Felipe Melo joga contra, mas Palmeiras garante classificação na raça

O volante Felipe Melo, um xerife sem brilho na estrela, fez de tudo para garantir as emoções e colocar em risco a classificação do Palmeiras às quartas de final da Libertadores. Aos 3 minutos de jogo, ele atingiu violentamente Victor Cáceres, do Cerro Porteño, e foi expulso por sua senhoria, o assoprador de latinha hermano German Delfino.

A princípio, o juiz deu apenas cartão amarelo ao palmeirense. Ao ver Cáceres se contorcendo no gramado, com um corte na perna, Delfino mandou Felipe Melo para o chuveiro. Em 36 jogos oficiais nesta temporada, o volante já levou 20 cartões (18 amarelos e dois vermelhos) e sempre foi abençoado pela cartolagem. Na carreira, já foi expulso 23 vezes, segundo o Palmeiras.

Com 10 em campo, o Palestra foi envolvido pelos paraguaios em boa parte do jogo e passou sufoco para garantir a vaga, principalmente depois de tomar o gol de Arzamendia, aos 11 minutos do segundo tempo, na mansão Allianz Parque (33.204 pagantes/R$ 2.913.369,38).

Após a derrota (1 a 0) com sabor de vitória, o ‘sargento’ Felipão vibrou muito e abraçou cada jogador. Por ter vencido o primeiro tiroteio do mata-mata das oitavas por 2 a 0, na casa do inimigo, o Palestra poderia perder por até um gol de diferença.

O esquema montado por Felipão foi para o ralo com a intempestiva atitude de Felipe Melo. No primeiro tempo, a equipe palmeirense ainda deu trabalho aos paraguaios, explorando os contragolpes e marcando forte.

Na etapa final, o treinador Fernando Jubero sacou o volante Cáceres, colocou o atacante Haedo Valdez e partiu para a pressão. Mas só chegou ao gol por acaso, com a contribuição do goleiro Weverson. O lateral Arzamendia recebeu na esquerda e, sem ângulo, tentou o cruzamento. A bola, porém, foi ao gol e surpreendeu Weverton. Havia 10 partidas que o Palmeiras não tomava um gol.

Antes da festa paraguaia, um susto: o meia Rodrigo Rojas disputou uma bola de cabeça com o palmeirense Borja, caiu no gramado com a testa sangrando e perdeu a consciência por alguns instantes. Deixou o campo de ambulância. Rojas passa bem, segundo integrantes da delegação do Cerro Porteño.

Sentindo que a vaga poderia ir para o beleléu, Felipão trocou o centroavante Borja pelo volante Thiago Santos. E fechou o time com duas linhas de quatro à frente de Weverton. Apenas Willian ficou o ataque.

Aos 22 minutos, após contra-ataque, Willian chutou forte da entrada da área e Antony Silva praticou excelente defesa. Pouco depois, Deyverson substituiu Willian. Na bacia das almas, Deyverson se desentendeu com alguns paraguaios e foi expulso. O zagueiro Marcos Cáceres também recebeu o vermelho.

O adversário do Palmeiras nas quartas será o Colo Colo, que eliminou o Corinthians. Para sorte dos periquitos em revista, Felipe Melo está suspenso do primeiro duelo, em Santiago.

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Corinthians vence chilenos, mas cai fora e escapa do Palmeiras na Libertadores

O sonho acabou: o Corinthians derrotou o Colo Colo por 2 a 1, no Itaquerão, minha casa minha vida (38.112 pagantes/R$ 2.736.246,58), mas foi eliminado pela quarta vez seguid nas oitavas de final da Libertadores. Jadson (foto) e Roger marcaram para a equipe paulista. Barrios fez a festa dos chilenos, que abusaram da catimba. O corintiano Danilo Avelar foi expulso na bacia das almas.
Jadson chama o grito da torcida após o primeiro gol

A Fiel foi embora frustrada, porém há sempre o outro lado da moeda. Com a eliminação, o Corinthians não precisará enfrentar o coirmão e favoritaço Palmeiras (virtualmente classificado) nas quartas e, assim, ficará livre do fantasma do terceiro fracasso diante do Palestra no torneio. Azar do Colo Colo. Nesta quinta, o Palmeiras vai encarar o Cerro Porteño – os periquitos em revista venceram por 2 a 0, em Assunção.

O Corinthians deu a impressão no início da partida que poderia virar o jogo sem muitos problemas. Pressionou a saída de bola do Colo Colo, procurou fazer triangulações e vigiar de perto o mago Valdivia, com Ralf acompanhando o chileno até em cobrança de lateral.

Aos 15, a Fiel explodiu. Pedrinho cruzou e Baeza colocou a mão na bola. Jadson cobrou o pênalti e marcou. Em 190 jogos, 46 tentos (13 de pênalti) Jadson assinalou 46 tentos (13 da marca da cal). Um minuto antes da festa, Pedro Henrique se machucou e foi substituído por Léo Santos.

O domínio corintiano continuou até os 25 minutos. Aí começaram a aparecer os erros da equipe paulista: insistir com o limitadíssimo lateral Danilo Avelar pela esquerda, pouca criatividade no meio de campo, excesso de individualismo de Romero e, principalmente, liberdade para Valdívia trabalhar a bola.

