Chapecoense para o soberano São Paulo e mantém tabu: nunca perdeu do Tricolor na capital paulista

Hernanes, o profeta, puxa o contra-ataque do soberano no Pacaembu

O soberano São Paulo continua sem engatar uma quarta vitória consecutiva no Brasileirão desde agosto de 2014, sob o comando de ‘Muriçoca’ Ramalho. O Tricolor apenas empatou em 2 a 2 com a Chapecoense, na casa alugada do Pacaembu (33.226 pagantes/R$ 959.703), mas a torcida aplaudiu o time, que chegou a estar perdendo por 2 a 0. A equipe catarinense nunca levou chumbo dos são-paulinos na capital paulista. Coleciona uma vitória e três empates.

Depois de 33 jogos, o São Paulo soma 44 pontos. Com a igualdade diante da Chape, perdeu a chance de aproximar-se ainda mais do grupo que se classificará para a Libertadores. Os catarinenses completaram cinco embates sem perder – dois triunfos e três empates consecutivos. Têm 41 pontos, cinco à frente do Sport, o ‘líder’ da zona do agrião queimado.

O primeiro tempo no ‘próprio da municipalidade’ pode ser resumido em apenas um duelo: Hernanes x Chapecoense. Em ótima fase, com direito a ter esperanças de ser convocado para a amarelinha desbotada (‘estamos acompanhando atentamente seu desempenho’, admitiu o ‘professor’ Tite), Hernanes foi o único que se destacou na equipe tricolor.

Ele sempre procurou o jogo, distribuiu bons passes e arrematou com perigo ao gol de Jandrei. A Chape, por sua vez, marcou forte e buscou os contra-ataques, a maioria pela esquerda, aproveitando o fraco desempenho do improvisado volante Araruna na lateral.

Aos 26 minutos, o time catarinense abriu o placar. Reinaldo desceu pela ponta, cruzou forte e Wellington cabeceou para a rede, após vacilo do goleiro Sidão. O São Paulo sentiu o golpe, passou a errar jogadas e a apelar para os cruzamentos, consagrando a zaga da Chape. Que fechou a casinha e complicou a vida do Tricolor.

O primeiro tempo terminou com 63% de posse de bola do São Paulo, contra 37% dos coirmãos. Rigorosamente, porém, o time paulista não criou nenhuma grande oportunidade, o tradicional ‘uhhhhh’ nas arquibancadas.

O Tricolor voltou do vestiário com Lucas Fernandes no lugar de Araruna. Petros foi deslocado para a lateral. Aos 7, Marcos Guilherme recebeu ótimo passe na área, chutou e Jandrei evitou o empate. Na sequência, mudança na Chape: João Pedro substituiu Luiz Antônio.

Aos 13, Marcos Guilherme cometeu pênalti em Apodi. Reinaldo cobrou e ampliou a vantagem da equipe catarinense. O ‘professor’ Dorival Júnior partiu para o tudo ou nada. Sacou o meia Shaylon e colocou o centroavante Gilberto. Depois, tirou Petros e pôs Maicosuel.

Na pressão, o São Paulo diminuiu o marcador. Aos 26, Jandrei disputou a bola com Hernanes pelo alto, não segurou e Gilberto tocou para o gol. Os catarinenses reclamaram falta no goleiro. Sua senhoria, o assoprador de latinha Marcelo de Lima Henrique, não marcou nem falta nem impedimento. Gilberto assinalou o 13º gol em 32 jogos; Pratto tem 14 em 45 partidas.

Empurrada pela torcida, a equipe são-paulina foi em busca da igualdade. Conseguiu aos 37: Lucas Fernandes cruzou e Arboleda conferiu de cabeça. De pé, a galera acompanhou os últimos minutos. E, depois, aplaudiu a equipe pela reação, após estar perdendo por 2 a 0.

Na 34ª rodada, o São Paulo visitará o Vasco, em São Januário. Já a Chape receberá o Peixe.

No Independência (8.204 espectadores/R$ 110.055), o Galo bicou o Dragão goiano: 3 a 2. Os mineiros ficaram duas vezes em desvantagem. Diego Rosa abriu o placar no início da partida. Fábio Santos, cobrando pênalti, empatou aos 17. Nove minutos depois, Andrigo marcou o segundo do Atlético/GO.

O Galo empatou com Luan, aos 4 da etapa final. O menino maluquinho havia entrado no lugar de Casares. Ele correu para o abraço pela 24ª vez no Horto. Aos 19, Fred marcou o terceiro dos atleticanos. O centroavante chutou forte e cruzado. A bola desviou em um adversário e matou o goleiro Klever.

Com a vitória, o Galou chegou aos 45 pontos e pulou para a 10ª posição. O Dragão segue seu calvário rumo à Série B. Carrega a lanterna com 27 pontos.

No ‘new Maraca’ (9.597 torcedores/R$ 195.785), Fluminense e Coxa morreram abraçados no 2 a 2. O time carioca ocupa agora a 12ª posição, com 43 pontos. Já a equipe paranaense tem 39, na 15ª colocação. Está a apenas três pontos da zona da degola.

O Coxa abriu o placar com Werley. O Tricolor virou no segundo tempo, com Cléber (contra) e Henrique Dourado. Cléber se redimiu e empatou para o time de Curitiba. Dourado é o artilheiro do campeonato, com 17 gols, um à frente do corintiano Jô.

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Uma superquarta corintiana: vitória sobre Furacão e 95% de chances de faturar o Brasileirão

Walter pegou um pênalti no primeiro tempo e saiu machucado no final do jogo

Brasileirão com cara de Brasileirinho, 33ª rodada: uma superquarta corintiana, com a faixa de heptacampeão praticamente no peito. O líder derrotou o Furacão por 1 a 0, chegou a 65 pontos e a festa do caneco é só uma questão de tempo, de acordo com os matemáticos de plantão. As chances de título são de 95%, contra 3% do Grêmio e 1% de Peixe e Palmeiras, nos cálculos do ‘Infobola’, do professor gaúcho Tristão Garcia.

Os corintianos abriram oito pontos de vantagem sobre o Grêmio, que pulou para o segundo lugar ao bater a Ponte por 1 a 0, mas não está nem aí para o campeonato. O imortal gaúcho pensa ‘apenas naquilo’, a Libertadores. Faltam cinco jornadas para o pontapé final do campeonato.

Noves fora: se passar pelo Avaí no fim de semana, no Itaquerão, minha casa minha vida, o Corinthians poderá dar a sétima volta olímpica no meio da próxima semana, contra o Fluminense, também em casa.

A equipe paulista bateu o Furacão, em Curitiba (18.062 espectadores/R$ 838.155), com um gol de Giovanni Augusto, aos 31 minutos do segundo tempo. O meia havia entrado no lugar de Clayson, aos 19 da etapa final. Pela primeira vez no returno, o Corinthians obteve dois triunfos consecutivos (no fim de semana, 3 a 2 no Palmeiras).

O Furacão poderia ter aberto o placar aos 32 do primeiro tempo. Mas Walter, que substituiu Cássio (na amarelinha desbotada), não deixou: pegou um pênalti cobrado por Nikão. No final da partida, Walter sofreu uma lesão e foi substituído pelo garoto Caíque. Retirado de maca, o goleiro deixou o campo chorando. Não deve encarar o Avaí.

