Macaca, um dos patinhos feios na briga pelo caneco contra os gigantes

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Ponte e Novo Hamburgo são os principais patinhos feitos da pátria das chuteiras furadas na reta final dos estaduais.

A Macaca deu uma banana para o Periquito na hora de a onça escovar os dentes e decidirá o Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, diante do Corinthians (eliminou o soberano São Paulo nas semifinais).

As equipes se encontrarão pela terceira vez numa final. O time campineiro morreu na praia em 1977 e 1979. Há 40 anos, o tira-teima em melhor de três rendeu o caneco ao Corinthians depois de um jejum de 22 anos, oito meses e sete dias sem dar a volta olímpica.

A Ponte ainda sucumbiu aos pés do Tricolor (1981) e Palmeiras (2008). E ficou pelo meio do caminho no triangular de 1970, com palmeirenses e são-paulinos.

Melhor time do Gauchinho, o Novo Hamburgo eliminou o Grêmio nos pênaltis e disputará a taça com o Saci colorado. A equipe voltará a decidir o título depois de 65 anos. Jamais foi campeã. Coleciona cinco vices, de acordo com o ‘sr.goool’. Já o Inter brigará pelo heptacampeonato.

Outras zebras que resolveram passear pelos estaduais e sonham com o sucesso: Globo, Ferroviário, Salgueiro, Ceilândia, Doze, Itapemirim. A cobra vai fumar com:

Alagoano
CRB x CSA
Baiano
Bahêa x Vitória
Brasiliense
Brasiliense x Ceilândia
Capixaba
Doze x Itapemirim
Carioca
Fluminense x Flamengo
Catarinense
Avaí x Chapecoense
Cearense
Ferroviário x Ceará
Gaúcho
Saci colorado x Novo Hamburgo
Mato-grossense
Sinop x Cuiabá
Mineiro
Raposa x Galo
Paraense
Paysandu x Remo
Paraibano
Treze x Botafogo
Paranaense
Furacão x Coxa
Paulista
Ponte x Corinthians
Pernambucano
Sport x Salgueiro
Potiguar
Globo x ABC
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Pitaco do Chucky. Brasil sil sil… para cada ladrão morto, nascem três políticos.

Selvageria. Não dá mais para suportar a estupidez que entrou em campo após o brilhante triunfo do Palmeiras sobre o Peñarol por 3 a 2, pela Libertadores. O estádio Campeón del Siglo virou uma autêntica praça de guerra, com jogadores se engalfinhando no gramado e torcedores transformando as arquibancadas em octógono. Vandalismo total. Que deveria merecer uma punição exemplar, mas como as chuteiras sul-americanas estão sob a égide da Conmebol, uma casa dominada por senhores fanáticos em levar vantagem financeira até em par ou ímpar, certamente nada acontecerá. E o ludopédio sul-americano continuará produzindo cenas dantescas, que remetem às arenas romanas, aos espetáculos bizarros produzidos pela loucura humana: “Salve, César! Aqueles que vão morrer te saúdam”. Só faltarão os leões para o grand finale.

Zé Corneta. Ainda há um pouco de esperança: goleiro Bruno de volta à concentração permanente, de onde não deveria ter saído.

Dois pesos… Os engomadinhos de colarinho branco da impoluta mamãe Fifa são extremamente equilibrados em julgamentos disciplinares. Em 24 de março, na cidade de Dublin, o lateral-esquerdo Neil Taylor, da seleção do País de Gales, abriu a caixa de ferramentas e, com uma entrada criminosa, quebrou a perna direita do irlandês Seamus Coleman, em duelo pelas eliminatórias europeias da Copa do Mundo de 2018. Coleman só voltará a jogar no próximo ano. Pela amabilidade, Taylor foi enquadrado por má conduta contra oponentes. Punição exemplar: dois jogos de gancho.

Sugismundo Freud. A formiga sabe a folha que corta.

e duas medidas. Mais sorte teve o hermano Messi. Cinco dias após a vitória da Argentina sobre o Chile por 1 a 0, pelas eliminatórias sul-americanas, a comissão disciplinar da mamãe Fifa anunciou que a ‘Pulga’ ficaria fora dos próximos quatro jogos da seleção por ter cometido uma infração gravíssima. O atacante ousou xingar o bandeirinha brasileiro Emerson Carvalho. Messi também recebeu uma multa de 10 mil francos suíços (R$ 32 mil).
Ou seja, bater pode, mas ofender é pecado mortal. Não precisa explicar, vovó Mafalda só queria entender.

Zapping. É impressionante como os comentaristas vestem a camisa do time de coração após uma vitória. Paixão 10, equilíbrio zero.

Mayday, mayday. Quem guarda tem: mamãe Fifa separou US$ 260 milhões (R$ 815 milhões) para encarar processos e multas nesta temporada. A grana sairá de parte do bolo obtido com a ‘Copa das Copas’ de 2014. Os cofres da entidade foram aquinhoados com a bagatela de US$ 5 bilhões depois do Mundial no Brasil, maior lucro da história da competição. A nobre confraria tem pendências com fornecedores brasileiros, advogados, disputas de ingressos e casos de corrupção. As reservas estratégicas, criadas para tempos de crise, como agora, giram em torno de US$ 1 bilhão. Na Copa da Rússia, em 2018, a receita deve atingir US$ 5,5 bilhões.

Caiu na roda. Palmeirense Felipe Melo, um volante de palavra: ‘Se precisar dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar.’

Mamão com açúcar. Os últimos oito anos não foram nada fáceis para o Circo Brasileiro de Futebol. O lucro acumulado atingiu apenas R$ 506,8 milhões. Na temporada de 2016, o superávit foi de R$ 43,7 milhões, o menor desde 2007. Nada preocupante, já que o café no bule será muito bem adoçado em 2017.

Dona Fifi. Contratado por R$ 6 milhões, o meia Guilherme trocou o Corinthians pelo Furacão depois de 50 jogos (36 como titular), sete gols, seis assistências e muito chinelinho. Ou seja, não deixará saudade, mas continuará recebendo R$ 400 mil por mês (50% para cada time).

Pé de pato. O interventor da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Gustavo Licks, pretende realizar novas eleições na entidade em até três meses. O ex-presidente Coaracy Nunes, Sérgio Alvarenga (diretor financeiro), Ricardo Cabral (coordenador de polo aquático) e Ricardo de Moura (superintendente de natação) estão presos, acusados de uma série de trambiques quando comandavam a CBDA.

Rosamundo, o pensador. Roupa branca na passagem de ano é sinal de pouco dinheiro

Patolino na geral. Boas novas no Grêmio: Justiça do Trabalho manda o clube pagar dívida de R$ 3,1 milhões ao goleiro Victor até 9 de maio. Hoje no Galo, o atleta de 34 anos defendeu o imortal entre 2008 e 2012. Não cabe recurso.

Gilete press. De Leonardo Lourenço, no ‘Globoesporte.com’: “O Ministério Público paulista ajuizou ação em que pede que o São Paulo e a Federação Paulista de Futebol paguem solidariamente uma indenização por danos sociais pela queda de torcedores tricolores de uma das arquibancadas do Morumbi em maio de 2016. No jogo contra o Atlético-MG, pela Libertadores, uma grade do anel inferior se quebrou e algumas pessoas se feriram ao comemorar um gol dos donos da casa. A promotoria pede que a indenização seja o dobro da renda bruta da partida (R$ 4.137.596,00) – um total de R$ 8.275.138,00. Em janeiro, o clube foi condenado a pagar R$ 10.104 a um dos torcedores que se machucaram no acidente. O São Paulo e a FPF ainda não se manifestaram nos autos.” Jogo duro!

Tiro curto. Tem blog também, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. O mandachuva e raios do soberano Tricolor, CA de Barros e Silva, estreou no trono como manda o figurino. Eleito na terça, ele perdeu dois canecos em menos de quatro dias. Na quarta, dançou aos pés da Raposa na Copa do Brasil; no domingo, foi eliminado pelo Corinthians nas semifinais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Haja ‘leco leco’ para explicar os fracassos.

