Corinthians leva bala do Flamengo e Fiel já começa a rezar para São Jorge; Peixe empata

Defesa corintiana vacila e Flamengo faz a festa

A Fiel colecionou mais uma decepção. O Corinthians do Carille levou bala do Flamengo no primeiro duelo pelo mata-mata das oitavas de final: 1 a 0, gol de Willian Arão, no Itaquerão, minha casa minha vida (30.364 pagantes/R$ 2.010.205).

Com a derrota, a equipe paulista ficou numa situação complicada para carimbar a vaga nas quartas. Precisa ganhar o segundo jogo, em 4 de junho, na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, pelo menos por um gol de diferença para decidir nos pênaltis. O Rubro-negro, com um time superior tecnicamente, necessita apenas de um empate. A Fiel já reza para São Jorge: ‘Jogai por nós’.

Muita transpiração e pouquíssima imaginação. Assim pode ser analisado o primeiro tempo entre corintianos e rubro-negros. Uma atuação pífia das duas equipes. O Flamengo teve mais posse de bola, porém se mostrou muito lento na saída para o ataque.

Mesmo com Vagner Love e Boselli na frente, o Corinthians pouco importunou a zaga do Urubu. Sem apoio do meio de campo, a dupla ofensiva foi facilmente anulada por Rodrigo Caio & Cia. O goleiro Diego Alves não sujou o uniforme.

No balanço dos números, o Flamengo levou a melhor, mas nada que merecesse uma vantagem no placar: 60% a 40% em posse de bola, 5 a 3 em finalizações, 2 a 0 em chances de gol, 2 a 1 em escanteios e 193 a 109 em passes certos.

Até os 15 minutos da etapa final, o confronto continuou chinfrim, mesmo com Pedrinho substituindo Mateus Vidal. Aí o ‘professor’ Fabio Carille fez a segunda alteração: Boselli por Jadson.

O Corinthians ganhou uma cabeça pensante no meio de campo e subiu de produção. Aos 19, Danilo Avelar arrematou e Diego Alves espalmou para fora. O treinador Abel Braga colocou Diego e tirou Arrascaeta. Na sequência, aos 26, Bruno Henrique obrigou Cássio a fazer bela defesa.

Com Diego armando jogadas para Bruno Henrique na esquerda, o Flamengo se impôs e marcou aos 33: o atacante recebeu e cruzou na medida para Willian Arão cabecear, sem chance para Cássio. A zaga corintiana ficou só olhando, no estilo ‘modo jacaré’.

Júnior Urso entrou e saiu Sornoza, muito fraco novamente, como Boselli. Mas o Flamengo soube segurar o resultado e uma boa vantagem para o jogo de volta, em 4 de junho, no ‘new Maraca’.

O tiroteio das oitavas começou com Peixe e Galo (foto) morrendo abraçados no ‘oxo’. O Santos dominou o primeiro tempo, enquanto o Atlético foi superior no segundo. Nenhuma das equipes merecia outro resultado no Independência (11.176 torcedores/R$ 178.476). Suspenso, o ‘professor’ santista Jorge Sampaoli assistiu o jogo das arquibancadas,

No segundo embate, em 6 de junho, provavelmente no Pacaembu, quem ganhar se classifica. Qualquer empate levará a decisão para os pênaltis.

A equipe paulista não dá muita sorte no estádio mineiro. Em 19 partidas, coleciona seis triunfos, quatro empates e nove coças. A última vitória no Independência foi em 2017: 1 a 0, gol do lateral Daniel Guedes, hoje no Goiás. Vanderlei fechou o gol.

Apesar de ter mais posse de bola (58% a 42%), escanteios (8 a 0) e passes certos (187 a 81), o Santos só incomodou para valer o goleiro Victor num chute de Jean Mota aos 40 da primeira etapa.

Envolveu com facilidade o Galo, mas sem muita objetividade para penetrar na área do adversário. Logo no início, Fábio Santos se machucou e Patrick entrou na lateral esquerda.

O Galo voltou melhor para o segundo tempo. Cresceu com a entrada de Cazares aos 13, no lugar de Geuvânio, porém só fustigou o goleiro Everson raras vezes. O time mineiro avançou à marcação e complicou o ataque santista. Juan, machucado, deu lugar a Nathan.

No Peixe, três mudanças: Derlis González, Jean Mota e Rodrygo por Soteldo, Eduardo Sasha e Cueva, respectivamente. Nada aconteceu. No ‘new Maraca’, Fluminense 1 x 1 Raposa.

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Pitaco do Chucky. Enquanto o país afunda, Bozo viaja: nau sem rumo. Salve-se quem puder! #TsunamiEducaçãoEuApoio!

Cartão vermelho. Pela segunda vez, o Conselho Deliberativo do Peixe reprovou as contas do primeiro ano de José Carlos Peres no trono do clube. Em 15 de abril, a maioria dos associados já havia condenado o mandachuva e raios do Santos. Peres não participou do encontro por estar acompanhando o time na Copa do Brasil. Apenas quatro conselheiros aprovaram a prestação de contas. Dez se abstiveram de votar. As causas do veto: déficit de R$ 77 milhões, dívida com impostos e não cumprimento do orçamento referendado em 2017.

Cartão vermelho 2. Também pesaram a comissão de R$ 1,5 milhão ao empresário do atacante Eduardo Sasha e o uso de cartão corporativo do clube para gastos pessoais (mais de R$ 7 mil). Passando a régua: a comissão de sindicância deverá checar se houve mesmo irregularidades. Se a gestão for considerada temerária, Peres, seus pares e ímpares sofrerão impeachment.

Zé Corneta. Rafinha, o genérico, trocou a Raposa pelo Coxa. O original segue fazendo leilão na Europa após deixar o Bayern de Munique.

Água no chope. O Circo Brasileiro de Futebol adora colocar pimenta na salada de frutas dos clubes. Pedrinho, Mateus Vital (Corinthians), Antony (São Paulo), Pedro (Fluminense), Rodrygo (Peixe), Guga (Galo), Matheus Henrique (Grêmio) e Renan Lodi (Furacão) foram convocados para defender a seleçãozinha sub-23 em um torneio mequetrefe na França e desfalcarão as equipes em duelos do Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-americana. Eles ficarão a serviço do ‘professor’ André Jardine, ex-Tricolor, entre 27 de maio e 15 de junho. O Maurice Rivello, que já teve seus dias de glória como Torneio de Toulon, vai começar em 1º de junho.

Sugismundo Freud. O covarde só é feliz nas redes sociais.

Avião errado. E o ‘professor’ Tite, hein? Estava na China para checar as condições do amigo de fé Renato Augusto, enquanto o atacante Lucas Moura estraçalhava o Ajax nas semifinais da Champions. A pressão do Circo Brasileiro de Futebol pela convocação de Lucas Moura para a Copa América é intensa. O ex-são-paulino tem a bênção do tricolor Rogério Caboclo, mandachuva e raios da casa maldita da bola. A lista será conhecida nesta sexta.

Caiu na rede. Urgente: sorteio das oitavas de final da Libertadores coloca frente a frente Íbis x Vasco.

Zapping. Festa no Fox Sports: transmissão do sorteio da Libertadores superou o SporTV 2, também mostrou as bolinhas, e o ‘Bem, Amigos’, de Galvão Bueno, no SporTV. A emissora cravou o primeiro lugar entre os canais esportivos com 1,06 ponto de audiência (homens entre 18 e 49 anos).

Gilete press. Do jornal El Confidencial, sobre a contratação do goleiro Luca, filho de Zidane, para ser reserva de Courtois, no Real Madrid: “Zidane retornou ao seu antigo clube, fez um favor ao seu amigo Florentino Perez quando o time estava passando por uma crise. O preço disso tudo é Luca. Custe o que custar. A diretoria gostaria de testar Andriy Lunin, jovem de 20 anos, contratado por 8,5 milhões de euros (R$ 37 milhões), antes de dar a vaga para Luca.” Uma questão de nepotismo.

É campeão! O Ajax, do ex-são-paulino David Neres, goleou o De Graafschsp por 4 a 1, na casa do inimigo, e faturou o Campeonato Holandês. Eliminado nas semifinais da Champions, a equipe já havia conquistado a Copa da Holanda.