Vice-líder até a bola começar a rolar, o Peixe morreu aos pés do Vasco no aquário da Vila Belmiro: 2 a 1. Saiu na frente, com um gol de Ricardo Oliveira, e tomou a virada com Evander e Nenê.

O Santos permaneceu com 57 pontos, porém caiu para a terceira posição. Está a nove do Corinthians. No final da partida, a torcida (7.841 pagantes/R$ 211.555) vaiou muito o time santista, principalmente o meia Lucas Lima.

O Palmeiras se despediu da luta pelo título. Jogou muito mal e perdeu do Vitória por 3 a 1, no Barradão. Yago (dois) e Trellez correram para o abraço no time baiano, que não vencia como mandante havia três meses, mais precisamente desde 2 de agosto, quando implodiu a Ponte (3 a 1).

Dudu assinalou o gol palmeirense em Salvador. O Palestra ocupa a quarta posição, com 54 pontos, 11 atrás do Corinthians. O Vitória saiu da zona do agrião queimado. Agora está em 16º lugar, com 36 pontos.

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Pitaco do Chucky. Novo ‘fake’ em Paris: lesão de Neymar.

Gol de placa. A jovem Isabelly Morais, 20 anos, entrou para a história: pela primeira vez, uma mulher narrou uma partida da Série B do Brasileiro. Ela transmitiu América/MG 2 x 0 ABC, pela Rádio Inconfidência de BH. Ganhou imensuráveis elogios pelo trabalho. Só os cretinos de sempre (meia dúzia) criticaram o desempenho de Isabelly. Que se considera uma apaixonada pelo esporte: “Eu vivo o esporte todos os dias, de manhã até a madrugada. Mas nunca havia pensado em ser narradora.” Agora, virou um sonho.

Zé Corneta. Andrés Sanchez, o eterno rei do sorriso e candidato à presidência do Corinthians, arrumou um cabo eleitoral de peso, literalmente: Ronaldo.

Tarantela. Apenas um time deixou escapar o título do Brasileirão quando liderava o campeonato na 32ª rodada, com seis ou mais pontos de vantagem sobre o segundo colocado: o Palmeiras. Em 2009, os periquitos em revista tinham 57 pontos, contra 51 do Flamengo (sexto colocado), e dançaram a tarantela em ritmo de baticundum.

Sugismundo Freud. Uma das maiores virtudes do homem é saber tolerar.

Festa paulista. Depois de 23 anos, os paulistas poderão fazer barba, cabelo e bigode no Brasileirão. Em 1994, o Palmeiras faturou o bi com uma vitória (3 a 1) e um empate (1 a 1) contra o Corinthians, vice-campeão. O Guarani fechou o pódio. Neste ano, Corinthians, Peixe e Palmeiras podem repetir a dose. Nas outras temporadas, a partir de 1971, houve apenas dobradinhas nas duas primeiras posições, de acordo com o site ‘sr.goool’: 1973 – Palmeiras e São Paulo; 1978 – Guarani e Palmeiras; 1986 – São Paulo e Guarani; 1990 – Corinthians e São Paulo; 1991 – São Paulo e Bragantino; 2002 – Santos e Corinthians; 2007 – São Paulo e Santos; 2016 – Palmeiras e Santos.

Festa paulista 2. Nas bilheterias do Brasileirão, Corinthians e Palestra deitam, rolam e saracoteiam. Em 16 jogos no Itaquerão, minha casa minha vida, o líder do campeonato beliscou R$ 22.945.960, enquanto o Palmeiras amealhou R$ 20.184.657,95. Noves fora: os coirmãos cravaram renda líquida de R$ 43.130.617. Em média, o Corinthians embolsa R$ 1, 4 mi por confronto; o Palmeiras fatura R$ 1,2 mi.                              

Caiu na rede. Crefisa lança linha de crédito especial para torcedor palmeirense: ConseguiNada.

Na caçapa. O atacante Jô desencantou contra o Palmeiras. O ‘matador’ corintiano só havia marcado diante do Peixe no primeiro turno. Nos outros clássicos do Brasileirão, nada de correr para o abraço no jogo de volta contra os santistas, nos 180 minutos com o soberano Tricolor e no turno contra os periquitos em revista, na mansão Allianz Parque. Em seu retorno ao Corinthians, Jô ganhou fama de ‘artilheiro dos clássicos’ por ter assinalado seis gols no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Jô desfalcará o Corinthians contra o Avaí: cumprirá suspensão.

Zapping. Chelsea x Manchester United cravou a maior audiência da ESPN Brasil na história da transmissão do Campeonato Inglês. Bateu o ibope dos outros jogos exibidos na TV por assinatura, inclusive os nacionais.

Gilete press. De Igor Siqueira, no ‘Lance’: “O Palmeiras rompeu a barreira dos R$ 50 milhões de superávit em 2017, segundo os balancetes do clube com dados até 30 de setembro. Em números exatos, um ‘lucro’ de R$ 50.115.842,98. Nos três trimestres do ano, o Verdão já arrecadou R$ 407,8 milhões e teve despesas na casa de R$ 357 milhões. Apenas com futebol (profissional e amador), são R$ 365,4 milhões de receita. Os gastos foram de R$ 311,8 milhões. Só em setembro, o superávit foi relativamente tímido, com R$ 2,3 milhões.” Já no campo…

Patolino na geral. Arquibancada no Itaquerão – R$ 250; pastel – R$ 10; selfie com Romero – R$ 35; ganhar do Palmeiras com gol impedido – não tem preço.

Tititi d’Aline. Apesar do entra e sai de carros ao longo do dia, os vizinhos de Neymar garantem que até agora o comportamento do brasileiro merece nota 10. O jogador mora em Bougival, pequena cidade a poucos quilômetros do CT do Paris Saint-Germain. Neymar, familiares e ‘parças’ residem numa choupana de mil metros quadrados. O aluguel é de 15 mil euros. Entre 2002 e 2004, a casa abrigou Ronaldinho Gaúcho, que defendeu o PSG.

Você sabia que… o soberano Tricolor não engata uma quarta vitória consecutiva desde agosto de 2014, sob o comando de ‘Muriçoca’ Ramalho?

Bola de ouro. América/MG. O Coelho divide a liderança da Série B com o Saci colorado. Perde apenas no número de vitórias, 18 a 17. Detalhe: não gastou um terço do dindim investido pelo time gaúcho na luta para voltar à elite do Brasileiro.

Bola de latão. Raposa. Meia volta, volver lamentável: senador Zezé Perrella (PMDB) é o novo presidente do Conselho Deliberativo. Candidato único, ele foi eleito com 261 votos. Houve 36 votos em branco e 20 nulos. Zezé Perrella comandou o clube entre 1995 e 2002. Retornou em 2009 e saiu em 2011. Trata o Cruzeiro como o quintal de sua casa.

Bola de lixo. Jemima Sumgong. Ouro na maratona da Rio-16, a queniana foi flagrada em um antidoping realizado fora de competição. Teste apontou eritropoietina (EPO). A atleta pegou um gancho de quatro anos e está fora dos Jogos de Tóquio, em 2020.

Bola sete. “O Flamengo é um time banana. Sem alma, desorganizado, caro e que não entrega praticamente nada. Poderia até colocar uma banana estampada na camisa” (de Mauro Cezar Pereira, da ‘ESPN’ – yes, nós temos banana).

Dúvida pertinente. Corinthians: as mãos, as chuteiras e a alma na taça de campeão brasileiro?