Você sabia que… o Palmeiras voltou a vencer em Montevidéu depois de 44 anos?

Bola de ouro. Abel Braga. O ‘professor’ sessentão está dando uma aula na casamata do Fluminense. Sem reforços badalados, armou um time de primeira. Marcou 54 gols, sofreu 25 e perdeu apenas quatro jogos em 24 na temporada.

Bola de latão. Grêmio. Mais um ano na fila do gargarejo do Gauchinho. Pior: pode assistir pela TV a festa do hepta do Saci colorado.

Bola de lixo. Carlos ‘Rolando Lero’ Nuzman. Finalmente, o irrequieto comandante do COB (caixinha, obrigado Brasil) foi recompensado pelos brilhantes serviços não prestados e ‘otras cositas más’: caiu fora da briga pelo trono da Odepa (Organização Desportiva Pan-americana) logo no primeiro turno. O chileno Iván Neven Ilic, 55 anos, é o novo presidente. Ele derrotou o dominicano Joaquin Puello por 26 a 25. Acorda, Brasil!

Bola sete. “Os credores de Emerson Fittipaldi foram rápidos. Bastou o ex-piloto lançar seu novo carro no salão de Genebra, para eles entrarem na Justiça pedindo o bloqueio do dinheiro que Emerson vai receber. Chamado EF7, o esportivo é uma parceria com a Pininfarina” (de Mauricio Lima, em ‘Veja’ – que dureza!).

Dúvida pertinente. Libertadores, guerra ou futebol?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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Virada espetacular do Palmeiras, após treinador atacar de ‘professor Pardal’. O pau quebrou

Uruguaios agridem o goleiro Fernando Prass depois do jogo em Montevidéu

O Palmeiras simplesmente roubou a superquarta da Libertadores. Depois de estar perdendo por 2 a 0, a equipe reagiu no segundo tempo e derrotou o Peñarol por 3 a 2. Uma vitória incrível!

No final da partida, torcedores uruguaios e palmeirenses quebraram o pau nas arquibancadas. Os jogadores também brigaram. Se a medíocre Conmebol agir com rigor, vários atletas deverão ser suspensos. Mas como se trata de uma entidade mequetrefe, dificilmente acontecerá qualquer coisa.

“Eles me chutaram, deram soco na boca. É impressionante como o capitão do time, o Nández, chega a uma covardia premeditada, porque fecharam o portão. É um baita exemplo, parabéns para o Nández. Vão se vangloriar porque deram porrada. Vamos ver essa cena mais uma vez e vão falar que isso é Libertadores. Se a entidade que comanda não for rigorosa e punir, vai seguir. Dou parabéns ao Nández porque é um baita exemplo para as crianças. Pensei em proteger o Felipe Melo. Tinha jornalista com tripé tentando acertar jogadores do Palmeiras”, contou Fernando Prass.

No duelo entre Furacão e Flamengo, a equipe paranaense levou a melhor e venceu por 2 a 1, em um jogo emocionante. Já o Galo passou pelo Libertad, do Paraguai, por 2 a 0.

No estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu, o ‘professor’ Eduardo Baptista resolveu inventar. Escalou três zagueiros (Edu Dracena, Mina e Vitor Hugo) e tomou um baile do Peñarol. O Palmeiras não viu a cor da bola. Sequer deu um chute a gol. E levou dois: aos 13, após cometer falta em Mina, Affonso colocou o time uruguaio em vantagem. Aos 38, Junior Arias ampliou.

No segundo tempo, Eduardo Baptista caiu na real. Sacou Egídio e colocou Tchê Tchê no time. Já Willian Bigode entrou no lugar de Vitor Hugo. O Palmeiras voltou ao arroz com feijão e encaçapou o Peñarol em apenas 27 minutos. Willian diminuiu aos 3, em um lindo voleio. Aos 17, Mina, de cabeça, empatou. E aos 27, a sensacional virada, com outro gol de Willian.

Um resultado merecido. Que poderia ter sido mais tranquilo se Eduardo Baptista não tivesse atacado de ‘professor’ Pardal no primeiro tempo. Com a vitória por 3 a 2, os periquitos em revista praticamente garantiram a classificação ao mata-mata no grupo 5. Somam 10 pontos, quatro a mais do que o Jorge Wilstermann, segundo colocado. O Atlético Tucumán, com quatro, é o terceiro, e o Peñarol, com três, é o lanterna. Restam apenas duas rodadas para o fim da fase de grupos.

Na Arena da Baixada, o Furacão faturou o Flamengo e obteve a primeira vitória em casa: 2 a 1, gols de Thiago Heleno e Gedoz, um em cada tempo – Arão descontou nos acréscimos. A equipe paranaense procurou atrair o Urubu e explorar os contra-ataques. Deu certo.

Os paranaenses assumiram liderança do grupo 4, com sete pontos. O Flamengo aparece em segundo, com seis. Os dois times podem se classificar com uma vitória na próxima rodada. O Universidad Católica está em terceiro, com cinco, um à frente do San Lorenzo.

Desde 1999, quando a Arena da Baixada foi reinaugurada, o Furacão ganhou 12 vezes e empatou quatro diante do Flamengo, que venceu apenas uma, na Sul-americana de 2011, colocando fim a um jejum e 37 anos em Curitiba.

No Independência (18.838 pagantes/R$ 1.226.125), o Galo bateu o Libertad por 2 a 0, gols de Robinho e Cazares no segundo tempo, e assumiu a liderança do grupo 6. A equipe tem sete pontos ganhos, mesmo número que o Godoy Cruz. Mas o time argentino joga nesta quinta contra o Sport Boys. O Libertad tem quatro, e o Sport, um.

Mesmo dominando os 45 minutos iniciais, o Galo só conseguiu furar o bloqueio do time paraguaio no segundo tempo. Antes, porém, passou por maus momentos e aí apareceu ‘são Victor’ para evitar o pior. Aos 26, Robinho recebeu belo passe de Fred ‘Slater’ e fez 1 a 0. Pouco depois, Robinho foi substituído por Cazares, que definiu o placar aos 43, aproveitando rebote de Rodrigo Muñoz, após um chute de Rafael Moura.

Na abertura das oitavas de final da Copa Brasil, o Peixe derrotou o Paysandu por 2 a 0, na Vila Belmiro, e ficou numa situação privilegiada para se classificar às quartas. O time paulista agora pode perder por até um gol de diferença no segundo duelo do mata-mata, dia 10 de maio, em Belém. O Papão precisa ganhar por três gols de vantagem para eliminar o Santos.

Apesar da vitória, a equipe santista decepcionou a torcida (6.266 pagantes/R$ 154.805). O Paysandu dominou o primeiro tempo e só não chegou ao gol porque parou nas luvas de Vanderlei e na falta de talento de seus jogadores. Irritada, a torcida vaiou o Peixe na saída para o vestiário.

No início da segunda etapa, Bruno Henrique acertou uma bomba no ângulo esquerdo de Emerson e abriu o placar. Em protesto contra o comportamento da galera, não comemorou o gol. O Paysandu ficou meio grogue, mas só foi nocauteado aos 44 minutos: o colombiano Hernández bateu uma falta na direita e seu compatriota Copete cabeceou para o fundo da rede.

O ‘matador’ Ricardo Oliveira completou cinco partidas sem correr para o abraço no Santos. Que tentou atrair mais torcedores e liberou a entrada para os sócios. Não obteve êxito, já que menos de sete mil compareceram ao aquário da Vila.

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O velho freguês Tricolor colabora e Corinthians volta a decidir um título com a Macaca

Jô comemora o quinto gol em clássicos: Corinthians na final do Paulistinha

Havia bons motivos para a torcida do soberano São Paulo acreditar numa virada de jogo contra o Corinthians: 1) nos seis mata-matas oficiais neste século, havia morrido sempre – só no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, três vezes; 2) nunca havia festejado um triunfo na casa corintiana (quatro surras e um empate).

