Do buraco ao título: um milagre que só 11 equipes conseguiram ao trocar de ‘professor’

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Adriano, o Imperador, e Petkovic comemoram o título do Fla em 2009

Os supimpas cartolas brasileiros estão certíssimos quando decidem trocar o ‘professor’ para tirar o time do buraco e sonhar com uma arrancada sensacional na corrida pelo caneco. Os números mostram a eficiência da mirabolante fórmula adotada pelos geniais comandantes da pátria das chuteiras furadas. Desde o início do Brasileirão, em 1971, nada menos que… 11 vezes o campeão mudou de treinador ao longo da competição. Ou seja, invejáveis 23% em 46 edições do maior torneio do ludopédio nacional.

A última festa foi do Flamengo, em 2009, de acordo com a ‘Placar’. O Urubu começou com mestre Cuca na casamata e terminou com o ex-interino Andrade. Até a 17ª rodada, 14 ‘professores’ deixaram a sala de aula – 10 foram convidados a visitar o RH do clube, enquanto Guto Ferreira trocou o Bahêa pelo Saci colorado, na Série B, e Paulo Autuori e Petkovic viraram diretores de futebol no Furacão e Vitória, respectivamente.

Se forem contados os interinos, 34 treinadores já comandaram ao menos uma partida no Brasileirão. O último a entrar na dança das cadeiras foi Jorginho. Pelos ótimos serviços não prestados ao Bahêa, ele foi convidado a limpar o armário no CT. Jorginho comandou o clube em 14 rodadas. O time venceu quatro jogos, empatou quatro e perdeu seis. Aproveitamento de 38%. A equipe ocupa o 14º lugar na tabela, com 19 pontos.

Já participaram do show: Atlético/GO – Marcelo Cabo e Doriva; Furacão – Paulo Autuori e Eduardo Baptista; Bahêa – Guto Ferreira e Jorginho; Chape – Vagner Mancini; Coxa – Pachequinho; Peixe – Dorival Júnior; Galo – Roger Machado; São Paulo – Rogério Ceni; Sport – Ney Franco; Vitória – Petkovic e Gallo. Apenas Avaí, Botafogo, Corinthians, Raposa, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Ponte e Vasco ainda não recorreram à formula mágica.

As raras tacadas que deram certo na troca de ‘professores’ (*)

1983 – Flamengo – Carpegiani dirigiu o time em 12 partidas. Carlinhos assumiu interinamente por três e Cléber Camerino por uma. Finalmente, Carlos Alberto Torres dirigiu o clube nos 10 jogos finais.

1984 – Fluminense – Carbone treinou nas 16 primeiras partidas. Após um jogo com o interino José Carlos do Amaral, Carlos Alberto Parreira pegou a equipe nos últimos nove jogos.

1985 – Coxa – Dino Sani comandou a equipe nos primeiros quatro jogos. No quinto, foi o interino Dirceu Krüger. Ênio Andrade assumiu nos 24 jogos restantes e deu a volta olímpica.

1986 – São Paulo – Zé Carlos dirigiu o time nas três primeiras jornadas do torneio; Pepenas outras 31.

1987 – Flamengo – Antônio Lopes na primeira partida; Carlinhos nas outras 18. Sport – Leão dirigiu o time nos 18 jogos da campanha do Módulo Amarelo. Nas finais contra o Guarani, o treinador foi Jair Picerni.

1990 – Corinthians – Zé Maria nas duas primeiras partidas, e Nelsinho Baptista nas 23 seguintes.

2000 – Vasco – Oswaldo de Oliveira sentou no banco em 29 jogos e foi demitido na semifinal. Joel Santana assumiu o clube nos três jogos finais.

2001 – Furacão – Mário Sérgio à frente do time nas 10 jornadas iniciais; Geninho foi treinador nas 21 seguintes.

2004 – Peixe – Émerson Leão treinou o Santos nas quatro primeiras partidas. Márcio Fernandes foi interino em uma e Vanderlei Luxemburgo nos 41 jogos seguintes.

2005 – Corinthians – Daniel Passarella treinou nas três primeiras partidas. Márcio Bittencourt nas 23 seguintes, e Antônio Lopes em 16.

2009 – Flamengo – Cuca dirigiu o clube nas 13 primeiras rodadas. Andrade comandou nas 25 restantes e soltou o grito de campeão.

(*) Fonte: Placar

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Pitaco do Chucky. Na terra da garoa, 45 dias sem um pingo de chuva.

Zapping. O duelo Corinthians 1 x 1 Flamengo deixou a plim-plim satisfeita. O ibope na grande Pauliceia dominada pelo bangue-bangue cravou 29 pontos. Na quarta-feira, dia em que a audiência normalmente é maior, Corinthians 2 x 0 Patriotas, pela Sul-americana, obteve 28 pontos. Já o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula manteve a média (11 pontos), mesmo sem Felipe Massa. No sábado, pela Série B, Guarani 2 x 3 Londrina rendeu 1,6 à RedeTV. Cada ponto significa 70,5 mil domicílios sintonizados.

Zé Corneta. A massa desandou e o molho azedou no macarrão da mamma na cantina Allianz Parque.

Alta rotatividade. Em ótima fase na Série B do Brasileiro, carregando orgulhosamente a lanterna com oito pontos em 51 possíveis, o Náutico promoveu pela quarta vez a popular dança das cadeiras na casamata. Campeão gaúcho com o Novo Hamburgo, o ‘professor’ Beto Campos é o mais novo integrante da fila do desemprego. Ele comandou o Timbu em nove jogos. Ganhou um, empatou três e perdeu cinco. Aproveitamento de 22,2%. O Náutico começou o ano sob as ordens de Dado Cavalcanti. Que caiu após sete embates e a eliminação da Copa do Brasil. Assumiu Milton Cruz, que ficou até o mata-mata do terceiro lugar do Pernambuquinho. Waldemar Lemos pegou a equipe e saiu após oito jogos, sem festejar um triunfo.

Sugismundo Freud. Só tem razão quem usa a razão.

Vergonha nacional. Se o ludopédio nacional ainda não chegou ao fundo do poço, faltam poucos centímetros para a glória. As finais do Carioquinha sub-20, entre os moleques de Flamengo e Vasco, foram suspensas por… falta de segurança. A polícia só admite dar proteção ao mata-mata se os jogos ocorrerem com portões fechados e longe dos estádios de São Januário e da Gávea. A decisão já foi comunicada à nobre federação carioca e aos clubes. A justificativa da PM: risco de repetição da selvageria promovida por anjinhos vascaínos organizados pelo diabo no duelo contra o Rubro-negro pelo Brasileirão. O porto de São Januário virou praça de guerra.

Caiu na rede (corintiana). São Paulo, um time golfinho: sobe, faz uma graça e desce.

Café no bule. Os credores do Fluminense estão em festa. O Tricolor negociou o atacante Richarlison, 20 anos, ao Watford, da Inglaterra, por 12,5 milhões de euros (R$ 46 milhões). O Fluminense receberá 50% (R$ 23 mi) e ainda ficará com 10% de uma negociação futura. Recentemente, o clube recusou 10 mi de euros do Ajax, da Holanda. O Palmeiras também correu atrás de Richarlison, ofereceu 11 mi de euros, mas não obteve sucesso. O Flu contratou o jogador em dezembro de 2015 por R$ 10 mi. Ele marcou 19 gols.

Rosamundo, o pensador. Só é impossível até alguém provar o contrário.

Dial. Ouvir a Jovem Pan antes da jornada esportiva de sábado é dose para mamute, um ótimo convite para mudar de emissora.

Gilete press. De Pedro Carvalho, em ‘Veja’: “A cerveja deve voltar aos estádios paulistas após 21 anos. Para tratar da liberação, o presidente da FPF, Reinaldo Bastos, se reuniu com o vice-governador do estado, Márcio França, e o deputado estadual e presidente do TJD-SP, Delegado Olim. Ambos se mostraram a favor da volta da bebida nos estádios.” Sauuuuude!.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. Aos nove anos, o fraldinha Shane Kluivert assinou contrato com a Nike. O garoto é filho de Patrick Kluivert, o atacante que conquistou o mundo marcando gols por Ajax, Barcelona e seleção holandesa. Shane é uma das estrelas das categorias de base do Paris Saint-Germain. Também joga no ataque. Tem mais de 120 mil seguidores no Instagram. Além de Shane, Kluivert, 41 anos, tem outro filho bom de bola: Justin Kluivert, 18 anos, que já atuou na equipe profissional do Ajax e é considerado uma das maiores promessas do futebol holandês.

Você sabia que… o Flamengo não derrota o Corinthians em São Paulo pelo Brasileirão desde 2010?

‘Bola de ouro’. Pablo Almeida da Costa. O supimpa bandeirinha mineiro foi premiado pelo sensacional gol anulado do Corinthians contra o Flamengo: suspensão até segunda ordem. Costa deveria aproveitar a recompensa e marcar uma demorada visita ao oftalmologista.

