Palmeiras perde do Peixe, mas Jailson pega pênalti no tira-teima e garante time na decisão

Jailson pega o pênalti cobrado por Diogo Vitor: Palmeiras na final

O goleiro Jailson voltou a ser o herói do Palmeiras. Depois de garantir a vitória (1 a 0) no primeiro jogo com defesas milagrosas, ele pegou um pênalti na hora de a onça escovar os dentes e carimbou a vaga dos periquitos em revista nas finais do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

O Santos precisava vencer por pelo menos um gol de diferença a fim de levar a disputa da classificação para a marca da cal. E, mesmo com uma equipe menos badalada, cumpriu a missão com louvor: 2 a 1.

Nos pênaltis, perdeu por 5 a 3. Jailson defendeu a cobrança de Diogo Vitor, enlouquecendo a torcida na casa alugada do Pacaembu (34.743 pagantes/R$ 1.327.610). Na final, o Palmeiras enfrentará o vencedor de Corinthians x São Paulo, nesta quarta. O soberano Tricolor joga pelo empate no Itaquerão, minha casa minha vida.

Apesar de ter mais posse de bola (60% a 40%) e arriscar mais chutes (11 a 4), o Palmeiras foi surpreendido pela eficiência do Peixe no primeiro tempo. O time santista abriu o placar aos 13 minutos.

Daniel Guedes recebeu de Arthur Gomes na direita, cruzou e Sasha, livre, completou de cabeça para a rede, sem chance para Jailson. O paredão palmeirense voltava a tomar um gol depois de 393 minutos e alguns quebrados. O último a vencê-lo havia sido o corintiano Rodriguinho, aos 39 do primeiro tempo do Dérbi.

A festa do Santos, porém, durou pouco. Aos 16, Bruno Henrique acertou um chutaço de fora da área e empatou a partida. O Peixe sentiu o golpe e deixou o Palestra crescer, principalmente pela esquerda, com estocadas de Keno, e pelo meio, com apoio de Felipe Melo, bem mais eficiente que Lucas Lima.

O embate estava sob o controle dos periquitos em revista quando o Peixe chegou ao segundo gol, aos 39. Após confusão na área, Rodrygo encaçapou Jailson. Os palmeirenses reclamaram impedimento (inexistente). Na sequência, Bruno Henrique cobrou uma falta e Vanderlei fez ótima defesa.

Aos 47, depois de cobrança de escanteio, o zagueiro Antônio Carlos perdeu grande chance do empate, chutando por cima do gol, no último lance de um jogo bem aguerrido e com duas estrelas apagadíssimas, o palmeirense Dudu e o santista Gabigol.

No início da segunda etapa, o Palmeiras partiu para cima do Santos, que se armou para contra-atacar. Na pressão e demonstrando certo nervosismo, os palmeirenses apelaram para os chuveirinhos, facilitando a vida da zaga santista.

Aos 19, cansado da indolência de Lucas Lima, o ‘professor’ Roger Machado tirou o meia e colocou Guerra, sob os aplausos da torcida. No Santos, Jair Ventura trocou Rodrygo por Jean Mota.

Na tentativa de aumentar a agressividade do ataque, Roger sacou Willian e pôs Deyverson. O mais correto seria a saída de Dudu. Aos 30, a última mudança do Palmeiras: Bruno Henrique por Moisés. O Santos também mexeu mais duas vezes: Sasha por Diogo Vitor e Renato por Leandro Donizete.

Muitas alterações, mas pouca eficiência em campo por parte das duas equipes. E a disputa da vaga foi para a marca da cal. O Palmeiras foi mais eficiente, com 100% de aproveitamento – Dudu, Tchê Tchê, Victor Luís, Moisés e Guerra.

Ainda contou com ‘São Jailson’, que pegou a cobrança do garoto Diogo Vitor e garantiu a classificação por 5 a 3. Gabigol, Jean Mota e Arthur marcaram para o Peixe, que morreu na praia. Ou melhor, nas luvas de Jailson, o grande destaque do Palmeiras nas semifinais.

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Pitaco do Chucky. Vira-lata também tem seu dia de pastor alemão.

Cérebro de ostra. É inacreditável o poder de uma dor de cotovelo nos neurônios de um vampiro que se preocupa apenas em disseminar a inveja, sugar veneno e torcer para que a outra pessoa morra. Bastaram duas vitórias (Rússia e Alemanha) para vaticinarem que a amarelinha desbotada pode muito bem abrir mão de Neymar, um dos três melhores jogadores do mundo, na luta pelo hexa. Um absurdo tão grande quanto apostar que uma vaca pode voar. Os invejosos podem ter tudo o que o outro possui, mas jamais deixarão o ódio de lado, porque simplesmente nunca conseguirão atingir o grande objetivo, que é ser o outro. A inveja é a homenagem que o medíocre presta à competência.

Cérebro de ostra 2. O time russo foi um tremendo mamão com açúcar (3 a 0). Dificilmente chegará às oitavas de final da Copa, mesmo jogando em casa. Já o triunfo sobre a Alemanha (1 a 0) certamente seria bem mais tranquilo se Neymar estivesse em campo. Os alemães jogaram com vários reservas. O menino Jesus marcou o gol, mas poderia ter feito pelo menos mais dois. O ‘professor’ Tite agora coleciona 15 vitórias, três empates e uma derrota. Os alemães vinha de 22 jogos sem derrota (16 vitórias e seis empates).

