Corinthians bate lanterna e Fiel volta a sorrir depois de quatro jogos; Peixe queima acarajé baiano

 

Aleluia, Fiel: depois de um empate e três derrotas, o Corinthians voltou a vencer. Mesmo sem mostrar um futebol convincente, o time derrotou o lanterna Paraná por 1 a 0, gol do zagueiro Henrique (foto), no Itaquerão, minha casa minha vida (28.136 pagantes/R$ 1.019.295,58), pela 21a rodada do Brasileirão.

Henrique (o segundo da esq. para a dir.) é abraçado após o golCom a vitória, o time corintIano (leia-se ‘professor’ Osmar Loss) ganhou um pouco de paz e moral para enfrentar o Colo Colo, quarta-feira, pelas oitavas de final da Libertadores. Os chilenos ganharam o primeiro duelo do mata-mata por 1 a 0. O time paulista precisa ganhar por dois gols de diferença.

O triunfo sobre os paranaenses levou o Corinthians aos 29 pontos. Agora, a equipe acumula oito confrontos sem derrota para o Paraná como mandante pelo Brasileirão. São seis vitórias e dois empates desde a derrota no campeonato de 1997. O Paraná, sete jogos sem ganhar, carrega a lanterna com 15 pontos.

Duas bolas na trave (Jadson e Roger) e um gol (Henrique, de cabeça): um massacre corintiano no primeiro tempo? Que nada! A equipe jogou mal, com muitas deficiências na defesa, principalmente nas laterais. Fagner e Danilo Avelar produziram grandes emoções.

O meio de campo também não funcionou. Muito estático e pouco criativo. No ataque, Pedrinho e Clayson insistiram no individualismo, enquanto Roger brigou com a bola. O centroavante perdeu uma chance incrível aos 50 minutos. Lançado por Jadson, ficou cara a cara com o goleiro Richard e mandou na trave.

Até sofrer o gol aos 35, numa cabeçada de Henrique após cobrança de escanteio de Jadson, o Paraná equilibrou uma partida monótona e com excessivas paralisações. Chatíssima! O lanterna do Brasileirão só não abriu o marcador porque Cássio operou um milagre num chute de Caio Henrique. Aos 37, o paredão corintiano, lesionado, foi substituído por Walter.

No início do segundo tempo, o Corinthians pressionou o Paraná, mas depois se acomodou e passou administrar o resultado. Poderia ter aumentado o marcador com Jadson, o melhor do time, que perdeu boa oportunidade diante de Richard. No final da partida, o goleiro fez grande defesa em arremate de Pedrinho. O Paraná terminou com 10: Leandro Vilela foi expulso ao fazer falta em Jadson após levar um drible de Jadson.

Pela manhã, o dadivoso Andrés ‘Desmanchez’ abriu as portas do CT para meia dúzia de anjinhos organizados pelo diabo conversar com os jogadores.

O nobre e absolutamente condenável encontro sempre acontece quando a equipe vai mal das pernas. Os atletas não gostam, mas são obrigados pela cartolagem a receber a horda que se julga dona de um clube com 30 milhões de fiéis.

Para Andrés ‘Desmanchez’, seus pares e ímpares, as reuniões são importantes para ‘motivar e dar confiança’ ao elenco. Também servem para os cartolas ficarem numa boa com o bando.

Na abertura da jornada, depois de um primeiro tempo pífio, o Peixe azedou o acarajé baiano: 2 a 0, gols de Derlis e Gabigol, no aquário da Vila Belmiro (11.564 torcedires/R$ 201.458).

Havia 10 meses que o Santos conseguia duas vitórias seguidas no campeonato – antes, derrotara o Sport por 3 a 0. De quebra, manteve um tabu: quarto triunfo sobre o Bahêa como mandante. Última derrota aconteceu em 2012. Com o resultado, o Santos chegou a 24 pontos e ficou mais longe da zona do agrião queimado. O time baiano estacionou nos 22.

Muita correria, faltas em excesso e poucas finalizações marcaram o primeiro tempo do duelo entre santistas e baianos. Raras vezes a torcida gritou ‘uhhhh’.

A melhor oportunidade foi desperdiçada pelo Bahêa. Aos 7, Zé Rafael cruzou e Edigar Junio perdeu a chance com o gol vazio. Dez minutos depois, o U zagueiro Gustavo Henrique, que havia sofrido uma pancada na cabeça, foi substituído por Robson Bambu.

Ao longo da etapa inicial, cada time arriscou dois chutes a gol e apenas o Santos acertou o alvo, sem perigo. A equipe paulista teve mais posse de bola, 56% a 44%, e mais escanteios, 4 a 2. Nada, porém, que merecesse vantagem no placar.

O Santos voltou do vestiário com Bryan Ruiz no lugar do inoperante Bruno Henrique. O toque de bola melhorou, e a criatividade também. Aos 11, pimba na caxirola: após cobrança de falta de Dodô na esquerda, a bola sobrou para Derlis fuzilar o goleiro Ânderson. Um golaço do paraguaio!

A equipe baiana sentiu o golpe, o Peixe tomou conta do jogo e passou a explorar os contragolpes. Aos 29, Gabigol recebeu de Derlis e nocauteou o coirmão. Pouco depois, o artilheiro saiu e entrou Sasha. Gabriel foi descansar mais cedo porque tem Libertadores na terça, o segundo e decisivo embate contra o Independiente.

Em Curitiba, na Arena da Baixada, o Furacão bateu o Grêmio por 2 a 1, de virada. O imortal jogou com os reservas. Jonathan e Pablo marcaram para o Rubro-Negro. Cícero, de pênalti, fez para o Grêmio.

O que você achou? jr.malia@bol.com

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