Resultado: aos 31, Valdivia Baeza na esquerda, ele cruzou e Barrios, entre Léo Santos e Henrique, cabeceou para a rede. O Corinthians sentiu o empate e não fez mais nada até o final do primeiro tempo.

O Corinthians voltou mais ousado para a etapa final e Orión operou dois milagres em arremates de Henrique e Pedrinho em dois minutos. A equipe manteve a pressão, enquanto o Colo Colo tratou de esfriar o jogo, ganhando tempo sempre que possível. Aos 18, o sonho de classificação voltou a tomar conta da Fiel: Jadson bateu escanteio e Roger estufou a rede chilena.

No embalo da torcida, o Corinthians partiu para o tudo ou nada. Apelou para os chuveirinhos, o ‘professor’ Osmar Loss trocou Fagner por Mateus Vital e Pedrinho por Emerson ‘Bitoca’, colocou Henrique como atacante, mas não adiantou. E, aos 46, o time ainda perdeu Danilo Avelar, expulso. Mais uma vez, o Corinthians caiu fora nas oitavas de final, um fato que se repete desde 2012.

Em BH, a Raposa perdeu para o Flamengo por 1 a 0, mas se classificou para as quartas de final. No placar agregado, 2 a 1 para o pão de queijo.

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Pitaco do Chucky. Não há nada mais ridículo do que a mídia ser obrigada a divulgar as agendas dos presidenciáveis. Nem os familiares estão interessados.

Baleia ou sardinha? Mestre Cuca transformou a cartolagem santista em punching hall após a eliminação do Peixe da Libertadores. Culpou a Conmebol pelo imbróglio Carlos Sánchez, mas só até a página três. Socou para ver a diretoria do clube: “Podem me mandar embora amanhã, mas o Santos tem de melhorar muito profissionalmente. O que aconteceu é um erro muito grave. Não sabem o beabá.” Nocaute.

Zé Corneta. Festa no Morumbi: soberano Tricolor chega a 45 pontos e está livre do fantasma da degola.

Pânico santista. A torcida do Peixe entrou em parafuso. Devidamente liberado pelo empresário EA do Nascimento, ‘Pai Pelé’ colocou a bola de cristal para funcionar e vaticinou: apesar da péssima campanha no Brasileirão, o Santos sobreviverá na elite do campeonato. “Claro que não cai. Está em uma fase difícil, mas não vai cair”, profetizou ‘Pai Pelé’, conhecido no mundo das chuteiras por errar 11 de cada 10 previsões que faz.

Sugismundo Freud. É melhor um ovo hoje do que uma galinha amanhã.

Café salgado. Um pequeno obstáculo atrapalhou o sonho de o Corinthians montar a dupla Ro-Ro no ataque, formada pelos irmãos gêmeos Óscar e Angel Romero. O irmão mais badalado de ‘Cristiano’ Romero, o xodó da Fiel, ganha minguados US$ 500 mil (R$ 1,9 milhão) por mês no chinês Shanghai Shenhua. Óscar admitiu reduzir um pouco o açucarado café no bule, mas a cartolagem corintiana cortou o papo.

Caiu na rede. O Peixe entrou em campo contra o Independiente sem ‘Sanchez’ de classificação.

Poupança do ‘sargento’. Mais ligado na Libertadores que mosca em tampa de xarope, o ‘sargento’ Felipão vetou a presença de jogadores no aniversário do Palmeiras. Título garantirá R$ 2 milhões ao treinador. Ao topar receber apenas R$ 500 mil de salário em sua terceira passagem pelo Palmeiras, R$ 200 mil a menos do que na última vez, o treinador definiu gordas premiações para recuperar o leite derramado no acerto de contas com a cartolagem. Também embolsará R$ 1,2 milhão se o Palestra der a volta olímpica na Copa do Brasil. E mais R$ 1,5 milhão pelo caneco do Brasileirão. Passando a régua: a tríplice coroa significará um reforço de R$ 4,7 milhões na poupança do milionário ‘sargento’. O prêmio do Mundial ainda não foi definido, mas dificilmente será inferior a R$ 5 milhões.

Zapping. E a turma da Fox, hein? Fábio Sormani e o Animal Edmundo defenderam o vandalismo da torcida no Pacaembu. Culparam a Conmebol pelo ataque da horda. E ainda atacaram o juiz por ter encerrado o jogo.

Liquidação do Zé. Pouco depois de ser condenado a quatro anos de cana e a pagar alguns milhões de multa, o popular Zé da Medalha, um dos íntegros representantes da máfia que se apoderou do ludopédio, vendeu por R$ 8 milhões um quitinete nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do ‘Globo’, o imóvel foi avaliado pelo dobro. Era onde Marin morava antes de ser preso.

Gilete press. De Jorge Nicola, no ‘Yahoo’: “O São Paulo é o primeiro colocado do Brasileirão e só tem média de público inferior ao Flamengo. Mas, quando o assunto é audiência na TV aberta, os números do time de Diego Aguirre estão longe de empolgar. O Tricolor é dono da pior média entre os quatro grandes de São Paulo, com 20,4 pontos de audiência por partida na Globo. O melhor é o Corinthians, com 26,8. O Palmeiras aparece em segundo, com 22,2 pontos, contra 21,1 do Santos.” Plim plim.

