Único time 100%, ‘Santástico’ renasce com hermano Sampaoli e detona soberano Tricolor

O Peixe sempre foi superior ao Tricolor

Agora quem dá bola é o Santos de Jorge Sampaoli. Três jogos, três vitórias, sete gols a favor e nenhum contra. Único time 100% no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Chegou ao terceiro triunfo com domínio total sobre o soberano São Paulo. Do primeiro ao último minuto na casa alugada do Pacaembu (18.601 pagantes/R$ 630.964). Ganhou por 2 a 0, gols de Luiz Felipe e Derlis González, mas merecia mais no primeiro clássico do campeonato.

O Tricolor foi uma presa muito fácil, com direito a ‘olé’ aos 32 do segundo tempo. Na contramão de outros embates, o ataque são-paulino não brilhou e pouco incomodou Vanderlei, bem protegido por uma zaga dinâmica, que soube dar o bote nos raros momentos de lucidez do adversário.

Os ‘professores’ Jorge Sampaoli e André Jardine haviam prometido um futebol bem ofensivo, porém apenas o hermano santista colocou realmente o time na vertical, à procura do gol.

O são-paulino adotou um esquema mais cauteloso, na esperança de surpreender o adversário num contragolpe, e foi engolido pelo sistema armado por Sampaoli.

Resultado: a equipe santista dominou os 45 minutos iniciais. Criou boas chances e obrigou o goleiro Tiago Volpi a praticar boas defesas.

A superioridade, porém, só foi traduzida em festa na bacia das almas, mais precisamente aos 44: Jean Mota cobrou falta, o zagueiro Luiz Felipe subiu mais que a zaga e cabeceou para o gol.

Os são-paulinos reclamaram da marcação da falta. Erradamente. Nenê cometeu a infração fora da jogada. E foram merecidamente castigados porque o time abdicou do ataque.

O Santos terminou o primeiro tempo com 64% de posse de bola, contra 36% do São Paulo. Uma posse ofensiva e não daquelas tico-tico sem fubá, com inúteis trocas no meio de campo. Outros números: finalizações – 6 a 4 para o Peixe; escanteios – 4 a 1; passes certos – 153 a 78; passes errados – 9 a 9; faltas – 7 a 9.

No intervalo, Diego Souza substituiu o garoto Helinho, mais apagado que lâmpada queimada na peça ofensiva do Tricolor. Sampaoli contra-atacou aos 9: sacou o lateral-esquerdo Orinho e colocou o atacante Copete e trocou o bom meio-campista Jean Mota pelo zagueiro Aguilar. Objetivo: evitar o jogo aéreo do inimigo.

Sempre superior, o Santos liquidou a parada aos 21 minutos, em um contra-ataque fantástico. Alison, um leão em campo, recuperou a bola depois de falta cobrada pelo São Paulo e lançou Derlis González. O santista invadiu a área, driblou Tiago Volpi e tocou para o gol.

Mesmo com a vantagem de dois gols, o Peixe manteve um ritmo intenso até o final da partida. André Jardine ainda tentou diminuir o prejuízo, colocando Liziero e Brenner nos lugares de Nenê e Hudson. Sem sucesso. Levou um banho de Sampaoli, o único ‘professor’ 100% do campeonato – três vitórias, sete gols a favor e nenhum contra.

Líder do grupo A com nove pontos, o Peixe encara o Bragantino na próxima quinta, em Bragança Paulita. No mesmo dia, o São Paulo, primeiro no D com seis pontos, pega Guarani, no Pacaembu.

No estádio Anacleto Campanella, diante de 7.584 torcedores (R$ 340.250), o Palmeiras engatou a segunda vitória consecutiva no Paulistinha.

Com gols de Borja e Luan, um em cada tempo, derrotou o São Caetano por 2 a 0. O ‘sargento’ Felipão rodou mais uma vez o elenco a fim de observar mais jogadores. Desta vez, Jailson e Carlos Eduardo foram titulares.

O triunfo levou o Palestra à liderança do grupo B, com sete pontos. Na próxima quarta-feira, o Palmeiras enfrenta o Oeste pela quarta rodada.

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Pitaco do Chucky. O carismático e sumido Queiroz, ex-assessor de Bolsonaro, ganha as ruas do Rio: será homenageado pelo bloco Laranjada.

Pão de queijo queimado. Primeiro: uma vergonha a realização do clássico em BH após a tragédia de Brumadinho – na verdade, todos os jogos deveriam ser adiados. Segundo: a bola correr às 11 horas em pleno verão. Terceiro: um juiz trapalhão, o assoprador de latinha Wanderson Alves de Souza, que ignorou pênalti claro, marcou um que não aconteceu, inverteu falta e deixou o campo lesionado. Quarto: Raposa 1 x 1 Galo, sob os olhares de 39.088 pagantes (R$ 834.717).

