Mata-mata da Copa América é um show de horrores; Peru também se classifica nos pênaltis

Gallese defende o pênalti cobrado por Luis Suárez

E o show de horrores das quartas de final da Copa América prosseguiu em Salvador. Depois da amarelinha desbotada e do Chile, chegou a vez de o Peru garantir a classificação na marca da cal. Após ‘oxo’ no tempo normal, derrotou o Uruguai por 5 a 4 nos pênaltis. Luis Suárez perdeu a cobrança.

Brasileiros e chilenos também não saíram do zero contra paraguaios e colombianos, respectivamente. Apenas Messi & Cia. correram para o abraço diante da Venezuela (2 a 0). Ou seja, em 270 minutos, nenhum mísero golzinho, apesar da presença de alguns badalados atacantes em campo – Firmino, Gabriel Jesus, James Rodríguez, Falcao, Alexis Sanchez, Guerrero, Cavani e Luis Suárez.

Desde que o atual formato do torneio passou a figurar, em 1993, as quartas de final não eram tão pobres em gols. As piores marcas pertenciam as edições de 2011 e 2015, com sete tentos cada.

O jejum de gols se reflete na artilharia: ninguém se destacou até o momento. Dez jogadores dividem as glórias de artilheiro com… apenas dois gols, entre os quais os brasileiros Everton Cebolinha e Philippe Coutinho.

As semifinais começarão com Brasil x Argentina, na próxima terça, às 21h30, no Mineirão. Já Chile e Peru jogarão na quarta, também às 21h30, no estádio do Grêmio.

Uma das favoritas ao caneco, a equipe uruguaia decepcionou contra o Peru, no estádio da Fonte Nova (18.083 pagantes/R$ 3.134.820; 3.097 entraram no peito). A Celeste foi um pouco superior, mas não o suficiente para merecer o triunfo ao longo dos 90 minutos.

O Uruguai chegou a marcar três gols, anulados corretamente pelo VAR. No primeiro tempo, Arrascaeta estufou a rede, porém Nandez estava impedido no início da jogada. Na etapa final, Cavani e Suárez também marcaram em situação irregular. Sua senhoria, o brasileiro Wilson Pereira Sampaio, e os bandeirinhas Rodrigo Figueiredo e Kleber Gil realizaram um bom trabalho.

Do primeiro ao último minuto, houve muita disputa e pouca bola. A burocracia prevaleceu em um jogo truncado e chato. Nem ‘uhhh’ a galera gritou. Na reta final, o Peru se fechou à espera dos pênaltis, comemorado pela torcida, porque finalmente haveria momentos de emoção.

Luis Suárez abriu a série, bateu à meia altura e o goleiro Gallese defendeu sem muita dificuldade. Depois, todos balançaram a rede: Guerrero, Cavani, Ruidíaz, Stuani, Yotún, Bentancur, Advíncula, Torreira e Flores, na última cobrança. Placar final: 5 a 4.

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Pitaco do Chuky. Marcelo Álvaro Antonio: ministro do Turismo e maior produtor de laranjas do país.

Incompetência. Se não bastassem os preços mais salgados que bacalhau de terceira, os gramados esburacados e o nível técnico mais fraco que leite C, a logística da Copa América é um exemplo de imprestabilidade. O Chile conheceu de perto o fantástico mundo louco do trânsito de São Paulo: chegou atrasado para a partida com a Colômbia. O jogo começou 20 minutos depois da hora programada.

Zé Corneta. Nada como morar na paradisíaca ilha da fantasia do mestre Tattoo: Bozo e Doria brigam pela bandeirada do GP Brasil de Fórmula 1.

Holanda despacha italianas… Com gols de Miedema e Van der Gragt, a seleção holandesa derrotou a Azzurra por 2 a 0 e alcançou um feito inédito na Copa do Mundo feminina: pela primeira vez chegou às semifinais do torneio. Depois de um primeiro tempo pouco eficiente, a Holanda tomou conta do confronto na etapa final e mereceu a classificação. A campanha holandesa é histórica, já que é sua segunda participação em Mundiais. Há quatro anos, a equipe sucumbiu nas quartas de final. A Itália também merece elogios. Depois de duas décadas sem disputar uma Copa, passou em primeiro no grupo que tinha Brasil e Austrália.

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… e vai pegar a Suécia. Franco atiradora, a seleção sueca (foto) derrotou a favorita Alemanha por 2 a 1, de virada, em Rennes. As alemãs dominaram o início da partida e saíram na frente com um gol de Magull. Aos poucos, as bicampeãs começaram a sentir os efeitos do calor (mais de 30 graus) e a Suécia empatou com Jakobsson. Na segunda etapa, Blackstenius garantiu a classificação. Suecas e holandesas decidirão uma vaga na final em Lyon, quarta-feira. Na mesma cidade, um dia antes, jogarão Estados Unidos e Inglaterra. Enquanto as inglesas sonham com a primeira vez numa decisão, as americanas correm atrás do tetra.

Sugismundo Freud. Liderar não é impor, mas despertar nos outros a vontade de fazer.

Bye-bye, Vadão. Artilheira e uma das líderes da seleção feminina, Cristiane abriu o jogo: o Circo Brasileiro de Futebol precisa cair na real e convidar ex-jogadoras para assumir o comando da equipe. Chega de Vadão! A atacante até sugeriu dois nomes, Sissi e Simone Jatobá, que defenderam a seleção por muito tempo. ‘A Sissi mora nos Estados Unidos Unidos e tem muito prestígio. A Simone é a única treinadora que tem licença A da Uefa. Mas precisa deixar trabalhar, as coisas acontecerem’, explicou Cristiane. E a longo prazo.

Bandeirada. Do deputado federal Alexandre Frota, do PSL, sobre a vontade de Bolsonaro em construir uma pista no Rio para o GP de Fórmula 1: “Ele deseja um autorama para brincar com os filhos e Olavo de Carvalho”. Muy amigo.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Gramado da Arena do Grêmio detona desempenho da seleção de Tite: ‘É absurdo, inconcebível’.

Zapping. O Esporte Interativo mandou para o espaço mais dois programas que eram apresentados no Space: ‘De Placa’ e ‘+90’. Há um mês, rifou ‘No Ar com André Henning’. A ideia é investir pesado na Champions e no Brasileirão.

Gilete press. De Lauro Jardim, no Globo: “A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio manteve a decisão que determinava à CBF pagar a Coca-Cola uma multa milionária pela rescisão do contrato de patrocínio da seleção, em 2001. Na ocasião, a Coca foi trocada pela Ambev. Em 2006, data da primeira condenação da CBF, o valor a ser pago era de R$ 10 milhões. Hoje, a multa atualizada deve rondar R$ 80 milhões. Ainda há o pedido de perdas e danos feito pela Coca. Mas, neste caso, caberá ao STJ arbitrar o valor a ser pago.” Sabor amargo.

Dona Fifi. Acredite se quiser: os fracassados Marco Aurélio Cunha (coordenador) e Vadão (treinador) querem continuar à frente da seleção feminina.