Tititi d’Aline. Lamentável o comportamento de dois ‘torcedores’ palmeirenses na festa de 104 anos do clube. Encontraram no banheiro com o presidente corintiano Andrés ‘Desmanchez’, convidado da diretoria, e passaram a ofendê-lo. Tremenda babaquice e falta de educação. O corintiano foi embora. Depois, os ‘torcedores’ foram expulsos do regabofe.

Você sabia que… os funcionários do Fluminense não recebem há dois meses?

Bola de ouro. Manu Ginóbili. O gigante argentino de 1m98 e 41 anos decidiu se despedir do basquete. Entre muitos títulos, faturou o tetra da NBA pelo San Antonio Spurs. Também colocou no peito o ouro olímpico pela Argentina, em 2004. E ainda ganhou a Euroliga. Um monstro.

Bola de latão. Santa Cruz e Náutico. Morreram na praia na Série C do Brasileiro. Caíram nas quartas de final. Garantiram a classificação às semifinais e à Série B no próximo ano: Cuiabá, Operário/PR, Bragantino e Botafogo de Ribeirão.

Bola de lixo. José Mourinho. O gajo está no bico da cegonha sem asas no Manchester United. Acumula duas derrotas em três rodadas da Premier League, o que não acontecia desde 1992. Se o time tropeçar contra o Burnley no fim de semana, a situação do ‘professor’ português poderá ficar insustentável.

Bola sete. “O jogo terminou quando saiu o resultado do julgamento. Minha vontade era falar um monte de merda, mas querer não é poder, tenho de ficar quieto” (do garoto Rodrygo, sobre a punição da Conmebol ao Peixe – chororô?).

Dúvida pertinente. Alô, ‘professor’ Tite: é futebol reativo ou reacionário?

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Bombas, invasão de campo, fim do sonho: Peixe morre na Libertadores

Em duelo suspenso aos 42 minutos do segundo tempo, após vândalos jogarem bombas no banco de reservas do Independiente e tentarem invadir o campo, o Peixe ficou no ‘oxo’ com os hermanos na casa alugada do Pacaembu (36.566/R$ 964.000), no segundo confronto do mata-mata pelas oitavas de final da Libertadores.

No primeiro jogo, na Argentina, também houve empate sem gols, mas o Santos começou a partida perdendo por 3 a 0 porque foi punido pela Conmebol em razão da escalação irregular do volante Carlos Suárez.

Na bacia das almas, quando sentiram que o Santos não seria capaz de reverter o golpe do ‘tapetão’, animais transformaram o Pacaembu numa praça de guerra e o embate foi encerrado, com o Independiente classificado para pegar River ou Racing nas quartas de final.

Mestre Cuca tentou surpreender o Independiente com quatro homens no ataque. Mas Derlis González, Gabigol, Rodrygo e Bruno Henrique foram facilmente dominados pelos hermanos, que montaram uma linha de cinco na zaga.

O Santos conseguiu criar apenas uma grande chance, aos 9 minutos: Gabigol recebeu ótimo lançamento, ficou cara a cara com o goleiro Campaña, que fez grande defesa. Pouco antes, sua senhoria, o assoprador de latinha Julio Bascuñán, ignorou um pênalti de Lucas Veríssimo em Gigliotti.

Com quatro atacantes, o Santos ficou apenas com Carlos Sánchez no meio de campo. E o Independiente deitou e rolou no setor. Trocou passes à vontade e se mostrou mais perigoso na construção de jogadas. Sem ninguém na armação, o time santista passou a abusar de inúteis cruzamentos, além de fazer muitas faltas, picando o jogo, para felicidade dos argentinos.

Aos 43, em um contra-golpe fantástico, o Independiente poderia ter aberto o placar. Pablo Hernández foi derrubado na área por Vanderlei. Meza cobrou o pênalti e o goleiro santista defendeu. Evitou a morte do Peixe no primeiro tempo.

No intervalo, o Santos ficou no gramado. Repetiu a cena do Brasileirão de 1995, quando o time, liderado pelo craque Giovanni, reverteu uma vantagem de 4 a 1 nas semifinais diante do Fluminense. Mestre Cuca mexeu na equipe, trocou o dispersivo Bruno Henrique por Bryan Ruyz a fim de melhorar a qualidade no meio de campo. Aos 5, nova mudança: machucado, Lucas Veríssimo deu o lugar Robson Bambu.

Apesar de ter mais posse de bola (55% a 45%), o Peixe quase não incomodou o goleiro Campaña. Já o Independiente, muito bem estruturado pelo treinador Ariel Holan, levou muito perigo a Vanderlei, autor de belas defesas. Aos 27, Pablo Hernández acertou a trave. Um minuto antes, Alisson foi substituído por Jean Motta.

Aos 35, a torcida santista atirou duas bombas no banco de reservas do time argentino. Na sequência, brucutus tentaram invadir o gramado e polícia distrbuiu cacetadas. A tensão tomou conta do Pacaembu e, aos 42, Julio Bascuñán encerrou a partida. Irritados, animais ainda destruíram várias cadeiras do estádio. As bombas continuaram em homenagem a mais um espetáculo vergonhoso na principal competição do continente. O Pacaembu deve ser interditado.