Tititi d’Aline. A multa do francês Griezmann cairá de 200 milhões de euros (R$ 890 milhões) para 120 milhões de euros (R$ 535 mi) a partir de 1º de julho, quando reabre a janela de transferências na Europa. De acordo com o site Transfermarkt, o valor de mercado de Griezmann é de 150 milhões de euros (R$ 670 mi), o mesmo de Salah, Harry Kane, De Bruyne e Hazard. O Barcelona deverá ser o provável destino do ex-jogador do Atlético de Madrid. Ocuparia o lugar do brasileiro Philippe Coutinho, em baixa no clube catalão. PSG e Bayern de Munique também querem o francês.

Você sabia que… o Peixe nunca foi fisgado pelo Galo em mata-matas, vencendo em 1964, 1983 e 2010?

‘Bola de ouro’. Furacão. Mudou o nome (Athletico) e a camisa, mas continua comandado por um cartola tacanha, Mário Celso Petraglia, que mandou a jornalista Luana Kaseber, da Gazeta do Povo, ficar calada por não ter gostado de uma pergunta. O truculento e mal educado Petraglia apoiou a eleição de Bolsonaro. Fez campanha inclusive usando o Furacão.

Bola de latão. CSA. O clube alagoano decidiu punir a torcida: vendeu o mando do jogo contra o Flamengo. O duelo de 12 de junho, pela nona rodada do Brasileirão, será disputado no Mané Garrincha, em Brasília. O CSA deverá receber algo em torno de R$ 1 milhão. Detalhe: em Maceió, a equipe empatou com Palmeiras e Peixe, os melhores times do campeonato. Pressionado pela torcida por causa da negociata, o presidente do CSA, Rafael Tenório, pedirá licença.

Bola de lixo. Grêmio. O imortal sentará mais uma vez no banco dos réus do STJD por injúria racial. Na partida com o Fluminense, um cretino travestido de torcedor chamou Yony González de ‘macaco’. O julgamento será nesta sexta. O Grêmio poderá ser multado em até R$ 100 mil, mas não corre risco de perder mandos de campo. O palhaço ainda não foi identificado.

Bola sete. “Já fui dispensado por jogar mal, perde gol, indisciplina, por se feio, por jogar muito, por ser campeão, por muitas coisas. Mas por WhatsApp foi a primeira vez” (do atacante Cleverson, 35 anos, ao receber um pontapé do Ypiranga/RS – lamentável).

Dúvida pertinente. Reforma da previdência ou reforma da presidência, o que é mais importante para o Brasil sobreviver?

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Lucas faz por merecer a convocação para defender a seleção na Copa América

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De Cláudio Arreguy, no Ultrajano

Nem Messi nem Cristiano Ronaldo. Muito menos Neymar ou Philippe Coutinho. Para nós, brasileiros, o compatriota que se transformou em herói nesta Champions League de jogos loucos e deliciosos é um que não esperávamos. Pelo menos em relação aos últimos anos, mas não ao potencial.

Quando um certo Marcelinho surgiu, há coisa de uma década, no São Paulo, vislumbramos ali um candidato a craque. E o nome não vingou. Porque não se tratava de nenhum Marcelo. O paulistano habilidoso, veloz e de dribles fáceis logo assumiu sua identidade verdadeira. Lucas Rodrigues Moura da Silva era o cara. Logo integrado a uma espécie de triunvirato de novas sensações brasileiras, ao lado dos santistas Neymar e Paulo Henrique Ganso (este depois foi companheiro do são-paulino).

Antes de abordarmos a final da Liga dos Campeões da Europa, dia 1º de junho, no Wanda, estádio do Atlético de Madri, relembremos rapidamente o que se deu com Lucas desde que despontou como cometa no CT de Cotia. 

O São Paulo não vivia a agonia da falta de títulos quando o garoto se profissionalizou em 2010. Em mais de três anos com a camisa tricolor, foi o destaque do time, nome maior na conquista da Copa Sul-Americana em 2012. Medalha de prata olímpica para o Brasil em Londres’2012, era nome certo para o Mundial em nosso país em 2014. Ainda mais com a transferência para o emergente Paris Saint-Germain em 2013.

Não se pode dizer que Lucas tenha fracassado na Europa, depois de fazer 33 gols em 128 jogos pelo São Paulo. Em 229 partidas pelo PSG, balançou as redes 46 vezes. Ocorre que o clube francês tinha como estrelas máximas, uma em sequência da outra, personagens que atraem holofotes tanto dentro quanto fora do campo, muitas vezes até mais nos bastidores: Ibrahimovic e Neymar.

Na Seleção, as coisas começaram a empacar na Copa das Confederações de 2013. O time de Felipão consolidou um ataque com Hulk, Fred e Neymar. E o treinador se encantou com a “alegria nas pernas” de outro jovem: Bernard, que se destacava na campanha do Atlético-MG que resultaria no título da Libertadores. Um ano depois, na Copa do Mundo, se Lucas não chegava a brilhar no PSG, Bernard tampouco o fazia no Shakhtar Donetsk. Mesmo assim, Felipão foi fiel à memória da temporada anterior. Sobrou para o ex-são-paulino.

Com a ida de Neymar para o clube parisiense, que já tinha Cavani e ainda buscou no Monaco outro candidato a fenômeno, Mbappé, Lucas perdeu espaço e acabou indo para o Tottenham. Cuja dupla de ataque era a mesma da Seleção Inglesa que seria quarta colocada no Mundial de 2018 na Rússia: Delle Alli e Harry Keane. 

Situação que deixou o brasileiro fora dos planos de Tite para o Mundial. O atacante até teve algumas chances antes e depois da competição, mas não passou de quatro gols espalhados pelas 35 vezes em que vestiu a amarelinha (ou azulzinha) em sete anos de esparsas convocações.

Agora, 58 jogos e 16 gols depois, Lucas se transforma em sensação no Tottenham. Afinal, fazer três gols num jogo de Champions League ‒ sobretudo numa semifinal em Amsterdã com o Ajax local vencendo o primeiro tempo por 2 a 0 ‒ não é para qualquer um. Ele mais do que se consolida como arma para o duelo inglês com o Liverpool dos compatriotas Roberto Firmino e Fabinho. Às vésperas do 100º gol como profissional, Lucas, enfim, justifica o que dele se esperava.

Jogador que procura soluções próprias em campo não é comum. Poucos preenchem esse requisito, entre eles Neymar. Mas Lucas, desde o São Paulo, também é um desses. A careca precoce nos sugere de início que já tenha passado o seu tempo. Mas, com 26 anos, dá para acreditar que tenha longo tempo ainda pela frente para corresponder às expectativas que gerou desde os curtos dias de Marcelinho.

Lucas faz por merecer a convocação para a Copa América. Com a maturidade e o talento suficientes para assumir a responsabilidade e comprovar que não estavam errados aqueles que lhe previam um futuro brilhante no mundo da bola. Não dá para duvidar dele depois do feito protagonizado em Amsterdã.

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Goleada do Urubu. Se dependesse apenas do tilintar das moedas, o Flamengo já poderia comemorar a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. O Urubu goleia o Corinthians. Nos últimos tempos, gastou 51 milhões de euros (R$ 228 milhões) em reforços, contra 6,5 milhões de euros (R$ 29,5 milhões) do coirmão. A folha de pagamentos do Rubro-negro gira em torno de R$ 15 milhões, R$ 4 milhões a mais que a do Corinthians. Gabigol ganha R$ 1,2 milhão por mês. Cássio e Fagner são os privilegiados do time paulista. Cada um embolsa R$ 520 mil.

Pitaco do Chucky. Bozo, o John Wayne do faroeste caboclo.

Guardiola ‘canastrão’. Os números provam: o ‘professor’ espanhol Pep Guardiola, do Manchester City, é um perna de pau das pranchetas. Em uma década, levantou apenas oito canecos. Um zero à esquerda na casamata. Pequeno aproveitamento de 81% nas principais ligas da Europa. Ganhou três em quatro com o Barcelona, três em três com o Bayern de Munique e dois em três com o Manchester City. Ao longo da carreira, 26 taças. Desempenho desprezível do treinador, que chegou a revelar desejo de comandar a amarelinha desbotada. Não o credencia nem a dirigir o Íbis.

Zé Corneta. Um pirulito ao campeão: quem é a Madre Teresa de Calcutá do Fox Sports Rádio.

Guardiola ‘canastrão’ 2. Na luta pelo título de 2017/18, o Manchester City cravou 100 pontos, recorde na Premier League. Na caminhada rumo ao bi, um assustador decréscimo técnico: 98 pontos, com direito a 14 vitórias consecutivas na reta final do campeonato. Graças ao discutido trabalho de Guardiola, o City acumula agora seis taças na galeria dos bambambãs ingleses. O Manchester United lidera, com 20. Um dos mandamentos do espanhol: ‘Não há nada mais perigoso do que não arriscar’.