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Corinthians, 85% de chances de título; soberano Tricolor, 18% de Libertadores

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A Fiel pode trocar a apreensão e as promessas a São Jorge antes do Dérbi por um sorriso de orelha a orelha, além de acelerar novamente a confecção da faixa de heptacampeã.

O líder Corinthians voltou a colocar as duas mãos e uma chuteira no caneco do Brasileirão depois da vitória sobre o Palmeiras (3 a 2), no Itaquerão, minha casa minha vida.

A seis rodadas do pontapé final do campeonato, as chances de o time festejar o sétimo título nacional dispararam na matemática do site ‘Infobola’, do professor gaúcho Tristão Garcia. Elas agora chegam a 85%. Antes da coça nos periquitos em revista, o Corinthians flutuava em 70%.

Já o Palestra desabou na tabela e na aritmética. Caiu para a quarta colocação, com 54 pontos, oito atrás dos corintianos, e passou a ter somente 5% de possibilidades de faturar o bi. A equipe navegava em 20% até o duelo contra o Corinthians.

Em segundo lugar na tabela, com 56 pontos, o Peixe nada em 6% de probabilidades. Não melhorou nem piorou. O mesmo aconteceu com o imortal Grêmio, terceiro colocado, com 54 pontos: 4%. Os gaúchos superam o Palmeiras na classificação no saldo de gols, 19 a 14.

Se o Corinthians faturar 12 dos 18 pontos que faltam, será o campeão brasileiro, mesmo que Santos, Grêmio ou Palmeiras ganhe as seis partidas.

Na luta por uma vaga na Libertadores, o Corinthians já está garantido, segundo o ‘Infobola’. Peixe, Grêmio e Palmeiras têm 99% cada. Depois, aparecem Botafogo (69%), Flamengo (56%) e Vasco (29%).

Após sofrer barbaridades com o fantasma da degola, o soberano São Paulo acumula 18% de chances de entrar na briga pelo torneio continental. Elas podem crescer se o Tricolor continuar vencendo, e o Grêmio e o Flamengo conquistarem a Libertadores e a Copa Sul-americana, respectivamente, o que lhes garantiria uma vaga. Também podem sonhar: Furacão (8%), Bahêa e Galo (7%), Fluminense (6%), Chape (2%) e Coxa (1%).

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Pitaco do Chucky. Olhai por nós, San Gennaro!

Super-Dérbi. A plim-plim está em festa: Corinthians x Palmeiras rendeu 42,2 pontos no ibope da grande Pauliceia engolida pelo bangue-bangue, recorde do futebol neste ano. O share (domicílios sintonizados) atingiu 62%. A marca do Dérbi é igual à dos últimos capítulos da novela ‘A Força do Querer’. A audiência do embate no Itaquerão, minha casa minha vida também é a maior desde a final da Libertadores de 2012, entre Corinthians e Boca Juniors, que cravou 48 pontos de média e 62% de participação. No primeiro turno do Brasileirão desta temporada, Palmeiras x Corinthians amealhou 41 pontos. Na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, Grêmio x Flamengo obteve 26 pontos. No sábado, na RedeTV, Guarani x América/MG, pela Série B, conseguiu 1,3. Cada ponto em SP equivale a 70,5 mil domicílios; no RJ, 44 mil.

Zé Corneta. O encanto acabou. Alberto Valentim deve ficar mesmo só até o final do Brasileirão. Abel Braga é a preferência para a casamata do Palestra.

Festa do caqui. Um é pouco, dois é bom e nove será mesmo uma tremenda festa do caqui. Se o Grêmio soltar o grito de campeão da América pela terceira vez e o Flamengo ganhar a Sul-americana, a pátria das chuteiras furadas terá nada menos que nove equipes na briga da Libertadores de 2018. Ou seja, praticamente a metade dos 20 magnânimos representantes do Brasileirão com cara de Brasileirinho. Além de gremistas e rubro-negros, entrariam na disputa a Raposa, por ter vencido a Copa do Brasil, e os seis primeiros colocados do campeonato – hoje, seriam Corinthians, Peixe, Palmeiras, Botafogo, Vasco e soberano São Paulo.

Sugismundo Freud. Por que pensar se posso julgar?

Degola. Com 99% de possibilidades, o Atlético/GO lidera a turma da degola, na aritmética do ‘Infobola’. Só falta fechar o caixão. A corrida para o caldeirão do diabo: Avaí (75%), Ponte (69%), Vitória (62%), Sport (53%), Coxa (20%), Chapecoense (10%), Fluminense, Galo e Furacão (3%), Bahêa (2%) e São Paulo (1%).

Caiu na rede. Flamengo mexe os pauzinhos: quer Gilmar Mendes no comando do julgamento de Guerrero.

Gilete press. De Rafael Oliveira, no ‘Globo’: “Com a proximidade das confraternizações de dezembro, o Botafogo já divulgou para parceiros e potenciais interessados o pacote de fim de ano do Nilton Santos. Quem quiser realizar a tradicional pelada do período de festas no campo principal do estádio terá que desembolsar R$ 25 mil (aluguel diurno) ou R$ 75 mil (noturno). O pacote é para o período de 4 a 17 de dezembro. O valor inclui duas horas no gramado, equipamentos e vestiários.” Caixinha, obrigado!

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. Um dos monstros sagrados do Calcio, o meio-campista Andrea Pirlo, 38 anos, anunciou a aposentadoria após o New York City ser eliminado pelo Columbus Crew, nas semifinais da Major League Soccer (MLS). Pirlo deixou o banco no segundo tempo. O City ganhou por 2 a 0, mas caiu fora porque perdeu o primeiro jogo de 4 a 1. Pirlo faturou duas vezes a Champions, com o Milan, e seis o Campeonato Italiano (duas com o Milan e quatro com a Juventus). Especialista em cobranças de falta, sagrou-se campeão do mundo com a Azzurra em 2006, na Alemanha. Em 2015, Pirlo se mandou para os EUA a fim de engordar ainda mais a poupança (US$ 2,5 milhões por ano).

Você sabia que… o orçamento da Copa da Rússia já bateu nos 10 bilhões de euros (R$ 38,2 bilhões)?

Bola de ouro. Hernanes/Bruno Henrique. O meio-campista do soberano Tricolor e o atacante do Peixe estão jogando muito. Hernanes pode ser apontado como principal responsável pela recuperação são-paulina; Bruno Henrique é a grande estrela do Santos, um capeta na ponta esquerda.

Bola de latão. Premier League. A milionária liga inglesa entrou na onda do Brasileirão: quatro ‘professores’ dançaram em 11 rodadas. A roda viva: Frank de Boer (Crystal Palace), Craig Shakespeare (Leicester City), Ronald Koeman (Everton) e Slaven Bilic (West Ham), que foi demitido depois da goleada de 4 a 1 do Liverpool.

Bola de lixo. Deyverson. O atacante do Palmeiras deixou sua marca no Dérbi: entrou aos 39 minutos e foi expulso nos acréscimos, após agredir Fellipe Bastos. Menção honrosa: Felipe Melo. Aprontou mais uma fora de campo. O volante tentou agredir o corintiano Clayson no intervalo da partida. Pior investimento do Palestra na temporada.

Bola sete. “Pela milésima vez nos últimos mil anos, a Ferrari se diz descontente com os rumos da Fórmula 1 e ameaça deixar a categoria. Agora reclama do novo regulamento de motores que deverá ser adotado a partir de 2021. Alguém ainda leva essas ameaças a sério?” (de Flavio Gomes, do ‘Grande Prêmio’ – cascata italiana).

