Soberano Tricolor fica no ‘oxo’ contra os reservas do Grêmio e torcida protesta

Daniel Alves teve atuação discreta neste sábado
Daniel Alves, uma manhã discreta no Morumbi

O café da manhã dos säo-paulinos terminou com um gosto amargo no Morumbi – 46.997 espectadores (R$ 2.948.464). Mesmo diante de um Grêmio recheado de reservas (dos titulares, apenas Everton Cebolinha jogou), o soberano Tricolor se mostrou incompetente para chegar ao gol e ficou no ‘oxo’ contra os gaúchos. Recompensa pela exibição: uma sonora vaia. A equipe terminou com 10. O garoto Antony foi expulso na bacia das almas.

Há quatro anos o São Paulo não consegue derrotar o Grêmio em casa. Ganhou pela última vez em 2015, com gols de Luis Fabiano e Rogério Ceni. Depois, quatro empates e uma coça.

Com o 0 a 0 na abertura da 17ª rodada do Brasileirão, o São Paulo perdeu a chance de encostar nos bambambãs do campeonato, Flamengo e Peixe. Acumula 31 pontos, na terceira posição, mas pode cair para o quinto lugar ao final da jornada. O Grêmio flutua no meio da tabela, com 22 pontos.

Durante a partida, o torcedor Iago de Melo Rios, 23 anos, caiu das arquibancadas. Ele despencou do setor mais alto do estádio para o primeiro anel, quase no nível do gramado, e atingiu duas pessoas. Giovana Santos Araújo, 13, precisou de atendimento médico. Os dois foram levados conscientes a um hospital.

Com vários atacantes no estaleiro, mestre Cuca improvisou Vitor Bueno como ‘centroavante móvel’. Nos primeiros 10 minutos de jogo, o Tricolor aplicou uma blitz nos gaúchos. Aos 7, Antony perdeu boa chance.

Aos poucos, o Grêmio foi melhorando a marcação, passou a trocar passes e saiu do sufoco. Quase abriu o placar num chute de Juninho Capixaba. O goleiro Tiago Volpi fez ótima defesa. Centralizando demais as jogadas, o Tricolor paulista só incomodou novamente o coirmão num arremate de Tchê Tchê, bem defendido por Julio César.

O time gaúcho voltou mais aceso do vestiário e, aos 10, Volpi fez mais uma grande intervenção, espalmando uma bomba de Thaciano. Mestre Cuca sentiu a pressão do adversário e trocou o espanhol Juanfran por Igor Vinicius. Depois, Vitor Bueno por Helinho. O treinador Renato Gaúcho também mexeu: Pepê e Darlan nas vagas de Luan e Luciano.

Sob uma ‘lua’ de 31 graus, o São Paulo apertou no fim do duelo. Aos 37, Igor Gomes, que havia entrado no lugar de Liziero, exigiu boa defesa de Júlio César. Um minuto depois, o goleiro reapareceu em finalização de Antony. Que foi expulso aos 41 após matar contra-ataque gremista. Saiu de campo foi vaiado pela torcida e depois pediu desculpas.

Estrela da companhia, o ‘vovô’ Daniel Alves teve uma atuação discreta. O volante Tchê Tchê foi o melhor do time. Na próxima rodada, sábado, o São Paulo visita o Saci colorado, no Beira-Rio.

No Grêmio, Everton Cebolinha também decepcionou. Apático, levou pouco perigo à zaga paulista. Na quarta, contra o Furacão, a equipe gaúcha decide vaga na final da Copa do Brasil. O jogo será em Curitiba. No confronto em Porto Alegre, deu Grêmio: 2 a 0.

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Pitaco do Chucky. Brasil, mais do que nunca, uma república de bananas.

Imortal esnoba euros. A situação financeira do Grêmio não é nenhuma Brastemp, mas também não se encontra com o chapéu na mão. O imortal mostrou que ainda está podendo: recusou R$ 172,5 milhões por Everton Cebolinha e Luan. O Milan ofereceu 30 milhões de euros (R$ 136 milhões) pelo atacante, enquanto a Roma se propôs a pagar 8 milhões de euros (R$ 36,5 milhões) pelo meia. O Grêmio exige 50 milhões de euros por Cebolinha e 15 milhões de euros por Juan, mesmo com o atleta no banco de reservas. O clube gaúcho detém 50% dos direitos do endiabrado atacante. Já 30% pertencem ao agente Gilmar Veloz (não cuida mais da carreira do atleta), 10% são do Fortaleza e 10% do empresário Celso Rigo, parceiro do Grêmio em alguns negócios. A janela de transferências para Alemanha, França, Itália e Espanha fecha nesta segunda.

Zé Corneta. Elenco do Palmeiras: muita espuma e pouco chope.

Prato do dia. O periquito entrou para valer no menu da bola dos gaúchos. Em 17 de julho, o Saci colorado devorou o milionário Palestra nas quartas de final da Copa do Brasil; na Libertadores, também nas quartas e nesta semana, alimentou o Grêmio. Avanti Palmeiras!

Sugismundo Freud. A lágrima mais pesada é a que não cai.

Paredão. O sempre eficiente e, às vezes, milagreiro goleiro Fabio completará 574 partidas do Brasileirão pela Raposa neste domingo, contra o Vasco. Ele vai igualar o recorde de confrontos que pertence a Rogério Ceni, o novo ‘professor’ do pão de queijo. O M1to conquistou três títulos nacionais, e Fabio também. O goleiro atingirá a marca justamente contra a equipe em que despontou. Fabio participou de 87 embates com o enxoval do Vasco entre 2000 e 2004.

Dona Fifi. Enquanto Renato Gaúcho faz milagre com teco-teco, Felipão é incapaz de acionar até o motor Boeing.

Gilete press. De Bruno Cassucci, no Globo.com: “O Corinthians já faturou cerca de R$ 23,1 milhões em premiações nesta temporada. Os bônus recebidos até agora: R$ 5 milhões pelo título paulista; R$ 10,1 milhões pelas classificações na Sul-americana; R$ 8 milhões pelas quatro fases disputadas na Copa do Brasil. Se passar para a final da Sul-americana, o Timão aumentará ainda mais o saldo. O campeão recebe US$ 4 milhões (R$ 16,6 milhões) e o vice fica com a metade.” Jogai por nós, São Jorge!

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Oficial: Palmeiras continua sendo o único grande paulista sem Mundial.

Tititi d’Aline. O hermano Sampaoli não para de surpreender os santistas. A paixão pelo esporte ultrapassa as quatro linhas do futebol. Primeiro, surpreendeu ao adotar a bike como transporte. Depois, resolveu praticar futevôlei na praia, vôlei e futmesa. Agora, o hermano começou a encarar o tênis numa academia. Gostou de distribuir raquetadas e deve ter aulas duas vezes por semana.

Você sabia que… o Palmeiras coleciona quatro vitórias e cinco empates nos últimos nove jogos com o Flamengo pelo Brasileirão?

Bola de ouro. Janeth Arcain. Aos 50 anos, uma cesta de diamante: entrou para o Hall da Fama do basquete. Campeã mundial em 1994 e duas vezes medalhista olímpica com a seleção brasileira (prata/1996 e bronze/2000), ela recebeu a homenagem em Pequim, durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo masculina. Janeth reforça o grupo de brasileiros que já integram o Hall da Fama: Hortência, Magic Paula, Amaury Pasos, Oscar Schmidt e Ubiratan. Além das conquistas com a seleção, ela brilhou na WNBA – campeã com o Houston Comets entre 1997 e 2000.

Bola de latão. Jessica Bate-Estaca. O reinado da brasileira na categoria até 52kg do UFC terminou em apenas 42 segundos em Shenzhen. A chinesa Weili Zhang amassou Bate-Estaca e conquistou o cinturão peso-palha. Pela primeira vez uma lutadora do país fatura um título do UFC. Zhang coleciona 20 triunfos consecutivos. Após a luta, Bate-Estaca pediu revanche. A brasileira, que vinha de quatro vitórias seguidas, ganhou o cinturão em maio, depois de vencer Rose Namajunas.

Bola de lixo. Thiago Heleno e Camacho. A dupla do Furacão pegou seis meses de gancho por doping. O zagueiro e o volante não jogam há 120 dias, período que conta para a punição. Assim, eles deverão voltar em outubro, mas até lá não poderão usar o CT do clube. Thiago Heleno foi flagrado após o jogo com o Tolima, em 9 de abril, pela Libertadores. Ao saber do resultado, o Athletico avisou à Conmebol que Camacho também tinha ingerido a higenamina (substância usada em suplementos). Ele fez o teste em 24 de abril.

Bola sete. “O volante Gabriel, do Corinthians, deixou de faturar muito dinheiro com a transferência frustrada para o mundo árabe. O jogador ganharia R$ 44 milhões caso assinasse contrato com o Al-Hilal” (de Samir Carvalho, no Uol – os árabes optaram por Cuellar, do Flamengo).

