Decisão do Paulistinha: Palmeiras sai na frente em duelo com festival de cartões e poucas emoções

Palmeirenses festejam o gol de Borja no início da partida

Em jogo com raríssimas emoções, 10 cartões amarelos e dois vermelhos (Clayson e Felipe Melo), e 49 faltas (22 do mandante e 27 do visitante), o Palmeiras foi mais competente na proposta de jogo e derrotou o Corinthians por 1 a 0, gol de Borja aos 6 minutos de bola rolando.

O Itaquerão, minha casa minha vida recebeu 43.905 fiéis (43.535 pagantes/R$ 3.182.923,60), recorde deste ano do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

Com a vitória, o Palestra agora depende apenas de um empate para colocar a faixa de campeão na segunda partida, dia 8, na mansão Allianz Parque.

O Corinthians precisa ganhar por pelo menos um gol de diferença para decidir o título na marca da cal. A equipe corintiana tentava faturar o quinto duelo consecutivo contra o coirmão, feito que nunca conseguiu em 101 anos de história do Dérbi.

Os periquitos em revista fizeram a quina entre 1930 e 1931. E comemoraram seis consecutivas de 1931 a 1934, com direito a maior goleada entre os clubes, 8 a 0, em 1933.

O Corinthians pagou caro por começar a partida mais desligado que radinho sem pilha. Aos 6 minutos, Dudu cruzou da esquerda, a bola bateu na trave e sobrou para Willian, sozinho, na direita. O atacante tocou para Borja, que completou para a rede.

A equipe corintiana acordou, mas não o suficiente para se impor em campo, apesar do apoio da Fiel. O ‘professor’ Roger Machado montou muito bem o Palestra para neutralizar o arquirrival.

Não permitiu os avanços dos laterais Fágner e Sidcley, marcou de perto o meia Rodriguinho, responsável pela armação das jogadas do adversário, e obrigou os zagueiros Balbuena e Henrique a lançarem bolas inúteis aos ataque.

De posse da gorduchinha, o Palmeiras procurou sair em velocidade pelas pontas, com Borja sempre à espreita para conferir o segundo. Preso na armadilha dos periquitos em revista, o Corinthians não criou nenhuma grande chance. Um ou outro ‘uhhh’ na galera, e olhe lá.

Na bacia das almas, arranca toco no gramado. Bafafá entre os jogadores. E cartão vermelho para o xerifão Felipe Melo e o atacante Clayson, raro destaque corintiano. Já Borja e Henrique ganharam o amarelo. Sua senhoria, o assoprador de latinha Leandro Bizzio Marinho, colocou ordem na casa e terminou a primeira etapa.

Apesar de estar no prejuízo, o ‘professor’ Fabio Carille manteve o time no início do segundo tempo, enquanto Roger trocou Borja por Moisés. Aos 9, porém, o Corinthians mexeu por atacado: Sidcley e Mateus Vidal saíram e entraram Romero e Pedrinho. Por que não mudou no intervalo?

Já o Palmeiras substituiu o lesionado Victor Luís por Diogo Barbosa. Na sequência, Bruno Henrique também reclamou de uma contusão e deu o lugar para Thiago Santos.

As modificações não surtiram efeito no Corinthians. Jailson continuou praticamente como um espectador privilegiado. Na base do banho-maria, o Palmeiras cozinhou o gavião. Que tentou a última cartada com uma troca de ‘vovôs’: Emerson ‘Bitoca’ por Danilo.

Não adiantou. O Palestra agora depende apenas de um empate no segundo tiroteio para soltar o grito de campeão depois de 10 anos. E, jogando na mansão Allianz Parque, ésuperfavorito. Antes, o time terá de encarar o Allianza Lima, terça, pela Libertadores.

.... "adivinha quem é" (Foto: Marcos Ribolli)
Felipe Melo no meio da confusão: ‘Paguei pelo meu nome’.

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É campeão. O PSG superou o Monaco por 3 a 0, com dois gols de Cavani e um de Di Maria, e faturou pela oitava vez a Copa da Liga Francesa. O árbitro da telinha foi convocado duas vezes e acertou na mosca: pênalti a favor do PSG e impedimento de Falcao Garcia após estufar a rede. Capitão da equipe, Thiago Silva levantou o caneco. Lesionado, Neymar acompanhou a festa pela TV. Na Premier League, o Manchester City atropelou o Everton (3 a 1) fora de casa e está a apenas uma vitória do caneco. Sané, Gabriel Jesus e Sterling marcaram para o City. Bolasie descontou. O Everton era o único time que o City não havia vencido no atual campeonato. No primeiro  turno deu empate (1 a 1). A equipe de Guardiola se tornou a terceira a conseguir derrotar todos os adversários em uma mesma temporada. Repetiu o feito de Chelsea (2005/06) e Manchester United (2010/11).

Pitaco do Chucky. O Fla-Flu político também virou caso de polícia. Querem matar a democracia.

Triiiim. Dia sim e outro também, o mandachuva e raios Eduardo Bandeira de Mello recebe uma enxurrada de telefonemas no ninho do Urubu. E o assunto é sempre o mesmo: empresário oferecendo os préstimos de um ‘ótimo professor’ para substituir Paulo César Carpegiani, garantir bons tempos ao Flamengo, por um preço camarada. Passaram recentemente pela casamata rubro-negra Vanderlei Luxemburgo, Oswaldo de Oliveira, ‘Muriçoca’ Ramalho, Zé Ricardo, Reinaldo Rueda e Carpegiani, além dos interinos Deivid e Jayme Almeida. Que venha a próxima vítima!

Zé Corneta. A vida é bela: enquanto o Grêmio disputa o título do Gauchinho, o Saci colorado curte férias e TV.

Cobra cega. É incrível a excelente visão de boa parte da imprensa esportiva. Na reunião que definiu as finais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, fez o maior auê para informar o óbvio, as datas e locais dos jogos, mas passou batida no melhor momento do encontro: a carona dada pelo corintiano Fabio Carille ao palmeirense Roger Machado na saída da FPF. O tête-à-tête foi revelado por Carille, com bom humor: “O Palmeiras está com o salário atrasado, ele teve que vender o carro e por isso dei uma carona.”

Sugismundo Freud. Não existe arco-íris sem chuva.

Chucrutes fora. O mundo aponta a Alemanha, atual campeã, como uma das grandes favoritas ao caneco na Rússia. Mas como toda unanimidade é burra, segundo o saudoso Nelson Rodrigues, o recém-aposentado Ronaldinho Gaúcho riscou o chucrute do banquete. O menu do ET da bola tem Espanha, Argentina, Portugal e Inglaterra, além da amarelinha desbotada. Que será o grande bicho-papão “se jogar o que sabe, com alegria, sem copiar outra seleção”. Dor de cotovelo por causa dos 7 a 1?

Caiu na rede. O macarrão da mamma será dos mais saborosos no próximo fim de semana.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “Já está em processo de aprovação o protótipo de pelúcia do mascote da seleção — o nome oficial dele é só Canarinho, mas, por causa da cara enfezada, acabou virando meme com apelidos como Canarinho Pistola, Canarinho Bolado… A ideia é que comece a ser vendido antes da Copa, para aproveitar a empolgação com o time de Tite. O personagem foi lançado um mês depois da estreia do técnico, em 2016. Acabou, depois do trauma do 7 x 1 e das denúncias de corrupção contra a cartolagem da CBF, aliviando a barra do escrete brasileiro nas redes — graças, justiça seja feita, ao resgate que Tite deu ao futebol.” Voa canarinho, voa!

Tititi d’Aline. O mosquito da política picou mais um personagem do esporte. O ex-jogador Pedrinho, 40 anos, que defendeu o Vasco e o Palmeiras, filiou-se ao Partido Social Liberal (PSL), comandado pelo presidenciável Jair Bolsonaro. Pedrinho pretende sair candidato a deputado.

