‘Galo Doido’ gira a roda viva dos ‘professores’ e Roger cai com 60% de aproveitamento

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Roger Machado é o novo reforço da lista de ‘professores’ demitidos ao longo do Brasileirão, mais precisamente 11 depois de 15 rodadas. O ciclo do técnico no ‘Galo Doido’ começou cheio de pompa em 30 de novembro do ano passado e terminou com uma lacônica nota: “Em reunião realizada no início desta tarde, na Cidade do Galo, entre o presidente Daniel Nepomuceno e Roger Machado, definiu-se que o treinador não continua no comando da equipe.”

O trabalho de Roger Machado foi abortado após 43 jogos – 22 vitórias, nove empates e 12 derrotas. Aproveitamento de 60,4%, com direito a volta olímpica no Mineirinho, após espantar a Raposa, e melhor campanha na primeira fase da Libertadores (nas oitavas de final, perdeu o primeiro jogo para o Jorge Wilstermann, da Bolívia, por 1 a 0). Já na Copa do Brasil, o Galo bicou o Paraná nas oitavas de final e superou o Botafogo no primeiro duelo das quartas.

Ou seja, rendeu frutos, mas não agradou a torcida nem a cartolagem, ávidas por ver o time dar espetáculo, independentemente da qualidade do bico das chuteiras de alguns jogadores, mais preocupados em defender a própria imagem que um projeto de trabalho.

Os carrascos justificaram a cabeça decepada: quatro derrotas em casa no Brasileirão. O time está na 11ª colocação com 20 pontos (44,4% de aproveitamento). Também pesou, segundo os algozes, o fato de o Independência, grande arma do Galo nos últimos anos, ter se transformado numa casa de terror para a equipe – apenas duas vitórias em oito partidas como mandante no Brasileirão.

A guilhotina desceu após a derrota para o Bahêa por 2 a 0, em casa. O brilho da lâmina, porém, deveria atingir mais os atletas. Eles foram considerados culpados pelo péssimo momento do Galo por 52,3% dos torcedores, de acordo com pesquisa do ‘Globoesporte.com’ até as 17h40 de quinta-feira. Roger Machado foi condenado por 26,4%, e a diretoria, 21,3%.

“É uma tarefa muito difícil demitir alguém. O Roger é uma pessoa séria, mas futebol é resultado, faz parte da cultura [a demissão]. Pelo investimento que foi feito, nove contratações, não poderíamos ficar oscilando”, sentenciou Daniel Nepomuceno, girando a roda viva dos ‘professores’ na pátria das chuteiras furadas. O cartola corre atrás do quinto treinador desde que sentou no trono do clube. Levir Culpi, Diego Aguirre e Marcelo Oliveira também dançaram nas mãos do dirigente. Roger Machado não pretende trabalhar no ludopédio nacional até o fim da temporada. Ele tinha contrato até dezembro de 2018.

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Pitaco do Chucky. A venda de livros, jornais e revistas caiu 4,5% em maio em relação a abril. Nos últimos 12 meses, o tombo foi de 10,5%. Pobre Brasil!

Noves fora. Apesar de a diferença ter caído para seis pontos na tabela (37 a 31), o Corinthians continua com boa vantagem sobre o Grêmio na luta pelo caneco do Brasileirão. As possibilidades de o time paulista colocar a faixa no peito são de 50,7%, de acordo com a matemática do ‘Chance de Gol’. O imortal gaúcho aparece com 30,2%. O Flamengo flutua com um cheirinho de 14,3%, enquanto o Palmeiras tem 1,9%, e o Peixe, 1,7%. Na briga contra o rebaixamento, a aritmética indica: Atlético/GO – 96%; Avaí – 82,9%; Vitória – 76%; Furacão – 48,5%; e soberano Tricolor – 20,9%.

Zé Corneta. A mídia caolha continua cada vez mais subserviente às cores tricolores. Aceita a palavra da cartolagem sem um pingo de contestação. E, após a vitória sobre o Vasco, só faltou gritar ‘o campeão voltou’.

Zapping. Flamengo 2 x 2 Palmeiras, o duelo das equipes que mais investiram em reforços, rendeu bons frutos à plim-plim. O ibope na grande Pauliceia entregue ao bangue-bangue cravou 29 pontos, mesma marca obtida por Vasco 2 x 5 Corinthians, em 7 de junho. Mas perde feio para Palmeiras 0 x 2 Corinthians, há uma semana, que chegou a 41 pontos, maior audiência do futebol desde 2012 – se considerado apenas o Brasileirão, melhor índice desde 2005. Na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, São Paulo 1 x 0 Vasco conseguiu 25 pontos de média. Cada ponto em SP equivale a 70,5 mil residências (199,3 mil pessoas); no RJ, 44 mil (116,9 mil telespectadores).

Sugismundo Freud. Os sabichões são arrogantes, pedantes e tremendamente chatos.

Bingo! Torcedores do soberano Tricolor espalharam sal grosso na entrada do Morumbi e no banco de reservas, e pimba na caxirola: o time bateu o Vasco (1 a 0) e acabou com a zica de nove jogos sem vitória no Brasileirão. A galera repetiu o expediente de agosto de 2013, lembrado pelo blogueiro um dia antes da partida contra os vascaínos. Há quatro anos, um sócio colocou sal grosso em um degrau da escada que liga o vestiário do São Paulo ao gramado do Morumbi, antes do duelo com o Fluminense, e a mandinga deu certo: a equipe ganhou por 2 a 1 e voltou a festejar um triunfo depois de 12 jogos. Saravá!

Caiu na rede. O mundo está mesmo perdido: Flamengo culpa arbitragem por empate com Palmeiras.

Festa das Sereias. Com um gol da argentina Sole Jaimes, o Santos derrotou o Corinthians e conquistou o Campeonato Brasileiro feminino, em Barueri. As Sereias da Vila precisavam apenas de um empate, já que haviam vencido o primeiro duelo por 2 a 0, no aquário da Vila Belmiro, também com tentos de Solie Jaimes, artilheira da competição, com 18 em 19 partidas. A atacante também brilhou no Boca Juniors e River Plate.

Patolino na geral. Ao escalar Wellington Nem no empate com o Atlético/GO (2 a 2), o soberano São Paulo perdeu a chance de negociar o atacante para o Galo. O jogador completou sete partidas com a camisa do Tricolor e não poderia mais defender o time mineiro. A torcida são-paulina ficou extremamente feliz…

Gilete press. De Eduardo Geraque, na ‘Folha’: “Pesquisa anual da consultoria Deloitte sobre o bilionário mercado europeu, que movimentou US$ 31,1 bilhões (R$ 98 bilhões) na temporada 2015/16, mostra que o chamado dia do jogo, que inclui gasto de torcedores com ingressos e compras nos estádios, na Inglaterra, na Alemanha e na Espanha rende até 20% do faturamento anual dos clubes da 1ª divisão.” Por aqui, uma mixaria.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. O soberano São Paulo voltou a tentar a contratação do goleiro Walter e pela segunda vez levou uma bola nas costas do Corinthians, que afirmou pretender continuar com o jogador pelo menos até o final do Brasileirão. Os empresários do atleta informaram que o Tricolor estaria disposto a pagar 1,5 milhão de euros (R$ 5,5 milhões). O Corinthians ficaria com R$ 270 mil, já que possui apenas 5% dos direitos econômicos de Walter. O clube deve dar um reajuste salarial ao goleiro de 29 anos. Ele tem contrato com o Corinthians até dezembro de 2019.

Você sabia que… o são-paulino Lucas Pratto marcou o segundo gol mais rápido do Brasileirão deste ano (1min31s do jogo com o Vasco), perdendo apenas para o volante Rodrigo Lindoso, do Botafogo, que assinalou em 1min03s na vitória por 2 a 1 sobre o Sport?