Dúvida pertinente. VARmengo x VARmeiras: quem levará vantagem no ‘new Maraca’?

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Torcida do Flu apela a ‘João de Deus’, mas São Jorge garante Corinthians na Sul-americana

Pedrinho comemora o gol que classificou o Corinthians
Pedrinho festeja o gol da classificação 

De nada adiantou o cântico ‘A bênção, João de Deus’, entoado por mais de 50 mil torcedores do Fluminense. São Jorge estava de plantão e o Corinthians carimbou a classificação às semifinais da Copa Sul-americana. A equipe paulista empatou em 1 a 1 com os cariocas, no ‘new Maraca’, e faturou a vaga graças ao gol fora de casa, assinalado por Pedrinho – no jogo de ida, ‘oxo’ no estádio da Fiel. O ‘professor’ Oswaldo de Oliveira estreou na casamata do Fluminense.

O Corinthians agora jogará com o Independiente del Valle. O primeiro duelo será no Itaquerão, minha casa minha vida, em 18 ou 19 de setembro. O segundo embate acontecerá no Equador, uma semana depois. A Conmebol ainda confirmará datas e horários. Colón, da Argentina, e Galo disputarão a outra semifinal.

Apesar de empurrado por seu maior público desde a reinauguração do templo nacional da bola, 57.703 espectadores (53.237 pagantes/R$ 2.339.750), o Tricolor das Laranjeiras só não saiu derrotado porque Vagner Love (duas vezes) e Mateus Vital desperdiçaram ótimas chances, parando nas luvas de Muriel. O Flu incomodou Cássio para valer apenas num chute de longa distância de Nenê no começo do jogo.

Mais ofensivo no segundo tempo, o Corinthians marcou aos 9 minutos. Danilo Avelar lançou Clayson na esquerda. O ponta finalizou, a bola desviou em Igor Julião e sobrou para Pedrinho tocar para a rede.

OO trocou Marcos Paulo por Wellington Nem. Depois, o treinador sacou Daniel e colocou João Pedro. Ainda substituiu Ganso e por Pablo Dyego. No Corinthians, Fabio Carille também fez duas mudanças na etapa final: Clayson por Matheus Jesus e Pedrinho por Ramiro. Tirou dois atacantes e apostou em uma dupla de volantes.

Aos 37, a casa corintiana desabou, mesmo com um batalhão na defesa. Nenê cobrou falta e Pablo Dyego desviou de cabeça. Mas o gol só foi validado por sua senhoria, o assoprador de latinha Diego Haro, depois de cinco minutos de bate-papo com a turma do VAR e sob gritos de ‘vergonha’ da galera. O Fluminense partiu para pressão, porém parou na zaga do coirmão.

Eliminado da Sul-americana, o Tricolor vai se concentrar na briga para evitar o rebaixamento no Brasileirão. O time ocupa a 18ª posição, com apenas 12 pontos. Está à frente apenas de CSA (12) e Avaí (7). Na segunda, receberá o lanterna.

Em quinto, com 28 pontos, o Corinthians jogará com o Galo, domingo, no Itaquerão. Provavelmente sem o volante Gabriel, 27 anos, que deve se mandar para o Al-Hilal. O clube saudita pagará 5,5 milhões de euros (R$ 27 milhões). O Corinthians tem 50% dos direitos do atleta.

Pela Libertadores, o River Plate garantiu vaga nas semifinais. Depois de vencer o primeiro jogo por 2 a 0, em Buenos Aires, os hermanos ficaram no 1 a 1 com o Cerro Porteño, em Assunção. Os paraguaios abriram o placar com Valdez. Os argentinos empataram com De La Cruz.

Agora, o River vai encarar o Boca Juniors. Ano passado, as equipes decidiram o caneco em Madri. O River faturou o título. O vencedor enfrentará o ganhador de Grêmio x Flamengo.

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Pitaco do Chucky. Só uma coisa cresce neste país: as patacoadas do governo Bozo.

Lero-lero no Verdão. Na velocidade de uma tartaruga master, o diretor remunerado Alexandre Mattos, ex-Mito, o ‘sargento’ Felipão e o gerente Cícero Souza apareceram no ninho dos periquitos em revista para dar explicações sobre o fracasso contra o Grêmio na Libertadores, terça-feira, ou seja, 42 horas depois. O trio parada dura garantiu que o voo da equipe segue sem turbulências, apesar das eliminações em três mata-matas neste ano – Paulistinha, Copa do Brasil e Libertadores. Mattos, Felipão e Cícero recorreram ao passado para tentar justificar o injustificável presente, uma coleção de pesadelos. Mattos ainda defendeu o direito de os anjinhos manchados organizados pelo diabo protestarem até com insinuações desabonadores a seu respeito.

Tiro curto. “Se a Crefisa me patrocinar, ganho a Libertadores e o Mundial antes do Palmeiras” – Íbis, o pior time do mundo.

Lero-lero no Verdão 2. Em meio a intermináveis minutos de blá-blá-blá, ataques à mídia, um estratégia comum ao Palestra, que se sente perseguido. “Fechamos os treinos como qualquer clube fecha. Vocês têm liberdade no São Paulo, no Corinthians? Não acuse o Felipe de rancoroso’, afirmou o treinador. Que ainda lembrou: contra o Grêmio, as melhores chances foram do Palmeiras com Willian, “mas nós jogamos feio. Quem parou o jogo foi o Grêmio e não vejo vocês dizerem isso’.

Zé Corneta. O ‘sargento’ Felipão decidiu apagar o fogo do fracasso na Libertadores com etanol. Adotou no Palmeiras a velha fórmula do ‘eu ganhei, nós empatamos e eles perderam’, sempre muito elogiada por atletas.

Recordar é viver. O Flamengo reencontrará o Grêmio numa semifinal de Libertadores depois de 35 anos, exatamente o tempo em que ficou fora dessa etapa do torneio. Em 1984, rubro-negros, gaúchos e os venezuelanos da Universidad de Lose Andes disputaram um triangular em busca da final. Após quatro jogos, as equipes brasileiras terminaram empatadas. No tira-teima, em campo neutro, 0 a 0 em São Paulo e classificação gremista no saldo de gols. Na final, o imortal perdeu o caneco para o Independiente, da Argentina.

Sugismundo Freud. O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos diariamente.

Pedágio mineiro. A bisbilhoteira e competentíssima equipe do ‘Superesportes’ mergulhou nos nebulosos bastidores da Raposa e descobriu que o poderoso chefão Wagner Pires de Sá antecipou R$ 70,2 milhões de cotas da TV até outubro de 2022. Detalhe animador: o mandato do cartola termina em… dezembro de 2020. Pelo andar da carruagem destrambelhada do pão de queijo, a chapa vai queimar e Pires não será reeleito, já que o clube frequenta com assiduidade as paginais policiais por falcatruas envolvendo dirigentes. O Cruzeiro recorreu ao ‘anjo da guarda’ Polo Clubes Fundo de Investimento em Direitos Creditórios para obter o dindim. Só que teve de pagar um pequeno ‘pedágio’ de R$ 12 milhões à empresa.

Pedágio mineiro 2. A Raposa avisou à plim plim que as parcelas (31) entre julho deste ano e outubro de 2022 devem ser depositadas na conta do fundo. O acordo foi concluído em 23 de maio de 2018. De acordo com a lei da bola é proibido antecipar ou comprometer receitas depois do final de um mandato. Mas (eta palavrinha maldita) os escândalos nas agremiações mostram que 99,99% dos cartolas estão pouco se lixando para as regras do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, o desmoralizado Profut. Que se exploda a lei!

Zapping. Euforia na ‘carioca’ Fox Sports: Flamengo elimina Saci colorado e está nas semifinais da Libertadores. A plim plim endossa. Olho vivo, Grêmio!

Ibope. O duelo Saci colorado 1 x 1 Flamengo, pelas quartas de final da Libertadores, cravou 29 pontos de audiência à plim plim na grande Pauliceia dominada pela bandidagem. O share atingiu 43% (TVs sintonizadas). Foi a maior audiência de um jogo do torneio na capital paulista desde a semifinal Palmeiras 2 x 2 Boca Juniors, em 31 de outubro de 2018. Na Cidade Maravilhosa das balas uivantes, a classificação do Rubro-negro rendeu 42 pontos e 59% de participação. Cada ponto em SP equivale a 73.015 residências (200.766 pessoas); no RJ, 46.175 (118.440 telespectadores).

Gilete press. De André Rizek, do SporTV: “O VAR está tão lixo na América do Sul que a única saída é a transparência total. Todos os diálogos divulgados. Só assim esses caras terão algum pudor, vão parar de aparecer, por nada. Não vejo outro jeito de salvar o VAR por aqui: transparência total. Quem é contra transparência?” Na mosca.

Caiu na rede. Inter está fora da Libertadores, mas D’Alessandro vai se candidatar para apitar a final no Chile.

