sede da Copa. A temperatura no Catar chega a 50 graus em junho e julho.

Você sabia que… o soberano São Paulo já abiscoitou R$ 110 milhões com a venda de jogadores neste ano?

‘Bola de ouro’. CBF. O Mundial da Rússia já é página virada, mas a ‘Copa das Copas’ ainda está vivíssima após quatro anos. O COL (comitê organizador), comandado por Rogério Caboclo, futuro presidente do Circo Brasileiro de Futebol, ainda está envolvido em problemas jurídicos e trabalhistas.

Bola de latão. Vasco. Que Copa que nada! A gorduchinha voltou a rolar como os deuses do esporte gostam no porto de São Januário, mais precisamente no tira-teima Vasco x Bahêa. Confete e reco-reco: briga entre brucutus, ameaças ao assoprador de latinha e um glorioso desfile do Topo Gigio, o ratinho camarada.

Bola de lixo. Vôlei. A seleção brasileira feminina sub-18 fechou o Campeonato Sul-americano em terceiro lugar, pior resultado das categorias de base do país em todos os tempos. Ficou atrás da campeã Argentina e do Peru. Para coroar o sensacional vexame, o treinador Hairton Cabral afirmou ter ficado feliz com o resultado.

Bola sete. “Presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello é cotado para ser o vice de Marina Silva. Em 2010, Patrícia Amorim foi cotada para ser a vice de José Serra. Porém, polêmicas na administração do Flamengo fizeram Serra optar por Índio da Costa” (de Athos Moura, no ‘Globo’ – Urubu chamariz).

Dúvida pertinente. O melhor jogador do Brasileirão Assaí vai ganhar um ano de cesta básica?

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Allez Les Bleus: 20 anos depois, o bicampeonato mundial. Sem dar espetáculo

Shaun Botterill/Getty Images

Liberté, Egalité, Fraternité (Liberdade, Igualdade e Fraternidade)… Allez Les Bleus… Um fim de semana inesquecível para os franceses: sábado, 229 anos da Queda da Bastilha, ponto final na monarquia do país; domingo, vitória sobre a Croácia por 4 a 2, bicampeonato mundial.

Depois de 20 anos, a seleção da França volta a reinar no esporte bretão. Mas o time não deixará saudade – metade de seus gols foram marcados de bola parada.

Ao longo da Copa da Rússia, apresentou raros momentos de belo futebol, exceção do garoto Mbappé, eleito a revelação do Mundial e o jogador mais jovem a marcar um gol numa final desde Pelé em 1958. O francês tem 19 anos, sete meses e 25 dias; Pelé correu para o abraço antes de completar 18.

Se não mostrou um espetáculo de encher os olhos, a França foi pragmática o suficiente para matar os adversários na caminhada rumo ao segundo caneco.

Na primeira fase, superou Austrália (2 a 1) e Peru (1 a 0), e empatou (0 a 0) com a Dinamarca quando escalou os reservas.

Nas oitavas, despachou a Argentina (4 a 3). Eliminou outro campeão do mundo nas quartas: 2 a 0 no Uruguai. Nas semifinais, a vítima foi a Bélgica (1 a 0).

E na decisão, 4 a 2 na surpreendente Croácia, com um empurrão de sua senhoria, o assoprador de latinha argentino Nestor Pitana – assinalou erradamente a falta que originou o primeiro gol francês (Mandzukic contra), aos 18 minutos de jogo.

Perisic empatou aos 27. Griezmann, cobrando pênalti marcado pelo árbitro de vídeo, fez o segundo da França aos 37.

Na etapa final, Pogba, aos 13, e Mbappé, aos 19, aumentaram para 4 a 1. Mandzukic, aproveitando uma pixotada do goleiro Lloris, diminuiu para a Croácia.

A França tinha tanta certeza do sucesso que produziu o enxoval com duas estrelas sobre o escudo da federação antes de a bola rolar no estádio Luzhniki, em Moscou, diante de 78 mil espectadores.

Com o triunfo, a equipe francesa manteve fechado o cadeado do G8, seleto grupo de campeões mundiais: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha e França.

Também acabou com um tabu: desde 2002, quando o Brasil derrotou a Alemanha por 2 a 0, o título não era decidido em 90 minutos. A Itália ganhou o tetra nos pênaltis, em 2006. Espanha (2010) e Alemanha (2014) venceram por um gol na prorrogação.

Já Lloris entrou para a história como terceiro goleiro a levantar a taça, repetindo o italiano Zoff (1982) e o espanhol Casillas (2010).