Antes de a bola rolar, o embate entre santistas e hermanos foi cercado de lances pitorescos, de infindáveis gritos de gol… contra. Conmebol, Peixe e Independiente deram um show de incompetência na novela uruguaia Carlos Sánchez.

Não há mocinho nessa história, mas apenas uma certeza: só Deus sabe como o esporte bretão sul-americano resiste a um bando que se instalou no poder há muitos anos.

Também merece elogios o comportamento exemplar do Circo Brasileiro de Futebol. Em nenhum momento colocou-se à disposição do filiado, o mesmo acontecendo com a Federação Paulista de Futebol. Resultado final: o Pacaembu viveu mais um show de horrors.

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Soberano Tricolor sofre para matar Vozão e gritar ‘segue o líder’ em Morumbi lotado

Por muito pouco o leite do café da manhã da torcida do soberano Tricolor não azedou no Morumbi (57.323 pagantes/R$ 2.666.528,50). A galera sofreu até os 32 minutos do segundo tempo para soltar o grito de gol (Bruno Peres) e ter a certeza de que o time permaneceria na ponta do Brasileirão depois de 21 rodadas. Acumula agora 45 pontos. Segue o líder!
Nenê e Reinaldo comemoram a vitória do líder no Morumbi (Foto: Luis Moura / WPP / Lancepress!)

A jornada foi das mais apetitosas para o Tricolor. Faturou, por tabela, nove pontos: quatro no ‘oxo’ entre Saci colorado e Palmeiras; três na derrota do Galo para o Vitória por 1 a 0; e dois no empate do Flamengo com o Coelho em 2 a 2. Abriu três pontos de diferença para o time gaúcho (45 a 42). O Urubu voa com 41. Os periquitos em revista estão em quarto, com 37.

Apesar de ocupar a penúltima colocação do campeonato, com 17 pontos, o Ceará deu muito trabalho ao São Paulo. Animado com a sequência de cinco jogos sem derrota, o ‘professor’ Lisca armou uma tremenda retranca e complicou as coisas para o time paulista. Que dominou a maior parte da partida, mas sem criar muitas oportunidades.

Sem Hudson, machucado, e Liziero, suspenso, o São Paulo apareceu com o garoto Luan, 19 anos, no meio de campo. No primeiro tempo, o melhor momento são-paulino aconteceu aos 12, em chutes de Reinaldo e Everton, obrigando Everson a operar duas excelentes defesas. No segundo, o nervosismo tomou conta da equipe, que trocou a velocidade pela afobação e abusou dos cruzamentos sobre a área do Vozão.

Irritada com o ‘oxo’ no placar, a torcida tricolor começou a ficar impaciente nas arquibancadas e até protestou contra Sidão por demorar a repor a bola em jogo. Aplaudiu, porém, quando o goleiro evitou o gol cearense numa bela investida de Leandro Carvalho.

O sofrimento são-paulino terminou aos 32 minutos. Reinaldo fez grande jogada pela esquerda e passou a Diego Souza, que serviu Bruno Peres. O lateral, que havia perdido uma excelente chance aos 24, desta vez não perdoou e encaçapou o Vozão. Por reclamação, Leandro Carvalho foi expulso dois minutos depois.

Há que se destacar o dedo do ‘professor’ Diego Aguirre no triunfo. Ele colocou o lateral Régis em campo quando Everton sentiu uma lesão na coxa esquerda. Adiantou Bruno Peres e foi premiado com o gol da vitória.

Régis voltou a vestir a camisa tricolor após superar problemas pessoais. Chegou a ter o contrato suspenso pelo clube e não atuava desde os 3 a 2 sobre o Botafogo, em 30 de maio.

A vitória também marcou uma importante conquista de Diego Souza. O meia-atacante superou Zinho e se tornou o quinto jogador com mais duelos na história do Brasileirão. Ele soma 370 partidas. Está atrás de Rogério Ceni (575), Fábio (548), Léo Moura (470) e Paulo Baier (404).

O São Paulo voltará a campo no próximo fim de semana. Receberá o Fluminense. Aguirre não poderá contar com Jucilei, Everton e Nenê, suspensos. O Ceará enfrentará o Flamengo, no Rio.

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Pitaco do Chucky. Pique no lugar: governo arrecada parcos R$ 129,6 bilhões em julho, recorde do mês em sete anos. Sai da rede, Brasil!

Numerologia da rodada. Entre mortos e feridos, pimba no pé de jaca: Corinthians volta a vencer depois de um empate e três bordoadas; lanterna do Paraná mais iluminada: sete rodadas sem ganhar; Botafogo quebra rotina de cinco jogos sem beliscar três pontos; contratado por empréstimo em março, uruguaio Aguirre finalmente desencanta e marca primeiro gol com o enxoval botafoguense; Leão da ‘Ilha Lost’ comemora regularidade: 11 embates sem saber o que é vitória e liderança na zona do agrião queimado; depois de 10 meses, Peixe fatura duas partidas seguidas no Brasileirão; Raposa coloca zica para escanteio e vence depois de seis jogos.