Tititi d’Aline. O amor é lindo! Que o digam Gabigol e Rafaella Santos, irmã do ‘menino Ney’. O casal trocou mensagens carinhosas nas redes sociais após a classificação do Flamengo na Libertadores. A jovem de 23 anos comentou uma foto do atleta com um coração. Gabigol rebateu: ‘Te amo, pretinha.’ Os dois viveram um romance em 2017. Brigaram e, agora, garantem ser apenas bons amigos. Ninguém acredita.

Você sabia que… o atacante polonês Lewandowski, 31 anos, 197 gols em 246 jogos pelo Bayern de Munique, renovou contrato por mais quatro anos com o time alemão?

Bola de ouro. Alisson. Campeão da Champions com o Liverpool, o brasileiro foi eleito pela Uefa o melhor goleiro do torneio de 2018/19. Outros premiados: Van Djik – (melhor zagueiro e jogador), De Jong (meio-campista), Messi (atacante) e Lucy Bronze (bambambã do Champions feminina).

Bola de latão. Odair Hellmann. O ‘professor’ do Saci colorado ficou no bico da cegonha sem asas após a eliminação da Libertadores. O treinador está sendo bombardeado pela torcida nas redes sociais. Se o time fracassar nas semifinais da Copa do Brasil contra a Raposa, tchau e bença. O jogo será no Beira-Rio. A equipe gaúcha pode empatar, já que venceu por 1 a 0 em BH.

Bola de lixo. Mauricio Galiotte. Inexplicavelmente, o poderoso chefão do Palmeiras não apareceu para comandar a entrevista convocada pelo clube. Optou por deixar a cabeceira da mesa para o gerente remunerado Alexandre Mattos, ex-Mito. Pelo momento nada agradável do time, com a torcida muito irritada após mais uma eliminação da Libertadores, esperava-se que o mandachuva e raios pintasse no encontro para abordar a crise.

Bola sete. “Neymar foi o jogador mais difícil que já marquei” (do espanhol Juanfran, do soberano Tricolor, na ESPN Brasil, que também encarou Cristiano Ronaldo e Messi nos tempos de Atlético de Madrid – a turma do contra morde o cotovelo).

Dúvida pertinente. Milionário Palmeiras, três eliminações neste ano: dinheiro traz felicidade?

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Flamengo derruba Saci colorado e decide vaga na final contra Grêmio, ‘o melhor time do Brasil’

Gabigol desperdiça chance na frente de Lomba
No primeiro tempo, Gabigol perdeu duas excelentes chances

Flamengo e Grêmio brigarão pela vaga à final da Libertadores. O primeiro tiroteio do mata-mata acontecerá em 2 de outubro, no estádio do imortal. O segundo será realizado no dia 23, no ‘new Maraca’. A outra semifinal já tem o Boca Juniors garantido (eliminou a LDU). O adversário sairá do duelo River Plate x Cerro Porteño, nesta quinta, em Assunção. Os argentinos ganharam por 2 a 0 em Buenos Aires.

O Rubro-negro garantiu a classificação ao ficar no 1 a 1 com o Saci colorado no Beira-Rio (49.614 presentes/R$ 2.685.145). Os zagueiros Rodrigo Caio e Pablo Marí e o atacante Bruno Henrique foram os destaques do Flamengo. Que retorna a uma semifinal do torneio depois de 35 anos. Rodrigo Lindoso, de cabeça, marcou o gol dos gaúchos. Gabigol empatou. O centroavante soma agora 26 gols em 37 jogos na temporada.

O Flamengo poderia ter liquidado o Saci colorado no primeiro tempo. Mesmo com a vantagem de poder perder por um gol de diferença, o time carioca deu um bico no regulamento, dominou a equipe gaúcha e Gabigol perdeu dois gols incríveis.

Logo no início, o atacante ficou cara a cara com Marcelo Lomba, chutou e o goleiro mandou para escanteio. Aos 43, Gabigol recebeu ótimo passe de Bruno Henrique, invadiu a área e arrematou para fora.

Muito nervoso, o Saci colorado pouco fez até o intervalo. Tanto que o goleiro Diego Alves só fez uma defesa na bacia das almas num arremate despretensioso dos gaúchos.

No segundo tempo, com a entrada de Nico Lópes no lugar de Rafael Sobis, o time colorado cresceu. Contou também com o recuo do Flamengo, que passou a explorar os contragolpes. Aos 9, o ‘professor’ Odair Hellmann partiu para o tudo ou nada. Sacou o lateral Uendel e colocou o atacante Wellington Silva.

Pressionado, o Urubu abriu o bico aos 16. D’Alessandro cobrou falta pela esquerda, Rodrigo Lindoso cabeceou e abriu o placar. Mas a torcida só pôde festejar para valer depois de cinco minutos. Sua senhoria, o assoprador de latinha argentino Patricio Loustau, resolveu consultar o VAR antes de confirmar o tento colorado. Pediu ajuda até a um dos bandeirinhas.

Faltava apenas um gol para a vaga ser decidida nos pênaltis. O Inter aumentou a blitz, e o patrício Jorge Jesus trocou Cuellar por Piris da Motta. Depois, Everton Ribeiro por Berrío. No Saci, Victor Cuesta por Sarrafiore.

Aos 39, boa parte da torcida gaúcha começou a deixar o estádio. Em contra-ataque mortal, Bruno Henrique tocou para Gabigol, livre, confirmar a classificação. Jesus ainda mexeu mais uma vez, apenas para ganhar tempo: Filipe Luís por Renê.

Aos gritos de ‘olé’, a galera rubro-negra festejou o retorno do time às semifinais depois de 35 anos. Que venha o Grêmio, ‘o melhor time do Brasil’, segundo o ‘professor’ Renato Gaúcho.

Em La Bombonera, o Boca Juniors ficou no ‘oxo’ contra a LDU e também carimbou uma vaga nas semifinais do torneio continental. Os hermanos praticamente jogaram em ritmo de treino, já que haviam nocauteado o adversário por 3 a 0, em Quito. Ou seja, poderiam perder por até dois gols de diferença que seguiriam na luta.

O Boca vai encarar o ganhador de River Plate x Cerro Porteño. O River venceu o primeiro embate por 2 a 0, em Buenos Aires.

Além de entrar em campo sem um pingo de esperança, o time equatoriano ainda voltou para casa com um drama: o lateral Christian Cruz fraturou o tornozelo esquerdo ao prender o pé quando deu um carrinho.

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Pitaco do Chucky. Dia sim e outro também, STF abre a porta de uma gaiola.

Pé de coelho corintiano. Apesar de viver atualmente em meio a elogios e críticas por conta do futebol gangorra da equipe, o ‘professor’ Fabio Carille é uma das armas do Corinthians para superar o Fluminense nas quartas de final da Sul-americana, nesta quinta, no ‘new Maraca’. A estrela do treinador brilha em mata-matas. Desde que assumiu o time em 2017, acumula apenas três eliminações em 25 embates. Avançou em 22. A queda mais recente aconteceu na Copa do Brasil, quando perdeu para o Flamengo por 1 a 0 nos dois jogos das oitavas de final. As outras ‘mortes’ ocorreram em 2017: nos pênaltis contra o Saci colorado, na quarta fase da Copa do Brasil, e no critério gol fora de casa contra o Racing, nas oitavas da Sul-Americana.

Pé de coelho corintiano 2. Além de ser um título inédito para o Corinthians, a Sul-americana garante vaga na Libertadores para o campeão. E também ótimos cachês, principalmente para um clube em precárias condições financeiras. O Corinthians já faturou R$ 6,7 milhões. Se o time de Carille levantar a taça, embolsará R$ 16 milhões, um aumento de 60% em relação ao ano passado – o Furacão papou R$ 10 milhões. O Corinthians está invicto há 11 jogos: venceu CSA, Montevideo Wanderers (duas vezes), Fortaleza, Goiás e Botafogo, e empatou com Flamengo, Palmeiras, Saci colorado, Fluminense e Avaí.

Zé Corneta. ‘Sargento’ Felipão em alta: três eliminações neste ano. Hat-trick inesquecível. Já pode pedir música no Fantástico.

Entre tapas … A paulada gremista no Palestra rende ótimos frutos no jardim dos fracassados. O ex-jogador e comentarista Casagrande aproveitou a telinha da plim plim para regar o ninho dos periquitos em revista: “Nos últimos tempos, quando começou o projeto Libertadores, o Palmeiras se tornou antipático pela prepotência, arrogância e soberba que vem desde cima. Da presidente do patrocínio, do presidente do Palmeiras, do gerente de futebol, passa pelo treinador e chega ao campo na figura do Felipe Melo. Eles falam coisas antes de acontecer, menosprezam outros times e campeonatos. Agora, faz falta o Paulistinha.” Sobre o ‘sargento’ Felipão, Casão classificou o comandante como maestro de uma nota só, “apenas um esquema”.