Bola de ouro. Filipe Toledo. O brasileiro de 22 anos deu show nas ondas de Jeffreys Bay, na África do Sul. Filipinho acabou com a pose do português Frederico Morais, a sensação do campeonato, e venceu a sexta etapa do Mundial de surfe. Pela primeira vez um brasuca fez a festa em Jeffreys Bay. Filipinho embolsou US$ 100 mil (R$ 315 mil), pulou do 14º para o sétimo lugar no ranking e voltou a brigar pelo título. Faltam cinco desafios para o fim do circuito. O próximo será no Taiti, entre 11 e 22 de agosto.

Bola de latão. Pachequinho. Engrossou a lista de ‘professores’ demitidos no Brasileirão. Levou um bico do Coxa após 13 vitórias, seis empates e nove derrotas. A última cacetada: Ponte, 4 a 0. O time completou nove partidas sem vitória. Marcelo Oliveira é o novo treinador, o terceiro na temporada. Ele passou pelo Coxa em 2011/12.

Bola de lixo. Atlético/GO. O Dragão goiano está cada vez mais perto da glória, a segunda divisão. Saco de pancadas no Brasileirão, o time completou oito jogos sem vitória ao ser goleado pelo Sport por 4 a 0. A equipe carrega a lanterna com oito pontos em 45 possíveis. Ganhou duas partidas, empatou duas e perdeu oito. Fantástico aproveitamento de 18%.

Bola sete. “A Escola Estadual Vila Albertina, na zona norte da capital, será renomeada para Escola Estadual Dr. Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. No prédio funcionou até 2015 a Fundação Gol de Letra, presidida por Raí, irmão do ex-jogador” (de Mônica Bergamo, ‘Folha’ – golaço).

Dúvida pertinente. Corinthians: a palha começou a queimar?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

 

Previsões de ‘pai Renato’ se confirmam: Corinthians empaca e Grêmio fica a seis pontos

Joel e Gabriel brigam pela bola no ‘oxo’ da Ressacada

‘Pai Renato’ colocou a bola de cristal para funcionar depois da vitória do Grêmio sobre o Flamengo e vaticinou: o Corinthians vai despencar na tabela. O imortal gaúcho estava 10 pontos atrás. Duas rodadas se passaram, e pimba na caxirola: o líder empacou, ganhou apenas dois pontos em duas partidas e a diferença caiu para seis.

Na abertura da 15ª rodada do Brasileirão, o Grêmio passou fácil pelo Vitória (3 a 1), no Barradão. Já o Corinthians ficou no ‘oxo’ com o Avaí, na Ressacada. Agora, a equipe corintiana comanda a tropa do campeonato com 37 pontos, enquanto o vice-líder Grêmio acumula 31. No fim de semana, o Corinthians encara o Fluminense, no Rio, e a equipe gaúcha joga com o soberano Tricolor, no Morumbi.

Em Floripa (10.926 pagantes/R$ 369.435), a Fiel pôde sentir no início da partida que o mar não estava para camarão. Em apenas 14 minutos, o ‘professor’ Fabio Carille teve de fazer duas mudanças por problemas físicos de Pablo e Jadson – entraram Pedro Henrique e Marquinhos Gabriel, respectivamente.

Mesmo diante de um adversário tecnicamente inferior, o Corinthians não conseguiu se impor. Errou muitos passes e foi pouco produtivo no ataque, exceção de Jô, o destaque do time. Um dos melhores momentos da equipe aconteceu aos 28 minutos do segundo tempo. Fagner desceu pela direita, cruzou e Rodriguinho, de voleio, obrigou Douglas, goleiro emprestado pelo Corinthians, a espalmar a bola.

Na sequência, Joel recebeu livre na esquerda, invadiu a área e chutou na trave. Na bacia das almas, mais precisamente aos 41, o ex-zagueiro corintiano Betão tentou afastar de cabeça e acertou o poste. Dois minutos depois, Rodriguinho mandou mais uma na trave. O Corinthians completou 29 partidas sem derrota. No Barradão, mesmo sem Luan, o Grêmio superou o Vitória com gols de Fernandinho, Arthur e Ramiro. O time gaúcho obteve o terceiro triunfo seguido. David marcou o gol do Vitória.

Em jogo com quatro gols na ‘Ilha do Urubu’ (14.223 espectadores/R$ 938.105), Flamengo e Palmeiras empataram em 2 a 2. Um resultado pouco agradável às duas equipes que mais investiram em reforços, já que continuam longe dos primeiros lugares. Com o resultado, o Urubu voou para 25 pontos (quarto lugar), 12 atrás do Corinthians. O Palmeiras, com 23, está em quinto.

Os quatro gols saíram no primeiro tempo. Pará abriu o placar, aos 7. Willian empatou aos 31. Onze minutos depois, Róger Guedes virou. O Palmeiras ainda comemorava quando Guerrero deixou tudo igual novamente. Jailson, que barrou Fernando Prass, foi o melhor em campo. Na segunda etapa, pegou um pênalti cobrado por Diego.

A equipe carioca teve mais posse de bola (60% a 40%), finalizou mais (19 a 7), teve mais chances reais de gol (7 a 3), goleou em bolas levantadas (24 a 4), porém não teve competência para traduzir em gols a superioridade em campo. E recebeu vaias de parte da torcida ao final da partida.

Jailson barrou Fernando Prass e pegou pênalti contra o Flamengo

No Morumbi (22.574 torcedores/R$ 552.781), o soberano São Paulo eliminou parte do sofrimento da torcida. Derrotou o Vasco por 1 a 0 e colocou ponto final em um jejum de nove jogos sem vencer. Mas continua na zona do agrião queimado.

O Tricolor chegou a 15 pontos, porém a Macaca evitou o fim do drama são-paulino ao golear o Coxa por 4 a 0, em Campinas, e pular para 18 pontos. O primeiro time fora do subsolo do campeonato é o Furacão, com 16 pontos e um jogo a menos.

O único gol foi marcado por Lucas Pratto, a um minuto de jogo. O hermano também não corria para o abraço havia nove confrontos. O São Paulo não se apresentou como manda o figurino, levou pressão dos cariocas, mas mostrou incrível dedicação em campo. Os jogadores vibraram a cada dividida, numa entrega que mereceu aplausos da torcida. O Vasco, que sonhava em terminar no G6, permanece no meio da tabela, com 20 pontos.

Na abertura da rodada, no aquário da Vila Belmiro (5.533 testemunhas/R$ 155.900), o Peixe passou por momentos difíceis, encontrou pela frente um grande obstáculo, o goleiro Jandrei, mas conseguiu vencer a Chape por 1 a 0. O gol foi marcado por Vecchio, aos 15 minutos do segundo tempo, depois de Jandrei praticar pelo menos três boas defesas – em uma delas, Lucas Lima roubou a bola no meio de campo, avançou sozinho e parou nas luvas do goleiro da Chape.

Vanderlei, do Santos, também trabalhou bem, principalmente no início da partida, em chutes de Lucas Mineiro e Diego Renan. No começo do segundo tempo, a sorte também ajudou o santista, em arremate de Seijas que bateu na trave. Depois, o Peixe dominou as ações e chegou ao gol de Vecchio.

Com a vitória, os santistas continuam na terceira posição, agora com 27 pontos, quatro a menos que o Grêmio, segundo colocado. A Chape permanece com 18. No fim de semana, o Santos pega o Bahêa, no Pacaembu. A Chape visita o Vitória no Barradão.