Você sabia que… o ‘professor’ Fabio Carille perdeu 100% de aproveitamento diante do Palmeiras, acumulando agora quatro triunfos e uma coça?

Bola de ouro. Mohamed Salah. O atacante egípcio está carregando o Liverpool no bico da chuteira. A seis minutos do fim da partida, assegurou a vitória sobre o Crystal Palace por 2 a 1 fora de casa. Salah é o artilheiro da Premier League, com 29 gols. E ganhou muitos memes. Um deles: as três maravilhas do Egito são as pirâmides, a esfinge e… Salah.

Bola de latão. São Paulo. Devo não nego, pago se puder… em suaves prestações. É o soberano negociando com o ‘professor’ Dorival Júnior a multa de R$ 1,5 milhão pela demissão.

Bola de lixo. Carioquinha. Há que se aplaudir os ‘jênios’ da cartolagem brasileira. São inigualáveis. O Flamengo ganhou o primeiro turno (Taça Guanabara) e o Fluminense venceu o segundo (Taça Rio), mas o título do campeonato será decidido entre Botafogo e Vasco. Não precisa explicar, a vovó Mafalda só queria entender.

Bola sete. “Clubista não é quem torce. É quem distorce contra o clube que não torce (…) Jamais vou entender a nova categoria social: sommelier de comemoração de torcida de cabine de rádio. Paciência… É mais uma atividade para os paltrolleros: patrulheiros e palmeirenses e trollers – necessariamente nessa ordem” (de Mauro Beting, no ‘Uol’ – no alvo).

Dúvida pertinente. O Palmeiras já pode preparar a faixa de campeão?

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Matemática da bola: Corinthians pinta como zebra até no Itaquerão, minha casa minha vida

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Uníssonos, jogadores, comissão técnica e cartolas do Corinthians garantem que o coirmão Palmeiras é o favorito ao título do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. “É favorito em qualquer coisa que disputa. Investiu muito mais e tecnicamente tem grandes jogadores”, justifica o novo velho presidente corintiano, o eterno rei do sorriso Andrés Sanchez.

Jogo de cena? Pode ser, já que o time venceu os quatro últimos clássicos contra o Palestra. O ‘professor’ Fabio Carille tem 100% de aproveitamento no Dérbi. A matemática, porém, indica que os periquitos em revista são realmente os maiores candidatos à volta olímpica.

De acordo com o tira, põe, deixa ficar do ‘Chance de Gol’, o Palmeiras reúne 56,3% de possibilidades de soltar o grito de campeão depois de 10 anos. Já o Corinthians navega em 43,7% de probabilidades de faturar o bicampeonato.

A equipe de Carille entra como zebra até no primeiro confronto, neste sábado, no Itaquerão, minha casa minha vida. A aritmética aponta 32,2% de chances de vitória corintiana, contra 40,3% do Palmeiras. Empate: 27,5%.

Desde 1999, o Dérbi não decide um título. A última final entre os irmãos camaradas e amigos da onça terminou em pancadaria. O capetinha Edilson fez embaixadinhas, Paulo Nunes não gostou e o pau comeu na casa de Noca.

Corinthians e Palmeiras irão se encontrar pela quinta vez numa final. Tira-teima em campo, porque o placar está 2 a 2. A Fiel fez a festa em 1995 e 1999; os periquitos ganharam em 1974 e 1993.

Nos últimos 15 anos, somente uma vez a final do campeonato colocou frente a frente dois times da capital. Em 2003, Corinthians e São Paulo se enfrentaram, com vitória e título alvinegro no Morumbi.

O Palmeiras chega à decisão com 35 pontos em 48 possíveis (16 partidas). Obteve 11 vitórias, dois empates e três derrotas. O Corinthians tem a segunda melhor campanha: 29 pontos, nove triunfos, dois empates e cinco sapatadas. Títulos no currículo: Corinthians 28 x 22 Palmeiras.

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Pitaco do Chucky. Internet, o palanque dos imbecis.

Caixinha, obrigado. O soberano São Paulo já adoçou o café no bule da Copa do Brasil com R$ 5,4 milhões em prêmios pagos pelo Circo Brasileiro de Futebol. Papou R$ 1 milhão na primeira fase (eliminou o Madureira). Embolsou R$ 1,2 milhão na segunda (despachou o CSA). Beliscou R$ 1,4 milhão na terceira (superou o CRB), e vai ganhar R$ 1,8 milhão na quarta (jogará contra o Furacão). Se chegar às oitavas de final, garantirá mais R$ 2,4 milhões.

Zé Corneta. SPFC – São Paulo Freguês do Corinthians?

Vassourada no Urubu. A caça às bruxas no Flamengo começou logo após o vexame da eliminação no Carioquinha, com a derrota para o primo pobre Botafogo nas semifinais. No bico da cegonha sem asas desde o início do ano, Rodrigo Caetano perdeu a boquinha de diretor remunerado após três anos e três meses no clube. Ninguém sentirá falta. O ‘professor’ Paulo César Carpegiani também visitou o RH, o mesmo acontecendo com o gerente Mozer, o auxiliar Jayme de Almeida e o preparador físico Marcelo Martorelli. Alguns jogadores com ótimo custo/benefício para lá de risível estão na corda bamba. Muito café no bule e pouco brilho no bico da chuteira. Coordenador da base, Carlos Noval deve substituir Rodrigo Caetano.

Sugismundo Freud. A vida é um barato, o povo é que acha caro.

Zapping. A plim plim esfrega as mãos de felicidade. Acredita que a decisão entre Palmeiras e Corinthians vai estourar no ibope da grande Pauliceia vítima da bandidagem. O recorde de audiência neste ano pertence a Corinthians x São Paulo, pela segunda semifinal do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. O Majestoso cravou 42 pontos de média, com 61% de participação. Cada ponto correspondente a 71,8 mil domicílios sintonizados.

Caiu na rede. Diego Souza nunca vestiu a camisa do Corinthians, mas já participou de tantas conquistas que merece um busto em Itaquera.

Gasolina. Os jogadores da Espanha terão um belo combustível para detonar os adversários na Copa da Rússia. Após a seleção humilhar os hermanos (6 a 1) em Madri, eles ficaram sabendo que cada um reforçará o prato de paella em 800 mil euros (R$ 3,2 milhões) se o time faturar o caneco. Na conquista do Mundial de 2010, na África, cada atleta embolsou 600 mil euros (R$ 2,4 mi). Há quatro anos, no Brasil, a premiação era de 700 mil euros (R$ 2,8 mi).

Gilete press. De Douglas Ceconello, no ‘Globo.com’: “Tite planta sedução para colher harmonia, e assim adquire nos corações e nas mentes dos mais solícitos um caráter inquestionável – ou de ‘inquestionabilidade’, para seguir seu vocabulário. Desta forma, confiantes, seduzidos e otimistas, passamos uma flanela macia em qualquer desempenho raquítico que apareça pelo caminho, como o empate diante dos reservas da Inglaterra, ou em qualquer escolha incompreensível, como a atrocidade que é não convocar Luan, do Grêmio – acatamos o malicioso subterfúgio tático quando a verdade é apenas uma: o melhor jogador que atua no país não está na seleção (…) Para o bem de Tite, chegou o momento de dar ao técnico um necessário e precioso voto de desconfiança.” No alvo.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. O volante Wesley ainda rende emoções no ninho dos periquitos em revista. O investidor Antenor Angeloni, que garantiu a compra do atleta em 2013, após fracassar uma vaquinha organizada pelo clube, ganhou ação na Justiça pleiteando R$ 21 milhões. O Palmeiras pode recorrer. Wesley estava no Werder Bremen.

Você sabia que… o corintiano Cássio já defendeu sete pênaltis em jogos contra o soberano São Paulo, um deles cobrado por Rogério Ceni?

Bola de ouro. Botafogo e Vasco. Deram um solene bico nos favoritos Flamengo e Fluminense nas semifinais do Carioquinha. Com muita raça, botafoguenses e vascaínos chegaram à decisão e começarão a brigar pelo título neste fim de semana.