Zé Corneta. Peixe já sabe a quem recorrer se for condenado no ‘tapetão’ da Conmebol no imbróglio Carlos Sanchez: Gilmar, o poderoso juiz do STF – Superior Tribunal do Futebol. Vitória garantida!

Cosa nostra. O carismático Zé da Medalha pegou quatro anos de cana em Nova York por estar atolado até o cocoruto no escândalo ‘Fifagate’. Não teve choro nem vela. Cadeia nele! Dois íntegros representantes do cartel do diabo, Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, também foram denunciados pela Justiça americana. Eles foram acusados de receber propina e cometer os mesmos crimes de Marin. Mas como o Brasil não extradita seus cidadãos, não serão julgados nos EUA e continuarão livres como passarinhos na floresta. “Tem lugar mais seguro que o Brasil? Vou fugir de quê, se aqui não sou acusado de nada?”, disse Teixeirinha num passado recente. Na bem-aventurada pátria das chuteiras furadas, todos os gatos são pardos.

Sugismundo Freud. Quem fala na cara não é traidor.

Reforço de peso. O Conselho Nacional do Esporte, sob a tutela do Ministério do Esporte, ganhou um importante reforço: a ex-jogadora de vôlei Ana Moser. Medalhista olímpica, a guerreira Moser foi indicada pela organização Atletas pelo Brasil, convidada pelo ministro Leandro Cruz a participar do CNE. Objetivo: profissionalizar o esporte.

Caiu na rede. Loss é um ‘professor’ zicado: além de não ter mentalidade vencedora, ainda carrega a derrota no nome.

Filhinho de papai. Dos mais de 30 milhões de euros que fatura por temporada no PSG, Neymar recebe apenas 15% como mesada. O resto é administrado pelo master Neymar. Não basta ser pai, tem de participar.

Zapping. ‘Seleção SporTV’, comandado por André Rizek, ganhou um reforço: o ex-jogador Petkovic, um misto de oba-oba com acidez.

Gilete press. De Marluci Martins, no ‘Globo’: “Tem gente no Flamengo pedindo que o presidente Bandeira de Mello (Rede) não associe seu nome ao do clube durante a campanha para deputado federal. Ele debocha. Diz que vai usar, como disfarce, uma peruca no horário eleitoral. Que tal uma camisa do Vasco?” Casaca, casaca…

Tititi d’Aline. Revelação de um cartola da Raposa: com o apoio da Crefisa, o Palmeiras fechou a contratação do meio-campista Zé Rafael pagando R$ 16 milhões ao Bahêa. O jogador receberá R$ 2 milhões de luvas e salário de R$ 350 mil.

Você sabia que… o Fluminense, dono de 50% dos direitos do atacante Pedro, exige 20 milhões de euros (R$ 86 milhões) para negociá-lo?

‘Bola de ouro’. Andrés ‘Desmanchez’. O eterno rei do sorriso recorreu à velha e ridícula muleta do ‘eu ganhei, nós empatamos e eles perderam’ para justificar a péssima fase do Corinthians. Ou seja, jogou a Fiel contra o elenco.

Bola de latão. Gum. O zagueiro do Fluminense lidera com folga o ‘Troféu Chá de Cogumelo/18’: enalteceu o árbitro de vídeo no jogo com o Corinthians, mas no Brasileirão o VAR foi colocado para escanteio.

Bola de lixo. Tênis brasileiro. Pela primeira vez desde 2007, o Brasil não terá jogadores nas chaves de simples do US Open. Bia Haddad, Rogério Dutra, Guilherme Clezar e Thiago Monteiro pararam no qualifying.

Bola sete. “O Corinthians, ofendendo sua história, não tem alma. É uma camisa sem peso. Camisa voadora” (do blogueiro Menon, no ‘Uol’ – na mosca).

Dúvida pertinente. Loss resistirá a uma eliminação da Lubertadores?

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Corinthians bate lanterna e Fiel volta a sorrir depois de quatro jogos; Peixe queima acarajé baiano

 

Aleluia, Fiel: depois de um empate e três derrotas, o Corinthians voltou a vencer. Mesmo sem mostrar um futebol convincente, o time derrotou o lanterna Paraná por 1 a 0, gol do zagueiro Henrique (foto), no Itaquerão, minha casa minha vida (28.136 pagantes/R$ 1.019.295,58), pela 21a rodada do Brasileirão.

Henrique (o segundo da esq. para a dir.) é abraçado após o golCom a vitória, o time corintIano (leia-se ‘professor’ Osmar Loss) ganhou um pouco de paz e moral para enfrentar o Colo Colo, quarta-feira, pelas oitavas de final da Libertadores. Os chilenos ganharam o primeiro duelo do mata-mata por 1 a 0. O time paulista precisa ganhar por dois gols de diferença.

O triunfo sobre os paranaenses levou o Corinthians aos 29 pontos. Agora, a equipe acumula oito confrontos sem derrota para o Paraná como mandante pelo Brasileirão. São seis vitórias e dois empates desde a derrota no campeonato de 1997. O Paraná, sete jogos sem ganhar, carrega a lanterna com 15 pontos.