Bola de latão. CBF. O Circo Brasileiro de Futebol resolveu dar uma bela colher de chá à torcida. Os ingressos para o jogo da amarelinha desbotada contra o Equador, no estádio do Grêmio, custarão entre R$ 160 e R$ 800. A bola vai rolar em 31 de agosto. A equipe do ‘professor’ Tite lidera as eliminatórias da Copa, com 33 pontos, e já está classificada para o Mundial da Rússia.

Bola de lixo. Giovanni Augusto. Mais uma pífia exibição com a camisa do Corinthians. Substituiu Marquinhos Gabriel, lesionado, e nada acrescentou contra o Flamengo. Pior: tentou fazer gracinha em algumas jogadas e quase complicou o time. Menção honrosa: Rodriguinho. Passou despercebido num jogo quente. Continua se achando a última bolacha do pacote.

Bola sete. “Desde o primeiro dia de convivência, Cuca e Felipe Melo não se entenderam, relacionamento difícil desde os tempos em que trabalharam juntos no Grêmio, em 2004. A combinação de seus fortes temperamentos foi explosiva como a mistura de sódio com água” (de Mauro Cezar Pereira, no ‘ESPN’ – muy amigos).

Dúvida pertinente. Bandeirinha Pablo Almeida da Costa, apenas um problema de miopia?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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Apito amigo complica a vida do líder Corinthians; Peixe segura o Grêmio e ajuda a Fiel

De voleio, Réver empata o jogo para o Flamengo no Itaquerão

O Corinthians manteve a invencibilidade (agora são 32 jogos) e a diferença de 12 pontos para o Flamengo, um dos candidatos ao título. A equipe acumula 41 pontos na liderança. O Rubro-negro tem 29 na quinta posição. A vantagem sobre o Grêmio (oito pontos) também foi mantida, já que o imortal ficou no 1 a 1 com o Peixe, em Porto Alegre. Os gaúchos somam 33 pontos.

Com os dois empates, o Corinthians garantiu o título do turno, faltando duas rodadas para o final. O título é apenas simbólico, mas em 11 dos 14 campeonatos por pontos corridos, o ganhador da primeira fase fez a festa. Apenas Grêmio (2008), Saci colorado (2009) e Galo (2012) fracassaram na reta final, na hora de a onça escovar os dentes.

O resultado contra o Flamengo, porém, poderia ser outro, e não 1 a 1, gols de Jô e Réver, se o apito amigo não tivesse anulado um gol de Jô no início da partida. O atacante tinha 3,3 metros de condição de jogo, mas o míope bandeirinha Pablo Almeida da Costa apontou impedimento, revoltando a torcida no Itaquerão, minha casa minha vida (44.682 pagantes/R$ 2.823.378,80).

A partida teve domínio corintiano no primeiro tempo e o Flamengo bem melhor no segundo. Por muito pouco o Corinthians não sofreu a primeira derrota. O líder chegou a 17 jogos sem derrota no Brasileirão. É a maior série invicta na era dos pontos corridos, iniciada em 2003. O Corinthians bateu o recorde do Flamengo de 2011.

O Corinthians só não saiu com uma vantagem bem mais tranquila no primeiro tempo porque sua senhoria, o assoprador de latinha Ricardo Marques Ribeiro, entrou na conversa do bandeirinha Pablo Almeida da Costa e anulou um gol legítimo da equipe. Aos 12 minutos, após bela jogada pela direita, Maycon cruzou e Jô tocou para a rede.

Os corintianos reclamaram muito, mas o apito amigo rubro-negro marcou impedimento. “Não é possível! Como consegue errar um lance desse o bandeirinha? O Jô estava 3 metros atrás, é muita sacanagem com nossa equipe”, protestou o lesionado Jadson no Twitter.

Por incrível que possa parecer, o Flamengo sentiu o ‘gol anulado’. O Corinthians tomou conta da partida e, aos 21 minutos, Balbuena desarmou um ataque da equipe carioca e lançou Jô. O artilheiro ganhou da zaga adversária, invadiu a área e chutou no canto esquerdo de Diego Alves.

Com 1 a 0, o Corinthians procurou atrair o Flamengo para explorar os contra-ataques. Já o Rubro-negro se mostrou incompetente para ameaçar o goleiro Cássio, um espectador privilegiado. Só cobrou tiro de meta. O Corinthians fechou o primeiro tempo com Giovanni Augusto no posto Marquinhos Gabriel, que saiu lesionado.

O Flamengo voltou do vestiário com Arão no lugar de Cuellar e apertou o Corinthians, principalmente pela direita, já que Guilherme Arana dava muito espaço para os rubro-negros trabalharem a bola. Os cariocas adiantaram a marcação, tomaram conta do meio de campo (mais uma vez, Rodriguinho não apareceu) e amassaram os corintianos na defesa. Para complicar, Clayson sentiu uma lesão e foi substituído por Pedrinho.

Depois de insistir nos cruzamentos para a área e Cássio operar um milagre numa cabeçada à queima-roupa de Juan, o Flamengo conseguiu empatar aos 25: após cobrança de escanteio, Juan ajeitou de cabeça e Réver acertou um belo voleio, sem chance para Cássio (a velocidade da bola atingiu 85 km/h). Três minutos depois, Diego, cara a cara com o goleiro corintiano, chutou para fora. No final da partida, mais um susto para a Fiel: ao tentar afastar um cruzamento, Pedro Henrique mandou a bola na trave.

O melhor momento do Corinthians aconteceu aos 46, num chute de Jô que Diego Alves espalmou para escanteio. Pela primeira vez o líder passou por maus momentos no Itaquerão, minha casa minha vida. Por isso, os jogadores e o ‘professor’ Fabio Carille enalteceram a conquista de um ponto. “Sofremos bastante porque não conseguimos ficar com a bola no pé. Quando você dá a bola para um time com muita qualidade como o do Flamengo, você sofre. É uma coisa que precisamos corrigir”, admitiu o lateral Fagner, um dos destaques do Corinthians.

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Pitaco do Chucky. Redes sociais, o parque de diversões dos idiotas.

‘Pitbull’ fora. Felipe Melo, de rei da cocada a vilão no Palmeiras. O volante queridinho de boa parte da torcida foi afastado por mestre Cuca antes da vitória sobre o Avaí por 2 a 0, na mansão Allianz Parque. O fim da lua de mel começou após a eliminação dos periquitos em revista da Copa do Brasil. O ‘pitbull’ não gostou ter sido sacado da equipe no empate com a Raposa em 1 a 1, no Mineirão. Cobrou explicações e ouviu que não estava mais nos planos do clube. Poderia procurar outra casa.

‘Pitbull’ fora 2. Mestre Cuca nunca morreu de amores pelo futebol do meio-campista, contratado na época do ‘professor’ Eduardo Baptista. Tanto que pediu o ex-corintiano Bruno Henrique. Felipe Melo ganha R$ 350 mil por mês para a xepa, mais R$ 20 mil por partida, e uma nota altíssima de luvas (parcelas de R$ 700 mil). Ele disputou 27 jogos com a camisa do Palestra.

Zé Corneta. Borja, um Kazim com grife no ninho dos periquitos em revista?

Fim da agonia. Depois de seis jornadas na terra do diabo, o soberano São Paulo finalmente voltou a respirar um pouco mais tranquilo. Com a vitória sobre o Botafogo (4 a 3) e a bicada do Galo no Coxa (2 a 0), o Tricolor terminará a 17ª rodada, no mínimo, em 16º lugar, fora da zona da degola. O time ocupa o 15º lugar, com 19 pontos. Perderá uma posição se o Furacão detonar a nau vascaína em Curitiba, nesta segunda. O São Paulo mergulho no subsolo do Brasileirão na 11ª jornada.

Sugismundo Freud. Há muito louco para pouca tarja preta.

Zapping. A Fórmula 1 parece corrida de tico-tico sem a narração de Galvão Bueno. O regra três Luis Roberto até que se esforça, mas grita demais. Um saco.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “A ‘The Nation’, centenária revista de esquerda dos EUA, publicou, no fim de semana, o artigo, de seu editor de Esportes, Dave Zirin, que esteve na Rio-2016, ‘O legado olímpico do Rio: uma contagem de corpos’. Citou a atual crise na segurança — que gera muitas mortes, entre elas as de policiais — e disse que, com a crise que já rolava por aqui, a Olimpíada funcionou como ‘um abutre comendo a carne que restava à carcaça do Rio’. Há controvérsias.”

Dona Fifi. Governo Temer é reprovado por 94% dos brasileiros. Margem de erro: 6% para cima e nada para baixo.

Tititi d’Aline. ‘Notorious’, documentário da Universal Pictures sobre os últimos quatro anos da carreira de Conor McGregor, deve ser lançado até o início de 2018. O irlandês estreou como anjinho do UFC em 6 de abril de 2013. Venceu Marcus Brimage em pouco mais de um minuto. Ele é campeão dos penas (derrotou o brasileiro José Aldo) e dos leves (venceu Eddie Alvarez). Em 26 de agosto, na cidade de Las Vegas, McGregor lutará com o supercampeão de boxe Floyd Mayweather, na papagaiada do século.