Bola de latão. Leonardo Picciani (MDB/RJ). Deixará o Ministério do Esporte para concorrer à reeleição de deputado federal. Picciani está no cargo desde o início do governo Temer. Pelos ótimos serviços não prestados como ministro, não deixará um pingo de saudade.

Bola de lixo. São Paulo. O soberano segue firme e forte na liderança da tropa de clubes que está com o grito de campeão estadual há mais tempo entalado na garganta entre os 20 do Brasileirão. O Tricolor deu a volta olímpica pela última vez no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, em 2005. O Paraná aparece em segundo. Está na fila do gargarejo desde 2006.

Bola sete. “O Flamengo se vangloria de ser o clube com mais interações nas redes. Para manter a massa participativa dá mais ouvidos do que deveria e, sem um mínimo de racionalidade, parece um barco à deriva. No futebol e na vida, quem precisa de alguém de fora para gerir a sua casa não pode ser levado a sério” (de André Rocha, no ‘Uol’ – no fígado).

Dúvida pertinente. Corinthians x Palmeiras: duelo entre a raça e a técnica?

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Cássio pega dois pênaltis e despacha o soberano São Paulo pela quarta vez; Corinthians e Palmeiras decidem

Cássio defende o pênalti cobrado por Liziero e garante a classificação

E o gigante Cássio manteve o tabu: despachou pela quarta vez o soberano São Paulo em mata-mata de competições oficiais. Ou seja, continua ‘virgem’.

Na decisão por pênaltis no Itaquerão, minha casa minha vida (43.062 pagantes/R$ 2.603.440,11), o goleiro pegou as cobranças de Diego Souza e Liziero, e garantiu o Corinthians nas finais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Triunfo nos pênaltis por 5 a 4.

Cássio já havia superado o Tricolor nos estaduais de 2013 e 2017 e na Recopa Sul-americana de 2013. Sempre soltou o grito de campeão. Agora, decidirá o caneco contra o Palmeiras.

O primeiro tiroteio da final será neste sábado, às 16h30, no Itaquerão. O duelo foi antecipado porque o Palmeiras jogará pela Libertadores na terça. O time receberá o Alianza Lima, às 21h30, na mansão Allianz Parque. O segundo embate deverá acontecer no dia 8, às 16 horas, na casa palmeirense. A última decisão entre corintianos e palmeirenses aconteceu em 1999.

No tempo normal, o Corinthians derrotou o São Paulo por 1 a 0, gol de Rodriguinho na bacia das almas, mais precisamente aos 47 minutos do segundo tempo, superando a retranca tricolor. O meia poderia ter saído como vilão, já que desperdiçou sua cobrança no tira-teima dos pênaltis.

O São Paulo surpreendeu o Corinthians nos primeiros minutos do clássico. Mesmo com a vantagem do empate, pressionou o adversário, apertando a marcação e forçando o erro corintiano. De cara, Nenê quase marcou na cobrança de um escanteio.

Após um pequeno quiproquó entre os jogadores por causa de uma entrada de Gabriel em Tréllez quando a bola já estava parada, o Corinthians cresceu, aproveitando o recuo do Tricolor, que passou a explorar os contra-ataques. Emerson ‘Bitoca’ perdeu uma chance ao chutar para fora uma sobra na área.

Até os 40 minutos, muita luta e pouca técnica, com exceção de Clayson, levando vantagem sobre Militão. Aí começaram os melhores momentos. Primeiro Cássio evitou o pior numa dividida com Tréllez na meia-lua. Depois, Emerson ‘Bitoca’ arrematou para fora da marca de pênalti. E, finalmente, mais uma boa defesa de Cássio em chute de Militão.

Apesar da fraca apresentação de alguns jogadores, como Mateus Vidal, Maycon e Rodriguinho, o ‘professor’ Fabio Carille manteve o time até os 15 minutos do segundo tempo. Para alegria da Fiel, colocou o garoto Pedrinho e sacou Gabriel. O São Paulo trocou Nenê, lesionado, por Lucas Fernandes.

O Corinthians partiu para o ataque, mas, sem um centroavante de verdade, tornou-se uma presa fácil para a sólida defesa tricolor. Que mexeu mais duas vezes: Tréllez por Diego Souza e Marcos Guilherme por Caíque. No Corinthians, entraram Mantuan e Danilo, saíram Fagner e Emerson ‘Bitoca’.

Depois de muito insistir nos cruzamentos, sem sucesso e consagrando o zagueiro Arboleda, o time corintiano chegou ao empate, aos 47. Após cobrança de escanteio, o baixinho Rodriguinho cabeceou, e pimba na caxirola: 1 a 1.

Decisão na cal: Mateus Vital, Clayson, Pedrinho, Maycon e Danilo (na série 1 x 1) conferiram para o Corinthians. Rodriguinho perdeu (Sidão defendeu). Lucas Fernandes, Bruno Alves, Reinaldo e Militão marcaram para o Tricolor. Diego Souza e Liziero consagraram Cássio o herói da noite.

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Urubu samba. Com um gol de Luiz Fernando no primeiro tempo, o Botafogo derrotou o Flamengo por 1 a 0, no ‘new Maraca’ (28.215 pagantes/R$ 808.555), e agora vai decidir o título do Carioquinha contra o vencedor de Fluminense x Vasco. Na comemoração do tento, o atacante botafoguense colocou a mão no nariz, numa referência ao ‘cheirinho do hepta’ que dominou a torcida rubro-negra em 2016. A galera do Fla perdeu a paciência ao final do jogo e gritou ‘time sem vergonha’. O Urubu precisava apenas de um empate para garantir a classificação.

Pitaco do Chucky. Jailson é mesmo um goleiraço: até quando perde sai ganhando.

Herança. O presidente do Conselho Deliberativo da Raposa, Zezé Perrella, convocou os sócios para um encontro em 16 de abril. Ele promete mostrar o auspicioso resultado da auditoria contratada para elaborar um raio X dos seis anos de gestão do ex-mandachuva Gilvan de Pinho Tavares. Entre 2011 e 2017, ele multiplicou o número de papagaios do pão de queijo, aumentando a dívida de R$ 120 milhões para mais de R$ 400 milhões. Uma ninharia.

Zé Corneta. ‘Futebolcídio’, o ludopédio praticado no país do penta. Que o digam os estaduais!

Luvas de R$ 255 mi. A Roma mandou um recado ao poderoso Real Madrid: topa discutir a venda do goleiro Alisson, 25 anos, titular da amarelinha desbotada. Até convidará os espanhóis para degustar uma bela massa se aparecerem dispostos a pagar 60 milhões de euros (R$ 250 milhões) pelos direitos do paredão brasileiro. Possibilidade de uma redução: incluir o meia Mateo Kovacic na transação. O Liverpool também está de olho em Alisson.

Sugismundo Freud. As fofocas são criadas por invejosos e aceitas por idiotas.

Zapping. O embate entre alemães e brasileiros rendeu 27 pontos ao ibope da plim plim na grande Pauliceia entregue à marginalidade. Na Cidade Maravilhosa das balas assassinas, a vitória da amarelinha desbotada cravou 30. Esses índices representam um aumento de 14 pontos nas duas praças, em comparação à audiência da faixa nas terças anteriores. Cada ponto em SP representa 71,8 mil domicílios sintonizados; no RJ, 44 mil.

Dona Fifi. Diego Aguirre, a próxima vítima?

La Cumparsita. O ‘professor’ Jorge Sampaoli certamente viajou no cheiro da meia velha e furada ao considerar o bico da chuteira dos hermanos muito mais brilhante do que o dos brasileiros, apesar da diferença de títulos mundiais – 2 a 5. Em seu novo livro, ‘Mis latidos’ (Minhas batidas), o treinador garante que o futebol argentino “é, historicamente, o melhor do mundo’. Que o diga a Espanha. Olé!

Caiu na rede. É placar agregado ou placar cunhado?