Duas bolas na trave (Jadson e Roger) e um gol (Henrique, de cabeça): um massacre corintiano no primeiro tempo? Que nada! A equipe jogou mal, com muitas deficiências na defesa, principalmente nas laterais. Fagner e Danilo Avelar produziram grandes emoções.

O meio de campo também não funcionou. Muito estático e pouco criativo. No ataque, Pedrinho e Clayson insistiram no individualismo, enquanto Roger brigou com a bola. O centroavante perdeu uma chance incrível aos 50 minutos. Lançado por Jadson, ficou cara a cara com o goleiro Richard e mandou na trave.

Até sofrer o gol aos 35, numa cabeçada de Henrique após cobrança de escanteio de Jadson, o Paraná equilibrou uma partida monótona e com excessivas paralisações. Chatíssima! O lanterna do Brasileirão só não abriu o marcador porque Cássio operou um milagre num chute de Caio Henrique. Aos 37, o paredão corintiano, lesionado, foi substituído por Walter.

No início do segundo tempo, o Corinthians pressionou o Paraná, mas depois se acomodou e passou administrar o resultado. Poderia ter aumentado o marcador com Jadson, o melhor do time, que perdeu boa oportunidade diante de Richard. No final da partida, o goleiro fez grande defesa em arremate de Pedrinho. O Paraná terminou com 10: Leandro Vilela foi expulso ao fazer falta em Jadson após levar um drible de Jadson.

Pela manhã, o dadivoso Andrés ‘Desmanchez’ abriu as portas do CT para meia dúzia de anjinhos organizados pelo diabo conversar com os jogadores.

O nobre e absolutamente condenável encontro sempre acontece quando a equipe vai mal das pernas. Os atletas não gostam, mas são obrigados pela cartolagem a receber a horda que se julga dona de um clube com 30 milhões de fiéis.

Para Andrés ‘Desmanchez’, seus pares e ímpares, as reuniões são importantes para ‘motivar e dar confiança’ ao elenco. Também servem para os cartolas ficarem numa boa com o bando.

Na abertura da jornada, depois de um primeiro tempo pífio, o Peixe azedou o acarajé baiano: 2 a 0, gols de Derlis e Gabigol, no aquário da Vila Belmiro (11.564 torcedires/R$ 201.458).

Havia 10 meses que o Santos conseguia duas vitórias seguidas no campeonato – antes, derrotara o Sport por 3 a 0. De quebra, manteve um tabu: quarto triunfo sobre o Bahêa como mandante. Última derrota aconteceu em 2012. Com o resultado, o Santos chegou a 24 pontos e ficou mais longe da zona do agrião queimado. O time baiano estacionou nos 22.

Muita correria, faltas em excesso e poucas finalizações marcaram o primeiro tempo do duelo entre santistas e baianos. Raras vezes a torcida gritou ‘uhhhh’.

A melhor oportunidade foi desperdiçada pelo Bahêa. Aos 7, Zé Rafael cruzou e Edigar Junio perdeu a chance com o gol vazio. Dez minutos depois, o U zagueiro Gustavo Henrique, que havia sofrido uma pancada na cabeça, foi substituído por Robson Bambu.

Ao longo da etapa inicial, cada time arriscou dois chutes a gol e apenas o Santos acertou o alvo, sem perigo. A equipe paulista teve mais posse de bola, 56% a 44%, e mais escanteios, 4 a 2. Nada, porém, que merecesse vantagem no placar.

O Santos voltou do vestiário com Bryan Ruiz no lugar do inoperante Bruno Henrique. O toque de bola melhorou, e a criatividade também. Aos 11, pimba na caxirola: após cobrança de falta de Dodô na esquerda, a bola sobrou para Derlis fuzilar o goleiro Ânderson. Um golaço do paraguaio!

A equipe baiana sentiu o golpe, o Peixe tomou conta do jogo e passou a explorar os contragolpes. Aos 29, Gabigol recebeu de Derlis e nocauteou o coirmão. Pouco depois, o artilheiro saiu e entrou Sasha. Gabriel foi descansar mais cedo porque tem Libertadores na terça, o segundo e decisivo embate contra o Independiente.

Em Curitiba, na Arena da Baixada, o Furacão bateu o Grêmio por 2 a 1, de virada. O imortal jogou com os reservas. Jonathan e Pablo marcaram para o Rubro-Negro. Cícero, de pênalti, fez para o Grêmio.

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Soberano São Paulo decepciona, empata com lanterna e vê Saci colorado no retrovisor

Um empate com sabor de derrota. Assim alguns jogadores do soberano o lateral Bruno Peres, definiram o empate de 1 a 1 com o lanterna Paraná, na abertura do segundo turno do Brasileirão.

Nenê comemora o gol do São Paulo

O São Paulo manteve a liderança do campeonato no estádio Durival de Britto (7.635 pagantes/R$ 296.420), mas agora tem apenas um ponto de vantagem sobre o Saci colorado: 42 a 41. O time gaúcho derrotou o Bahêa por 1 a 0, gol de Patrick, na Fonte Nova.

Na ponta da tabela pela quarta rodada consecutiva, a equipe paulista decepcionou a torcida. Apresentou um futebol sem inspiração e, algumas vezes, acomodado, provavelmente acreditando que chegaria com tranquilidade à conquista dos três pontos. Quando acordou, Inês era morta. Dois pontos no ralo.