Você sabia que… depois de 35 anos o Brasil não teve um piloto num GP de Fórmula 1, com a ausência de Felipe Massa da prova na Hungria?

Bola de ouro. São Paulo. Sob o comando de Hernanes, o Profeta, o soberano obteve sensacional vitória diante do Botafogo por 4 a 3, no estádio Nilton Santos, o Niltão. Primeiro resultado positivo do São Paulo como visitante no campeonato. Um triunfo que pode marcar a ressurreição da equipe no Brasileirão. Já não repousa mais na zona do agrião queimado. Em nenhum momento, Hernanes & Cia. jogaram a toalha quando o time perdia por 3 a 1. Aproveitaram o salto alto dos botafoguenses, que acreditavam já ter faturado os três pontos, e viraram o placar. Uma vitória que nem o mais fanático torcedor esperava quando o Botafogo abriu a vantagem.

Bola de latão. Flamengo. É o rei dos empates no Brasileirão. Coleciona oito. Ou seja, em 24 pontos possíveis, faturou apenas oito.

Bola de lixo. Corinthians. Mais um escândalo explodiu nas categorias de base do clube, com cartola pedindo dinheiro a pai de atleta para colocar o moleque no time na temporada de 2016. Lamentável.

Bola sete. “Em uma conversa franca e direta, deixei o Felipe à vontade para seguir a carreira dele, que será brilhante em outro lugar. Ele não se encaixa no modelo que penso como equipe. No futuro, poderia dar problema. Não se trata de laranja podre ou outras coisas que falaram. Foi um consenso com diretor e presidente” (de mestre Cuca, sobre o imbróglio Felipe Melo – pode ser).

Dúvida pertinente. Botafogo 3 x 4 São Paulo: o campeão voltou?

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Do grito de heptacampeão da Fiel aos visitantes que devoram a cereja do bolo

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A três jogos do encerramento do primeiro turno do Brasileirão, o Corinthians permanece todo pimpão na corrida pelo título. O põe, tira, deixa ficar da calculadora do ‘Infobola’, comandado pelo professor de matemática Tristão Garcia, indica que a Fiel carrega 77% de probabilidades de soltar o grito de heptacampeão – o time fez a festa em 1990/98/99/05/11/15.

Ao empatar com o soberano Tricolor, o Grêmio viu reduzidas as chances para 13%. O Peixe fecha o pódio, com 4%. Correm por fora, depois de 16 rodadas: Flamengo (2%), Palmeiras (2%), Sport (1%) e Botafogo (1%). Ou seja, 13 equipes são apenas coadjuvantes.

Já o ponto conquistado no empate com o Grêmio não tirou o soberano São Paulo da zona do agrião queimado (está na 18ª colocação), mas melhorou o fôlego do time para livrar-se do rebaixamento.

De acordo com a aritmética do ‘Chance de Gol’, o Tricolor reúne 19,6% de possibilidades de cair pela primeira vez. Aparece apenas na sexta posição entre os mais ameaçados pela degola. Antes, estão Atlético/GO (98,8%), Vitória (86%), Furacão (73,5%), Avaí (66,3%) e Coxa (21%).

Por falar no Brasileirão… Os mandantes merecem aplausos como organizadores da festa. Nos últimos seis anos, nunca os visitantes saborearam tanto o melhor pedaço do bolo. Em 160 jogos disputados até agora, os donos do palco sofreram 47 derrotas (29,4%). Aconteceram 39 empates e 74 vitórias dos mandantes.

De acordo com o Circo Brasileiro de Futebol, Corinthians (6 jogos), Grêmio (5), Santos (3), Flamengo (3), Palmeiras (3), Fluminense (3) e Galo (3) são os times mais mal educados do campeonato. A equipe mineira também aparece na lista dos clubes com maior número de derrotas em casa, com cinco. Perde apenas do Vitória (6) e empata com o Atlético/GO.

Os triunfos dos visitantes desde 2012, após 16 jornadas: 43 em 2012, 37 em 2013, 40 em 2014, 35 em 2015 e 37 em 2016.

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Pitaco do Chucky. Na ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’ pode tudo, menos mexer na gaveta do poder.

Profeta. Recado de Hernanes, ao ser apresentado no São Paulo: “Vamos nos salvar. Não sei em que rodada, mas vamos. Temos muito tempo e qualidade. A reação de espírito e coração contra o Grêmio, com o torcedor junto, é algo que está se materializando.” E o profeta concluiu em grande estilo: “A nossa vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente.” Um grande filósofo, sem dúvida.

Zé Corneta. Deus no céu e sal grosso no Morumbi.

Bad boy. O atacante Centurión, do soberano Tricolor, voltou a aprontar em Buenos Aires. Ele brigou numa casa noturna e teve de sair escoltado pela polícia depois do bafafá. Centurión negou-se a tirar fotos com fãs, e seus amigos atiraram celulares nos torcedores, que eram lutadores de boxe, segundo informou o jornal ‘Olé’. O pau comeu até a chegada da polícia. O presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici, ficou uma fera com o jogador, useiro e vezeiro em arrumar confusão fora de campo, e decidiu mandá-lo de volta ao soberano São Paulo.

Bad boy 2. O time paulista sonhava negociar o atleta por US$ 5,7 milhões (R$ 17,2 milhões) com os hermanos. Iria receber US$ 4,2 mi (70% dos direitos federativos), e o Racing embolsaria US$ 1,5 mi. Mas o São Paulo não deve ficar com o mico na mão. O Genoa vai desembolsar 3,5 mi de euros (R$ 12,9 mi) por 70%. Centurión foi contratado em 2015 por 4,2 mi de euros (R$ 15,1 mi). Os italianos arrumaram sanar para se coçar.

Sugismundo Freud. Violência nunca é argumento.

Zapping. Apesar de optar pela transmissão de Corinthians x Patriotas, pela Copa Sul-americana, a segunda divisão da Libertadores, a plim-plim obteve bom retorno de audiência. Alcançou 28 pontos na grande Pauliceia liderada pela bandidagem, com 41% de share (TVs sintonizadas). Marca acima da média do futebol às quartas. Na Cidade Maravilhosa das balas uivantes, Peixe x Flamengo cravou 34 pontos, com 51% de share. É o melhor índice da Copa do Brasil no Rio. Cada ponto em SP equivale a 70,5 mil residências (199,3 mil pessoas); no RJ, 44 mil (116,9 mil telespectadores).

Caiu na rede. Grêmio oito pontos atrás do Corinthians, certo Renato ‘Portalupa’?

Itaquerão Tour. O Corinthians está faturando bons trocados com o tour pelo Itaquerão, minha casa minha vida. Inaugurado em 10 de maio, o passeio pela casa corintiana já atraiu mais de 14 mil pessoas. Em 16 de junho, durante o feriado de Corpus Christi, mais de 750 visitantes conheceram o estádio. Preço: R$ 40 inteira (R$ 20 meia) e R$ 32 sócio-torcedor ao longo da semana; R$ 60 (R$ 30) e R$ 48 sócio-torcedor aos finais de semana e feriados. Tempo da curtição: 1h15.

Patolino na geral. Apenas 93.098 torcedores acompanharam a goleada do Manchester City no Real Madrid (4 a 1), em amistoso de pré-temporada no Memorial Coliseum, recorde em um jogo na história do estádio de Los Angeles.

Dona Fifi. O ‘professor’ Mano Menezes comemorou contra o Palmeiras um ano no comando da Raposa. Em 74 partidas, obteve 37 vitórias, 20 empates e 17 derrotas, com rendimento em torno de 60%. Nesta temporada, Mano amealhou 24 triunfos, 13 empates e nove sapatadas.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’: “Não vejo motivos para os técnicos escalarem, em alguns jogos, todos os reservas no Brasileiro, ainda mais que a ciência esportiva é capaz de saber quais correm mais riscos de contusões. As equipes deveriam ter uns 17 titulares, que se revezariam, poupando uns dois ou três diferentes a cada partida, além de ter mais uns dez, prontos para entrar.” Matou a pau!

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. A onda vai, a onda vem, e nada de o Peixe colocar em dia os direitos de imagem atrasados. O clube reconhece dois meses de calote, mas alguns jogadores garantem ultrapassar três. Preocupadíssimo com a situação, o presidente Modesto Roma Júnior fez as malas e viajou como chefe da delegação da seleção feminina que disputa o Torneio das Nações, nos EUA.

Você sabia que… o Flamengo perdeu os dois jogos que disputou no Itaquerão, minha casa minha vida, por 1 a 0 (2015) e 4 a 0 (2016)?

Bola de ouro. Etiene Medeiros. Deu show nos 50m costas do Mundial de esportes aquáticos de Budapeste, na Hungria. Ganhou a prova com 27s14, um centésimo à frente da chinesa Fu Yuanhui. É a primeira brasileira a chegar ao lugar mais alto do pódio do campeonato.