Gilete press. De Luiz Felipe Castro, em ‘Veja’: “A Espanha também tem seu Tite: Julen Lopetegui assumiu o cargo em 2016 com a missão de reestruturar o time após as eliminações precoces da equipe de Vicente Del Bosque no Mundial do Brasil (primeira fase) e na Euro-2016 (oitavas de final). Pouco conhecido mundialmente, o treinador de 51 anos, com passagens pelas seleções espanholas de base, conseguiu recuperar a confiança e o ânimo das estrelas de Barcelona e Real Madrid e propôs uma mescla interessante entre jovens e atletas maduros. Está se aproveitando de um eficiente projeto de renovação e de uma filosofia de jogo muito definida: o fino trato da bola.” Tiki-taka, o retorno.

Tititi d’Aline. O deputado Tiririca comandou a torcida dos parlamentares no tradicional cafezinho da Câmara durante a vitória da amarelinha desbotada sobre a Alemanha. Gritou, soltou palavrões e cornetou o time. Já outros companheiros de lazer optaram pelo silêncio. Nada de chamar a atenção da mídia, já que estavam em horário de trabalho na capital da ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’.

Você sabia que… o Palmeiras disputou oito jogos como mandante e tem a melhor média de público do Paulistinha, com 29.940 pagantes?

Bola de ouro. Douglas Costa/Fred. O atacante e o meio-campista aproveitaram os amistosos contra Rússia e Alemanha, e carimbaram o passaporte para a Copa. Ganharam a confiança do ‘professor’ Tite nos minutos que estiveram em campo e nos treinamentos da amarelinha desbotada.

Bola de latão. Oswaldo de Oliveira. Desempregado desde que foi demitido no Galo, o ‘professor’ pintou no SporTV e lançou a ideia: os jornalistas devem tirar um ano sabático, fazer uma reciclagem na mídia europeia. Acredita que assim os treinadores terão paz e o ludopédio nacional ficará melhor. É um gozador!

Bola de lixo. Amanda Lemos. A lutadora peso-galo foi flagrada no antidoping por uso de esteroides num exame surpresa em 8 de novembro de 2017. A atleta paraense pegou um gancho de dois anos. Amanda Lemos, 30 anos, brigou apenas uma vez no UFC, em julho do ano passado. Apanhou de Leslie Smith.

Bola sete. “Nosso treinador é competente pra caralho. Quem não conhecia o Fabio, ficou conhecendo agora. Ele falou pra gente não perder a calma até o final. O Fábio provou que é muito bom” (do atacante Emerson ‘Bitoca’, após a classificação do Corinthians para a final – alfinetada em Diego Aguirre).

Dúvida pertinente. Palmeiras x Corinthians: tem favorito?

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Palmeiras perde do Peixe, mas Jailson pega pênalti no tira-teima e garante time na decisão

Jailson pega o pênalti cobrado por Diogo Vitor: Palmeiras na final

O goleiro Jailson voltou a ser o herói do Palmeiras. Depois de garantir a vitória (1 a 0) no primeiro jogo com defesas milagrosas, ele pegou um pênalti na hora de a onça escovar os dentes e carimbou a vaga dos periquitos em revista nas finais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

O Santos precisava vencer por pelo menos um gol de diferença a fim de levar a disputa da classificação para a marca da cal. E, mesmo com uma equipe menos badalada, cumpriu a missão com louvor: 2 a 1.

Nos pênaltis, perdeu por 5 a 3. Jailson defendeu a cobrança de Diogo Vitor, enlouquecendo a torcida na casa alugada do Pacaembu (34.743 pagantes/R$ 1.327.610). Na final, o Palmeiras enfrentará o vencedor de Corinthians x São Paulo, nesta quarta. O soberano Tricolor joga pelo empate no Itaquerão, minha casa minha vida.

Apesar de ter mais posse de bola (60% a 40%) e arriscar mais chutes (11 a 4), o Palmeiras foi surpreendido pela eficiência do Peixe no primeiro tempo. O time santista abriu o placar aos 13 minutos.

Daniel Guedes recebeu de Arthur Gomes na direita, cruzou e Sasha, livre, completou de cabeça para a rede, sem chance para Jailson. O paredão palmeirense voltava a tomar um gol depois de 393 minutos e alguns quebrados. O último a vencê-lo havia sido o corintiano Rodriguinho, aos 39 do primeiro tempo do Dérbi.

A festa do Santos, porém, durou pouco. Aos 16, Bruno Henrique acertou um chutaço de fora da área e empatou a partida. O Peixe sentiu o golpe e deixou o Palestra crescer, principalmente pela esquerda, com estocadas de Keno, e pelo meio, com apoio de Felipe Melo, bem mais eficiente que Lucas Lima.

O embate estava sob o controle dos periquitos em revista quando o Peixe chegou ao segundo gol, aos 39. Após confusão na área, Rodrygo encaçapou Jailson. Os palmeirenses reclamaram impedimento (inexistente). Na sequência, Bruno Henrique cobrou uma falta e Vanderlei fez ótima defesa.

Aos 47, depois de cobrança de escanteio, o zagueiro Antônio Carlos perdeu grande chance do empate, chutando por cima do gol, no último lance de um jogo bem aguerrido e com duas estrelas apagadíssimas, o palmeirense Dudu e o santista Gabigol.

No início da segunda etapa, o Palmeiras partiu para cima do Santos, que se armou para contra-atacar. Na pressão e demonstrando certo nervosismo, os palmeirenses apelaram para os chuveirinhos, facilitando a vida da zaga santista.

Aos 19, cansado da indolência de Lucas Lima, o ‘professor’ Roger Machado tirou o meia e colocou Guerra, sob os aplausos da torcida. No Santos, Jair Ventura trocou Rodrygo por Jean Mota.

Na tentativa de aumentar a agressividade do ataque, Roger sacou Willian e pôs Deyverson. O mais correto seria a saída de Dudu. Aos 30, a última mudança do Palmeiras: Bruno Henrique por Moisés. O Santos também mexeu mais duas vezes: Sasha por Diogo Vitor e Renato por Leandro Donizete.

Muitas alterações, mas pouca eficiência em campo por parte das duas equipes. E a disputa da vaga foi para a marca da cal. O Palmeiras foi mais eficiente, com 100% de aproveitamento – Dudu, Tchê Tchê, Victor Luís, Moisés e Guerra.

Ainda contou com ‘São Jailson’, que pegou a cobrança do garoto Diogo Vitor e garantiu a classificação por 5 a 3. Gabigol, Jean Mota e Arthur marcaram para o Peixe, que morreu na praia. Ou melhor, nas luvas de Jailson, o grande destaque do Palmeiras nas semifinais.

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Pitaco do Chucky. Vira-lata também tem seu dia de pastor alemão.

Cérebro de ostra. É inacreditável o poder de uma dor de cotovelo nos neurônios de um vampiro que se preocupa apenas em disseminar a inveja, sugar veneno e torcer para que a outra pessoa morra. Bastaram duas vitórias (Rússia e Alemanha) para vaticinarem que a amarelinha desbotada pode muito bem abrir mão de Neymar, um dos três melhores jogadores do mundo, na luta pelo hexa. Um absurdo tão grande quanto apostar que uma vaca pode voar. Os invejosos podem ter tudo o que o outro possui, mas jamais deixarão o ódio de lado, porque simplesmente nunca conseguirão atingir o grande objetivo, que é ser o outro. A inveja é a homenagem que o medíocre presta à competência.

Cérebro de ostra 2. O time russo foi um tremendo mamão com açúcar (3 a 0). Dificilmente chegará às oitavas de final da Copa, mesmo jogando em casa. Já o triunfo sobre a Alemanha (1 a 0) certamente seria bem mais tranquilo se Neymar estivesse em campo. Os alemães jogaram com vários reservas. O menino Jesus marcou o gol, mas poderia ter feito pelo menos mais dois. O ‘professor’ Tite agora coleciona 15 vitórias, três empates e uma derrota. Os alemães vinha de 22 jogos sem derrota (16 vitórias e seis empates).