E não deu outra: a freguesia voltou a falar mais alto e o Tricolor dançou novamente aos pés da Fiel. O Corinthians, que poderia perder por até um gol de diferença (havia vencido no Morumbi por 2 a 0), está nas finais do campeonato.

A equipe corintiana empatou em 1 a 1 com o coirmão no Itaquerão, minha casa minha vida (43.394 pagantes/R$ 2.667.936,30), e agora decidirá o caneco contra a Ponte Preta, que eliminou o badalado e milionário Palmeiras.

Corinthians e Macaca voltarão a se encontrar numa final pela terceira vez. O time da capital soltou o grito de campeão em 1977 e 1979. A conquista mais importante aconteceu há quatro décadas, quando o Corinthians deixou uma fila de 23 anos sem título, após melhor de três. Ganhou dois jogos por 1 a 0 e perdeu um por 2 a 1, todos no Morumbi.

O tira-teima entre corintianos e pontepretanos acontecerá em 30 de abril e 7 de maio. O primeiro jogo acontecerá no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e o segundo no estádio da Fiel.

Já o Tricolor ficará de ‘férias’ até 11 de maio, à espera do segundo embate contra o argentino Defensa y Justicia, no Morumbi, pela Copa Sul-americana. A estreia do São Paulo no Brasileirão acontecerá em 14 de maio, contra a Raposa, em BH.

Apesar de ter mais posse de bola e exercer forte pressão sobre o Corinthians desde o início da partida, o São Paulo saiu em desvantagem ao final do primeiro tempo. Aos 47 minutos, após cobrança de falta, Jô dominou na pequena área, sozinho, e abriu o placar – quinto gol do atacante em cinco clássicos. Na havia impedimento, porque a bola bateu antes em Lucas Pratto.

No segundo tempo, o Corinthians deitou no placar e abusou das firulas, incentivado por gritos de ‘olé’ da torcida. O São Paulo, com o placar agregado contra de 3 a 0, partiu para o tudo ou nada, com excesso de chuveirinhos e muito nervosismo.

O ‘professor’ Rogério Ceni trocou Júnior Araújo, Gilberto e Cueva por Luiz Araújo, Chavez e Thomas, respectivamente, e empatou aos 38, com Lucas Pratto. Tarde demais para escapar da ‘morte’, já que Thiago Mendes foi expulso de campo.

No Corinthians, Fabio Carille substituiu Romero, Arana e Jô por Léo Jabá, Moisés (um horror em poucos minutos na lateral esquerda) e Kazim. Ou seja, seis por meia dúzia. Sorte que a equipe havia resolvido praticamente o mata-mata no triunfo do Morumbi.

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Fla-Flu na cabeça. Com dois gols de Guerrero, o Flamengo derrotou o Botafogo por 2 a 1, no ‘new Maraca’, e decidirá o título com o Fluminense, que despachou o Vasco (3 a 0). Sassá, de pênalti, descontou para o Bota. A dupla Fla-Flu voltará a disputar o caneco depois de 22 anos. O embate pelas semifinais atraiu apenas 17.140 pagantes (R$ 974.080). Na decisão da Taça Guanabara deste ano, o primeiro turno do Carioquinha, o Tricolor bateu o Rubro-negro nos pênaltis.

Pitaco do Chucky. Sinônimo de mesada surrupiada: valores não declarados em espécie. É muita sem-vergonhice.

Amor milionário. A Macaca também tem um salvador da pátria fora das quatro linhas. O presidente de honra Sérgio Carnielli, 71 anos, tirou a Ponte do fundo do poço quando assumiu o cargo de mandachuva e raios em 1996. O cartola usou dinheiro do próprio bolso para colocar as finanças em dia. A Macaca chegou a ter até os sofás do estádio Moisés Lucarelli penhorados. O clube deve pouco mais R$ 100 milhões a Carnielli. Qualquer semelhança com o palmeirense Paulo Nobre não é mera coincidência. É fanatismo mesmo pelas cores de uma camisa.

Zé Corneta. Brasil ideal apoia Rodrigo Caio; Brasil real detona.

Boca de urna. O PSDB continua tentando convencer o técnico Bernardinho a sair candidato ao governo do Rio nas eleições de 2018. Se conseguir, vai dar um chega pra lá em Carlos Roberto Osório, derrotado na disputa pela prefeitura e lembrado por vascaínos tradicionais para disputar o trono do clube, em novembro.

Caiu na rede. Boi, boi, boi da cara preta, Palmeiras contrata todo mundo e perde da Ponte Preta

Ô coitado! O Circo Brasileiro de Futebol faturou ridículos R$ 647 milhões em 2016. Os patrocinadores da amarelinha desbotada contribuíram com apenas R$ 411 milhões, R$ 172 milhões a mais do que em 2015. Agora está explicado por que o imperador ostentação Del Nero não pode viajar ao exterior. Não há dinheiro no cofre da casa maldita do ludopédio nacional para comprar uma mísera passagem de classe econômica até Nova York. E só de ida! A volta fica por conta e desejo da ‘Aerolineas FBI’.

Dona Fifi. O Circo Brasileiro de Futebol deve utilizar trios fixos de assopradores de latinha no Brasileirão. A ideia é usar apito amigo do mesmo estado.

Reis da mandioca. Real Madrid e Juventus são favoritos nas bolsas de apostas contra Atlético de Madrid e Monaco, respectivamente, nas semifinais da Champions. Real e Atlético voltarão a se encontrar pela quarta vez no torneio. Nas finais de 2013/14 e 2015/16, o Real soltou o grito de campeão. O time também superou o coirmão nas quartas de final de 2014/15. Nas semifinais, levou bala da Juve. O Real corre atrás do 12º caneco da Champions. O Atlético nunca deu a volta olímpica, a exemplo do Monaco (foi vice em 2003/04). Já a Juve ganhou em 1984/85 e 1995/96. A decisão será realizada no dia 3 de junho, em Cardiff, no País de Gales.

Patolino na geral. Messi, a ‘Pulga’ argentina, voltou a encaçapar o Real Madrid depois de três anos. Ele marcou dois gols na vitória do Barcelona por 3 a 2, pelo Campeonato Espanhol. Já guardou 23 em confrontos contra o coirmão.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “Espaço do Frei Betto — Tem brasileiro que não é capaz de citar a escalação da seleção de Tite, mas sabe, de cor, os nomes dos onze juízes do STF. No time, Janot atua como técnico, Moro como gandula — já que põe a bola de volta ao campo toda vez que ela sai — e Temer insiste em apitar o jogo, apesar das vaias da torcida. Faz sentido.” E como!

Rosamundo, o pensador. É impressionante a força de uma foto 3×4 para destruir uma pessoa.

Tititi d’Aline. A Crefisa foi com muita sede ao pote e pode se dar mal. O porta-voz do Vaticano, Greg Burke, confirmou que a patrocinadora do Palmeiras pode ser processada por ter publicado um anúncio com o papa Francisco recebendo a camisa do clube, devidamente carimbada com o logotipo da empresa. A Crefisa utilizou a imagem do papa sem autorização. Sanguessuga.

Você sabia que… o Bahêa fechou a última temporada com superávit de R$ 21,8 milhões, graças principalmente à grana da TV, algo em torno de R$ 45 milhões?

Bola de ouro. Bernardinho/Nadal. O treinador brasileiro e o tenista espanhol viveram um domingo especial: sagraram-se decacampeões. Bernardinho faturou o 10º caneco da Superliga feminina de vôlei com o triunfo do Rexona-Sesc sobre o Vôlei Nestlé por 3 a 2. A equipe carioca ganhou o 12º título da competição. Já Nadal levantou pela 10ª vez o Masters de Monte Carlo. Bateu com facilidade o compatriota Albert Ramos-Viñolas por 6/1 e 6/3.