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Pitaco do Chucky. Nada como viver na paradisíaca ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’: Ricardo Teixeira, o eterno rei da bola, e o imperador Del Nero seguem livres, soltos e faceiros. Cada você, Kirobo?

Negócio da China. A equação é interessante. No início do ano, o Hebei Fortune, da China, investiu 8 milhões de euros (R$ 26 mi) na contratação do brasileiro Hernanes, o ‘Profeta’, que estava na Juventus de Turim. Passados menos de sete meses, os chineses liberaram por empréstimo o meio-campista ao soberano Tricolor e não cobraram nada, nem um yuan furado. Hernanes receberá R$ 500 mil para a xepa durante um ano. Há quem garanta que o Hebei Fortune também colaborará com uma ajuda de custo. O atleta deixou o Morumbi em 2010. No time chinês, disputou seis jogos e marcou apenas um gol. Perdeu espaço para Aloísio Boi Bandido, Mbia, Gervinho e Lavezzi. Só três estrangeiros podem ser escalados na China.

Negócio da China 2. Para manter a forma, o ‘Profeta’ pediu para defender o time B do Hebei Fortune até arrumar outro clube. Nos últimos seis meses de Juventus, Hernanes participou de 13 embates e assinalou um gol. Na temporada anterior, entre Velha Senhora e Inter de Milão, ele atuou 24 vezes e também marcou apenas um gol.

Zé Corneta. Torcedor, vítima ou cúmplice dos anjinhos organizados pelo diabo?

Palmeirinha. O nobre ex-presidente palmeirense Paulo Nobre está tão preocupado com o futebol que aproveitou o fim de semana para disputar a terceira etapa do Campeonato Brasileiro de rali de velocidade. E venceu o desafio com um Mitsubishi Evo X, especialmente preparado para a principal categoria do torneio. Palmeirinha correu em dupla com Gabriel Morales. Eles completaram as 12 especiais da prova de Piraquara, realizadas em dois dias, em 1h44min42s7. Nobre participou de seu terceiro desafio depois de quatro anos afastado das competições para dedicar-se ao trono do Palmeiras.

Sugismundo Freud. Nariz frio, mãos congeladas, sentimentos mortos.

Rei da casamata. O ‘professor’ Arsène Wenger, 67 anos, entrou para a história como o treinador mais longevo da Premier League. Ele atingiu 7.583 dias à frente do Arsenal no início da semana. O francês coleciona 654 vitórias, 251 empates e 224 derrotas em 1.129 partidas no comando do time inglês. Ganhou três vezes o Campeonato Nacional, sete a FA Cup e seis a Supercopa da Inglaterra. Na temporada 2003/04, Wenger levantou o caneco da Premier League sem perder uma partida. Futebol inglês e brasileiro, tudo a ver.

Zapping. O ex-jogador Caio Ribeiro é comentarista da plim-plim ou corneteiro do soberano São Paulo com um microfone na mão?

Por que no te callas, Kalil? O magnânimo prefeito de BH e ex-presidente do Galo Alexandre Kalil saiu em defesa dos fracos e oprimidos. Bradou Kalil, símbolo da cartolagem que se apoderou da pátria das chuteiras furadas: o pobre que se exploda, que acompanhe o futebol pelo rádio ou televisão. “No mundo inteiro, futebol não é coisa para pobre. Só no Brasil”, vociferou Kalil, em entrevista ao jornal ‘El País’. “Doa a quem doer, o ingresso tem de ser caro. É assim em qualquer lugar. Torcida dividida e entrada a preço de banana estragada só existem no Brasil.” Arauto da isonomia coxinhas sem mortadela nos estádios, o democrático prefeito abriga a tese de que futebol é espetáculo e não bengala de ajuda social.

Dona Fifi. O Galo esfrega as esporas de felicidade. Como formador do atleta, o clube receberá nada menos que… R$ 18 mil com a transferência de Diego Alves para o Flamengo. O Valência negociou o goleiro por 300 mil euros (R$ 1 milhão). O time mineiro tem direito a 1,74% do valor da transação.

Gilete press. De Gabriela Moreira, no ‘ESPN’: “Representantes do Ajax no Brasil receberam pedido do clube holandês para negociar com o Fluminense a contratação do atacante Richarlison. São esperados ainda nesta semana para finalizar proposta de 12 milhões de euros (R$ 44 mi). Em janeiro, o Fluminense recusou 9 milhões de euros (R$ 30 mi) do Ajax. O Palmeiras também tentou levá-lo por R$ 40 mi, mas o Fluminense conseguiu segurar o jogador.” Sambarilove!

Rosamundo, o pensador. Fazer faxina no Facebook é fácil, mas ajudar a mulher a limpar a casa…

Tititi d’Aline. O futuro do goleiro Diego Alves, novo reforço do Flamengo, não será nada fácil depois de pendurar as luvas. O jogador terá de morar com a família numa quitinete tríplex de 824 m² e com 31 ambientes em Ribeirão Preto. Apesar de ser carioca, Diego Alves começou no Botafogo, time do interior paulista. O primeiro piso tem dois quartos para hóspedes, um closet, um terraço, uma sala, dois banheiros e as suítes do casal e dos filhos. Bloco do meio: mais dois dormitórios, uma sala, um banheiro, sala de jantar, cozinha com sala de almoço, lavanderia… No último andar, com 252m², piscina, sala e terraço. Pirlimpimpim.

Você sabia que… o Galo é o rei da cabeçada no Brasileirão, com nove gols de cocuruto até a 14ª rodada?

‘Bola de ouro’. São Paulo. Os goleiros Renan Ribeiro, Sidão, Denis e Lucas Perri estão prestigiadíssimos no soberano Tricolor. Tanto que, em surdina, a cartolagem tentou contratar Walter, reserva de Cássio no Corinthians.

Bola de latão. Paulo Autuori. Dez dias depois de ter deixado o Furacão em solidariedade ao demitido ‘professor’ Eduardo Baptista, reassumiu o cargo de gestor de futebol do time paranaense. Meia volta volver: tchau, querido Baptista.

Bola de lixo. Apito colorado. Uma vergonha o que aconteceu na vitória do Saci sobre o Luverdense. O bandeirinha Márcio Eustáquio Santiago marcou impedimento, o assoprador de latinha Igor Junior Benevenuto mandou o lance seguir e Joanderson passou para Pottker estufar a rede, aos 47 minutos segundo tempo. A defesa do Luverdense parou na jogada à espera do apito, e o Inter festejou. Se fosse contra os gaúchos… Põe no DVD.

Bola sete. “Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, é considerado ‘Procurado’ pela Interpol. Atendendo pedido do FBI, ela incluiu o nome do dirigente na listagem de pessoas procuradas pelas autoridades. Dentro de alguns dias, sua foto será colocada nos painéis informativos da Interpol. Na prática, se ele for ao aeroporto, será detido. O Brasil, oficialmente, não extradita seus cidadãos. Mas existem situações consideradas especiais” (de Wanderley Nogueira, na ‘Jovem Pan’ – Nero, pode esperar, a tua hora também vai chegar).

Dúvida pertinente. Hernanes, reforço para o meio de campo tricolor ou ‘profeta do Apocalipse’?

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Saravá, soberano São Paulo! Há quatro anos, sal grosso acabou com a zica

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Nada é tão ruim que não possa ficar ainda pior, diz com sabedoria Pai Jeová. Se não bastasse a cacetada que tomou da Chape (2 a 0), completando nove jogos sem vitória (três empates e seis derrotas), o soberano São Paulo teve de encarar uma viagem de 12 horas de ônibus para retornar à capital paulista.

O aeroporto de Chapecó foi fechado no domingo por questões climáticas, impedindo o pouso do avião que pegaria os são-paulinos. A delegação dormiu na cidade catarinense e encarou um busão pela manhã. O ‘professor’ Dorival Júnior havia programado um treino para segunda à tarde.