Bola de latão. Zé Ricardo. Apesar da classificação do Flamengo às semifinais da Copa do Brasil, o prestígio do ‘professor’ continua caindo no ninho do Urubu. Ninguém entendeu até agora o retorno do goleiro Muralha, que falhou feio em dois gols na derrota para o Peixe por 4 a 2. A escalação do zagueiro Rafael Vaz também foi muito criticada. Zé Ricardo não consegue acertar a defesa. Nos últimos cinco jogos, tomou nove gols.

Bola de lixo. Clayton/Kazim. A dupla decepcionou a Fiel mesmo diante de um adversário mais fraco que choque de pilha palito, o Patriotas. Em alguns momentos da partida, eles encontraram dificuldades até para dominar a bola e/ou dar um passe de dois metros. Mostraram, mais uma vez, não ter condições sequer para sentar no banco de reservas.

Bola sete. “Decidi deixar o álcool e foi uma felicidade tremenda. É uma das melhores decisões que tomei na minha carreira. Várias vezes minha imagem esteve pisoteada, às vezes sem razão, outras, com razão. Também estou seguindo uma dieta rígida. Não como mais pizza” (do chileno Valdivia, 33 anos, explicando o bom momento que vive no Colo-Colo, seu time de coração – aposentou o chinelinho).

Dúvida pertinente. Corintiano Fabio Carille ou botafoguense Jair Ventura, qual o melhor ‘professor’?

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Corinthians livra a cara dos grandes na superquarta de mata-matas; tchau Palmeiras e Peixe

Jogadores e Fiel comemoram o gol de Pedrinho no final da partida

Líder disparado do Brasileirão, o Corinthians salvou a honra dos grandes paulistas na superquarta de mata-matas. Mesmo jogando mal, e com duas peças absolutamente decorativas na maior parte do jogo, os atacantes Clayton e Kazim, a equipe corintiana derrotou o Patriotas, da Colômbia, por 2 a 0 e carimbou uma vaga às oitavas de final da Copa Sul-americana.

Já Palmeiras e Peixe foram eliminados nas quartas de final da Copa do Brasil. Os periquitos em revista empataram em 1 a 1 com a Raposa, no Mineirão, enquanto o Santos obteve uma inútil vitória de 4 a 2 sobre o Flamengo na Baixada – no primeiro embate, o Urubu ganhou por 2 a 0.

No Itaquerão, minha casa minha vida (34.472 pagantes/R$ 1.593.595,90), o Corinthians despachou o Patriotas, mas decepcionou a Fiel, principalmente no segundo tempo, quando o limitado adversário chegou a dar trabalho e só não incomodou para valer o goleiro Cássio por falta de condições técnicas dos atacantes.

É verdade que o ‘professor’ Fabio Carille poupou alguns titulares (Fagner, Rodriguinho, Romero e Jô, que entrou só no final) para a partida com o Flamengo, porém o Corinthians tinha a obrigação de produzir mais, apesar da escalação dos reservas Léo Príncipe, Giovanni Augusto, Clayton e Kazim.

O zagueiro Balbuena, de cabeça, marcou o primeiro gol aos 27 minutos de jogo, após cobrança de escanteio de Maycon. Quinto gol do paraguaio na temporada. Também fez a festa diante do Patriotas (primeiro jogo), Raposa, Bahêa e Fluminense.

O garoto Pedrinho, 19 anos, que havia entrado no lugar do fraquíssimo Clayton, fez o segundo gol corintiano aos 45 minutos da etapa final. Um golaço: recebeu a bola na direita e tocou por cima do goleiro Villete.

O Corinthians agora acumula 31 partidas de invencibilidade, com 19 vitórias e 12 empates – é a segunda maior da história do clube, igualando à de 1936/37. A maior pertence ao time de 1957, com 37 confrontos sem derrota. A última derrota da equipe atual aconteceu há 129 dias, diante da Ferroviária (1 a 0), em Araraquara, pelo Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

No Mineirão (41.660 torcedores/R$ 1.277.729), o Palmeiras dançou aos pés da Raposa. A equipe paulista precisava ganhar a partida, depois de empatar em 3 a 3 na mansão Allianz Parque, e saiu na frente com um gol de Keno, aos 26 minutos do segundo tempo. Mas permitiu a igualdade aos mineiros, numa cabeçada de Diogo Barbosa, aos 40.

O Palestra voltou a jogar mal e perdeu o segundo torneio na temporada – o primeiro fracasso foi no Paulistinha. Como a equipe tem remotas chances de faturar o bi no Brasileirão, agora só resta a Libertadores. Mestre Cuca escalou Felipe Melo no lugar de Tchê Tchê (substituiu Dudu no fim) e Borja no ataque. As mudanças não funcionaram.

O adversário da Raposa nas semifinais será Furacão ou Grêmio. O embate acontecerá nesta quinta, em Curitiba. Os gaúchos praticamente asseguraram a classificação no primeiro jogo: 4 a 0, em Porto Alegre.

A outra semifinal da Copa do Brasil reunirá um clássico carioca, Flamengo x Botafogo. O Rubro-negro levou bala do Peixe (4 a 2), no aquário da Vila Belmiro (12.507 espectadores/R$ 525.080), porém segue na competição graças ao triunfo por 2 a 0 no jogo de ida, na ‘Ilha do Urubu’. O Flamengo ficou duas vezes à frente do marcador, mas tomou a virada após duas falhas de Muralha, novamente titular.

A equipe corria risco de ser eliminada não fosse o assoprador de latinha, sua senhoria Leandro Vuaden, ter voltado atrás em um pênalti para o Santos no primeiro tempo. Ele marcou falta de Réver em Bruno Henrique e, depois de consultar o quarto árbitro, recuou, para desespero dos santistas.

Berrio, aos 9 minutos de jogo, mexeu no placar. Bruno Henrique, com um golaço, empatou aos 33. No início do segundo tempo, Guerrero colocou o Flamengo novamente na frente. Aos 8, Copete deixou tudo igual outra vez. Dois minutos depois, Victor Ferraz marcou o terceiro gol. Aos 48, Copete assinalou o quarto tento santista.

Santos x Flamengo
Flamengo, derrota com sabor de vitória contra o Santos

No estádio Nilton Santos, o Niltão, diante de 24.286 torcedores (R$ 587.790), o Botafogo degustou uma bela canja de Galo. O time carioca, que havia perdido o primeiro jogo por 1 a 0, em BH, abriu dois gols de vantagem na fase inicial. Carli e Roger correram para o abraço aos 5 e 41 minutos, respectivamente. O time da estrela solitária matou o Galo na bacia das almas do segundo tempo, mais precisamente aos 44, em um contra-ataque de Gilson.

Roger foi o destaque botafoguense. Além de assinalar o segundo gol, o centroavante deu muito trabalho à zaga mineira. Também ajudou na marcação e nos contragolpes.

A eliminação aumenta ainda mais a crise no Galo, que demitiu o ‘professor’ Roger Machado e contratou Rogério Micale. No Brasileirão, o time também vai mal das pernas. Não consegue vencer em casa e ocupa uma posição intermediária na tabela. Agora, aposta tudo na Libertadores. No primeiro jogo das oitavas de final, perdeu para o Jorge Wilstermann por 1 a 0, na Bolívia. O Botafogo despachou o Galo pela sexta vez consecutiva: 2007/08/13/17 na Copa do Brasil e 2008/11 na Sul-americana.

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Pitaco do Chucky. Por que é tão difícil às autoridades enquadrar a cartolagem do Circo Brasileiro de Futebol?

Boca de urna. O que todos desconfiavam agora é oficial: Leila Pereira, dona dos milhões da Crefisa e de boa parte das chuteiras palmeirenses, quer o trono do Palestra. “Que conselheiro, que torcedor, que pessoa que ama o Palmeiras e é bem-intencionada não gostaria de estar à frente do seu time? Quando puder, lá na frente, se as pessoas acharem que posso contribuir, eu converso..”, admitiu Leila Pereira, em entrevista à ‘ESPN Brasil’. Eleita conselheira do clube em março de 2017, com mandato até março de 2021, ela só terá condições de se candidatar daqui a quatro anos.

Zé Corneta. Redes sociais: festival de críticas com o fígado e não com o cérebro.

Porta da esperança. O Brasileirão virou um pequeno eldorado para os estrangeiros. Nada menos que 66 gringos estão espalhados por 19 equipes, um recorde na história do campeonato. De acordo com dados do Circo Brasileiro de Futebol, apenas o Atlético/GO não tem jogador de outro país. O soberano Tricolor colabora com seis: Lugano (zagueiro uruguaio), Pratto (atacante argentino), Buffarini (lateral argentino), Arboleda (zagueiro equatoriano), Gómez (meia argentino) e Cueva (meia peruano).