Bola de latão. Miguel Borja. Contratado por R$ 35 milhões, o atacante teve um chilique ao ser substituído no embate com a Ponte. Chiou e chutou um copo de água ao deixar o campo. Boa parte da torcida recriminou a atitude do colombiano. Em 11 jogos, Borja só atuou os 90 minutos em duas partidas. Marcou quatro gols.

Bola de lixo. Boxe. Por conta da exemplar matemática 2+2= 5, a confederação brasileira entrou na mira do Ministério Público Federal. O nocaute é só uma questão de tempo, de acordo com irregularidades já levantadas pelas autoridades na glamorosa CBBoxe, entre as quais pagamento sem nota fiscal.

Bola sete. “Mesmo não sendo o futebol bonito, o Corinthians tem organização, função, triangulação e dedicação de todos. Os jogadores compraram a ideia de trabalho, a forma de jogar e se dedicaram muito desde o que pedimos no primeiro jogo. A gente chega muito forte nessa final. Mas é 50% para cada lado” (do ‘professor’ Fabio Carille, após a classificação à final – há controvérsias).

Dúvida pertinente. Rogério Ceni, depois de duas eliminações: mito ou mico como ‘professor’?

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Palmeiras: a ordem é rezar por um milagre de San Gennaro contra a Ponte

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A torcida do Palmeiras pode respirar fundo, apertar o terço e rezar para San Gennaro. Na história dos confrontos com a Ponte, a equipe festejou apenas 18 vitórias por três ou mais gols de diferença. As equipes disputaram 126 jogos.

Dos triunfos obtidos, nove foram por três tentos de vantagem, resultado que levará a briga por uma vaga na final para os pênaltis – a Macaca ganhou o primeiro embate das semifinais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, por 3 a 0, em Campinas.

A última vitória aconteceu no Brasileirão de 2012: 3 a 0, em 25 de setembro, no Pacaembu. Gilson Kleina, atual treinador da Ponte, estava na casamata do Palmeiras, que lutava contra o rebaixamento, mas não teve sucesso.

Já o último resultado positivo por quatro ou mais gols foi comemorado em 4 de maio de 2008: 5 a 0, na final do estadual de 2008, no Palestra Itália. Os 18 triunfos dos periquitos em revista por três ou mais gols, de acordo com ‘Placar’/historiador Bruno Alexandre Elias:

05/11/1939 – Ponte 0 x 5 Palestra Itália (Barão Geraldo) – Amistoso
16/10/1954 – Palmeiras 4 x 1 Ponte (Palestra Itália) – Paulista
02/09/1956 – Palmeiras 4 x 0 Ponte (Palestra Itália) – Paulista
26/12/1959 – Palmeiras 6 x 1 Ponte (Palestra Itália) – Paulista
04/08/1960 – Palmeiras 4 x 1 Ponte (Palestra Itália) – Paulista
25/04/1962 – Ponte 0 x 3 Palmeiras (Campinas) – Amistoso
26/09/1970 – Palmeiras 4 x 0 Ponte (Palestra Itália) – Gomes Pedrosa
05/06/1971 – Palmeiras 4 x 0 Ponte (Palestra Itália) – Paulista
15/04/1972 – Palmeiras 4 x 1 Ponte (Palestra Itália) – Paulista
13/02/1973 – Palmeiras 4 x 0 Ponte (Palestra Itália) – Laudo Natel
13/07/1986 – Ponte 0 x 3 Palmeiras (Campinas) – Paulista
02/02/1994 – Palmeiras 5 x 0 Ponte (Palestra Itália) – Paulista
06/04/1995 – Ponte 0 x 3 Palmeiras (Campinas) – Paulista
13/09/1998 – Palmeiras 3 x 0 Ponte (Palestra Itália) – Brasileiro
08/05/2004 – Palmeiras 3 x 0 Ponte (Palestra Itália) – Brasileiro
20/11/2005 – Ponte 2 x 6 Palmeiras (Campinas) – Brasileiro
04/05/2008 – Palmeiras 5 x 0 Ponte (Palestra Itália) – Final do Paulista
25/09/2012 – Palmeiras 3 x 0 Ponte (Pacaembu) – Brasileiro

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Pitaco do Chucky. É inacreditável: Rodrigo Caio virou vilão para a maioria dos säo-paulinos. Se falhar nos próximos jogos, a mandioca vai queimar.

‘Matador’ da Fiel. Os números comprovam a ‘Romerodependência’ do Corinthians: em 122 jogos, o atacante paraguaio marcou nada menos que… 22 gols. Ou, noves fora, um gol a cada 5,5454 jogos. Ou, ainda, pouco mais de 500 minutos de bola rolando. Nesta temporada, em 20 duelos, dois gols e uma assistência. Balanço das horas sem ponteiros: 1 a 0 é mesmo goleada para Romero & Cia. Vai Corinthians!

Zé Corneta. Pelo jeito, o discípulo Fabio Carille só não aprendeu uma coisa com o mestre Tite: fala muito. Ou é cansaço, ou é lesão, ou é arbitragem… só não é absoluta falta de bola no bico da chuteira.

Zapping. Mil sorrisos na plim-plim: Corinthians x Saci colorado rendeu 28 pontos no ibope da grande Pauliceia entregue à violência, recorde de audiência da Copa do Brasil em São Paulo. À tarde, Barcelona x Juventus, pela Champions, cravou 16 pontos, cinco a menos que na Cidade Maravilhosa das balas uivantes. Cada ponto em SP corresponde a 70,5 mil domicílios sintonizados; no RJ, 44 mil.

Sugismundo Freud. Só nega o passado quem tem rabo preso.

Túnel do tempo. Pequena lembrança na marolinha da Lava Jato: citado pelo delator da Odebrecht Henrique Valladares como dono de uma das contas em que eram depositadas propinas para Aécio Neves, o empresário Alexandre Accioly é sócio do treinador Bernardinho, do vôlei, na rede de academias Body Tech (21 no Rio e 53 no Brasil). Os empresários João Paulo Diniz (Grupo Pão de Açúcar) e Luiz Urquiza (ex-banqueiro) completam a sociedade.

Caiu na rede. Parabéns pelo hexa, Corinthians! Seis vezes eliminado no Itaquerão.

Preço dos vices. O Galo gastou R$ 124,7 milhões com as chuteiras na última temporada, entre salários e direitos de imagem. A equipe saboreou dois vices (Mineirinho e Copa do Brasil) e fechou o Brasileirão na quarta colocação. Em 2015, o futebol devorou R$ 88,5 milhões. Ano passado, o time mineiro faturou R$ 316,3 milhões (R$ 129 mi da TV) e obteve um lucro de R$ 2,1 milhões, o que não acontecia há 23 anos.

Dona Fifi. A capital da ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’ é realmente um paraíso. Na quarta à tarde, em plena sessão, nossos solertes parlamentares lotaram a sala do café para assistir Barcelona x Juventus no telão. Que vida dura!

Gilete press. De Cosme Rímoli, no ‘R7’: “Rodrigo Caio está se sentindo muito mal no São Paulo. Não quer ser visto como ingênuo e muito menos como alienado. Nem como herói. Digno de prêmios, de cartão verde. Ele está desiludido pela maneira que está sendo tratado e se sentindo injustiçado. A Europa ficou mais perto para Rodrigo Caio. Afinal, seu lugar não é mesmo na terra da corrupção…” É vero.

Rosamundo, o pensador. Os cães ladram e a caravana do Congresso rouba.

Tititi d’Aline. Enzo Mendes, 14 anos, o filho mais velho de Falcão, o Pelé do futsal, é a mais nova aquisição do empresário Wagner Ribeiro. O garoto vem se destacando no juvenil do Magnus, de Sorocaba, e também nas categorias de base do Ituano. O agente já acertou os ponteiros com Falcão e pretende anunciar o acordo na próxima semana. Ribeiro cuida da carreira de Neymar, Gabigol, Lucas Moura e Lucas Lima. O empresário é muito amigo de Falcão e se encontra na Europa. Mendes é habilidoso e gosta de driblar como o pai. Que garante não exercer pressão para o filho jogar bola.