Um dos quatro representantes da gloriosa zona do agrião queimado, o São Paulo só voltará ao batente nesta terça, um dia antes de receber o Vasco no Morumbi. Até o final do turno, a equipe ainda enfrentará Grêmio, Botafogo, Coxa e Bahêa.

Ou seja, pelo andar da carruagem sem rodas, o Tricolor terá de recorrer ao velho e sempre providencial sal grosso para espantar a zica. Em agosto de 2013, espalharam uma boa quantidade de sal grosso em um degrau da escada que liga o vestiário do São Paulo ao gramado do Morumbi, antes do duelo contra o Fluminense, e pimba na caxirola. A mandinga funcionou.

Depois de 12 jogos sem comemorar um triunfo no Brasileirão, a equipe ganhou dos cariocas por 2 a 1. O time era comandado por Paulo Autuori e acumulava cinco empates e sete derrotas. Poucos dias depois, o advogado e sócio do clube Luís Guilherme Braun foi descoberto como autor da façanha.

À época, ele contou que corria na pista de atletismo do Morumbi, após planejar “a macumba”. Quando percebeu que não havia ninguém, agiu rápido e descarregou o sal grosso no último degrau do túnel. Depois, procurou uma faxineira e contou que havia um “negócio estranho” na escada. Disse que se alguém fosse limpar, cairia para trás, porque era trabalho da pesada.

“O mais legal foi que a diretoria apoiou e ligou agradecendo a brincadeira. Sal grosso não põe ninguém em risco, só pode fazer bem. Mal não faz”, contou Braun à mídia. ‘No creo en brujas, pero que las hay, las hay’… Saravá, pé de pato, mangalô três vezes.

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Sugismundo Freud. Respeito vem pelo medo ou pela admiração.

Cadê o chefão? Por uma daquelas coincidências que só mesmo o Homem-Aranha conseguiria explicar, o mandachuva e raios do Palmeiras, Maurício Galiotte, sempre está longe quando o clube atravessa momentos de tensão. Em um passado recente, viajou como chefe da delegação da amarelinha desbotada enquanto o ninho dos periquitos em revista fervia. Agora, está de licença para resolver problemas particulares.

Pitaco do Chucky. Torcida tricolor anda mais assustada que coração de ladrão.

Zapping. O duelo Chape 2 x 0 São Paulo, pela 14ª rodada do Brasileirão, rendeu 21,3 pontos ao ibope da plim-plim na grande Pauliceia dominada pela bandidagem. Na quarta, o clássico Palmeiras 0 x 2 Corinthians havia cravado 41 pontos, maior audiência do futebol desde 2012 – se considerado apenas o Brasileirão, melhor índice desde 2005. Já o Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1 obteve 10,6 pontos. Na Band, a Indy em Toronto amealhou 1,1. No sábado, pela Série B, Náutico x Santa Cruz marcou 1,3 na RedeTV. Cada ponto corresponde a 70,5 mil domicílios sintonizados.

Sob nova direção. A torcida do Milan está mais feliz que zona em dia de pagamento no quartel. Depois de anos como simples coadjuvante, o time deve voltar aos tempos de superstar nas mãos do grupo chinês Rossoneri Sport Investment Lux, da cidade de Shangai. Em abril, Silvio Berlusconi vendeu 99,93% das ações do clube por R$ 2,2 bilhões. O novo presidente, Li Yonghong, foi às compras e já investiu 171 milhões de euros (R$ 624 milhões) em oito reforços, sem contar os 17 milhões de euros (R$ 62 milhões) que serão aplicados na aquisição de Biglia, da Lazio.

Zé Corneta. Brasileirão cada vez mais restritivo: apenas Grêmio, Peixe e Flamengo ainda brigam pelo vice-campeonato.

Sob nova direção 2. O Milan jamais gastou tanto numa janela de transferências. A estrela da companhia até agora é o zagueiro Bonucci, 30 anos, ex-Juventus, contratado por 42 milhões de euros. Em três décadas sob a batuta de Berlusconi, o Milan levantou 29 canecos importantes, sendo cinco Champions e três Mundiais de clubes.

Dona Fifi. Calma, palmeirense! O time ainda briga na Libertadores e na Copa do Brasil. A esperança é a última que morre… mas também morre, certo?

Luto. O futebol brasileiro perdeu um importante personagem. O ex-técnico Davi Ferreira, o Duque, morreu aos 91 anos, vítima de falência múltipla de órgãos, após pneumonia. O corpo de Duque foi cremado no cemitério do Caju, no Rio. Ele foi campeão por Náutico, Santa Cruz e Sport. Também comandou Corinthians, Fluminense, Bahia, América, Costa do Marfin, entre outros. Duque dirigiu o time corintiano contra o Fluminense na invasão da Fiel ao Maracanã, em 1976, pelo Brasileirão. O Corinthians ganhou nos pênaltis e, depois, perdeu o título para o Saci colorado.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Urgente: São Paulo 2 x 2 Atlético/GO já valeu pela Série B de 2018.

Gilete press. De Leandro Carneiro, no ‘Uol’: “O primeiro semestre da TV paga chegou ao fim com o ‘SporTV’ mantendo a liderança, seguido de ‘Fox Sports’, ‘ESPN Brasil’, ‘Esporte Interativo’ e ‘Band Sports’. Se comparado ao mesmo período de 2016, o ‘Fox Sports’ foi o canal que teve maior crescimento na média por dia, de 0,15 para 0,19. A ‘ESPN’ foi de 0,12 para 0,15. O ‘SporTV’ teve o mesmo aumento, de 0,33 para 0,36. Quando o assunto é horário nobre, o ‘SporTV’ teve o maior crescimento, de 0,66 para 0,76. O ‘Fox Sports’ foi de 0,28 para 0,33 e a ‘ESPN’ de 0,16 para 0,18.” Plim-plim.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. O empresário Carlos Leite ficou radiante com a venda do volante Douglas, 19 anos, ao Manchester City por R$ 50 milhões. Amigo de fé e irmão camarada do capitão gancho Eu-rico Miranda, o agente espera que o Vasco lhe pague uma dívida de R$ 20 milhões. Leite domina as categorias de base em São Januário.

Você sabia que… nos últimos 10 anos apenas 10% dos casos de violência aconteceram dentro dos estádios, com ou sem torcedores rivais presentes?

Bola de ouro. Flamengo. Acertou mais uma bela contratação, o goleiro Diego Alves, ex-Valencia, ótimo pegador de pênaltis. Aos 32 anos, ele deve resolver um dos maiores problemas do Urubu nos últimos tempos. Decidiu retornar ao Brasil para ficar mais perto da amarelinha desbotada. Diego Alves receberá R$ 500 mil para a xepa, metade do que faturava na Espanha. O Flamengo pagará 300 mil euros (R$ 1,09 milhão) parcelados.

Bola de latão. Lugano. Os primeiros passos do ‘professor’ Dorival Júnior no soberano Tricolor indicam que a estrela do xerife uruguaio só voltará a brilhar na zaga se as outras opções fracassarem – Rodrigo Caio, Arboleta, Militão, Douglas e Aderlan.

Bola de lixo. Torcedores do Fortaleza. Alguns vândalos agrediram os jogadores Adalberto, Edimar, Wellington Reis e Jô após o empate em 1 a 1 com o Remo, pela Série C do Brasileiro. Os animais atacaram os atletas no estacionamento do estádio Presidente Vargas. A pancadaria só terminou com a chegada da PM. Dos quatro jogadores, apenas Jô saiu do banco e entrou no segundo tempo. O Fortaleza ocupa a segunda posição no grupo A, com 15 pontos, quatro atrás do líder CSA.

