Gustagol, o patinho feio dos centroavantes, garante a primeira festa da Fiel

GALERIA: As imagens de Corinthians 1 x 0 Ponte Preta

A Fiel voltou a sorrir. Depois de um empate e uma derrota, finalmente o Corinthians conseguiu a primeira vitória no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. O herói da conquista: Gustagol (foto) que corre risco de ficar com o bumbum no banco de reservas, observando o gringo Boselli e/ou Vagner Love.

Ele implodiu a Ponte aos 32 minutos do segundo tempo, após bela jogada de Fagner e Pedrinho pela direita, levando a torcida à loucura no Itaquerão, minha casa minha vida (25.865 pagantes/R$ 954.497,90). O duelo marcou a estreia de Boselli.

Recheado de reservas, o Corinthians apresentou um futebol enfadonho no primeiro tempo, repetindo as atuações dos embates contra o São Caetano (1 a 1) e Guarani (1 a 2). Teve problemas no meio de campo, sem um pingo de inspiração com Thiaguinho, Araos, Pedrinho e Mateus Vital, e pouca, ou nenhuma, força no ataque. A defesa também claudicou, principalmente pela esquerda, com Danilo Avelar.

Mesmo com mais posse de bola (64% a 36%) chutou menos que a Ponte, quatro contra oito. Não importunou o goleiro Ivan. Já o time campineiro deu trabalho a Cássio, com arremates de fora da área.

Aos 26, um temporal paralisou o confronto. Dizem que depois da tempestade vem a bonança, mas a Fiel continuou irritada com a pífia produção da equipe. A Ponte chegou a balançar a rede em rebote de Cássio, porém Thalles estava impedido.

Apesar da fraca exibição corintiana na etapa inicial, o ‘professor’ Fabio Carille manteve o time. No entanto, logo percebeu que as coisas poderiam ficar complicadas como nas duas primeiras jornadas e tratou de colocar mais competência em campo.

Primeiro, substituiu Araos por Jadson. Depois, Gustavo Mosquito por Boselli. E Léo Santos por Fagner. O Corinthians cresceu, tomou conta da Macaca e Gustagol marcou aos 32. Havia seis jogos que a Ponte não sofria gol.

O Corinthians ocupa a segunda posição no grupo C, com quatro pontos. Na próxima quarta, recebe o Red Bull. A Ponte está em terceiro no A, com dois. Pega o Mirassol em Campinas.

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Pitaco do Chucky. Hit musical na velha Fazendinha, após o acerto com BMG: ‘Pega na mentira’.

Clássico ‘fantasma’. Apenas 5.314 testemunhas assistiram à vitória do Flamengo sobre o Botafogo por 2 a 1, de virada, no estádio Nilton Santos, o Niltão, que tem capacidade para 44.660 torcedores. A grande estrela do primeiro clássico do Carioquinha foi o ex-santista Bruno Henrique. Contratado por R$ 23 milhões, ele entrou no segundo tempo e marcou os dois gols do Rubro-negro. Uma estréia de gala. O Botafogo saiu na frente com um gol de João Paulo no primeiro tempo. Após três jogos, o Flamengo lidera o grupo C, com sete pontos. A equipe botafoguense carrega a lanterna, com um.

Zé Corneta. Palmeiras chama campeonato de Paulistinha, mas vende ingresso a preço de caviar: R$ 90. A torcida está mais feliz que solteiro com celular sem bateria.

Maratona da garotada. Fim do vestibular das chuteiras, com a festa do tetracampeonato do soberaninho São Paulo, é hora de contabilizar os números da 50ª Copinha, disputada em intermináveis 23 dias. O campeão Tricolor entrou nove vezes em campo, ou seja, uma partida a cada dois dias e meio. A molecada correu 738 vezes para o abraço – 327 no primeiro tempo e 411 no segundo. Aconteceram 12 hat-tricks. Apenas Matheus Davó marcou quatro gols em um jogo (Guarani 5 x 0 Saci colorado). O balanço da Copinha:

255 jogos
738 gols (média de 2,89 por duelo)
3 de janeiro, o dia com mais gols: 149
63 goleadas (mais de três tentos de diferença)
82 triunfos por apenas um gol de vantagem
61 empates
16 partidas com diferença de pelo menos cinco gols
Maior goleada: Corinthians 8 x 0 Visão Celeste-RN
Embate com mais gols: São Paulo 7 x 2 Holanda-AM
Melhor ataque: Corinthians, com 29 gols
Artilheiro: Gabriel Novaes, do São Paulo, com 10 gols

Sugismundo Freud. Quem não presta para si não presta para os outros.