Sugismundo Freud. Um mal pequeno é um grande bem.

Escárnio. Merece paulada sem dó a ridícula decisão da Globo de entregar o troféu ‘Craque do Jogo’ ao goleiro vascaíno Sidão. Desrespeitou o profissional. Expôs o atleta a uma situação lamentável, aceitável apenas em cabecinhas de ostra. Pior, só mesmo a posição da mídia caolha que culpou os torcedores. E do sindicato dos atletas que não se pronunciou.

Caiu na rede. Então, ficamos assim: mata primeiro e depois pede desculpa. Plim plim.

Imortal sem TV. Os torcedores do Grêmio dançam a milonga em ritmo de tango: os jogos com o Libertad, do Paraguai, pelas oitavas de final da Libertadores, serão mostrados apenas pelo Facebook. Nada de TV aberta ou fechada. A plim plim se dedicará a Flamengo x Emelec, enquanto o Fox Sports apostará em Palmeiras x Godoy Cruz, Saci colorado x Nacional e Flamengo x Emelec. No SporTV, a bola vai rolar para Raposa x River Plate e Furacão x Boca Juniors. O tiroteio do mata-mata começará em 23 de julho.

Gilete press. De Pedro Ivo Almeida, no Uol: “Palmeiras e Globo aproveitaram o sorteio das oitavas de final da Libertadores, no Paraguai, e voltaram a se reunir para tratar dos direitos de transmissão. O presidente alviverde, Mauricio Galiotte, conversou durante cerca de 20 minutos com o diretor global Fernando Manuel Pinto. Na visão dos envolvidos, no entanto, o caso não andou. O papo foi considerado cordial, mas ‘três ou quatro pontos’ exigidos pelo clube ainda estão pendentes e travam o andamento por um possível acerto – ainda considerado distante.” Black.

Ace. O soberano Tricolor e o Barueri, de José Roberto Guimarães, treinador bicampeão olímpico, acertaram parceria para disputar a Superliga feminina de vôlei. O técnico é torcedor do clube. A nova equipe vai se chamar São Paulo/Barueri.

Tititi d’Aline. Um dos moleques de Cotia que mais despertam a cobiça dos europeus, o atacante Antony continua recebendo o mesmo salário dos tempos de juniores. Xodó da torcida do soberano Tricolor, belisca R$ 15 mil por mês. É o titular da equipe que menos reforça a poupança. Já a multa rescisória do jogador gira em torno de 50 milhões de euros (R$ 220 milhões).

Você sabia que… o recorde de público do Brasileirão pertence à final Flamengo 3 x 0 Peixe, com 155.253 torcedores no Maraca?

Bola de ouro. Liga francesa. Os jogos da 37ª rodada do Campeonato Francês e da última jornada da segunda divisão serão marcados por apoio ao Dia Mundial contra a Homofobia, no próximo sábado. A liga dos jogadores profissionais convidou atletas, treinadores e assopradores de latinha a usar uma braçadeira especial, com as cores do arco-íris, símbolo LGBT.

Bola de latão. Fabio Carille. A teimosia é uma das principais marcas do ‘professor’ Tite. E, também, do discípulo Carille. É impressionante como insiste em manter alguns jogadores na equipe corintiana. Os meio-campistas Sornoza e Ramiro, por exemplo, sempre têm a preferência do treinador. Já passou da hora de o treinador falar menos e colocar o Corinthians para jogar mais.

Bola de lixo. Vitorio Piffero. O ex-presidente do Saci colorado foi convidado a se retirar do quadro social do clube por gestão temerária (falcatruas). A comissão de ética do Inter também deu um bico no ex-vice Pedro Affatato. Eles comandaram o clube em 2015/16. Os cartolas têm 15 dias para recorrer.

Bola sete. “Edmundo, 48 anos, que foi um bom atacante e é um dos recordistas em multas de trânsito, teve o seu processo de suspensão do direito de dirigir anulado pelo 2º Juizado Especial Fazendário do Rio. Acelera…” (do colunista Ancelmo Gois, no Globo – Edmundo Alves do Brasil!).

Dúvida pertinente. O que aconteceria se a plim plim entregasse o troféu ‘Craque do Jogo’ ao pitbull Felipe Melo depois de o palmeirense perder um pênalti e marcar um gol contra?

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Palmeiras quebra o bico do Galo, assume liderança, detona recorde e tabu, mas ninguém vê na TV

Gustavo Gómez disputa lance com Ricardo Oliveira
Gustavo Gomez e Ricardo Oliveira disputam a bola

O quiproquó entre o Palmeiras e a plim plim deixou a torcida a ver navios numa das principais vitórias do time nos últimos tempos. Com dois gols de Bruno Henrique, o Palestra quebrou o bico do Galo e assumiu a liderança do Brasileirão após quatro rodadas. Soma 10 pontos. O Peixe superou o Vasco por 3 a 0, também foi a 10, mas o Palmeiras tem melhor saldo de gols, sete a cinco. O Galo tinha 100% de aproveitamento.

A equipe do ‘sargento’ Felipão conseguiu mais dois feitos: quebrou o próprio recorde de invencibilidade no campeonato (atingiu 27 jogos sem derrota), superando a Academia de 1972/73, e implodiu um tabu de quase 12 anos sem festejar um triunfo em BH – havia vencido pela última vez, também por 2 a 0, em 12 de agosto de 2007; depois, carregava nas costas, quatro pauladas e cinco empates.

O Palmeiras chegou merecidamente à vitória no Mineirão (24.368 pagantes/R$ 503.695). Dominou a maior parte do jogo. O pitbull Felipe Melo foi o grande destaque da partida, ao lado de Bruno Henrique. Que abriu o placar aos 43 do primeiro tempo, com um chutaço de fora da área.

O Galo teve mais posse de bola na etapa inicial (56% a 44%), mas ficou atrás nas finalizações (3 a 8), nas chances reais (2 a 4), nos passes errados (15 a 8) e nos desarmes (7 a 22).

Os periquitos em revista começaram o segundo tempo com o mesmo pique, sem dar chance ao Galo. E mataram o coirmão aos seis minutos: Bruno Henrique tabelou com Dudu, recebeu na entrada da área e bateu colocado, sem chance para o goleiro Victor.

Pouco depois, a torcida passou a vaiar o time mineiro, principalmente os ‘vovôs’ Fabio Santos, Elias e Ricardo Oliveira. O treinador Rodrigo Santana colocou Nathan e Alerrandro. Não adiantou. O Palmeiras continuou dando as cartas, mesmo após as substituições: saíram Dudu, Raphael Veiga e Zé Rafael, e entraram Felipe Pires, Moisés e Hyoran.

Soteldo festeja o terceiro gol do Santos
Soteldo comemora o terceiro gol

No Pacaembu (11.411 pagantes/R$ 343.355), o Peixe engoliu fácil o Vasco e manteve uma longa invencibilidade. Desde o primeiro confronto em 1959, nunca perdeu no estádio queridinho dos paulistas. Com a vitória por 3 a 0, o Santos carrega 10 triunfos e três empates contra os cariocas.

Um passeio santista: assim pode ser definido o resultado do 13º embate no próprio da municipalidade. O Santos simplesmente amassou o Vasco. Poderia ter cravado uma goleada histórica. Desperdiçou uma batelada de oportunidades e mandou bolas na trave. Num dos raros ataques do Vasco, Maxi Lopes marcou (empataria o duelo em 1 a 1), mas o VAR acusou impedimento.

A estrela da companhia, além do ‘professor’ Jorge Sampaoli, foi o garoto Rodrygo. Enlouqueceu a zaga do Vasco. Marcou um gol e mostrou um repertório de dribles e passes incríveis. Pituca, Rodrygo e Soteldo garantiram os três pontos ao Peixe, que soma agora 10. O Vasco carrega a lanterna, com apenas um ponto.

O goleiro Sidão falhou em vários lances, principalmente em saídas de bola. No final da partida, lamentavelmente, a plim plim entregou o troféu de ‘melhor jogador’ ao vascaíno. Deu um bico no respeito ao profissional. Expôs o atleta ao ridículo.

Novo treinador do Vasco, o ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo assistiu o jogo de um dos camarotes do Pacaembu. E sentiu que vai ter muito trabalho para o ‘pojeto’ sair vitorioso: livrar a equipe de mais um rebaixamento.