Dúvida pertinente. Corinthians campeão: alívio ou satisfação?

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Corinthians vence ‘decisão’ contra Palmeiras e volta a respirar tranquilo na liderança; Felipe Melo apronta

Corintianos festejam o gol de Romero com selfie

Depois de três derrotas e um empate, o Corinthians voltou a respirar tranquilo na liderança do Brasileirão com cara de Brasileirinho. Na ‘decisão’ com o Palmeiras, ganhou por 3 a 2 e chegou aos 62 pontos, seis à frente do Peixe, o segundo colocado, faltando seis jornadas para o pontapé final do campeonato. Balbuena, Romero e Clayson foram os destaques do Corinthians.

Os periquitos em revista caíram duas posições com a paulada corintiana no Itaquerão, minha casa minha vida (46.090 pagantes/R$ 2.908.847,10). Ocupam agora a quarta posição, com 54 pontos. O Grêmio, que derrotou o Flamengo por 3 a 1, também tem 54 e bate o Palmeiras no saldo de gols (19 a 14).

No intervalo do Dérbi, o volante Felipe Melo discutiu com o atacante Clayson no túnel para os vestiários. O pitbull palmeirense arremessou um objeto no corintiano e provocou o maior auê. A turma do deixa disso entrou em ação. “Ele prometeu me pegar desde os tempos em que eu estava na Ponte. Não sei o que se passa na cabeça dele. Quis dar uma de doido e veio pra cima de mim. O Felipe Melo gosta de aparecer”, contou Clayson.

Corinthians e Palmeiras justificaram no primeiro tempo o porquê de o Dérbi centenário ter sido apresentado como ‘final antecipada do Brasileirão’. O Palestra começou melhor. Procurou evitar a saída de bola dos corintianos e explorar os toques rápidos, sempre à procura do colombiano Borja.

Aos poucos, porém, o Corinthians foi equilibrando a partida e, acertadamente, passou a atacar pela esquerda, com Clayson levando vantagem sobre Mayke. Mais perigoso e lembrando os bons tempos do primeiro turno, com Jô trabalhando muito bem de pivô, o Corinthians foi levando perigo ao goleiro Fernando Prass.

E a Fiel explodiu, aos 28: Rodriguinho bateu cruzado e Romero, em impedimento, completou para o gol. Sua senhoria, o assoprador de latinha Anderson Daronco, nada assinalou. Havia cinco meses que o paraguaio não corria para o abraço. Para festejar, atacou com uma selfie.

A torcida corintiana ainda se abraçava nas arquibancadas quando, aos 30, Babuena completou para a rede, após cruzamento da esquerda: 2 a 0. O Palmeiras sentiu a chapa queimar, enquanto o líder tomou conta da partida. Só não aumentou o placar porque insistiu no preciosismo em alguns lances.

Os periquitos em revista partiram para o chuveirinho e, aos 35, bingo: Mina, de cabeça, diminuiu. Na sequência, uma ducha de água fria nos palmeirenses. Jô ganhou de Edu Dracena na corrida e foi derrubado na área pelo palmeirense. Pênalti. O atacante cobrou e marcou o terceiro gol corintiano.

O brilho da etapa inicial desapareceu no segundo tempo. Inexplicavelmente, o Corinthians resolveu deitar na vantagem e tratou de fechar a casinha. O Palmeiras, com Roger Guedes no lugar do inútil Keno, aproveitou o recuo dos corintianos e foi à frente.

Sem competência, porém, para furar o bloqueio do coirmão em jogadas mais agudas. Apelou, então, para a velha saída dos cruzamentos, facilitando o trabalho da zaga corintiana, com destaque para o paraguaio Balbuena. Aos 22, após escanteio, Pablo cortou mal e a bola sobrou para Moisés, que fuzilou o goleiro Cássio: 3 a 2.

Daí em diante, o que se viu foi um festival de chutões do Corinthians, a fim de garantir os três pontos, e um Palmeiras desesperado e sem lucidez para chegar ao empate. Para complicar, Deyverson ainda foi expulso na bacia das almas.

Em rede social, o Corinthians brinca: ‘Alegria do Cascão, tlisteza do Cebolinha’

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Pitaco do Chucky. O bêbado fala o que o sóbrio pensa.

Praça de guerra. Apenas 500 homens devem trabalhar na segurança de candidatos e sócios durante as eleições no democrático Vasco, nesta terça. Mais ou menos o mesmo pelotão que se apresenta em um clássico decisivo no ‘new Maraca’. Além do ‘exército particular’ do capitão gancho Eu-rico Miranda (tentará a reeleição) e dos oposicionistas Fernando Horta e Júlio Brant, policiais militares devem fazer o patrulhamento nos arredores do porto de São Januário.

Zé Corneta. A primeira impressão é a que fica: Peixe recupera o DNA ofensivo com o interino Elano. O Galo que o diga!

Moeda de troca. O brasileiro Lucas Moura dificilmente permanecerá no PSG. O ex-são-paulino deve ser negociado na janela de transferências de fim de ano. Desde que aterrissou no clube francês, em 2012/13, Lucas disputou 227 partidas e marcou 46 gols, além de ter atacado 47 vezes como garçom. Neste ano, participou de apenas quatro embates e assinalou um tento. Lucas só não foi vendido no meio do ano porque Neymar interferiu e pediu para o PSG esquecer a venda. O valor de mercado do atacante: R$ 140 milhões.

Sugismundo Freud. Quanto maior for a loucura melhor será a recordação.

OO: RH à vista! O ‘professor’ Oswaldo de Oliveira dorme em berço esplêndido no Galo. Tem contrato até dezembro do próximo ano, mas deve limpar o armário depois do Brasileirão deste ano. Pelo menos é o que se pode concluir após os últimos passos do futuro presidente, Sérgio Sette Câmara. Candidato da situação com vitória praticamente certa nas eleições de 11 de dezembro, o cartola está elaborando o planejamento de 2018 sem dar a mínima para OO, mais por fora que cotovelo de caminhoneiro.

Caiu na rede. Corinthians pode pedir música no ‘Fantástico’: três vitórias sobre o Palmeiras neste ano.

Zapping. Aonde a vaca vai, o boi vai atrás… Depois de Galvão Bueno defender a convocação do são-paulino Hernanes, Cleber Machado também pediu um lugar ao meio-campista na amarelinha desbotada.

Patolino na geral. Após a terceira vitória consecutiva no Brasileirão, o que não acontecia desde junho de 2015, o soberano Tricolor tem apenas 1% de chance de cair, segundo a matemática do ‘Infobola’.

Gilete press. De Lauro Jardim, no ‘Globo’: “Sérgio Cabral pode estar na pior, mas nem por isso deixa de ser amigo dos amigos. Provou isso quando Carlos Arthur Nuzman chegou ao Presídio de Benfica, há exatamente um mês. Na ocasião, Cabral preparou-lhe uma recepção inesquecível. Fez os que estavam por perto se levantarem para recepcionar o companheiro recém-chegado. E, solidário, convocou todos para uma saudação: ‘Vamos aplaudir o cara que trouxe a Olimpíada para o Rio.’ E assim foi feito.” Quadrilha unida.

Rosamundo, o pensador. Se não tiver coragem de morder, não rosne.