O ‘professor’ Didier Deschamps, por sua vez, igualou-se ao alemão Beckenbauer e Zagallo, campeões como jogador e treinador.

A mamãe Fifa, que aumentou a premiação em 12%, entregará um cheque de US$ 38 milhões (R$ 146 milhões) à França, enquanto a vice Croácia levará US$ 28 milhões (R$ 105 milhões). A federação francesa dará 30% do prêmio aos jogadores. Mbappé doará sua parte a uma ONG. Mais um gol de placa do moleque.

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Pitaco do Chucky. O tempo passa, o tempo voa, e nada de uma resposta: quem matou Marielle? Acorda Brasil!

Majestade. Vice-campeão, Luka Modric foi eleito o bambambã da Copa da Rússia pela mamãe Fifa. O belga Eden Hazard ficou em segundo lugar, à frente do francês Antoine Griezmann. Romário foi o último campeão a ser apontado como melhor da competição, em 1994. Na sequência, nenhum rei da cocada com faixa no peito: Ronaldo (1998), Oliver Kahn (2002), Zinedine Zidane (2006), Diego Forlán (2010) e Lionel Messi (2014).

Zé Corneta. Não adianta chorar o leite derramado na Rússia! Afogue as mágoas no Brasileirão, na Copa do Brasil e na Libertadores.

Encantador de serpentes. O corporativismo entrou em campo. Poucos dias após o fracasso da amarelinha desbotada na Rússia, a Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol soltou comunicado apoiando a permanência do ‘professor’ Tite no comando da equipe. E, humildemente, justificou: ‘Encantou o nosso povo’. E viajou no confete: “Quando muitos colocavam em xeque a nossa qualidade, ele encantou nosso povo e o mundo apaixonado por um futebol bonito”. A Bélgica que o diga!

Sugismundo Freud. A diferença entre o maluco e o corajoso é que o corajoso tem medo.

Zapping. A plim plim festeja: ibope da Copa da Rússia cresceu em relação ao Mundial do Brasil. Há quatro anos, Globo e Band registraram 35,8 e 9,6 pontos de média, respetivamente, totalizando 45,4. Agora, sozinha em campo, a Vênus Platinada cravou 56. Cada ponto corresponde a 71,4 mil domicílios sintonizados na grande Pauliceia refém da bandidagem.

Caiu na rede. Quem tem fama deita ou cai da cama?

Prejuízo. A torcida do soberano São Paulo festejou a venda do peruano Cueva ao Krasnodar, da Rússia, por 8 milhões de euros (R$ 36,2 milhões). Mas conselheiros torceram o nariz para o negócio. O Tricolor perdeu 4 milhões de euros (R$ 18 milhões) por ser ambicioso demais. Em fevereiro, recusou 12 milhões de euros (R$ 54,3 milhões) do Dalian Yifang, da China. O clube apostou na valorização de Cueva no Mundial e se deu mal. O meio-campista voltou em baixa. Se tivesse aceitado a oferta do Dalian, o São Paulo nem precisaria pagar a comissão dos empresários. Agora, terá de dar R$ 3 milhões.

Dona Fifi. A vida é bela: Umtiti campeão e um Tite chorão.

Pode isso, Arnaldo? Comentarista de videoteipe de arbitragem na plim plim desde 1989, Arnaldo Cezar Coelho, 75 anos, anunciou a aposentadoria depois da final em Moscou. Pretende curtir a vida ao lado dos familiares. E tem uma ótima poupança para isso. Arnaldo assoprou a latinha durante 25 anos e apitou em duas Copas (1978/82). Foi o primeiro não-europeu a comandar uma decisão: Itália x Alemanha, em 1982. Paulo César de Oliveira, Leonardo Gaciba e Renato Marsiglia estão na fila do gargarejo à espera da herança.

Gilete press. De Breiller Pires, no ‘El País’: “Mais uma vez, Walter Casagrande não se envergonhou de compartilhar a luta diária contra a dependência química. O comentarista da Globo fez um breve e emocionante relato no fim da transmissão que exaltou o bicampeonato da França. ‘Essa foi a Copa do Mundo mais importante da minha vida. Eu tinha a proposta de ir sóbrio, permanecer sóbrio e voltar pra casa sóbrio. E eu consegui.’ A fala levou às lágrimas o companheiro de jornada e transmissões. Afinal, ninguém melhor que Galvão Bueno para reconhecer a valentia do enorme ser humano que existe por trás dos atributos de comentarista e ex-jogador.” Um golaço!