Caiu na rede. Sal Cisne, novo reforço do São Paulo já está regularizado na CBF.

Dois toques. O Corinthians recusou dois zagueiros nos últimos dias, o santista Cleber e o são-paulino Lucão. Aos 26 anos, Cleber foi vetado porque ganha muito (R$ 400 mil por mês) e tem problemas físicos; Lucão, 21, por não viver bom momento – seria o preferido do ‘professor’ Fabio Carille.

Zapping. Incrível: Raposa x Palmeiras e Peixe x Flamengo decidindo vaga às semifinais da Copa do Brasil, mas a plim-plim optou por transmitir Corinthians x Patriotas pela Sul-americana, a segunda divisão da Libertadores, para a grande Pauliceia refém do faroeste.

Gilete press. De Lauro Jardim, no ‘Globo’: “Instituto Paraná Pesquisas foi às ruas do Rio entre 6 e 10 de julho para perguntar a 2.020 fluminenses de 43 municípios para qual time de futebol eles torcem. A liderança, nenhuma surpresa, ficou com o Flamengo — 45,1%. E a vice — que dúvida? — com o Vasco (15,9%). Em seguida, aqueles que não simpatizam com time algum (13,6%). Aliás, considerando a margem de erro, de 2 pontos percentuais, os ‘sem-time’ empatam com o Vasco. Só depois aparecem Botafogo (10,7%) e Fluminense (10,1%). O Corinthians tem a quinta maior torcida do estado, com 1,3% das preferências.” Uma vez Flamengo…

Rosamundo, o pensador. Há vida depois do casamento?

Tititi d’Aline. A amarelinha desbotada voltará à mansão Allianz Parque. A última partida válida pelas eliminatórias da Copa de 2018 acontecerá em 10 de outubro. Antes de receber o Chile, a equipe enfrentará a Bolívia, cinco dias antes, em La Paz. Será o segundo embate na casa palmeirense. No primeiro, vitória por 2 a 0 sobre o México, gols de Philippe Coutinho e Diego Tardelli.

Você sabia que… o Saci colorado seguiu o exemplo do soberano São Paulo e também apelou ao sal grosso para espantar a zica na Série B do Brasileiro?

‘Bola de ouro’. CBF. O Circo Brasileiro de Futebol implodiu o ‘new Maraca’ ao confirmar o embate da amarelinha desbotada contra o Chile, pelas eliminatórias da Copa, para o estádio do Palmeiras. O templo virou ruína nas mãos do imperador ostentação Del Nero.

Bola de latão. Corinthians. Um clube com negócios mirabolantes. Detém nada menos que… 5% dos direitos do goleiro Walter, enquanto o ex-conselheiro do clube e empresário Fernando Garcia possui apenas 80%. A empresa Júlio Sports, ligada a Júlio Fressato, agente do atleta, tem 15%. Há quatro anos, o Corinthians surfava em 30%.

Bola de lixo. João Doria. O Trumpinho da Pauliceia é fogo no papel queimado. Anunciou Magic Paula como madrinha de um projeto de 12 quadras de basquete 3×3 na cidade, mas se esqueceu de um detalhe: avisar a ex-jogadora. Que fuzilou no Facebook: “Gostaria de esclarecer que em nenhum momento fiz parte da elaboração deste projeto.” Depois da chicotada, o prefeito prometeu convidá-la para participar do programa.

Bola sete. “O Campeonato Brasileiro deveria ser mais valorizado por dirigentes, treinadores e torcedores. A média de torcedores e de ocupação dos estádios, inferior a 40%, é muito pequena, ridícula” (do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’ – é vero).

Dúvida pertinente. Zé da Medalha, Ricardo Teixeira e imperador ostentação Del Nero: a caminho do despacito no xilindró?

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Soberano Tricolor e Grêmio morrem abraçados no empate, e Corinthians festeja

Lucas Fernandes, de joelhos, comemora o gol de empate no Morumbi

Apesar do apoio da torcida (51.511 pagantes/R$ 1.367.039), o soberano São Paulo só empatou em 1 a 1 com o Grêmio, no Morumbi, e continua sua via-crúcis no Brasileirão. A equipe permanece na zona do agrião queimado. Ocupa a 18ª colocação com 16 pontos. Aproveitamento de 33,3%. O primeiro time fora do subsolo do campeonato é o Furacão, com 17.

O imortal gaúcho também se deu mal com o resultado. Agora, está oito pontos atrás do líder Corinthians: 40 a 32. Tem 66,7% de aproveitamento. A Fiel festeja! No fim de semana, o Grêmio receberá o Peixe, em Porto Alegre, pela 17ª rodada do Brasileirão. O Tricolor paulista jogará contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos, o Niltão.

Poucos minutos de bola rolando foram suficientes para mostrar por que o Grêmio está na caça ao líder Corinthians e o São Paulo luta desesperadamente para cair fora da zona do agrião queimado.

Consciente de sua força, o time gaúcho soube se impor técnica e taticamente, enquanto o Tricolor viveu mais dá vontade dos jogadores em querer apresentar serviço ao longo do primeiro tempo. Ficou mais tempo com a bola (60% a 40%), mas em nenhum momento obrigou o goleiro Marcelo Grohe a sujar o enxoval.

Em 45 minutos, o São Paulo arrematou apenas duas vezes e não acertou o alvo. O Grêmio foi mais eficiente. Logo no início, Luan chutou e Renan Ribeiro pegou. Aos 19, Pedro Rocha desceu pela esquerda, passou por Arboleta, invadiu a área e guardou: Grêmio, 1 a 0.

Na bacia das almas, mais precisamente aos 42 minutos, Renan Ribeiro evitou o segundo gol gremista. Maicon recebeu de Luan, mandou uma bomba e o goleiro tricolor defendeu.

O São Paulo voltou para o segundo tempo com duas modificações: entraram Lucas Fernandes e Cícero, saíram Gomez e Jucilei, respectivamente. Objetivo do ‘professor’ Dorival Júnior: melhorar o poder ofensivo da equipe, o apoio ao centroavante Lucas Pratto, mais abandonado que panetone na Páscoa.

O Tricolor também subiu a marcação a fim de evitar a troca de passes do Grêmio. Deu certo. Aos 18, Edimar desceu pela esquerda, driblou Ramiro e passou para Lucas Pratto. O hermano chutou, Marcelo Grohe deu rebote e Lucas Fernandes empatou.

Na sequência, mais uma mexida no Tricolor: o centroavante Gilberto substituiu Bruno e Marcinho foi para a lateral direita. No Grêmio, Renato Gaúcho tirou Arthur e colocou Fernandinho para dar mais verticalidade ao ataque. Depois, trocou Pedro Rocha por Everton.

O jogo ficou equilibrado, com as equipes lutando muito, porém sem criar boas chances para desempatar. Aos 35, Renan Ribeiro fez ótima defesa em chute de Fernandinho. O 1 a 1 não foi nada bom para são-paulinos e gremistas. A equipe paulista segue no subsolo do campeonato, e os gaúchos agora estão mais longe do Corinthians, o grande vencedor do duelo.

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Pitaco do Chucky. ‘Professor’ Zé Ricardo está mais firme no Flamengo que prego em castelo de areia.

Zé Ricardo em xeque. Depois de uma derrota e dois empates, o Flamengo voltou a vencer no Brasileirão – 2 a 1 no Coxa, com um gol de pênalti na bacia das almas na ‘Ilha do Urubu’. Apesar do triunfo, o ‘professor’ Zé Ricardo segue muito questionado pela torcida, já que o time não consegue engrenar, mesmo com o investimento em vários reforços. Mais uma vez, o treinador foi vaiado pela galera. Zé Ricardo terá uma semana decisiva para espantar as críticas e respirar mais aliviado. No meio da semana, o Flamengo decidirá contra o Peixe, no aquário da Vila Belmiro, uma vaga às semifinais da Copa do Brasil. Pode até perder por um gol de diferença, pois ganhou o primeiro duelo por 2 a 0. No domingo, a equipe enfrentará o líder Corinthians pelo Brasileirão, no Itaquerão, minha casa minha vida. É vencer ou vencer para continuar sonhando com o cheirinho do hepta.

Zé Corneta. Era o que faltava: mídia caolha cria o estilo reativo de jogar. Que nada mais é do que atrair o adversário, oferecer a posse de bola e apostar nos contra-ataques. Tática usada no tempo da onça, da chanca.

Zapping. Fluminense 0 x 1 Corinthians rendeu 26 pontos ao ibope da plim-plim na grande Pauliceia entregue às baratas e chacinas, com 48% de share (TVs ligadas). No meio da semana, Flamengo 2 x 2 Palmeiras amealhou 29. Na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, Flu x Timão conseguiu 22 pontos (45% de participação). Já Brasil x EUA, pelo Grand Prix de vôlei feminino, obteve 12 pontos. No sábado, Vila Nova 2 x 1 Saci colorado, pela segunda divisão do Brasileiro, cravou 1,2 na RedeTV. Cada ponto representa 70,5 mil domicílios sintonizados em SP (199,3 mil pessoas); no RJ, 44 mil (116,9 mil telespectadores).

