Amarelinha desbotada vale apenas 20 vezes mais que a seleção do Peru

Gallese, caído no gol de Firmino, é um goleiro bem mais confiante após duas grandes atuações no mata-mata — Foto: Miguel Schincariol/AFP
Com Gallese caido, Firmino marca um dos gols da vitoria por 5 a 0

Há um bom motivo para se colocar uma pedra de gelo no otimismo da torcida brasileira, que dá como favas contadas a conquista da Copa América, neste domingo, no ‘new Maraca’. De acordo com o site Transfermarkt, o voo do canarinho sem asas corresponde a 592,5 milhões de euros (R$ 2,5 bilhões), enquanto os peruanos navegam em 31,2 milhões de euros (R$ 133,7 milhões). Ou seja, uma pequena diferença de 20 vezes no tilintar das moedas.

Atleta mais valorizado do escrete nacional, o meia Philippe Coutinho vale três vezes mais que todos os titulares do Peru. E massacra Carrillo, o jogador mais valioso da equipe peruana: 90 milhões de euros a 7 milhões de euros. No gol, mais uma ridícula diferença: Alisson 80 mi x 2 mi Gallese.

Se somados os valores, os 23 jogadores convocados pelo ‘professor’ Tite representam 956,6 milhões de euros (R$ 4,2 bilhões). Pequena lembrança: sem Neymar, o mais caro do mundo – 220 milhões de euros (R$ 880 milhões à época em que foi contratado pelo Paris Saint-Germain).

Por falar em dindim… O campeão da Copa América embolsará R$ 44 milhões, somados o prêmio pela taça (R$ 28,6 milhões) e a taxa de participação (R$ 15,4 milhões). O vice vai faturar R$ 19 milhões, mais taxa. O terceiro ganhará R$ 15,4 milhões), e o quarto, R$ 11,5 milhões, além da taxa.

A amarelinha desbotada pode conquistar uma marca inédita em sua história: primeiro título de um torneio oficial sem sofrer gol. Até hoje, a equipe acumula cinco Copas do Mundo, oito Copas Américas e quatro Copas das Confederações. Em 1989, os brasileiros disputaram a melhor Copa América: o time tomou apenas um gol. Em 41 jogos sob comando de Tite, o time sofreu apenas 10 tentos. Há sete embates não leva gol.

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Pitaco do Chucky. A incompetência e a desonestidade caminham juntas na política.

Carona na festa. O presidente Bolsonaro pretende pegar o vácuo do oba-oba da final entre amarelinha desbotada e Peru. A exemplo do que aconteceu na decisão do Brasileirão, quando desceu ao gramado da mansão Allianz Parque para entregar a taça ao Palmeiras, chegando a irritar alguns atletas, Bolsonaro também quer entrar em campo no ‘new Maraca’. E a Conmebol não colocará nenhum obstáculo. Sois rei!

Zé Corneta. Buffon, 41 anos, voltou à Juventus por competência na última temporada pelo PSG ou gratidão do clube que defendeu por muitos anos?

Martelada adiada. O estafe do ‘menino Ney’ analisou bem o momento vivido pelo jogador e chegou à conclusão que não seria conveniente organizar o leilão beneficente ao Instituto Neymar Jr. Ele estava programado para o dia 10. A acusação de estupro feita por Najila Trindade pesou, e muito, na decisão. Ano passado, o martelo arrecadou mais de R$ 3,5 milhões.

Sugismundo Freud. Inveja é sintoma de incompetência, e plágio é o atestado.

‘Matadores’. A Copa América é um exemplo de equilíbrio. Apenas 13 jogadores dividem a liderança da artilharia com incríveis… dois gols. Os reis da emoção: Everton, Firmino, Philippe Coutinho (Brasil), Flores, Guerrero (Peru), Lautaro Martínez (Argentina), Alexis Sánchez, Eduardo Vargas (Chile), Cavani, Suárez (Uruguai), Duván Zapata (Colômbia), Miyoshi (Japão) e Machís (Venezuela).

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Messi só não criticou o gramado porque não entrou em campo.

Corrupção olímpica. O encarcerado ex-governador Sérgio Cabral garantiu que deu US$ 2 milhões (R$ 7,59 milhões) para comprar votos que ajudaram a eleger o Rio como sede dos Jogos de 2016. Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, Cabral contou que o ex-presidente do COB (caixinha, obrigado Brasil), Carlos Arthur Nuzman, indicou o presidente da Iaaf (Federação Internacional de Atletismo), o senegalês Lamine Diack, para ser o intermediador da negociação. A proposta teria sido de US$ 1,5 milhão para comprar de cinco a seis votos e vencer Madri, Tóquio e Chicago. Depois, forem oferecidos mais US$ 500 mil (R$ 1,89 milhão) por até nove votos no total.

Corrupção olímpica 2. Cabral disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-prefeito Eduardo Paes não participaram do esquema, mas sabiam da propina. A assessoria de Lula negou. Paes também afirmou desconhecer a safadeza. Entre os nomes citados por Cabral como corruptos estão dois grandes nomes da história do esporte olímpico: o ucranianos Sergey Bubka, o maior saltador com vara de todos os tempos, e o nadador russo Alexander Popov, quatro vezes medalhista de ouro olímpico. Eles negaram. Além de Cabral e Nuzman, o ex-diretor do COB Leonardo Gryner e o empresário Arthur Soares Filho, conhecido como Rei Arthur, foram denunciados por suspeita de compra de votos. As defesas negam.