Tititi d’Aline. O casal Neymar e Bruna Marquezine comandará o segundo leilão beneficente do Instituto Neymar Jr. no Hotel Unique, nesta quinta, em São Paulo. Um dos prêmios: jantar com Larissa Manoela para duas pessoas. Além da refeição, o vencedor também receberá uma joia da atriz. Outra atração: uma partida com Neymar. Ano passado, o leilão arrecadou R$ 2,5 milhões para o instituto, que atende crianças carentes e fica na Praia Grande.

Você sabia que… a média de público do Campeonato Croata é de 2.900 torcedores por jogo?

Bola de ouro. Lloris, Pavard, Varane, Umtiti, Lucas Hernández, Kanté, N’Zonzi, Pogba, Mbappé, Griezmann, Matuidi, Tolisso, Giroud, Fekir e Didier Deschamps. Bicampeões mundiais, com extrema eficiência e sabedoria na hora de dar o bote.

Bola de latão. Mídia caolha. Preocupou-se muito mais em aparecer nas redes sociais do que correr atrás da notícia, exercer o jornalismo de verdade.

Bola de lixo. Mamãe Fifa. Deve ter um lucro superior a US$ 6 bilhões (R$ 24 bilhões) com direitos de transmissão, contratos de patrocínio e royalties com a Copa, mas continua explorando a mão de obra alheia: mais de 30 mil pessoas trabalharam como voluntárias no Mundial e não receberam um tostão furado.

Bola sete. “Eu queria ser coach do Neymar. Ele é uma pedra preciosa bruta que necessita ser lapidada. Tudo no entorno dele é sempre muito polêmico. A questão é como fazer com que tenha um único foco” (do treinador Bernardinho, papa-títulos no vôlei – é vero).

Dúvida pertinente. Galvão Bueno ou Mick Jagger, quem é o maior pé-frio?

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Pinguim aparece nas arquibancadas e Inglaterra toma virada: Croácia na final

Estava na cara, ou melhor, nas arquibancadas do estádio Luzhniki, em Moscou. O pé-frio Mick Jagger, o líder dos Rolling Stones, apareceu para torcer pela Inglaterra (foto) e não deu outra: a Croácia matou o ‘bicho-papão’, azedou o chá da rainha e se classificou para a AP Photo/Alastair Grantdecisão da Copa do Mundo pela primeira vez em sua história.

O pinguim popstar é fogo no quepe do general da banda. Chegou a postar um vídeo no Twitter apoiando os jogadores de seu país: ‘Vamos, Inglaterra.’ Há quatro anos, Jagger afirmou que Portugal e Inglaterra disputariam o caneco. As equipes foram eliminadas na primeira fase. Nas semifinais, levou o filho Lucas para assistir Brasil x Alemanha. E a amarelinha desbotada colecionou o maior vexame da história, em BH: 7 a 1.

De virada, os croatas venceram por 2 a 1 e, agora, decidirão o caneco com a França, que eliminou os belgas por 1 a 0. Há 20 anos, os franceses despacharam a Croácia na semifinal. Depois, arrasaram o Brasil (3 a 0), com um show de Zidane, e soltaram o grito de campeão.

No placar da matemática do site ‘Chance de Gol’, a seleção francesa aparece com 58,1% de chances de faturar o bicampeonato depois de duas décadas. A Croácia navega em 41,9%.

A Inglaterra saiu na frente nas semifinais, com um golaço de falta de Trippier, aos 5 minutos do primeiro tempo. Havia 12 anos que o time inglês não corria para o abraço depois de uma cobrança. Mais precisamente desde o Mundial de 2006, quando David Beckman fez a festa.

Os croatas sentiram o golpe e os ingleses deitaram e rolaram em campo. Só não foram a nocaute porque os adversários desperdiçaram boas chances. Aos 29, por exemplo, o astro Harry Kane errou duas vezes na frente de Subasic.

Na primeira tentativa, o goleiro defendeu; na segunda, o atacante acertou a trave. Sua senhoria, o assoprador de latinha turco Cuney Cakir, apitou erradamente impedimento. Se a bola estufasse a rede, certamente o árbitro de vídeo entraria em ação e confirmaria o tento.

No intervalo da partida, o ‘professor’ Zlatko Dalic acertou o posicionamento da seleção croata, evitou os contra-ataques da Inglaterra e passou a pressionar em busca do empate. Aos 23, pimba na caxirola: após cruzamento de Vrsaljko, Perisic aproveitou uma bobeada de Delle Allí e deixou tudo igual.

Dois minutos depois, Perisic acertou a trave e, no rebote, Rebic emendou de primeira, nas mãos de Pickford. O tempo normal terminou com a Croácia superior, envolvendo a Inglaterra no toque de bola.