Zé Corneta. ‘Professor’ Fabio Carille, o novo rei do mimimi.

Don’t cry for me Argentina… A seleção da Espanha humilhou os hermanos no amistoso de Madri. Passou como um trator por cima dos argentinos e obteve uma goleada histórica: 6 a 1. Isco foi a estrela do espetáculo, com três gols. Diego Costa, Thiago Alcântara e Iago Aspas completaram o placar. Otamendi descontou para a Argentina. Lesionado, Messi acompanhou o massacre de um dos camarotes do estádio Metropolitano. O time argentino igualou sua pior derrota de todos os tempos: perdeu de 6 a 1 para a Tchecoslováquia, na Copa de 1958, e para a Bolívia, em 2009 (Diego Maradona comandava o time).

Sugismundo Freud. Um sorriso é suficiente para derrubar um invejoso.

Gasolina batizada. A transmissão do GP da Austrália para os EUA gerou um turbilhão de críticas à ESPN, detentora dos direitos no país. A emissora perdeu o abandono dos carros da Hass, que representam os EUA, por estar passando comerciais. Também ficou a ver navios na saída do safety car, momento em que Sebastian Vettel ultrapassou Lewis Hamilton e não perdeu mais a liderança. Diante dos protestos, a ESPN divulgou comunicado pedindo desculpas aos telespectadores.

Zapping. A jornalista Mari Palma, 30 anos, é o novo reforço do esporte da plim plim. Ela apresentava o ‘G1 em 1 minuto’, portal de notícias da emissora.

#DeixaElaTrabalhar. Mais de 50 jornalistas lançaram a campanha #DeixaElaTrabalhar. O grupo cansou de ataques machistas e assédio nos estádios, nas ruas e até nas redações. O estopim foi o caso envolvendo Bruna Dealtry, do Esporte Interativo. Um imbecil travestido de vascaíno tentou beijá-la à força, quando ela trabalhava num jogo da Libertadores. O grupo se coloca como representante de todas as mulheres que atuam na mídia esportiva. A maioria dos clubes aderiu rapidamente ao movimento.

Dona Fifi. A semifinal Flamengo x Botafogo é um bom exemplo da isonomia que impera no Carioquinha. A folha de pagamento do Urubu gira em torno de R$ 10 milhões, apenas R$ 7 milhões a mais do que a do coirmão.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “Afasta de mim esse cálice… Pela primeira vez desde que o Barão de Coubertin criou os Jogos Olímpicos, em 1894, um comitê local desdenha da memória da competição planetária que ajudou e patrocinou. Acredite. O COB enviou carta ao COI dizendo que não quer o acervo da Rio-2016 — fotos, tochas e até fantasias de mascotes —, hoje guardado em salas de um prédio comercial no Centro. A nova administração do COB — à frente, Paulo Wanderley — fez isso, parece, para fugir (como o diabo da cruz) de qualquer coisa que possa ser associada ao enrolado ex-presidente Carlos Arthur Nuzman. Perde a história.” Lamentável!

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Bonner abre Jornal Nacional sem dizer ‘boa noite Carille’ e revolta o técnico do Corinthians.

Tititi d’Aline. Ajoelhou tem que rezar: a nova velha camisa da amarelinha desbotada, inspirada na seleção do tri, custa uma mixaria de R$ 449,90. Preocupadíssima com a situação financeira dos brasileiros, a samaritana Nike oferece opções mais acessíveis: camisa do torcedor – R$ 249,90; do estádio (???) – R$ 149,90; e infantil – R$ 229,90.

Você sabia que… a Rússia completou cinco jogos sem vencer na derrota para a França por 3 a 1?

Bola de ouro.  Espanha. Uma vitória histórica sobre a Argentina. Os espanhóis pintam como favoritos para levantar a Copa, ao lado de Alemanha e Brasil. O time joga por música.

Bola de latão. Primeira Liga. Criada para ‘revolucionar’ o esporte bretão, a competição subiu no telhado neste ano por falta de datas, além de apoio da plim plim e do Circo Brasileiro de Futebol. Pode voltar no início de 2019, mas poucos acreditam.

Bola de lixo. Modesto Roma Júnior. Por maioria de votos, o Conselho Deliberativo do Peixe reprovou as contas de 2017 do ex-presidente, a exemplo do que havia acontecido no primeiro ano de mandato, em 2015. Uma auditoria indicou uma série de 2+2= 5. Dependendo do andar da pescaria, Modesto Roma pode até ser expulso do clube.

Bola sete. “Conseguimos uma vantagem importante, mas temos consciência de que teremos mais uma guerra na casa dos caras. Nós nos cobramos para ganharmos grandes jogos e temos mais uma batalha” (do goleiro são-paulino Sidão – chumbo grosso no Itaquerão?).

Dúvida pertinente. O que foi melhor: a vitória brasileira sobre a Alemanha ou o vexame da Argentina contra a Espanha?

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Carille ataca de ‘professor Pardal’ no Corinthians e soberano Tricolor quebra tabu de 16 anos

Nenê pega o rebote de Cássio e marca o único gol do Majestoso

Pois é, em seu 100º jogo no comando do Corinthians, Fabio Carille resolveu atacar de ‘professor Pardal’. Colocou três volantes no meio de campo (Ralf, Gabriel e Maycon), com objetivo claro de empatar, e dançou: perdeu do soberano São Paulo por 1 a 0, no Morumbi (42.830 pagantes/R$ 1.488.811), pelas semifinais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

É verdade que o treinador corintiano não pôde contar com vários titulares (Fagner, Balbuena, Romero, Jadson, Clayson e Rodriguinho), mas errou feio ao preocupar-se apenas em garantir o ‘oxo’. O Corinthians foi incapaz de criar uma chance de gol. E só melhorou após a entrada do garoto Pedrinho, aos 30 do segundo tempo. Já merece começar jogando.

O São Paulo também jogou desfalcado de Rodrigo Caio, Valdívia, Júnior Tavares, Cueva e Valdivia. Mas se mostrou bem mais ambicioso, principalmente no primeiro tempo.

No segundo embate, quarta-feira, no Itaquerão, minha casa minha vida, o Tricolor joga por um empate para ir à final. O Corinthians precisa ganhar por dois gols de diferença; se vencer por um, leva a decisão para os pênaltis.

O São Paulo não conseguia bater o Corinthians em um jogo eliminatório desde 1º de maio de 2002, quando ganhou por 2 a 1 pelas semifinais da Copa do Brasil, mas foi eliminado porque havia perdido por 2 a 0 no primeiro confronto. O Tricolor acumulava oito coças e quatro empates.

A última vez em que o São Paulo despachou o Corinthians foi na semifinal do Paulistinha de 2000 (2 a 1 e 2 a 0), e soltou o grito de campeão.

Carille surpreendeu com a escalação três volantes no meio de campo – Ralf, Gabriel e Maycon. O uruguaio Diego Aguirre não deixou por menos e escalou Jucilei, Liziero e Petros. Balanço da ousadia das duas equipes: um jogo amarrado, com muitas faltas e raríssimas emoções.

Mais precisamente, apenas uma, aos 47 minutos, provocada por uma falha incrível do lateral corintiano Mantuan. Ele errou um passe e permitiu o contragolpe ao São Paulo com Tréllez.

O colombiano arrancou em velocidade, deixou Pedro Henrique na saudade e chutou forte já na grande área. Cássio defendeu parcialmente, Nenê pegou o rebote e estufou a rede.

Castigo merecido ao Corinthians, que abdicou do ataque desde o início da partida. Sem Rodriguinho (sentiu uma lesão no aquecimento) e com Emerson ‘Bitoca’, a equipe jamais incomodou a zaga são-paulina. Se quisesse, o goleiro Sidão poderia trocar figurinhas com os repórteres atrás da meta.

A vantagem tricolor foi merecida, já que o time sempre esteve mais ligado e buscou o gol, embora insistisse demais nos cruzamentos.