Tititi d’Aline. A jornalista Márcia Peltier confidenciou a amigas ter sido traída duas vezes pelo ex-marido, o ínclito Carlos ‘Rolando Lero’ Nuzman. Primeiro, ao descobrir que o ex-chefão do COB (caixinha, obrigado Brasil) pulava a cerca, colocando ponto final no casamento. Depois, ao tomar conhecimento da corrupção que envolveu a escolha do Rio para receber a Olimpíada de 2016. De acordo com a revista ‘Veja’, Márcia Peltier garantiu que jamais precisou do dinheiro de Nuzman para pagar suas contas: ‘Joguei fora 13 anos da minha vida.’ Um anjo!

Você sabia que… o Peixe acumula seis vitórias e um empate desde o último triunfo do Galo, em 2009?

Bola de ouro. Arjen Robbin. O holandês entrou para a história como o maior artilheiro estrangeiro do Bayern de Munique na Bundesliga. Com o gol que marcou na vitória sobre o Borussia Dortmund (3 a 1), ele chegou a 93 e quebrou o recorde do brasileiro Élber, tetracampeão com a equipe alemã. Robbin foi contratado em 2009. O Bayern pagou 25 milhões de euros ao Real Madrid. Ele conquistou uma Champions, seis títulos da Bundesliga, quatro troféus da Copa da Alemanha e um Mundial da mamãe Fifa.

Bola de latão. Atlético/GO. Depois da 19ª derrota em 32 jogos do Brasileirão, só falta a extrema-unção para fechar o caixão do Dragão na elite do campeonato. O time do rechonchudo Walter ganhou apenas 27 pontos em 96 possíveis e reúne 99% de possibilidades de ser rebaixado. Carrega a gloriosa lanterna desde as primeiras rodadas do campeonato.

Bola de lixo. Bandidagem. Travestidos de torcedores corintianos, dois vândalos foram presos em Barueri com barras de ferro, pedaços de pau, revólver com numeração raspada, drogas e ingressos para o Dérbi, além de R$ 2 mil. O arsenal apreendido estava dentro de um carro que escoltava um ônibus com anjinhos organizados da Gaviões da Fiel. A samaritana dupla justificou: temia ser atacada por palmeirenses no trajeto até o Itaquerão, minha casa minha vida.

Bola sete. “Virei treinador hoje. Finalmente, fui batizado. Durou pra caramba. Sabia que aconteceria uma hora ou outra. É mais que normal. Fiz um péssimo jogo com a equipe” (do ‘professor’ Jair Ventura, que ouviu pela primeira vez os elogios de ‘burro’ após a derrota do Botafogo para o Fluminense por 2 a 1, de virada – currículo carimbado).

Dúvida pertinente. O Corinthians voltou a colocar as duas mãos na taça?

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Peixe quebra o bico do Galo, mergulha na vice-liderança e incendeia o Brasileirão

Ricardo Oliveira e Bruno Henrique festejam o terceiro gol do Peixe

Sete jogos, sete vitórias e grito de campeão brasileiro. Ao longo da semana, os cálculos foram feitos pelos jogadores do Peixe, sob as bênçãos do ‘professor interino’ Elano. E o primeiro triunfo já está na sacola do otimismo: o time derrotou o Galo por 3 a 1, no aquário da Vila Belmiro (11.418 pagantes/R$ 337.480), na abertura da 32ª rodada do Brasileirão com cara de Brasileirinho.

Com o resultado, o Santos chegou a 56 pontos, três a menos que o líder Corinthians e dois à frente do Palmeiras. Mostrou que está vivíssimo na luta pelo título, apesar de boa parte da mídia ter passado os últimos dias abordando apenas o ‘decisivo Dérbi’ entre corintianos e palmeirenses no Itaquerão, minha casa minha  vida.

O atacante Bruno Henrique foi a grande estrela da partida. Infernizou a defesa do Galo, com dribles desconcertantes nos laterais Fabio Santos e Marcos Rocha. Arthur Gomes, David Braz e Ricardo Oliveira garantiram os três pontos ao Santos. Fred marcou para o Galo (42 pontos, no meio da tabela).

Elano fez sua reestreia como interino, substituindo o demitido Levir Culpi. O ex-jogador obteve a terceira vitória na casamata, já que havia vencido dois jogos pelo Brasileirão como tampão entre a saída de Dorival Júnior e a chegada de Levir, em junho.

O primeiro grito de gol da torcida santista saiu apenas na bacia das almas, mas o Peixe se mostrou superior ao Galo ao longo da maior parte da etapa inicial, com toques rápidos e explorando muito bem as laterais, principalmente pela direita. O veloz e driblador Bruno Henrique venceu quase sempre a marcação de Fabio Santos, oferecendo muito perigo nos cruzamentos.

Em um deles, aos 46 minutos, pimba na caxirola: o atacante cruzou, a defesa atleticana falhou e o garoto Arthur Gomes concluiu de cabeça, sem chance para o goleiro Victor. O Galo viveu de esporádicos momentos de Otero e Cazares. Nada, porém, que merecesse muita preocupação de Vanderlei, um espectador privilegiado sob a trave santista.

No início do segundo tempo, o Santos tentou apertar o Galo e se deu mal. Abriu a zaga e tomou o empate, aos 6 minutos: Robinho tocou para Marcos Rocha, que devolveu ao rei das pedaladas enferrujadas. O atacante cruzou na medida para Fred, livre de marcação, deixar tudo igual.

O Santos não se abalou. Depois de Ricardo Oliveira perder boa chance diante de Victor, a equipe encaçapou o segundo, aos 16. Lucas Lima cobrou escanteio e o zagueiro David Braz tocou de cabeça, no ângulo direito de Victor.

Em vantagem, o Peixe recuou. Só não foi castigado porque a sorte estava a seu favor. Aos 32, Robinho fez boa jogada e acertou uma bomba na trave. Na sequência, após cobrança de escanteio, Leonardo Silva, de cabeça, mandou novamente no poste.

O Peixe acordou, encaixou um ótimo contra-ataque, mas Ricardo Oliveira errou o alvo cara a cara com Victor. Aos 35, o centroavante matou o Galo. Bruno Henrique fez excelente jogada pela esquerda, centrou e Ricardo Oliveira saiu para o abraço. Vice-liderança garantida. Corinthians e Palmeiras que se cuidem!

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Noite tricolor. Depois de 30 rodadas, o soberano São Paulo conseguiu ganhar três jogos consecutivos no Brasileirão. A equipe derrotou o lanterna Atlético/GO por 1 a 0, no Serra Dourada (15.439 pagantes/R$ 696.485), e completou a trinca. Antes, havia vencido Flamengo (2 a 0) e o Peixe (2 a 1) – em junho de 2015, superou Peixe, Grêmio e Chapecoense. Hernanes, aos 21 minutos de jogo, marcou o gol são-paulino, em Goiânia. O meio-campista tem sido a grande arma do Tricolor na arrancada para escapar do rebaixamento. Em 16 jogos, assinalou nove tentos. A equipe soma agora 43 pontos, na nona colocação. Está oito à frente dos quatro últimos colocados. O Dragão goiano tem 27.