Na prorrogação, a terceira consecutiva dos croatas, a Inglaterra começou um pouco melhor, aproveitando o cansaço do adversário, mas a zaga falhou feio aos 2 minutos do segundo tempo e Mandzukic garantiu a classificação da Croácia.

A final será realizada no domingo. A Croácia leva desvantagem por estar mais desgastada. Somando os 90 minutos de tempo extra que encarou até agora, jogou uma partida a mais. Além disso, terá um dia a menos de recuperação, já que os franceses disputaram a semifinal na terça. Inglaterra e Bélgica decidirão o terceiro lugar no sábado.

Campanhas dos finalistas

Primeira fase
Croácia 2 x 0 Nigéria
Croácia 3 x Argentina
Croácia 2 x 1 Islândia

Oitavas de final
Croácia 1 x 1 Dinamarca – 3 a 2 nos pênaltis

Quartas de final
Croácia 1 x 1 Rússia – 4 a 3 nos pênaltis

Semifinais
Croácia 2 x 1 Inglaterra

Primeira fase
França 2 x 1 Austrália
França 1 x 0 Peru
França 0 x 0 Dinamarca

Oitavas de final
França 4 x 3 Argentina

Quartas de final
França 2 x 0 Uruguai

Semifinais
França 1 x 0 Bélgica

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Pitaco do Chucky. Não desanime… até pé na bunda empurra pra frente.

Dunga herói. A Copa é mesmo uma tremenda curtição. Qualquer motivo vale uma comemoração, principalmente num boteco. Um grupo de brasileiros festejou a presença do ‘professor’ Dunga aos gritos de ‘olê, olê, olá, Dunga, Dunga…’ A comemoração foi em São Petersburgo. Capitão da seleção campeã em 1994 e treinador do time que fracassou em 2010 e na preparação para a Rússia, Dunga ficou radiante. E, coisa rara, abriu um largo sorriso.

Zé Corneta. Corinthians: Rodriguinho, Pedrinho, Marquinhos, Juninho, Thiaguinho… e Timinho.

Semideus. Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo… com muito churrasco queimado e maionese estragada. Um dos ‘bichos-papões’ da Copa da Rússia, o Brasil ficou pelo meio do caminho, a exemplo de Argentina, Uruguai, Colômbia e Peru. Ou seja, os europeus mostraram aos sul-americanos que apenas nome e passado vitorioso não reinam mais no esporte bretão. Há que se ter disciplina tática, humildade e organização, como a pequena grande Croácia. E menos teimosia. O ‘professor’ Tite deve continuar, mas precisa deixar de lado o chatíssimo ‘titês’, apagar o fantasma de semideus.

Sugismundo Freud. A melhor comida é a que está na mesa.

Dono da bola. A mamãe Fifa confirmou que o novo rei da bola será conhecido em 24 de setembro. O desempenho na Copa da Rússia terá papel importante no julgamento. Um grupo de ex-atletas e ‘professores’, como o fofo Ronaldo e Parreira, vai elaborar uma lista preliminar com vários nomes. A votação começará no dia 23, uma semana depois do Mundial. Torcedores, jornalistas, capitães e treinadores de seleções participarão da escolha.

Caiu na rede. Se o Brasil vencesse a Copa, o Neymar iria beber até ficar de pé

Gilete press. De Jorge Nicola, no ‘Yahoo’: “A CBF terá de esperar mais alguns dias para saber se Tite permanecerá à frente da seleção ou não. O treinador decidiu se dar um período de férias ao lado da família – o destino e a duração do descanso estão sendo mantidos em sigilo. Somente depois da viagem, Ztite pretende se sentar com o futuro presidente da CBF, Rogério Caboclo, para definir se fica. Ele já tem, há mais de um mês, proposta para renovar até a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Tite soma 26 jogos, com 20 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas.” Charminho?

Tititi d’Aline. Na contramão do tsunami de críticas ao desempenho do menino Jesus, o fofo Ronaldo saiu em defesa do atacante, ‘perfeito taticamente por ter dado equilíbrio ao time, só faltou o gol’. Detalhe: a Octagon, empresa de marketing esportivo, administra a carreira do ex-palmeirense.

Você sabia que… o campeão da Copa levará na bagagem US$ 38 milhões (R$ 148 milhões), US$ 3 milhões a mais que os alemães em 2014?

Bola de ouro. Javalis Selvagens. Os verdadeiros campeões mundiais.

Bola de latão. Júnior Dutra. Depois de inesquecíveis 22 partidas pelo Corinthians, com direito a três gols, o atacante de 30 anos recebeu sinal verde para acertar com o Fluminense. A Fiel vibrou como se CR7 estivesse chegando à velha Fazendinha.