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Pitaco do Chucky. Redes sociais, o mundo encantado das mulas-sem-cabeça.

City é bi. Em um dos torneios mais disputados do planeta, o Manchester City comandado por Pep Guardiola goleou o Brighton por 4 a 1, de virada, e ganhou o bicampeonato inglês. Fechou a temporada com 98 pontos, um a mais que o Liverpool (bateu o Wolverhampton por 2 a 0). O Brighton saiu na frente com Murray, aos 27 minutos de jogo. Agüero empatou 83 segundos depois. Aos 38, Laporte colocou o City na frente. Aos 18 do segundo, Mahrez fez o terceiro. Gundogan, de falta, assinalou o quarto, aos 27. O City quebrou um tabu: primeiro bi seguido desde o Manchester United (2007/08 e 2008/09).

City é bi 2. No próximo fim de semana, o time de Guardiola disputará a final da Copa da Inglaterra contra o Watford. Se vencer, entrará para a história como primeira equipe a beliscar a tríplice coroa inglesa. Além da Premier, o City levantou nesta temporada a Copa da Liga Inglesa. Os bicampeões terão a companhia de Liverpool, Chelsea e Tottenham na Champions. Arsenal e Manchester United brigarão na Liga Europa. Cardiff, Fulham e Hudderfield foram rebaixados.

Zé Corneta. ‘Pofexô’ Vanderlei Luxemburgo produz mais espuma que chope.

Corinthians em xeque. As próximas semanas serão decisivas ao futebol ioiô do Corinthians. Até a parada da Copa América, a equipe sobe-desce do ‘professor’ Fabio Carille, o Rolando Lero da zona leste, disputará cinco rodadas do Brasileirão e mata-matas de Copa do Brasil e Sul-americana. Ou seja, o time poderá chegar todo pimpão às ‘férias’ fora de época ou sem lenço e sem documento, eliminado de dois torneios e apenas como coadjuvante no principal campeonato do país. Carille já prometeu grandes emoções à Fiel: ‘O futebol será um pouquinho feio até a paralisação.” Culpou o calendário, a velha muleta de sempre.

Corinthians em xeque 2. No Brasileirão, o Corinthians enfrentará Furacão (fora), soberano Tricolor (casa), Goiás (casa), Raposa (fora) e Peixe (fora) – 15 pontos em jogo; até agora, conseguiu cinco aos trancos e barrancos. Na Copa do Brasil, jogará contra o milionário Flamengo pelas oitavas de final, e mais dois confrontos na Sul-americana (o adversário será conhecido nesta segunda). Um dado tranquilizador para a galera: o ataque à beira de riso do time. Marcou nada menos que 33 gols em 30 jogos neste ano. Ganhou 12 duelos, empatou 11 e perdeu sete.

Sugismundo Freud. Mente vazia, oficina do ódio.

Casa cheia. O cheirinho voltou ao Urubu em grande estilo. Apesar de jogar com um time recheado de reservas no triunfo sobre a Chape (2 a 1), o Flamengo levou 61.023 torcedores (57.494 pagantes) ao ‘new Maraca’. Renda: R$ 1.692.892.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). O melhor momento de Corinthians x Grêmio foi o apito final.

Que chatice! As emoções da Fórmula 1 são inquestionáveis, superadas apenas por minuto de silêncio. Lewis Hamilton (foto) ganhou o GP da Espanha e seu companheiro, Valtteri Botas, ficou em segundo. Pela quinta vez em cinco provas, a dobradinha da Mercedes deixou as outras equipes na poeira, recorde na categoria. Hamilton acumula três vitórias, contra duas de Bottas. Ou seja, um circo mambembe.

Zapping. Mais blá-blá-blá esportivo na telinha: Os Sem Ingresso estreia nesta segunda, às 19 horas, na RedeTV. O programa será comandado por Edie Polo. Também participarão Bibiana Bolson e André Lucena.

Um por todos… O quarterback Tom Brady deu uma aula aos gananciosos de plantão. Poderia exigir bem mais que os US$ 27 milhões/ano pagos pelo New England Patriots, mas pisa no freio, porque assim o clube tem condições de manter um time mais competitivo. Ou seja, para um jogador receber uma fortuna, os demais precisariam ganhar menos, ‘aí cai a eficiência da equipe’.

Gilete press. De Paulo Cezar Caju, no Globo: “Que saudade do Cruyff. Suas frases enterram várias balelas que viraram verdade nos dias atuais: ‘Ser veloz não é correr mais do que o outro, mas começar a correr na hora certa’; ‘Ter técnica não é fazer mil embaixadinhas. Isso é para circo. Ter técnica é passar a bola de primeira, com a velocidade certa’; ‘Não admito que um programa de computador decida se um jogador serve ou não para um time’; ‘Jogadores forjados nas ruas são mais valiosos do que técnicos formados em escolas’. Penso muito parecido com o Cruyff.” Aula de ludopédio.

Tititi d’Aline. Bicampeão olímpico (2004/16) e mundial (2002/06), o líbero Serginho inaugurou o Instituto Serginho 10, em Guarulhos. O projeto, com apoio do Banco Votorantim, pretende atender mais de mil pessoas. A ideia é promover a inclusão social – educação e cidadania. Aos 43 anos, Escadinha defendeu o Corinthians na Superliga.

Você sabia que… a Premier League, a liga mais badalada do planeta, faturou a bagatela de 5,5 bilhões de euros na última temporada?

Bola de ouro. Taubaté. A equipe faturou pela primeira vez a Superliga masculina de vôlei. O time dominou o Sesi/SP em Suzano, ganhou por 3 a 1 (25/21, 25/22, 21/25 e 25/20), fechou a série em 3 a 2 e soltou o grito de campeão. Havia sido vice em 2016/17. O Taubaté fez a festa com Rapha, Vissotto, Lucão, Otávio, Conte e Lucarelli. Líbero: Thales. Entraram: Douglas Souza, Abouba, Uriarte e Fabiano.

Bola de latão. Corinthians. Nos raros momentos em que defendeu o Corinthians (11 jogos desde o ano passado), o volante Thiaguinho cativou a Fiel. Mas estranhamente o ‘professor’ Fabio Carille autorizou o clube a emprestá-lo ao Oeste. E optou por continuar com Richard, um zero à esquerda de R$ 10 milhões.

Bola de lixo. Grêmio. Apontado como um dos favoritos ao caneco do Brasileirão, o imortal gaúcho faturou apenas dois pontos em 12 possíveis. Prêmio: zona do agrião queimado.

Bola sete. “O Grêmio é o melhor do Brasil, sim. Joga o melhor futebol do Brasil, sim. Mas não dá para ganhar sempre” (do ‘professor’ Renato Gaúcho, após o modorrento empate com o Corinthians – a tabela que o diga).

Dúvida pertinente. Que prêmio merece a plim plim após humilhar o goleiro Sidão, do Vasco?

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Corinthians e Grêmio ficam no ‘oxo’, em mais um duelo de bola quadrada do Brasileirão

Corinthians e Grêmio não saíram do zero em Itaquera
Corinthians x Gremio: raros momentos de bom futebol

Em mais uma aula de bola quadrada quicando no Brasileirão, Corinthians e Grêmio ficaram no ‘oxo’, no Itaquerão, minha casa minha vida (36.360 pagantes/R$ 1.581.235,50), pela quarta rodada. As defesas dominaram fácil os ataques. No final do primeiro tempo, o VAR deu as caras e anulou um pênalti marcado pelo assoprador de latinha Marcelo de Lima Henrique – Everton Cebolinha chutou no braço de Fagner.

O Corinthians chegou a cinco pontos no campeonato, produto de dois empates, uma vitória e uma derrota. Já o Grêmio continua sem vencer: dois pontos em 12 possíveis, dois empates e duas pauladas. Mas manteve uma escrita: em seis visitas à zona leste, coleciona quatro empates, um triunfo e um fracasso (primeira partida).

A equipe corintiana estreou o novo segundo uniforme, elaborado para homenagear os 50 anos da Gaviões da Fiel, principal organizada ligada ao clube. Bandeiras da torcida foram espalhadas ao redor do gramado antes do jogo.

Corinthians e Grêmio disputaram um primeiro tempo muito truncado e de raras emoções. O ‘professor’ Fabio Carille armou a equipe no 4-1-4-1, como de costume, para tentar surpreender o adversário no contragolpe.