Apesar da inoperância ofensiva, Carille manteve o mesmo esquema e, de quebra, o absolutamente inútil atacante Júnior Dutra. Que só deixou o campo aos 17 do segundo tempo, aparecendo Lucca.

O São Paulo trocou Marcos Guilherme por Lucas Fernandes. Oito minutos depois, nova mudança no Tricolor: saiu Liziero, entrou Araruna. Na sequência, alteração no Corinthians: Pedrinho substituiu Emerson ‘Bitoca’. E, no Tricolor, Morato na posição de Nenê.

Com Pedrinho, o time corintiano ganhou um pouco mais de agressividade, mas não o suficiente para chegar ao empate. Sem um pingo de criatividade no meio de campo, deixou o São Paulo à vontade para garantir o triunfo e a vantagem no jogo do Itaquerão. Carille aposta tudo, e mais um pouco, na força da Fiel.

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Pitaco do Chucky. Somente os mentirosos podem oferecer o impossível.

Fred: que zica! Depois de quase um mês afastado por causa de uma lesão na panturrilha direita, o centroavante Fred voltou ao time da Raposa contra o Tupi, nas semifinais do Mineirinho, e sofreu nova contusão. Aos 26 minutos do primeiro tempo, o atacante deixou o campo com problemas no joelho direito e pode ficar um longo no estaleiro, voltar apenas em 2019. Thiago Neves, com dois gols, garantiu a vitória por 2 a 1. João Vitor marcou para a equipe de Juiz de Fora. Nas arquibancadas do Mineirão, 48.566 torcedores (R$ 753.999) vibraram com a classificação do pão de queijo para a final do campeonato. Vai encarar o Galo, que despachou o Coelho com um triunfo por 2 a 0, gols de Fabio Santos e Elias no segundo tempo.

Zé Corneta. São Paulo x Corinthians, um dos piores Majestosos dos últimos tempos.

Xô, Pachecada. Depois da fácil vitória sobre a Rússia cintura dura por 3 a 0, a Pachecada ficou ainda mais ouriçada. A amarelinha desbotada vai se reencontrar com a Alemanha nesta terça, em Berlim. Será o primeiro confronto entre as duas equipes depois que os alemães pintaram o sete nas semifinais da ‘Copa das Copas’, em 2014. A turma do funil verde e amarelo sonha com vingança. Acredita que o canarinho sem asas poderá devolver o placar de 7 a 1, ou pelo menos dar uma bordoada histórica nos chucrutes. Pode até acontecer, mas certamente será bem mais fácil cair neve em Copacabana.

Xô, Pachecada 2. Ou seja: xô, ‘eu te amo, meu Brasil, eu te amo’. Independentemente da produção da amarelinha desbotada, não há borracha suficiente nos seringais que possa apagar o retumbante fracasso. Pode, no máximo, retirar um grão de areia do vergonhoso deserto deixado pela ‘família Felipão’ no Mineirão.

Sugismundo Freud. Cara feia é falta de maquiagem.

Tiro no pé. O mandachuva e raios do Peixe, José Carlos Peres, fechou as portas do aquário da Vila Belmiro para as semifinais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, e se deu mal na previsão de casa cheia no Pacaembu. Apenas 16.916 torcedores pagaram ingresso, metade do que o cartola esperava. A renda foi de R$ 723.270. Com descontos, o Santos deve embolsar alguns trocados.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Carille não escala Drogba, Zeca e Alex Teixeira em derrota e balança no cargo.

Zapping. O ex-jogador Muller pode sambar como comentarista da Gazeta. Ele apareceu em um vídeo com boné dos anjinhos independentes organizados pelo diabo pedindo para o soberano Tricolor partir ‘para cima dos gaivotas’ no clássico contra o Corinthians. Os protestos inundaram a redação do programa ‘Mesa Redonda’.

Zapping 2. Troca-troca na Band: Rosa Maria Cicirelli é a nova gerente de Esportes. O competente Denis Gavazzi assumirá o posto de bambambã do BandSports.

Gilete press. De Roberto Salim, no ‘Ultrajano’: “Acreditem: a pista do Célio de Barros, destruída pela ganância pan-americana, olímpica e futebolística, vai se transformar num parquinho. Isso é uma vergonha para o esporte do país. É mais uma traquinagem dos empresários da Cidade Maravilhosa. O local terá uma pista de 100 metros para os atletas treinarem… e um contêiner que servirá de base da federação. Prêmio de consolação que o atletismo do Rio e sua rica história não mereciam.” Lamentável.

Tititi d’Aline. O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo decidiu reforçar o Partido Socialista Brasileiro (PSB). A filiação aconteceu na quinta-feira. O ‘mestre dos mestres’ ainda não sabe qual cargo disputará nas eleições de outubro. O ex-ministro Joaquim Barbosa também deve assinar com o PSB. Ele sonha com o Planalto.

Você sabia que… o Palmeiras acumula nove jogos sem derrota no Pacaembu desde 2016, com oito vitórias e um empate?

Bola de ouro. Jailson. O paredão palmeirense está pegando até fantasma. É, hoje, o melhor goleiro do Brasil. Parou o Peixe na primeira partida das semifinais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, com direito a uma defesa histórica em cabeçada de Renato. Graças a Jailson e Fernando Prass, o Palestra não sofre gols há cinco partidas (vitórias sobre São Paulo, Ituano, Novorizontino duas vezes e Santos).

Bola de latão. Jadson. Uma lesão misteriosa: era para ter voltado nas quartas de final, mas continua desfalcando o Corinthians. Diagnóstico errado?

Bola de lixo. Audax. Finalista do Paulistinha em 2016, depois de eliminar São Paulo e Corinthians, o time do presidente Vampeta foi rebaixado para a terceira divisão. Ano passado, caiu para a segunda. A memorável campanha de 2018: duas vitórias, cinco empates, oito derrotas e penúltimo lugar (15º), com 11 pontos, um à frente do Batatais.

Bola sete. “Eu dei uma dura nele [Aguirre], porque passou por mim no início do jogo e não me deu a mão, não me cumprimentou. Ele teve a cara de pau de falar que não me conhecia. Fiquei muito chateado. Falar que não conhecia o técnico do Corinthians, 100 jogos pelo clube… Foi um desrespeito muito grande. Não tem panos quentes no segundo jogo. Vou até o vestiário levar um presente para ele” (do ‘professor’ Fabio Carille, sobre o são-paulino Diego Aguirre – o Itaquerão vai ferver?).

Dúvida pertinente. Estaduais, apenas um esquenta mequetrefe para o Brasileirão?

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Milagres de Jailson garantem a vantagem do Palmeiras na briga com o Peixe

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Palmeiras festeja o gol de Willian no início da partida contra o Peixe

Clássico é clássico, e vice-versa. Nada mais perfeito: o superfavorito Palmeiras derrotou a zebra santista por 1 a 0, na abertura das semifinais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Willian marcou o gol da vitória.

No segundo jogo, o Palestra, com o apoito da galera, necessita apenas de um empate para ir à decisão. O Santos tem de vencer no mínimo por um gol de vantagem para levar a disputa aos pênaltis. O confronto será novamente no próprio da municipalidade – o Allianz Parque receberá um show.

O goleiro Jailson foi o grande nome do jogo, operando pelo menos quatro ótimas defesas, uma delas no final do primeiro tempo, em cabeçada de Renato. Um milagre! Ele pôde jogar graças a um efeito suspensivo (terá de cumprir um jogo de gancho).

O placar do clássico agora aponta 135 vitórias palmeirenses e 103 santistas em 322 duelos. Ambos já venceram 22 campeonatos estaduais.

Sem inspiração no meio de campo e com uma defesa titubeante, além de um ataque muito estático, o Peixe foi facilmente fisgado pelo Palmeiras no começo da partida. Os periquitos em revista souberam se impor com bom toque de bola e estocadas pelas laterais, com Keno e Dudu.