… e tapas. Já os anjinhos manchados organizados pelo diabo soltaram comunicado clamando pela saída do gerente Alexandro Mattos (“é o primeiro que tem de dar linha, vem ‘roubando’ o Palmeiras e a patrocinadora”), condenando o presidente Mauricio Galiotte (“um homem fraco à frente de um time com uma história forte”) e exigindo uma vassourada no elenco. A caça às bruxas: Lucas Lima, Deyverson, Diogo Barbosa, Antonio Carlos, Edu Dracena, Marcos Rocha, Jean, Matheus Fernandes, Borja, Carlos Eduardo, Hyoran, Jailson, Rafael Veiga, Luan e Thiago Santos.

Sugismundo Freud. No vazio cabe muita coisa, basta ter inteligência.

E agora, STJD? São Tomé já está de prontidão, quer ver para crer: o ínclito Superior Tribunal de Justiça Desportiva prometeu punir atitudes homofóbicas nos estádios, como gritos de ‘bicha’ quando o goleiro visitante bate o tiro de meta, até com a perda de três pontos na tabela. O recado foi enviado aos clubes. E a galera vascaína já colocou os engomadinhos de colarinho branco no paredão. Aos 19 minutos do segundo tempo da partida com o soberano Tricolor, gritou ‘time de viado’. Sua senhoria, o assoprador de latinha Anderson Daronco, paralisou o duelo, conversou com os capitães das equipes e relatou o episódio na súmula.

Zapping. A equipe da plim plim, de Galvão Bueno ao repórter Eric Faria, passando pelos comentaristas Júnior e Caio, colocou o coração rubro-negro para fora no gol de empate de Gabriel contra o Saci colorado. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo…

Gilete press. De Gabriel Mascarenhas, no Globo: “Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário, Roberto Assis, pediram ao Supremo autorização para reaverem seus passaportes, apreendidos no final do ano passado por determinação da Justiça gaúcha. Na tentativa de convencer Rosa Weber a acolher o pleito, Ronaldinho sustenta que está sendo impedido de trabalhar e argumenta que sua principal fonte de renda hoje são as participações em eventos internacionais (…) Os passaportes foram apreendidos até que eles paguem multa referente a um processo por dano ambiental por construir ilegalmente um trapiche, com plataforma de pesca e atracadouro, no Guaíba. As multas alcançavam R$ 8,5 milhões em novembro de 2018.” Ô coitados!

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Após eliminação, palmeirenses admitem: ‘O show de Sandy e Júnior estava bem melhor’.

Tititi d’Aline. E o Jucilei, hein? O volante aterrissou no soberano Tricolor como xerifão do meio de campo e agora treina sozinho na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, à espera de um clube. Aos 31 anos, tem contrato com o São Paulo até dezembro de 2021. E pode ficar de cuca fresca, já que recebe R$ 500 mil mensais para a xepa.

Você sabia que… o imortal Grêmio disputará pela 10ª vez as semifinais da Libertadores em 19 participações?

Bola de ouro. Everton Cebolinha. O atacante do Grêmio pratica o futebol que os brasileiros aplaudiram tempos atrás. Deixa os adversários enlouquecidos com seu gingado e poder ofensivo. Não se intimida diante dos brucutus, nem tem medo de cara feia. Coloca o marcador para dançar. É o cara!

Bola de latão. Felipão. Recontratado pelo Palmeiras por ser especialista em mata-matas, o ‘sargento’ já ‘morreu’ cinco vezes desde 2018: duas na Copa do Brasil, duas na Libertadores e uma no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. É um ‘professor’ sem repertório.

Bola de lixo. Vândalos palmeirenses. Irritados com a eliminação da equipe, os animais destruíram 66 cadeiras do Pacaembu após a derrota para o Grêmio na Libertadores. A conta será enviada ao Palmeiras pela secretaria municipal de São Paulo. Já meia dúzia de bárbaros depredaram grades de proteção e bilheterias da mansão Allianz Parque.

Bola sete. “Foi uma partida épica, de raça. O Grêmio gosta de ganhar, gosta da bola, de agredir. Tem, sim, o melhor futebol do Brasil, com resultado. Não ganhou em dois anos e meio seis títulos à toa” (do ‘professor’ Renato Gaúcho – falastrão competente).

Dúvida pertinente. Felipão ou Sandy & Júnior, quem é o maior culpado pelo vexame no ‘Porcoembu’?

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Cebolinha faz torcida do Palmeiras chorar: sonho da Libertadores vira pesadelo no ‘Porcoembu’

Marcos Rocha disputa lance com Everton
Cebolinha arrebentou a defesa palmeirense

‘Quem torceu a favor, obrigado; quem torceu contra, boa noite.’ A ironia vitoriosa partiu do meio-campista Jean Pyerre, após a classificação do imortal Grêmio às semifinais da Libertadores. Mesmo com a vantagem do empate, obtida no triunfo por 1 a 0 em Porto Alegre, o Palmeiras voltou a fracassar na busca do torneio continental, o grande objetivo de cartolas, jogadores e torcedores, como havia acontecido em 2018, e perdeu por 2 a 1, de virada.

A grande estrela do embate das quartas de final foi Everton Cebolinha. O atacante marcou o gol de empate e construiu uma bela jogada no segundo, passando por vários adversários e deixando a bola para Alisson estufar a rede. Luiz Adriano marcou para o Palestra. Nas semifinais, o Grêmio enfrentará o vencedor de Saci colorado x Flamengo.

O ‘sargento’ Felipão sofreu a quinta eliminação em mata-matas desde que retornou à casamata do time, em 2018. Dançou duas vezes na Copa do Brasil, duas na Libertadores e uma no Paulistinha. Revoltada, a torcida (34.541 pagantes/R$ 1.847.047,50) deixou a casa alugada do Pacaembu gritando ‘time sem vergonha’ e ‘Brasileirão é obrigação’.

Em uma temporada marcada por muitos protestos até agora, o Palmeiras certamente voltará a viver momentos de muita tensão. Como ocorreu no ano passado, o time investiu barbaridades para chegar à final da Libertadores e foi mais uma vez para o espaço. As dúvidas sobre o trabalho de Felipão também retornam.

Os primeiros 21 minutos de jogo foram alucinantes. Havia muito tempo que não se via tanta emoção num jogo de mata-mata entre duas grandes equipes. Aos 13, Luiz Adriano abriu o placar. O centroavante aproveitou uma sobra do goleiro Paulo Victor e finalizou para a rede – primeiro tento de Luiz Adriano com a camisa do Palestra.

Os gaúchos não se abalaram e empataram aos 17. Após cobrança de falta, Everton Cebolinha apareceu nas costas de Marcos Rocha e bateu cruzado.

Quatro minutos depois, a virada gremista. Cebolinha fez bela jogada individual, passou por alguns adversários e Weverton travou o lance. A bola sobrou para Alisson, sozinho, tocar para o gol.

A equipe palmeirense sentiu o golpe e só se recuperou na bacia das almas. Antes, o Grêmio trocou Maicon (lesionado) por Rômulo. Aos 41, Willian acertou a trave. Na sequência, Paulo Victor falhou, Willian desviou e a bola raspou a trave esquerda.

Os periquitos em revista voltaram do vestiário com Deyverson no lugar de Willian. Tentaram partir para o abafa, mas encontraram um sólido bloqueio defensivo do imortal, com destaque para Geromel.

Sem poder de criação com Scarpa no meio de campo, o ‘sargento’ Felipão colocou Zé Rafael. Não adiantou. Apostou em Raphael Veiga no posto de Bruno Henrique, e nada aconteceu.

Muito melhor estruturado, o Grêmio soube explorar os contragolpes e ficou muito mais perto do terceiro gol que o Palestra do empate. A falta de força ofensiva irritou a galera palmeirense, com Deyverson ‘jogando contra’ e um esquema tático paupérrimo, de uma nota só, apostando nas bolas altas na defesa adversária – mesmice que acompanha o ‘estrategista’ Felipão há muito tempo.

O momento mais emocionante do milionário Palmeiras na etapa final aconteceu aos 47 minutos. Sua senhoria, o assoprador de apito Nestor Pitana, recorreu ao VAR para checar um suposto toque de mão de Rômulo na área. Dois minutos de suspense e… escanteio, para desespero da torcida palmeirense.

Fim de papo: Grêmio classificado, Palmeiras mais um ano na fila do gargarejo. Desde 2008, o Grêmio não vencia o Palmeiras em São Paulo. Em 11 partidas, seis vitórias palmeirenses e cinco empates. O Palestra também nunca havia perdido para a equipe gaúcha no Pacaembu. O retrospecto dos confrontos na história: 41 triunfos do Palestra, 35 empates e 20 vitórias dos gaúchos. Os palmeirenses marcaram 137 gols, e os gaúchos, 99.

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Pitaco do Chucky. Governo Bozo, saco de gatos ou de ratos?

