Soberano São Paulo decepciona, empata com lanterna e vê Saci colorado no retrovisor

Um empate com sabor de derrota. Assim alguns jogadores do soberano o lateral Bruno Peres, definiram o empate de 1 a 1 com o lanterna Paraná, na abertura do segundo turno do Brasileirão.

Nenê comemora o gol do São Paulo

O São Paulo manteve a liderança do campeonato no estádio Durival de Britto (7.635 pagantes/R$ 296.420), mas agora tem apenas um ponto de vantagem sobre o Saci colorado: 42 a 41. O time gaúcho derrotou o Bahêa por 1 a 0, gol de Patrick, na Fonte Nova.

Na ponta da tabela pela quarta rodada consecutiva, a equipe paulista decepcionou a torcida. Apresentou um futebol sem inspiração e, algumas vezes, acomodado, provavelmente acreditando que chegaria com tranquilidade à conquista dos três pontos. Quando acordou, Inês era morta. Dois pontos no ralo.

Paraná e Tricolor disputaram um primeiro tempo equilibrado. O time paulista recebeu um ótimo presente de Cléber e abriu o placar aos 7 minutos de jogo. O zagueiro tentou sair jogando e se embananou diante de Nenê. A bola sobrou para Diego Souza, que tocou para Nenê chutar na saída de Richard.

A equipe paranaense sentiu o golpe e passou a errar muitos passes, sem oferecer perigo ao goleiro Sidão. Mas o São Paulo se acomodou na vantagem e permitiu ao adversário se recompor em campo.

Resultado: as equipes partiram para o mesmo esquema, explorar os contra-ataques. Obtiveram raros momentos de sucesso. Aos 20, Biteco cobrou falta e Sidão finalmente apareceu com uma bela defesa.

Aos 36, o equatoriano Rojas cruzou, Diego Souza matou no peito e deu uma bicicleta. Mandou por cima do gol. Na sequência, o Paraná empatou. Júnior invadiu pela direita e soltou uma bomba no canto esquerdo de Sidão. Justiça no marcador. Aos 44, os paranaenses perderam Biteco, um dos destaques da equipe, ao lado Silvinho, que deu a maior canseira ao lateral Bruno Peres. Lesionado, Biteco foi substituído por Rodolfo.

O São Paulo voltou do vestiário com Liziero no lugar de Hudson, machucado. Tentou impor ritmo à partida, mostrar por que lidera o campeonato. A fórmula falhou. Já o Paraná manteve a postura de atrair o Tricolor para tentar contragolpear.

Sem intensidade e pouca criatividade, o toma lá dá cá prevaleceu em campo, com um ou outro lance merecedor do tradicional ‘uhhhh’ nas arquibancadas.

Sentindo que o Paraná estava satisfeito com o resultado de 1 a 1, o ‘professor’ Diego Aguirre promoveu duas alterações na bacia das almas. Saíram Nenê e Rojas, entraram Tréllez e Shaylon. O Tricolor partiu para o tudo ou nada. No desespero, adotou uma enxurrada de chuveirinhos sobre a área dos paranaenses. Na hora agá, porém, desperdiçou as chances e deixou dois pontos preciosos na Vila Capanema.

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

 

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