Tititi d’Aline. Os sanguessugas da Conmebol festejam: os ingressos mais ‘baratos’ (R$ 190, R$ 290 e R$ 390) para o jogo da amarelinha desbotada contra a Argentina, no Mineirão, pelas semifinais da Copa do Brasil, estão esgotados. Restam bilhetes de R$ 590. Também há entradas para o setor VIP bem acessíveis: variam entre R$ 2.090 e R$ 4.790. O tira-teima será na terça.

Você sabia que… a seleção brasileira disputou o primeiro jogo no Mineirão em 7 de setembro de 1965, na vitória por 3 a 0 sobre o Uruguai, em um amistoso?

Bola de ouro. Cavani. O uruguaio de 32 anos é um craque dentro e fora de campo. O atacante enlouquece os zagueiros e trata a galera com inacreditável atenção, um comportamento bem diferente de outras estrelas do ludopédio. Sempre encontra tempo para dar autógrafo e tirar selfie. Por onde passa, deixa um vazio de humildade.

Bola de latão. Gabriel Jesus. Xodó do ‘professor’ Tite, o atacante completou 625 dias sem correr para o abraço em jogo oficial da amarelinha desbotada. O menino Jesus balançou as redes pela última vez em 11 de outubro de 2017. Assinalou o segundo e o terceiro gols da vitória por 3 a 0 sobre o Chile, pelas eliminatórias da Copa. Totaliza 657 minutos e uns quebrados sem marcar.

Bola de lixo. Copa América. A cada rodada, uma certeza: o torneio só é útil para a Conmebol encher o cofre. Não acrescenta nada ao esporte. Apenas os engravatados de colarinho branco se satisfazem com as mordomias.

Bola sete. “Nivelados por baixo, Brasil e Argentina duelarão pela vaga na final da Copa América” (de Mauro Cezar Pereira, na ESPN – fato).

Dúvida pertinente. ‘Professor’ Tite ou Messi, quem precisa mais da Copa América?

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Cebolinha é o caminho para a torcida cantar ‘don’t cry for me, Argentina’ no Mineirão

Argentinos tentam bloquear chute de venezuelano

Era tudo que o ‘professor’ Tite e os jogadores da amarelinha desbotada não queriam: os hermanos como adversários nas semifinais da Copa América. Messi & Cia. carimbaram a classificação com uma vitória sobre a Venezuela por 2 a 0, gols de Lautaro Martinez e Lo Celso, no ‘new Maraca’ (42.495 pagantes/R$ 9.198.480; 7.599 entraram de graça).

Brasileiros e argentinos decidirão na próxima terça uma vaga na final. O duelo será no Mineirão, palco do maior vexame da história do esporte bretão nacional, a humilhante derrota para a Alemanha por 7 a 1, nas semifinais da Copa do Mundo de 2014. Pela primeira vez Brasil e Argentina se cruzarão num mata-mata desde a decisão da Copa América de 2007 – a seleção brasileira ganhou por 3 a 0.

Os hermanos mostraram contra os venezuelanos que não atravessam um grande momento, a exemplo da equipe de Tite. E Messi continua devendo. Mas pode explodir a qualquer momento. É capaz de carregar o time nas costas. Nada é impossível para um gênio. Tem ainda Agüero, Lautaro Martinez, Dybala e Di Maria.

A defesa é o ponto fraco. Se Everton Cebolinha estiver numa noite inspirada, será um Deus nos acuda na zaga argentina. Improvisado na lateral direita, o zagueiro Foyth é um convite a grandes emoções. Tagliafico na esquerda também é pouco confiável. Paredes é o destaque do meio de campo.

Para superar a Venezuela, a Argentina adotou a mesma tática aplicada nos 2 a 0 contra o Catar: pressionar desde o início a fim de mar. car um gol e jogar mais tranquila. Deu certo novamente. Aos 9 minutos, Lautaro Martinez desviou de letra um chute de Agüero. Segundo tento tomado pelos venezuelanos no torneio.

Em vantagem, a Argentina adotou o 4-4-2 e começou a explorar os contragolpes. A Venezuela pouco ameaçou. No segundo tempo, após a entrada do santista Soteldo no lugar do zagueiro Mago e a passagem do volante Herrera para a zaga, os venezuelanos cresceram. Porém, insistiram demais nos cruzamentos. Também pararam em boas defesas de Armani.

Aos 28, quando a Venezuela dominava a partida, Lo Celso nocauteou o inimigo. Agüero chutou fraco, o goleiro Fariñez ‘bateu roupa’ e o volante completou para a rede. A Venezuela se perdeu e só não tomou mais gols porque os hermanos desperdiçaram boas chances.

O embate terminou com mais posse de bola da Venezuela (53% a 47%), mas menos finalizações (6 a 13) e chances reais de gol (2 a 5).

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Pitaco do Chucky. Everton Cebolinha, o futebol moleque está de volta.

Bola ou coelho? O hermano Messi voltou a detonar os gramados da Copa América após a vitória sobre a Venezuela no ‘new no Maraca’. Depois de detonar o campo do Grêmio, o craque espinafrou o templo da bola nacional: ‘A bola parece um coelho. Ela quica para todos os lados. Fica difícil controlar.’ Segundo o astro, é uma vergonha organizar jogos para ‘campos tão ruins. Não dá para jogar.’ Sobre o confronto com a amarelinha desbotada, foi rápido no gatilho: ‘É difícil apontar um favorito. Será um jogo igual como todo Brasil x Argentina.’

Zé Corneta. Pior que o tico-tico sem fubá da amarelinha desbotada só o blá-blá-blá de Tite para justificar o mau futebol.

Tite ‘condenado’. O ‘encantador de serpentes’ da amarelinha desbotada está no bico do corvo. Nada menos que 38% dos torcedores consideraram ruim/péssimo o trabalho do ‘professor’ Tite na vitória sobre o Paraguai nos pênaltis (4 a 3), de acordo com pesquisa do Globo.com. Já 26% acharam bom/ótimo e 36% razoável. A atuação de Firmino também não agradou: 49% de ruim/péssimo, 14% de bom/ótimo e 37% de razoável. O goleiro Alisson foi o bambambã do embate com os paraguaios, com 92% de bom/ótimo, seguido por Cebolinha e Thiago Silva, com 80% de bom/ótimo.

Sugismundo Freud. O medo é um péssimo conselheiro.

Americanas avançam. Com dois gols da líder Megan Rapinoe, a seleção dos Estados Unidos derrotou a França por 2 a 1, no Parque dos Príncipes, pelas quartas de final da Copa do Mundo. A gigante Renard descontou para as francesas. Nas semifinais, as americanas jogarão contra as inglesas, que eliminaram a Noruega (3 a 0). O jogo será na próxima terça, as 16 horas, em Lyon. Rapinoe repetiu que, se o time ganhar o caneco, não irá ao encontro do presidente Trump na Casa Branca. Pela oitava vez em oito torneios o time americano fica pelo menos entre as quatro primeiras seleções do torneio. A equipe soma três títulos, o último em 2015, no Canadá. Os outros semifinalistas serão conhecidos neste sábado, com os duelos Itália x Holanda e Alemanha x Suécia.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Tem mais uma substituição? Troca o Tite pelo Renato Gaúcho.

