Corinthians dorme na vantagem, leva virada e Guarani quebra tabu de 17 anos

O Corinthians do ‘professor’ Fabio Carille voltou a decepcionar no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Depois de empatar com o Azulão na primeira rodada em 1 a 1, gol do zagueiro Henrique na bacia das almas, a equipe perdeu do Guarani por 2 a 1, de virada, no Brinco de Ouro.

O Bugre de Osmar Loss, ex-Corinthians, quebrou um tabu de 17 anos: havia vencido o coirmão pela última vez em setembro de 2001: 3 a 0, no Pacaembu. Desde 2013, o time campineiro não disputava um jogo do estadual em sua casa. Que recebeu apenas 7.252 espectadores (R$ 171.132), produto da genial ideia de torcida única.

O Corinthians deu a impressão de que liquidaria o adversário com facilidade. Aos 8 minutos de jogo, Sornoza cobrou escanteio, Gustagol subiu mais que a zaga e mandou de cabeça para a rede.

Inexplicavelmente, o time corintiano se acomodou e deixou o Guarani crescer. Lembrou os velhos tempos de Carille: fechou a cozinha e ficou à espera de um contragolpe. Abdicou do ataque e acabou levando a virada em pouco tempo.

Aos 37, Inácio cobrou falta na área, o corintiano Fagner ficou olhando as estrelas e Diego Cardoso cabeceou livre, no canto direito. Cássio chegou a tocar na bola, mas não evitou o empate.

Cinco minutos depois, nova festa campineira. Ramiro cortou parcialmente e a bola sobrou para Felipe Amorim, que tocou para Rondinelly. O camisa 10 chutou de fora da área e mandou no ângulo esquerdo. Golaço.

Castigo merecido a um time que resolveu se acomodar na vantagem. E que apresentou novamente um meio de campo problemático com Richard e Sornoza, os dois reforços que vieram do Fluminense. Não marcaram e nem criaram.

Já o lateral Avelar foi horrível, como sempre. Também André Luis derrapou na maionese como esperança na ponta direita. Apenas Gustagol correspondeu no ataque.

No segundo tempo, Carille trocou André Luis por Pedrinho (um absurdo ficar no banco) e Richard por Gustavo Mosquito.

O Corinthians cresceu, mandou uma bola na trave com Pedrinho, porém errou ao insistir em cruzamentos para a área. Consagrou a zaga do Guarani. Que, nos contra-ataques, levou mais perigo. Só não ampliou o placar porque parou nas luvas de Cássio.

O Corinthians tem apenas um ponto em dois jogos no grupo C. Em 180 minutos, teve um desempenho muito fraco. Tentará se recuperar no próximo sábado, quando receberá a Ponte no Itaquerão, minha casa minha vida. O Guarani se reabilitou da derrota diante do Bragantino (1 a 0) na estreia. Acumula três pontos no grupo B.

Deyverson comemora o gol do Palmeiras

Na mansão Allianz Parque, diante de 23.752 torcedores (R$ 1.272.384,60), o Palmeiras conseguiu a primeira vitória no Paulistinha. Mesmo sem apresentar um bom tico-tico no fubá, o Palestra derrotou o Botafogo por 1 a 0, gol de Deyverson, aos 20 minutos do primeiro tempo. Bruno Henrique mandou um petardo ao gol, Rodrigo Viana deu rebote e o centroavante estufou a rede.

Os periquitos em revista poderiam ter ampliado o marcador no segundo tempo aos 36. O estreante Carlos Eduardo sofreu pênalti, mas Bruno Henrique cobrou mal e Rodrigo Viana defendeu. O meio-campista Zé Rafael também defendeu pela primeira vez o Palmeiras. Nervoso, alternou bons e maus momentos. O destaque do time foi Scarpa.

Depois da partida, os botafoguenses reclamaram muito do assoprador de latinha Flávio Rodrigues de Souza. Sua senhoria ignorou três pênaltis cometidos pelos palmeirenses.

Com o triunfo, o Palestra chegou a quatro pontos no grupo B, já que na rodada inicial empatou por 1 a 1 com o Red Bull. O Botafogo tem um ponto no grupo D. No fim de semana, o Palmeiras enfrenta o Azulão, fora de casa. O Bota recebe a Ferroviária.

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Pitaco do Chucky. Futebol brasileiro vende promessas e repatria fracassos.

Desafio ao Periquito. Não vai ser nada fácil a sobrevivência do Palmeiras nos próximos três anos. A renovação de contrato com a ‘titia’ Leila Crefisa poderá render até R$ 410 milhões até 2021. Uma mixaria! O valor fixo de patrocínio vai girar em torno R$ 81 milhões por temporada. O restante da bolada virá com a ajuda no pagamento de salários (Lucas Lima e Borja, por exemplo), luvas de R$ 15 milhões e prêmios por metas alcançadas. Mas o açucarado café no bule somente será servido se o Palestra conquistar todos os títulos – Paulistinha, Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Em 2018, o carimbo no enxoval palmeirense rendeu R$ 78 milhões.

Desafio ao Periquito 2. O novo acordo se encerrará justamente no ano em que a ‘titia’ Leila Crefisa espera assumir o trono do Palestra. Mauricio Galiotte não poderá ser reeleito mais uma vez. Feliz com a ‘eterna lua de mel’, a dona do patrocinador afirmou que o clube está sendo ‘invejado’ na pátria das chuteiras furadas. E alfinetou: os coirmãos deveriam seguir o modelo do Palmeiras, em vez de ficar incomodados.