Dona Fifi. Calma, torcedor: o Brasileirão volta no dia 13.

Zapping. Champanhe no SporTV: a semifinal Peru x Chile cravou a média de 7,36 pontos de audiência, a maior já registrada na TV paga em números absolutos. Cada ponto equivale a 115 mil domicílios sintonizados. O recorde anterior pertencia ao amistoso Brasil x EUA, em 2010, na estreia de Neymar, com 6,76 pontos. A concorrência chora.

Gilete press. De Cosme Rímoli, no R7: “O escândalo envolvendo Neymar é assunto morto, resolvido. E que não terá consequência para o jogador. Pelo menos na Seleção. O presidente Rogério Caboclo, o coordenador Edu Gaspar, Tite e os jogadores compraram a tese do jogador: não estuprou e nem agrediu Najila. Neymar é inocente. E será convocado para os amistosos contra Colômbia e Peru, nos Estados Unidos. Podendo até recuperar a tarja de capitão…” É o ‘menino’ e mais 10.

Tititi d’Aline. “Craque? Há poucos no mundo. O Vinícius Júnior tem muito potencial, mas é um garoto de velocidade, não consegue levar sozinho uma equipe, além de passar e finalizar mal” – a análise é do ex-jogador Djalminha, hoje comentarista da ESPN. Ele colocou Rodrygo na mesma barca. No alvo.

Você sabia que… a seleção peruana disputará a final da Copa América depois de 44 anos da conquista do título?

Bola de ouro. Copa feminina. Os números são incontestáveis: EUA x Inglaterra, pelas semifinais do Mundial – 53.512 torcedores; superclássico Brasil x Argentina, penúltimo degrau antes da decisão da Copa América – 52.235 pagantes; Holanda x Suécia – 48.452 espectadores em Lyon; Peru x Chile – 29.985 pagantes no estádio do Grêmio. Passando a régua: mulheres – 101.964 torcedores; marmanjos – 82.220.

Bola de latão. Sport. Está sendo processado pelo goleiro Marcão, maior vencedor da história do clube pernambucano, com 10 títulos. O atleta cobra mais de R$ 5 milhões na Justiça do Trabalho, entre salários, direitos de imagem, férias, 13º e FGTS. Também quer a quebra de contrato, que vence em dezembro.

Bola de lixo. Independente. Os anjinhos organizados pelo diabo foram proibidos de usar instrumentos musicais, faixa, bandeirão, objetos, indumentárias e outros acessórios que os identifiquem em partidas do soberano São Paulo. O veto foi pedido pelo Ministério Público de São Paulo e acatado pela Federação Paulista de Futebol.

Bola sete. “Em fase família, com a mãe no Instagram, para tentar recuperar os patrocinadores perdidos pelos excessos cometidos em sua vida de popstar, Neymar foi certeiro ao responder a um parça que lhe perguntou sobre se ele continuava a mandar na Seleção: ‘Eles deixam, né?!'” (de Juca Kfouri, no Uol – sois rei).

Dúvida pertinente. O Circo Brasileiro de Futebol controla a Conmebol, como denunciou o hermano Messi?

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Alô, Pachecada! Pode mandar fazer a faixa e preparar a festa do título da Copa América

Guerrero fez mais um na vitória peruana
Guerrero entortou os chilenos: o melhor em campo

A amarelinha desbotada só perde o caneco da Copa América se subir no salto. O escrete do ‘professor’ Tite decidirá o título contra o Peru, o pior dos times classificados para as semifinais. Tremendo mamão com açúcar. Na primeira fase, os brasileiros colocaram o Peru na roda e golearam por 5 a 0, sem fazer muita força.

O duelo será domingo, no ‘new Maraca’. Faturar o troféu é uma obrigação para o time brasileiro, muito superior tecnicamente. Caso contrário, será um tremendo vexame. Tite não poderá contar com Willian, machucado.

Brasil e Peru já se encontraram 44 vezes na história. O time brasileiro venceu 31 embates e perdeu apenas quatro. Aconteceram nove empates. Além da goleada no Itaquerão, minha casa minha vida no torneio deste ano, a equipe nacional já faturou por 7 a 1, em 1949, e 7 a 0, em 1997.

Nas quatro partidas que encarou o Brasil no Maraca, o Peru levou chumbo em todas – 1957/66/69/78. Os peruanos foram campeões da Copa América em 1935 e 1975. Chegaram à final deste ano após 0 a 0 com a Venezuela, 3 a 1 na Bolívia, 0 a 5 contra o Brasil, 0 a 0 nas quartas com o Uruguai (5 a 4 nos pênaltis) e 3 a 0 no Chile.

O Peru, comandado por Ricardo Gareca, aproveitou a máscara do bicampeão Chile, jogou com muita raça e sapecou 3 a 0, gols de Flores, Yotún e Guerrero, no estádio do Grêmio (29.895 pagantes/R$ 8.305,120; 3.163 entraram de graça).

Capitão da equipe, Guerrero se isolou como maior artilheiro em atividade da competição, com 13 gols. E desabafou após o jogo: ‘Algumas pessoas estão faltando com respeito. Durante a transmissão de Argentina x Brasil, diziam que o Chile era superfavorito. Respeito muito o Brasil, mas também tem que respeitar o meu país. No futebol não existe favorito, e demonstramos isso mais uma vez.’

Na bacia das almas, o goleiro Gallese, um dos melhores em campo, defendeu um pênalti cobrado por Vargas. O chileno tentou uma cavadinha e Gallese pegou a bola apenas com a mão esquerda.