Zé Corneta. ‘Professor’ Fabio Carille, o novo rei do mimimi.

Don’t cry for me Argentina… A seleção da Espanha humilhou os hermanos no amistoso de Madri. Passou como um trator por cima dos argentinos e obteve uma goleada histórica: 6 a 1. Isco foi a estrela do espetáculo, com três gols. Diego Costa, Thiago Alcântara e Iago Aspas completaram o placar. Otamendi descontou para a Argentina. Lesionado, Messi acompanhou o massacre de um dos camarotes do estádio Metropolitano. O time argentino igualou sua pior derrota de todos os tempos: perdeu de 6 a 1 para a Tchecoslováquia, na Copa de 1958, e para a Bolívia, em 2009 (Diego Maradona comandava o time).

Sugismundo Freud. Um sorriso é suficiente para derrubar um invejoso.

Gasolina batizada. A transmissão do GP da Austrália para os EUA gerou um turbilhão de críticas à ESPN, detentora dos direitos no país. A emissora perdeu o abandono dos carros da Hass, que representam os EUA, por estar passando comerciais. Também ficou a ver navios na saída do safety car, momento em que Sebastian Vettel ultrapassou Lewis Hamilton e não perdeu mais a liderança. Diante dos protestos, a ESPN divulgou comunicado pedindo desculpas aos telespectadores.

Zapping. A jornalista Mari Palma, 30 anos, é o novo reforço do esporte da plim plim. Ela apresentava o ‘G1 em 1 minuto’, portal de notícias da emissora.

#DeixaElaTrabalhar. Mais de 50 jornalistas lançaram a campanha #DeixaElaTrabalhar. O grupo cansou de ataques machistas e assédio nos estádios, nas ruas e até nas redações. O estopim foi o caso envolvendo Bruna Dealtry, do Esporte Interativo. Um imbecil travestido de vascaíno tentou beijá-la à força, quando ela trabalhava num jogo da Libertadores. O grupo se coloca como representante de todas as mulheres que atuam na mídia esportiva. A maioria dos clubes aderiu rapidamente ao movimento.

Dona Fifi. A semifinal Flamengo x Botafogo é um bom exemplo da isonomia que impera no Carioquinha. A folha de pagamento do Urubu gira em torno de R$ 10 milhões, apenas R$ 7 milhões a mais do que a do coirmão.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “Afasta de mim esse cálice… Pela primeira vez desde que o Barão de Coubertin criou os Jogos Olímpicos, em 1894, um comitê local desdenha da memória da competição planetária que ajudou e patrocinou. Acredite. O COB enviou carta ao COI dizendo que não quer o acervo da Rio-2016 — fotos, tochas e até fantasias de mascotes —, hoje guardado em salas de um prédio comercial no Centro. A nova administração do COB — à frente, Paulo Wanderley — fez isso, parece, para fugir (como o diabo da cruz) de qualquer coisa que possa ser associada ao enrolado ex-presidente Carlos Arthur Nuzman. Perde a história.” Lamentável!

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Bonner abre Jornal Nacional sem dizer ‘boa noite Carille’ e revolta o técnico do Corinthians.

Tititi d’Aline. Ajoelhou tem que rezar: a nova velha camisa da amarelinha desbotada, inspirada na seleção do tri, custa uma mixaria de R$ 449,90. Preocupadíssima com a situação financeira dos brasileiros, a samaritana Nike oferece opções mais acessíveis: camisa do torcedor – R$ 249,90; do estádio (???) – R$ 149,90; e infantil – R$ 229,90.

Você sabia que… a Rússia completou cinco jogos sem vencer na derrota para a França por 3 a 1?

Bola de ouro.  Espanha. Uma vitória histórica sobre a Argentina. Os espanhóis pintam como favoritos para levantar a Copa, ao lado de Alemanha e Brasil. O time joga por música.

Bola de latão. Primeira Liga. Criada para ‘revolucionar’ o esporte bretão, a competição subiu no telhado neste ano por falta de datas, além de apoio da plim plim e do Circo Brasileiro de Futebol. Pode voltar no início de 2019, mas poucos acreditam.

Bola de lixo. Modesto Roma Júnior. Por maioria de votos, o Conselho Deliberativo do Peixe reprovou as contas de 2017 do ex-presidente, a exemplo do que havia acontecido no primeiro ano de mandato, em 2015. Uma auditoria indicou uma série de 2+2= 5. Dependendo do andar da pescaria, Modesto Roma pode até ser expulso do clube.

Bola sete. “Conseguimos uma vantagem importante, mas temos consciência de que teremos mais uma guerra na casa dos caras. Nós nos cobramos para ganharmos grandes jogos e temos mais uma batalha” (do goleiro são-paulino Sidão – chumbo grosso no Itaquerão?).

Dúvida pertinente. O que foi melhor: a vitória brasileira sobre a Alemanha ou o vexame da Argentina contra a Espanha?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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