Máfia em ação: apostas ilegais no esporte goleiam o tráfico de drogas

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A operação Game Over ganhou mais um capítulo no início da última semana. Considerado o poderoso chefão da quadrilha de manipulação de resultados no esporte bretão nacional, Anderson da Silva Rodrigues fez acordo de delação premiada. Ele deu detalhes sobre o funcionamento do esquema. A homologação depende do juiz que investiga o escândalo.

Rodrigues confirmou que agia a serviço de mafiosos da China, Malásia e Indonésia. Os cabeças do esquema fora do Brasil são os malaios Jawahir Saliman e Zulfika Bin Sultan, procurados pela Interpol.

A Polícia Civil de São Paulo investiga a máfia das apostas desde o primeiro semestre do ano passado. Nove pessoas foram presas em julho de 2016 e hoje respondem a processo em liberdade.

Antes de Rodrigues, seu braço direito no esquema, o ex-jogador Márcio Souza, havia fechado acordo de delação. A operação Game Over investiga jogos do Paulistinha (Séries A2 e A3) e estaduais do Norte e Nordeste.

De acordo com levantamento da ‘AFP’, o faturamento global das apostas no esporte chega a um trilhão de euros (85% são ilegais). É mais do que o dobro do tráfico de drogas, em torno de 400 bilhões de euros, segundo a ONU.

Resultado: a manipulação de jogos por conta de máfias abala cada vez mais a credibilidade do esporte, principalmente o futebol, o críquete e, mais recentemente, o tênis. O saboroso banquete dos malandros surgiu na década de 90, com o boom da internet.

A máfia não perdeu tempo. O acerto dos jogos nos bastidores foi visto como um ótimo caminho para arrecadar milhões de euros, bem mais do que no mundo das drogas e prostituição.

Na operação, há sempre uma máfia com fundos para ‘investir’ na corrupção de atletas, pagos para perder de propósito. Cingapura é considerada a Meca das apostas online. Uma das gangues, a de Dan Tan Seet Eng, foi acusada de envolvimento em casos no Calcio e no escândalo de Bochum, na Alemanha (Champions).

Para corromper jogadores, as máfias precisam de parceiros nos locais onde ocorrem os campeonatos mais lucrativos, segundo a ‘AFP’. Relatório do procurador de Cremona, na Itália, aponta acordos da gangue de Dan Tan com o ‘clã dos ciganos’, nos balcãs, e o ‘clã dos húngaros’.

A aliança foi selada em San Siro, durante a partida Inter de Milão x Barcelona, pela Champions, em abril de 2010. Com mais conhecimento sobre futebol europeu, os clãs funcionam como ‘olheiros’ da máfia asiática, que entra com o dinheiro. Cabe aos europeus recrutar treinadores ou jogadores aposentados, que servem de elo com os atletas.

No caso do tênis, a influência mafiosa é menor. Por muito tempo, os jogadores eram abordados no bar do hotel. Nos últimos anos, porém, disseram ter recebido mensagens via Facebook, com ‘pedidos de colaboração’, ou até ameaças físicas contra eles ou familiares. Basta uma ajuda para tornar-se escravo dos bandidos, que registram tudo em vídeo ou gravação de áudio.

No último escândalo envolvendo o tênis, a mídia inglesa informou que jogadores teriam aceitado US$ 50 mil para manipular jogos. Em partidas da terceira divisão italiana, o ‘cachê’ varia de 40 mil a 80 mil euros. Já na Série A pode chegar a 400 mil euros.

A manipulação de um duelo no futebol europeu pode atingir até 5 milhões de euros em propinas e pagamentos a intermediários. O lucro atinge 20 milhões de euros, sem correr os mesmos riscos do tráfico de drogas. O grande problema é conseguir provas.

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Pitaco do Chucky. Até quando a miopia dos brasileiros ficará à mercê de óculos com lentes cor de rosa?

Abutres. Os exterminadores do ludopédio carioca são realmente incríveis. Comandam um departamento de marketing insuperável. São capazes de transformar feijoada em sopa de chuchu num piscar de olhos. Que o digam as semifinais da Taça Guanabara, o primeiro turno do Carioquinha! Com excepcional trabalho nos bastidores, conseguiram a proeza de converter o Clássico dos Milhões em um cofrinho dos mais mixurucas, merecedor de centavos, e olhe lá! Após uma semana de campanha maciça na mídia, Flamengo e Vasco atraíram um público fantástico ao estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda: nada menos que 5.484 torcedores. Eles proporcionaram a invejável arrecadação de R$ 309.130. O estádio comporta 20 mil torcedores.

Zé Corneta. A Fiel ainda se lembra de Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Guilherme?

Abutres 2. Fluminense e Madureira também deram show no estádio Los Larios, em Xerém. O sensacional embate seduziu 1.992 testemunhas, que deixaram nas bilheterias um dízimo total de R$ 40.940. Passando a régua: as semifinais, com três grandes da Cidade Maravilhosa das balas uivantes, cravou 7.476 espectadores. Palmeiras x Ferroviária, um mero joguinho pela sexta rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, levou 26 mil torcedores à mansão Allianz Parque.

Sugismundo Freud. Para conquistar a felicidade é preciso domar a tristeza.

Tiro no pé. O Bahêa resolveu dar um bico no Baianinho e prestigiar para valer apenas a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil. Resultado: está pagando para jogar no estadual. A torcida simplesmente abandonou o time, já que o ‘professor’ Guto Ferreira tem escalado uma equipe repleta de reservas. Nos dois primeiros jogos como mandante, o Bahêa colecionou um prejuízo de R$ 175 mil. Na goleada de 6 a 0 sobre o Bahia de Feira, o clube arrecadou R$ 29.596 (3.755 pagantes). Ficou no vermelho em R$ 93.345,41.

Caiu na rede. Hit do bloco capitão Eu-rico Miranda: ‘Dá chupeta pro Nenê não chorar’.

Dona Fifi. Neymar é uma felicidade só: poderá se encontrar com a namorada, Bruna Marquezine, mais vezes. É que a amada ganhou um ano sabático da plim-plim. Nada de novelas.

Ziriguidum. Como ninguém é de ferro, o blogueiro vai tirar alguns dias de folga para cair na folia.

Gilete press. Do baiano Robson Conceição, ouro olímpico no boxe, ao ‘Hoje em Dia’: “Por enquanto, nada mudou na minha vida, além do contrato como profissional. Tenho apenas o reconhecimento e o carinho do público aonde vou. Em questão de patrocínio, está zero. Acho que vai continuar a mesma coisa. A Marinha, desde 2009, vem me dando suporte e consigo levar [a vida] com ele. Luto pela minha família e por quem acredita em mim. Não adianta você lutar para a mídia ou para o governo, porque não vale a pena.” No fígado.

Zé Colmeia. Dono de uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão, o aposentado boxeador Floyd Mayweather queima mais de US$ 50 milhões em festas, viagens, sempre muito bem acompanhado, e carrões.

Tititi d’Aline. O goleiro Diego Cavalieri encontrou um ombro mais que amigo para repousar depois dos frangos. Ele está namorando a musa do time de vôlei do Fluminense, Lara Nobre. O love story começou em dezembro. É o primeiro relacionamento sério do jogador do Tricolor desde a separação da modelo Dani Cavalieri, com quem tem um filho.

Você sabia que… o campeão olímpico de salto com vara Thiago Braz assinou contrato com o Pinheiros depois de ficar dois meses sem clube?

