Bombas, invasão de campo, fim do sonho: Peixe morre na Libertadores

Em duelo suspenso aos 42 minutos do segundo tempo, após vândalos jogarem bombas no banco de reservas do Independiente e tentarem invadir o campo, o Peixe ficou no ‘oxo’ com os hermanos na casa alugada do Pacaembu (36.566/R$ 964.000), no segundo confronto do mata-mata pelas oitavas de final da Libertadores.

No primeiro jogo, na Argentina, também houve empate sem gols, mas o Santos começou a partida perdendo por 3 a 0 porque foi punido pela Conmebol em razão da escalação irregular do volante Carlos Suárez.

Na bacia das almas, quando sentiram que o Santos não seria capaz de reverter o golpe do ‘tapetão’, animais transformaram o Pacaembu numa praça de guerra e o embate foi encerrado, com o Independiente classificado para pegar River ou Racing nas quartas de final.

Mestre Cuca tentou surpreender o Independiente com quatro homens no ataque. Mas Derlis González, Gabigol, Rodrygo e Bruno Henrique foram facilmente dominados pelos hermanos, que montaram uma linha de cinco na zaga.

O Santos conseguiu criar apenas uma grande chance, aos 9 minutos: Gabigol recebeu ótimo lançamento, ficou cara a cara com o goleiro Campaña, que fez grande defesa. Pouco antes, sua senhoria, o assoprador de latinha Julio Bascuñán, ignorou um pênalti de Lucas Veríssimo em Gigliotti.

Com quatro atacantes, o Santos ficou apenas com Carlos Sánchez no meio de campo. E o Independiente deitou e rolou no setor. Trocou passes à vontade e se mostrou mais perigoso na construção de jogadas. Sem ninguém na armação, o time santista passou a abusar de inúteis cruzamentos, além de fazer muitas faltas, picando o jogo, para felicidade dos argentinos.

Aos 43, em um contra-golpe fantástico, o Independiente poderia ter aberto o placar. Pablo Hernández foi derrubado na área por Vanderlei. Meza cobrou o pênalti e o goleiro santista defendeu. Evitou a morte do Peixe no primeiro tempo.

No intervalo, o Santos ficou no gramado. Repetiu a cena do Brasileirão de 1995, quando o time, liderado pelo craque Giovanni, reverteu uma vantagem de 4 a 1 nas semifinais diante do Fluminense. Mestre Cuca mexeu na equipe, trocou o dispersivo Bruno Henrique por Bryan Ruyz a fim de melhorar a qualidade no meio de campo. Aos 5, nova mudança: machucado, Lucas Veríssimo deu o lugar Robson Bambu.

Apesar de ter mais posse de bola (55% a 45%), o Peixe quase não incomodou o goleiro Campaña. Já o Independiente, muito bem estruturado pelo treinador Ariel Holan, levou muito perigo a Vanderlei, autor de belas defesas. Aos 27, Pablo Hernández acertou a trave. Um minuto antes, Alisson foi substituído por Jean Motta.

Aos 35, a torcida santista atirou duas bombas no banco de reservas do time argentino. Na sequência, brucutus tentaram invadir o gramado e polícia distrbuiu cacetadas. A tensão tomou conta do Pacaembu e, aos 42, Julio Bascuñán encerrou a partida. Irritados, animais ainda destruíram várias cadeiras do estádio. As bombas continuaram em homenagem a mais um espetáculo vergonhoso na principal competição do continente. O Pacaembu deve ser interditado.

Antes de a bola rolar, o embate entre santistas e hermanos foi cercado de lances pitorescos, de infindáveis gritos de gol… contra. Conmebol, Peixe e Independiente deram um show de incompetência na novela uruguaia Carlos Sánchez.

Não há mocinho nessa história, mas apenas uma certeza: só Deus sabe como o esporte bretão sul-americano resiste a um bando que se instalou no poder há muitos anos.

Também merece elogios o comportamento exemplar do Circo Brasileiro de Futebol. Em nenhum momento colocou-se à disposição do filiado, o mesmo acontecendo com a Federação Paulista de Futebol. Resultado final: o Pacaembu viveu mais um show de horrors.

O que voce achou? jr.malia@bol.bom.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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