Os peruanos praticamente resolveram a parada no primeiro tempo. Engoliram o Chile. De cara, Cueva perdeu um gol incrível. Sob a batuta de Guerrero, o bambambã do confronto, pararam os chilenos com forte marcação sobre Vidal e Alexis Sánchez, as estrelas chilenas.

Flores abriu o placar aos 20 minutos. Cueva cruzou da direita, Carrillo desviou de cabeça e Flores completou para a rede. O Chile continuou assistindo à boa exibição do Peru e tomou o segundo aos 37. Arias saiu desordenadamente do gol, foi driblado e Yotún recebeu o cruzamento. Dominou a bola e soltou um petardo.

O Chile cresceu de produção na segunda etapa, aproveitando o recuo do Peru. Aí apareceu o goleiro Gallese com ótimas intervenções, culminando com a defesa no pênalti. Ele já pegou três.

Aos 45′, com a torcida gritando ‘olé’, Guerrero nocauteou o inimigo. Após passe de Tapia, o centroavante driblou Arias e cutucou para o gol. O sonho do tri chileno foi para o espaço. Sábado, no Itaquerão, minha casa minha vida, brigará pelo terceiro lugar com a Argentina.

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Pitaco do Chucky. O clima entre a turma da plim plim e jogadores da amarelinha desbotada não recomenda um breakfast na padaria de Teresópolis.

VARgonha. A Associação de Futebol Argentino mandou uma carta de seis páginas à Conmebol condenando o apito amigo do equatoriano Roddy Zambrano na derrota para a amarelinha desbotada. Criticou a ausência do VAR em dois lances de ‘pênaltis claros’. Também chiou contra as más condições dos gramados no torneio, atraso nas chegadas das delegações aos estádios (‘só o Brasil foi privilegiado’), pouco público nos estádios e precárias condições de segurança e hotelaria. Sobrou até para o presidente Bolsonaro, que ‘deu uma verdadeira volta olímpica no intervalo’, política condenada pela Conmebol.

Zé Corneta. As entrevistas do ‘professor’ Tite, antes e depois dos jogos, estão insuportáveis. Blá-blá-blá de media training que enche o papo do sapo.

Laranja finalista. Com um gol de Groenen (foto) na prorrogação, após ‘oxo’ no tempo normal, a seleção da Holanda venceu a Suécia por 1 a 0 e decidirá a Copa do Mundo feminina contra os Estados Unidos. A final será domingo, em Lyon. As americanas lutarão pelo tetra. O time laranja corre por título inédito. Holandesas e suecas abusaram das faltas e ofereceram poucas emoções a 48.452 espectadores no Parc Olympique Lyonnais. Cada seleção acertou a trave uma vez ao longo dos 90 minutos.
Depois de 16 anos, duas treinadoras se enfrentarão na final: Sarina Wiegman (Holanda) e Jill Ellis (EUA). É a primeira vez que isso acontece nos últimos 16 anos. No sábado, em Nice, Suécia e Inglaterra disputarão o terceiro lugar.

Sugismundo Freud. Só competência faz a diferença.

Pingos nos is. Queiram ou não os sabichões da mídia caolha e a turma do contra: sem o ‘menino’ Ney, a amarelinha desbotada é uma equipe comum, capaz de se enrolar mais que namoro de cobra. Basta o adversário fechar a casinha para o canarinho sem asas entrar em parafuso.

Caiu na rede. Don’t cry for me, Argentina (by menino Jesus).

Índio mata periquito. De virada, o Guarani bateu o Palmeiras por 2 a 1, em amistoso realizado no Brinco de Ouro (5.260 testemunhas/R$ 84.187). O Índio campineiro detonou uma série invicta de 15 partidas dos periquitos em revista. Líder do Brasileirão, o Palestra saiu na frente com um gol do zagueiro Edu Dracena no primeiro tempo. Weverton defendeu um pênalti cobrado por Vitor Feijão. O Guarani chegou à vitória na etapa final com Diego Cardoso e Bady. O Guarani é vice-lanterna da série B do Brasileiro com apenas cinco pontos em 24 possíveis.

Zapping. Apresentador do Fox Sports Rádio, Benjamin Back decidiu carregar a bandeira dos Pachecos: ‘Eu te amo meu Brasil, eu te amo, meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil…’ Te cuida, Galvão!

Volta do xerife. O Corinthians necessita acertar com urgência a peça ofensiva e por isso anunciou o retorno do… zagueiro Gil, 32 anos. Ele estava no Shandong Luneng, da China. Gil assinou até dezembro, com opção de mais três anos. Deverá receber R$ 550 mil por mês, mesmo salário do goleiro Cássio e do lateral Fagner, os mais altos do time. O zagueiro disputou 184 jogos pelo Corinthians e marcou sete gols. Ganhou a Recopa Sul-americana de 2013 e o Brasileirão de 2015. Mas

Gilete press. De Lauro Jardim, no Globo: “A Justiça negou o pedido da CBF para impedir a Adidas de continuar a produzir e vender sua versão das camisas usadas pela seleção brasileira, que é patrocinada pela Nike. Para a CBF, a Adidas promovia uma “concorrência desleal” ao “imitar” o seu uniforme oficial. Com cores em disposição idêntica à da seleção, a camisa da Adidas tem desenho levemente diferente da vendida pela Nike e outro escudo no peito, que nada lembra o da CBF. Segundo o juiz Paulo Estefan, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, “as cores nacionais podem ser utilizadas sem restrições por qualquer pessoa física ou jurídica. É claro que a camisa amarela com a gola verde remete à seleção, mas isso não basta”. Nocaute.