Você sabia que… o zagueiro David Luiz, do Chelsea, ultrapassou a marca de 16 milhões de seguidores nas redes sociais, deixando na poeira Ivete Sangalo (14 milhões) e Gisele Bündchen (11 milhões)?

‘Bola de ouro’. Fabio Carille. O ‘professor’ já entrou para a história do Corinthians: pela primeira vez na história da Copa do Brasil, o time foi eliminado antes das oitavas de final. A equipe corintiana era a única entre as grandes que jamais havia caído fora antes das oitavas. O torneio começou em 1989.

Bola de latão. Copa das Confederações. Alerta vermelho na Rússia: até agora, foram vendidos apenas 210 mil ingressos (30% do projetado) para o torneio, que começará em junho, sem a amarelinha desbotada.

Bola de lixo. Cleber. Até agora não justificou o investimento de R$ 7,3 milhões feito pelo Peixe. Contratado para ser o xerife da zaga, Cleber jogou apenas seis dos 18 jogos da equipe nesta temporada, sendo quatro como titular. Ou pouco mais de 410 minutos em campo.

Bola sete. “Gaiatice que corre no território livre da internet após o STF negar recurso do Flamengo, que pleiteava o título do Campeonato Brasileiro de 1987: ‘O título de 1987 é igual ao sítio de Atibaia. No papel é de um, mas todo mundo sabe que é de outro…’. Faz sentido” (de Ancelmo Gois, no ‘Globo’ – desce o pano).

Dúvida pertinente. O ‘professor’ Fabio Carille resistirá no cargo se o Corinthians também cair fora do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago?

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Põe no DVD: Corinthians eliminado da Copa do Brasil; soberano Tricolor também dança

O herói Marcelo Lomba pegou dois pênaltis na decisão com o Corinthians

A superquarta dos paulistas na Copa do Brasil foi como o diabo gosta. O Corinthians perdeu do Saci colorado nos pênaltis (4 a 3), após empate em 1 a 1 no tempo normal, enquanto o soberano São Paulo derrotou a Raposa por 2 a 1, mas também dançou porque havia perdido o primeiro jogo por 2 a 0.

Eliminados, corintianos e tricolores se encontrarão domingo para decidir a classificação à decisão do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. É a última chance de salvar o semestre com uma volta olímpica.

O Corinthians deu a impressão de que passaria fácil pelo time gaúcho no Itaquerão, minha casa minha vida (32.352 pagantes/R$ 1.639.381,20). Aos 7 minutos de jogo, Maycon abriu o placar. Pouco depois, Jô perdeu um gol cara a cara diante do goleiro Marcelo Lomba.

A equipe paulista resolveu, então, dormir na vantagem e permitiu ao Saci colorado, mesmo com uma série de desfalques, tomar conta do jogo. E foi assim até os 26 minutos do segundo tempo, quando o lateral Fagner tentou cortar e fez contra.

Atingido o objetivo, o time gaúcho tratou de jogar nos contragolpes e o Corinthians perdeu boas oportunidades com Clayton (havia substituído Romero, novamente um desastre) e Jô. Nos contra-ataques, o Saci colorado deu muito trabalho a Cássio.

Nos pênaltis, brilhou a estrela de Marcelo Lomba, que havia feito grandes defesas ao longo dos 90 minutos. Ele defendeu as cobranças de Maycon e Marquinhos Gabriel. Guilherme Arana chutou por cima a sexta cobrança e colocou o Inter nas oitavas de final da Copa do Brasil. Jadson, Jô e Fagner marcaram. Pelo Saci colorado, converteram Brenner, Valdivia, Cuesta e Diego. William e Ortiz desperdiçaram. Cássio defendeu a batida de Ortiz.

O Corinthians sofreu a sexta eliminação em casa, a terceira nos pênaltis – também se deu mal contra Palmeiras, em 2015, e Audax, em 2016, pelo Paulistinha. No tempo normal, sucumbiu diante de Guarani/PAR e Nacional/URU, na Libertadores, e Peixe, na Copa do Brasil de 2015.

No Mineirão (36.193 pagantes/R$ 1.105.337), o soberano São Paulo ganhou por 2 a 1, quebrou a invencibilidade da Raposa na temporada, mas caiu fora da Copa do Brasil, torneio que nunca conquistou. Isso porque perdeu o primeiro jogo do mata-mata por 2 a 0, no Morumbi.

Lucas Pratto e Gilberto (impedido) garantiram a inútil vitória do Tricolor. Thiago Neves, cobrando falta após falha grotesca de Rodrigo Caio, marcou para o time mineiro, que estava invicto havia 21 confrontos – 16 triunfos e cinco empates.

O ‘professor’ Rogério Ceni surpreendeu e promoveu a estreia do atacante Morato, recém-contratado do Ituano. E foi dele a assistência para Lucas Pratto abrir o marcador, aos 14 minutos de jogo. Sexto gol de cabeça do hermano.

No segundo tempo, Thiago Neves empatou aos 15. Gilberto, aos 33, fez o segundo do São Paulo. Ele é o artilheiro do time, com 11 gols.

A equipe paulista voltou a mostrar muita intensidade e forte marcação, o que não havia apresentado nos últimos jogos. Porém, não foi suficiente para evitar a primeira eliminação do M1to em uma competição oficial.

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Pitaco do Chucky. Sinônimo de mesada surrupiada: valores não declarados em espécie. É muita sem-vergonhice.

‘Pulga’ virgem. O hermano Messi deixou a Champions com um gosto mais que amargo na boca. Novamente, ele passou em branco contra o paredão Buffon, da Juventus. Até hoje, a ‘Pulga’ argentina não conseguiu dar uma picada no sensacional goleiro italiano. Que comanda uma das melhores defesas do mundo. No torneio deste ano, sofreu apenas dois gols em 10 partidas (média de 0,2 por jogo). Em 180 minutos diante do trio MSN (Messi, Suárez e Neymar), a ‘Muralha’ de Turim não foi vazada.

Zé Corneta. Brasil ideal apoia Rodrigo Caio; Brasil real detona.

Tapetão. Depois de apenas 30 anos, a minissérie envolvendo Sport, Flamengo e Brasileirão/87 chegou ao fim. O Supremo Tribunal Federal rejeitou, por 3 votos a 1, o recurso do Flamengo contestando a decisão da Justiça que apontou o time pernambucano como único campeão daquele ano. A sentença da Primeira Turma do STF tem tanta chance de ser revertida quanto um mudo dizer para o surdo que o cego viu um aleijado pulando. Apesar de ser torcedor da equipe carioca, o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, votou contra o pedido do clube.

Zapping. Real Madrid x Bayern de Munique, pela Champions, rendeu 16 pontos no ibope da plim-plim na grande Pauliceia esburacada e violenta, seis a menos que na Cidade Maravilhosa das balas uivantes.

Tapetão 2. Alexandre de Moraes e Rosa Weber acompanharam Mello. O ministro Luis Roberto Barroso, também flamenguista, foi o único que votou favoravelmente à divisão do caneco. O ministro Luiz Fux não participou do julgamento porque Rodrigo Fux, seu filho, defendeu o Flamengo. Passando a régua, em pouco tempo o Urubu viu o cheirinho de hepta e hexa evaporar. O futebol é mesmo cruel!

Caiu na rede. Sport informa à torcida flamenguista: museu do clube funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h. Quem quiser ver a taça do Campeonato Brasileiro de 1987 é só passar por lá. Entrada gratuita.

Chapéu na mão. A nobre Confederação Brasileira de Esgrima mandou um recado animador aos atletas: quem estiver disposto a participar de torneios no exterior deve correr atrás de ajuda, porque o cofre da entidade se encontra mais vazio que pneu furado. A fonte secou após a disputa da Rio-16. A esgrimista Taís Rochel resolveu encarar o desafio e foi à luta. Aceitou convite para treinar a equipe da Austrália. A atleta já pensava em abrir uma academia para poder sobreviver quando pintou a proposta da terra do canguru. Ela reconhece que o ideal seria continuar treinando com os melhores do mundo na Itália, mas sem lenço e sem documento teve de aceitar o convite dos australianos.