O imortal gaúcho teve mais posse de bola (54% a 46%), porém sem verticalidade. Centralizou demais o jogo e facilitou o trabalho da zaga do Corinthians. Praticamente não utilizou sua maior arma, as investidas de Everton Cebolinha pela esquerda.

Somente aos 35 minutos a Fiel pode vibrar nas arquibancadas. Clayton roubou a bola na entrada da área do Corinthians, partiu em velocidade para o ataque, driblou a zaga do Grêmio e cruzou. Boselli cabeceou e Paulo Victor espalmou.

Aos 42, a melhor (e única) chance do Grêmio. Luan bateu falta e o travessão evitou o gol. Na bacia das almas, Everton Cebolinha chutou a bola na mão de Fagner e sua senhoria, o assoprador de latinha Marcelo de Lima Henrique assinalou pênalti. Os corintianos reclamaram muito e o VAR entrou em ação. Marcação anulada.

O Corinthians voltou do vestiário com Vagner Love no lugar do inútil Boselli, perdidaço no ataque. E logo de cara o ‘artilheiro do amor’ fez ótima jogada. Ele recebeu de Ramiro, deixou Geromel na saudade e arrematou. Paulo Victor operou um milagre e desviou para escanteio.

Pouco depois, Vagner Love se livrou de Michel dentro da área, chutou e o goleiro gremista defendeu. Em dois minutos, fez muito mais que Boselli em 45. O Grêmio deu o troco com Luan. O meia bateu para o gol, a bola desviou e Cássio se esticou para evitar o pior.

Com o Corinthians mais incisivo, o ‘professor’ Renato Gaúcho trocou Montoya por Thaciano. Carille sacou Ramiro, desgastado, e colocou Júnior Urso. Nova mudança no Grêmio: André por Felipe Vizeu. E no time paulista: Sornoza por Régis. Última alteração: Luan por Pepê no imortal.

Apesar das modificações, nada de útil aconteceu. O ‘oxo’ continuou no placar. Um prêmio merecido ao fraco futebol apresentado por corintianos e gremistas.

Clássico foi animado no Maracanã
Diego Souza: fora de forma, pouco fez

A rodada começou com a vitória do Botafogo sobre o Fluminense por 1 a 0, no ‘new Maraca’ (22.350 pagantes/R$ 608.010). O time botafoguense conseguiu o terceiro triunfo em quatro jogos, enquanto o Tricolor levou a terceira coça.

O Fluminense jogou melhor, criou mais chances (o goleiro Gatito Fernandez jogou muito) e teve um gol anulado pelo VAR. O Botafogo ficou à espera de uma jogada para matar o adversário e, aos 26 do segundo tempo, Alex Santana saiu para o abraço. Jonathan desceu pela esquerda, cruzou e Alex Santana conferiu de cabeça.

Seis minutos depois, o botafoguense perdeu uma oportunidade incrível. Após driblar o goleiro Rodolfo, chutou para fora. Na sequência, Diego Souza isolou uma bola na pequena área. O Tricolor partiu para o abafa na bacia das almas, sem sucesso.

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Pitaco do Chucky. STF aprovou indulto ou insulto?

Come, bebe e dorme. O costarriquenho Bryan Ruiz, 33 anos, chegou ao Peixe em julho do ano passado com a missão de liderar o time. Bingo: há seis meses está sem jogar. Nem treina com o elenco. A cartolagem reza para um clube dos EUA pedir o empréstimo do meio-campista. Mataria dois coelhos com uma cajadada: abriria vaga para mais um gringo e reduziria a folha de pagamentos. Bryan Ruiz fatura mais de R$ 400 mil por mês. Apesar de não atuar pelo Santos, o atleta tem cadeira cativa na seleção da Costa Rica. E como capitão.

Zé Corneta. O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo voltou em grande estilo depois de 15 demissões. Trocou a estreia no Vasco pelo lançamento de uma cachaça. Vivaldino como sempre, se livrou de encarar o Peixe de Sampaoli.

Grito na arquibancada. Flamengo e Corinthians, clubes com as maiores torcidas do país, comandam o ranking de público neste ano. Graças ao ‘new Maraca’, o Urubu voa com a média de 44.048 pagantes por embate, 11 mil a mais que o coirmão Gavião. O Periquito fecha o pódio com 28 mil. Depois, aparecem soberano Tricolor (25 mil) e Saci colorado (24 mil). Uma das decepções é o Peixe. Segundo o Globo.com, aparece apenas em 13º lugar, com 14 mil. Entre os 60 times das séries A, B e C do Brasileiro, a gloriosa lanterna fica com o Ypiranga/RS: 140 testemunhas por partida.

Sugismundo Freud. Quem tem sede bebe em silêncio.

Desafio três em um. Se o Palmeiras quebrar o bico do Galo no jogo mais importante da quarta rodada do Brasileirão, neste domingo em BH, conseguirá três feitos: assumirá a liderança do campeonato, quebrará o próprio recorde de invencibilidade (26 jogos sem derrota no torneio) e detonará um tabu na capital mineira – o último triunfo sobre os atleticanos foi há quase 12 anos (2 a 0, em 12 de agosto de 2007; de lá para cá, quatro coças e cinco empates). A lamentar: black na TV.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Galo cai mais que TV por assinatura em dia de chuva.

É 100. O peruano Guerrero está perto de um gol de placa: festejar o 100º por equipes brasileiras. O atacante correu 52 vezes para o abraço ao lado da Fiel, 43 com a camisa do Flamengo e quatro pelo Saci colorado. Te cuida, Raposa!

Peixe dividido. O mandachuva e raios do Peixe, José Carlos Peres, gosta mesmo de agitar o clube. Depois de o ‘professor’ Jorge Sampaoli ter afirmado que preferia mandar todos os jogos no aquário da Vila Belmiro, o cartola garantiu que o Santos jogará metade das partidas no Pacaembu. Justificou: a torcida de São Paulo é a maioria absoluta. ‘Temos oito, nove mil pessoas na Vila, e quatro vezes mais no Pacaembu. Time sem receita não vai para frente’, disse Peres. Sampaoli torceu o nariz.

Gilete press. De Cosme Rímoli, no R7: “Está cada vez mais escancarada a maneira diferenciada com que Neymar é tratado [na Seleção]. Ele é uma entidade à parte, que tudo pode. Por conta de seu potencial técnico diferenciado, Tite e Edu Gaspar mergulham na incoerência e fazem de tudo para disfarçar o óbvio. Existe Neymar e ‘os outros’. Isso é muito claro. E se um atleta deseja sobreviver na Seleção não pode questionar e sim aceitar as coisas como elas são. Nem Pelé teve o tratamento que Neymar recebe. Mesmo sendo o melhor jogador de futebol de todos os tempos. Vencedor de três Copas do Mundo.” É vero.

Tititi d’Aline. Há coisas difíceis de a Fiel entender. O zagueiro Bruno Mendez aterrissou há dois meses no CT como grande revelação do futebol uruguaio e reforço capaz de resolver os problemas da zaga do time. Pois bem, o setor defensivo continuou um vulcão de emoções e nada de Mendez jogar. Agora, o garoto de 19 anos só poderá estrear em junho, depois de defender a Celeste no Mundial sub-20 da Polônia. O Corinthians decidiu liberá-lo antes aos uruguaios.

Você sabia que… Rogério M1to Ceni vai reencontrar o soberano Tricolor após 22 meses da demissão no clube?

Bola de ouro. Futebol inglês. Liverpool x Tottenham e Chelsea x Arsenal nas finais da Champions e Liga Europa: apenas um prêmio ao melhor ludopédio do planeta. Por aqui, quem dá as cartas é o Palmeiras do ‘sargento’ Felipão, exímio praticante do futebol pragmático.

Bola de latão. Anri Egutidze. O judoca português de 23 anos entrou para a história como primeiro atleta a perder uma luta por ‘ippon’ de celular. No Grand Slam de Baku, no Azerbaijão, ele fazia sua estreia na competição contra o sueco Robin Pacek, quando o aparelho caiu do quimono no tatame e Egutifze foi desclassificado após 13 segundos de combate.

Bola de lixo. Galo. Dos sete representantes brasileiros, apenas o Galo ficou fora da festa do mata-mata da Libertadores. Prêmio de consolação: Copa Sul-americana, a segunda divisão da Libertadores.

Bola sete. “O público parisiense é peculiar. Eles adoram jogadores que abrem o coração e demonstram amor pelo clube, próximo com o que faz o Cavani. O talento não é suficiente. Demonstrar um pouco de ligação afetiva com Paris é fundamental” (do jornalista Frederic Goulard, do Le Parisien – acorda, Neymar).