Bola sete. “O drible e o passe são essenciais e se completam. É a união da técnica individual, simbolizada no drible, e do coletivo, representado pelo passe. Mais importante ainda é a lucidez para driblar e passar no momento certo” (do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’ – no alvo).

Dúvida pertinente. O Corinthians começou a fazer água?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

 

Palmeiras sofre, vira sobre Vitória com ajuda do apito amigo e fica só 14 pontos atrás do Corinthians

Dudu marcou dois e comandou a vitória do Palmeiras

O torcedor do Palmeiras voltou a sorrir no café da manhã do Brasileirão, com 36.623 convidados na mansão Allianz Parque e arrecadação de R$ 2.712.846,15. É verdade que passou por momentos de tensão, mas foi embora com muita vontade de degustar o macarrão da mamma na hora do almoço.

Depois de três derrotas consecutivas (uma pela Libertadores e duas pelo Brasileirão), o Palestra voltou a vencer: 4 a 2 no Vitória. O atacante Dudu foi a grande estrela do jogo. Marcou dois gols e colaborou para o tento de Mayke. O assoprador de latinha Bruno Arleu de Araújo deu uma força ao Palestra.

Apesar da dramática situação na tabela, com apenas 12 pontos na penúltima colocação, o Vitória mostrou que o Palmeiras ainda precisa melhorar muito para atingir o status de ‘bicho-papão’. O time de mestre Cuca continua insistindo muito na bola área e adora dar oportunidades aos coirmãos.

Com um pouco mais de qualidade técnica, a equipe baiana poderia ter retornado a Salvador com um pontinho na bagagem. Os periquitos em revista chegaram a 22 pontos, apenas 14 atrás do líder Corinthians. No meio da semana, enfrentarão o Flamengo na ‘Ilha do Urubu’. Já os baianos receberão o Grêmio no Barradão.

O Vitória saiu na frente. Aos 9 minutos de jogo, após falha de Felipe Melo, que voltou ao meio de campo, Uillian Correa tabelou com Neilton, acertou uma bomba e correu para o abraço. O Palmeiras sentiu o golpe e passou a explorar inúteis cruzamentos, para desespero da torcida.

Aos 36, alívio e festa nas arquibancadas: em pênalti mandrake sobre Mina (subiu e desabou no gramado), assinalado pelo apito amigo de Bruno Arleu de Araújo, Roger Guedes empatou. “O Palmeiras ganhou um pênalti em lance normal em Mina. Não houve nada”, escreveu o palmeirense Mauro Beting, no ‘Uol’. Aos 45, a virada: Dudu aproveitou uma sobra na área e faturou.

O Vitória começou o segundo tempo na pressão. Aos 13, o assoprador de latinha ignorou um pênalti do palmeirense Egídio em Patric. Pouco depois, Neilton perdeu ótima chance na cara de Fernando Prass. E, aos 20, Wallace cabeceou na trave.

A torcida já pensava no pior quando, aos 25, terminou o sufoco. Dudu arrancou pela direita, deixou dois adversários na saudade e lançou para a área. A bola sobrou para Willian, que acertou a trave. No rebote, Mayke fez 3 a 1. Aos 31, Dudu marcou o quarto, depois de boa jogada de Michel Bastos, que havia substituído Guerra.

O Palmeiras se acomodou, vacilou e David diminuiu para o Vitória, aos 39. O triunfo, porém, já estava consolidado. Um resultado que espanta o fantasma da crise do velho Palestra, mas que não apaga os erros, e muitos, do time.

Em Chapecó, no estádio Condá (10.742 pagantes/R$ 220.290), mais um capítulo da melancólica participação do soberano São Paulo no Brasileirão. A equipe perdeu por 2 a 0 da Chape e completou nove jogos sem vencer. O Tricolor soma apenas 12 pontos em 42 possíveis e continua mergulhado na zona do agrião queimado.

Contratado para o lugar do ‘professor’ Rogério Ceni, Dorival Júnior conseguiu apenas um ponto em duas partidas – estreou com empate em 2 a 2 contra o lanterna Atlético/GO, no Morumbi. Com o triunfo, a Chape distanciou-se do subsolo do campeonato. Tem agora 18 pontos na tabela.

O time catarinense voltou a ganhar depois de um jejum de seis partidas. Túlio de Melo, aos 17 minutos do segundo tempo, e Lucas Marques, aos 46, garantiram a festa da Chape em um jogo de baixo nível técnico. Na próxima rodada, a equipe de SC jogará contra o Peixe, no aquário da Vila Belmiro, enquanto o Tricolor receberá o Vasco, no Morumbi.

No estádio Nilton Santos, o Niltão, com portões fechados, por causa da interdição de São Januário, Vasco e Peixe maltrataram a bola e ficaram no ‘oxo’. O resultado manteve o Santos na terceira colocação. Acumula 24 pontos. A nau vascaína tem 20 e luta para chegar ao G6.

Em meio a um festival de erros, o time carioca foi quem mais procurou o ataque. Arriscou 17 finalizações, contra apenas quatro do Peixe. Que jogou com o terceiro goleiro, João Paulo, 22 anos, porque Vanderlei e Vladimir estão machucados. A equipe santista terminou com 10. Daniel Guedes foi expulso aos 38 minutos do segundo tempo. O Peixe fechou a quadra: quatro jogos sem derrota no Brasileirão.

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Pitaco do Chucky. Na teoria a prática é outra: quarta força é a primeira.

Eldorado já era. O sonho de muitos jogadores foi para o vinagre. Os chineses decidiram trancar o cofre e investiram apenas 28 milhões de euros (R$ 102 milhões) em reforços na janela de inverno, fechada na última sexta. De acordo com o site ‘Transfermarkt’, não houve nenhuma contratação de impacto. Os clubes gastaram 13 vezes menos do que em 2016. Só o meia brasileiro Oscar custou 58 milhões de euros (R$ 209 milhões) ao Shanghai SIPG. No total, os times chineses aplicaram 386 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão) na compra de jogadores no ano passado. Uma das razões para o baixo investimento: o governo criou um imposto de 100% sobre as contratações de estrangeiros.

Zé Corneta. O gerente remunerado Alexandre Mattos saiu da toca e garantiu: o Palmeiras não está à deriva, tem comando. Dona Leila Pereira, da Crefisa, certamente ficou lisonjeada.

Ói nóis aqui traveis. Rei das jogadas nos bastidores do ludopédio nacional, o Fluminense estuda entrar com ação contra o Vasco no STJD. O coirmão teria escalado irregularmente o volante Douglas no clássico de 27 de maio. O Tricolor perdeu por 3 a 2. Os argumentos do time das Laranjeiras para afundar a nau vascaína no tapetão: Douglas, negociado com o Manchester City, teve o contrato rescindido em 24 de maio e assinou novo acordo um dia depois, com maior tempo de duração e multa rescisória, mas a alteração só foi publicada em 30 de maio. Assim, ele teria atuado sem registro no Circo Brasileiro de Futebol. Pena: seis pontos perdidos. O Fluminense já levantou toda a documentação, porém ainda não decidiu se irá ao tribunal. Que, diga-se de passagem, raramente refuta um desejo tricolor.

Sugismundo Freud. A ambição é uma péssima conselheira.

‘Tá de brincation uite me?’ Graças ao domínio perfeito do idioma inglês, ‘papai’ Joel Santana deve assumir o comando do Black Gold Oil, recém-fundado para disputar a UPSL (United Premier Soccer League), liga semiprofissional dos EUA, criada em 2011, com sede na Califórnia. O time pertence ao empresário brasileiro Wilson Bellissi. Joel Santana ainda não assinou contrato. Ele está parado desde o final do Carioquinha, quando dirigiu o Boavista. O time tem jogadores africanos, sul-coreanos e italianos. ‘Anderistendi?’.