Noite tricolor 2. No estádio Nilton Santos, o Niltão (9.816 torcedores/R$ 284.150), mais um triunfo tricolor: de virada, o Fluminense bateu o Botafogo por 2 a 1. O time botafoguense saiu na frente, com um gol relâmpago: Marcos Vinicius, aos 52 segundos de partida. O Flu empatou com Marcos Júnior, aos 16 do segundo tempo, e chegou à vitória com Matheus Alessandro, aos 42. O Tricolor das Laranjeiras pulou para a 12ª posição, com 42 pontos. O Botafogo permaneceu em sexto lugar, com 48.

Pitaco do Chucky. Desta vez, a rebimboca da parafuseta de Felipe Massa enferrujou para valer. Bye-bye US$ 8 milhões por ano.

Recorde corintiano. Além da possibilidade de faturar o heptacampeonato brasileiro, o Corinthians do Carille pode entrar para a história como o time da Fiel que menos perdeu numa temporada nos últimos 30 anos. Até agora, a equipe sofreu oito pauladas: duas pelo Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago (Santo André e Ferroviária) e seis pelo Brasileirão (Vitória, Atlético/GO, Peixe, Bahêa, Botafogo e Ponte). Há três décadas, quando faturou o primeiro caneco nacional, o Corinthians levou nove bordoadas. Ainda faltam sete rodadas para o encerramento do campeonato.

Recorde corintiano 2. Neste século, a melhor temporada corintiana aconteceu em 2008, ano em que a equipe disputou a Série B do Brasileiro. Sob o comando do Mano dos manos, o Corinthians perdeu 10 jogos, e voltou à elite com muita folga. O discípulo Fabio Carille segue os passos dos mestres Mano e Tite. Ele está no clube desde 2009 e nunca escondeu ser fascinado por armar esquemas defensivos.

Zé Corneta. ‘Mala branca’: imoral, mas real nas últimas rodadas de qualquer campeonato.

Pagando para jogar. Fluminense, mais feliz que mosca em tampa de xarope: em 15 jogos do Brasileirão com cara de Brasileirinho no ‘new Maraca’, apenas os clássicos contra o Flamengo (despesas e receitas divididas) e o duelo diante do lanterna Atlético/GO garantiram saldo positivo. Na verdade, uma ninharia. No embate com o coirmão Rubro-negro pelo segundo turno, por exemplo, o Tricolor embolsou nada menos que… R$ 13 mil. Nas demais partidas, um glorioso cheque especial: R$ 2,5 milhões de prejuízo. O Fluminense só deixa o vermelho com público superior a 20 mil pagantes no templo da bola.

Sugismundo Freud. Os sábios aceitam conselhos; os idiotas se acham o máximo.  

Gilete press. De Jamil Chade, no ‘Estadão’: “A Espanha atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República e aceitou transferir ao Brasil o processo criminal e inquérito existente contra o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira. O compromisso, porém, é de que ele seja investigado e processado no País. O cartola havia sido indiciado na Espanha por corrupção, num caso que levou à prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell. Uma ordem de prisão foi emitida em Madri. Mas diante da lei brasileira que rejeita a extradição de nacionais, a opção foi a de transferir o caso de forma completa ao Brasil, na esperança de que ele possa enfrentar de fato a Justiça.” Sai da rede, Brasil!

Caiu na rede. Guerrero murcha Peru.

Tititi d’Aline. Aos 29 anos, o meio-campista Renato Augusto vai ter que se virar nos 30 para poder sobreviver após pendurar as chuteiras. O ex-corintiano e titular da amarelinha desbotada renovou contrato por quatro temporadas com o Beijing Guoan. O jogador deverá receber a bagatela de R$ 2,5 milhões por mês, livres como um passarinho na floresta. Ou seja, Renato Augusto reforçará a poupança em R$ 30 milhões a cada ano. Que pobreza!

Você sabia que… já aconteceram cinco Dérbis no Itaquerão, minha casa minha vida, com dois triunfos corintianos, dois palmeirenses e um empate?

Bola de ouro. Fiel. Mais de 30 mil torcedores foram apoiar o time no último treino para a decisão contra o Palmeiras. Muitos, porém, torceram o nariz ao saber que o paraguaio Romero continuará no time.

Bola de latão. Campeonato Francês. É tão difícil, mas tão difícil, que o PSG nem precisou de Neymar para atropelar o Angers (5 a 0), na casa do inimigo. Quarta goleada da equipe em 12 rodadas. Ou seja, é o PSG e o resto.

Bola de lixo. Mídia caolha. Ignorou o Peixe na luta pelo caneco do Brasileirão com cara de Brasileirinho. Pouco, ou quase nada, falou sobre a equipe santista e agora corre atrás de desculpas esfarrapadas.

Bola sete. “Em nome dos jogadores, da comissão técnica e da diretoria, agradeço o apoio de todos não só hoje, como no ano todo. Foi muito importante para o título paulista e para nossa campanha no Brasileiro. E venham juntos para a gente fazer um grande jogo neste domingo e conquistar os três pontos” (discurso de Fabio Carille à Fiel, após o último treino).

Dúvida pertinente. O ‘professor’ Fabio Carille resistirá na casamata do Corinthians se deixar escapar o hepta ‘mais ganho’ dos pontos corridos?

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Reviravolta: soberano São Paulo tem 6% de chances de chegar à Libertadores

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Depois de sofrer muito com a possibilidade de o time ser rebaixado pela primeira vez na história do Brasileirão, o torcedor do soberano São Paulo pode sonhar mais alto. As chances de o Tricolor chegar à Libertadores são maiores do que as possibilidades de visitar a Série B.

De acordo com a matemática do ‘Infobola’, do professor gaúcho Tristão Garcia, a equipe são-paulina reúne 6% de probabilidades de entrar no torneio continental, contra 4% de degola.

Após vencer o Flamengo (2 a 0) e o Peixe (2 a 1), o Tricolor pulou para a 11ª colocação na tabela, com 40 pontos. E pode chegar até a Libertadores se continuar em ascensão e, principalmente, se o Grêmio soltar o grito de campeão da América e o Flamengo faturar a Copa Sul-americana.

Com uma possível festa de gremistas e rubro-negros, mais a vaga da Raposa assegurada por ter dado a volta olímpica na Copa do Brasil, o G6 da Libertadores se transformaria em G9. Ou seja, bastaria ao São Paulo um sprint final nas últimas sete rodadas do Brasileirão para disputar a competição.

As chances de classificação à Libertadores: Raposa – 100%; Corinthians e Palmeiras – 99/%; Peixe – 98%; Grêmio – 97%; Botafogo – 79%; Flamengo – 64%; Vasco – 29%; Galo – 12%; Furacão – 10%; São Paulo – 6%; Chapecoense – 3%; Bahêa e Fluminense – 2%.

As possibilidades de rebaixamento: Atlético/GO – 98%; Avaí – 58%; Vitória – 57%; Sport – 50%; Coxa – 43%; Fluminense – 11%; Bahêa e Chape – 10%; São Paulo – 4%; Galo – 2%; Furacão – 1%.

A luta pelo título: Corinthians – 70%; Palmeiras – 20%; Peixe – 6%; Grêmio – 4%.