Bola de ouro. Sada Cruzeiro. Tricampeão mundial e tetra da Superliga, o time mineiro deu uma solene cortada (3 a 0) no argentino Bolívar, em Montes Claros (MG), e conquistou pela quarta vez o Sul-americano masculino de clubes. A equipe carimbou o passaporte para o Mundial da Polônia, em dezembro.

Bola de latão. Fellipe Bastos. O volante está mais perdido no meio de campo do Corinthians que político honesto em Brasília. Um reforço com prazo de validade. Sempre chega atrasado nas jogadas e só toca de lado.

Bola de lixo. Maurício Galiotte. O mandachuva e raios do Palmeiras teve de pedir autorização a Leila Pereira para promover a estreia de Borja contra Ferroviária. A dona da Crefisa, patrocinadora do time, está viajando e não admitia perder o primeiro jogo do colombiano, porque bancou a contratação. Galiotte convenceu Leila que a presença de Borja seria fundamental depois da sapatada que o time tomou do Corinthians. Um novo fracasso poderia transformar o ninho dos periquitos num caldeirão do diabo. Leila deu okay.

Bola sete. “Eu diria que 98% das mulheres na WNBA são gays. Por ser heterossexual, sofri muito bullying. Nunca fui tão chamada de puta em minha primeira temporada. Chega um momento em que você é comparada tantas vezes a um homem que você tenta se espelhar nos homens” (da ex-jogadora de basquete Candice Wiggins, 30 anos, que se aposentou em 2016 e promete mais revelações em um livro – chuá).

Dúvida pertinente. Por que o Circo Brasileiro de Futebol e as federações não fazem a mínima força para profissionalizar a arbitragem?

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Esquindolelê: Palmeiras coloca o bloco na rua, com direito a festa do estreante Borja; Corinthians, o bambambã

O atacante colombiano Borja festeja o terceiro gol do Palmeiras

O torcedor do Palmeiras pode colocar o bloco na rua e sair por aí com reco-reco, tamborim, surdo, chocalho, repique e cuíca.

Depois de encarar uma quarta-feira de cinzas antecipada no Itaquerão, minha casa minha vida, com derrota para o coirmão Corinthians, os periquitos em revista desfilaram com categoria na passarela da mansão Allianz Parque (26.201 espectadores).

A equipe goleou a Ferroviária por 4 a 1, com direito a gol do estreante Borja, pela sexta rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, e implodiu o carro alegórico da crise que ameaçava tomar conta do sambódromo alviverde.

Três pontos importantes para dar tranquilidade ao trabalho do mestre de bateria Eduardo Baptista, muito contestado pelos corneteiros de plantão. Pelo menos até a próxima sexta, quando enfrentará o Red Bull, a escola verde e branca terá sossego para melhorar a harmonia.

Além de Borja, Keno, Michel Bastos e Roger Guedes garantiram o carnaval do Palestra. Alan Mineiro, de pênalti, marcou para a Ferroviária.

O Palmeiras comandou as ações desde os primeiros minutos. Aos 13, após boa jogada envolvendo Michel Bastos, Jean e Willian, o time abriu o placar numa cabeçada de Keno. Poderia ter marcado mais gols, porém abusou das chances perdidas.

O domínio palmeirense continuou no segundo tempo. Aos 20, Michel Bastos ampliou para 2 a 0. A Ferroviária diminuiu aos 31, com Alan Mineiro cobrando pênalti pela segunda vez (na primeira, o goleiro Fernando Prass defendeu, mas a arbitragem considerou que ele se adiantou).

Seis minutos depois, Borja, que havia entrado no lugar de Willian, levou a torcida à loucura. Em contra-ataque, tabelou com Dudu e tocou na saída do goleiro Matheus: 3 a 1. Acabou com qualquer sonho da Ferroviária. Que ainda tomou o quarto na bacia das almas: Rogér Guedes, de cabeça, aos 40.

Com o triunfo, o Palmeiras chega a 12 pontos na liderança do grupo C. Em seis jogos, quatro vitórias e duas derrotas. Com cinco pontos, a Ferroviária carrega a lanterna na chave B.

O carnaval dos bambambãs prosseguiu em Mirassol. Embalado pelo triunfo no Dérbi, o Corinthians derrubou o último invicto do campeonato. A equipe venceu o Mirassol por 3 a 2, colocando ponto final nas econômicas vitórias por 1 a 0.

A sensação do interior saiu na frente, com um gol de Zé Roberto. O Corinthians partiu para a virada e obteve êxito no final do primeiro tempo. Pablo empatou, aos 38, e cinco minutos depois, Maycon fez o segundo.

Na etapa final, depois de Kazim perder uma chance excepcional para o Corinthians com o gol vazio, Xuxa deixou tudo igual aos 38, em ótima cobrança de falta. A torcida do Mirassol ainda festejava o empate quando Pedro Henrique fez o terceiro gol corintiano.

Apontado como ‘patinho feio’ do Paulistinha, o Corinthians tem agora a melhor campanha do torneio. Com 15 pontos, lidera o grupo A. O Mirassol, com 13, está na ponta do D.

No aquário da Vila Belmiro (5.208 pagantes), mais carnaval: depois de três jogos sem vencer, o Peixe derrotou o Botafogo por 2 a 0, gols de Vitor Bueno e Rafael Longuine no segundo tempo.

Mas a equipe santista não mostrou um abre alas nota 10. Depois de ser vaiada pela torcida na etapa inicial, precisou da ajuda do adversário para vencer.

No primeiro gol, aos 17 minutos, Neneca deu rebote em chute de Ricardo Oliveira e facilitou a tarefa de Vitor Bueno. Havia 322 minutos que o time não marcava um gol. Já aos 47, Samuel Santos tentou cortar e entregou de bandeja a Longuine. O Santos tem agora 10 pontos no grupo B. O Botafogo acumula sete no A.

Em Novo Horizonte (6.494 torcedores), o soberano São Paulo, recheado de reservas, atravessou o samba e ficou no 2 a 2 com o Novorizontino.

O Tricolor abriu dois gols de vantagem (Gilberto e Thiago Mendes), mas permitiu o empate ao time do interior, com Roberto e Railam. O São Paulo, com 11 pontos, é o líder do grupo B. O Novorizontino, com sete, está em segundo no C.

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Fla-Flu na decisão. Um gol de Diego, cobrando pênalti, garantiu a vitória do Flamengo sobre o Vasco no Clássico dos Milhões (5.484 pagantes/R$ 309.130), em Volta Redonda, e a classificação para a final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Carioquinha. De quebra, Diego mandou para o espaço um tabu: havia nove jogos (seis derrotas e três empates) que o Rubro-negro não festejava um triunfo sobre o coirmão. O Flamengo jogava por um empate. O Urubu decidirá o caneco contra o Fluminense, que ficou no ‘oxo’ com o Madureira, em Xerém, diante de 1.993 testemunhas. O Tricolor chega à final invicto: cinco vitórias, um empate, 14 gols marcados e nenhum contra. A final será no domingo.

Pitaco do Chucky. Faça tudo o que seu mestre mandar: FPF programa clássicos Corinthians x Peixe (4 de março) e Palmeiras x São Paulo (11 de março) para as tardes de sábado. O pay-per-view da plim-plim agradece.

Au, au. O samaritano Felipe Melo adicionou mais um ingrediente ao fair play que o acompanha no dia a dia: um pitbull. Ele comprou o cachorro de um criador palmeirense por R$ 3 mil. O volante batizou o animal de ‘Ousado de Melo’. O pitbull tem dois meses, é marrom, está num canil em Ibiúna e deve ser entregue ao atleta do Palmeiras depois do período de vacinação, na segunda semana de março. Felipe Melo já possui um labrador e um shih tzu.