Dúvida pertinente. Pátria armada, Brasil?

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Não tenho mais prazer em ver um jogo pela TV, falta coragem aos treinadores

Reprodução/TV Globo

De Helvídio Mattos, no Ultrajano

Dia desses conversei ao telefone por longo tempo com meu amigo/irmão Roberto Salim. Falamos de uma paixão comum, o futebol.

Bob Salino, como costumo chamá-lo, tem andado frustrado, decepcionado e puto da vida com os péssimos espetáculos apresentados pelos grandes times brasileiros.

Também eu me sinto assim. Não tenho mais prazer em ver um jogo pela TV, mesmo que seja do querido e glorioso alvinegro praiano.

Para mim, o esquema do Sampaoli só funcionará quando o argentino tiver em mãos jogadores de qualidade com a bola nos pés.

Salim concorda com isso e ataca a covardia dos técnicos que temos. Diz que não adianta marcar um gol no começo da partida e em seguida recuar o time para garantir o resultado.

Ou então trocar 600 e tantos passes e não conseguir entrar na área do adversário. Pior ainda, para o Salim, é ver que por muitas vezes a cobrança de um escanteio termina nos pés do goleiro do time que estava no ataque.

Por isso, nosso “Salada” (outro apelido do Salim) passou a assistir a jogos do XV de Piracicaba, da Inter de Limeira, do Santo André e até das categorias de base.

Tudo porque essa turma tem mostrado aquilo que sumiu do vocabulário dos treinadores dos clubes chamados de elite: CORAGEM.

Ouvir essa palavra dita pelo Salim no outro lado da linha foi o que bastou para botar na conversa o mais eletrizante jogo de futebol deste Brasileirão (duvido que terá outro igual).

Sintonizei o canal que transmitia Grêmio x Fluminense com 20 e poucos minutos de partida e com o Tricolor gaúcho já na frente por 3 x 0. Claro que tinha então a certeza de que a noite de domingo iria acabar muito mal para o Tricolor carioca.

Todo mundo sabe o que aconteceu. O Fluminense virou o jogo para 4 x 3, o Grêmio empatou e o Flu, no finalzinho, fez o 5 x 4. Nove gols, fora as chances perdidas e as defesas salvadoras dos goleiros.

Os dois times foram corajosos, como o foram Santos e Palmeiras no distante 6 de março de 1958.

O jogo valia pela terceira rodada do Torneio Rio-São Paulo. O Santos, treinado por Luiz Alonso, o Lula, já era um time avassalador. Oswaldo Brandão era o técnico do Palmeiras. Para sentir que jogo foi esse, vamos à marcha da contagem.

Diante de 43.068 torcedores que foram ao Estádio do Pacaembu, o ponta-esquerda Urias fez 1 x 0 Palmeiras aos 20 minutos. Um minuto depois, Pelé empatou. Aos 25 Pagão botou o Santos na frente. No minuto seguinte, o centroavante Nardo deixou tudo igual.

Daí pra frente, o Santos deslanchou. Aos 32 minutos, o ponta-direita Dorval fez 3 x 2. Pepe marcou o quarto gol santista aos 38 e Pagão fechou a conta do primeiro tempo aos 44 minutos.

Tomar cinco gols em 45 minutos foi muito para Edgard, o goleiro do Palmeiras. No vestiário, pediu para não voltar para o jogo. No lugar dele entrou o reserva Victor.

Depois de levar uma bronca de Brandão, que exigiu que tivessem vergonha na cara, os jogadores do Palmeiras tiveram a coragem de ir para o ataque até virar o marcador em 34 minutos de jogo.

O ponta-direita Paulinho fez 3 x 5. Três minutos depois, Mazzola fez 4 x 5 e empatou o jogo aos 28’. Urias, que tinha aberto a contagem, marcou o sexto gol palmeirense faltando 11 minutos para a partida acabar.

Mas não acabou assim. José “Pepe” Macia, ponta-esquerda do esquadrão que ali se formava para conquistar o mundo, definiu que esse “foi o jogo mais emocionante que o futebol brasileiro já apresentou”.

Tem toda razão. Foram dele os dois últimos gols da partida. Aos 38 empatou com um gol de cabeça. Aos 43 marcou o 13º gol da partida que entrou para a história e, dizem, fulminou cinco torcedores de coração frágil.

Enquanto escrevo, me vem à cabeça a sentença do profexô Luxemburgo: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”.

Por isso, é preciso coragem para vencer o medo. Como teve o Liverpool para meter quatro gols no Barcelona e não tomar nenhum. Um resultado impensável depois da derrota por 3 x 0 na primeira partida da semifinal da Liga dos Campeões da Europa.

“Que jogo é esse?”, se perguntam nove entre 10 narradores esportivos da televisão brasileira. A resposta está na ponta da língua: esse jogo é aquele que vai tirar nosso futebol do limbo. É o jogo dos jogadores e técnicos sem medo e que alegra nossa alma. É o jogo da coragem.

Acho que Roberto Salim vai concordar com isso.

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Palmeiras fecha fase de grupos da Libertadores como rei da cocada; Flamengo e Grêmio chegam lá

Scarpa entrou no segundo tempo, marcou o gol e saiu lesionado

O Palmeiras ganhou muito mais que o jogo contra o San Lorenzo (1 a 0) na mansão Allianz Parque, que recebeu 29.204 torcedores (R$ 1.697.516,65). Beneficiado pela derrota da Raposa diante do Emelec (2 a 1), no Mineirão, o Palestra fechou a fase de grupos com a melhor campanha entre os 32 participantes.

A equipe terá a vantagem de decidir os mata-matas em casa até a final, se chegar lá. A decisão será em jogo único, dia 23 de novembro, em Santiago. Os jogos da próxima fase serão definidos em sorteio na segunda.

Com o triunfo sobre os argentinos, os periquitos em revista acumularam 15 pontos na liderança do grupo F, contra 10 do San Lorenzo, que também disputará as oitavas de final. O time superou a Raposa (15 pontos) no saldo de gols, 12 a 9. O Palmeiras cravou o ataque mais positivo, com 13 gols, e a defesa menos vazada, com um tento.

O único gol palmeirense foi marcado por Gustavo Scarpa, aos 24 minutos do segundo tempo. O meia, que substituiu Raphael Veiga na etapa final, chutou de fora da área e o goleiro Monetti aceitou. Pouco depois, Scarpa sentiu uma lesão e saiu. Entrou Lucas Lima.

Depois de oito jogos, Borja voltou ao comando de ataque – Deyverson foi poupado pelo ‘sargento’ Felipão. Mais uma vez, Borja decepcionou. Acabou dando o lugar para Arthur Cabral. O colombiano completou 100 jogos pelo Palmeiras.

Em Montevidéu, o Flamengo perdeu inúmeras chances de gol, passou sufoco nos 30 minutos finais, depois da expulsão de Pará, mas garantiu o ‘oxo’ contra o Peñarol e se classificou às oitavas. E em primeiro lugar no grupo D, com 10 pontos, mesmo número que LDU e Peñarol, porém com saldo de gol superior: 6 a 4. A segunda vaga ficou com a LDU, que goleou o lanterna San Jose por 4 a 0.

O Rubro-negro desperdiçou oportunidades incríveis com Gabigol, Bruno Henrique e Vitinho. Criou nada menos que nove chances, contra duas dos uruguaios. Apenas no primeiro tempo, Gabigol falhou três vezes diante do goleiro Dawson. Giovanni González também foi expulso no último minuto.

Já o Grêmio fez a lição de casa. Diante de 34.187 torcedores (R$ 1.478.779), o imortal bateu a Universidad Católica por 2 a 0, na Arena, e carimbou pela quarta vez consecutiva a passagem para as oitavas de final.

Os gaúchos terminaram em segundo lugar no grupo H com 10 pontos, dois atrás do Libertad. Desde 1990, o Grêmio não é eliminado na fase de grupos da Libertadores. Avançou 15 vezes em 29 anos. Não disputou em 2008/10/12/15.

Alisson, aos 22 da etapa inicial, colocou o Grêmio na frente, após belo lançamento de Michel. Aos 30 do segundo tempo, Leonardo roubou a bola de Cornejo, cruzou e Thaciano empurrou para o gol. Fatura resolvida.