Tá na rede. Temer ou São Paulo, quem vai cair primeiro?

Zapping. Leão vai rugir como comentarista do ‘Esporte Interativo’. O treinador participará do programa ‘+90’, de Alex Muller. Empresa responsável pela emissora, a Turner cortou 25 pessoas, entre as quais a apresentadora Mariana Fontes. O narrador André Henning segue firme e forte.

Patolino na geral. A Roma está disposta a pagar 15 milhões de euros (R$ 55 milhões) pelo lateral corintiano Guilherme Arana, que também interessa ao Bordeaux e à Inter de Milão?

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, sofreu derrota, na Justiça, em ação que move contra o querido coleguinha Juca Kfouri. O eterno presidente do COB afirma ter sido alvo de acusações e insultos no blog do jornalista e exigiu indenização de R$100 mil. Mas a 13ª Câmara Cível do Rio negou o recurso alegando que: ‘A imprensa tem a tarefa basilar de informar ao público sobre os atos praticados pelo COB e, por consequência, fiscalizar e denunciar eventuais irregularidades que venham surgir’.” Há esperança!

Rosamundo, o pensador. Compro, logo existo.

Tititi d’Aline. Se as Sereias da Vila conquistarem a classificação para a Libertadores, a atacante Marta defenderá o time na competição. Ela será emprestada por três meses pelo Orlando Pride, dos EUA, já que estará de férias. Marta receberá uma ajuda de custo de… R$ 150 mil mensais. O torneio acontecerá em novembro, no Paraguai. A equipe santista decide a vaga contra o Corinthians nas finais do Campeonato Brasileiro. Ganhou o primeiro confronto do mata-mata por 2 a 0.

Você sabia que… o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) destacou um efetivo de 102 homens para Vasco x Peixe, apesar dos portões fechados ao público no estádio Nilton Santos, o Niltão?

Bola de ouro. Marcelo Melo. Ao lado do polonês Lukasz Kubot, o brasileiro encarou uma maratona de 4h40 na final e conquistou o torneio de duplas de Wimbledon. Eles derrotaram o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 7/5, 7/6 (7-2), 3/6 e 13/11. Melo entrou para a história como primeiro brasileiro a vencer em Wimbledon. Antes dele, somente Maria Esther Bueno havia levantado o troféu em Londres – oito vezes, somando simples e duplas. Menção super-honrosa: Roger Federer. O suíço levantou o caneco de simples pela oitava vez. Varreu o croata Marin Cilic (6/3, 6/1 e 6/4).

Bola de latão. Jadson. É craque, mas está jogando com o nome no meio de campo do Corinthians. Vive momento ruim. Tem errado muitos passes e raramente acerta um cruzamento. Jadson parece enfrentar problemas físicos. Não aguenta o pique de 90 minutos. É peça-chave no andar da carruagem corintiana, que trocou a humildade pela soberba em vários momentos do jogo com o Furacão. Como Jadson, o time jogou com displicência, certo de que poderia resolver a parada tranquilamente. Perdeu dois pontos.

Bola de lixo. Saci colorado. O primo rico da Série B colecionou mais um vexame: perdeu do CRB por 2 a 0, em Maceió. Recompensa: caiu para a sétima posição, com 21 pontos, cinco atrás do líder Guarani. Até agora, o Saci colorado não justificou uma vez a fama de ‘favoritaço’ ao título.

Bola sete. “Mina se jogou na área e o árbitro marcou um dos pênaltis mais mentirosos de todos os tempos. E para piorar a situação, o mesmo árbitro não marcou um pênalti claro para o Vitória, que foi garfado contra o Palmeiras” (de Milton Neves, no ‘Uol’ – fato).

Dúvida pertinente. Título em jogo de duplas é prêmio de consolação no tênis?

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Corinthians para diante do Furacão, mas continua na liderança com larga vantagem

O centroavante Jô marcou os dois gols do Corinthians no Itaquerão

O Furacão soprou legal e complicou a vida do Corinthians no Itaquerão, minha casa minha vida (41.201 pagantes/R$ 2.403.003,90), na abertura da 14ª rodada do Brasileirão. O time paranaense arrancou um empate em 2 a 2 e mostrou, mais uma vez, que é um osso duro de roer quando encara o coirmão paulista.

Na história dos confrontos, são 20 vitórias corintianas, 19 empates e 17 triunfos dos paranaenses. No Brasileirão: 15 empates, 13 vitórias do Corinthians e 12 do Furacão. A equipe corintiana jogou sem Pablo (lesionado), Guilherme Arana e Rodriguinho (suspensos).

Pela primeira vez no campeonato, o Corinthians saiu atrás do placar. Virou o jogo e cedeu a igualdade aos 38 minutos do segundo tempo. O time corintiano não sofria um gol havia sete jogos. O Corinthians segue tranquilo na liderança, com 36 pontos, 11 à frente do Grêmio. Peixe e Flamengo têm 23 pontos. E continua invicto: agora, são 28 duelos.

Os paranaenses deixaram o gramado reclamando muito de sua senhoria, o assoprador de latinha Sandro Meira Ricci, por não ter marcado um pênalti de Moisés em Jonathan, quando o embate estava 2 a 1 para o Corinthians.

O Furacão surpreendeu o Corinthians no primeiro tempo. Adotou forte marcação desde o início da partida e não deu espaços para o líder tocar a bola ou tentar as triangulações, principalmente pelo meio.

Com a bola, os paranaenses procuraram atacar em velocidade, quase sempre pela direita, a fim de aproveitar a falta de sintonia entre o lateral Moisés e o zagueiro Pedro Henrique, substitutos de Guilherme Arana (suspenso) e Pablo (lesionado), respectivamente.

Se não bastasse a falta de competência para furar o bloqueio do Furacão, o Corinthians também errou muitos passes e sentiu a ausência de Rodriguinho (suspenso) no apoio ao ataque. Jadson voltou a falhar na armação das jogadas e nos cruzamentos.

Já Romero correu muito e produziu pouco, o mesmo acontecendo com Maycon. Os melhores momentos corintianos aconteceram em chutes de fora da área de Marquinhos Gabriel e do volante Gabriel, defendidos por Weverton.

Aos 39 minutos, Jonathan driblou Moisés, Maycon e Pedro Henrique e marcou um golaço para o Furacão. Adeus invencibilidade de Cássio. Que ficou 674 minutos sem tomar gol, tornando-se o segundo goleiro corintiano com melhor marca na história do Brasileirão. Perde apenas para Jairo: 957 minutos em 1978.

O Corinthians acordou e, no embalo da Fiel, foi à frente. Encarou o duelo com mais seriedade, deixou as firulas de lado e empatou, aos 44: Moisés cruzou forte e Jô completou para a rede.

No começo do segundo tempo, mais precisamente aos 5 minutos, Jô levantou novamente a Fiel. Maycon invadiu a área e rolou para trás. O centroavante bateu firme e virou o placar. Jô agora tem nove gols e divide a artilharia do Brasileirão com Henrique Dourado, do Fluminense.

O Furacão não se entregou. Aproveitou o tico-tico sem fubá do Corinthians, que passou a tocar exageradamente a bola, sem muito objetivo e raro poder de criatividade, e cresceu em campo.

Os paranaenses criaram uma boa chance com Douglas Coutinho, que chutou para fora quase na pequena área. Na sequência, Lucho Gonzales também desperdiçou uma oportunidade. Aos 38, o Furacão achou o empate num chute despretensioso de Otávio. O meio-campista arrematou de longe, Balbuena tocou de cabeça e deixou Cássio na saudade.