Zé Corneta. Pimenta no Pratto de CA de Barros e Silva é refresco.

Habemus luz. Concessionária do estádio paga as contas de novembro, dezembro e janeiro (total de R$ 1,3 milhão) e ‘new Maraca’ não fica mais às escuras. A Light havia cortado a energia no início do ano. A empresa informou que ainda há um débito de R$ 1,8 milhão do comitê organizador da Rio-16. A bola voltará a rolar no templo do ludopédio nacional em 8 de março, na estreia do Flamengo na Libertadores, contra o San Lorenzo. O Urubu concordou em pagar R$ 100 mil à Odebrecht pela cessão do estádio. Também se comprometeu a consertar banheiros, cadeiras e escadas de acesso entre gramado e arquibancada. A renda será integralmente do Rubro-negro, descontadas as tuncadas da Conmebol e que tais.

Sugismundo Freud. Se não há alternativa para lutar, não se pode vencer.

Dona Fifi. Robinho, um ano de Galo: 58 jogos (28 vitórias, 15 empates e 15 derrotas), 25 gols (artilheiro do Mineirinho, com nove), 11 assistências, ‘Bola de Prata’, vice da Copa do Brasil e do estadual e… mais R$ 10 milhões na poupança, por baixo.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Vem aí o duelo Amigos de Anelka x Amigos de Drogba para ajudar atleticanos e corintianos iludidos.

Gilete press. De Fábio Suzuki, no ‘Lance’: “O contrato para assumir a concessão do Maracanã prevê um investimento de mais de R$ 200 milhões durante os 32 anos de gestão do estádio pela empresa que ficar com a concessão. O valor que consta no documento é o mínimo a ser investido pela nova dona do estádio. A estimativa, entretanto, é que a vencedora da concessão desembolse até R$ 500 milhões.” Pequena lembrança: antes da Copa, o ‘New Maraca’ consumiu R$ 1,6 bilhão em obras.

Tititi d’Aline. A Chapecoense trocou o carimbo principal do enxoval: saiu Caixa, entrou Aurora. O terceiro maior grupo da indústria de carnes do país vai pagar R$ 8 milhões por ano, o dobro do que bancava a instituição bancária. Em 2016, a Aurora desembolsou R$ 3 milhões para aparecer nas omoplatas e nas mangas. O time catarinense tenta acertar com a Caixa um patrocínio de R$ 4 milhões nas costas.

Você sabia que… Osmar Loss, campeão da Copinha e auxiliar de Fabio Carille no Corinthians, está bem cotado para assumir a seleção sub-20?

Bola de ouro. Carlo Ancelotti. O ‘professor’ italiano completou mil partidas como treinador e foi homenageado duas vezes pelo Bayern de Munique: antes do jogo contra o Hamburgo, recebeu mimos da cartolagem; em campo, os jogadores colocaram o adversário na roda e golearam por 8 a 0.

Bola de latão. Hamburgo. É o maior freguês do Bayern quando joga em Munique. Nas últimas sete partidas, perdeu seis de goleada. Tomou nada menos que 44 gols e marcou apenas três. Nem o Íbis conseguiria tanto sucesso.

Bola de lixo. Walter. O rechonchudo atacante agrediu o goleiro Matheus no último treino do Goiás. Ele nocauteou o companheiro com uma cotovelada. Matheus foi levado inconsciente a uma clínica de Goiânia. O clube afastou Walter do jogo contra o Rio Verde pelo estadual.

Bola sete. “O Brasil está cheio de Zé Regrinhas e de Zé Corruptos” (do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’ – bingo).

Dúvida pertinente. Palmeiras, uma no cravo e outra na ferradura?

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Xô pessimistas! Arenas da Copa dão show nas arquibancadas com invasão de fantasmas

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Nada como um jogo atrás de outro para tapar a boca dos eternos pessimistas, daqueles que adoram denegrir a imagem do gigante pela própria natureza.

Com a volta dos estaduais, está provado por a+b+o diabo a quatro que a ‘Copa das Copas’ deixou mesmo uma herança magnífica, uma manada de portentosos elefantes brancos a serviço da pátria das chuteiras furadas.

A média de público da Arena Pantanal, por exemplo, ostenta nada menos que… 811 testemunhas, após os três primeiros jogos, de acordo com levantamento do ‘sr.goool’.

Um desfile de carros-fortes foi necessário para levar a renda líquida de um dos jogos do estádio de Mato Grosso: menos R$ 1.144,97.

O palco (41.112 pessoas) bombou para valer no sensacional clássico CEOV x Mixto, os maiores campeões do estado. Houve até congestionamento nos arredores do campo, já que 1.746 fiéis pintaram no pedaço.

Outro público memorável: 216 espectadores no embate Operário x Dom Bosco.

E segue o baile, no ritmo alucinante de uma marcha fúnebre. Após sete embates, a Arena das Dunas cravou a média de 1.199 torcedores por partida, com R$ 1.786.69 de renda líquida.

Nem o América de Natal tirou a galera dos botecos da vida ou do sofá: 926 gatos pingados acompanharam a vitória sobre o Potiguar por 1 a 0.

Segundo o ‘sr.goool’, o pior público ocorreu na quarta rodada do campeonato. Alecrim e Potiguar ficaram no 2 a 2 e levaram à loucura… 43 pagantes. Pequena lembrança: a Arena das Dunas comporta 32.050 pessoas.

Já o Castelão ainda respira por aparelhos na UTI da bola graças ao clássico Fortaleza x Ceará, que atraiu 21.955 torcedores. Em sete jogos pelo estadual, apresenta a média de 5.922 pagantes por jogo. A arena comporta 63.903 espectadores, pouca coisa a mais do que levaram Uniclinic x Guarany: 356 testemunhas.

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Pitaco do Chucky. Corinthians, a eficiência de um conta-gotas suíço: quarta vitória por 1 a 0.

Campeão de audiência. O polêmico clássico Corinthians 1 x 0 Palmeiras, que teve a expulsão do volante corintiano Gabriel, arrebentou no ibope da plim-plim. O Dérbi cravou 35 pontos de audiência na grande Pauliceia refém dos marginais. Desde 3 de maio de 2009, com a partida Corinthians x Peixe, o Paulistinha não conseguia  uma marca tão expressiva. O confronto do Itaquerão, minha casa minha vida deixou na poeira o ‘Jornal Nacional’ (30,1 pontos) e a novela ‘Lei do Amor’ (29,2). O triunfo corintiano arrasou o ‘BBB 17’, que amealhou 17,4. Na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, a classificação do Botafogo diante do Olímpia à Libertadores obteve 28 pontos e igualou o recorde da temporada. Em SP, cada ponto equivale a 70,5 mil domicílios sintonizados; no RJ, 44 mil.

Zé Corneta. E o prepotente Thiago Duarte Peixoto, hein? Além de péssimo assoprador de latinha, é chorão…

Caixa 2. O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez recebeu R$ 2,5 milhões da Odebrecht para a campanha eleitoral de 2014 – o cartola foi eleito deputado federal pelo PT/SP com 169.658 votos. De acordo com a ‘Folha’, a informação consta nos acordos de delação premiada do ex-diretor-superintendente Luiz Bueno e do ex-presidente de Infraestrutura do grupo baiano, Benedito Júnior, o BJ. Os dois estão entre os 77 executivos da empreiteira que colaboram com a Lava Jato. Vice-presidente do clube e assessor parlamentar de Sanchez, André Luiz de Oliveira, o popular André Negão, é apontado como responsável por ter recebido o dinheiro. Negão e Sanchez negam. O cerco aperta.