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, no Uol: “Transformado em uma espécie de ponta-direita, Gabriel Jesus, camisa 33 em seu clube, o Manchester City, aos 33 minutos de peleja [com o Paraguai] chegou a 10 horas sem marcar um gol sequer em jogo oficial. Sim, 600 minutos de jejum. Inacreditável se tratando de um centroavante, de alguém que veste o fardamento número 9 de Reinaldo, Careca, Ronaldo, Adriano e Fred, entre outros. Sua ineficiência como artilheiro é o retrato da equipe.” Acorda, Tite!

Tititi d’Aline. Contratado por R$ 15 milhões em abril de 2018, o atacante Everton sofreu mais uma lesão no soberano São Paulo. Pela sexta vez, o jogador colocou o chinelinho. Deverá perder cinco jogos, totalizando 20 desde que aterrissou no Morumbi. Entre 2016 e 2018, Everton visitou sete vezes o departamento médico do Flamengo. Ficou fora em 36 partidas. Um craque de vidro.

Você sabia que… o PSG renovou contrato com a Nike até 2032 por 80 milhões de euros (R$ 345 milhões) anuais?

Bola de ouro. Cori Gauff. Aos 15 anos, a tenista americana entrou para a história como a mais nova a classificar-se para a chave feminina de Wimbledon. Ela ocupa o 301º lugar no ranking da WTA. Gauff ganhou o US Open juvenil de 2017, aos 13 anos, e o Aberto da França em 2018.

Bola de latão. Grêmio. O gramado (???) do estádio do imortal está um lixo. A redondinha corre muito melhor em um pasto.

Bola de lixo. Milan. O Tribunal Arbitrário do Esporte (TAS) excluiu o time italiano da próxima Liga Europa. O Milan descumpriu o fair play financeiro em 2015/16/17. A vaga ficará com o Torino, sétimo colocado do Campeonato Italiano.

Bola sete. “Antigamente, era muito difícil ser chamado de craque. Hoje, basta um jogo para virar ídolo, atrair os holofotes” (do atacante Dagoberto, que se aposentará em dezembro com a camisa do Londrina – é vero).

Dúvida pertinente. Brasil x Argentina: final antecipada?

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Amarelinha desbotada decepciona e só consegue despachar o Paraguai nos pênaltis

Firmino, pouca eficiencia; Gatito, o melhor do Paraguai

Mesmo com um jogador a mais desde o início do segundo tempo (Balbuena foi expulso), a amarelinha desbotada só avançou às semifinais da Copa América nos pênaltis. Venceu o Paraguai por 4 a 3, depois de ficar no ‘oxo’ durante o tempo normal, na Arena do Grêmio – 45.495 pagantes/R$ 10.352.430; 2.716 entraram de graça.

O próximo adversário será o vencedor de Argentina x Venezuela, que acontecerá no ‘new Maraca’, nesta sexta. O ‘menino’ Ney acompanhou o jogo ao lado de Rogério Caboclo, chefão do Circo Brasileiro de Futebol.

O time brasileiro chega às semifinais pela primeira vez desde 2007. Em 2011 e 2015, o time foi eliminado pelos paraguaios nos pênaltis nas quartas de final do torneio. O Paraguai completou 11 jogos sem festejar um triunfo na Copa América, ou quatro anos e três competições. Em 17 partidas na capital gaúcha, a amarelinha desbotada ganhou 15, empatou uma e fracassou apenas uma vez (Argentina 2 a 0, no Beira-Rio, em 1970).

Apostas do ‘professor’ Tite para implodir a retranca do Paraguai, Gabriel Jesus, Firmino e Everton Cebolinha deixaram a deseja. O atacante do Grêmio, endiabrado contra o Peru, esteve apático e perdeu muitas jogadas no mano a mano com o marcador. Só melhorou na reta final da partida.

Apesar de ter mais posse de bola no primeiro tempo (66% a 34%), a amarelinha desbotada praticamente não deu trabalho ao goleiro Gatito Fernández. Ciscou muito e nada de útil apresentou.

Bem marcado, Everton Celinha foi uma presa fácil pela esquerda, o mesmo acontecendo com Gabriel Jesus pela direita. Sempre havia dois para marcá-los. O ‘professor’ Tite chegou a inverter a posição dos dois, sem sucesso.

Como a produção ofensiva pelas laterais era improdutiva, a equipe nacional passou a centralizar as jogadas, para felicidade da retranca comandada por Gustavo Gómez e Balbuena.

O momento mais agudo da partida pertenceu aos paraguaios. Aos 28 minutos, Arzamendia cruzou da esquerda, Derlis González dominou livre na direita, chutou forte e Alisson fez ótima defesa. Ao final da etapa, resultado óbvio: ‘oxo’ e vaias da torcida à precária exibição brasileira.

A amarelinha desbotada voltou do vestiário com Alex Sandro no lugar de Filipe Luís. E partiu para a pressão. Acuou o adversário, mas continuou sem a verticalidade necessária para criar chances de gol.

Aos 9, Firmino foi derrubado por Balbuena e sua senhoria, o assoprador de latinha Roberto Vargas, assinalou pênalti. Os paraguaios chiaram e cobraram o VAR. Depois de consultar a engenhoca, o juiz assinalou falta fora da área e expulsou o zagueiro – era lance de gol.

O Paraguai trocou o lateral Arzamendia pelo zagueiro Valdez. A equipe adotou o 4-4-1. Deixou apenas Derlis González na frente para o que der e vier. Com um a mais, o Brasil simplesmente amassou os paraguaios, principalmente depois da troca do volante Allan pelo meia Willian.

A equipe brasileira começou então a criar inúmeras oportunidades. Porém acertou arrematou mal. Quando acertou o alvo parou nas luvas de Gatito Fernández. Nos minutos finais, Lucas Paquetá apareceu no lugar de Daniel Alves, e Willian acertou uma bomba na trave.

Na marca da cal, justiça a quem procurou jogar um pouco de futebol: Brasil 4 x 3 Paraguai. Alisson pegou a cobrança do palmeirense Gustavo Gomez e o santista Derlis González mandou para fora. Firmino desperdiçou a cobrança. Willian, Marquinhos, Philippe Coutinho e Jesus garantiram a classificação para as semifinais. Que venha a Argentina ou Venezuela! O embate será na terça, no Mineirão.

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Pitaco do Chucky. Brasil mutante: antes, rodoviária era o aeroporto; agora, o aeroporto é a rodoviária.

Muralha brasileira. A zaga da amarelinha desbotada completou quatro jogos sem tomar gol na Copa América. Na verdade, desde o triunfo sobre a República Tcheca por 3 a 1, em março, o Brasil não é vazado – total de 637 minutos e uns quebrados, Sob o comando do ‘professor’ Tite, a equipe jogou 40 vezes e não levou gols em 31 jogos. Tomou 10 no período. Nos nove duelos em que sofreu gol, o time foi vazado duas vezes em uma mesma partida somente uma vez: na derrota para a Bélgica por 2 a 1, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. Tite só foi derrotado outra vez, por 1 a 0, em amistoso com a Argentina, em junho de 2017, na Austrália.