Tititi d’Aline. Nada contra, ao contrário. Mas não deixa de ser quiçá interessante e, por que não dizer, uma tremenda discriminação do Circo Brasileiro de Futebol. Até hoje a casa maldita do ludopédio nacional jamais se preocupou em criar um mascote para a seleção feminina. Os marmanjos têm o Canarinho Pistola. Já passou da hora de a cartolagem mostrar que as meninas merecem o mesmo tratamento.

Você sabia que… a seleção feminina dos Estados Unidos nunca ficou fora das semifinais em oito edições da Copa do Mundo e que chegou cinco vezes à decisão?

‘Bola de ouro’. Daniel Alves. Nota 10 com a bola rolando e 2,5 nas entrevistas. Deu show contra os hermanos, mas quando abriu a boca… ‘Muitas pessoas duvidaram bastante da gente. O nível do futebol está muito alto. Esta vitória é para o nosso staff, que vem apanhando muito’.

Bola de latão. Lionel Scaloni. A seleção argentina merece mais respeito e não um simples estagiário na casamata. Caiu de paraquedas, produto da incompetência dos cartolas da AFA.

Bola de lixo. Roddy Zambrano. O assoprador de latinha equatoriano conseguiu uma façanha: desagradou brasileiros e argentinos. Deixou de marcar pelo menos um pênalti para os hermanos. Uma VARgonha!

Bola sete. “Outro papelão da arbitragem, fracasso da Copa América: não revisaram dois pênaltis claros para a Argentina. Messi jogou sua melhor partida no torneio. Marcado por vários brasileiros e com faltas sistemáticas, conseguiu complicar a defesa adversaria e armar o jogo. Sempre tentou até o último minuto” (do jornal ‘Olé’, após a derrota dos hermanos – é vero).

Dúvida pertinente. Copa América ou segundona do Brasileiro, o que é pior?

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Menino Jesus e traves garantem a amarelinha desbotada na decisão da Copa América; tchau, hermanos!

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Jesus reencontra o gol depois de 724 minutos

A amarelinha desbotada está de volta à decisão da Copa América depois de 12 anos. E deve agradecer ao menino Jesus e às traves do Mineirão. O atacante desencantou e correu novamente para o abraço após um jejum de 724 minutos sem balançar a rede. Ou nove confrontos, mais os 18 minutos desta terça.

Jesus marcou o primeiro gol e deu o segundo de bandeja para Firmino na vitória por 2 a 0 sobre a Argentina, pelas semifinais, no Mineirão (52.235 pagantes/R$ 18.744.445, a maior depois da reforma do estádio). Outro destaque: o ‘vovô’ Daniel Alves. Jogou muito aos 36 anos.

Para chegar à disputa do caneco, a equipe do ‘professor’ Tite adotou o pragmatismo, o futebol de resultado. O importante é ganhar… e aliviar a pressão sobre a equipe. A Argentina realizou a melhor partida no torneio. Agüero e Messi acertaram a trave, um em cada tempo. A seleção terminou o embate com 13 finalizações, contra quatro do Brasil.

Os hermanos não festejam um título desde 1993. Eles deixaram o gramado reclamando muito de sua senhoria, o assoprador de latinha equatoriano Roddy Zambrano. Chiaram porque não recorreu ao VAR para checar um possível pênalti antes do contra-ataque de Jesus no segundo gol.

O canarinho sem asas retornará ao ‘new Maraca’ depois de seis anos. Em 2013, faturou a Copa das Confederações com um triunfo sobre a Espanha. Foi o último título da equipe nacional. A decisão será domingo, contra Chile ou Peru, que decidem a vaga nesta quarta, em Porto Alegre. A Argentina disputara o terceiro lugar no sábado, no Itaquerão, minha casa minha vida.

Neymar assistiu o jogo das tribunas. O presidente Bolsonaro viu o duelo ao lado ministro Paulo Guedes, do ex-jogador Cafu e do chefão do Circo Brasileiro de Futebol, Rogerio Caboclo. No intervalo, Bolsonaro pintou no gramado e dividiu a galera entre vaias e aplausos.

Meio samba, meio tango. Assim pode ser definido o primeiro tempo do superclássico em BH. Rigorosamente, o resultado mais justo seria o empate ao final dos 45 minutos. A amarelinha desbotada, porém, soube aproveitar a chance que criou, enquanto os argentinos pararam na trave do goleiro Alisson.

O time brasileiro surpreendeu ao explorar mais o lado direito. Esperava-se que o ‘professor’ Tite adotasse mais poder de fogo pelo esquerda, com Everton Cebolinha, já que o improvisado zagueiro Foyth ocupava a lateral dos hermanos.

E foi com Daniel Alves, pela direita, que a amarelinha desbotada chegou ao gol. Aos 18, o brasileiro deu um lençol em Acuña, limpou Paredes e deu um belo passe para Firmino. O atacante cruzou rasteiro e Gabriel Jesus, sozinho, tocou para a rede.

Inexplicavelmente, o time brasileiro recuou e deixou a Argentina crescer. Afrouxou a marcação e os hermanos tomaram conta da partida. Mais livre, Messi começou a mostrar seu ótimo repertório. Aos 29, ele cobrou falta e Agüero cabeceou na trave.

O sufoco continuou e a fase inicial terminou com cinco finalizações da Argentina, contra duas dos brasileiros.