Sugismundo Freud. Tome o café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um miserável.

Fair play. A ridícula expulsão do corintiano Gabriel no #DerbyCentenario continua balançando o coreto nas redes sociais. O palmeirense Tchê Tchê aplaudiu o cartão vermelho ao ex-companheiro: “Traíra tem que ser expulso nessa porra mesmo. Eu já ia dar um tapa no Gabriel na primeira confusão. Seu palhaço kkkkkk.” Gabriel rebateu: “Os jogadores brasileiros têm que rever alguns conceitos. Tem que ter paz no futebol, respeito um com outro, mas é de cada um”. Gabriel trocou o Alviverde pelo Corinthians antes do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Muy amigos!

Dona Fifi. A muralha Maicon de R$ 22 milhões começa a desmoronar na zaga do soberano Tricolor.

Caiu na rede. Palmeiras de Eduardo Baptista: negativado pela turma do amendoim.

Gilete press. De Cleo Guimarães, no ‘Globo’: “A queima de fogos nas cerimônias de abertura e de encerramento da Olimpíada do Rio foi linda, mas o estrago causado no teto do Maracanã é ainda maior do que se imaginava. Engenheiros avaliaram que a pesada estrutura montada para acomodar os fogos danificou a cobertura de tal maneira que a validade da segurança (o prazo de vida do teto) caiu de 35 anos para uma década. É preciso fazer obras de manutenção avaliadas em cerca de R$ 9 milhões — isso só para a cobertura. O valor total da reforma chega a R$ 20 milhões. Quem vai pagar? A empresa que assumir a gestão do estádio pelos próximos 32 anos, provavelmente a francesa Lagardère, hoje única concorrente.” Lamentável!

Patolino na geral. Hit no ninho dos periquitos em revista: ‘Se o Palmeiras não ganhar, olê olê olá, a cobra vai fumar.

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Tititi d’Aline. Marmanjos já começaram a dar asas à imaginação: a estrela da ‘Playboy’ de março será a jornalista Letícia Wiermann (foto), 30 anos, filha do apresentador José Luis Datena. Letícia trabalhou na ‘Fox Sports’ até a Olimpíada do Rio. Ela declarou que sempre gostou “desse tipo de foto, nu bem feito”. Morou muito tempo na Europa, onde os editoriais de moda “têm outra visão do nu”. Letícia havia sido convidada a posar outras vezes, mas só agora topou, porque a revista “mudou o estilo, a linha editorial”. As fotos devem ser feitas durante o carnaval, em uma vinícola no Sul do país. “Quando a Letícia me falou, eu fui contra. Mas ela manda na vida dela. Resolveu fazer e eu, democraticamente, aceito”, disse Datena ao ‘Uol’.

Você sabia que… o italiano Claudio Ranieri, eleito o melhor ‘professor’ de 2016 há 45 dias, graças ao título inglês, levou um bico do Leicester?

Bola de ouro. Gatito Fernandez. O goleiro paraguaio foi o grande herói da classificação do Botafogo à fase de grupos da Libertadores. Ele defendeu três pênaltis na hora de a onça escovar os dentes contra o Olímpia. Ganhou até memes da torcida. Um deles: ‘Nesse carnaval, previna-se: use a camisinha Gatito Fernandez’.

Bola de latão. Ganso. O ‘professor’ Sampaoli abriu o jogo no Sevilla: o meia brasileiro só está fora do time porque parece pouco interessado em ganhar uma posição. Em sete dos últimos nove jogos do time espanhol, Ganso ficou afastado até do banco de reservas.

Bola de lixo. Thiago Duarte Peixoto. Merece uma geladeira exemplar. Por mais que se desculpe, tem de pagar pelo grave erro cometido no Dérbi. Um absurdo. E mais: a retificação na súmula, informando ter trocado alhos por bugalhos ao mostrar o cartão vermelho (Maycon por Gabriel), tem um cheirinho de livre e espontânea exigência dos engravatados de colarinho branco da federação paulista. Que decidiu afastar o canarinho agitado: passará por avaliações técnicas, psicológicas e físicas.

Bola sete. “Eles vieram com tudo porque não têm Libertadores para jogar, a gente tem. Sabíamos que esse jogo seria uma final para eles, mas o nosso planejamento tem muito mais coisa do que um jogo contra o Corinthians no Campeonato Paulista. Para nós, o estadual serve de treino para a Libertadores” (do palmeirense Alecsandro, após a sapatada no Itaquerão, minha casa minha vida – dor de cotovelo).

Dúvida pertinente. Quantos jogos de gancho merece o palmeirense Vitor Hugo pela agressão covarde ao zagueiro corintiano Pablo?

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Corinthians vive noite heroica, passa por cima de assoprador de latinha e derruba Palmeiras

Na bacia das almas, Jô garante a vitória do Corinthians no Itaquerão

Mesmo prejudicado pelo assoprador de latinha Thiago Duarte Peixoto, que expulsou erradamente o volante Gabriel ao final do primeiro tempo, o Corinthians derrotou o Palmeiras por 1 a 0, gol de Jô, no encerramento da quinta rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

Apesar de ter um a menos, o time corintiano jamais se entregou. Mostrou muita determinação e raça, ao contrário dos periquitos em revista, que chegaram a esbanjar soberba em vários.

Havia seis jogos que o Corinthians não superava o coirmão (dois empates e quatro sapatadas). O Itaquerão, minha casa minha vida (30.727 fiéis) voltou a viver uma noite histórica.

Ciente de ter um time inferior tecnicamente, o Corinthians procurou compensar o desequilíbrio com muita disposição. Tratou de evitar o toque de bola do Palmeiras desde o início da partida e pressionar o adversário em seu campo.

É verdade que não criou nenhuma grande chance, limitando-se a dois ou três arremates de fora da área, sem assustar o goleiro Fernando Prass, mas pouco permitiu ao adversário. Que só levou perigo num chute de Keno. Após Fagner e Balbuena baterem cabeça, o palmeirense mandou um petardo na trave.

O Corinthians se mostrava mais dinâmico, com Kazim prendendo bem a zaga alviverde e Romero vigiando de perto Dudu, quando sua senhoria, o assoprador de latinha Thiago Duarte Teixeira, resolveu interferir diretamente na partida ao confundir alhos com bugalhos.

Aos 43 minutos de jogo, Keno sofreu falta de Maycon, porém Thiago Duarte Teixeira expulsou o volante Gabriel. De nada adiantaram os protestos dos corintianos, apontando que a infração havia sido cometida por Maycon. O medíocre juiz insistiu em mostrar o vermelho para Gabriel.

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com Guerra no lugar de Raphael Veiga. Depois, o ‘professor’ Eduardo Baptista trocou Felipe Melo por Thiago Santos e Willian por Alecsandro. Os palmeirenses tomaram conta da partida, mas sem competência para chegar ao gol.

Com um a menos, o Corinthians armou uma muralha à frente de Cássio e ficou à espera de um contra-ataque mortal. Ele saiu na bacia das almas, mais precisamente aos 42 minutos. Maycon roubou a bola de Guerra e passou a Jô, que havia acabado de entrar no posto de Kazim.