Zé Corneta. Pizza Cebolinha no forno: 60% dos direitos pertencem ao Grêmio, 30% a empresários e 10% ao Fortaleza (R$ 6 milhões irão para a conta do senador Luis Eduardo Girão, do Podemos, ex-presidente do clube).

Festa do interior. Não é fake news! O embate XV de Jaú 1 x 2 União Barbarense, pela penúltima jornada da fase de classificação da quarta divisão do Paulistinha, atraiu 5.064 pagantes ao estádio Zezinho Magalhães, em Jaú. Deixou na poeira duas partidas da Copa América: Bolívia 1 x 3 Venezuela mobilizaram 4.640 testemunhas, e Equador 1 x 1 Japão, 2.106. Local do ‘cemitério’: Mineirão. Duelo do preço (médio) de ingressos: R$ 136 e R$ 143 para os jogos internacionais; R$ 5 para a porfia estadual.

Sugismundo Freud. A teimosia impede a pessoa de encarar novos desafios.

Festa inglesa no Mundial: 3 a 0 na Noruega

Inglesas 100%. Com o ex-jogador David Beckham e a filha Harper nas arquibancadas, a seleção da Inglaterra deu três bicos na Noruega, no Stade Océane, em Le Havre, e avançou às semifinais da Copa do Mundo feminina. A equipe treinada pelo ex-lateral Phil Neville, companheiro de Beckham no Manchester United, chegou à vitória com gols de Scott, White e Bronze. As inglesas têm 100% de aproveitamento: cinco triunfos em cinco embates. Nas semis, terça-feira, a Inglaterra enfrentará o vencedor de França x Estados Unidos, que jogam nesta sexta.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Cebolinha > Neymar. Quem discorda é colorado.

Dedo na ferida. O desabafo de Marta, depois da eliminação brasileira da Copa do Mundo, atingiu em cheio o coração da torcida. Estropiada após aguentar 120 minutos contra as francesas, mesmo sem estar bem fisicamente (se liga Neymar!), a rainha poderia ter aproveitado o embalo para colocar o dedo na ferida. Mostrar que as meninas encontram no Circo Brasileiro de Futebol um dos maiores obstáculos na luta pela sobrevivência em um país machista e homofóbico desde o trono presidencial da ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’. Só agora os engravatados de colarinho branco da casa maldita do ludopédio nacional se mexeram para dar um tostão de ajuda à equipe feminina. Uma vergonha!

Dedo na ferida 2. Mudar não é preciso, é uma obrigação. E que as alterações comecem na base. A seleção sub-17, por exemplo, foi eliminada na primeira fase do Mundial do Uruguai, em 2018. O time sub-20 também caiu fora na etapa inicial, após duas derrotas e um empate. O treinador Doriva Bueno, que assumiu em 2014 e jamais agradou, foi demitido em setembro do ano passado. Bueno disputou três Copas e só conseguiu vencer a portentosa Papua-Nova Guiné, em 2016. Até agora, as meninas da sub-20 estão sem comandante. Ou seja, a renovação apregoada por Marta navega no limbo da incompetência dos cartolas.

Zapping. Por absoluta falta de divulgação do marketing da ESPN, o ‘Bola da Vez’ está sendo engolido pelo ‘Grande Círculo’, do SporTV, um cover com grife.

Gilete press. De Paulo Cobos, no ESPN: “Ele se oferece. Ele precisa se desculpar pela forma como saiu. Ele precisa ganhar menos. Ele precisa tirar ação conta o clube na Justiça. Ele precisa aceitar ser coadjuvante. Cada vez está mais claro que o Barcelona aceita Neymar de volta, mas não sem antes fazer o craque rastejar.” Castigo.

Tititi d’Aline. O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo levou uma pancada da Justiça: teve parte (15%) do salário bloqueado por conta de uma ação de Marcelinho Carioca. O Vasco vai depositar em juízo a grana confiscada. Há três anos, MC venceu VL em processo por dano moral. A dívida gira em torno de R$ 350 mil, com juros e correção. Em um programa de TV, o treinador chamou o ex-corintiano de ‘moleque e safado’. Não cabe recurso.

Você sabia que… a plim plim faturou quase R$ 2 bilhões com patrocínios à Copa América e ao Mundial feminino?

Bola de ouro. Neto. Com passagens por Furacão, Fiorentina, Juventus e amarelinha desbotada, o goleiro de 29 anos foi contratado pelo Barcelona. Assinou por quatro temporadas. O time catalão pagou ao Valencia 26 milhões de euros (R$ 113 milhões). Dependendo de algumas metas, o brasileiro poderá render mais 9 milhões de euros (R$ 39 milhões) ao Valencia.

Bola de latão. São Paulo. Atolado em dívidas, o soberano de CA de Barros e Silva pediu autorização ao conselho para pedir R$ 37 milhões aos bancos. Alguns jogadores não recebem direitos de imagem há mais quatro meses.

Bola de lixo. Conmebol. Garantiu excelentes gramados para a disputa da Copa América, mas o que se vê são tapetes de quinta categoria em vários estádios.

Bola sete. “Não vou à porra da Casa Branca. Como uma americana gay, eu sei o que significa olhar para essa bandeira e não tê-la como símbolo de proteção a sua liberdade. Sou um protesto ambulante. Não canto o hino nem coloco a mão no coração” (de Megan Rapinoe, 33 anos, capitã da seleção dos EUA, sobre a possibilidade de visitar o presidente Trump após a Copa da França – gol de placa).

Dúvida pertinente. Por que 39 e não 40 quilos?

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Páreo duro à vista: amarelinha desbotada pega Paraguai, o filé das quartas de final

Cavani comemora o gol do Uruguai ao lado de Suárez
Cavani e Suarez festejam gol da Celeste, que vai encarar o Peru

A cobra vai fumar no estádio do Grêmio, nesta quinta. A amarelinha desbotada decidirá uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil contra a poderosa seleção do Paraguai, magnânima representante do grupo B.

Os coirmãos chegaram ao mata-mata graças a uma campanha espetacular: dois pontos em nove possíveis. A equipe marcou três gols e tomou quatro. Um currículo sensacional: perdeu da Colômbia (1 a 0) e empatou com o Catar (2 a 2) e a Argentina (1 a 1).

O time paraguaio se classificou como segundo melhor terceiro colocado, beneficiado pelo 1 a 1 entre Equador e Japão, no Mineirão. Navegava em 23% de possibilidades, contra 39% dos japoneses e 38% dos equatorianos.

Desde 1921, o Paraguai participou 32 vezes da Copa América. Soltou o grito de campeão em 1953 e 1979. A seleção eliminou o Brasil nas quartas de final do torneio de 2011. Empatou em 0 a 0 e venceu nos pênaltis (2 a 0). Também ficou no ‘oxo’ com a Venezuela e faturou a vaga na marca da cal (5 a 3). Na decisão, levou chumbo do Uruguai (3 a 0). Detalhe: foi vice sem vencer um jogo.

Quatro anos depois, passou o rodo novamente nos brasileiros nas quartas, com 1 a 1 no tempo normal e 4 a 3 nos pênaltis. Nas semifinais, o Paraguai dançou o tango contra a Argentina, tomando um goleada de 6 a 1.