A equipe palmeirense precisou de apenas 12 minutos para traduzir em gol a superioridade em campo. Keno arrancou pela esquerda e passou para Bruno Henrique, que tocou a Dudu na direita. O ponta dominou e cruzou para Willian, sozinho, mandar para a rede.

O Santos sentiu o golpe. Nervoso, insistiu na ligação direta defesa-ataque, sem sucesso. O Palestra poderia ter nocauteado o coirmão, só que optou por deitar na vantagem e por pouco não tomou o empate na bacia das almas.

Aos 43, Thiago Martins falhou feio e Gabigol perdeu ótima chance cara a cara com Jailson, que mandou para escanteio. Após a cobrança de Daniel Guedes, Renato acertou bela cabeçada e o goleiro palmeirense operou um milagre. Depois do jogo, Jailson confessou ter sido a grande defesa da partida.

As equipes voltaram para o segundo tempo sem modificações. E mais ambiciosas, procurando o ataque. Aos 3, Vitor Luis recebeu na esquerda, invadiu a área e finalizou. Vanderlei defendeu. Na sequência, Marcos Rocha sentiu uma lesão e foi substituído por Tchê Tchê.

Aos 6, Arthur Gomes desceu pela esquerda, cruzou e Jailson defendeu. Gabigol pegou o rebote, mas concluiu mal.

Bem mais vibrante do que no primeiro tempo, o Santos adotou a velocidade como arma e complicou a vida dos palmeirenses. Aos 19, não soube aproveitar um salseiro na área do Palestra.

Pouco depois, mudança no Peixe: saiu Diogo Victor (fraquíssimo) e entrou Rodrygo. Que incendiou o jogo, superando constantemente a marcação de Tchê Tchê. Aos 22, Bruno Henrique deu o lugar a Moisés. Três minutos depois, outra troca: Felipe Melo por Thiago Santos.

O Peixe aumentou a pressão e, aos 30, mais uma grande defesa de Jailson, em arremate de Gabigol. Com Jean Motta no posto de Arthur Gomes e Vitor Bueno no de Renato, o time santista tomou conta da partida, aproveitando o cansaço do Palmeiras.

Aos 37, Gabigol fez boa jogada pela direita e cruzou. Vitor Bueno cabeceou e Jailson, a grande estrela da partida, apareceu novamente. Dai para frente, o Palmeiras tratou de segurar o triunfo. Que lhe proporciona excelente situação no segundo embate, terça-feira, novamente no Pacaembu, porém agora com a torcida a favor: só necessita de um empate para chegar à decisão

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Pitaco do Chucky. STF – Somos Todos Fantoches.

Escândalo. Em entrevista à rádio ‘Difusora Mais’, de Paranaguá, o presidente do Rio Branco, Leandro Ribeiro, denunciou o jogador Thiaguinho, do próprio clube, de tentar comprar companheiros para entregar jogos do Paranaensezinho. De acordo com o cartola, ele teria oferecido R$ 5 mil a alguns atletas antes da partida contra o Londrina, pela última jornada da Taça Caio Júnior. A safadeza foi comunicada por um jogador a um dirigente. Ao saber que o Rio Branco havia tomado conhecimento do esquema, Thiaguinho teria pedido desculpas ao grupo no Whatsapp.

Escândalo 2. No segundo turno do campeonato, o Rio Branco virou saco de pancadas e chegou a perder de 7 a 1 do Furacão. O clube enfrenta problemas financeiros e os jogadores até ameaçaram entrar em greve antes do embate com o Londrina. Só toparam viajar após receberem dezembro e janeiro.

Zé Corneta. O Palmeiras sobra no futebol brasileiro, mas não tem nenhum jogador na amarelinha desbotada. Não precisa explicar ‘professor’ Tite, a vovó Mafalda só queria entender.

Zapping. O amistoso entre Brasil e Rússia rendeu 19 pontos de audiência à plim plim na grande Pauliceia refém da bandidagem. O jogo chegou a picos de 21 pontos, com 41% de share (TVs ligadas). Na semana passada, exibindo ‘Globo Esporte’, ‘Jornal Hoje’ e ‘Vídeo Show’ na mesma faixa de horário, a emissora somou apenas 11 pontos. A Vênus Platinada acredita que o ibope de Brasil x Alemanha será bem mais suculento. Cada ponto em SP equivale a 71,8 mil domicílios sintonizados.

Sugismundo Freud. Só trem não muda de caminho.

Corrida francesa. Onze de cada 10 torcedores do Paris Saint-Germain defendem a saída do ‘professor’ espanhol Unai Emery depois da temporada – se chegar até lá. A galera está pouco se lixando para a conquista do Campeonato Francês ou outros torneios. Queria mesmo era a Champions. Antonio Conte (Chelsea), Luis Enrique (sem clube), Mauricio Pocchetino (Tottenham), Massimiliano Allegri (Juventus) e Tite (amarelinha desbotada) encabeçam a lista de candidatos. O brasileiro tem um importante aliado, o atacante Neymar. Que certamente deixaria de pensar no Real Madrid se Tite assumisse o comando da equipe depois da Copa da Rússia. Pequeno problema: Tite não fala francês, só ‘titês’.

Caiu na rede. Kazim, mais rejeitado no Corinthians do que a Patrícia do BBB.

Gilete press. De Cosme Rímoli, no ‘R7’: “Tornar o Palmeiras o clube brasileiro mais conhecido no Exterior nos próximos três anos. Esse foi o desafio que fez Mauricio Galiotte dispensar a Adidas, depois de 12 anos como fornecedora do clube. E assinar com a Puma um contrato de 2019 a 2022. Financeiramente, a empresa pagará R$ 25 milhões por ano, R$ 5 milhões a mais do que a Adidas. Só que oferecerá porcentagem muito maior nos uniformes do Palmeiras que forem vendidos. A previsão é que, no mínimo, chegará a R$ 30 milhões.” Avanti Palestra.

Tititi d’Aline. O imperador Adriano, 35 anos, deu um breque no desejo de voltar ao esporte bretão e se mandou com a mãe, Rosilda, para a Itália a fim de curtir o ‘dolce far niente’. De cara, foi devorar uma ‘pasta’ com o amigo Massaro, ex-jogador da Azzurra. Depois, balançou o esqueleto numa boate, muito bem acompanhado.

Você sabia que… o soberano São Paulo não derrota o Corinthians num jogo eliminatório desde 1º de maio de 2002, quando venceu por 2 a 1 na semifinal da Copa do Brasil, acumulando oito derrotas e quatro empates nas últimas 12 partidas?

Bola de ouro. Figurinhas. O Museu do Futebol decidiu entrar na febre das figurinhas da Copa e vai promover um encontro de colecionadores no Pacaembu. A reunião acontecerá em 31 de março e 1º de abril. Além de trocar cromos, o participante poderá conhecer álbuns históricos que foram digitalizados pelo museu.

Bola de latão. Toninho Fernandes. O ínclito presidente da Confederação Brasileira de Atletismo tirou férias, até 20 de abril, às vésperas da assembleia geral anual. A CBAt está mergulhada numa série de denúncias, entre as quais a de que teria emitido notas frias de mais de meio milhão de reais em 2014. Toninho Fernandes não deve voltar mais ao trono. O vice Warlindo Carneiro assumirá o cargo.

Bola de lixo. Carlos Fernandes. O ex-mandachuva e raios da Confederação Brasileira de Taekwondo foi condenado a seis anos e quatro meses de prisão, em regime semiaberto, por crime de estelionato e fraude à licitação. Fernandes, afastado do cargo desde 2016, poderá recorrer em liberdade. De acordo com a 2ª Vara Federal Criminal do Rio, o cartola apresentou orçamento falso para justificar um contrato milionário com a empresa SB Marketing.

Bola sete. “Já passou da hora de ganhar o primeiro clássico neste ano. Isso deixa a gente incomodado” (do são-paulino Jucilei, sobre as derrotas para o Peixe, Palmeiras e Corinthians – a conferir no Morumbi).