Preço do gol. Terceira opção para o comando do ataque corintiano, Gustagol tem contrato até dezembro de 2022, com multa rescisória de 50 milhões de euros (R$ 218 milhões). Mas a cartolagem agradeceria a São Jorge se aparecesse um clube do exterior disposto a pagar 10 milhões de euros. Na verdade, bateria o martelo até com uma proposta de 8 milhões de euros. Gustagol é o artilheiro do Corinthans nesta temporada, com 10 gols.

Zé Corneta. Efeito suspensivo, uma ótima muleta para os brucutus da pátria das chuteiras furadas. Descem o pau no adversário e depois viram anjinhos.

Oh céus, oh vida, oh azar. O ‘professor’ Marcelo Oliveira, 64 anos, cravou novamente seu nome na história do Coxa. Em 2017, assumiu a casamata do time paranaense na 17ª rodada do Brasileirão, obteve seis triunfos, seis empates e 10 pauladas. Com um eficiente aproveitamento de 36%, o treinador levou a equipe para a segundona. Agora, Marcelo Oliveira ganhou um processo contra o Coxa na Justiça do Trabalho. O clube terá de pagar R$ 1,2 milhão em 15 dias ou poderá sofrer penhoras.

Sugismundo Freud. Muita gente fala de amor, mas poucos sabem amar.

SP 7 x 1 RJ. Noves fora quatro empates, o futebol paulista goleia os cariocas no tête-à-tête do Brasileirão após 16 rodadas. Os quatro times de São Paulo conquistaram sete vitórias, contra uma das equipes do Rio. O ‘fura fila’ dos cariocas atende por Vasco, que bateu o soberano Tricolor por 2 a 0 na última jornada, em São Januário. Líder do campeonato, o Flamengo empatou fora de casa com Corinthians e São Paulo. Já o Botafogo perdeu de todos os paulistas.

Zapping. Vale tudo na telinha! Benjamin Back, o sabe-tudo do Fox Sports, perguntou aos repórteres que estavam no Pacaembu: por que o quero-quero morde? Desce o pano.

ISO zero. O Figueirense é um excepcional clube-empresa. Desorganizado da entrada até a saída pela porta dos fundos, acumula 59 ações trabalhistas a partir do momento em que a Elephant Participações Societárias SA assumiu o controle das chuteiras.

Bambambãs. O pitbull Romário, hoje senador, faturou fácil a pesquisa do ‘Globo.com’ sobre a contratação mais impactante da história do ludopédio nacional. Em 1995, ele trocou o Barcelona pelo Flamengo. Estava no auge da carreira. O ex-atacante recebeu 77 votos dos 100 jornalistas e ex-jogadores que foram ouvidos. Ronaldo no Corinthians, em 2008, ficou em segundo, com 53 indicações. Ronaldinho Gaúcho no Urubu, em 2011, fechou o pódio. Daniel Alves, recém-chegado ao soberano Tricolor, terminou em quarto, enquanto o hermano Tevez, que acertou com o Corinthians em 2005, fechou em quinto, à frente do holandês Seedorf (Botafogo/2012).

Gilete press. De Juca Kfouri, no Uol: “Neymar virou jogador emprestável, não confundir com imprestável. Pense se alguém cogitaria algo semelhante com Lionel Messi, com Cristiano Ronaldo. Neymar encontrou um milionário do Qatar disposto a endurecer o jogo, a mostrar que pode mais que ele. E pode. E está castigando nosso Peter Pan. Que talvez tenha de ficar em Paris, ou com o rabinho entre as pernas, ou encostado.” Cresce, menino!

Caiu na rede. Te cuida, soberano São Paulo: Palmeiras festejou 105 anos com a temática ‘Maior do Brasil’.

Tititi d’Aline. É uma questão de gosto financeiro. O Grêmio saboreou uma apetitosa carne ao longo do primeiro semestre, produto de um superávit de R$ 30 milhões. Já o Saci colorado se virou com pescoço de galinha, um déficit de R$ 60 milhões.

Você sabia que… o meia Eriksen recusou 880 mil euros (R$ 4 milhões) por mês para renovar contrato com o Tottenham?

‘Bola de ouro’. Corinthians. Minha mãe mandou escolher este daqui, mas como sou teimoso, vou escolher aquele ali: entre vencer e empatar com Palmeiras e soberano São Paulo na tabela, o ‘professor’ Fabio Carille optou por perder dois pontos e empatar contra o lanterna Avaí. Ou seja: enquanto o Flamengo pegou elevador para subir na tabela, o Corinthians optou pela escada.

Bola de latão. Bota x Chape. Os 8.241 torcedores que encararam o ‘oxo’ no estádio Nilton Santos, o Niltão, deveriam procurar o Procon para exigir a devolução do dinheiro do ingresso por propaganda enganosa. Cariocas e catarinenses disputaram uma pelada de quinta categoria pela 16ª rodada do Brasileirão. Um espetáculo deprimente. Castigo: mandante, o Botafogo teve um prejuízo de R$ 153.880,83.

Bola de lixo. Edilson. Atolado em 21 ações trabalhistas, o capetinha campeão do mundo em 2002 teve cinco imóveis penhorados em Salvador. O ex-atleta de Corinthians, Palmeiras e Flamengo deve mais de R$ 8 milhões em processos envolvendo suas empresas. Duas casas na praia de Guarajuba, em Camaçari, irão a leilão em 2 de outubro. Elas foram avaliadas em R$ 1,6 milhão.

Bola sete. “O espanhol Juanfran mostrou, como já se sabia, que é um lateral sério e eficiente, no comportamento, nos gestos e na maneira de jogar. Parece um professor, um lateral raiz” (do pequeno grande Tostão, na Folha – fato).

Dúvida pertinente. ‘Sargento’ Felipão a caminho do RH?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br’

 

‘Ristorante’ Pacaembu está pronto para festejar a classificação do Palmeiras às semifinais

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O Palmeiras está com a faca, o garfo e o macarrão da mama à mesa para festejar a classificação às semifinais da Libertadores, nesta terça, no ‘ristorante Pacaembu’. Os periquitos em revista estão com tudo, e mais um pouco, para carimbar a vaga, ‘matar’ o imortal Grêmio e depois encarar o ganhador de Flamengo x Saci colorado (os cariocas podem até perder por um gol de diferença, já que venceram por 2 a 0 no ‘new Maraca’).

Um empate será suficiente para a torcida do Palestra sair do estádio cantando ‘Quando surge o Alviverde imponente…’, a exemplo do que aconteceu no campo gremista após o triunfo por 1 a 0.

Resultado que lhe garantiu uma pequena diferença nos cálculos matemáticos do site ‘Chance de Gol’. O Palmeiras flutua com 92,7% de possibilidades de seguir em frente, contra 7,3% dos gremistas. O Palestra tenta chegar às semifinais pelo segundo ano consecutivo.

Os números continuam a dançar a tarantela. Na história dos duelos, os paulistas conquistaram 41 triunfos, perderam 19 vezes e empataram 35 em 95 jogos. Os palmeirenses marcaram 136 gols, e os gaúchos, 97.

O Palestra nunca perdeu para a equipe gaúcha no Pacaembu. Em 26 embates, faturou 13 e empatou 13, de acordo com o jornalista PVC, do Fox Sports. Em São Paulo, Palmeiras e Grêmio se enfrentaram 42 vezes. O imortal ganhou somente duas por 1 a 0, resultado que levará o tira-teima para os pênaltis.

E segue o baile: desde o retorno do ‘sargento’ Felipão à casamata do Palmeiras, o time atuou oito vezes no Pacaembu e venceu todas. Assinalou 20 gols e tomou apenas dois. Mais: o Palestra tem uma sequência de sete jogos de invencibilidade contra o Grêmio – cinco vitórias e dois empates.

Os ingressos (40 mil) já estão esgotados e a torcida pretende organizar um ‘corredor alviverde’ na chegada do ônibus da delegação, se a polícia deixar. O jogo será no Pacaembu porque a mansão Allianz Parque recebeu shows da dupla Sandy & Júnior. O Palestra de Felipão no próprio da municipalidade (*):

16/8/2018 – Palmeiras 1 x 0 Bahêa – Copa do Brasil
30/9/2018 – Palmeiras 3 x 1 Raposa – Brasileirão
14/10/2018 – Palmeiras 2 x 0 Grêmio – Brasileirão
21/10/2018 – Palmeiras 2 x 1 Ceará – Brasileirão
11/2/2019 – Palmeiras 2 x 0 Bragantino – Paulistinha
16/3/2018 – São Paulo 0 x 1 Palmeiras – Paulistinha
26/3/2018 – Palmeiras 5 x 0 Novorizontino – Paulistinha
18/5/2019 – Palmeiras 4 x 0 Peixe – Brasileirão

*Pesquisa Lance

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Pitaco do Chucky. Bozo, a reencarnação de Nero, o imperador incendiário.