Sugismundo Freud. Nada mais chato do que o sujeito que nunca pergunta por achar que já sabe tudo.

Paredão. Novo titular do Palmeiras, o goleiro Jailson carrega nas luvas uma invencibilidade de 21 jogos no Brasileirão. Ele acumula 15 vitórias e seis empates desde o ano passado. Ao todo, Jailson disputou 30 partidas com a camisa dos periquitos em revista e só levou bucha uma vez: Grêmio 2 a 1, pela Copa do Brasil de 2016. Coleciona 18 triunfos, 11 empates e uma derrota.

Caiu na rede. Aleluia Fiel! Mais cinco pontos e o Corinthians se livra da ameaça de rebaixamento.

Gilete press. De Fernando Calazans, no ‘Globo’: “Quem disse que não se pode fazer uma crítica a determinado treinador pelo motivo de que ele é um iniciante na carreira ou, mesmo que seja mais experiente, pelo motivo de que está há pouco tempo no clube? Que história é essa de que não se pode discutir, debater, uma atitude ou uma medida de um técnico de futebol? Sim, há uma parte da imprensa, digamos, mais “moderna” — esta até com número considerável de integrantes —, para a qual os técnicos são deuses do futebol, seres superiores que, da margem campo, decidem as partidas. Se não decidem, pelo menos são os verdadeiros “protagonistas” (para usar um termo também “moderno”) dos jogos, em torno dos quais (e só deles) os comentaristas fazem suas análises.” Fato.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. O rechonchudo Adriano criou o ‘Pagode do Didico’, à beira da piscina de sua choupana na Barra. Ele acontece sempre às segundas, e reúne cantores, músicos e atletas, além de amigas do Imperador. Ninguém pode entrar com celular e que tais. Os seguranças confiscam na porta de entrada. Bebida e comida, por conta de Adriano.

Você sabia que… o Peixe levou 62.547 torcedores em três jogos no Pacaembu, contra 46.216 em seis partidas no aquário da Vila Belmiro?

Bola de ouro. Paulinho. O moleque do Vasco, 17 anos, marcou os dois gols da vitória sobre o Galo. Entrou para a história como o primeiro jogador nascido nos anos 2000 a estufar a rede do Brasileirão/17. E mais: tornou-se o jogador mais jovem a marcar com a camisa do Vasco. Detalhe vascaíno: Vinicius Junior, a grande promessa do Flamengo, já atuou em 12 jogos e ainda não correu para o abraço.

Bola de latão. Ministério do Esporte. Vem atrasando o pagamento aos fiscais do antidoping que trabalham para a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem. Alguns não recebem desde 2016. O cachê varia entre R$ 500 e R$ 600 por missão para acompanhar um atleta até a coleta da amostra ou ser o coletor do material.

Bola de lixo. Galo. Vive momentos de felicidade: pior campanha em casa na história dos pontos corridos do Brasileirão, iniciada em 2003: duas vitórias, dois empates e cinco derrotas, com 10 gols a favor e 13 contra. Ganhou oito pontos em 27 possíveis. Jogar no Horto agora é uma festa. Depois de seis anos, o Galo voltou a sofrer três derrotas consecutivas em casa.

Bola sete. “Lula atendeu a pedidos e se colocou à disposição do Corinthians para se reunir com chefes de Estado da Ásia e do Oriente Médio na tentativa de encontrar investidores interessados em batizar o Itaquerão com a sua marca” (de Gabriel Mascarenhas, em ‘Veja’ – a conferir).

Dúvida pertinente. Neymar deve trocar os títulos do Barcelona pelo tilintar das moedas do Paris Saint-Germain?

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Corinthians volta a vencer, abre nove pontos na liderança e agora reza para São Paulo

A defesa do Corinthians não deu moleza ao Fluminense

Depois de dois empates (Furacão e Avaí), o Corinthians voltou a festejar uma vitória. O líder do Brasileirão derrotou o Fluminense por 1 a 0, gol de Balbuena, no ‘new Maraca’ (21.105 pagantes/R$ 654.360), e chegou a 40 pontos, nove à frente do Grêmio, que fecha a 16ª rodada do campeonato contra o soberano São Paulo, nesta segunda, no Morumbi. Ou seja, a Fiel é tricolor paulista desde criancinha.

O Corinthians completou 30 jogos sem derrota. O último fracasso foi em 19 de março: Ferroviária, 1 a 0, gol irregular de Alan Mineiro. É a terceira maior série invicta da história do clube. Só fica atrás do time de 1936/37 (31 duelos) e 1957 (37 embates). De quebra, igualou a marca histórica do Flamengo, que passou as primeiras 16 jornadas do Brasileirão de 2011 sem levar chumbo. Já o Fluminense continua sem vencer diante de seu torcedor (sete jogos de jejum). Tem 21 pontos e aparece na parte intermediária da tabela.

No próximo fim de semana, o Corinthians receberá o Flamengo no Itaquerão, minha casa minha vida. Antes, o time decidirá a classificação na Copa Sul-americana contra o Patriotas, da Colômbia (1 a 1 no primeiro ermbate). O Flu jogará contra a Ponte, em Campinas.

Fluminense e Corinthians mostraram solidez defensiva, meio de campo burocrático e ataque inoperante ao longo de intermináveis 46 minutos no primeiro tempo. Resultado: ‘oxo’, com louvor. Os goleiros Júlio César e Cássio praticamente assistiram ao modorrento desempenho das equipes, que abusaram dos ‘chuveirinhos’ e consagraram a zaga adversária.

O Tricolor carioca teve mais posse de bola (60% a 40%), mas nada que significasse motivo de preocupação aos corintianos. Que arriscaram quatro finalizações a gol, nenhuma no alvo – o Fluminense tentou duas e também falhou. Balanço das horas sem ponteiros: joguinho sem graça, chato.

O ‘professor’ Abel Braga pediu aos jogadores do Fluminense para o time abandonar o tico-tico sem fubá no segundo tempo, o excesso de passes laterais, e procurar mais o jogo vertical. O time carioca, porém, foi surpreendido aos 6 minutos. Após cobrança de escanteio de Giovanni Augusto, o zagueiro Balbuena subiu no quinto andar, tocou de cabeça e colocou no canto esquerdo de Júlio César: 1 a 0.

A equipe do Fluminense sentiu o golpe, mas o Corinthians não soube nocautear o coirmão. Aos 15, a sorte salvou o líder. Scarpa arrematou de fora da área e acertou a trave. O lance animou o Tricolor, que partiu para a pressão.

O Corinthians não se abalou. Frio e calculista, o time poderia ter aumentado o placar, só que não soube aproveitar as falhas cometidas pela equipe carioca. Com um pouco mais de talento no último passe, principalmente de Rodriguinho, certamente chegaria a outros gols.

Dos 12 triunfos em 16 jogos do Brasileirão, o Corinthians obteve seis por 1 a 0. Ou seja, de grão em grão, vai colecionando pontos e comandando a tabela com tranquilidade. Em 36 jogos no ‘new Maraca’, o Corinthians ganhou oito do Fluminense, empatou 13 e perdeu 15.

Em Recife (42.025 torcedores, recorde na Arena Pernambuco), mesmo sem seis titulares, o Palmeiras passou a perna no Leão pernambucano: 2 a 0, gols de Bruno Henrique (destaque do time) e Keno no primeiro tempo. A renda foi de R$ 848.307. O Sport do ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo vinha de sete vitórias em oito partidas.

Com a vitória, os periquitos em revista atingiram 26 pontos e agora ocupam a quinta posição, à frente do Sport (24 pontos). Mestre Cuca não pôde contar com Mina, Tchê Tchê, Guerra, Dudu, Róger Guedes e Willian, além de Borja e Felipe Melo.

Nesta quarta, o Palmeiras vai encarar a Raposa, em BH, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. No primeiro jogo, na mansão Allianz Parque, deu empate: 3 a 3. No sábado, enfrentará o Avaí, em casa. O Sport jogará contra o Bahêa, em Salvador.

No café da manhã no Pacaembu, com 35.769 convidados (R$ 1.262.430), o Peixe devorou o acarajé baiano e completou seis jogos sem derrota no Brasileirão (quatro triunfos e dois empates). Bruno Henrique foi a estrela da partida. Desencantou depois de um jejum de 15 rodadas e marcou os três gols. O Bahêa, que perdeu uma invencibilidade de cinco partidas, merecia assinalar pelo menos um tento, mas parou nas luvas do ótimo Vanderlei.

Com o triunfo, o Santos voltou à terceira colocação. Acumula agora 30 pontos, um a menos que o vice-líder Grêmio e 10 atrás do Corinthians. O Bahêa estacionou nos 19 pontos.