Paraná e Tricolor disputaram um primeiro tempo equilibrado. O time paulista recebeu um ótimo presente de Cléber e abriu o placar aos 7 minutos de jogo. O zagueiro tentou sair jogando e se embananou diante de Nenê. A bola sobrou para Diego Souza, que tocou para Nenê chutar na saída de Richard.

A equipe paranaense sentiu o golpe e passou a errar muitos passes, sem oferecer perigo ao goleiro Sidão. Mas o São Paulo se acomodou na vantagem e permitiu ao adversário se recompor em campo.

Resultado: as equipes partiram para o mesmo esquema, explorar os contra-ataques. Obtiveram raros momentos de sucesso. Aos 20, Biteco cobrou falta e Sidão finalmente apareceu com uma bela defesa.

Aos 36, o equatoriano Rojas cruzou, Diego Souza matou no peito e deu uma bicicleta. Mandou por cima do gol. Na sequência, o Paraná empatou. Júnior invadiu pela direita e soltou uma bomba no canto esquerdo de Sidão. Justiça no marcador. Aos 44, os paranaenses perderam Biteco, um dos destaques da equipe, ao lado Silvinho, que deu a maior canseira ao lateral Bruno Peres. Lesionado, Biteco foi substituído por Rodolfo.

O São Paulo voltou do vestiário com Liziero no lugar de Hudson, machucado. Tentou impor ritmo à partida, mostrar por que lidera o campeonato. A fórmula falhou. Já o Paraná manteve a postura de atrair o Tricolor para tentar contragolpear.

Sem intensidade e pouca criatividade, o toma lá dá cá prevaleceu em campo, com um ou outro lance merecedor do tradicional ‘uhhhh’ nas arquibancadas.

Sentindo que o Paraná estava satisfeito com o resultado de 1 a 1, o ‘professor’ Diego Aguirre promoveu duas alterações na bacia das almas. Saíram Nenê e Rojas, entraram Tréllez e Shaylon. O Tricolor partiu para o tudo ou nada. No desespero, adotou uma enxurrada de chuveirinhos sobre a área dos paranaenses. Na hora agá, porém, desperdiçou as chances e deixou dois pontos preciosos na Vila Capanema.

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Na retranca, sem dar um chute a gol, Peixe segura empate contra os hermanos

O Santos aterrissou na Argentina disposto a voltar com um empate no primeiro tiroteio do mata-mata da Libertadores e atingiu seu objetivo: ficou no ‘oxo’ contra o Independiente, em Avellaneda. A equipe esqueceu o DNA ofensivo no aquário da Vila Belmiro e não deu um chute a gol. O goleiro Vanderlei foi um dos destaques.

Pituca disputa lance com MezaA segunda partida será disputada na próxima semana, no dia 28, no Pacaembu. Novo 0 a 0 leva a classificação às quartas de final para os pênaltis. Empate com gols favorece os argentinos. A vitória no tempo normal coloca Santos ou Peixe contra o vencedor de River Plate x Racimg – também empataram sem gols no primeiro confronto. jogo de ida.

Desde o início da partida ficou clara a disposição santista em primeiro defender e depois, se possível, contra-atacar o time argentino. Mestre Cuca fechou a casinha, com duas linhas de quatro, e apenas Gabigol e Rodrygo no meio de campo, na esperança de surpreender os hermanos num contragolpe em velocidade.

O esquema deu certo e o Santos conseguiu neutralizar o Independiente, que facilitou o trabalho do time santista ao errar muitos passes e tentar furar a defesa pelo meio, aproveitando raras vezes o jogo pelas laterais. Também faltou criatividade aos meio-campistas argentinos.

Mas se foi eficiente na defesa, o Peixe se mostrou inoperante na frente. Tanto que não deu um chute ao gol do Independiente. Um cone substituiria perfeitamente Martín Campaña.

Aos 10 do segundo tempo, o Santos sofreu um golpe: Rodrygo sentiu uma lesão e foi substituído por González. O moleque vinha desempenhando um bom papel taticamente, porém sem a agressividade que o caracteriza no ataque.

Treze minutos depois, nova mudança no Peixe: Sasha no lugar de Bruno Henrique. Aos 35, Bryan Ruiz no de Sánchez. Antes, o goleiro Vanderlei operou um milagre. Já aos 36, Dodô foi expulso após dar uma cotovelada num adversário. P

Com um a menos, o time santista se fechou ainda mais, aguentou a pressão desordenado do Independiente e garantiu um grande resultado. Detalhe: não deu um chute a gol. O DNA ofensivo perdeu o avião para Buenos Aires.

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Pitaco do Chucky. Tira, põe, deixa ficar: lucro líquido dos maiores bancos do país entre abril e junho atingiu irrisórios R$ 21,2 bilhões. A crise está mesmo brava.