A amarelinha desbotada voltou do vestiário com Willian no lugar de Everton Cebolinha, apagadíssimo. Pouco adiantou. Os argentinos seguiram superiores. Aos 7, o placar dos chutes a gol indicava 7 a 2 para os hermanos.

Quatro minutos depois a trave jogou novamente a favor do canarinho sem asas. Em contragolpe, Lautaro tentou o chute e a bola sobrou para Messi na esquerda. O craque soltou uma bomba e a bola explodiu no travessão.

A Argentina tentou pressionar ainda mais ao substituir o lateral Acuña pelo atacante Di Maria. Na sequência, troca brasileira: Marquinhos sentiu uma lesão e entrou o veterano Miranda.

Aos 25, explosão nas arquibancadas: Gabriel Jesus arrancou pela esquerda, superou dois zagueiros, invadiu a área e tocou para Firmino fazer a festa. Uma jogada genial do ex-palmeirense. Só Jesus salva! Aos 34, o garoto deixou o campo ovacionado. Entrou Allan para reforçar o meio de campo e garantir o triunfo.

Na bacia das almas, gritos de ‘olé’ e ‘eli-mi-naaa-do’. Amarelinha desbotada está na final da Copa América. Vai correr atrás de seu nono título da Copa América. Enfrentará o vencedor de Chile (bicampeão) x Peru.

A caminhada brasileira: 3 a 0 na Bolívia, 0 a 0 com a Venezuela, 5 a 0 no Peru, 0 a 0 contra o Paraguai (4 a 3 nos pênaltis) e 2 a 0 na Argentina. O Brasil pode encerrar o torneio sem ser vazado, igualando os feitos de Uruguai (1987) e Colômbia (2001). A equipe está sem sofrer gols há 603 minutos, desde os 37 da primeira etapa do amistoso contra a República Tcheca, quando Pavelka venceu Alisson.

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Pitaco do Chucky. Bozo, um governo desgovernado.

EUA a caminho do tetra. A seleção americana confirmou o favoritismo e derrotou a Inglaterra por 2 a 1, no Parc Olympique Lyonnais. Com a vitória, a equipe se classificou para a decisão da Copa do Mundo feminina. Os EUA lutarão pelo tetra contra o ganhador de Holanda x Suécia (o duelo será nesta quarta). Nada menos que 53.512 torcedores acompanharam o jogo. O grito de campeão sairá no domingo. Um dos destaques do time americano foi Alex Morgan. A atacante completou 30 anos e marcou o tento da vitória. Soma agora seis gols e divide a artilharia com Ellen White, que assinalou o tento da Inglaterra. Ao correr para o abraço, Morgan provocou as adversárias ao simular que estava tomando chá, tradição inglesa.

Festa americana nas semifinais da Copa

EUA a caminho do tetra 2. Press e a goleira Naeher também brilharam na vitória americana. Substituta de Rapinoe, uma das estrelas do time (ficou no banco por motivos na divulgados), Press marcou o primeiro gol dos EUA. Já Naeher defendeu um pênalti cobrado por Houghton quando o jogo estava 2 a 1. Depois de ignorar a falta de Sauerbrunn em White, a árbitra brasileira Edina Alves consultou o VAR e apontou a cal.

Zé Corneta. A gestão Covas é um buraco sem fim.

Desabafo. As ex-jogadoras Rosana e Francielle engrossam a lista de repúdio ao ‘professor’ Vadão no comando da seleção feminina. ‘As ideias dele são ultrapassadas. Foi a comissão técnica que teve mais tempo para trabalhar e não fez nada’, detonou Franciele, em entrevista ao site de apostas ‘BetWay’. Rosana também criticou a falta de união entre as atletas que foram à Copa da França. As duas condenaram o enxoval da equipe com as cinco estrelas do penta mundial dos marmanjos. ‘Cada um com suas conquistas. Não precisa ter cinco estrelas no peito só pra falar que tem. Não são nossas”, fuzilou Francielle.

Sugismundo Freud. Só pessoas diferentes conseguem grandes resultados.

Messi = 1.693 jogadoras. A Organização das Nações Unidas encampou a luta das jogadoras por melhores salários no futebol. No vácuo da Copa do Mundo, a ONU lembrou que o hermano Messi ganha o dobro que 1.693 atletas juntas. O craque do Barcelona fatura US$ 84 milhões (R$ 320 milhões) por temporada. Já as jogadoras das principais ligas do mundo embolsam, somadas, US$ 42,6 milhões (R$ 162 milhões).

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Uruguai escala Arrascaeta e fica só no cheirinho na Copa América

Gilete press. De Lauro Jardim, no Globo: “A campanha da seleção brasileira feminina na Copa do Mundo foi curta, mas engajou os jovens. Na audiência média das quatro partidas do time de Marta, a Globo viu seu público entre 18 e 24 anos crescer 93% entre os homens e 80% entre as mulheres na comparação com os horários do futebol nas quatro semanas anteriores. Em São Paulo, a derrota do Brasil para a França marcou 32 pontos, a maior audiência de um jogo feminino de futebol.” Elas merecem!

Zapping. A telinha do SporTV ferve: Gustavo Villani (abençoado por Galvão Bueno), Milton Leite e Luiz Carlos Júnior brigam pelo primeiro lugar como narrador do canal.

Tititi d’Aline. O menino Jesus e a modelo paulista Júlia Schiavi, ex de Nego do Borel, já superaram a fase de ‘estamos apenas nos conhecendo’. Apesar de negar, o casal troca muito mais que fotos nas redes sociais.