O centroavante tocou na saída de Fernando Prass e o Itaquerão explodiu. Uma vitória heroica. Inesquecível no #DerbyCentenario. Os números da rivalidade:

Na história
352 jogos
125 vitórias do Palmeiras
106 empates
121 vitórias do Corinthians
509 gols do Palmeiras
469 gols do Corinthians

No Paulistão
205 jogos
75 vitórias do Corinthians
61 empates
69 vitórias do Palmeiras
278 gols do Corinthians
296 gols do Palmeiras

No Brasileirão
47 jogos
16 vitórias do Palmeiras
17 empates
14 vitórias do Corinthians
58 gols do Palmeiras
46 gols do Corinthians

Fonte: Almanaque do Timão (Celso Unzelte)

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Pitaco do Chucky. O hermano Pratto está mostrando que valeu a pena o investimento do soberano Tricolor. É fogo na jaca. Em dois jogos, três gols, todos de cabeça. ‘Cucabol’ é com ele mesmo.

Globo: ‘golaço’. A plim-plim e a impoluta Federação Paranaense de Futebol conseguiram uma memorável façanha na pátria das chuteiras furadas: uniram não apenas os dois maiores rivais do estado como também as torcidas. Irritados com a não realização do clássico Atletiba pelo estadual, eles até agora detonam a Vênus Platinada e a FPF. O duelo seria mostrado apenas pelo YouTube, sem TV aberta, que ofereceu migalhas aos times pelos direitos de transmissão dos jogos do torneio – R$ 1,5 milhão a cada um. Alegando problemas no credenciamento da equipe escalada para fazer o jogo, a federação impediu que o confronto começasse. Em represália, os clubes se negaram a jogar sem transmissão online. A plim-plim jura que não teve nada com o imbróglio. Tremenda cara de pau.

Zé Corneta. Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas quando o ‘professor’ Rogério Ceni vai dar um jeito na cozinha do soberano São Paulo?

Globo: ‘golaço’ 2. Por uma daquelas coincidências que só mesmo o filósofo Pateta poderia explicar, um dia depois o fascinante Circo Brasileiro de Futebol, conduzido com maestria pelo imperador ostentação Del Nero, decidiu que nenhum estádio no próximo ano poderá ter grama sintética. Tiro certeiro no Furacão, único time do país a adotar grama artificial desde fevereiro de 2016. A sugestão foi apresentada pelo capitão gancho vascaíno Eu-rico Miranda. Obteve 15 votos a favor. Somente cinco repudiaram a ideia. Detalhe: a mamãe Fifa aprova a grama sintética. E mais: poucos jogadores criticaram o gramado da Arena da Baixada no Brasileirão/16.

Sugismundo Freud. Errar é um direito de todos.

Pitbull ataca. O senador Romário (PSD/RJ) prometeu e cumpriu: enviou o relatório alternativo da CPI da CBF ao juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. Nele, um pedido de indiciamento dos samaritanos Del Nero, Ricardo Teixeira e Zé da Medalha por “estelionato, crime contra a ordem tributária, crime contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. O relatório oficial, elaborado pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR), foi considerado “genérico, chapa-branca e indolor” pelo Baixinho.

Zapping. A apresentadora Bárbara Coelho, do ‘Sportv’, tenta, sem sucesso, interagir com o telespectador. Muitas caras e pouco conteúdo.

A vida é doce. Depois de 84 jogos e seis gols em duas temporadas, sempre recheados com uma xepa mensal de R$ 500 mil, o meio-campista Anderson trocou o Saci colorado pelo Coxa até dezembro. O salário do atleta será dividido pelos clubes. Anderson só topou mudar de camisa depois de receber garantias de que o time gaúcho quitará uma dívida de R$ 3 milhões – prêmios, direitos de imagem e salários atrasados. Pelos ótimos serviços não prestados ao Saci Colorado, o jogador treinava com o time B desde janeiro. O futebol é uma mãe.

Zé Colmeia. Por que o conselheiro Romeu Tuma Júnior, que sempre procura pelo em ovo para atacar as administrações do Corinthians, não sai candidato a presidente? Ele adora atirar pedra em vidraça, com o apoio de ‘amigos da imprensa’.

Vassourada. O ouro deixou de brilhar na carreira do ‘professor’ Rogério Micale. Campeão olímpico na Rio-16, ele foi convidado a visitar o RH do Circo Brasileiro de Futebol. Levou um bico porque a seleçãozinha não se classificou para o Mundial sub-20. A vassourada já havia atingido o coordenador das categorias de base Erasmo Damiani, o preparador de goleiros Rogerio Maia, o responsável pelo scout Paulo Xavier, o administrador Gustavo Copertino e o supervisor Vinicius Costa. O rapa foi promovido pelo coordenador de seleções Edu Gaspar, com o aval de Tite, o rei da cocada no departamento de seleções.

Dona Fifi. Depois de levar 94 mil torcedores ao Morumbi nos jogos contra Ponte e Mirassol, o soberano Tricolor atraiu apenas 14.011 diante do São Bento. O encanto Rogério Ceni está acabando?

Carioquinha. Clássico Flamengo x Vasco, pela Taça Guanabara, será em Volta Redonda porque a PM descartou dar segurança no estádio Nilton Santos, o Niltão, por causa do carnaval. A prefeitura de Volta Redonda não queria o embate na cidade por temer violência, mas acabou concordando. Não precisa explicar, vovó Mafalda só queria entender.

Gilete press. De Lauro Jardim, no ‘Globo’: “O futebol brasileiro não anda lá muito bem das pernas, mas continua de longe o esporte preferido no país. Uma pesquisa nacional feita pela Paraná Pesquisas em 26 estados constatou que 49,6% dos brasileiros cravam o futebol como o esporte preferido. Depois, a quilômetros de distância, aparecem o vôlei (9,4%), natação (4,4%), atletismo e MMA (ambos com 1,8% da preferência), basquete (1,7%) e tênis (1%).” Liderança tranquila, apesar da cartolagem.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Primeiro clube a dizer ‘não’ à Globo foi o Internacional, já que seus jogos do Brasileirão vão passar na RedeTV.

Tititi d’Aline. O casal Neymar/Bruna Marquezine anda impossível. O site de apostas ‘Bumbet’ criou um tira-teima: quanto tempo vai durar o terceiro relacionamento entre o jogador e a global. Há quatro prazos aos interessados: fim da linha até a metade do ano, rompimento em dezembro de 2017, 2018 ou 2019 em diante. O casal 20 já surfou duas vezes na maionese entre 2013 e 2014.

Você sabia que… o atacante inglês Wayne Rooney, do Manchester United, recebeu uma proposta de 35 milhões de euros (R$ 135 milhões) por ano para defender um time chinês?

Bola de ouro. Furacão e Botafogo. Paranaenses e cariocas carimbaram a classificação para a fase de grupos da Libertadores. O Furacão despachou o Capiatá (1 a 0, gol Lucho Gonzales), enquanto o Bota eliminou o Olimpia nos pênaltis, após derrota no tempo normal.

Bola de latão. Superliga feminina. A disputa do campeonato está tão emocionante, mas tão emocionante, que a ‘RedeTV’ e o ‘Sportv’, emissoras com direito de transmissão, deram uma cortada nos jogos. Resultado do saque: a CBV decidiu mostrar as partidas pela internet.

Bola de lixo. Zé da Medalha. Juíza dos EUA recusa pedido de advogados do cartola, que tentou anular algumas acusações, entre as quais a de associação com os bandidos do Fifagate. Agora, se for condenado pelos crimes que teria cometido, o ex-mandachuva e raios do Circo Brasileiro de Futebol poderá pegar até 60 anos de cadeia. José Maria Marin está em prisão domiciliar nos EUA, com direito a desfile de tornozeleira eletrônica. Ô coitado!