Paredão. Contratado em dezembro, depois de defender o Furacão em 318 partidas, Weverton pode quebrar um recorde de 26 anos contra o Botafogo, nesta quarta, na mansão Allianz Parque. Desde 1992, nenhum goleiro palmeirense ficou oito jogos sem tomar gol. No triunfo sobre o Vitória por 3 a 0, Weverton igualou a marca de Cesar, que passou sete jogos sem levar gol entre outubro e novembro. Pela quinta vez na história, o Palmeiras chegou a sete duelos zerado na defesa. A maior sequência sem ser vazado é de 12 jogos, que aconteceu entre abril e maio de 1987.

Zé Corneta. Recordar é viver e… sofrer. Há 11 anos, no histórico campeonato em que mergulhou sem bóia e pé de pato no inferno da segunda divisão, o Corinthians também concluiu o turno com 26 pontos.

Saci só no sapatinho. Pelo andar do patinete, o Saci colorado tem razões de sobra para sonhar com o título do Brasileirão e sair da fila do gargarejo depois de 39 anos. As razões do otimismo: está apenas três pontos atrás do líder São Paulo (41 a 38); vai encarar os outros candidatos ao caneco (soberano Tricolor, Flamengo, Grêmio, Galo e Palmeiras) no Beira-Rio, onde está invicto no campeonato, com sete vitórias e dois empates; nos últimos 15 jogos, perdeu apenas um e coleciona quatro triunfos consecutivos; e ganhou o reforço de Paolo Guerrero.

Sugismundo Freud. Quem corre cansa, mas quem anda devagar chega atrasado.

Jejum mineiro. Ao empatar em 1 a 1 com o Bahêa, a Raposa completou cinco jogos sem vencer no Brasileirão. O calvário do time do ‘professor’ Mano Menezes começou após o triunfo sobre o Furacão por 2 a 1. Aí o pão de queijo queimou: Corinthians (2 a 0), soberano Tricolor (2 a 0), Flamengo (1 a 0), Vitória (1 a 1) e Bahêa. A equipe ocupa a oitava posição, com 26 pontos. O Grêmio espera a Raposa de braços abertos.

Zapping. Repórter beija careca de Felipe Melo, apresentador se veste de Barbie, narrador grita até em arremesso lateral… O esporte na TV vive dias empolgantes.

Golpe tricolor. Cartolas do soberano São Paulo já mexem os pauzinhos, by mídia caolha, para colocar o envelhecido Morumbi como sede da Copa América/19. O estádio briga com a mansão Allianz Parque. O Itaquerão, minha casa minha vida foi descartado. O rei do sorriso Andrés ‘Desmanchez’ garante que pediu à Conmebol para riscar do mapa o campo corintiano porque não compensaria financeiramente.

Boca de urna. O ex-jogador Kaká pode engrossar a lista de esportistas que apóiam Jair Bolsonaro (PSL). Ele marcou um tête-à-tête com o candidato a presidente. O palmeirense Felipe Melo é fã de carteirinha de Bolsonaro, o mesmo acontecendo com o lutador de UFC José Aldo.

Dona Fifi. O poderoso chefão do Peixe, José Carlos Peres, abriu o jogo: o clube precisa pagar R$ 120 milhões até dezembro. Ou seja, boa parte do dinheiro da venda de Rodrygo ao Real Madrid servirá para pagar dívidas.

Gilete press. De Athos Moura, no ‘Globo’: “O STJD voltará a converter parte das punições de jogadores de futebol em medidas sociais. A ideia do novo presidente do órgão, Paulo César Salomão Filho, é que as penas se tornem mais brandas, desde que os atletas punidos façam aparições e palestras em instituições de caridade ou escolas públicas. A medida, para ser aplicada, precisa ser solicitada pelo clube do jogador punido.” A conferir.

Tiro curto. Vasco, 120 anos: passado de glórias, presente para esquecer.

Tititi d’Aline. Mais um capítulo na emocionante e chatíssima história Gustavo Scarpa: a maioria dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho deu ganho de causa ao atleta. O Fluminense dançou ao tentar cassar a liminar que liberou o meia ao Palmeiras. O julgamento foi interrompido por causa de um pedido de vistas, mas a maioria do TST já mandou o time carioca catar coquinho.

Você sabia que… os principais times italianos investiram R$ 3 bilhões em reforços nesta temporada?

Bola de ouro. CR7, Modric e Salah. Os três concorrem ao prêmio da Uefa de melhor jogador do ano na Europa. O vencedor será conhecido no dia 30, durante o sorteio dos gurpos da Champions. Neymar sequer ficou no top 10.

Bola de latão. Vitória. O time baiano fechou o turno com a pior defesa do campeonato: 39 gols em 19 jogos. Na era dos pontos corridos do Brasileirão, só não perde do América/RN (42 gols em 2007) e Avaí (40 em 20011).

Bola de lixo. Everton Ribeiro. Merece uma punição exemplar pelo chute no rosto de Marcinho na derrota do Flamengo para o Furacão.

Bola sete. “Se nos amistosos a presença de Neymar não fosse ‘obrigatória’ para justificar as boas cotas, ele receberia um ‘descanso’ de Tite” (de Wanderley Nogueira, Jovem Pan – ajoelhou tem de rezar).

Dúvida pertinente. ‘Titia’ Leila Crefisa ou Mauricio Galiotte, quem manda de verdade no Palmeiras?

O que você achou? jr.malia@bol.com