O ‘professor’ argentino Eduardo Berizzo, ex-Sevilla, Athletic Bilbao e Celta, dirige o Paraguai, 36º colocado no ranking da mamãe Fifa e que não conseguiu se classificar para as duas últimas Copas do Mundo. Berizzo foi contratado para substituir o colombiano Juan Carlos Osorio (saiu depois de cinco meses e apenas um jogo).

Brasileiros e paraguaios se encontraram pela última vez na 14ª jornada das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. A amarelinha desbotada ganhou por 3 a 0, em março de 2017, no Itaquerão, minha casa minha vida.

No empate entre Equador e Japão por 1 a 1, no Mineirão, apenas 2.106 torcedores pagaram ingresso, enquanto 7.623 entraram no peito. A renda foi de R$ 301.525. O valor médio do bilhete atingiu R$ 143. O resultado eliminou os dois times.

Sob a tutela da medíocre Conmebol, equatorianos e japoneses entraram para a história do estádio mineiro: pior público pagante desde a reforma do campo em 2013. A marca mais baixa pertencia a Raposa x Vitória, pela 36ª rodada do Brasileirão de 2018, com 2.421 testemunhas. O embate cravou ainda o pior público da Copa América, superando Bolívia x Venezuela, também no Mineirão, com 4.640 torcedores.

No outro confronto da terceira jornada, o Uruguai derrotou o Chile por 1 a 0, gol de cabeça do ótimo Cavani no segundo tempo. Nada menos que 49.275 espectadores pagaram ingresso e 8.167 entraram no vai da valsa. Total: 57.442 pessoas, melhor público da Copa América. Superou Brasil x Bolívia na abertura, que atraiu 46.342 pagantes. Renda: R$ 11.740.00.

Com o triunfo, os uruguaios fecharam em primeiro no grupo C, com sete pontos, um à frente dos chilenos. Na próxima fase, a Celeste jogará contra o Peru (terceiro do A), e o Chile com a Colômbia (primeiro do B e único 100%).

Roteiro das quartas de final:

Brasil x Paraguai
Quinta-feira
Arena do Grêmio
Horário: 21h30

Venezuela x Argentina
Sexta-feira
Local: ‘new Maraca’
Horário: 16 horas

Colômbia x Chile
Sexta-feira
Local: Itaquerão, minha casa minha vida
Horário: 20 horas

Uruguai x Peru
Sábado
Local: Fonte Nova
Horário: 16 horas

Se brasileiros e argentinos matarem paraguaios e venezuelanos, eles se cruzarão na semifinal. O grande clássico, ou seja, a final antecipada aconteceria em 2 de julho, às 21h30, no Mineirão.

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Classificada, Argentina pode pegar Brasil nas semifinais; Marta & Cia. eliminadas na prorrogação

Argentina: festa e vaga garantida em Porto  Alegre

Pouco importa se foi aos trancos e barrancos. Muito menos se Messi ainda não explodiu como se esperava. Apesar dos secadores de plantão, a seleção da Argentina carimbou a passagem para as quartas de final da Copa América ao derrotar o Catar por 2 a 0, no estádio do Grêmio. Lautaro Martinez e Agüero marcaram os gols. O duelo atraiu a família de Messi e mais 39.100 pagantes (R$ 7.901.700). Entraram de graça 2.290 torcedores. É o maior público da competição em jogos sem a amarelinha desbotada.

Com o triunfo, os hermanos chegaram a quatro pontos e se classificaram em segundo lugar no grupo B, cinco atrás da Colômbia, que bateu o Paraguai por 1 a 0, mesmo com vários reservas. Os paraguaios ficaram em terceiro, com dois. O Catar, atual campeão asiático, terminou na lanterna, com um.

Nas quartas, os argentinos jogarão contra a Venezuela na próxima sexta, às 16 horas, no ‘new Maraca’. Se Messi & Cia. vencerem, poderão cruzar com a amarelinha desbotada, desde que os brasileiros derrotem seu adversário (ainda indefinido), na quinta, em Porto Alegre. O grande clássico, ou seja, a final antecipada aconteceria em 2 de julho, às 21h30, no Mineirão.

Apesar de ter apresentado um futebol apenas regular, com muitos erros na defesa, os hermanos mereceram a vitória sobre o Catar. O primeiro gol saiu aos 3 minutos de jogo. Lautaro Martinez aproveitou uma falha da zaga catari e estufou a rede.

Na etapa final, Agüero matou o inimigo aos 36: o atacante do Manchester City recebeu na intermediária, passou pela marcação e bateu cruzado no contrapé do goleiro Al-Sheeb, adiando as homenagens de ‘Don’t cry for me, Argentina’.

Francesas comemoram um dos gols

Na Copa do Mundo feminina, a seleção brasileira lutou muito contra a favorita França, apoiada por mais de 23 mil torcedores no estádio Océane, em Le Havre, e foi eliminada nas oitavas de final. Marta, Formiga e companhia perderam por 2 a 1. O gol da vitória francesa foi marcado por Henry no segundo tempo da prorrogação. Ao longo dos 90 minutos, Gauvin e Thaísa correram para o abraço.

Nas quartas, a França vai encarar o ganhador de Espanha x Estados Unidos, embate que será realizado nesta segunda. Tricampeãs, as americanas são favoritas.

Debinha foi o destaque da equipe brasileira. Criou boas oportunidades pela esquerda e iniciou a jogada do gol de Thaísa. Na prorrogação, ela já começava a festejar o segundo gol quando uma zagueira tirou a bola em cima da linha.

A centroavante Cristiane, que mandou uma bola na trave, também foi bem. Na França, a dobradinha Diani e Gauvin enlouqueceu a defesa brasileira, principalmente a lateral Tamires.

O confronto marcou a despedida de Formiga, 41 anos, da seleção. A rainha Marta pode seguir o mesmo caminho. Nesta Copa ela não brilhou como de costume, já que enfrentou problemas físicos. O ‘professor’ Vadão deve ser demitido por serviços não-prestados. Antes da Copa, ele perdeu nove amistosos seguidos.

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Pitaco do Chucky. Brasil dividido: de um lado Bozo, ‘a rainha da Inglaterra’; de outro, o Legislativo. E o povo no meio se ferrando.

Meia volta volver. O lateral Daniel Alves voltou aos tempos de Brasil, ame-o ou deixe-o. Após os aplausos da torcida no Itaquerão, minha casa minha vida, o capitão da amarelinha desbotada bradou: ‘Eu já falei que a gente está representando um país. Se você nos vaia, está vaiando o seu país.” Menos, menos… Daniel Alves, 36 anos, também anunciou que está deixando o PSG depois de dois anos, 73 jogos e oito gols. Não revelou o futuro, apenas que deseja permanecer na Europa.

Zé Corneta. ‘Professor’ Tite respira aliviado na casamata da amarelinha desbotada… até quinta-feira.

Panelinha. O pitbull palmeirense Felipe Melo soltou os cachorros no ‘professor’ Tite. O volante detonou o treinador por ignorar o melhor time do país na convocação da amarelinha desbotada. Questiona: como pode uma equipe invicta há 32 partidas no Brasileirão, dona do melhor ataque e da defesa menos vazada em vários torneios, ser ignorada pelo treinador da seleção? FM responde: ‘Tem coisa errada, ou eu não entendo bosta nenhuma de futebol, ou existe um clubismo muito grande lá.’ No alvo.