Bruno Henrique começou a destruir a equipe baiana aos 28 minutos do primeiro tempo. Kayke chutou, o goleiro Jean rebateu e o atacante completou para a rede. Aos 45, Bruno Henrique marcou o segundo. Na etapa final, aos 30, ele fechou o caixão dos baianos. O Peixe está invicto há 22 jogos no Pacaembu (21 vitórias e um empate). No próximo fim de semana, o Santos visitará o Grêmio. Antes, decidirá contra o Flamengo, na quarta, a classificação às semifinais da Copa do Brasil.

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‘São Waldir’. O futebol está de luto. Morreu aos 66 anos, vítima de um infarto, um dos maiores goleiros da história do ludopédio nacional: Waldir Peres, o ‘São Valdir’ do soberano São Paulo e titular da inesquecível seleção brasileira da Copa de 1982. Ele almoçava com a família em Mogi Mirim, quando começou a passar mal. Ele deixa dois filhos, que moravam em São Paulo, e uma filha, que está na Malásia. Não era casado e estava acompanhado da noiva. Entre 1973 e 1984, disputou 617 partidas com a camisa do Tricolor (só perde para Rogério Ceni em presença) e ganhou o Brasileiro de 1977, onde teve papel decisivo nas cobranças de pênalti contra o Galo. Também faturou os estaduais de 75, 80 e 81.

‘São Waldir’ 2. Foi como reserva às Copas 1974 e 1978. Vestiu 39 vezes a camisa da seleção, a última na derrota por 3 a 2 para a Itália, em 1982. ‘São Waldir’ deixou o Tricolor em 1984, quando se transferiu para o América do Rio. Defendeu mais quatro clubes – Guarani em 1985/86, Corinthians em 1986/88, Portuguesa em 1988 e Santa Cruz em 1988 – até voltar a Campinas e encerrar a carreira no clube que o revelou, Ponte Preta, em 1989. Dois anos depois, estreou como treinador. Ao longo de 22 anos, comandou várias equipes do interior paulista e de outros estados.

Pitaco do Chucky. O mar não está mesmo pra peixe no Brasil… só pra açougueiro.

Leilão do Trumpinho. O prefeito João Doria quer apressar os leilões de privatização do Pacaembu e do autódromo de Interlagos. O Trumpinho da Pauliceia espera descer o martelo no início de 2018. Doria gostaria de entregar o estádio ao Peixe, seu time de coração, mas o clube não anda muito interessado em participar da disputa.

Zé Corneta. ‘Pofexô’ Vanderlei Luxemburgo no Sport: apenas um suspiro de ressurreição?

Chuva de gols. O Campeonato Brasileiro feminino, conquistado pelas Sereias da Vila, teve 382 gols em 126 partidas, com a média de 3,03 por jogo. Os mandantes correram 210 vezes para o abraço, contra 172 dos visitantes. O vice-campeão Corinthians fechou como melhor força ofensiva: 54 gols, 2,7 por embate. O Peixe marcou 39. Apenas quatro vezes deu ‘oxo’ no torneio. Aconteceram 13 triunfos dos mandantes por 1 a 0. A maior goleada foi do Corinthians: 10 a 0 no São Francisco. O campeonato ainda apresentou 57 triunfos dos donos da casa, sete a mais que dos visitantes, de acordo com o ‘sr.goool’. Houve 19 empates. As meninas do Grêmio e Vitória foram rebaixadas. Serão substituídas por Pinheirense e Lusa.

Sugismundo Freud. O pecado não é vitamina.

Pires na mão. Pânico toma conta da cartolagem do Barcelona. Clube catalão fechou 2016/17 com um ridículo lucro líquido de 18 milhões de euros (R$ 65,8 mi). Obteve a receita recorde de 708 milhões de euros (R$ 2,6 bi). O Barça reduziu a dívida em 24,5 milhões de euros (R$ 87 mi). Ainda tem de pagar 247 milhões de euros (R$ 902 mi). Os salários de Messi, Neymar, Suárez & Cia. correspondem a 66% dos gastos.

Dona Fifi. A 15ª rodada do Brasileirão cravou importante marca: pior média de público do campeonato, com 10.049 torcedores por partida, simplesmente a metade da 14ª jornada, recorde do torneio até agora.

Rocky baiano. Quatro lutas, quatro vitórias, três por nocaute: o início do medalhista de ouro Robson Conceição no profissionalismo foi melhor do que a encomenda. O pugilista baiano de 28 anos simplesmente destruiu os adversários na categoria super-penas: os americanos Clay Burns (vitória por pontos), Aaron Ely e Jamel Hollis (nocauteados), além do mexicano Bernardo Gomez Uribe, que dormiu no primeiro assalto da luta de sexta – apanhou desde o começo e caiu após levar uma direita no fígado.

Caiu na rede. Do jeito que as coisas estão, o São Paulo precisa de um Deus e não do ‘profeta’ Hernanes.

Gilete press. De Fábio Siqueira, no ‘Lance’: “As partidas decisivas da Copa do Brasil também serão transmitidas nos cinemas. A exibição ocorrerá com a parceria entre Flix Media e Cinemark, que irão transmitir os jogos em 14 salas de 11 capitais do país. A primeira transmissão nas telonas será o jogo de volta entre Santos e Flamengo, nesta quarta, válido pelas quartas-de-final da competição. A iniciativa deve-se ao sucesso alcançado com a final da Liga dos Campeões, em junho, quando o Real Madrid se tornou bicampeão ao superar a Juventus. Na ocasião, a transmissão da partida atraiu mais de 18 mil pessoas, com 87% de ocupação das salas de cinema.” Bela jogada.

Patolino na geral. Bons ventos pelo lado do Morumbi: nos últimos três jogos contra o Grêmio, o soberano Tricolor ganhou dois e empatou um. A última vitória do imortal gaúcho aconteceu em 2013: 1 a 0, gol de Vargas.

Tititi d’Aline. O diz que diz circula pelos bastidores do mundo das finanças, mais precisamente no boletim do ‘Relatório Reservado’: “De volta às manchetes pela ordem de prisão expedida pela Justiça espanhola, Ricardo Teixeira é um homem prudente e um pai preocupado com o futuro dos seus. Segundo fonte próxima à família, o ex-presidente da CBF teria transferido boa parte do patrimônio para os herdeiros.” Não basta ser pai, tem de participar e dividir.

Você sabia que… o destaque da equipe do Palmeiras sub-17 é o atacante paraguaio Aníbal, filho de uma brasileira com o paraguaio Aníbal Rubén Vega, ex-jogador de futsal?

Bola de ouro. Vôlei feminino. A seleção brasileira completou a trinca e garantiu a classificação para a fase final do Grand Prix em Nanjing, na China, entre 2 e 6 de agosto. Depois de alguns tropeços em outras etapas, a equipe de Zé Roberto Guimarães precisava de três vitórias para carimbar a vaga e não deu outra. Cortou Bélgica (3 a 0), Holanda (3 a 1) e Estados Unidos (3 a 1) em Cuiabá. As meninas lutarão pelo 12º título da competição.

Bola de latão. CA de Barros e Silva. Dividiu o soberano São Paulo nas arquibancadas. Os anjinhos organizados pelo diabo decidiram apoiar o mandachuva e raios em meio à crise que tomou conta do clube; os torcedores comuns, ou seja, aqueles que não gozam de regalias, continuam empunhando a hashtag #ForaLeco.

Bola de lixo. Saci colorado. De tropeço em tropeço, vai se complicando na segunda divisão do Brasileiro. De favorito disparado ao título, o time gaúcho soma apenas 24 pontos em 48 possíveis (seis vitórias, seis empates e quatro derrotas). Está fora do G4. A última coça aconteceu diante do Vila Nova, no Serra Dourada: 2 a 1. O ‘professor’ Guto Ferreira, o ‘Gordiola’, balança mais na casamata que caminhão na esburacada Transamazônica. Recebeu ultimato: vencer Oeste e Goiás ou olho da rua.

Bola sete. “Atlético Mineiro demite Roger. E contrata o inseguro e inexperiente Micale. Leva em consideração a medalha de ouro olímpica. Nepomuceno [presidente] deveria se informar sobre as visitas de Tite ao time de Neymar… Se não fosse a intervenção branca de Tite, a Seleção, mesmo jogando contra adversários medíocres, em casa, e com Neymar, não teria o ouro olímpico” (de Cosme Rímoli, no ‘R7’ – é vero).

Dúvida pertinente. Corinthians, a vitória do pragmatismo?

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‘Galo Doido’ gira a roda viva dos ‘professores’ e Roger cai com 60% de aproveitamento

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Roger Machado é o novo reforço da lista de ‘professores’ demitidos ao longo do Brasileirão, mais precisamente 11 depois de 15 rodadas. O ciclo do técnico no ‘Galo Doido’ começou cheio de pompa em 30 de novembro do ano passado e terminou com uma lacônica nota: “Em reunião realizada no início desta tarde, na Cidade do Galo, entre o presidente Daniel Nepomuceno e Roger Machado, definiu-se que o treinador não continua no comando da equipe.”