Bola de ouro. Gabriel Martinelli. O atacante de 18 anos foi contratado pelo Arsenal por R$ 30 milhões. O moleque se destacou no Ituano e foi eleito a revelação do último Paulistinha. Também faturou o troféu Craque do Interior. Assinou por quatro temporadas. Martinelli marcou 75 gols em 127 jogos pelo Ituano.

Bola de latão. Mídia Caolha. É incrível a benevolência de boa parte da imprensa com o soberano São Paulo. Quando Corinthians, Palmeiras e Peixe atrasam o salário, o mundo desaba. Já os microfones pintados de vermelho, branco e preto simplesmente ignoram o calote do Tricolor, a precária situação financeira do clube.

Bola de lixo. Marcelo. O lateral do Real Madrid se recusou a fazer o teste do bafômetro em blitz da Operação Lei Seca na Lagoa. O brasileiro foi multado (R$ 2.934,00), teve a habilitação apreendida e ficará um ano sem poder dirigir. Marcelo curte férias na Cidade Maravilhosa das balas uivantes.

Bola sete. “Messi é um dos maiores jogadores de todos os tempos! E este tamanho todo faz com que as análises sobre seu desempenho na seleção sejam sempre menos ácidas por aqui. Neymar, excelente jogador, não tem esta colher de chá. Ele é criticado duramente, mesmo que seu desempenho com a seleção seja pelo menos parecido com o de Messi pela Argentina” (de Eduardo Tironi, no ESPN – é vero).

Dúvida pertinente. Seleção de Tite, uma cópia do Corinthians pragmático de 2015?

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Amarelinha desbotada perde o encanto: nem samba, nem bola. Uma chatice!

Brasil x Paraguai pelas quartas de final da Copa América
Amarelinha desbotada: sai o show, entra o pragmatismo

‘O Brasil antes sabia jogar…’ – em poucas palavras, o jornal espanhol ‘Marca’ mostrou a quantas anda na Europa a bolinha de gude do time montado pelo ‘professor’ Tite para disputar a Copa América. Deixou o espetáculo de lado, adotou o pragmatismo, o importante é vencer, não importa como.

Em nome da sobrevivência, o canarinho sem asas do ornitólogo Tite trocou o zen pelo deprê, o up to date pelo demodê, como diria o poeta Tom Zé. Os elogios à amarelinha desbotada pela ‘partida decepcionante’ contra um Paraguai que jogou com 10 o segundo tempo são praticamente iguais aos da torcida brasileira, exceto a pachecada.

“Além do resultado decidido de forma aleatória nas penalidades, a crise do futebol que o Brasil vem apresentando nos últimos anos continua em alta”, escreveu o ‘Marca’. A pá final no canteiro de obras da pátria das chuteiras furadas, que um dia já foi o país da bola: “Acabou o encanto, o samba, a magia e as goleadas. Agora, assistir o Brasil é chato.”

Com essa roupa de gala, só existe uma saída para a gravata borboleta voltar a brilhar como vagalume no fim do túnel: o time fazer a lição de casa e soltar o grito de campeão depois de 12 anos. “Só conquistando a Copa a seleção brasileira poderá aliviar um pouco a barra”, vaticinou o ex-jogador Djalminha.

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Pitaco do Chucky. VAR, mais um ditador no mundo das chuteiras.

Numerologia. A amarelinha desbotada disputará pela 26ª vez um embate no Mineirão, nesta terça, contra a Argentina, pelas semifinais da Copa América. O primeiro duelo aconteceu há 54 anos: em 7 de setembro de 1965, a equipe venceu o amistoso com o Uruguai por 3 a 0. O saldo é dos mais favoráveis. O time ganhou 17 partidas, empatou cinco e apanhou três. Marcou 54 gols e tomou 29. Pela Copa América de 1975, três jogos: 2 a 1 na Argentina (adversário desta terça), 6 a 0 na Venezuela e derrota por 3 a 1 para o Peru. Mas sob o comando do ‘sargento’ Felipão, o canarinho sem asas deu o maior vexame de sua história. Foi humilhado pela Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo de 2014. Levou uma coça de 7 a 1.

Numerologia 2. Brasileiros e hermanos já se enfrentaram 32 vezes em Copas Américas. E os argentinos dão um baile: 15 vitórias, contra nove do Brasil. Aconteceram oito empates. Nos últimos cinco mata-matas, porém, quatro triunfos da amarelinha desbotada e um empate. Com Messi em campo, os argentinos ganharam três confrontos e perderam cinco em nove jogos. O astro do Barcelona não corre para o abraço contra os brasileiros desde 2012, quando brilhou na vitória por 4 a 3 com três gols, em amistoso contra o time olímpico de Mano Menezes. Ao longo da história, o Brasil derrotou 42 vezes o coirmão em 104 partidas. Perdeu 37. Houve 25 empates. Assinalou 163 gols e levou 157.

Zé Corneta. A primeira semana pós-eliminação das brasileiras é pra lá de preocupante: a plim plim deu um bico na Copa e não transmitiu nenhum jogo.

Recado a Tite. Os hermanos do jornal Olé mandaram um torpedo ao ‘professor’ da amarelinha desbotada: ‘Aviso urgente para o senho Adenor Leonardo Bacchi, o Tite: Argentina está nas semifinais e Messi, o 10, sua estrela, a figura da Copa, ainda não mostrou sua melhor versão. Fica você devidamente notificado.’ De quebra, fez um apelo ao astro do time: ‘Leo, desperte contra o Brasil.’ Até agora, Messi teve uma atuação apagada na Copa América. O duelo será nesta terça, no Mineirão.