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Bomba: Guerrero dopado! O ‘matador’ Paolo Guerrero, do Flamengo e da seleção peruana, foi flagrado no antidoping por uso de uma ‘droga social’ na partida contra a Argentina, em 5 de outubro, pelas eliminatórias da Copa de 2018. A informação é de Andres Agulla, do ‘ESPN FC’. A federação peruana já teria sido comunicada pela Conmebol. O jogo terminou ‘oxo’, resultado que ajudou o Peru a ficar na zona de repescagem, à frente do Chile. Guerrero, que alegou ter usado apenas uma remédio para gripe, deverá ficar fora dos embates contra a Nova Zelândia, dias 11 e 16. A punição da mamãe Fifa para jogadores que usam ‘drogas sociais’ gira entre dois e quatro anos. Guerrero é o artilheiro do Peru nas eliminatórias, com cinco gols, ao lado de Edson Flores.

Pitaco do Chucky. O Brasil é mesmo supimpa: trabalho escravo rende apenas R$ 33,7 mil à ministra Luislinda Valois (PSDB), dos Direitos Humanos. Ô coitada!

Pé de coelho. O meio-campista Giovanni Augusto, uma das raras opções de banco do ‘professor’ Fabio Carille, encara um jejum de 370 dias sem correr para o abraço no Corinthians. Que tem um ataque arrasador no returno: oito gols (quatro de Jô e quatro de Clayson). É o pior de todos.

Zé Corneta. Pelo desempenho de alguns jogadores nas últimas partidas do Corinthians, parece que o prêmio de R$ 12 milhões pelo título não agradou muito.

Tampão. O auxiliar Elano assumiu o comando do Peixe, em substituição ao demitido Levir Culpi, cheio de moral: mesmo que leve o time ao título brasileiro, não será efetivado do cargo. O apoio até a página três foi dado pelo presidente Modesto Roma Junior. Elano só ficará até o final do ano porque vai fazer uma série de cursos na próxima temporada a fim de ganhar o diploma de ‘professor’.

Sugismundo Freud. Mais importante do que vigiar os outros é controlar o próprio passo.

Cardeal perde força. O ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi sofreu um grande desgaste na última reunião do Conselho Deliberativo. O cardeal apresentou uma série de mudanças estatutárias e não emplacou nenhuma. Só conseguiu brecar a votação da profissionalização do clube – é inimigo declarado do gerente Alexandre Mattos. Mustafá está cada vez mais distante do mandachuva e raios Maurício Galiotte e da Crefisa, patrocinadora do Palestra. Mas continua com muita influência na política palmeirense. Quando muitos acreditam estar liquidado, Mustafá ressurge e manda prender e soltar no ninho dos periquitos em revista.

Caiu na rede. Meio-campo do Corinthians anda mais lento que lesma com preguiça.

Pires na mão. O Mogi Mirim vive fase espetacular. Rebaixado duas vezes neste ano (caiu para a Série A3 do Paulistinha e para a D do Brasileiro), o time do interior paulista foi proibido de disputar qualquer competição até pagar duas taxas de arbitragem de jogos da terceirona do Brasileiro. O Mogi deu o cano nas partidas contra Tombense e Ypiranga. Total: R$ 16 mil. No confronto com o Ypiranga, a equipe perdeu por WO, porque os atletas estavam em greve devido ao atraso de salários.

Zapping. O segundo jogo entre Grêmio e Barcelona de Guayaquil, pelas semifinais da Libertadores, rendeu 22,4 pontos ao ibope da plim-plim na grande Pauliceia refém dos piratas do asfalto. Na Band, Tottenham x Real Madrid, pela Champions, cravou 7,5. Cada ponto em SP corresponde a 70,5 mil domicílios sintonizados.

Gilete press. De Douglas Ceconello, no ‘Globoesporte.com’: “A curva do Palmeiras é ascendente, mas obviamente tudo passa pelo trepidante clássico do próximo domingo. É a final antecipada de um lado só: vencendo ou empatando, o Corinthians de Fábio Carille engatilha definitivamente o título. Uma vitória palmeirense reabre o campeonato, para felicidade de todos os voyeurs que esperam encerrar o ano assistindo de camarote algumas doses cavalares de gritaria e angústia.” Fato.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. A ‘diva’ Anitta soltará a voz antes da largada do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, dia 12, em Interlagos. Ela vai cantar o Hino Nacional. Ano passado, Anitta pintou no autódromo, mas como convidada especial, e conheceu o piloto inglês Lewis Hamilton. Em setembro, o tetracampeão mundial rasgou os maiores elogios à brasileira após o lançamento do clipe da música ‘Will I See You’. Já cantaram o hino antes do GP: Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Fafá de Belém e Margareth Menezes.

Você sabia que… o Flamengo coleciona oito vitórias, 10 empates e uma derrota em 19 clássicos contra os coirmãos do Rio nesta temporada?

Bola de ouro. Renato Gaúcho. Prometeu e cumpriu: o Grêmio decidirá o título da Libertadores depois de 10 anos. O ‘professor’ mostrou que entende da mandioca. Recuperou jogadores descartados por outras equipes, como o lateral Cortês e os atacantes Fernandinho e Lucas Barrios, e montou um time de boa qualidade. Renato Gaúcho pode entrar para a história como primeiro brasileiro a conquistar o torneio como jogador e treinador.

Bola de latão. Fluminense. O duelo contra o Botafogo neste fim de semana será a última chance de o Tricolor das Laranjeiras conquistar uma vitória em clássicos. Até agora, o time acumula dois empates e três derrotas no Brasileirão, com 13,3% de aproveitamento.

Bola de lixo. Tyler Deric. O troglodita goleiro do Houston Dynamo, da MLS, agrediu a namorada com uma cabeçada, foi preso e tomou um gancho do clube americano por tempo indeterminado. Aos 29 anos, Deric é um dos principais jogadores da equipe e foi eleito o melhor jogador do campeonato em outubro.

Bola sete. “Ninguém é bobo, ninguém aqui é otário. Todo mundo sabe que, no Brasil, Flamengo e Corinthians atropelam todo mundo nas torcidas. Eu tenho vontade de jogar no Corinthians” (de Thiago Neves, ao canal ‘Desimpedidos’, do YouTube – o meia tem contrato com a Raposa até dezembro de 2019).

Dúvida pertinente. Jadson, o Sancho Pança da Fiel?

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Grêmio na briga pelo tricampeonato da Libertadores: que venha o Lanús!

Jogadores do Grêmio comemoram a classificação para a final da Libertadores

O imortal Grêmio continua vivo na luta pelo tri da Libertadores. A equipe perdeu do Barcelona de Guayaquil por 1 a 0, na Arena (54.128 pagantes/R$ 3.370.918), mas se classificou para a final contra o Lanús graças ao triunfo no primeiro embate com os equatorianos (3 a 0), na casa do adversário.

A equipe gaúcha chega pela quinta vez à decisão do torneio continental. É o segundo time brasileiro com mais presença em finais da Libertadores. Perde apenas para o soberano São Paulo, com seis participações. O Grêmio foi campeão em 1983 e 1995.

O mata-mata contra o Lanús, que eliminou o River Plate, será disputado nos dias 22, em Porto Alegre, e 29, na Argentina.

Antes de a bola rolar contra o Barcelona, a diretoria do Grêmio anunciou a renovação do contrato do meia Luan até 2020, depois de uma longa novela.

Com a vantagem de 3 a 0 no placar, obtida no jogo em Guayaquil, o Grêmio procurou levar o jogo em banho-maria desde os primeiros minutos. Tratou de fechar a casinha, com duas linhas de quatro, deixando Luan e Cícero à frente para tentar um contragolpe.

Aos poucos, o imortal passou a errar muitos passes, entrou na correria do Barcelona e se complicou, aos 33 minutos: após boa jogada de Marcos Caicedo pela esquerda, a bola sobrou para Jonatan Alves estufar a rede de Marcelo Grohe.