Bola sete. “Nos passos de Ronaldo Fenômeno, Neymar também quer investir no mercado de games. O atleta está interessado em comprar um clube no League of Legends, jogo sensação do momento” (de Pedro Carvalho, em ‘Veja’ – game over).

Dúvida pertinente. Por onde anda o DNA ofensivo do Peixe?

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Palmeiras, um treino de luxo na Fonte para defender tabu contra o Corinthians

Willian recebeu passe de Dudu e abriu o caminho da goleada do Verdão

Em uma Fonte Luminosa alviverde, com 10.208 pagantes, a torcida do Palmeiras finalmente cantou e vibrou.

Em sua melhor apresentação no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, a equipe passou por cima do Linense em Araraquara, com gols de Willian, Raphael Veiga, Michel Bastos e Barrios.

De quebra, disparou na liderança do grupo C, com nove pontos – três vitórias e uma derrota. O Novorizontino está em segundo, com seis, um à frente do Santo André. O São Bento carrega a lanterna, com um.

Uma vitória por 4 a 0 convincente e que certamente vai abafar o som das cornetas pelo menos até o final do clássico contra o Corinthians, pela quinta rodada, no Itaquerão, minha casa minha vida.

O ‘professor’ Eduardo Baptista prometeu um time ofensivo, e não deu outra. Desde o início, o Palmeiras procurou pressionar a equipe do interior, limitadíssima tecnicamente e, às vezes, violenta.

Aos 10 minutos, o Palestra sofreu uma grande baixa: o meio-campista Moisés saiu chorando com uma lesão no joelho. Entrou Keno. E o cerco ao Linense apertou.

Com toques envolventes e troca constante de posição, destacando-se o capitão e maestro Dudu, o Palmeiras chegou facilmente aos 2 a 0. Aos 25, depois de belo passe de Dudu, Willian completou para a rede. Um minuto depois, Willian atacou de garçom e deixou Raphael Veiga na cara do gol.

Vantagem mais que merecida, já que o Linense em nenhum momento perturbou a troca de figurinhas entre o goleiro Fernando Prass e o gandula.

No segundo tempo, o Palmeiras tratou de fechar logo o caixão do Linense. Aos 8, Dudu cobrou falta na área, Mina desviou e Michel Bastos conferiu o terceiro. O meio-campista não corria para o abraço desde 11 de maio de 2016, na vitória do soberano São Paulo por 1 a 0 sobre o Galo, pelas quartas de final da Libertadores.

Após o gol, o time palmeirense se acomodou, esperando o tempo passar. Mesmo assim, marcou mais um. Aos 37, Barrios, que havia entrado no lugar de Willian, tabelou com Dudu e tocou na saída do goleiro Victor.

Fatura resolvida, que venha o coirmão Corinthians! Os periquitos em revista defenderão um tabu no Dérbi. A equipe não perde há seis jogos. O Corinthians comemorou o último triunfo em 8 de fevereiro de 2015: 1 a 0, gol de Danilo, no Allianz Parque (foto abaixo). De lá para cá, o Palmeiras acumulou dois empates e quatro vitórias. A freguesia:

19/04/2015 – Corinthians (5) 2 x 2 (6) Palmeiras – Itaquerão (Paulistinha)
31/05/2015 – Corinthians 0 x 2 Palmeiras – Itaquerão (Brasileiro)
06/09/2015 – Palmeiras 3 x 3 Corinthians – Allianz Parque (Brasileiro)
03/04/2016 – Palmeiras 1 x 0 Corinthians – Pacaembu (Paulistinha)
12/06/2016 – Palmeiras 1 x 0 Corinthians – Allianz Parque (Brasileiro)
17/09/2016 – Corinthians 0 x 2 Palmeiras – Itaquerão (Brasileiro)

Resultado de imagem para vitoria do corinthians sobre o palmeiras em 8 de fevereiro de 2015 fotos

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Pitaco do Chucky. A genial e estapafúrdia ideia do futebol paulista pegou a ponte aérea e aterrissou no Carioquinha. Os clássicos receberão apenas a torcida do mandante. É a falência do Estado.

Fiel? Aqui tem um bando de poucos… só até a página três. Que o diga o programa de sócio-torcedor! Nos últimos tempos, o Corinthians perdeu apenas 54 mil fiéis e caiu da liderança para o quinto lugar no ranking do torcedômetro. Acumula agora 81.175. O Palmeiras assumiu a ponta, com 126.355. O Grêmio aparece em segundo, com 114.716. O Saci colorado fecha o pódio, com 112.756. O soberano Tricolor está em quarto, com 112.396.

Zé Corneta. O legado olímpico da vergonha já ganhou o mundo, mas o irrequieto Carlos ‘Rolando Lero’ Nuzman segue todo pimpão à frente do glorioso COB (caixinha, obrigado Brasil). Sai da rede, gigante adormecido…

Templo da vergonha. Nem lá, nem cá. Muito pelo contrário: a Odebrecht decidiu manter o suspense sobre o futuro administrador do ‘new Maraca’, mais abandonado que chinelo de bêbado na praia. A empreiteira havia prometido escolher o vencedor até sexta, mas adiou o anúncio sem definir novo prazo. Concorrem os franceses do Largadère e o consórcio CSM/GL, apoiado pela dupla Fla-Flu. A Odebrecht pediu R$ 60 milhões para passar o templo ao novo rei da cocada. De acordo com Gabriel Mascarenhas, de ‘Veja’, a forma como serão resolvidas as pendências (contas atrasadas e reparos não feitos) deixadas pela Rio-16 estão atravancando o fim da novela. Ou seja, só Cristo Redentor sabe quando a gorduchinha voltará a rolar no estádio. Mas é quase certo que o Brasileirão começará em maio com o ‘new Maraca’ fechado. O estádio deverá consumir R$ 30 milhões para ficar novamente um brinco.

Sugismundo Freud. O cérebro sempre nocauteia os músculos.

Piruetas em perigo. As principais ginastas do Brasil, Jade Barbosa, Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Daniele Hypolito, vivem dias de apreensão. No início de março, elas ficarão sabendo se a Caixa Econômica Federal renovará o patrocínio com a confederação brasileira. A CEF apoia as piruetas há uma década. Sem o café no bule bancado pelo banco, a viagem para a disputa do Mundial ficará comprometida. A situação delas só não está mais complicada porque renovaram contrato com o Flamengo por mais um ano. Que belo legado olímpico!

Dona Fifi. O senador pitbull Romário (PSB/RJ) mandou um recado à Polícia Federal no último discurso no plenário: ‘Precisamos de uma investigação rigorosa da PF, capaz de dimensionar o que há por trás de tanto desleixo e o real tamanho da corrupção decorrente dos megaeventos esportivos [Copa e Olimpíada] no país.’ Boa, Peixe!

Zapping. Furacão e Coxa resolveram peitar a federação e a plim-plim. As equipes se recusaram a disputar o clássico pelo estadual porque a gloriosa FPF, submissa até o último cravo da chuteira à Vênus Platinada, não permitiu a transmissão do jogo no YouTube. Em comunicado oficial, a dupla Atletiba informou que apelou às redes sociais porque não vendeu os direitos de transmissão dos jogos do campeonato por não concordar com os valores oferecidos. A proposta da plim-plim aos clubes teria sido de R$ 1,5 milhão, menor que a de 2016. Furacão e Coxa queriam R$ 6 milhões – R$ 3 milhões para cada clube. No Paulistinha, os grandes beliscaram R$ 17 milhões cada; no Carioquinha, R$ 15 milhões; no Mineirinho, R$ 12 milhões; e no Gauchinho, R$ 11 milhões.