Super-Periquito. O Palmeiras completou 105 anos de muitas glórias e imensuráveis conquistas. É um dos gigantes do ludopédio internacional, com ou sem título mundial. O ex-presidente Paulo Nobre, que salvou o Palestra da bancarrota, usou as redes sociais para festejar a data e, de quebra, cutucar Leila Pereira, dona da Crefisa: ‘Feliz aniversário ao 14 vezes maior campeão do Brasil, ao primeiro campeão mundial de clubes, ou simplesmente Palmeiras. Meu orgulho, minha vida! Hoje faz 105 anos, e não quatro, que o Palestra Itália foi fundado por imigrantes italianos, e hoje é de todos nós. Hoje é dia de celebrar #UmAmorQueNãoTemPreço.’

Super-Periquito 2. A era Crefisa começou há quatro anos, quando Nobre anunciou o patrocínio, então de R$ 23 milhões por temporada. Hoje é de R$ 80 mi. ‘Titia’ Leila Crefisa é conselheira do Palmeiras, aliada do mandachuva Maurício Galiotte e candidata ao trono do ninho dos periquitos em revista em 2021. O amigo de fé e irmão camarada Corinthians cumprimentou o Palmeiras no Twitter: ‘Feliz aniversário! Vida longa ao nosso maior rival. Que o maior clássico do mundo seja eterno!’

Zé Corneta. Torcida do Ceará, um ponto fora da curva: aplaudiu o golaço de bicicleta de Arrascaeta na derrota para o Flamengo por 3 a 0.

Maldição. A torcida da Raposa chegou a sonhar com o fim do jejum, mas Apodi manteve o pesadelo. O lateral do CSA empatou o jogo aos 49 minutos do segundo tempo e o pão de queijo continua sem vencer como visitante. Já se vão 14 meses! O último triunfo pelo Brasileirão aconteceu em 3 de junho de 2018: 1 a 0 no Ceará, gol de Sassá, em Fortaleza. O Cruzeiro coleciona 11 derrotas e 10 empates. Com o 1 a 1, a Raposa do ‘professor’ Rogério Ceni continua flertando com o rebaixamento.

Sugismundo Freud. Quanto menor é o ego maior é a pessoa.

Corintiano na mira. Se não conseguir contratar o rubro-negro Cuellar, o Al Hilal já tem outro nome na mira: Gabriel. O Corinthians esfrega as mãos de felicidade, já que está precisando de dinheiro. Pretende negociar o volante por 6 milhões de euros (R$ 28 milhões), um milhão a mais do que o Al Hilal deve oferecer pelo atleta.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Cartão para Felipe Melo? Precisamos de manchetes novas.

SOS. “Preciso ter a minha cabeça examinada. Joguei como fullback desde o high school. Isso cobra um preço muito grande para fazer qualquer coisa. Meu cérebro está cansado. @NFL, eu preciso de ajuda com essa merda. Tempos obscuros estão chegando. Por favor, me ajudem’ – o dramático apelo é do ex-jogador Le’Ron McClain nas redes sociais. Ele pede socorro por causa das pancadas sofridas em muitos anos de futebol americano (só na NFL foram sete temporadas, com passagens por Baltimore Ravens, Kansas City Chiefs e Los Angeles Chargers). McClain acredita que se o desabafo partisse de um quarterback, muito mais valorizado na liga, os cartolas agiriam rapidamente. O ex-atleta pediu ajuda para processar a NFL.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no Globo: “Sabe o ex-craque Kaká? Ele se formou no curso de Gestão Esportiva, da FGV/FIFA/CIES. Sua tese defende a iniciativa de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, de incentivar a transição de clubes para empresas no futebol brasileiro. Ele pretende ir a Brasília conversar com deputados e senadores sobre o tema.” A conferir.

Tititi d’Aline. Vem aí o filme ‘Alex Camera 10’. A estreia está programada para 24 de outubro. O documentário aborda a carreira do ex-jogador Alex, ídolo dos torcedores do Coxa, Raposa, Palmeiras e Fenerbahçe, da Turquia. O filme mostra os dois últimos anos da carreira de Alex no Brasil. Traz ainda depoimentos de Evair, Dirceu Lopes, Djalminha e Marcos. O diretor é Cauê Serur Pereira.

Você sabia que… a zaga do Peixe virou queijo suíço e tomou oito gols nos últimos três jogos?

Bola de ouro. Jorge Jesus. Ao contrário dos ‘professores’ brasileiros, o comandante do Flamengo abomina o ‘par ou impar’, o futebol pragmático. Sempre coloca o time no ataque. Resultado: tirou oito pontos de diferença e assumiu a liderança do Brasileirão. Jesus também evita ‘guardar’ muitos jogadores para outra competição.

Bola de latão. Mídia caolha. As últimas dúvidas desapareceram: os programas esportivos em rádios e, principalmente, TV fechada se transformaram num grande circo mambembe, com todo respeito ao circo.

Bola de lixo. Fabio Carille. O ‘professor’ poupou a maioria dos titulares contra o lanterna Avaí e o Corinthians perdeu a chance de entrar no G4, privilegiado grupo da Libertadores. Planejamento nota zero, já que o time só voltará a campo na quinta, contra o Fluminense, pela Sul-americana. Tempo suficiente para todos descansarem. Mas mesmo com vários reservas, o Corinthians poderia vencer se fosse mais ousado.

Bola sete. “Atitudes como a que Neymar e Cuellar estão tendo em relação aos clubes (que os pagam muito bem e em dia) são inaceitáveis num regime profissional sério. Tanto os dirigentes do Paris Saint Germain quanto os do Flamengo deveriam simplesmente recusar qualquer negociação e obrigá-los a cumprir o contrato. Multando-os pesadamente caso não queiram entrar em campo” (de Renato Maurício Prado, no Uol – é vero).

Dúvida pertinente. Flamengo na liderança: apenas mais um cheirinho?

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Peixe abre três gols de vantagem, mas Leão cearense ruge e empata; soberano Tricolor samba

Santos FC empata com Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro
Sasha marca o terceiro gol do Santos

O Peixe continua sua via-crucis. Depois de perder para o soberano Tricolor (3 a 2) e para a Raposa (2 a 0), a equipe santista deu a impressão de que reencontraria o caminho da vitória no aquário da Vila Belmiro. Abriu 3 a 0 no primeiro tempo, mas permitiu a reação do Fortaleza no segundo. O Leão cearense rugiu e chegou ao empate no último lance, aos 49 minutos (Tinga).

Com o 3 a 3, o time do hermano Jorge Sampaoli cravou 33 pontos em 48 possíveis – 10 triunfos, três empates e três derrotas. Manteve um tabu no campeonato: nunca perdeu do time cearense. Em 13 confrontos, soma seis vitórias e sete empates.

Mas deixou a torcida (12.515 espectadores/R$ 434.275) profundamente frustrada. E irritadíssima quando terminou a rodada. O Flamengo derrotou o Ceará por 3 a 0, em Fortaleza, também atingiu 33 pontos e assumiu a liderança por ter melhor saldo de gols que o Peixe: 17 a 11.

Marí, Gabigol e Arrascaeta (bicicleta) marcaram os gols do Rubro-negro. O duelo atraiu 49.986 torcedores (48.986 pagantes/R$ 2.119.235).

O Santos começou o jogo em ritmo de Fórmula 1. E abriu o placar a um minuto, em ótima jogada envolvendo Jorge, Evandro, Sasha e Marinho. O ponta apareceu livre e tocou no canto de Felipe Alves. Oito minutos depois, o lateral Jorge acertou uma bomba, após rebote do goleiro, e marcou um golaço.

A equipe santista manteve a pressão sobre um adversário zonzo, sem saber o que fazer em campo diante de um coirmão que variava constantemente as jogadas, ora com Marinho ora com o endiabrado Soteldo.

Resultado: o Peixe assinalou o terceiro aos 31. Sasha recebeu lançamento em profundidade, cutucou na saída do goleiro e correu para o abraço. Sua senhoria, o assoprador de latinha. Rodrigo D’alonso Ferreira, apontou impedimento, mas o VAR confirmou o tento.

No segundo tempo, após o VAR anular um tento de Soteldo (impedido), o Leão cearense decidiu rugir. Com Felipe Pires no lugar de Romarinho, o time equilibrou a partida. Aos 14, marcou o primeiro, em pênalti de Aguilar sobre Edinho, que o juiz só assinalou ao checar no VAR. Wellington Paulista bateu e conferiu. Aos 22, o centroavante fez o segundo.

O Santos sentiu a paulada. Sampaoli trocou Evandro por Carlos Sánchez, Sasha por Jean Mota e Soteldo por Derlis Gonzáles, porém não conseguiu evitar o empate heroico do Fortaleza. A defesa seguiu cometendo erros incríveis e, aos 49, o lateral Tinga apareceu na área e estufou a rede.