Patolino na geral. Mais rodado que porta giratória de banco em dia de pagamento, o atacante Jorge Henrique reforçará o Figueira na Série B do Brasileiro. Ele rescindiu com o Vasco depois de 49 jogos e três gols em 2016.

São Tomé em campo. Novo gerente da base do Corinthians, o ex-goleiro Yamada garante que o profissionalismo e a transparência vão imperar entre os moleques. Jura também que abandonou a carreira de empresário. Ele vai trabalhar ao lado do ex-jogador Márcio Bittencourt. Nos últimos tempos, os escândalos dominaram a categoria, com troca de favores e ‘otras cositas más’. São Tomé já está de plantão para conferir.

Dona Fifi. Três jogadores da Macaca já despertaram a cobiça de grandes clubes: o atacante Claysson, o lateral Jeferson e o zagueiro Marlon. O artilheiro Pottker está negociado com o Saci colorado. Lucca e Yago pertencem ao Corinthians.

Olha eu aqui! Depois de nove meses curtindo a vida com a família, o lateral Maicon está no mercado à procura de clube. Titular da amarelinha desbotada nas Copas de 2010 e 2014, o jogador treina no Botafogo. Apesar de ter aberto as portas ao atleta, o time carioca não pretende investir em Maicon, 35 anos.

Rosamundo, o pensador. Pior que chorar pelo leite derramado é chorar pelo fim do botijão de gás.

Gilete press. De Celso Russo, pai de Rodrigo Caio, à ‘Band’: “Eu e minha esposa (Edilene) sempre procuramos dar a melhor educação. Ele sempre foi correto desde criança. Não queria ter um filho trapaceiro, mal educado, que fosse tirar vantagem em cima de alguém. Fez tudo com a consciência tranquila. Me deixou muito orgulhoso, mostrou que tem personalidade e falou a verdade. Tinha que ser assim mesmo. A verdade sempre tem que ser dita. Essa honestidade vai valer para a vida toda.” Parabéns!

Tiro curto. Tem blog também, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. A Crefisa publicou em três jornais a foto do papa Francisco com o enxoval do Palmeiras devidamente carimbado pela publicidade da empresa. E cravou que o clube havia conquistado um novo reforço. Só se esqueceu de avisar que o pontífice é torcedor fanático do San Lorenzo, de Almagro. A publicidade também não agradou ao Vaticano.

Você sabia que… os jogadores e a comissão técnica da Chapecoense dividirão um prêmio de R$ 200 mil se o time faturar o hexa catarinense?

Bola de ouro. Juventus, Monaco, Real Madrid e Atlético de Madrid. Um italiano, um francês e dois espanhóis nas semifinais da Champions, o principal torneio de clubes do planeta. Juve e Real pintam como favoritos ao caneco.

Bola de latão. Rio-16. Mais um game para o legado olímpico: o número de turistas estrangeiros no ano passado atingiu 39% na Cidade Maravilhosa das balas uivantes, contra 43% em 2014, ano da Copa do Mundo, segundo a associação dos hotéis. Em 2015, chegou a 41%.

Bola de lixo. São Paulo. Parte do elenco, o ‘professor’ Rogério Ceni e os anjinhos organizados pelo diabo condenaram o fair play de Rodrigo Caio contra o Corinthians. Lamentável. Se o Tricolor tivesse vencido, certamente Rodrigo Caio seria canonizado no Morumbi. Absurdamente, criticaram a honestidade do zagueiro. E boa parte da mídia vermelha, branca e preta também surfou na onda, crucificando o defensor.

Bola sete. “A atitude do Rodrigo Caio é uma maravilha, coisa de gente diferente. É claro que vai ter gente que vai dizer que é do jogo, não deveria fazer, mas dignidade e retidão devem estar dentro de cada um de nós. E quando é feito, deve ser aprovado e aplaudido” (de CA de Barros e Silva, depois de ser reeleito presidente do soberano Tricolor – aleluia!).

Dúvida pertinente. Lei de Rodrigo Caio ou lei de Gerson, qual a melhor opção?

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Fla-Flu decidirá o Carioquinha, aponta a matemática; Corinthians e Ponte na final

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Os torcedores da dupla Fla-Flu devem se preparar para grandes emoções. Rubro-negro e Tricolor decidirão o Carioquinha. Pelo menos é o que indica a aritmética do ‘Chance de Gol’.

O Urubu é favoritaço na briga com o Botafogo para chegar à decisão do campeonato. Voa com 94,5% de possibilidades, contra apenas 5,5% do Botafogo, que está muito mais ligado na Libertadores.

Já o Fluminense reúne 88,1% de possibilidades, contra 11,9% do Vasco, campeão da Taça Rio, o segundo turno do Carioquinha mais sem graça dos últimos tempos, em razão de um regulamento esdrúxulo, capaz de determinar jogos sem um pingo de interesse.

Na luta para soltar o grito de campeão, a matemática aponta: Flamengo – 64,7%; Fluminense – 30,5%; Vasco – 2,7%; e Botafogo – 2,1%.

No Paulistinha, depois do primeiro tiroteio do mata-mata das semifinais, Corinthians e Macaca ficaram em uma posição privilegiadíssima para chegar à final.

De acordo com o ‘Chance de Gol’, os corintianos flutuam em 91% de probabilidades, enquanto o soberano Tricolor aparece com 9%.

O Corinthians ganhou o jogo de ida por 2 a 0, no Morumbi. O segundo confronto será no próximo domingo, no Itaquerão, minha casa minha vida. A equipe do ‘professor’ Fabio Carille pode perder por até um gol.

A Ponte detém 89,1% de possibilidades, contra 10,9% do Palmeiras. Após vencer por 3 a 0 em Campinas, a Macaca garante a classificação mesmo se apanhar por dois gols de diferença. Detalhe: o time campineiro nunca perdeu no Allianz Parque.

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Sugismundo Freud. Pior que chorar pelo leite derramado é chorar pelo fim do botijão de gás.

Cerco ao rei. O laço ao imperador ostentação Del Nero, poderoso chefão do Circo Brasileiro de Futebol, deve ficar mais apertado. Principal patrocinadora da amarelinha desbotada, a Nike está sendo pressionada por autoridades americanas a romper o contrato, de acordo com informação de Gabriel Mascarenhas, em ‘Veja’. Desde que estourou a bandalheira na mamãe Fifa em maio de 2015, com a prisão de vários cartolas, entre os quais o carismático Zé da Medalha, Nero não sai do país para evitar um encontro com o FBI. A Nike paga mais de US$ 40 milhões por ano à casa maldita do ludopédio nacional para vestir a equipe, além de bônus por conquistas.

Zé Corneta. Se o Palmeiras não virar o jogo contra a Ponte, o ‘professor’ Eduardo Baptista certamente entrará no olho do furacão.

Zapping. O primeiro jogo do tira-teima entre Ponte e Palmeiras rendeu 21,7 pontos ao ibope da plim-plim na grande Pauliceia envolvida pelo bangue-bangue. A emissora esperava um pouco mais, já que as equipes disputam a classificação para a decisão do título paulista. Cada ponto representa 70,5 mil domicílios sintonizados.

Dona Fifi. A partir de julho, a Caixa Econômica Federal quer começar a privatização de suas loterias. O banco espera embolsar algo em torno de R$ 4 bilhões.

Deu onda. O Vasco resolveu saborear para valer a conquista da Taça Rio, o segundo turno do Carioquinha, e sapecou nas redes sociais: ‘Três títulos em cima do rival vale música, @showdavida?’ Levou o troco do Botafogo, que considerou justo o pedido dos vascaínos, mas lembrou que o ‘Fantástico’ estava devagar, porque não tocou música após o terceiro rebaixamento do coirmão à Série B. O Vasco, então, colocou ponto final na guerra pelo Twitter: ‘Enquanto uns ficam no chororô, nós conquistamos mais uma Taça! Feliz Páscoa!’