Sugismundo Freud. É preciso ter coragem para ser diferente.

Migalhas. O apoio dos principais clubes do país ao futebol feminino é dos mais gratificantes e derrubam os argumentos da rainha Marta & Cia. de que as mulheres só conseguem manter o sonho de correr atrás de uma bola por absoluta teimosia. Choram de barriga cheia. Os times investem pesado no bico da chuteira das meninas, nada menos que 1% do orçamento, de acordo com o Globo. O Flamengo, por exemplo, aplica uma verdadeira fortuna, algo em torno de R$ 1 milhão por ano, ou um mês de salário do atacante Gabigol. O Peixe lidera o ranking, com R$ 4 milhões, entre salários, viagens, alimentação e que tais.

Caiu na rede. Se querem raça, comprem um cachorro com pedigree.

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Chuá. Mesmo sem poder jogar na próxima temporada, já que se recupera de uma cirurgia no tendão de Aquiles, a fera Kevin Durant (foto) acertou um contrato de quatro temporadas com o Brooklyn Nets. Durant receberá US$ 164 milhões (R$ 631 milhões) para atuar ao lado de Kyrie Irving. Duas vezes MVP das finais da NBA, o astro abriu mão de US$ 31,5 milhões por mais um ano no Golden State Warriors.

Love story. Marias-chuteiras são-paulinos derramam lágrimas: o atacante Pato se casou com a apresentadora Rebeca Abravanel. A troca de alianças aconteceu na mansão do pai de Rebeca, o ‘patrão’ Silvio Santos. O namoro começou em dezembro.

Gilete press. De Benjamin Back, no Uol: “É óbvio que o mundo ideal é jogar bonito e vencer, mas não havendo a primeira possibilidade, ganhar é o que importa, afinal, nunca vi torcedor deixar de comemorar um título por seu time ter vencido no sufoco! E que venha a Argentina, para vencermos de forma sofrida, suada e no sufoco! Porque comemorar derrota é coisa de louco…” Há controvérsias.

Zapping. Soy Loco por Copa América, com as incríveis imitações de Marcelo Adnet, engoliu a cobertura da plim plim.

Tititi d’Aline. A amarelinha desbotada navega com 80,9% de possibilidades de chegar à final, de acordo com a matemática do Chance de Gol. A Argentina acumula 19,1%. Na outra semifinal, o placar indica Chile 59,1% x 40,9% Peru.

Você sabia que… 370 mil garotas jogam futebol no ensino médio dos Estados Unidos?

Bola de ouro. Max Verstappen. O piloto da Red Bull acabou com a mesmice Hamilton-Bottas, dupla da Mercedes, no circo da Fórmula 1 e conquistou o GP da Áustria. Após largar mal, Verstappen se recuperou brilhantemente, ultrapassou Charles Leclerc nas últimas voltas e cruzou a linha de chegada em primeiro.

Bola de latão. Douglas. O ex-lateral do São Paulo figura no listão do Barcelona. Contratado em 2014, jamais agradou e foi emprestado ao Sporting, Benfica e Sivasspor. Não despertou interesse. Ele jogou apenas oito partidas no Barça. Vermaelen, Murillo e Boateng também deixarão o clube catalão.

Bola de lixo. Corinthians. O time do decadente ‘professor’ Fabio Carille voltou das férias em grande estilo: perdeu para o Botafogo por 2 a 1, em Ribeirão Preto. Havia 28 anos que o Corinthians não levava uma bucha na casa do Botinha.

Bola sete. “Com a recessão, e a Seleção blindada, o número de jornalistas brasileiros seguindo o time de Tite pelo país caiu drasticamente. A relação entre os atletas, o técnico e os repórteres é cada vez mais fria, distante” (de Cosme Rímoli, no R7 – fato).

Dúvida pertinente. Aerococa, um voo privilegiado?

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Mata-mata da Copa América é um show de horrores; Peru também se classifica nos pênaltis

Gallese defende o pênalti cobrado por Luis Suárez

E o show de horrores das quartas de final da Copa América prosseguiu em Salvador. Depois da amarelinha desbotada e do Chile, chegou a vez de o Peru garantir a classificação na marca da cal. Após ‘oxo’ no tempo normal, derrotou o Uruguai por 5 a 4 nos pênaltis. Luis Suárez perdeu a cobrança.

Brasileiros e chilenos também não saíram do zero contra paraguaios e colombianos, respectivamente. Apenas Messi & Cia. correram para o abraço diante da Venezuela (2 a 0). Ou seja, em 270 minutos, nenhum mísero golzinho, apesar da presença de alguns badalados atacantes em campo – Firmino, Gabriel Jesus, James Rodríguez, Falcao, Alexis Sanchez, Guerrero, Cavani e Luis Suárez.

Desde que o atual formato do torneio passou a figurar, em 1993, as quartas de final não eram tão pobres em gols. As piores marcas pertenciam as edições de 2011 e 2015, com sete tentos cada.

O jejum de gols se reflete na artilharia: ninguém se destacou até o momento. Dez jogadores dividem as glórias de artilheiro com… apenas dois gols, entre os quais os brasileiros Everton Cebolinha e Philippe Coutinho.

As semifinais começarão com Brasil x Argentina, na próxima terça, às 21h30, no Mineirão. Já Chile e Peru jogarão na quarta, também às 21h30, no estádio do Grêmio.