Talles Magno comemora o gol do Vasco
Talles vibra depois de abrir o caminho do triunfo do Vasco

Em São Januário, com os garotos Talles e Marrony jogando muito, o Vasco parou a ascensão do soberano Tricolor. Ganhou por 2 a 0, gols de Talles e Fellipe Bastos no segundo tempo. O São Paulo não havia perdido desde as ‘férias’ da Copa América e colecionava cinco triunfos consecutivos.

O resultado levou o Vasco aos 20 pontos, a sete da Chapecoense, primeiro time da zona de rebaixamento e que só joga nesta segunda. O São Paulo, por sua vez, estacionou nos 30 e está a três do Santos.

Empurrado pela torcida (19.191 pessoas/R$ 637.879), o Vasco comandou o confronto desde o apito inicial e mereceu os três pontos. Finalizou 14 vezes contra apenas três do Tricolor.

Se não bastasse o tico-tico sem fubá, o time paulista ainda ficou com um a menos aos 35 do primeiro tempo. O centroavante Raniel foi expulso após cometer falta em Richard no meio de campo. Nessa etapa, o Tricolor deu apenas um chute a gol.

O Vasco abriu o marcador aos 11 da segunda fase. Após cobrança de escanteio, Castan desviou, Talles dominou e chutou para a rede. Aos 35, Fellipe Bastos nocauteou o adversário. Danilo Barcelos cruzou da esquerda e o volante completou para o gol.

Três pontos garantidos, com direito a ‘olé’ na bacia das almas. Triunfo do Vasco merecido, por ter procurado mais o resultado e pelo paupérrimo futebol apresentado por Daniel Alves & Cia.

Na Ressacada (9.753 tocedores/R$ 371.176), o Corinthians, com um time misto, empatou em 1 a 1 com o lanterna Avaí. Se vencesse, poderia entrar no G4. Está em quinto, com 28 pontos. Richard Franco abriu o marcador. Vagner Love empatou.

Michel Macedo e Betão foram expulsos no segundo tempo. O embate foi de baixo nível técnico. O Avaí continua sem vencer. Soma apenas sete pontos. Outros resultados: Goiás 2 x 1 Saci colorado e CSA 1 x 1 Raposa.

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Pitaco do Chucky. O Brasil arde aos pés do imperador Bozo.

Gaúchos nocauteados. A menos que os deuses da bola resolvam entrar em campo vestidos de zebra, dificilmente o Periquito e o Urubu deixarão de voar para um duelo nas semifinais da Libertadores. Enquanto o Palmeiras precisa apenas de um empate para matar o imortal Grêmio no Pacaembu, o Flamengo pode até perder por um gol do Saci colorado no Beira-Rio. O dindim pode explicar muito bem a superioridade de paulistas e cariocas nas quartas de final. O elenco palmeirense está avaliado em 120 milhões de euros, contra 109 milhões do imortal, de acordo com o ‘Transfermarkt’, site especializado no mercado do ludopédio. A folha de pagamento do Palmeiras gira em torno de R$ 18 milhões, R$ 7 milhões a mais que a do Grêmio.

Gaúchos nocauteados 2. O plantel do Flamengo está cotado em 118 milhões de euros, e o do Inter, em 64 milhões. Na folha mensal, vitória tranquila do Rubro-negro: R$ 17 milhões a R$ 7,5 milhões. E nas contratações para a temporada, um banho: R$ 185 milhões a R$ 10 milhões para o Urubu. Passando a régua: os primos ricos estão com as mãos e uma chuteira nas semifinais. Ou seja, a rotina da mesmice: os milionários sempre vencem neste Brasil varonil!

Zé Corneta. E a mídia esportiva, com raríssimas exceções, adotou a palavra oficial dos clubes. Virou porta-voz. Nada se cria, tudo se aceita…

Vexame corintiano. Criado há oito meses, o Corinthians sub-23 está sem lenço e sem documento. Mesmo com a vitória por 2 a 0 sobre o Desportivo Brasil, a equipe foi eliminada da Copa Paulista. Terminou em penúltimo lugar no grupo 3, à frente apenas da Lusa. Ganhou 11 pontos em 30 possíveis. Ficou atrás de Juventus, Taubaté, Nacional e Desportivo, que avançaram para a próxima fase. Com o vexame, o time corintiano não tem mais disputas até dezembro. Vai ter que se virar nos 30 com amistosos. O clube contratou 25 jogadores no começo do ano, para felicidade de muitos empresários. Gasta R$ 200 mil por mês com o grupo.

Sugismundo Freud. As pessoas são temporárias.

Vaquinha vascaína. O clube carioca resolveu apelar à paixão dos torcedores e lançou um plano para arrecadar dinheiro e iniciar as obras do CT. O Vasco espera arrecadar pelo menos R$ 5 milhões com a ‘vaquinha’ até dezembro. As contribuições vão de R$ 15 a R$ 5 milhões (www.kickante.com.br/vasco). O custo total do CT é de R$ 30 milhões. O clube distribuiu comunicado alertando que espertalhões criaram sites fakes para arrecadar dindim em nome do Vasco.

Caiu na rede. Música preferida de David Luiz, depois de ser aposentado pelo faraó: Salah, meu bom Salah…

Remada. Se a canoa não virar, olê olá, o Isaquias vai faturar. Pois é, o brasileiro Isaquias Queiroz beliscou mais uma medalha de ouro. Ele conquistou o título mundial de canoagem velocidade no C1 1000m, na Hungria. Cruzou a linha de chegada com 3min59s23, o único abaixo dos quatro minutos. Disputando Mundiais desde 2013, Isaquias Queiroz coleciona 12 medalhas na competição, sendo seis de ouro e seis de bronze. Pela primeira vez, o brasileiro faturou o lugar mais alto do pódio no C1 1000m. Em 2013, 2017 e 2018, terminou com o bronze. Na mesma prova, ganhou a prata na Rio 2016. Apesar do sucesso de Isaquias Queiroz, a canoagem está entregue às traças: não há mais patrocínio e/ou investimento.

Dona Fifi. O ‘sargento’ Felipão informa: sai pitbull (Felipe Melo) e entra cachorrão (Thiago Santos) no meio de campo do Palmeiras contra o Grêmio.

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, no Uol: “Raros nomes [do futebol] prestaram algum tipo de solidariedade aos atletas do Figueirense, há meses sem recebesalários e que nesta semana se recusaram a entrar em campo contra o Cuiabá, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Não é absurdo imaginar que o engajamento boleiro seria muito maior caso alguém lançasse a #piscininhaamor2” Bingo!

Tititi d’Aline. Chefão do apito, Leonardo Gaciba falou pelos cotovelos nos últimos dias, tentou justificar o injustificável: a incompetência dos assopradores de latinha, capazes de desmoralizar o VAR com inacreditável talento. Gaciba devia fechar a boca, pegar um avião e aterrissar na Premier League para aprender como funciona a engenhoca.

Você sabia que… o Figueirense já acumula mais de 200 processos trabalhistas?

Bola de ouro. Austrália. Em amistoso preparatório para a Copa do Mundo, a seleção da terra do Canguru deu o maior salto de sua história: detonou uma invencibilidade de quase 13 anos dos Estados Unidos. A equipe venceu por 98 a 94. Os americanos acumulavam 78 vitórias consecutivas, desde a derrota (101 a 95) para a Grécia no Mundial de 2006. Os australianos conquistaram o primeiro triunfo em 26 partidas contra os EUA.

Bola de latão. Oswaldo de Oliveira. O ‘professor’ chega cheio de moral para comandar o Fluminense pela terceira vez: sete de cada 10 torcedores condenaram sua contratação para substituir Fernando Diniz. A última grande conquista de OO foi em 2013: campeão do cobiçadíssimo Carioquinha.

Bola de lixo. Novela Neymar. Ninguém aguenta mais. Parece história mexicana, não termina nunca. Uma coisa é certa: independentemente do futuro (Barcelona ou Real Madrid), o ‘menino Ney’ sairá pela porta dos fundos do Paris Saint-Germain.

Bola sete. “O Liverpool é o correspondente futebolístico de Mike Tyson no auge colocando o oponente nas cordas. Passa por cima alternando ataques em bloco com muita gente no campo adversário e rápidos contragolpes” (de André Rocha, no Uol – nocaute).

Dúvida pertinente. Futebol carioca: Flamengo e o resto?

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‘Chega de paparicos na mídia esportiva: é muito elogio para pouco futebol’

Resultado de imagem para charges e desenhos de jogadores pernas de pau
Charge de Pablo Carranza

Por Fernando Calazans, no Ultrajano

Existe algo mais crucial na vida do ser humano do que o momento, do que a hora? Quer dizer: do que o tempo? O tempo que passa, que vai do nascimento à morte, que vai e não volta, e que por isso mesmo já foi tema recorrente dos maiores escritores que habitaram este planeta, como Marcel Proust, James Joyce, Virginia Woolf, William Faulkner e outros. Bem, deixemos esse tema para escritores e pensadores… digamos assim… mais credenciados, como esses quatro, e vamos entrar no campo do futebol.