Dúvida pertinente. O São Paulo já gastou os créditos que tinha com a torcida?

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Palmeiras abre as semifinais como favoritaço: Boeing contra teco-teco santista

O clássico Peixe x Palmeiras abrirá neste sábado, na casa alugada do Pacaembu, o mata-mata das semifinais do Paulistão, a pré-temporada com ingresso pago.

Duelo entre um time abastado, com dinheiro jorrando pelo bico da chuteira, e uma equipe que se vira nos 30 para poder sobreviver, cercada dia e noite por credores.

Resumindo: um Boeing contra um teco-teco. A favor dos santistas, a velha máxima: o futebol é uma caixinha de surpresas. Tudo pode acontecer, até a torcida deixar o próprio da municipalidade entoando ‘agora quem da bola é o Santos… ’.

Os periquitos em revista chegaram à reta final do campeonato com requintes de crueldade. Conquistaram 32 pontos em 42 possíveis (10 vitórias, dois empates e duas derrotas). Cravaram o ataque mais positivo (27 gols) e a defesa menos vazada (oito tentos).

O aproveitamento do Palestra é de 76,2%. A equipe aplicou a maior goleada (5 a 0 no Novorizontino) e tem o artilheiro do torneio (o ausente Borja, com seis gols).

É o favorito ao caneco com 48,5%, contra 21,1% do Santos, de acordo com a matemática do ‘Chance de Gol’. Como desgraça pouca é bobagem, ainda tem a vantagem de decidir em casa.

Em 14 embates, a equipe da Baixada obteve 20 pontos (cinco triunfos, cinco empates e quatro coças). Marcou 17 gols e tomou 13. Aproveitamento de 47,6%.

Não festeja uma vitória há cinco partidas. E só conseguiu carimbar a vaga nas semifinais após medíocre disputa por pênaltis com o Botafogo. Nos dois jogos contra o time de Ribeirão Preto, o Peixe foi incapaz de balançar a rede no tempo normal, ou seja, em 180 minutos. Já o Palmeiras humilhou o Novorizontino (8 a 0 no placar agregado).

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Pitaco do Chucky. Bons tempos em que HC era apenas Hospital das Clínicas.

Na terra da Copa. Depois de um primeiro tempo banho-maria, a amarelinha desbotada precisou de apenas 13 minutos para despachar a limitadíssima seleção da Rússia por 3 a 0, gols de Miranda, Philippe Coutinho (pênalti) e Paulinho, em Moscou. O ‘professor’ Tite vibrou com o resultado, mas deve se preocupar com o futuro da equipe em algumas posições. O lateral-direito Daniel Alves, por exemplo, parece ter entrado numa daquelas fases que só o bumbum no banco de reservas poderá resolver. O volante Casemiro continua sendo ótimo cão de guarda à frente da zaga, mas toca muito de lado. Burocrático demais. Já o menino Jesus ainda não se libertou do trauma da lesão. Firmino tem que ser testado desde o início de uma partida.

Na terra da Copa 2. Dos jogadores testados por Tite, quem se deu melhor e certamente carimbou o passaporte para o Mundial foi o atacante Douglas Costa. Funcionou muito bem na esquerda, enlouquecendo a zaga russa. Deu conta do recado como substituto de Neymar (lesionado). O zagueiro Thiago Silva, que entrou no lugar de Marquinhos, mostrou segurança e compôs uma boa dupla com Miranda, o melhor da defesa. No meio de campo, Paulinho foi a fera. Willian também na comprometeu. O volante Fred, o atacante Taison, o lateral Fagner e o zagueiro Geromel jogaram menos de 15 minutos e por isso não merecem entrar no samba das atuações. Tite poderia ter usado o atacante Willian José, mas optou por deixá-lo como turista privilegiado.

Zé Corneta. A quem interessar possa: procura-se o Brasil no circo da Fórmula 1.

TiteTour. O zagueiro Rodrigo Caio, uma das convocações contestadas para os amistosos, ficou fora do banco de reservas em Moscou. A federação russa vetou a presença de 14 atletas na casamata. O goleiro Neto também dançou. Pelo andar da carruagem, o são-paulino Rodrigo Caio perderá a janelinha do avião para o gremista Geromel.

Sugismundo Freud. Cuidado! Não seja escravo das palavras.

Repressão. Depois de cruzeirenses (Mineirão) e gremistas (Arena), a intolerância também atingiu os rubro-negros. No clássico com o Flu, eles levaram uma bandeira em homenagem a Marielle Franco, vereadora assassinada, ao estádio Nilton Santos, o Niltão. Chegaram a estendê-la, mas logo apareceu um segurança para retirá-la. Alegou que atrapalhava a visão de quem estava no setor inferior e que seria devolvida após a partida. Balela! Censura cretina.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil). Flamengo joga com portões fechados e iguala média de público do Botafogo no Nilton Santos.

Zapping. O time de comentaristas da britânica Sky Sports ganhou mais um reforço de peso para a transmissão da Fórmula 1: o alemão Nico Rosberg, campeão mundial de 2016. Os ex-pilotos Martin Brundle, Damon Hill, Johnny Herbert e Paul di Resta também são contratados da emissora. Por aqui, a plim plim se vira com Luciano Burti.

Gilete press. De Jorge Nicola, no ‘Yahoo’: “Filha do presidente santista José Carlos Peres, Daniella Peres virou assunto em vários grupos de whatsapp de conselheiros do clube depois de um print com ameaças dela endereçados a Anderson Almeida, pelas redes sociais. Anderson, que é conselheiro do Santos, irritou a filha do presidente ao insinuar, também pelas redes sociais, que o presidente não tem conseguido empréstimos bancários porque sua esposa estaria se recusando a assinar contratos em nome do Peixe.” Não basta ser filha, tem de participar.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’. 

Tititi d’Aline. O volante Maycon, 20 anos, deve deixar o Corinthians na próxima janela de transferências da Europa, em junho. O Shakhtar Donetsk voltou a procurar o clube paulista para discutir a compra do atleta. O time ucraniano pretende pagar 6 milhões de euros (R$ 24 milhões), mais bônus. O Corinthians detém 80% dos direitos. Maycon já disputou 87 partidas pela equipe corintiana. Marcou sete gols, o último deles na vitória sobre o Bragantino.

Você sabia que… o Peixe tentará quebrar um jejum de cinco jogos sem vitória no clássico com o Palmeiras, além de voltar a marcar um gol após 180 minutos?

Bola de ouro. Azzurra. A federação italiana homenageou o zagueiro Astori no amistoso com a Argentina. O nome do jogador foi inserido abaixo do escudo da entidade: ‘Davide sempre con noi’. Astori, 31 anos, morreu no hotel em que a Fiorentina estava concentrada para um jogo do Campeonato Italiano. Era o capitão do time. Astori disputou 14 partidas pela seleção e fez um gol.

Bola de latão. Holanda. De mal a pior: além de estar fora da Copa, permitiu à seleção inglesa quebrar um tabu de 22 anos sem espremer a laranja. A última vitória da Inglaterra havia sido na Eurocopa de 1996 – goleada por 4 a 1. Agora, os ingleses ganharam com um gol de Lingard.

Bola de lixo. Copete. O atacante virou reserva dos reservas no Peixe. Se aparecer alguma proposta, o Santos vende Copete e ainda paga uma peixada ao comprador.

Bola sete. “O Palmeiras não tem Mundial por minha causa. Fiquei mal para caramba em 1999 [falhou na final com o Manchester United], mas agora que o Corinthians é campeão mundial ficou ainda pior. Antes não zoavam tanto, só São Paulo e Santos tinham Mundial. E a gente brincava com os corintianos, sobre time sem passaporte, nunca ganhou Libertadores, torneio de verão…” (do ex-goleiro Marcos, ao canal Desimpedidos – cruel, muito cruel).

Dúvida pertinente. A amarelinha desbotada consegue sobreviver sem Neymar?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br