Bola de lixo. Amarelinha desbotada. Não se trata de soberba nem de vira-lata com complexo de pastor alemão: Tite & Cia. levariam o hexa se o time jogasse um tostão a mais de bola. O nível técnico da Copa é dos mais baixos. Nenhuma seleção empolgou para valer.

Dúvida pertinente. Neymar, o Peter Pan de chuteiras?

O que você achou? jr.malia@bol.com

Allons enfants de la Patrie: França despacha Bélgica e briga pelo bi depois de duas décadas

O tempo passa, a bola rola e a França mantém a freguesia: tchau Bélgica pela terceira vez numa Copa do Mundo, repetindo a história de 1938 e 1986.

Les Bleus venceram por 1 a 0, gol de Umtiti (foto) no início do segundo tempo, em São Petersburgo, e poderão faturar o bi duas décadas depois da coça (3 a 0) dada nos brasileiros em Paris, com Zidane estraçalhando o canarinho.
Dificilmente a equipe do ‘professor’ Tite passaria pela França, caso tivesse derrotado a Bélgica. Fora os talentos individuais, Les Bleus tem um excelente espírito de conjunto. Um por todos e todos ‘pour une victoire’.

A Marselhesa vai tocar novamente numa final. Depois de 1998, os acordes do hino francês ecoaram em 2006, na Alemanha – a seleção perdeu da Itália nos pênaltis, jogo em que Zidane deu uma cabeçada no zagueiro Materazzi.

França e Bélgica disputaram um bela semifinal. Só não saíram mais gols porque Lloris e Courtois pegaram muito.

O garoto Mbappé foi um dos destaques da França, muito bem armada pelo ‘professor’ Didier Deschamps, campeão mundial em 1998.

Também brilharam Griezmann, Pogba e o incansável baixinho Kanté. O mais fraco foi Giroud, que perdeu boas chances de se consagrar e correr para o abraço na Rússia, o que não aconteceu até agora.

Na Bélgica, além de Courtois, outras feras foram De Bruyne e Hazard. Já o tanque Lukaku, que ajudou a fuzilar a amarelinha desbotada nas quartas de final, empacou na eficiente marcação francesa.

Pela primeira vez desde 1990, uma seleção que despachou o Brasil não jogará a final. Conseguiram o feito Argentina/90, França/06, Holanda/10 e Alemanha/14.

O adversário de Mbappé & Cia. será conhecido nesta quarta, no duelo entre Croácia e Inglaterra. A decisão da Copa ocorrerá em Moscou, domingo, às 12 horas.
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Pitaco do Chucky. Neymar, ame-o ou torça para o Panamá.

Halla Madrid. Foi bom enquanto durou: o gajo Cristiano Ronaldo confirmou o que todos já sabiam, trocou o Real Madrid pela Juventus de Turim. O atacante foi negociado por 105 milhões de euros (R$ 473 milhões), jogador mais caro da história do futebol italiano – superou o hermano Higuaín, comprado pela própria Juve, em 2016, por 90 milhões de euros junto ao Napoli. CR7 deverá receber 30 milhões de euros (R$ 135 milhões) por temporada na Velha Senhora. As ações do clube italiano subiram mais de 5% após o anúncio do negócio.

Halla Madrid 2. CR7 defendeu o Real Madrid durante nove anos. Marcou 451 gols em 438 jogos. Ganhou 16 títulos, entre os quais quatro Champions, as últimas três consecutivamente. Também faturou três vezes o Mundial de clubes da mamãe Fifa (2014/16/17) e duas o Campeonato Espanhol (2011/12 e 2016/17), além de Copa do Rei, Supercopa da Espanha e Supercopa Europeia. Com a camisa do Real, foi coroado o rei da bola em 2013/14/16/17.

Zé Corneta. Tite, o canto da sereia desafinou: estrategista sem estratégia.

Negócio da China. Há pouco menos de um ano, o Barcelona surpreendeu o mundo do ludopédio com a contratação do brasileiro Paulinho. Pagou 40 milhões de euros (R$ R$ 150 milhões à época) ao Guangzhou Evergrande. O time catalão fixou a multa em 120 milhões de euros (R$ 460 milhões). O ex-corintiano entrou para a história como o quarto jogador mais caro do clube. Neste fim de semana, o time catalão voltou a deixar o mercado com um elefante boiando na paella: emprestou Paulinho ao… Guangzhou Evergrande por uma temporada. De graça. Depois, se os chineses desejarem recomprar o brasileiro terão de desembolsar 50 milhões de euros (R$ 230 milhões). Paulinho deverá receber 14 milhões de euros (R$ 64 milhões) no Guangzhou, nove milhões a mais do que embolsava no Barcelona. O meio-campista disputou 49 jogos pela equipe espanhola e marcou nove gols.