O trabalho de Roger Machado foi abortado após 43 jogos – 22 vitórias, nove empates e 12 derrotas. Aproveitamento de 60,4%, com direito a volta olímpica no Mineirinho, após espantar a Raposa, e melhor campanha na primeira fase da Libertadores (nas oitavas de final, perdeu o primeiro jogo para o Jorge Wilstermann, da Bolívia, por 1 a 0). Já na Copa do Brasil, o Galo bicou o Paraná nas oitavas de final e superou o Botafogo no primeiro duelo das quartas.

Ou seja, rendeu frutos, mas não agradou a torcida nem a cartolagem, ávidas por ver o time dar espetáculo, independentemente da qualidade do bico das chuteiras de alguns jogadores, mais preocupados em defender a própria imagem que um projeto de trabalho.

Os carrascos justificaram a cabeça decepada: quatro derrotas em casa no Brasileirão. O time está na 11ª colocação com 20 pontos (44,4% de aproveitamento). Também pesou, segundo os algozes, o fato de o Independência, grande arma do Galo nos últimos anos, ter se transformado numa casa de terror para a equipe – apenas duas vitórias em oito partidas como mandante no Brasileirão.

A guilhotina desceu após a derrota para o Bahêa por 2 a 0, em casa. O brilho da lâmina, porém, deveria atingir mais os atletas. Eles foram considerados culpados pelo péssimo momento do Galo por 52,3% dos torcedores, de acordo com pesquisa do ‘Globoesporte.com’ até as 17h40 de quinta-feira. Roger Machado foi condenado por 26,4%, e a diretoria, 21,3%.

“É uma tarefa muito difícil demitir alguém. O Roger é uma pessoa séria, mas futebol é resultado, faz parte da cultura [a demissão]. Pelo investimento que foi feito, nove contratações, não poderíamos ficar oscilando”, sentenciou Daniel Nepomuceno, girando a roda viva dos ‘professores’ na pátria das chuteiras furadas. O cartola corre atrás do quinto treinador desde que sentou no trono do clube. Levir Culpi, Diego Aguirre e Marcelo Oliveira também dançaram nas mãos do dirigente. Roger Machado não pretende trabalhar no ludopédio nacional até o fim da temporada. Ele tinha contrato até dezembro de 2018.

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Pitaco do Chucky. A venda de livros, jornais e revistas caiu 4,5% em maio em relação a abril. Nos últimos 12 meses, o tombo foi de 10,5%. Pobre Brasil!

Noves fora. Apesar de a diferença ter caído para seis pontos na tabela (37 a 31), o Corinthians continua com boa vantagem sobre o Grêmio na luta pelo caneco do Brasileirão. As possibilidades de o time paulista colocar a faixa no peito são de 50,7%, de acordo com a matemática do ‘Chance de Gol’. O imortal gaúcho aparece com 30,2%. O Flamengo flutua com um cheirinho de 14,3%, enquanto o Palmeiras tem 1,9%, e o Peixe, 1,7%. Na briga contra o rebaixamento, a aritmética indica: Atlético/GO – 96%; Avaí – 82,9%; Vitória – 76%; Furacão – 48,5%; e soberano Tricolor – 20,9%.

Zé Corneta. A mídia caolha continua cada vez mais subserviente às cores tricolores. Aceita a palavra da cartolagem sem um pingo de contestação. E, após a vitória sobre o Vasco, só faltou gritar ‘o campeão voltou’.

Zapping. Flamengo 2 x 2 Palmeiras, o duelo das equipes que mais investiram em reforços, rendeu bons frutos à plim-plim. O ibope na grande Pauliceia entregue ao bangue-bangue cravou 29 pontos, mesma marca obtida por Vasco 2 x 5 Corinthians, em 7 de junho. Mas perde feio para Palmeiras 0 x 2 Corinthians, há uma semana, que chegou a 41 pontos, maior audiência do futebol desde 2012 – se considerado apenas o Brasileirão, melhor índice desde 2005. Na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, São Paulo 1 x 0 Vasco conseguiu 25 pontos de média. Cada ponto em SP equivale a 70,5 mil residências (199,3 mil pessoas); no RJ, 44 mil (116,9 mil telespectadores).

Sugismundo Freud. Os sabichões são arrogantes, pedantes e tremendamente chatos.

Bingo! Torcedores do soberano Tricolor espalharam sal grosso na entrada do Morumbi e no banco de reservas, e pimba na caxirola: o time bateu o Vasco (1 a 0) e acabou com a zica de nove jogos sem vitória no Brasileirão. A galera repetiu o expediente de agosto de 2013, lembrado pelo blogueiro um dia antes da partida contra os vascaínos. Há quatro anos, um sócio colocou sal grosso em um degrau da escada que liga o vestiário do São Paulo ao gramado do Morumbi, antes do duelo com o Fluminense, e a mandinga deu certo: a equipe ganhou por 2 a 1 e voltou a festejar um triunfo depois de 12 jogos. Saravá!

Caiu na rede. O mundo está mesmo perdido: Flamengo culpa arbitragem por empate com Palmeiras.

Festa das Sereias. Com um gol da argentina Sole Jaimes, o Santos derrotou o Corinthians e conquistou o Campeonato Brasileiro feminino, em Barueri. As Sereias da Vila precisavam apenas de um empate, já que haviam vencido o primeiro duelo por 2 a 0, no aquário da Vila Belmiro, também com tentos de Solie Jaimes, artilheira da competição, com 18 em 19 partidas. A atacante também brilhou no Boca Juniors e River Plate.

Patolino na geral. Ao escalar Wellington Nem no empate com o Atlético/GO (2 a 2), o soberano São Paulo perdeu a chance de negociar o atacante para o Galo. O jogador completou sete partidas com a camisa do Tricolor e não poderia mais defender o time mineiro. A torcida são-paulina ficou extremamente feliz…

Gilete press. De Eduardo Geraque, na ‘Folha’: “Pesquisa anual da consultoria Deloitte sobre o bilionário mercado europeu, que movimentou US$ 31,1 bilhões (R$ 98 bilhões) na temporada 2015/16, mostra que o chamado dia do jogo, que inclui gasto de torcedores com ingressos e compras nos estádios, na Inglaterra, na Alemanha e na Espanha rende até 20% do faturamento anual dos clubes da 1ª divisão.” Por aqui, uma mixaria.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. O soberano São Paulo voltou a tentar a contratação do goleiro Walter e pela segunda vez levou uma bola nas costas do Corinthians, que afirmou pretender continuar com o jogador pelo menos até o final do Brasileirão. Os empresários do atleta informaram que o Tricolor estaria disposto a pagar 1,5 milhão de euros (R$ 5,5 milhões). O Corinthians ficaria com R$ 270 mil, já que possui apenas 5% dos direitos econômicos de Walter. O clube deve dar um reajuste salarial ao goleiro de 29 anos. Ele tem contrato com o Corinthians até dezembro de 2019.

Você sabia que… o são-paulino Lucas Pratto marcou o segundo gol mais rápido do Brasileirão deste ano (1min31s do jogo com o Vasco), perdendo apenas para o volante Rodrigo Lindoso, do Botafogo, que assinalou em 1min03s na vitória por 2 a 1 sobre o Sport?

Bola de ouro. Filipe Toledo. O brasileiro de 22 anos deu show nas ondas de Jeffreys Bay, na África do Sul. Filipinho acabou com a pose do português Frederico Morais, a sensação do campeonato, e venceu a sexta etapa do Mundial de surfe. Pela primeira vez um brasuca fez a festa em Jeffreys Bay. Filipinho embolsou US$ 100 mil (R$ 315 mil), pulou do 14º para o sétimo lugar no ranking e voltou a brigar pelo título. Faltam cinco desafios para o fim do circuito. O próximo será no Taiti, entre 11 e 22 de agosto.

Bola de latão. Pachequinho. Engrossou a lista de ‘professores’ demitidos no Brasileirão. Levou um bico do Coxa após 13 vitórias, seis empates e nove derrotas. A última cacetada: Ponte, 4 a 0. O time completou nove partidas sem vitória. Marcelo Oliveira é o novo treinador, o terceiro na temporada. Ele passou pelo Coxa em 2011/12.

Bola de lixo. Atlético/GO. O Dragão goiano está cada vez mais perto da glória, a segunda divisão. Saco de pancadas no Brasileirão, o time completou oito jogos sem vitória ao ser goleado pelo Sport por 4 a 0. A equipe carrega a lanterna com oito pontos em 45 possíveis. Ganhou duas partidas, empatou duas e perdeu oito. Fantástico aproveitamento de 18%.

Bola sete. “A Escola Estadual Vila Albertina, na zona norte da capital, será renomeada para Escola Estadual Dr. Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. No prédio funcionou até 2015 a Fundação Gol de Letra, presidida por Raí, irmão do ex-jogador” (de Mônica Bergamo, ‘Folha’ – golaço).

Dúvida pertinente. Corinthians: a palha começou a queimar?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br