Caiu na rede (pontepretana). Macaquinha da Páscoa, o que trazes pra mim? 1 ovo, 2 ovos, 3 ovos assim!

Fumacê. O piloto Danny George, da Fórmula Drift, arrumou um patrocínio inédito para pisar no acelerador. Ele acertou com a fabricante de maconha Shango, de Las Vegas. O aporte só foi possível graças à permissão de produção de maconha para fins medicinais nos EUA. Esse mercado deve movimentar US$ 50 bilhões anualmente até 2026, segundo cálculos da ‘Bloomberg’.

Patolino na geral. LeBron James, do Cleveland Cavaliers, lidera a venda de enxoval das feras da NBA no Brasil, seguido de Stephen Curry (Golden State Warriors) e Russell Westbrook (Oklahoma City).

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “A 1ª Turma do STF decide, nesta terça, se o título do Campeonato Brasileiro de 1987 é apenas do Sport ou deve ser dividido com o Flamengo. O ministro Marco Aurélio Mello, cujo toque de celular é o hino do Fla, votou contra o Mais Querido. Já o ministro Fux, torcedor do Fluminense, declarou-se impedido, porque gente de sua família atua como advogado na causa. O ministro Luís Barroso, que pediu vista em agosto passado, apresentará seu voto e, em seguida, os ministros Rosa Weber e Alexandre de Moraes vão se manifestar.” Supertapetão!

Rosamundo, o pensador. De grão em grão a galinha morre de tanto comer

Tititi d’Aline. O Flamengo espera negociar o garoto Felipe Vizeu na próxima janela de transferências da Europa. Um empresário já foi autorizado a caçar clubes interessados no atacante de 20 anos, reserva do peruano Guerrero. A multa contratual é de 60 milhões de euros (R$ 200 milhões), mas o Urubu bate o martelo se receber uma proposta inferior. Muito mais badalado que Vizeu, o menino Jesus foi negociado pelo Palmeiras ao Manchester City por 32 milhões de euros.

Você sabia que… o ‘professor’ Milton Mendes coleciona quatro vitórias, dois empates e o título da Taça Rio no comando da nau vascaína?

Bola de ouro. Rodrigo Caio. O zagueiro são-paulino marcou o gol mais bonito dos últimos tempos no planeta das chuteiras. Fair play fantástico! Lamentavelmente, alguns jogadores do elenco não aprovaram a atitude do companheiro.

Bola de latão. Peixe. Entre os 20 times do Brasileirão, o Santos é o único já eliminado do estadual. Caiu fora nas quartas de final ao perder para a Ponte nos pênaltis.

Bola de lixo. Carioquinha. Segue colecionando números estratosféricos. A decisão da Taça Rio, entre Vasco e Botafogo, proporcionou uma arrecadação de R$ 532.900 (16.568 pagantes). Noves fora, cada time encarou um prejuízo de R$ 58.775,80. Os descontos chegaram a R$ 650 mil e uns quebrados. A Ferj papou R$ 50.488.

Bola sete. “O Palmeiras é igual a duende: é verde, pequeno e ainda tem gente que acredita” (do professor santista Marco Antônio Villa, da Jovem Pan – mamma mia!).

Dúvida pertinente. Eduardo Baptista (Palmeiras), Rogério Ceni (Tricolor) ou Fabio Carille (Corinthians): quem se saiu melhor nos primeiros três meses de trabalho na casamata?

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Macaca coloca o Palmeiras na roda sem dó nem piedade e mantém tabu. Que chocolate!

Zé Roberto ficou de quatro e Jeferson marcou o terceiro gol da Ponte

E a Macaca engoliu o Periquito sem dó nem piedade. Precisou apenas de um tempo para nocautear o milionário adversário: 3 a 0, gols de Pottker, Lucca e Jefferson, em Moisés Lucarelli (12.843 pagantes/R$ 376.645). Um belo chocolate de Páscoa.

De quebra, a Ponte manteve um tabu: não perde para os palmeirenses há quase dois anos. A equipe coleciona quatro vitórias e dois empates. A Ponte levou bucha apenas em um dos 10 jogos que disputou em casa – Novorizontino, 2 a 1.

O baile da Ponte colocou o Palmeiras numa situação delicadíssima nas semifinais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Enquanto a equipe de Campinas pode perder por até dois gols de diferença no segundo jogo, o Palestra tem de ganhar, no mínimo, por três de vantagem para provocar a decisão da vaga na marca da cal. Detalhe: a Ponte ainda não perdeu na mansão Allianz Parque.

Mais desligado que semáforo em dia de chuva, o Palmeiras foi surpreendido com a alta intensidade imposta ao jogo pela Ponte.

Abobalhado em campo, o Palestra tomou duas estilingadas em apenas oito minutos.

Aos 40 segundos, após duas defesas de Fernando Prass, Jefferson arrematou e no meio do caminho apareceu o artilheiro William Pottker para desviar à rede com um leve toque.

Os periquitos em revista não se ligaram e a casa caiu novamente aos 8: Pottker lançou na esquerda para o ex-corintiano Lucca, que invadiu a área e tocou na saída de Fernando Prass.

Pouco depois, alguns jogadores se estranharam. Aconteceram várias faltas e empurrões, com direito a Zé Roberto e Pottker simularem até tapa no rosto. Ridículos!

Apesar da vantagem de dois gols, a Ponte manteve o pique, marcando forte e explorando com incrível eficiência os contra-ataques. Dominou fácil o meio de campo, graças à má jornada de Tchê Tchê e Guerra.

Aos 33, Clayson inverteu o jogo para Jeferson na direita. Zé Roberto tinha condições de cortar a jogada, mas caiu de maduro e a bola sobrou para o lateral-direito da Ponte encaçapar Fernando Prass pela terceira vez.

Um primeiro tempo magnífico da Ponte. Já o Palmeiras não jogou patavina. “A gente não tem muito que falar. Tem que entrar no vestiário, tomar uma dura do treinador e voltar acordado. O placar é justo. A Ponte comeu a gente. No segundo tempo, temos de comer a Ponte”, afirmou o volante Felipe Melo.

Sábias palavras do palmeirense! De nada adiantou o Palestra ter mais posse de bola (57% a 43%). Muito mais objetiva, a Ponte simplesmente engoliu o coirmão. O goleiro Aranha quase não teve trabalho.

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com Michel Bastos no lugar de Guerra. Aos 12, Alecsandro substituiu Borja. As mudanças não surtiram efeito. A Ponte continuou muito mais eficiente. Aos 25, outra alteração no time palmeirense: Roger Guedes no lugar de Willian.

Aos 39, a Macaca poderia ter colocado o Periquito de quatro. Porém, sua senhoria, o assoprador de latinha Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, ignorou vergonhosamente um pênalti cometido por Fernando Prass no ótimo Pottker, centroavante que esteve na mira do Corinthians, mas acabou assinando com o Saci colorado.

No Morumbi (45.366 pagantes/R$ 1.448.769), o Corinthians derrotou o soberano Tricolor por 2 a 0, gols de Jô e Rodriguinho no primeiro tempo, e ficou muito perto da decisão.

No segundo embate, domingo, no Itaquerão, minha casa minha vida, a equipe corintiana pode perder por até um gol de diferença. Se o São Paulo ganhar por dois de vantagem, a vaga será decidida nos pênaltis. Não há o critério de gol como visitante para desempate.

Ao final da partida, a torcida ovacionou a equipe tricolor: ‘Time sem vergonha, time sem vergonha… ‘ Primeira manifestação de irritação da galera contra a equipe comandada pelo ‘professor’ Rogério Ceni (assumiu em janeiro). Foi a segunda derrota do time por 2 a 0 na semana. Na quinta, caiu diante da Raposa, também no Morumbi, pela Copa do Brasil.