O Corinthians retomou o comando da partida, na base do tudo ou nada. Na bacia das almas, Jô recebeu lançamento, ganhou na corrida da zaga e bateu para o gol. Mas Weverton fez ótima defesa e garantiu o 2 a 2 para o Furacão, que comemorou a conquista de um ponto como se fosse uma vitória. Ao Corinthians, os aplausos da Fiel.

Na próxima jornada, o Corinthians enfrentará o Avaí, quarta, em Flloripa. O Atlético/PR receberá o Botafogo, quinta, na Arena da Baixada.

A 14ª jornada terá mais nove jogos. Palmeiras, Grêmio, Bahêa e Botafogo são os maiores favoritos à vitória, de acordo com a matemática do ‘Chance de Gol’. Os prognósticos:

Palmeiras 62,2% x 15,8% Vitória
Vasco 33,1% x 39,9% Peixe
Raposa 34,7% x 36,7% Flamengo
Coxa 43,9% x 31,8% Fluminense
Grêmio 64,7% x 14% Ponte
Bahêa 64% x 8,9% Avaí
Atlético/GO 30,8% x 44,1% Galo
Chape 43% x 32,9% São Paulo
Botafogo 51,3% x 23% Sport

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Vândalos produzem nove mortes em apenas sete meses de bola rolando

Resultado de imagem para fotos briga DE TORCEDORES NO FUTEBOL BRASILEIRO
Os vândalos tomaram conta dos estádios brasileiros

Os números são cruéis e assustadores. Nada menos que nove mortes já aconteceram no ludopédio nacional em apenas sete meses, apesar de todas as medidas adotadas por autoridades, Circo Brasileiro de Futebol, federações, clubes e o diabo a quatro. Ou seja, atitudes inócuas como proibição de bandeiras, charangas e torcida mista.

Levantamento do professor e sociólogo Mauricio Murad, especialista no assunto, indica que 15 incidentes graves foram produzidos por vândalos travestidos de amantes do futebol até a 13ª rodada do Brasileirão, com um triste saldo de quatro mortes. “O grau de crueldade disparou. Espeto, foice, facão, enxada e até privada foram usados como arma”, disse Murad, em entrevista ao ‘Globo’.

A última marcha fúnebre envolveu o enterro do palmeirense Leandro de Paula, 38 anos, após a derrota para o Corinthians, por 2 a 0. Ele foi esfaqueado por animais corintianos depois de uma briga nos arredores da mansão Allianz Parque. “Na última década, cerca de 90% dos registros aconteceram longe dos estádios e fora do horário das partidas. Em 2017, ainda que de forma prematura, posso observar que as brigas estão ocorrendo dentro e no entorno dos estádios, nos horários dos jogos. As autoridades e organizadores dos campeonatos precisam se atentar a isso”, lembrou Murad.

A média de mortes está na mesma faixa dos anos anteriores, com leve baixa. Ano passado, foram 13 mortes, e em 2015, 16. Em 2014, atingiram 20. Mas esse número já chegou a 30, em 2013, informou Murad. A escalada da morte nesta temporada, segundo o ‘Globo’:

12/2: Botafogo x Flamengo, pelo Carioquinha: Diego da Silva dos Santos, perfurado por um espeto fora do Engenhão;
19/2: Furacão x Coxa, pelo Paranaensezinho: Leonardo Henrique, baleado por um PM fora da Arena da Baixada;
2/3: Moacir Bianchi, um dos fundadores da Mancha Alviverde, encontrado morto com vários tiros no Ipiranga;
9/4: Bahêa x Vitória, pelo Baianinho: Carlos Henrique de Deus, assassinado a tiros perto da Fonte Nova;
19/4: Sport x Náutico, pelo Pernambuquinho: José Carlos da Silva, baleado em Olinda;
24/6: Goiás x Vila Nova, pela Série B do Brasileiro: Davi Ícaro da Silva, assassinado a tiros a caminho do Serra Dourada;
8/7: Santa Cruz x Brasil de Pelotas, Série B do Brasileiro: Mateus Lira da Silva, espancado no metrô;
8/7: Vasco x Flamengo, pelo Brasileirão: David Lopes, baleado perto de São Januário;
13/7: Palmeiras x Corinthians, pelo Brasileirão: Leandro de Paula, esfaqueado próximo ao Allianz Parque.

E nada acontece na querida ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’…

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Pitaco do Chucky. O que Temer comemora tanto?

Periquito, entre o céu e o inferno. Se dentro de campo a bola não rola redondinha, com o time mostrando futebol ioiô (sobe-desce), fora o Palmeiras é só felicidade. O tilintar das moedas em maio apresentou um superávit de R$ 3 milhões. Pelo quinto mês, o clube fechou no bem-bom, no céu de brigadeiro. Até agora, o Palestra contabiliza algo em torno de R$ 25 milhões em 2017. A situação está tão tranquila que poucos no clube colocam em xeque a promessa do presidente Maurício Galiotte: zerar a dívida até 2018. A folha salarial das chuteiras gira em torno de R$ 15 milhões. É a mais alta do esporte bretão nacional. Ninguém gasta tanto em pé de obra como o Palestra (a do Corinthians é de R$ 9 milhões). Por isso, caiu como uma bomba no ninho dos periquitos em revista as declarações de mestre Cuca após a derrota para o coirmão Corinthians: não consegue definir um time. Ainda está à procura de laterais, de centroavante…

Zé Corneta. Incrível: o Papai Noel já arruma o trenó, mas o milionário Palmeiras ainda não conseguiu decolar.

Periquito, entre o céu e o inferno 2. “Sou realista, não posso dizer ‘vocês são meus titulares’. Não é porque não quero, é porque não tenho. A culpa é minha”, admitiu o treinador, que foi bombardeado nas redes sociais por torcedores e conselheiros, inconformados com a confissão, já que ninguém investiu tanto em reforços. Mestre Cuca completou dois meses à frente da equipe. Em 18 jogos, coleciona oito triunfos, dois empates e oito derrotas, com aproveitamento de 48%. Desde que reassumiu o cargo, usou 27 jogadores e escalou 17 times diferentes. Só Fernando Prass foi titular em todos os jogos. Quando foi convidado a se retirar da casamata, o ‘professor’ Eduardo Baptista navegava em 66,6% – 14 vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Avanti Palestra!

Sugismundo Freud. As rosas caem, os espinhos ficam.

Cereja roubada. A 13ª rodada do Brasileirão entrou para a história. Pela primeira vez desde 2006, ano em que o torneio começou a ser disputado por 20 equipes, os visitantes foram tão indigestos: roubaram oito vezes a cereja do bolo. Apenas o Sport ganhou como mandante (bateu a Chape por 3 a 0). O soberano São Paulo, que recebeu o Atlético/GO no Morumbi, empatou em 2 a 2. O recorde anterior era de sete vitórias, registrado na sétima jornada do Brasileirão de 2007. Nesta temporada, o maior número (seis) pertencia à 10ª rodada. Os resultados da 13ª jornadas: Ponte 0 x 3 Bahêa, Galo 0 x 1 Peixe, Fluminense 0 x 1 Botafogo, Palmeiras 0 x 2 Corinthians, Furacão 0 x 2 Raposa, Vitória 1 x 4 Vasco, Flamengo 0 x 1 Grêmio, São Paulo 2 x 2 Atlético/GO, Sport 3 x 0 Chape e Avaí 1 x 4 Coxa.

Dona Fifi. O Brasileirão/17 caminha para um dos mais disputados da história… somente na última rodada deve ser conhecido o vice-campeão.