Pai Jeová. Neymar continuará alimentando a mídia até o interesse cair.

Herança. O Urubu decidiu voar no ótimo exemplo dado pelos japoneses, que limpam o estádio após a partida. O Rubro-negro fechou acordo com uma empresa de reciclagem para recolher o lixo no ‘new Maraca’ depois de um jogo. As primeiras experiências indicaram que 12,5 toneladas de lixo foram deixadas pelos torcedores em cinco embates e a metade foi reciclada.

Sugismundo Freud. Atrás de uma desculpa quase sempre se esconde uma mentira.

Zapping. O ibope da plim plim murchou após a eliminação da amarelinha desbotada da Copa. Suécia x Inglaterra cravou apenas 16,6 pontos. Uma semana antes, França x Argentina havia marcado 26. Uma queda de 36%. Cada ponto na grande Pauliceia entregue à bandidagem corresponde a 71,5 mil domicílios sintonizados.

Dona Fifi. O fofo Ronaldo anda acabrunhado pelos estúdios da plim plim na Copa. Sua noiva, a modelo Celina Locks, voou para Paris a fim de participar do desfile de Julien Fournié. A loira prometeu voltar aos braços do amado antes da final do Mundial.

Garoto-propaganda. O ‘professor’ Gareth Southgate virou ícone da moda. O treinador da seleção inglesa impulsionou a venda de jaquetas da equipe no Reino Unido. De acordo com um porta-voz da rede de lojas Marks and Spencer, fornecedora de roupas do time, a comercialização da jaqueta cresceu 35% depois que o técnico passou a usá-la. O enxoval oficial da seleção pode ser adquirido por US$ 350 (R$ 1.400). Só a jaqueta custa US$ 85 (R$ 340).

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Argentinos falam que ‘Maradona és más grand que Pelé’. No dia que o Maradona pegar a Xuxa a gente conversa!

Gilete press. De Athos Moura, no ‘Globo’: “A deputada Luiza Erundina (PSOL/SP) apresentou um projeto de lei para dar à tenista Maria Esther Bueno o título de patrona do tênis no Brasil. Maria Esther já está no hall da fama do tênis desde 1978. Em 2000 foi considerada a maior tenista das Américas de todo o século 20. Ao todo, ela teve 589 títulos na carreira.” Ace!

Tiro livre. SUS ou plano funerário, a dúvida de apenas 99% dos brasileiros.

Tititi d’Aline. Coelho mineiro em festa: Ministério da Cultura autorizou a captação de R$ 11 milhões para a construção do museu do clube. Contará a história do América e terá um banco de dados com informações culturais e esportivas. O projeto está pronto há um ano. O museu funcionará na sede do clube.” Bola dentro.

Você sabia que… uma seleção europeia ganhará pela quarta vez consecutiva uma Copa?

Bola de ouro. Sampaio Corrêa. A equipe levantou a ‘Orelhuda’ do Nordeste. No primeiro jogo da final, derrotou o Bahêa por 1 a 0. E no segundo, em Salvador, garantiu o ‘oxo’. A torcida invadiu o aeroporto de São Luís para receber o heróis.

Bola de latão. Flamengo. Levou uma tremenda bordoada fora de campo. A 3ª Câmara Cível do Rio não reconheceu o pedido do clube para cancelar uma dívida de R$ 100 milhões com o ISS, o imposto municipal.

Bola de lixo. Edu Gaspar. O coordenador da amarelinha desbotada pisou feio na casca de banana ao tentar defender o atacante Neymar. Atacou de advogado do diabo e alimentou mais críticas ao comportamento do atleta.

Bola sete. “Faltou liderança ao time brasileiro. A partir do momento que você começa a trocar o capitão não tem respeito de ninguém. Quanto ao Neymar, faltou conversar e dar uma dura nele. Fiz isso quando ele teve aquela briga com o Dorival Júnior no Santos. Eu coloquei o Neymar numa sala e cobrei uma postura, porque era a nossa referência” (do meia Marquinhos, do Avaí – é vero).

Dúvida pertinente. É Andrés Sanchez ou Andrés ‘Desmanches’?

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Tite deve continuar, mas precisa colocar a teimosia para escanteio. Não existe semideus

CBF quer dar mais quatro anos a Tite; comissão da Seleção gosta da ideia
‘Professor’ Tite deve continuar no comando, mas com outra mentalidade

Que o ‘professor’ Tite abusou da teimosia, não se discute. Que em alguns momentos se sentiu um semideus, também. Mas não deve ser crucificado pelo fracasso da amarelinha desbotada na Copa da Rússia. É o melhor treinador do país. Disparado.