Caiu na rede. Luis Fabiano, o novo caçador de urubu.

Patolino na geral. Dorival Júnior voltou a ganhar elogios da torcida do Peixe após a derrota para a Ferroviária, a segunda consecutiva no aquário da Vila Belmiro: DJ fora de sintonia, Dorival Guardaviola, Doripardal Jr., Dorivangal sem grife…

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, no ‘ESPN’: “Torcida única é a falência da sociedade, a admissão de incapacidade ante gangues de brigões. Obviamente não resolve, mas será adotada no Rio, como já foi em São Paulo, até que uma tragédia aconteça mesmo com torcedores de um só clube podendo entrar no estádio. Paliativo que apenas dá uma satisfação à sociedade. Colocaram um band-aid numa perna com fratura exposta. Obviamente não resolve. E o nosso esporte morre aos poucos. Era o que faltava para o castigado Rio de Janeiro. Está na hora, chamem o papa-defunto. Os coveiros do futebol vão se esbaldar.” Na mosca.

Zé Colmeia. A nau vascaína navega em lagoa azul: dívidas trabalhistas giram em torno de R$ 65 milhões.

Tititi d’Aline. A brincadeira de Renato Gaúcho após conquistar a Copa do Brasil com o Grêmio, cobrando uma estátua no clube, pode virar realidade. Alguns torcedores encamparam a ideia e tenta levantar R$ 80 mil para atender ao pedido do ‘professor’. O artista carioca Mario Pitanguy já foi contatado para fazer a obra.

Você sabia que… o show de Lady Gaga no intervalo do Super Bowl bateu o recorde de audiência em todas as plataformas, incluindo YouTube, Twitter, Facebook e TV (118 milhões de espectadores só na telinha)?

Bola de ouro. Lincoln City. O modesto time da National League (quinta divisão inglesa) derrotou o Burnley, da Premier League, por 1 a 0 e chegou às quartas de final da Copa da Inglaterra, torneio mais antigo e com maior número de times do planeta. O gol de Raggett, aos 44 minutos do segundo tempo, quebrou um tabu de 103 anos: nunca um time abaixo da quarta divisão chegou tão longe.

Bola de latão. Mancha. Os anjinhos organizados pelo diabo, que foram abençoados recentemente por Leila Pereira, dona da Crefisa, com mais de R$ 1 milhão para colocar a escola de samba na avenida, decidiram jogar contra o ‘professor’ Eduardo Baptista. Até uma ridícula musiquinha criaram. Levaram o troco com uma sonora vaia dos verdadeiros torcedores do Palmeiras. Após a goleada no Linense, devem estar com cara de pateta.

Bola lixo. Leonardo Picciani. O ínclito ministro do Esporte (PMDB) atribuiu o abandono das estruturas olímpicas a um ‘período de transição’. Ou seja, é absolutamente normal piscina vazias ou cheia de água suja; ‘new Maraca’ com cadeiras destruídas, gramado horrível e furto de estátuas e TVs; ginásios abandonados… Que maravilha!

Bola sete. “Eu só quero saber uma coisa: que torcida vai para o jogo de definição? Quem vai determinar que é jogo de torcida única? Se tiver torcida única na final, não tem jogo, o Vasco não vai jogar, porque não há juiz que determine algo assim, está acima de qualquer raciocínio lógico” (do capitão gancho vascaíno Eu-rico Miranda, sobre os clássicos do Carioquinha com apenas uma torcida – a conferir).

Dúvida pertinente. Clássicos com torcida única no RJ: mais um gol da Alemanha?

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Só a Fiel sorri: soberano Tricolor rebola e empata na estreia de Pratto; Peixe leva chumbo

Kazim comemora o gol da vitória corintiana

Entre mortos e feridos na abertura da quarta rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, salvou-se apenas o Corinthians entre os bambambãs, justamente o patinho feio.

A equipe corintiana derrotou o Audax por 1 a 0. Já o soberano Tricolor, na estreia de Lucas Pratto, abriu dois gols de vantagem, achou que a vitória estava garantida, e pimba na caxirola: permitiu o empate ao bom Mirassol. O Peixe, por sua vez, decepcionou e levou bala pela segunda vez consecutiva no aquário da Vila Belmiro: Ferroviária, 1 a 0.

Em Osasco (6.630 pagantes), sob uma lua de fazer inveja a beduíno, o Corinthians ganhou com um gol de Kazim e assumiu a liderança do grupo A. A equipe soma nove pontos, dois à frente do Ituano, que perdeu do Novorizontino, também pela contagem mínima.

Apesar de ter mostrado evolução em relação a outros jogos, principalmente no primeiro tempo, o time de Fabio Carille continua econômico no placar.

Até agora, mostrou-se incompetente para marcar mais de um gol numa partida oficial. Antes de encarar o Audax, havia vencido três jogos no fio da navalha: São Bento (Jô, de pênalti), Caldense (Rodriguinho, de cabeça, pela Copa do Brasil) e Novorizontino (Pablo, de cabeça).

O triunfo sobre a equipe de Osasco, neste Paulistinha bem inferior à vice-campeã de 2016, poderia ter sido mais folgado, mas o Corinthians não soube aproveitar as chances que criou – duas com Léo Jabá e uma com Romero.

Com a entrada de Guilherme Arana, Camacho, Léo Jabá e Kazim (saíram Moisés, Fellipe Bastos, Marlone e Jô, o único poupado), o Corinthians pouco permitiu ao Audax no primeiro tempo.

O time mereceu a vantagem por 1 a 0, gol de Kazim, aos 29 minutos. A equipe apertou a marcação sobre o Audax, uma constante nos 45 minutos iniciais. Camacho roubou a bola e passou para o atacante turco estufar a rede.

Na etapa final, após perder algumas oportunidades, o Corinthians sentiu o desgaste físico, perdeu Kazim, machucado, e tratou de se fechar para garantir os três pontos, com Fellipe Bastos e Marlone em campo (Camacho e Jabá foram substituídos). O Audax foi ao ataque, mas aí apareceu Cássio, com boas defesas, para confirmar a vitória.

No Morumbi (43.961 espectadores), o estreante Pratto precisou apenas de oito minutos para festejar o primeiro gol pelo soberano Tricolor. Aproveitou cruzamento e conferiu de cabeça. O São Paulo aumentou aos sete do segundo tempo, com Antônio Carlos, também de cabeça.

O triunfo parecia assegurado, mas o zagueiro Maicon errou feio aos 30 e Raphael Lucas diminuiu. Na bacia das almas, Xuxa empatou e deixou a torcida tricolor uma fera, que já festejava a terceira vitória consecutiva.

No aquário da Vila Belmiro, o Peixe voltou a decepcionar. Depois de levar bucha do São Paulo (3 a 1), perdeu para a Ferroviária por 1 a 0, na estreia do zagueiro Cleber, que foi expulso. Leandro Amaro, aos 28 minutos do segundo tempo, marcou o único gol da partida.

Depois da partida, a torcida santista protestou contra o ‘professor’ Dorival Júnior: “Dorival, vou te avisar, a panelinha está na hora de acabar.” Alguns bateram na porta da sala de imprensa dizendo que “a paciência acabou” e gritaram “time sem vergonha”. A bronca só terminou com a intervenção da polícia.