‘Pai Renato’. Depois de o Grêmio derrotar o Flamengo por 1 a 0, na Ilha do Urubu, ‘Pai Renato’ colocou a bola de cristal para funcionar e vaticinou: o Corinthians vai despencar na tabela do Brasileirão. “Está jogando muito bem, merece a pontuação, mas é uma coisa anormal. Não tem equipe que comece tão bem o campeonato e termine bem. O Corinthians vai despencar, pode anotar o que estou falando. O segundo turno será um campeonato totalmente diferente”, afirmou o ‘professor’ gremista. A conferir.

Patolino na geral. A vida é bela: tem cartola corintiano mais exibido que político em campanha.

Gilete press. De Cosme Rímoli, no ‘R7’: “O culpado pela frustração, pela decepção do Palmeiras, é Cuca. O time reflete seu treinador. Indeciso, inseguro, tenso, perdido. O primeiro passo para sair da depressão é básico. Definir um time. Ter coragem de escolher 11 no elenco recheado e milionário oferecido pela bilionária Crefisa…” É vero!

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. Um terço do caminho percorrido, e o Corinthians aparece com ridículas 84% de chances de soltar o grito de campeão brasileiro, de acordo com a matemática do ‘Infobola’, do professor gaúcho Tristão Garcia. Na cola dos corintianos vem o Grêmio, com 6%. Depois aparecem Flamengo (3%) e Peixe (2%). Já Sport, Raposa, Palmeiras, Vasco e Botafogo têm 1% cada. Após 13 rodadas, o Corinthians está na liderança, com 35 pontos, 10 à frente do imortal gaúcho.

Você sabia que… o placar de 1 a 0 já aconteceu 22 vezes no Brasileirão deste ano?

Bola de ouro. Sport. O time pernambucano, sob a batuta do ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo, engatou a quarta vitória consecutiva no Brasileirão ao bater a Chape (3 a 0), feito conquistado pela primeira vez na era dos pontos corridos, iniciada em 2003. O Leão pernambucano só havia faturado quatro jogos seguidos em 2000, época dos mata-matas.

Bola de latão. Alexandre Mattos. O gerente remunerado do Palmeiras já não se encontra acima do bem e do mal no ninho dos periquitos em revista. Só não balança para valer no bico da cegonha sem asas porque é o queridinho de Leila Pereira, a dona da Crefisa.

Bola de lixo. São Paulo. O soberano segue colecionando fracassos. Uma vergonha empatar com o limitadíssimo e lanterna Dragão goiano no Morumbi. “Não tem mais desculpa. Chegou a hora de colocar os huevos (colhões) na mesa e começar a nos responsabilizar”, sentenciou o hermano Pratto, oito jogos sem marcar gol.

Bola sete. “Me desculpem por não dar coletiva na quarta. Eu precisava ver o Corinthians derrotar o Palmeiras” (do corintiano Lula, condenado a 9 anos e seis meses de prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro – gol contra).

Dúvida pertinente. Corinthians, 35 pontos na liderança: o Brasileirão acabou?

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Soberano Tricolor empata com lanterna e completa oito jogos sem vitória na estreia de Dorival Júnior

O peruano Cueva voltou a decepcionar e saiu vaiado

O ‘professor’ Dorival Júnior estreou no comando do soberano São Paulo como os amigos da onça tanto esperavam. A equipe voltou a decepcionar e só empatou com o lanterna Atlético/GO em 2 a 2, no Morumbi (31.333 pagantes/R$ 781.800), pela 13ª rodada do Brasileirão.

Jucilei foi o grande destaque do time são-paulino. Cueva e Wellington Nem voltaram a pisar na bola. Ganharam vaias quando foram substituídos por Gilberto e Marcinho, respectivamente. Ao final da partida, todos foram brindados com os apupos da galera. Merecidamente.

O Tricolor completou oito partidas sem festejar uma vitória – cinco derrotas e três empates. Ganhou apenas três pontos em 24 possíveis. Permanece na zona do agrião queimado, agora com 12 pontos. O último triunfo são-paulino aconteceu sobre o Vitória, por 2 a 0, no Morumbi, em 8 de junho, pela quinta rodada do Brasileirão. Thomaz e Lucas Pratto marcaram os gols. O Dragão goiano ocupa a última posição, com oito pontos.

No cronômetro, um massacre do Tricolor: 75% de posse de bola, contra 25% do Dragão. Em campo, um primeiro tempo de dar sono, com o São Paulo trocando muitos passes (358), mas sem criatividade. Pior: insistiu em jogar pelo meio e facilitou a marcação do time goiano, bem fechado na defesa.

Raras vezes a equipe paulista procurou explorar os avanços pelas laterais. Resultado: acertou apenas um chute ao gol de Felipe. Outra falha: a lentidão na transição da defesa ao ataque. Balanço das horas sem ponteiros: o ‘oxo’ ficou de bom tamanho pelo que o São Paulo não fez, mesmo diante do pior time do campeonato.

O Tricolor voltou do vestiário mais ligado. Tratou de imprimir mais intensidade ao jogo e logo a casa do Atlético/GO caiu. Aos 12 minutos, Cueva cobrou falta e a bola explodiu na trave. Lucas Pratto aproveitou o rebote e finalizou. O goleiro Felipe salvou, porém a bola já havia entrado. Mesmo assim, Petros conferiu para a rede. Sua senhoria, o assoprador de latinha Marielson Alves Silva, deu gol para o meio-campista.

A alegria são-paulina durou pouco. Oito minutos depois, após escanteio, Niltinho arrematou de fora da área e deixou tudo igual, aproveitando falha de Cueva. Na sequência, o ‘professor’ Dorival Júnior trocou o apagado Jonathan Gomez por Lucas Fernandes. Também sacou Wellington Nem, novamente uma decepção, e colocou Marcinho.

Nervoso, o São Paulo adotou a ligação direta defesa-ataque, para felicidade da zaga do Dragão goiano, que chegou a dar estocadas perigosas nos contragolpes.

Aos 38, Marcinho deu novas esperanças à torcida. De fora da área, marcou o segundo gol tricolor. A galera ainda festejava nas arquibancadas quando Everaldo, de calcanhar, empatou para o Atlético.

Fim de jogo, uma estrepitosa vaia como recompensa aos são-paulinos pela magnifica conquista de um ponto em casa contra o lanterna do Brasileirão. No fim de semana, o São Paulo enfrentará a Chapecoense, fora de casa, enquanto o Dragão goiano receberá o Galo.

Na Ilha do Urubu, diante de 16.960 pagantes (R$ 1.161.345), Luan deu um bico na invencibilidade do Flamengo em casa e garantiu os três pontos ao Grêmio. Havia 23 jogos (14 triunfos e noves empates) que o time carioca não perdia – na Ilha, tinha 100% de aproveitamento.

O Rubro-negro entrou em campo embalado por quatro vitórias consecutivas, mas não teve competência para furar o eficiente bloqueio do imortal gaúcho, que voltou a vencer após três derrotas seguidas. O atacante Geuvânio estreou no Flamengo. Entrou aos 13 do segundo tempo, no lugar de Márcio Araújo, e agradou pela entrega em campo.

Luan (foto) marcou aos 25 da etapa inicial. O gremista passou por Márcio Araújo e Cuellar, tocou para Barrios, mas Trauco cortou mal, e a bola sobrou para o atacante chutar rasteiro, no canto esquerdo de Thiago.

Com o resultado, o Grêmio pulou novamente para a vice-liderança. Soma 25 pontos, 10 a menos que o Corinthians e dois à frente de Peixe e Flamengo – a equipe paulista leva vantagem no número de vitórias (7 a 6).

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