O Circo Brasileiro de Futebol precisa convencê-lo a permanecer no comando da equipe até o Mundial do Catar, em 2022. Tite não pode ser degolado como Carlos Alberto Parreira (2006), Dunga (2010) e Felipão (2014).

Marinheiro de primeira viagem numa Copa, certamente ele vai tirar lições importantes do tropeço. Por exemplo: relutância e pragmatismo são merecedores de crédito somente até a página três. Caso persistam, dificilmente deixam de transformar-se em burrice, num caminho para o precipício.

O menino Jesus completou mais de 450 minutos sem balançar a rede como centroavante intocável. Tite também apostou em Marcelo, que vinha de uma lesão e sentiu a paralisação.

O lateral falhou no segundo gol da Bélgica ao adotar a ‘tática do jacaré’, marcando De Bruyne apenas com os olhos. Filipe Luis havia entrado no lugar do craque do Real Madrid em duas partidas e jogado bem.

Outro absurdo: manteve Fernandinho até o final da partida. Marcado por uma péssima atuação no histórico vexame dos 7 a 1 da Copa de 2014, ele fez gol contra no início do jogo e ficou mais perdido em campo que chinelo de bêbado. No segundo tento da Bélgica, Fernandinho teve duas oportunidades de parar o tanque Lukaku, mas não conseguiu.

Tite fez um ótimo trabalho nas eliminatórias, porém pareceu perdido em suas convicções na hora de a onça beber água. Convocou atletas de qualidade discutível, como Taison e Fagner, deixando de fora jogadores como Luan e Arthur, do Grêmio. Permitiu ainda que os familiares dominassem a concentração, além de não ter conseguido domar o craque Neymar, mais preocupado em roubar a cena.

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Pitaco do Chucky. Amarelinha desbotada, uma cópia do ‘professor’ Tite nas entrevistas: chata e teatral.

Roletrando. Não está nada fácil a vida de Neymar longe da bola. Nos momentos de folga, curte a primeira-dama Bruna Marquezine ou adoça o café no bule com milhares de reais. Com 16 patrocinadores, é o bambambã da propaganda entre todos os jogadores da Copa. De acordo com a empresa de marketing Sportcal, ele fatura US$ 39,2 milhões (R$ 150 milhões). De quebra, ainda belisca R$ 225 milhões por ano no Paris Saint-Germain. O valor médio de um post de Neymar nas redes sociais custou R$ 3 milhões no ano passado. Atrás do brasileiro, em faturamento publicitário, aparecem Cristiano Ronaldo (US$ 36 mi) e Messi (US$ 33 mi).

Zé Corneta. O chororô da mídia caolha deu azia em sal de fruta depois da eliminação da amarelinha desbotada. O ‘jornalão’ da TV parecia mergulhado em um funeral.

Esta é sua vida. O Facebook resolveu entrar de cabeça no futebol. A rede social pretende produzir uma série com o gajo Cristiano Ronaldo. Ela abordaria a carreira do craque. Segundo a ‘Variety’, o atacante receberia US$ 10 milhões por 13 episódios. CR7 é um dos jogadores mais populares no Facebook, com mais de 120 milhões de seguidores.Entre os produtores estaria a Religion of Sports, de Tom Brady, marido da modelo brasileira Gisele Bündchen e pentacampeão da NFL.

Tiro livre. Brasil tchau, Brasil tchau, Brasil tchau tchau tchau.,

Por una cabeza. O presidente da AFA, Claudio Tapia, e o ‘professor’ Jorge Sampaoli estão bem na fita… do inferno. De acordo com pesquisa encomendada pelo jornal ‘La Nacion’, 87% dos hermanos soltariam fogos se o cartola renunciasse ao cargo, enquanto 86% dançariam freneticamente um tango se o treinador deixasse a seleção.

Sugismundo Freud. Malandro é quem não cria expectativa.

Adiós muchachos! A armada argentina desembarcou com cinco ‘professores’ na Rússia, mas não sobrou ninguém para contar história. Ricardo Gareca (Peru), Hector Cúper (Egito) e Juan Pizzi (Arábia Saudita) foram os primeiros a cair fora, na fase de grupos. José Pekerman (Colômbia) e Jorge Sampaoli (Argentina) dançaram nas oitavas. A memorável campanha: uquatro vitórias, 11 derrotas e dois empates. As equipes marcaram 18 gols e tomaram 27.