Um a zero merecido pelo futebol mais competente apresentado pelos equatorianos. A vantagem, porém, poderia ter virado pó três minutos depois: Fernandinho cruzou e Cícero desperdiçou ótima chance ao cabecear para fora, na melhor (e única) oportunidade gremista ao longo da etapa inicial.

O Grêmio voltou melhor no segundo tempo, mas continuou falhando muito no último passe, facilitando o desarme do Barcelona. Que, aos 10 minutos, só não marcou o segundo porque a trave evitou o gol de Esterilla. Aos 22, Cícero voltou a perder boa oportunidade para empatar. O meio-campista recebeu livre na grande área e chutou fraco, para sorte do goleiro Banguera.

Sete minutos depois, Edilson desceu pela direita, cruzou para o meio da pequena área e Arreaga salvou o Barcelona. Aos 32, o último momento de perigo: Jael, de cabeça, acertou a trave. Daí em diante, o bumba meu boi tomou conta da partida. Nada mais de útil aconteceu.

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Pitaco do Chucky. O carismático José Maria Marin, o inesquecível Zé da Medalha, deve ser julgado na próxima segunda, em Nova York. Algemas à vista!

Desafio hermano. O Grêmio vai encarar um tabu na decisão da Libertadores contra o Lanús: desde 1979, quando o Olímpia fez a festa contra o Boca Juniors, uma equipe argentina não perde a taça em casa. Antes da volta olímpica dos paraguaios, apenas o Peixe de Pelé soltou o grito de campeão no campo dos hermanos. Em 11 de setembro de 1963, o Santos derrotou o Boca por 2 a 1, gols de Coutinho e Pelé, em uma Bombonera com 50 mil torcedores. No primeiro jogo do mata-mata, em 4 de setembro, no Maracanã (63.376 espectadores), o time santista havia vencido por 3 a 2, com dois de Coutinho e um de Lima. Os argentinos faturaram nove das 11 finais que disputaram em seus domínios. Os jogos decisivos serão em 22 e 29 de novembro.

Desafio hermano 2. O Lanús chegou à primeira final de uma Libertadores com histórica vitória sobre o poderoso River Plate por 4 a 2, no alçapão La Fortaleza. Campeão da Sul-americana de 2013, o Lanús perdeu o primeiro embate por 1 a 0 e viu o River abrir dois gols de diferença em apenas 22 minutos, com Scocco, de pênalti, e Montiel. Sand diminuiu aos 45 do primeiro tempo. No início do segundo, Sand empatou. Aos 16, Acosta virou para o Lanús. Três minutos depois, Pasquini foi puxado dentro da área e sua senhoria, o assoprador de latinha Wilmar Roldan, não marcou o pênalti. Depois, ao acionar o árbitro de vídeo, apontou a cal. Alejandro Silva conferiu e garantiu a vaga ao Lanús.

Zé Corneta. Peixe elabora plano para ter Robinho e Diego em 2018. Traduzindo: papo furado às vésperas da eleição.

Mais uma vítima. Os vândalos acrescentaram mais um nome à longa lista de vítimas do macabro futebol tupiniquim. O rubro-negro Carlos Afonso de Oliveira Leite, 24 anos, morreu no hospital Azevedo Lima, em Niterói. Ele havia sido baleado na cabeça no último sábado, no bairro do Fonseca, após pancadaria antes do clássico Flamengo x Vasco, no ‘new Maraca’, pelo Brasileirão com cara de Brasileirinho. No mesmo dia, 77 vascaínos foram presos em flagrante na sede da horda Força Jovem, em São Cristóvão. A polícia apreendeu porretes, fogos de artifício, soco inglês e até uma faca. Eles planejavam uma emboscada a rubro-negros perto do estádio.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Corinthians despenca e Renato Gaúcho admite: ‘Já faturo mais como vidente do que como técnico’.

Muy amigo. O Circo Brasileiro de Futebol é realmente muito grato aos torcedores tupiniquins. Nos jogos da amarelinha desbotada pelas eliminatórias, o ingresso mais barato custou R$ 250; nos amistosos contra Japão e Inglaterra, os bilhetes serão bem menos salgados. A Pitch, empresa que organiza as partidas, decidiu estipular em R$ 55 a entrada mais barata para o embate com o Japão, em Lille. E a mais cara, em R$ 265. No duelo com os ingleses, em Londres, os preços variam entre R$ 45 e R$ 430. A casa maldita do ludopédio nacional faturou mais de R$ 40 milhões, livres, nos nove jogos do Brasil como mandante nas eliminatórias da Copa.

Zapping. A Band festeja: audiência de PSG x Anderlecht cravou 9,4 pontos na grande Pauliceia refém da bandidagem, recorde da emissora neste ano. A Band ficou atrás apenas da plim-plim (30 pontos).

Gilete press. De Lauro Jardim, no ‘Globo’: “O Botafogo ajuizou na 50ª Vara Cível do Rio uma cobrança de perdas e danos contra o ex-presidente Maurício Assumpção, que comandou o clube entre 2009 e 2014. Os prejuízos que Assumpção causou, de acordo com a ação, decorrem de uma lista extensa. Eis alguns: o não pagamento de tributos, onerando o Botafogo com multas e encargos; contratos de mútuos com a Odebrecht (a ação considera suspeitos) e outros, sem dar ciência ou obter autorização do Conselho Deliberativo do clube. O Botafogo estima em R$ 50 milhões os prejuízos.” Que paulada!

Tititi d’Aline. O dadivoso Trumpinho da Pauliceia aguarda com ansiedade a chegada do circo da Fórmula 1 ao país. Antes do GP do Brasil, o nobre prefeito João Doria pretende se reunir com investidores do Oriente Médio para tentar vender o autódromo de Interlagos.

Você sabia que… Hong Kong derrotou Washington e Guadalajara na corrida para organizar os Jogos Gays de 2022?

Bola de ouro. COB. Parece que finalmente novos ares começam a chegar ao comitê. Um dos homens de confiança do ex-presidente Carlos ‘Rolando Lero’ Nuzman, o secretário-geral e diretor financeiro Sérgio Lobo foi visitar o RH. O executivo estava no COB (caixinha, obrigado Brasil) desde 2002. Faturava apenas R$ 90 mil por mês, maior salário da entidade.

Bola de latão. CA de Barros e Silva. Um abaixo-assinado de 10 mil são-paulinos foi entregue ao conselho do clube exigindo a renúncia do poderoso chefão. O documento também pede a saída do diretor Vinicius Pinotti, aprendiz de cartola.

Bola de lixo. Alexander Legkov. Campeão olímpico dos 50 km dos Jogos de Sochi/14, o esquiador russo foi flagrado no antidoping e terá de devolver a medalha de ouro. Legkov também faturou a prata no revezamento 4×10 km. Ele foi banido das próximas edições das Olimpíadas de Inverno.

Bola sete. “O Alberto [Valentim] é amigo de todos. Tem muito carinho com os jogadores. Está sempre disposto a ajudar e isso deixa o pessoal muito feliz, com vontade de correr e dar a vida por ele. Queremos que continue” (do atacante Dudu, sobre o futuro do treinador no Palmeiras – recado dado).

Dúvida pertinente. Grêmio ou Lanús, quem tem mais garrafa vazia para vender?

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