Com uma atuação segura na defesa e contra-ataques precisos, principalmente no primeiro tempo, o Corinthians mereceu o resultado. Jô marcou pela quarta vez em seu quarto confronto contra um grande paulista. É o artilheiro corintiano na temporada, com seis tentos.

“Sabíamos que o São Paulo viria para cima porque estava pressionado. Nossa proposta era defender e sair no contra-ataque, e em alguns momentos do jogo pressionar também. Foi uma das melhores partidas do ano do Corinthians”, afirmou o meio-campista Gabriel.

Um lance inusitado aconteceu aos 39 minutos de jogo: após o juiz ter dado um cartão amarelo a Jô por causa de um suposto pisão em Renan, ele foi avisado pelo zagueiro Rodrigo Caio, verdadeiro autor do choque, de que a punição a Jô havia sido errada. Então, o assoprador de latinha Luiz Flávio de Oliveira voltou atrás na aplicação do cartão, que seria o terceiro do atacante e o tiraria do jogo de volta das semifinais.

As duas derrotas devem incendiar o clube nesta terça, quando será eleito o novo presidente. Brigam pelo trono CA de Barros e Silva (situação) e JE Mesquita Pimenta (oposição).

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Casaca, casaca… Diante de 17.969 pagantes no estádio Nilton Santos, o Niltão, o Vasco bateu o time quase todo reserva do Botafogo por 2 a 0, gols de Douglas e Luis Fabiano (o primeiro com a camisa da nau vascaína), e faturou a Taça Rio, o segundo turno do Carioquinha. A maior parte do elenco do Botafogo se encontra no Equador para o duelo contra o Barcelona, quinta-feira, pela Libertadores. Marcelo e Bruno Silva (chutou a bola no juiz Bruno de Araújo) foram expulsos. O campeonato pega no breu para valer nas semifinais em jogo único. O Vasco encara o Fluminense, e o Botafogo, o Flamengo. A dupla Fla-Flu joga pelo empate.

Pitaco do Chucky. Congresso Nacional, a gruta do Abra-te Sésamo do século 21. Som na caixa, Bezerra: ‘Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão… ’

Palhaçada. É no mínimo uma tremenda estupidez. Sua senhoria, o assoprador de latinha Wagner Reway (MT), aplicou todo pomposo o cartão amarelo ao Guilherme Biteco, do Paraná, após comemorar o segundo gol contra o Vitória, pela Copa do Brasil. Biteco apenas tirou a camisa para homenagear o irmão morto no acidente da Chapecoense. Cercado por companheiros, ajoelhou no gramado e chorou. Mas o ridículo juiz decidiu puni-lo a fim de seguir ao pé da letra uma regra muitas vezes idiota, insensata, cretina. O Circo Brasileiro de Futebol poderia mostrar um pingo de altivez e anular a punição. Porém, certamente está mais preocupado em encontrar o passaporte do imperador ostentação Del Nero, para o magnânimo cartola poder viajar na ponte aérea Rio/Nova York. O poderoso chefão está ávido por reencontrar Zé da Medalha e, de quebra, experimentar uma tornozeleira eletrônica do FBI.

Zé Corneta. CA de Barros e Silva x JE Mesquita Pimenta na briga pelo trono do Tricolor: é mais do mesmo. Pobre soberano!

Pobre Maraca. Bons ventos de tsunami a caminho do ‘new Maraca’: a francesa Lagardère, que deve assumir o controle do estádio no lugar da samaritana Odebrecht, é chegada em negociatas, de acordo com o ‘Relatório Reservado’, que abastece o mercado financeiro com notícias de bastidores. Em 2009, o então prefeito de Paris, Bertrand Dalenoë, foi investigado por suposto favorecimento à empresa na cessão do estádio Jean-Bouin, local das partidas de rúgbi da seleção francesa. “À época, o que mais chamou a atenção da Justiça foi o generoso valor do contrato: a Lagardère pagava à prefeitura apenas 72 mil euros por ano, ou um euro por metro quadrado do estádio”, informou o ‘RR’.

Sugismundo Freud. A partir de agora só se come carne de animais vegetarianos.

Pobre Maraca 2. Nada, porém, se compara ao voo da empresa pela África. O contrato de US$ 1 bilhão entre a Lagardère Sports e a confederação de futebol é alvo de investigações, assim como a relação entre a empresa e o ex-presidente da entidade o camaronês Issa Hayatou. O cartola é conhecidíssimo do planeta bola por frequentar as páginas policiais. Entre suas peripécias, recebeu um mimo por aprovar a venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo. A Lagardère está comprando a concessão do ‘new Maraca’ por R$ 60 milhões. Chama o Kirobo!

Dona Fifi. O ‘professor’ Rogério Ceni só deixa o Morumbi em carro blindado depois dos jogos. A mídia tem chiado muito porque o M1to só aparece para as entrevistas depois de muito tempo. Mesmo assim, muitos jornalistas evitam criticá-lo.

Brasileirinho. A Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol, da Alemanha, murchou a bola do Brasileirão. O campeonato tupiniquim aparece apenas em sétimo lugar no ranking anual da IFFHS. A liderança é da Liga Espanhola pela sétima vez consecutiva. Em segundo, a grande surpresa: o Campeonato Colombiano, que se destacou pelo desempenho do Atlético Nacional na temporada de 2016.

Patolino na geral. Fred ‘Slater’ surfa na onda do gol: marcou 16 em 13 jogos. É o maior artilheiro desta temporada.

Caiu na rede. Dorival Júnior, bananeira que já deu cacho na Vila Belmiro.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’: “Os técnicos são importantíssimos, mas muitas coisas ocorrem naturalmente, sem serem ensaiadas ou planejadas. Além disso, a história de uma partida não pode ser vista a partir do resultado ou da conduta dos treinadores.” Bingo.

Rosamundo, o pensador. Maconha é apenas uma planta, droga é o que existe em Brasília.

Tititi d’Aline. Eterno rei da noite, o empresário Ricardo Amaral mandou um recado ao atacante Neymar: não faz a mínima questão que frequente o Hippopotamus, boate que reabrirá até maio, em Ipanema. “Eu não acho ele charmoso, nem glamouroso, nada. Adoro o Neymar como jogador, é uma gracinha. Mas, alô, alô! Nem sempre quem eu gosto de ver no Maracanã eu quero ver no Hippo”, disse Amaral à colunista Cleo Guimarães, do ‘Globo’. Público alvo: muita mulher bonita, “para incendiar o lugar”.

Você sabia que… o Real Madrid pode chegar à sétima final consecutiva na Champions?

Bola de ouro. Raposa. De mansinho, o ‘professor’ Mano Menezes acertou o time sem reforços mirabolantes. A equipe está invicta há 21 partidas – 16 vitórias e cinco empates. Dos times que brigarão no próximo Brasileirão, é o único que ainda não levou bala nesta temporada. O recorde de invencibilidade do clube pertence ao time de 2003, quando venceu a Tríplice Coroa. A Raposa do ‘pofexô’ Luxemburgo ficou 34 jogos sem perder – 27 triunfos e sete empates.

Bola de latão. Marquinhos Gabriel. Parece decidido mesmo a trocar de ares. Quando tem uma chance, o meia corintiano simplesmente passeia em campo. Não está nem aí para a mandioca.

Bola de lixo. ‘Copa das Copas’. A Lava Jato passou ao largo da grande festa da pátria das chuteiras furadas. Apenas alguns pingos de corrupção caíram sobre os estádios. Dos 12 palcos, somente… 10 foram atingidos. Sobraram Beira-Rio e Arena da Baixada. Por enquanto!

Bola sete. “Sabíamos que nosso jogo era aqui. Entramos muito focados, aproveitamos as oportunidades e concluímos. Mas jogamos contra uma grande equipe, e temos que manter o foco. O jogo tem 180 minutos” (do artilheiro Pottker, após a coça da Ponte no Palmeiras – o seguro morreu de velho).

Dúvida pertinente. O Palmeiras já é carta fora do baralho no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br