No Mineirão (18.083 pagantes/R$ 393.347), já classificada no grupo B, a Raposa apanhou do Emelec por 2 a 1. O pão de queijo precisava pelo menos de um empate para assegurar o primeiro lugar geral no torneio.

Com o resultado, a Raposa perdeu a invencibilidade de cinco jogos, enquanto os equatorianos garantiram a vaga em segundo lugar. Os mineiros encerraram a fase de grupos com 15 pontos, seis à frente do Emelec.

Joao Rojas abriu o placar aos 40 do primeiro tempo. Sassá empatou aos 21 do segundo. Na bacia das almas, Angulo, de pênalti, matou a Raposa.

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Pitaco do Chucky. A união do rebanho obriga o leão a dormir com fome.

Lucas, o herói. A Champions é mesmo fantástica. O Tottenham perdia por 2 a 0 do Ajax até os 10 minutos do segundo tempo, virou o jogo e venceu por 3 a 2, com três gols do brasileiro Lucas Moura. Com o surpreendente resultado em Amsterdã, o Tottenham decidirá o caneco contra o Liverpool. A final inglesa está marcada para 1º de junho, em Madri. O Ajax, sem David Neres (lesionado), abriu 2 a 0 no primeiro tempo. De Ligt e Ziyech marcaram para os holandeses no primeiro tempo. O Ajax precisava apenas de um empate, já que havia derrotado o Tottenham por 1 a 0, em Londres. “É impossível explicar o que estou sentindo. Estou muito feliz e orgulhoso dos meus companheiros. Nós sempre acreditamos que era possível. Somos uma família. Foi um presente de Deus”, festejou Lucas Moura.

Lucas Moura, uma jornada inesquecivel na Champions

Lucas, o herói 2. O duelo marcou a redenção do ex-jogador do soberano Tricolor. Lucas Moura aterrissou no Tottenham praticamente desacreditado. Contratado pelo PSG em 2012, o atacante não explodiu na equipe francesa como se esperava. E virou reserva de luxo após a contratação de Neymar e Mbappé. Ano passado, foi para o Tottenham. Recuperou o prestígio na equipe inglesa. Participou de 11 das 12 partidas do time na Champions. Marcou cinco gols, três diante do Ajax. Levou a bola para casa como troféu. “Lucas liderou o time na assombrosa batalha contra o Ajax”, publicou o The Guardian. “Lucas merece uma estátua”, afirmou o meia dinamarquês Christian Eriksen após o confronto. Nas casas de apostas, o Tottenham é azarão na final, com apenas 29% de chances, contra 71% do Liverpool.

Zé Corneta. Garoto-propaganda do Circo Brasileiro de Futebol, a nova missão do ‘professor’ Tite: ‘Brasileirão é o terceiro maior do mundo em qualidade.’ Isto posto, cabe a pergunta: por que, então, convoca poucos jogadores daqui?

‘Pofexô’, o retorno. Depois de um bom tempo na fila do desemprego, mais precisamente desde outubro de 2017, quando foi defenestrado pelo Sport, Vanderlei Luxemburgo está de volta ao batente. Ele assinou contrato com o Vasco até dezembro, mas só começará a trabalhar na próxima segunda, após a partida contra o Peixe. Maurício Copertino será o auxiliar, e Antônio Mello, o preparador físico. O ‘pofexô’ retoma a carreira com um desafio: evitar mais um rebaixamento do Vasco, lanterna do Brasileirão com apenas um ponto em nove possíveis. Na apresentação, Luxemburgo rasgou elogios a Sampaoli e Fernando Diniz, mas cutucou: não estão apresentando nada de novo. E prometeu se aposentar após o Brasileirão.

‘Pofexô’, o retorno 2. Cinco vezes campeão brasileiro (duas com o Palmeiras e uma com Corinthians, Raposa e Peixe), vencedor da Copa América de 1999 com a amarelinha desbotada e ganhador de alguns estaduais, além de ter trabalhado no Real Madrid, Luxemburgo colecionou uma série de fracassos desde 2010. Tomou cartão vermelho no Galo, Flamengo (duas vezes), Grêmio, Fluminense, Raposa, Tianjin Quanjian (segunda divisão da China) e Sport (demitido no vestiário). Dos 12 maiores times do país, ele só não trabalhou como jogador ou técnico no soberano Tricolor.

Sugismundo Freud. Morre lentamente quem se apega ao hábito e sempre repete o mesmo trajeto.

João-sem-braço. O atacante Jordie Van der Lann tentou aplicar o golpe e quebrou a cara. Comunicou ao Telstar, da segunda divisão holandesa, que daria o cano no treino porque estava doente, mas foi flagrado pela TV assistindo Tottenham x Ajax, pela Champions, em Londres. Na volta, foi convidado a comparecer ao RH.

Gilete press. De André Rizek, no SporTV, sobre as críticas de Levir Culpi ao ‘professor’ santista Jorge Sampaoli: “Qual o problema da gente ter um treinador estrangeiro, não importa aonde ele nasceu, e mostrar coisas diferentes? Não estou nem dizendo que são melhores, mas que nos fazem questionar sobre métodos de trabalho, como os nossos times jogam. Para mim, a experiência do Sampaoli é muito positiva e fiquei decepcionado com o tom jocoso com que o Levir tratou isso.” No alvo.

Caiu na rede. Corintiano Fabio Carille, o novo Rolando Lero da bola: fala muito e não diz nada.

Tititi d’Aline. É o bochicho da hora: a jornalista Priscilla Alves Coelho está processando Ronaldinho Gaúcho. Ela pede um terço da fortuna do ET da bola, estimada em R$ 250 milhões. Priscilla viveu com ele entre 2012 e 2018. A relação envolveu uma amiga, Beatriz Souza, a pedido do ex-atleta. Eles moravam num condomínio na Barra. Motivo da porcentagem: relação a três, cada um com seu quinhão.

Você sabia que… o atacante Dudu completou 250 jogos (58 gols) com a camisa do Palmeiras, igualando-se a Del Nero como o 48º atleta com mais partidas pelo clube?

Bola de ouro. Lucas Moura. O ex-atacante do soberano São Paulo arrebentou o Ajax com três gols e garantiu o Tottenham na final da Champions, contra o Liverpool. Pela primeira vez o Tottenham disputará a decisão do principal torneio interclubes do planeta. A batalha acontecerá em 1º de junho, na cidade de Madri.

Bola de latão. Chelsea. A mamãe Fifa deu um bico na apelação do clube inglês contra a suspensão de contratar jogadores nas próximas janelas de transferências, no meio deste ano e começo de 2020. O Chelsea havia sido punido em fevereiro por ter contratado irregularmente 29 menores de idade estrangeiros. Também foi confirmada a multa de R$ 2,3 milhões.

Bola de lixo. Gareth Bale. O atacante galês deve comandar a barca do Real Madrid. Contratado por R$ 315 milhões em 2013, a maior compra da história até aquele momento, Bale caiu em desgraça no clube, após ganhar quatro títulos da Champions. Os números do atacante: 22 lesões até o início deste ano; 229 dos 337 jogos realizados pelo time; R$ 1 bilhão apenas em salários; 102 gols em seis temporadas – R$ 10 mi cada um.

Bola sete. “Quero que as pessoas saibam que eu sou gay e que eu não tenho vergonha disso. E não é porque eu sou que outras pessoas vão querer ser. Isso não tem nada a ver. Já vivi muitos anos pensando no julgamento que os outros fariam sobre mim. Hoje só aceito ser julgado por Deus. Nunca mais vou deixar de viver o que eu sou. Eu sou gay” (do ginasta Diego Hypolito, 32 anos, no Uol – fantasma abatido).
Lucas Lima/UOL

Dúvida pertinente. Luxemburgo chega para salvar ou afundar ainda mais o Vasco?

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Heroico, Liverpool arrebenta Messi & Cia e vai à decisão da Champions; Coutinho assina ‘sentença de morte’

Liverpool: uma conquista fabulosa

Épica, esplêndida, fantástica, notável, fabulosa, magnífica, nobre, soberba, inesquecível, monumental… Fica a critério dos amantes do esporte bretão a melhor palavra para definir a atuação do Liverpool no segundo e decisivo duelo contra o Barcelona, pelas semifinais da Champions.

No bico da cegonha sem asas, depois de perder por 3 a 0 no Camp Nou, o time inglês devolveu o placar com juros em Anfield. Segunda maior virada da história da competição. O

O Liverpool deixou Messi & Cia. de quatro e se classificou à final do torneio interclubes mais importante do planeta, em 1º de junho, contra o ganhador de Ajax x Tottenham em Madri. Holandeses e ingleses jogam nesta quarta. O Ajax venceu o primeiro embate por 1 a 0, na casa do coirmão.