Sugismundo Freud. A tolice alheia é uma piada, e a nossa, uma desgraça.

Propaganda enganosa. Pressionado pela Fiel, o mandachuva e raios Andrés ‘Desmanchez’ abriu o jogo: o Negócio da China com o BMG é bem diferente daquele que foi anunciado com estardalhaço pelo clube. O Corinthians realmente recebeu R$ 30 milhões pelo carimbo do banco no enxoval, mas não por um ano. Pegou R$ 12 milhões relativos a 2019, adiantou os R$ 12 milhões de 2020 e R$ 6 milhões antecipados de possível lucro com o acordo. Ou seja, o Corinthians receberá R$ 1 milhão por mês (salário do palmeirense Dudu).

Zé Corneta. Muitos ficam ricos com o Corinthians, menos o clube.

Cachê. Sonho de consumo de 11 de cada 10 torcedores brasileiros, a Libertadores ganhou um bom upgrade financeiro. A bondosa e maquiavélica Conmebol distribuirá US$ 162 milhões (R$ 610 milhões) aos participantes. O campeão embolsará US$ 12 milhões (R$ 45,2 milhões). Ano passado, o River Plate papou US$ 6 milhões. Apesar do reajuste, o valor ainda é menor que o cachê pago ao bambambã da Copa do Brasil: R$ 50 milhões. Já em comparação com a Champions, a Libertadores leva um baile. A Uefa reforça os clubes com 2,04 bilhões de euros (R$ 8,7 bilhões). Apenas na fase de grupos, cada um dos times embolsa 15,2 milhões de euros (R$ 65 milhões). E ganha mais 2,7 milhões (R$ 11,5 milhões) por triunfo. Na Libertadores deste ano, cada mandante recebe US$ 1 milhão (R$ 3,8 milhões) por partida em casa.

Caiu na rede. O Corinthians entrou no cheque especial do BMG.

Boa vizinhança. Filho do ex-presidente do Circo Brasileiro de Futebol, Marco Polo Del Nero finalmente realizou um velho sonho: foi eleito conselheiro vitalício do Palmeiras. Banido do esporte pela mamãe Fifa, o imperador Del Nero, pai de Nerinho, também é conselheiro do Palestra.

Gilete press. De Son Salvador, no Estado de Minas: “Os clubes precisam repensar o papel do estafe do atleta. Se for para ajudar, tudo bem. Se for para transformar nossos clubes em barriga de aluguel, se for para prejudicar uma torcida diante da primeira proposta por um jogador, que haja um certo distanciamento. Lembro que sem o clube o jogador não tem espaço, não tem mídia, não tem proposta… É preciso valorizar o clube, a camisa. E quem não tiver cabeça para jogar, que fique treinando. Mas que não seja negociado.” É vero?

Tititi d’Aline. Acertar na mosca em um clube de tiro de São Paulo pode custar até R$ 65 mil. Apesar do preço, a procura por uma carteirinha de sócio é grande. Além de atletas, também menores com autorização tentam acertar o alvo.

Bola de ouro. Novak Djokovic. O sérvio amassou o espanhol Rafael Nadal (6/3, 6/2 e 6/3) e entrou para a história como primeiro heptacampeão do Aberto da Austrália. O número um da bolinha faturou o terceiro título de Grand Slam consecutiva. Em 2018, fez a festa em Wimbledon e no US Open.

Bola de latão. São Paulo. A cartolagem do soberano resolveu enfiar a faca no torcedor. O ingresso mais barato para o embate com o Talleres, pela pré-Libertadores, custa R$ 70. Já o mais caro sai por R$ 280.

Bola de lixo. Carioquinha. A torcida está ligadíssima no campeonato. Nada menos que 5.314 testemunhas trocaram a praia pelas arquibancadas do estádio Nilton Santos, o Nilton, para assistir o primeiro clássico do empolgante torneio: Botafogo 2 x 1 Flamengo. O campo tem capacidade para 44.660 espectadores.

Bola sete. “A frase que eu guardei de Sir Alex Ferguson foi: ‘No dia em que um atleta for mais importante que o clube, adeus’. O treinador está lá para treiná-los, não para discipliná-los a qualquer custo” (do gajo José Mourinho, em papo no canal beINSports – uma alfinetada na turma do Manchester United, que puxou seu tapete).

Dúvida pertinente. Gustagol, Boselli ou Vagner Love?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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