Sugismundo Freud. Persistência é uma qualidade; teimosia, não.

Na onda. Filipe Toledo mostrou por que é o rei de Saquarena. Ele voou na final contra o sul-africano Jordy Smith e faturou o bi da etapa brasileira do Circuito Mundial de surfe. Vice-campeão em Bells Beach, na Austrália, Filipinho conquistou a primeira vitória na temporada e subiu para a terceira posição do ranking, atrás do americano Kolohe Andino e do havaiano John John Florence. Gabriel Medina parou nas quartas.

Caiu na rede. Fim da linha para o menino Neymar: Galvão Bueno agora só curte Cebolinha, ‘o cara’.

Na bolinha. Aos 37 anos, o suíço Roger Federer segue dando show no tênis. Ele bateu o belga David Goffin por 2 a 0, parciais de 7/6 e 6/1, e sagrou-se campeão do ATP de Halle, na Alemanha, pela 10ª vez. O título conquistado na grama é o 102º da carreira de Federer. Na WTA, Ashleigh Barty conquistou o caneco de Birmingham e garantiu o posto de número 1 do mundo, ultrapassando Naomi Osaka. Ela será a 27ª a ocupar a posição de melhor do circuito, sendo a primeira australiana desde 1976.

Zapping. O narrador Gustavo Villani, do SporTV, bombou nas redes sociais ao sapecar ‘o Peru não consegue colocar a cabeça pra fora’.

Gilete press. De André Rocha, no Uol: “É óbvio que o resultado elástico pautará a análise geral da atuação da equipe de Tite. Desaparecem as críticas vazias de “time sem identificação”, “falta ginga”, “ninguém dribla, é só tática” e, no outro extremo, as entradas de Gabriel Jesus e Everton passam a ser tratadas como a fórmula da transformação. Mas a impressão ainda é de que a goleada ficou maior que o desempenho (…) No país do resultadismo, a goleada impiedosa certamente significará que a seleção está pronta para buscar o título. Não está, mas pode ficar.” Fato.

Você sabia que… o lateral Daniel Alves, que assinalou o quarto gol contra o Peru, não corria para o abraço desde o empate por 2 a 2 com o Paraguai (23 jogos), em março de 2016?

Bola de ouro. Lewis Hamilton. O piloto inglês continua passeado na Fórmula 1. Ele ganhou o GP da França, em Paul Ricard, de ponta a ponta, com 18 segundos de vantagem sobre o segundo colocado, o companheiro de Mercedes Valtteri Bottas. Com o sexto triunfo em oito provas na temporada, Hamilton chegou a 187 pontos na liderança, contra 151 de Bottas. Com a 79ª vitória na categoria, ficou a 12 de igualar o recorde de Michael Schumacher.

Bola de latão. Casemiro. Mais uma vez, o volante tomou cartão amarelo e desfalcará a amarelinha desbotada. Nas últimas cinco partidas, Casemiro levou quatro advertências. Na Copa da Rússia, ele perdeu o duelo contra a Bélgica, também pelas quartas de final, por suspensão.

Bola de lixo. Copa América. É mesmo um torneio diferenciado. No embate entre Venezuela e Bolívia, no Mineirão, havia mais boca-livre do que pagantes. De acordo com os organizadores, 4.640 testemunhas morreram com uma grana, enquanto 7.106 espectadores entraram de graça. Total: 11.746, pior público até agora. Renda: R$ 631.605, a primeira que não atingiu um milhão de reais.

Bola sete. “Neymar, mesmo antes de ser liberado pelo Paris Saint-Germain, já está procurando casa para morar em Barcelona. Nos bastidores, diz que não volta mais para a França” (de Ancelmo Gois, no Globo – au revoir).

Dúvida pertinente. O ‘professor’ Tite achou o time ideal?

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‘Professor’ Tite cede às pressões, escala Cebolinha no ataque e amarelinha desbotada goleia Peru

Everton comemora o seu gol, o terceiro do Brasil na goleada
Cebolinha: gol e futebol arrasador

O ‘professor’ Tite curvou-se aos apelos da torcida e às críticas da mídia, escalou Everton Cebolinha como titular e o atacante gremista enlouqueceu os peruanos no Itaquerão, minha casa minha vida (42.317 pagantes/R$ 10.009.095 – 2.750 entraram de graça). O moleque de 23 anos foi o grande destaque da amarelinha desbotada na goleada por 5 a 0 sobre o Peru, pelo grupo A da Copa América. Casemiro, Firmino, Cebolinha, Daniel Alves e Willian marcaram os gols. Gabriel Jesus perdeu um pênalti no final da partida. A equipe brasileira disputou seu melhor jogo no torneio.

A amarelinha desbotada fechou a primeira fase na liderança do grupo A, com sete pontos. Conhecerá o adversário das quartas de final na segunda-feira. Ao ficar 270 minutos sem levar gol, o time igualou um feito de 1995.

Há 24 anos, a equipe treinada por Zagallo passou por Equador (1 a 0, Peru (2 a 0) e Colômbia (3 a 0). Depois, passou pela Argentina nos pênaltis (2 a 2), bateu os EUA na semifinal (1 a 0) e perdeu o caneco para o Uruguai nos pênaltis (1 a 1 no tempo normal). Agora, superou a Bolívia (3 a 0), empatou com a Venezuela (0 a 0) e arrasou o Peru.

Antes de a bola rolar, os torcedores peruanos chegaram ao estádio corintiano provocando os brasileiros com gritos de ‘siete a uno’, doce lembrança do histórico vexame contra a Alemanha na Copa do Mundo de 2018. Bingo! Com apenas 30 minutos de jogo, a amarelinha desbotada já vencia por 3 a 0.

O time brasileiro vacilou nos primeiros minutos e até permitiu o domínio ao Peru. Mas aos 11 minutos tudo começou a mudar. Após cobrança de escanteio de Philippe Coutinho, Thiago Silva desviou e Casemiro cabeceou na trave. A bola bateu em Marquinhos e voltou para o volante completar. Primeiro tento do ex-são-paulino pela amarelinha desbotada.

Os peruanos sentiram o golpe, abriram a caixa de ferramentas e passaram a apelar para a violência. A equipe brasileira tomou conta da partida, explorando a velocidade nos passes e as investidas pelas laterais, com o menino Jesus e Everton Cebolinha.

Aos 18, o goleiro Valesse resolveu colaborar com o Brasil. Bobeou na saída de bola e chutou em cima de Firmino. A bola subiu, bateu na trave e voltou para o atacante, que driblou o goleiro e fez 2 a 0.

O Peru ficou grogue. E, aos 31, tomou mais um gol. Everton Cebolinha recebeu na esquerda, cortou para o meio e arrematou de fora da área no canto direito de Valesse. Um prêmio ao excelente futebol apresentado pelo gremista. Novo titular, indiscutivelmente.

Aplaudida ao término do primeiro tempo, o que não havia acontecido contra Bolívia e Venezuela, a amarelinha desbotada voltou do vestiário com o mesmo apetite. Aos 8, Daniel Alves deixou os peruanos de quatro. O lateral tabelou com Arthur, avançou e serviu Firmino. O atacante devolveu e Daniel Alves soltou a bomba na saída de Gallese.