João-sem-braço. A máscara caiu poucos dias depois de o Corinthians anunciar aos quatro ventos do moinho sem hélices o patrocínio de R$ 30 milhões anuais do BMG. Em ata de reunião do conselho de administração, o banco informou que o carimbo no enxoval corintiano é de R$ 12 milhões por ano, menos da metade do que o clube embolsou no último cântico ‘Vem pra Caixa você também’ até abril de 2017. E o chamado primeiro-ministro do clube, Luis Paulo Rosenberg, ironizou o Palmeiras/Crefisa quando anunciou a jogada. Depois da partida com a Ponte, o presidente Andres Desmanchez confirmou que o BMG pagara R$ 12 mi por temporada.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Depois de vetar bandeirões, a Conmebol determina: o traje obrigatório para assistir um jogo da Libertadores será fraque ou vestido longo.

Marcha fúnebre. Criada em 2015 para combater a politicagem do Circo Brasileiro de Futebol, a Primeira Liga agoniza na UTI. A exemplo de 2018, não será realizada nesta temporada. Formada por 19 clubes de oito estados, colocou a bola para correr apenas em 2016 e 2017. Fluminense e Londrina se sagraram campeões. Uma reunião deverá definir o futuro da competição, o dia em que o padre será convocado para dar a extrema-unção. Os paulistas ficaram fora do movimento.

Gilete press. De André Rocha, no Uol: “São poucos os que jogaram e hoje comentam futebol, falando ou escrevendo, que saem dos clichês e análises baseadas no senso comum. Tostão é a melhor das exceções. Vez ou outra pode dar vazão a um certo saudosismo, especialmente em relação à seleção brasileira de 1970, mas seus textos revelam um observador humilde, que procura estar atento às transformações do esporte. Valoriza o novo e respeita a análise de quem não jogou profissionalmente. Infelizmente a grande maioria se comporta, de forma velada ou não, como Vanderlei Luxemburgo: ”nada mudou, nós fazíamos o mesmo há quatro décadas, mas com nomes diferentes”. Uma visão estanque, muito diferente da dinâmica do tempo.” Fato.

Tititi d’Aline. O atacante Vagner Love só conseguiu deixar o Besiktas porque prometeu enquadrar cartolagem turca. Se não conseguisse a rescisão de contrato, o brasileiro acionaria a mamãe Fifa em 1° de fevereiro. Com cinco meses de salários atrasados, o ‘artilheiro do amor’ cansou de ouvir conversa fiada. Aos 34 anos, ele assinou com o Corinthians até dezembro de 2020.

Você sabia que… a partir deste domingo, no jogo com o Azulão, os anjinhos manchados organizados pelo diabo prometem campanha contra a cartolagem por ter aumentado a mensalidade do programa de sócio-torcedor e dos ingressos?

Bola de ouro. Naomi Osaka. A japonesa de 21 anos, radicada nos EUA, bateu a tcheca Petra Kvitova (7/6, 5/7 e 6/4), ganhou o Aberto da Austrália e entrou para a história como a primeira tenista asiática a assumir a liderança do ranking mundial, superando a chinesa Na Li, que chegou a ser segunda colocada no ranking. Há quatro meses, Osaka faturou o US Open, seu primeiro título de Grand Slam.

Bola de latão. Seleçãozinha. Garantiu aos trancos e barrancos uma vaga no hexagonal final do Sul-americano sub-20, no Chile. Ficou no ‘oxo’ com a Colômbia, sofreu para bater a Venezuela por 2 a 1, perdeu do Chile por 1 a 0 e faturou a Bolívia no sufoco, com um gol de pênalti. Classificou-se em segundo no grupo A, atrás dos venezuelanos.

Bola de lixo. Jemima Sumgong. Ouro na maratona da Rio-16, a queniana pegou um gancho de oito anos por mentir e dificultar a investigação do caso em que foi flagrada no antidoping por uso de eritropoietina (EPO), cinco meses após a Olimpíada. A atleta apresentou documentos falsos de um tratamento que teria recebido em hospital. A investigação comprovou que Sumgong, 34 anos, não havia sido internada nas datas indicadas.

Bola sete. “Obrigado por lei, o Comitê Olímpico do Brasil lançará o Portal da Transparência, que divulgará os gastos da entidade. Além disso, o COB disponibilizará às federações o Sysconf, um aplicativo para aprimorar ou, na maioria dos casos, criar um gerenciamento de dados, documentos e contas” (de Ancelmo Gois, no Globo – a hora da verdade).

Dúvida pertinente. San-São no Pacaembu: cabelo comprido ou careca?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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