Zapping. A Copa do Mundo turbinou o ibope da plim plim. A média diária nacional de audiência cresceu quatro pontos desde o pontapé inicial na Rússia. Pulou de 13 para 17 pontos. Apenas o programa ‘Central da Copa’, apresentado por Tiago Leifert, subiu no telhado.

Arigatô. Os japoneses partiram da Rússia, mas deixaram duas lições inesquecíveis à Copa. Nas arquibancadas, após cada partida, os torcedores recolheram o lixo, exemplo seguido por senegaleses e brasileiros; depois da partida com a Bélgica, quando foram eliminados por 3 a 2, os jogadores limparam o vestiário e deixaram uma mensagem de ‘obrigado’.

Alô, você. Pesquisa do Instituto Locomotiva indicou que o brasileiro é mesmo doente por um celular: 85% assistem aos jogos da Copa pela TV, mas não ‘encostam’ o aparelho durante as partidas. Outros se ligam nas redes sociais ou num computador.

Roda pião. Tira, põe, deixa ficar: se cumprir o contrato de quatro temporadas com o Los Angeles Lakers, LeBron James entrará para a história como o jogador mais bem pago da NBA. A fera já ganhou US$ 233,9 milhões (R$ 901 milhões) em 15 temporadas. Se chegar até o fim do acordo com os Lakers, LeBron atingirá US$ 387,9 milhões (R$ 1,5 bilhão). Ele receberá US$ 154 milhões (R$ 594 milhões) nos Lakers. Atualmente, o líder do ranking é Kevin Garnett, ex-ala-pivô do Minnesota Timberwolves, Boston Celtics e Brooklyn Nets: US$ 334,3 milhões (R$ 1,28 bilhão). Em segundo aparece Kobe Bryant, um dos maiores ídolos dos Lakers. Faturou US$ 323,3 milhões (R$ 1,24 bilhão).

Dona Fifi. A Conmebol decidiu adotar o árbitro de vídeo a partir das quartas de final da Libertadores e da Sul-americana, além da decisão da Recopa.

Gilete press. De Marluci Martins, no ‘Globo’: “Um dos heróis da conquista do tri de 70, Jairzinho, o Furacão, viaja para a Rússia somente no dia 13, antevéspera da final da Copa, graças a um convite da Fifa. O reconhecimento, porém, lhe traz uma triste constatação: ‘A CBF nem lembra que eu existo’, desabafa. Fala mais, Jairzinho: ‘Mas, como vou ficar magoado com a CBF, que não sabe que existo, se sou reconhecido pela maior entidade de futebol do mundo? Deixa pra lá. Serei homenageado pela Fifa como o único jogador que fez gol em todas as partidas de uma Copa’.” Já a cartolagem se esbalda pela Rússia às custas do Circo Brasileiro de Futebol.

Tititi d’Aline. O saudoso e nefasto Carlos ‘Rolando Lero’ Nunes, 76 anos, revelou aos mais chegados que deverá lançar um livro contando os bastidores dos Jogos do Rio, em 2016. A obra abordará desde a candidatura até a organização da Olimpíada. Em outubro do ano passado, o ex-presidente do COB (caixinha, obrigado Brasil) foi preso sob a acusação de participar do esquema de compra de votos para a Cidade Maravilhosa das balas voadoras receber os Jogos, que custaram R$ 40 bilhões. Mais um Pinóquio nas livrarias.

Você sabia que… a mamãe Fifa distribuiu US$ 16 milhões (R$ R$ 62,5 milhões) a cada seleção classificada para as quartas de final?

Bola de ouro. Europeus. Deitaram e rolaram sobre os magnânimos representantes da América do Sul. Deram um banho na Rússia.

Bola de latão. Mídia caolha. Com raríssimas exceções, a cobertura da Copa é de uma incrível pobreza jornalística. Tanto que o Canarinho Pistola e o russo com olhar sinistro viraram grandes personagens. Já boa parte dos repórteres anda mais preocupada em aparecer nas redes sociais.

Bola de lixo. Amarelinha desbotada. Falso brilhante. Em nenhum momento empolgou na Rússia. Filé mignon apenas nas eliminatórias sul-americanas.

Bola sete. “A derrota poderia ser maior e tinha pinta de 7 a 1, placar da vergonhosa derrota para a Alemanha no Mundial de 2014. O trio belga formado por Lukaku, Hazard e De Bruyne fez o que quis no primeiro tempo com a defesa brasileira, que havia tomado apenas um gol no Mundial” (da ‘Folha de S.Paulo’ – é vero).

Dúvida pertinente.. A Copa está nivelada por baixo?

 

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