Zé Corneta. Trocas entre clubes: nada por coisa nenhuma.

Tungada carioca. O futebol na pátria das chuteiras furadas é espetacularmente administrado por engomadinhos de colarinho branco. O Flamengo levou para casa nada menos que R$ 19.884,90 da renda de R$ 1.067.172 do jogo contra o Bangu (beliscou R$ 13.256). E com o saldo da bilheteria, o Urubu ainda pagou R$ 6.200 do antidoping. Mais de 46 mil torcedores foram ao ‘new Maraca’, maior público dos estaduais. Detalhe: a gloriosa federação carioca embolsou R$ 105 mil com a taxa de 5%, limpinhos da Silva.

Sugismundo Freud. Só com sabedoria não se faz a feira.

Bronca da Fiel. O mandachuva do Peixe, José Carlos Peres, viajou no tempo e foi buscar no saudoso Corinthians da década de 50 a qualificação para o primeiro reforço do Peixe, o meia venezuelano Yeferson Soteldo, 1,60m: ‘Pequeno Polegar’. Os torcedores corintianos mais velhos subiram nas tamancas. Luiz Trochillo, o Luizinho Pequeno Polegar, foi um dos maiores jogadores da história do clube e grande carrasco do Palmeiras, com 21 gols no coirmão.

Caiu na rede. Whatsapp já caiu mais vezes do que o Neymar na Copa do Mundo. Mas

Continência. Ex-presidente do Galo, Daniel Nepomuceno também baterá continência ao capitão: foi nomeado secretário-executivo do Ministério do Turismo, comandado pelo deputado federal Marcelo Álvaro Antonio (PSL-MG). Nepomuceno dirigiu o Galo entre 2015 e 2017.

Tiro curto. Aleluia: os inúteis estaduais terminam daqui a… três meses.

Crime organizado. O diretor das categorias de base da federação amazonense, Thiago Durante, denunciou que parte dos atletas cortados do Holanda, pior time da Copinha deste ano, estaria envolvida com o crime. O cartola não revelou nomes. Na internet, informou que a namorada de um moleque teria sido assassinada e as suspeitas envolveriam o tráfico de drogas. Durante afirmou ao GloboEsporte.com que os jogadores foram afastados após mudança de comportamento e ostentação de posses incompatíveis com padrão de vida dos meninos.

Dona Fifi. Na hora do filé mignon, a ganância entra em campo: os ingressos para a final da Copinha entre São Paulo e Vasco, nesta sexta, no Pacaembu, custam entre R$ 30 e R$ 50.

Mico na bolinha. O brasileiro Thomaz Bellucci passou carão no Challenger de Newport Beach. O tenista foi à rede para cumprimentar o rival e o juiz pensando que havia fechado o segundo set, mas estava 5 a 3. Bellucci foi avisado do erro pelo árbitro, voltou ao jogo e venceu por duplo 6/4.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “Muitos vão dizer que é o futebol raiz. Outros falarão que os longos estaduais estão perdidos no tempo. Não tem de ser uma coisa ou outra. Deveria haver um campeonato mais curto, com estruturas melhores, que unisse o romantismo, o prazer de desfrutar de coisas de outras épocas, com a modernidade, a realidade atual e o negócio futebol. O bom senso e os bons marqueteiros deveriam entrar em campo.” Mãos à obra.

TItiti d’Aline. Casada com Julia Silva, gerente de seleções da Confederação Brasileira de Vôlei, a bicampeã olímpica Fabi será mãe. Julia está com 17 semanas de gravidez. Fabi se aposentou após a última Superliga. Hoje, é comentarista da plim plim.

Você sabia que… a média de gols da primeira rodada do Paulistinha foi de 1,75 por jogo?

Bola de ouro. Ricardo Oliveira. O ‘vovô’ de 38 anos do Galo é o jogador em atividade da Série A com maior número de gols. Ele marcou três na goleada de 5 a 0 sobre o Boa Esporte, pelo Mineirinho, e chegou a 372 em 712 jogos, contra 369 em 679 partidas de Fred, da Raposa.

Bola de latão. Vôlei Caramuru. Há três meses o time paranaense não paga os salários dos jogadores, que giram entre R$ 3,5 mil e R$ 18 mil. Revoltados, os atletas aproveitaram o duelo contra o Sesc para protestar. Após um saque do adversário, eles ficaram parados e o Sesc pontuou. Com apenas oito pontos (dois triunfos em 13 partidas), o Caramuru está na penúltima colocação da Superliga e caminha para o rebaixamento.

Bola de lixo. Saci colorado. A cada dia que passa, o Ministério Público aponta novas falcatruas da gestão do ex-presidente Vitorio Piffero (2015/16). A última: uma agência de viagens repassou R$ 169 mil ao ex-vice Pedro Affatato, indicando superfaturamento na compra de passagens aéreas.

Bola sete. “O futebol brasileiro passou a ser um jogo de estocadas, sobressaltos, de belos lances esporádicos, de bolas longas e de pouca lucidez” (do pequeno grande Tostão, na Folha – fato).

Dúvida pertinente. O atacante rubro-negro Vitinho tem culpa dos R$ 40 milhões investidos em seu pé de obra?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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