Mesmo sem duas estrelas, os atacantes Mohamed Salah e o brasileiro Roberto Firmino, lesionados, o Liverpool enquadrou os espanhóis com dois gols do belga Divock Origi (aos sete do primeiro tempo e aos 33 do segundo) e dois do holandês Georginio Wijnaldum (aos oito e aos 10 da etapa final).

O quarto gol inglês foi antológico. Alexander-Arnold já havia desistido de cobrar o escanteio quando viu Origi sozinho na área. Mudou de ideia e bateu por baixo. O belga conseguiu finalizar e marcar, surpreendendo a todos. ‘Instintivo’, afirmou o lateral-direito, autor de 14 assistências na temporada. Há quem jure que houve o dedo do treinador Klopp.

Além de Origi e Wijnaldum, outro herói do Liverpool foi o goleiro brasileiro Alisson. Praticou pelo menos cinco defesas importantes, a mais difícil delas numa saída arrojada para abafar o chute de Jordi Alba. O volante Fabinho também comeu a bola.

Há 14 anos, o Liverpool conseguiu a maior virada numa final, em Istambul, e faturou o título em cima do Milan nos pênaltis. Os italianos venciam por 3 a 0. Em Anfield, o time inglês conseguiu o milagre diante do Barcelona. Igualou Roma 3 x 0 Barcelona de 2017/18 e Deportivo La Coruña 4 x 0 Milan de 2003/04. O primeiro ainda é Barcelona 6 x 1 PSG de 2016/17.

Após a sensacional vitória, o alemão Klopp extravasou: “Os garotos são foda, mentalmente gigantes. É inacreditável. Vocês podem me multar se quiserem, tudo bem. Eu não sou inglês então não consigo encontrar palavra melhor para descrever isso tudo. Ganhar já é difícil, sem tomar gol então… Tem coisas mais importantes no mundo, mas criar uma atmosfera emocional juntos é algo especial.”

Já a mídia espanhola desceu o porrete no Barcelona. Aliviou com nota 5 apenas Messi e Vidal. O jornal As, de Madri, decretou o fim da linha para o brasileiro Philippe Coutinho na equipe catalã: “Assinou sua sentença de morte como jogador do Barcelona. Não merece seguir vestindo essa camisa. Sua partida foi de uma indolência imprópria de um jogador de seu nível. Tem talento, mas não caráter para liderar uma equipe grande. Adeus e até nunca.”

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Pitaco do Chucky. E viva a festa do caqui: 404 filhos e mulheres de deputados foram agraciados com passaporte diplomático pela Câmara.

Estranho no ninho. Os atacantes do Palmeiras comemoram: dos 10 gols marcados nos quatro últimos jogos, apenas um correu para o abraço – Deyverson, no embate contra o Saci colorado pela terceira rodada do Brasileirão. As outras festas: zagueiro Gustavo Gómez, lateral-direito Marcos Rocha e meio-campistas Zé Rafael (dois), Gustavo Scarpa (dois), Raphael Veiga, Moisés e Bruno Henrique.

Zé Corneta. ‘Professor’ Carille entra na onda sertaneja e adota a tática sofrência.

Neymar, o cara. O ‘professor’ Tite, o subalterno coordenador Edu Gaspar (vai se mandar para o Arsenal após o torneio) e outros integrantes da comissão técnica, sob o guarda-chuva do chefão Rogério Caboclo, vão se reunir para analisar a agressão de Neymar a um torcedor após a derrota do PSG para o Rennes. Mas a chance de ‘o menino’ ficar fora da Copa América, em junho, é a mesma de o ‘patrão’ Silvio Santos assumir o comando da plim plim. O maior castigo ao craque, além de um puxão de orelha, pode ser a perda da faixa de capitão. E olhe lá! Primeiro, porque é o melhor jogador do país, disparado. Queiram ou não os abutres e invejosos de plantão.

Neymar, o cara 2. Segundo, porque deixá-lo de férias seria um risco muito grande para o futuro do ‘professor’ Tite. Que virou mais do mesmo depois do fracasso da equipe na Copa da Rússia. Até o encantador ‘titês’ das eliminatórias virou um pé no saco. Terceiro, porque o Circo Brasileiro Futebol não pode abrir mão da galinha dos ovos de ouro, o principal chamariz para abarrotar ainda mais os cofres da casa maldita da bola. E quarto, porque ruim com ele, pior sem ele. É Neymar e mais 10.

Sugismundo Freud. Não se vive de alegria, nem se morre de tristeza.

Revolta. Ada Hegerberg, 23 anos, cumpriu a promessa feita em 2017: não defenderá a seleção da Noruega no Mundial da Polônia, em junho. Ganhadora da Bola de Ouro da revista France Football em 2018 (a brasileira Marta faturou o prêmio The Best da mamãe Fifa), Ada se rebelou porque o futebol feminino no país é discriminado, não tem o mesmo prestígio da equipe dos marmanjos. O dinheiro é bem mais curto e a infraestrutura é inferior até nos alojamentos.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Viradas históricas do Fluminense: contra o Grêmio e de mesa.

Dona Fifi. Um é pouco, dois é bom, mas 10 é dose para mamute… O enxoval corintiano agrega nada menos que uma dezena de patrocinadores. O clube arrecada R$ 60 milhões por ano. A Fiel pisa em ovos com a poluição visual.

Zapping. Quem não tem cão caça com tico-tico: ESPN procurou a plim plim para comprar os melhores momentos do Brasileirão.

Reinado. O Peixe entrou no vácuo da brilhante classificação do Liverpool na Champions e tirou uma onda com o hermano Messi, comparado nos últimos tempos a Pelé nas redes sociais. Após a eliminação do Barcelona, o Santos publicou uma foto do ‘Atleta do Século’ e alfinetou: ‘Rei só existe um’.

Gilete press. Do ‘professor’ Fernando Diniz, na preleção aos jogadores do Fluminense antes da épica vitória sobre o Grêmio por 5 a 4, de virada: “Ninguém está no Fluminense para passear. Entrem lá com alma grande. É vitória a cada segundo, a cada respiro. Olha no olho dos caras e…vitória. Tem família esperando. Não tem nada o que temer aqui. Vão com a alma de vocês, não temam e não tenham duvida. Joguem para caralho.” Os gaúchos até agora estão atônitos.

Tititi d’Aline. A classificação do Flamengo às oitavas de final da Libertadores é uma obrigação. O Urubu voa com um elenco avaliado em 96 milhões de euros, contra 19 milhões da LDU, 16 milhões do Peñarol e 4 milhões do San Jose. Total dos gringos, juntos: 39 milhões.

Você sabia que… apenas a Raposa, em 2003, conquistou a tríplice coroa nacional, o Mineirinho, a Copa do Brasil e o Brasileirão?

Bola de ouro. Alisson, Trent Alexander-Arnold, Joel Matip, Virgil van Dijk, Andrew Robertson, Georginio Wijnaldum, Fabinho, Jordan Henderson, James Milner, Xherdan Shaqiri, Daniel Sturridge, Sadio Mané, Divock Origi, Joe Gomez e o ‘professor’ Jürgen Klopp. Um time inesquecível para a torcida do Liverpool, ganhando ou perdendo o caneco da Champions.

Bola de latão. Barcelona. O badalado time catalão entrou cheio de pose no campo do Liverpool, certo de que a vaga já estava no papo, e quando acordou, tchau e bênção. Tomou um vareio do time inglês. Vexame histórico. Queimou a paella.

Bola de lixo. Levir Culpi. Campeão dos ‘professores’ brasileiros em dor de cotovelo. Atacou desnecessariamente o hermano Jorge Sampaoli, do Santos. Pura inveja.

Bola sete. “O próximo técnico da seleção será o Sampaoli. Por dois motivos, ele é tatuado e anda de bicicleta. Ah, além de tudo, é argentino. Esse é o futebol brasileiro hoje. Você quer algo novo, tem vários técnicos brasileiros bons, mas a gente só olha para o que tem fora. Tem ódio aos brasileiros. É quem vem de fora que vai resolver” (do ‘professor’ Levir Culpi, na SporTV, sobre a amarelinha desbotada – sem noção).

Dúvida pertinente. Palmeiras, Flamengo, Raposa ou Grêmio têm condições de encarar o Liverpool?

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