Na bacia das almas, aos 44, a pancada final nos peruanos. Everton tocou para Willian, que havia substituído Philippe Coutinho. O ex-corintiano dominou e chutou colocado. Um belo gol. Dois minutos depois, Gabriel Jesus sofreu pênalti. Ele fez questão de cobrar e perdeu. Gallese defendeu. Na saída de campo, o ex-palmeirense derramou algumas lágrimas e foi consolado pelos companheiros. Outras mudanças no time: Filipe Luís por Alex Sandro e Casemiro por Allan.

Fim de festa: a goleada garantiu o primeiro lugar no grupo A à amarelinha desbotada, com sete pontos. O adversário nas quartas de final será conhecido apenas na segunda. A Venezuela derrotou a Bolívia por 3 a 1 e ficou em segundo, com cinco. O Peru fechou em terceiro, com quatro. E os bolivianos em último, com zero.

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Copa x Verdão. Os estádios continuam com público meia-boca, mas os cofres do comitê organizador da Copa América explodem de felicidade. Em apenas 12 confrontos, a renda bruta atingiu R$ 77.661.830. Ano passado, o super-Palmeiras arrecadou R$ 79.550.151 em… 37 jogos como mandante. Ninguém faturou tanto na pátria das chuteiras furadas. Somente na estreia da amarelinha desbotada, o dindim ultrapassou R$ 22 milhões. Com exceção da venda dos camarotes, o café no bule é inteirinho do comitê.

Pitaco do Chucky. Bozo corta livros e libera armas: uma questão de educação.

Roda da fortuna. O Circo Brasileiro de Futebol vai embolsar US$ 2 milhões (R$ 7,7 milhões) com a classificação da amarelinha desbotada para as quartas de final da Copa América. Se o canarinho sem asas soltar o grito de campeão, a casa maldita do ludopédio nacional embolsará US$ 7,5 milhões (R$ 28,9 milhões). A entidade já tem garantidos US$ 2 milhões por participação, US$ 1 milhão (R$ 3,8 milhões) para a preparação e US$ 1 milhão por logística. Convidados, Japão e Catar receberão cada um US$ 1,25 milhão (R$ 4,8 milhões). No total, a Conmebol distribuirá US$ 70 milhões (R$ 268,7 milhões). Há três anos, nos EUA, as equipes receberam US$ 21 milhões (R$ 80,6 milhões pelo câmbio atual).

Zé Corneta. Qual a diferença entre Bozo e Tite? O ‘professor’ da amarelinha desbotada só tem um filho…

Treino da Seleção Feminina no Stade Jules Ladoumègue, em Le Havre
Barbara pronta para encarar as francesas 

Guerreiras. Independentemente do resultado da partida contra a França, neste domingo, a seleção brasileira feminina já merece muito respeito e não pode submergir ao tradicional e malévolo 8 ou 80 do torcedor brasileiro. Marta & Cia. vão encarar um time que goleia fora de campo as arcaicas estruturas do esporte bretão nacional. Só agora, com a entrada da plim plim na jogada, mais interessada no entretenimento do que no bico da chuteira que sempre desprezou, parece que o país despertou para a luta das guerreiras. Que não seja efêmera, que não se dilua após uma possível eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Guerreiras 2. Os prognósticos indicam 71% de chances de classificação para as francesas. As brasileiras acumulam 10%, e o empate, 19%. As equipes já se cruzaram em oito duelos. O Brasil nunca venceu. Ficou cinco vezes no mezzo a mezzo e perdeu três embates. Além do tabu, o time vai encarar muita pressão em Le Havre.

Sugismundo Freud. Quem gosta de discurso é político e pastor.

Bleues. A galera francesa abraçou a seleção. Acredita que as comandadas de Corinne Diacre repetirão o sucesso dos marmanjos em 1998 e 2018. A treinadora de 44 anos é um ícone na França. Defendeu a seleção em 121 jogos e marcou 14 gols. Capitaneou a seleção na Copa de 2003. Corinne entrou para a história como a primeira mulher a treinar um time masculino no país, ficando à frente do Clermont Foot Auvergne 63, da Ligue 2, por duas temporadas. Ela dirige a seleção há dois anos e adotou como base o time do Lyon, atual vencedor da Champions.

Caiu na rede. Tite vive momentos de ‘encantador de serpente’ com flauta pra lá de desafinada.

Neymar ‘irresponsável’. O pequeno grande Tostão não aliviou. Ao ser questionado em entrevista ao ‘El País’ sobre Neymar, o tricampeão do mundo em 70 fuzilou: está tendo um comportamento ‘desnecessário e irresponsável’. E dá-lhe paulada: ‘Vive da fama. Ficou muito convencido, parece um popstar… Isso foi ruim para a sua carreira. Mas são as escolhas dos jovens de hoje em dia. E não é o único. Messi é uma exceção. A maioria leva uma vida irresponsável, cheia de problemas.”

Poluição. A prefeitura acabou com a festa: proibiu a exposição de patrocinadores da Copa América na fachada do Itaquerão, minha casa minha vida. Nada de totens ou logotipos de parceiros da Conmebol. Lei Cidade Limpa falou mais alto. Aleluia!

Zapping. A ESPN arrebentou no ibope com a transmissão da NBA. Houve um aumento de 41% na audiência em relação à temporada 2017/18. A final entre Toronto Raptors e Golden State Warriors rendeu a liderança entre os canais de TV por assinatura. O narrador Rômulo Mendonça foi um espetáculo à parte.

Gilete press. De Alberto Helena Jr, no Gazeta Esportiva: “Desde o sucesso alcançado nas Eliminatórias para a última Copa do Mundo, o modelo adotado por Tite não responde às necessidades do nosso time, tanto frente às seleções mais gabaritadas da Europa, onde flui o real futebol moderno, sem tantos volantes e mais meias, quanto diante de retrancas dos times tecnicamente inferiores. Então, já passou da hora de Tite treinar outra maneira de jogar.” É vero.

Tititi d’Aline. O novo poderoso chefão do PSG, Leonardo, já decidiu: o uruguaio Cavani será novamente o protagonista do ‘vestiário’. Neymar, se ficar no clube, terá as asas cortadas. Uma pesquisa do jornal ‘L’Equipe’ mostrou que 80% dos torcedores aprovam a venda do brasileiro. Apenas 18% são contra; 2% não souberam responder.

Você sabia que… 308.379 torcedores pagaram ingresso para acompanhar os 12 primeiros jogos da Copa América?

Bola de ouro. Everton Cebolinha. Mostrou que estava sendo injustiçado ao esquentar o bumbum no banco de reservas. Felizmente Tite acordou.

Bola de latão. Peru. Cantou de galo antes da partida e morreu na ‘panela’ do Itaquerão. Presa fácil para a amarelinha desbotada.

Bola de lixo. Bolívia. Saco de pancadas do torneio. É hoje a pior equipe da América do Sul. Só assusta um pouco quando joga na altitude.