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Palmeiras derruba São Bernardo e alivia pressão sobre Eduardo Baptista; organizada leva vaia

Felipe Mello manda Dudu comemorar o gol

Não foi nenhuma opereta, mas a vitória sobre o São Bernardo por 2 a 0, na mansão Allianz Parque (23.708 pagantes), pelo menos diminuirá o som das cornetas no ninho dos periquitos em revista e dará um pouco de tranquilidade ao ‘professor’ Eduardo Baptista, muito questionado pela turma do amendoim depois da derrota para o Ituano (1 a 0) na segunda rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

O Palmeiras comandou as ações desde os primeiros minutos de jogo. O time do ABC procurou se fechar e dificultar ao máximo as ações do ‘bicho-papão’. A ordem do treinador português Sergio Vieira era para sair apenas ‘na boa’.

Aos 35, em cobrança de falta de Edno, o São Bernardo só não abriu o placar porque Fernando Prass fez grande defesa. Dois minutos depois, outra ótima intervenção do goleiro em chute de Rafael Costa.

Com dificuldades para superar o bloqueio adversário, já que atacou pouco pelas laterais e optou pelos chuveirinhos, o Palmeiras fechou o primeiro tempo no ‘oxo’.

Os anjinhos organizados pelo diabo gritaram o nome de Cuca, campeão brasileiro de 2016, e cantaram “Eduardo, presta atenção, essa torcida quer gritar é campeão”. Foram homenageados com uma sonora vaia pelos verdadeiros torcedores palmeirenses.

O Verdão continuou pouco confiável no segundo tempo. Só melhorou após a entrada de Raphael Veiga e Michel Bastos – saíram Guerra e Roger Guedes. Aos 19, a equipe começou a sair do sufoco. Jean cruzou e Dudu completou para a rede. Não comemorou o gol em protesto contra as criticas da organizada.

Aos 32, o Palmeiras fechou o caixão do São Bernardo. Dudu foi derrubado fora da área, mas sua senhoria, o assoprador de latinha José Claudio Rocha Filho, marcou pênalti. Jean cobrou e guardou.

Vitória garantida e um pouco de paz ao ‘professor’ Eduardo Batista. Com o triunfo, o Palmeiras voltou à liderança do grupo C, agora com seis pontos. O Santo André está em segundo, com cinco. O Novorizontino tem três, e o São Bento, nenhum.

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Pitaco do Chucky. Tudo bem, o Pratto é de primeira no banquete do Morumbi, mas Gilberto está jogando muito e não merece sair do time. Por que não os dois?

Zapping. Champanhe na plim-plim: audiência do clássico San-São cravou 26,8 pontos na grande Pauliceia envolvida pela bandidagem, o melhor índice desde setembro do ano passado e o maior ibope do Paulistinha em quase quatro anos. Igualou a segunda partida da final Corinthians x Peixe, em 19 de maio de 2003, mas com share (TVs sintonizadas) menor. O duelo no aquário da Vila Belmiro obteve 42%, contra 50% da decisão do campeonato. Na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, o triunfo do Botafogo sobre o Olímpia por 1 a 0, pela Libertadores, conseguiu 28 pontos de média e 45% de share. O jogo do time carioca contra o Colo-Colo também conseguiu 28. Cada ponto em SP significa 70,5 mil domicílios sintonizados; no RJ, 44 mil.

Zé Corneta. Quem não tem Drogba caça com Romero, ora pois!

Olha eu aqui, gente! O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo é fogo no quepe do general da banda. Sempre que um time vive momentos ruins (Palmeiras e Corinthians atualmente), o ‘mestre dos mestres’ surge em programas de TV para se proclamar o senhor dos anéis do ludopédio nacional, apesar de não trabalhar numa casamata desde que foi demitido do Tianjin, à época na segunda divisão da China, em junho de 2016. “Não há nada de novo no futebol. Os conceitos de hoje eu já coloquei há 20 anos. Se eu pegar um projeto bom, sou campeão de novo”, disse Luxemburgo a ‘Fox Sports’. E o lobby continuou: “Hoje, 90% da mídia acha que os técnicos mais experientes têm que se afastar para dar espaço aos mais jovens. Quando comecei, tinha o Zagallo, o Telê e o Evaristo, mas nem por isso eles tiveram que se afastar.” Quem se habilita?

Sugismundo Freud. Para lutar basta querer vencer.

‘Mata-leão’. Absolutamente desnecessário o desabafo de Anderson Silva, 41 anos, nas redes sociais. Irritado com as críticas após a discutida vitória sobre Derek Brunson, o brasileiro atirou para todos os lados. Cobrou mais respeito por tudo que fez ao longo da carreira, considerou ‘falastrões’ aqueles que o atacaram e mandou um recado: “Terão que aceitar que Anderson da Silva, The Spider, é um fato e não tem como mudar. Sou o melhor do mundo sim! Pra alegria de muitos e tristeza de outros.” Ora, bolas: ninguém colocou em dúvida sua brilhante carreira, com anos de reinado, e muito menos o trabalho de formiguinha para divulgar a pancadaria do UFC. Anderson Silva só precisa saber que o tempo não perdoa ninguém. Tanto que ele só voltou a vencer um combate depois de um jejum de quatro temporadas. Menos Spider, menos.

Caiu na rede. São Paulo nem precisou de Pratto pra comer Peixe.

Gilete press. De Rafael Damasceno, presidente do Jacobina, à mídia baiana: “O Bahia e o Vitória deveriam valorizar mais o Campeonato Baiano. Se não fosse o estadual, eles não iriam comemorar um titulo tão cedo. É a única forma de festejar um titulo. No Brasileiro, não chegam nunca. No Nordeste, perdem para Botafogo-PB”. Há controvérsias.

Tititi d’Aline. Plim-plim pisa em ovos: Conmebol confirmou Uruguai x Brasil para as 20 horas, em 23 de março, pelas eliminatórias. A emissora terá de reformular a grade de programação a fim de mostrar o jogo, que pode garantir a amarelinha desbotada na Copa de 2018.

Você sabia que… depois de 20 jogos fora de casa (14 derrotas e seis empates), o Saci colorado voltou a ganhar como visitante, derrotando o Princesa do Solimões por 2 a 0, pela Copa do Brasil, no estádio de Cascavel (o time amazonense vendeu o mando)?

Bola de ouro. Luisão. O zagueiro brasileiro de 36 anos completou 500 jogos pelo Benfica. Ele aterrissou no clube português em 2003, depois de passar por Juventus/SP e Raposa. Em 14 anos no time de Lisboa, Luisão conquistou cinco vezes o Campeonato Português, duas a Taça de Portugal e sete a Taça da Liga, além de três títulos da Supertaça de Portugal.

Bola de latão. Corinthians. Um show de horrores até agora no Paulistinha. Por mais que se tente encontrar um pingo de competência, não se acha nada. Pudera: Jô, Kazim, Romero, Fellipe Bastos, Moisés, Balbuena…

Bola de lixo. Lucas Lima. Vem jogando com o nome no meio de campo do Peixe. No clássico contra o soberano Tricolor, foi uma lástima. Chegou até a passear pelo gramado.

Bola sete. “É uma medida inadequada. O Fla-Flu, por exemplo, é um patrimônio nacional que não pode ser banido por conta da ação de vândalos” (do procurador-geral do Rio, Leonardo Espíndola, sobre o pedido do MP para que os clássicos tenham torcida única – na mosca).

Dúvida pertinente. Corinthians, o patinho feio do Paulistinha?

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