O futebol brasileiro, especificamente, parece não obedecer ou não buscar o momento, a hora, de fazer as coisas, de tomar as decisões convenientes. O Flamengo, por exemplo, um dos clubes mais badalados atualmente, tem demonstrado de forma recorrente a falta de discernimento de suas sucessivas diretorias na escolha da hora e do momento certos para adotar suas medidas. Como costumamos dizer, é a falta de planejamento que nos caracteriza.

Imaginem só! Quando foi que a diretoria do Flamengo decidiu trocar de treinador? Na justa hora em que o clube, submetido à situação caótica do nosso calendário – e com um time ainda por se organizar – mergulhou este ano na disputa simultânea do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Copa Liberadores. Precisa dizer mais? Pois até precisa. O técnico escolhido foi um estrangeiro, um treinador europeu, que jamais tinha colocado os pés no futebol brasileiro. 

Não por ser este ou aquele treinador, o escolhido. No caso, foi o português Jorge Jesus. Que, para complicar a situação, tampouco soube discernir, soube interpretar, a hora e o momento em que chegou ao Flamengo. Tanto assim que passou a mudar a escalação – e a função dos jogadores – de uma partida para outra, quase sempre com intervalos de não mais do que três ou quatro dias. Um verdadeiro esbanjamento. 

Basta o exemplo de Rafinha – também recém-chegado ao clube –, lateral-direito nos times europeus e na Seleção Brasileira, que, inexplicavelmente, foi transferido de sua posição de origem para o centro, como jogador de meio-campo. Foi tão errada a “invenção” que ela não passou de um jogo, do qual a torcida rubro-negra saiu indignada. No confronto seguinte, Rafinha já voltava à sua lateral, em mais uma mudança de escalação, esta forçada pelo bom senso.

Por outro lado (porque sempre existe um “outro lado”), não se pode demonizar Jesus (o Jorge) por esse início por demais “inventivo”. Convém lhe dar mais tempo para recriar o seu trabalho (e também para não fugir ao tema do artigo). É óbvio. O problema é que o Flamengo, com várias mudanças de treinador, não consegue consolidar um time de futebol consistente, mesmo com as contratações mais ousadas do futebol brasileiro, que nem sempre correspondem às expectativas – não raro por não serem esses “reforços” da qualidade que supõem os dirigentes, os treinadores e, sobretudo, a maior parte da crônica esportiva, hoje dedicada a supervalorizar a qualidade do futebol que praticamos aqui.

Por falar em crônica esportiva, passemos a este outro assunto. Não tem o menor cabimento o volume de elogios dirigidos nestes tempos a nossos jogadores e a nossos jogos, como faz a crônica esportiva – sobretudo na transmissão das partidas. É uma profusão de termos como “categoria” deste e daquele, como “talento”, “habilidade”, “emoção do Campeonato Brasileiro”… que chega a chocar quem tem um pouco mais de vivência e de conhecimento do futebol. 

Quem tem, acima de tudo, uma imprescindível exigência crítica. É isso que falta em maior parte na televisão, mas também nas folhas de jornal: senso crítico. O que é preocupante, porque pode comprometer ainda mais a fase medíocre em que se encontra nosso futebol, passando aos torcedores a impressão de que está tudo muito bom, muito bem. Porque, se fosse assim, não precisaríamos mudar nada e continuaríamos a assistir de longe às finais de Copa do Mundo, como fizemos nas últimas quatro edições da competição.

Se existe uma necessidade que se deve cobrar da crítica (esportiva ou não), é exatamente isto: crítica. E não paparicos cheios de dedos e de mesuras para “agradar” às torcidas e atrair a sua audiência, pensando que isso seja um “comportamento politicamente correto”. A mídia também pode (e deve) contribuir para a recuperação do futebol brasileiro, que não anda bem das pernas desde que conquistou seu último título mundial, em 2002. Faz tempo – e o tempo, como sabemos, não tem volta.

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Pitaco do Chucky. Roma de Nero e Brasil de Bozo, tudo a ver: somente cinzas.

Bora, Bahêa! Com um gol de Gilberto no primeiro tempo, o Bahêa derrotou o Galo por 1 a 0, na abertura da 16ª rodada do Brasileirão. O duelo foi disputado pela manhã, no Independência (22.401 torcedores/R$ 471.083). O time baiano conquistou a primeira vitoria fora de casa. O goleiro Douglas foi a estrela da partida com grandes defesas. O Bahêa chegou a 24 pontos, na oitava posição. O Galo segue em quinto, com 27, três atrás do soberano Tricolor, que fecha o G4 da Libertadores. Com a derrota, o time mineiro perdeu a invencibilidade no Independência, que flutuava em 23 partidas. Em Porto Alegre, com um time reserva, o Grêmio derrotou o Furacão por 2 a 1, gols de Luan e Tachiano – Rony descontou. Tardelli perdeu um pênalti.

Bahia venceu o Atlético-MG no Independência por 1 a 0; Gilberto fez o gol do jogo — Foto: Bruno Cantini/ Atlético-MG
Primeiro triunfo dos baianos fora de casa: 1 a 0 no Galo

Zé Corneta. O jovem atacante Arthur Cabral está mais por fora no Palmeiras que bunda de índio.

Cada um por si… Nada contra, ao contrário. Mas não deixa de ser mais uma estupenda atitude do bloco ‘cada um por si e o resto que se exploda’. Nenhum dos grandes jogadores se manifestou sobre a greve dos atletas do Figueira em protesto ao atraso dos salários e direitos de imagem. Atitude egoísta de uma classe sem um pingo de classe. E o mesmo acontece com as queimadas na Amazônica. Zíper na boca. Afinal, o presidente pode ficar magoado.

Sugismundo Freud. O silêncio também grita.

Vaca leiteira. Nada como ser um ‘afilhado’ extremamente generoso. A paupérrima federação carioca foi aquinhoada com mais de R$ 1,5 milhão pelo Flamengo, produto da taxa de cinco jogos da Libertadores no ‘new Maraca’. O duelo contra o Saci colorado, por exemplo, rendeu a bagatela de R$ 450 mil e uns trocados aos cofres da Ferj. O pedágio beira os 10%.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Flamengo é o único clube grande do Rio, garante jornal espanhol.

Gilete press. De Marta Szpacenkoff, no Globo: “Marta, seis vezes escolhida pela Fifa como a melhor jogadora do mundo, será a homenageada da Inocentes de Belford Roxo no carnaval carioca de 2020. A escola da Baixada Fluminense recebeu autorização do Ministério da Cidadania para captar, em quatro meses, R$ 3,1 milhões via Lei de Incentivo à Cultura. O enredo ‘Chorar no começo para sorrir no fim’ vai mostrar a infância de Marta em Alagoas, a passagem pelo Vasco, até os vários prêmios no futebol e o título de embaixadora da ONU.” Esquindolelê.

Tititi d’Aline. O zagueiro corintiano Gil é vidrado em tatuagens. Ele aproveitou uma folga para ‘fechar’ o corpo com novos carimbos na altura da barriga. De um lado, um desenho dele com os dois filhos, mais uma pomba da paz; de outro, LeBron James, o superstar da NBA, com uma coroa, simbolizando King James, o apelido do astro. A produção levou mais de 10 horas.

Você sabia que… o líder Peixe nunca perdeu do Fortaleza no Brasileirão, acumulando seis vitórias e seis empates?

Bola de ouro. Liverpool. O campeão da Champions deu mais uma aula no triunfo de 3 a 1 sobre o Arsenal pela Premier League. Mostrou intensidade e marcação alta ao longo de 90 minutos. Jamais abdicou do ataque – 25 a 9 em finalizações. É a única equipe com 100% de aproveitamento, com três vitórias em três jogos. O ‘professor’ Jürgen Klopp poderia ser contratado pelo Circo Brasileiro de Futebol para dar palestra aos sabe-tudo desta terrinha.

Bola de latão. Felipe Melo. O pitbull palmeirense pegou quatro jogos de gancho pela expulsão contra o Bahêa pelo Brasileirão, quando agrediu o atacante Lucca. O clube vai recorrer da decisão e pedirá efeito suspensivo. Bom jogador, FM ficará mais conhecido na história pela enxurrada de cartões que tomou.

Bola de lixo. Natação. Com o aval de 10 das 27 federações estaduais, a comissão de atletas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos elaborou documento pedindo a convocação de uma assembleia geral extraordinária para setembro, a fim de destituir o presidente Miguel Cagnoni. A CBDA está praticamente quebrada.

Bola sete. “Danilo Avelar recusou salário em dobro para ficar no Corinthians. O Al-Ahli, da Arábia Saudita, ofereceu R$ 600 mil mensais para o lateral, que ganha R$ 300 mil no Timão. O contrato de três anos no time de coração pesou para a recusa” (de Samir Carvalho, no Uol – paixão cega).

Dúvida pertinente. Os primos ricos Palmeiras e Flamengo estão com as mãos e uma chuteira nas semifinais da Libertadores?

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