Bola sete. “Ele usa o futebol para fazer populismo. É um palmeirense de conveniência. Nem sabe para quem os sinos tocam” (do ex-chefão palmeirense Luiz Gonzaga Beluzzo, sobre o volúvel presidente Bolsonaro, que já apareceu com o enxoval do Palmeiras, Flamengo, Saci colorado e Goiás).

Dúvida pertinente. O Grêmio resistirá ao ataque dos europeus depois da Copa América e continuará com Everton Cebolinha?

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VARgonha entra em campo, dá uma força e Uruguai empata com o Japão

Não tem mais japonês no futebol. Que o diga a seleção do Uruguai! Depois de uma ótima estreia, quando goleou o Equador por 4 a 0, a Celeste sofreu para empatar em 2 a 2 com o Japão, pela segunda rodada do grupo C da Copa América. O embate atraiu 39.733 espectadores ao estádio do Grêmio, mas apenas 33.492 pagaram ingresso. Boca livre para 6.241 torcedores. Renda: R$ 6.613.630.

O Uruguai ficou atrás no marcador duas vezes. E contou com a ajuda do VAR para evitar um derrota. No primeiro tempo, a engenhoca marcou uma penalidade mandrake para os uruguaios. O Japão estava na frente (Miyoshi, aos 24) quando sua senhoria, o assoprador de apito Andrés Rojas, apontou a marca da cal após rever um lance entre Cavani e Ueda. Suárez cobriu e marcou, aos 32.

Já no início da etapa final o VAR ignorou um pênalti a favor do Japão. O meia Nakajima tentou driblar González e foi derrubado. Os japoneses reclamaram muito, porém o apito amigo colombiano, após retardar o recomeço do jogo, nada assinalou.

Na sequência, aos 13, Miyoshi colocou o Japão novamente na frente. Gimenez empatou sete minutos depois.

Uruguaios e japoneses surpreenderam e disputaram um jogo bem ofensivo. As seleções finalizaram nada menos do que 39 vezes, com 18 chances reais de gol. O confronto reuniu estrelas uruguaias contra promessas japonesas.

Com o resultado, o Uruguai chegou a quatro pontos na liderança da chave. Mas pode perder a primeira colocação para o Chile, que acumula três e encara o Equador nesta sexta, em Salvador. O Japão tem um, e os equatorianos serão zerado.

Na terceira e última rodada, o Uruguai enfrentará o Chile, segunda, no ‘new Maraca’. No mesmo dia, o Japão jogará contra o Equador, no Mineirão.

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Pitaco do Chucky. O ‘menino’ Neymar está muito perto de entrar para o mundo dos bilionários. Faltam poucos reais. A turma do contra morde o cotovelo.

É freguês, mas… A torcida pode ir tranquila ao Itaquerão, minha casa minha vida neste sábado. O Peru é mamão com açúcar no trajeto da amarelinha desbotada ao longo do tempo. As seleções se enfrentaram 30 vezes (jogos oficiais), e os brasileiros venceram 20 duelos, empataram sete e perderam apenas três – 74,4% de aproveitamento. Pequeno elefante atrás da orelha: os três triunfos peruanos aconteceram na Copa América – 1953/75/16. Do último fracasso, oito jogadores ainda estão no voo do canarinho sem asas: o goleiro Alisson, os laterais Daniel Alves e Felipe Luís, os zagueiros Marquinhos e Miranda, os meia-campistas Casemiro, Philippe Coutinho e o atacante Willian.

Zé Corneta. Welcome, Palmeiras: a cobiçada Copa Mickey, vulgo Florida Cup, logo logo será reconhecida como Mundial.

Noves fora… Os organizadores da Copa América choram as pitangas: a estreia da amarelinha desbotada rendeu apenas um lucro R$ 16.194.250,20. As despesas atingiram R$ 6.282.379,80. O soberano São Paulo papou R$ 350 mil com o aluguel do Morumbi, ou seja, 1,5% da arrecadação total (o clube cobrava 12% de aluguel quando o Corinthians ou o Palmeiras mandava jogos no estádio). O Tricolor ganhou pouco mais do que o dindim investido em ‘decoração e sinalização’: R$ 310 mil.

Sugismundo Freud. Se queres vencer na vida, consulte três velhos.

Fala que eu te escuto. Os vascaínos adotaram um novo ‘talismã’ na luta para dar a volta por cima no Brasileirão: o deputado federal Cabo Daciolo (Podemos/RJ). Radiante, o parlamentar sugeriu à torcida o grito de guerra ‘glória a Deus’, sua marca registrada. Segundo Daciolo, a galera deve repetir sete vezes o mantra, seguido da música ‘vamos ganhar, Vasco’.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Com apenas R$ 33 na conta e sem dinheiro para a passagem, Botafogo não deve levar caso do Palmeiras à Suíça.

Gilete press. “Eu acho que a imagem do treinador [Tite] chamando o filho dele [Matheus Bacchi] para trabalhar na comissão técnica do Brasil não é uma boa imagem. A CBF deveria se preocupar com isso. Passa uma imagem de paternalismo, de cabide de emprego. Acho que o Tite vacilou nessa” (de André Rizek, no SporTV – não basta ser filho, tem de participar).

Tititi d’Aline. O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo saudou a chegada do português Jorge Jesus para comandar o Flamengo (‘desejo muita sorte, sucesso’), mas cutucou o Circo Brasileiro de Futebol por manter-se alheio à luta dos treinadores brasileiros para trabalhar no exterior. Justifica: a licença da casa maldita do ludopédio é ignorada fora do país. Ninguém respeita o curso. Já aqui, nenhum empecilho.

Bola de ouro. Romário. O senador pitbull deu um bico nas homenagens aos 25 anos da conquista do tetracampeonato mundial. Ele estava animadíssimo com a festa em 12 e 13 de julho, na Cidade Maravilhosa das balas perdidas, mas chutou o pau da barraca ao saber que o Circo Brasileiro de Futebol havia entrado na jogada. O título conquistado nos pênaltis contra a Itália foi no dia 17.

Bola de latão. Richard. Contratado pelo Corinthians por R$ 10 milhões no início do ano, o volante foi emprestado ao Vasco até dezembro. Os clubes dividirão o salário. O jogador de 25 anos participou de 17 jogos com a camisa corintiana sem marcar gols e dar assistências. Richard não deixará saudade.

Bola de lixo. Peixe. O ‘professor’ Jorge Sampaoli está uma fera com o clube. As razões: atraso no pagamento dos direitos de imagem (30% do salário), perda do volante Jean Lucas (o Flamengo vendeu o atleta ao Lyon por R$ 34 milhões) e ausência do presidente JC Peres numa reunião (o treinador viajou de Búzios até Santos e o cartola não deu as caras).

Bola sete. “Claro que eu gostaria muito de ir, mas a partir do momento em que entra a CBF, instituição que já falei para todos que é a mais corrupta do Brasil, infelizmente não posso participar. Eu me sinto muito feliz em não participar dessa comemoração do tetra pelo simples fato da CBF estar presente” (do senador Romário, ao explicar porque não irá à homenagem de 25 anos do tetra – gol de placa).

Dúvida pertinente. Brasileiras: fim do sonho no duelo contra a França, anfitriã do Mundial, nas oitavas de final?

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