Uma das favoritas ao caneco, a equipe uruguaia decepcionou contra o Peru, no estádio da Fonte Nova (18.083 pagantes/R$ 3.134.820; 3.097 entraram no peito). A Celeste foi um pouco superior, mas não o suficiente para merecer o triunfo ao longo dos 90 minutos.

O Uruguai chegou a marcar três gols, anulados corretamente pelo VAR. No primeiro tempo, Arrascaeta estufou a rede, porém Nandez estava impedido no início da jogada. Na etapa final, Cavani e Suárez também marcaram em situação irregular. Sua senhoria, o brasileiro Wilson Pereira Sampaio, e os bandeirinhas Rodrigo Figueiredo e Kleber Gil realizaram um bom trabalho.

Do primeiro ao último minuto, houve muita disputa e pouca bola. A burocracia prevaleceu em um jogo truncado e chato. Nem ‘uhhh’ a galera gritou. Na reta final, o Peru se fechou à espera dos pênaltis, comemorado pela torcida, porque finalmente haveria momentos de emoção.

Luis Suárez abriu a série, bateu à meia altura e o goleiro Gallese defendeu sem muita dificuldade. Depois, todos balançaram a rede: Guerrero, Cavani, Ruidíaz, Stuani, Yotún, Bentancur, Advíncula, Torreira e Flores, na última cobrança. Placar final: 5 a 4.

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Pitaco do Chuky. Marcelo Álvaro Antonio: ministro do Turismo e maior produtor de laranjas do país.

Incompetência. Se não bastassem os preços mais salgados que bacalhau de terceira, os gramados esburacados e o nível técnico mais fraco que leite C, a logística da Copa América é um exemplo de imprestabilidade. O Chile conheceu de perto o fantástico mundo louco do trânsito de São Paulo: chegou atrasado para a partida com a Colômbia. O jogo começou 20 minutos depois da hora programada.

Zé Corneta. Nada como morar na paradisíaca ilha da fantasia do mestre Tattoo: Bozo e Doria brigam pela bandeirada do GP Brasil de Fórmula 1.

Holanda despacha italianas… Com gols de Miedema e Van der Gragt, a seleção holandesa derrotou a Azzurra por 2 a 0 e alcançou um feito inédito na Copa do Mundo feminina: pela primeira vez chegou às semifinais do torneio. Depois de um primeiro tempo pouco eficiente, a Holanda tomou conta do confronto na etapa final e mereceu a classificação. A campanha holandesa é histórica, já que é sua segunda participação em Mundiais. Há quatro anos, a equipe sucumbiu nas quartas de final. A Itália também merece elogios. Depois de duas décadas sem disputar uma Copa, passou em primeiro no grupo que tinha Brasil e Austrália.

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… e vai pegar a Suécia. Franco atiradora, a seleção sueca (foto) derrotou a favorita Alemanha por 2 a 1, de virada, em Rennes. As alemãs dominaram o início da partida e saíram na frente com um gol de Magull. Aos poucos, as bicampeãs começaram a sentir os efeitos do calor (mais de 30 graus) e a Suécia empatou com Jakobsson. Na segunda etapa, Blackstenius garantiu a classificação. Suecas e holandesas decidirão uma vaga na final em Lyon, quarta-feira. Na mesma cidade, um dia antes, jogarão Estados Unidos e Inglaterra. Enquanto as inglesas sonham com a primeira vez numa decisão, as americanas correm atrás do tetra.

Sugismundo Freud. Liderar não é impor, mas despertar nos outros a vontade de fazer.

Bye-bye, Vadão. Artilheira e uma das líderes da seleção feminina, Cristiane abriu o jogo: o Circo Brasileiro de Futebol precisa cair na real e convidar ex-jogadoras para assumir o comando da equipe. Chega de Vadão! A atacante até sugeriu dois nomes, Sissi e Simone Jatobá, que defenderam a seleção por muito tempo. ‘A Sissi mora nos Estados Unidos Unidos e tem muito prestígio. A Simone é a única treinadora que tem licença A da Uefa. Mas precisa deixar trabalhar, as coisas acontecerem’, explicou Cristiane. E a longo prazo.

Bandeirada. Do deputado federal Alexandre Frota, do PSL, sobre a vontade de Bolsonaro em construir uma pista no Rio para o GP de Fórmula 1: “Ele deseja um autorama para brincar com os filhos e Olavo de Carvalho”. Muy amigo.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Gramado da Arena do Grêmio detona desempenho da seleção de Tite: ‘É absurdo, inconcebível’.

Zapping. O Esporte Interativo mandou para o espaço mais dois programas que eram apresentados no Space: ‘De Placa’ e ‘+90’. Há um mês, rifou ‘No Ar com André Henning’. A ideia é investir pesado na Champions e no Brasileirão.

Gilete press. De Lauro Jardim, no Globo: “A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio manteve a decisão que determinava à CBF pagar a Coca-Cola uma multa milionária pela rescisão do contrato de patrocínio da seleção, em 2001. Na ocasião, a Coca foi trocada pela Ambev. Em 2006, data da primeira condenação da CBF, o valor a ser pago era de R$ 10 milhões. Hoje, a multa atualizada deve rondar R$ 80 milhões. Ainda há o pedido de perdas e danos feito pela Coca. Mas, neste caso, caberá ao STJ arbitrar o valor a ser pago.” Sabor amargo.

Dona Fifi. Acredite se quiser: os fracassados Marco Aurélio Cunha (coordenador) e Vadão (treinador) querem continuar à frente da seleção feminina.

Tititi d’Aline. Os sanguessugas da Conmebol festejam: os ingressos mais ‘baratos’ (R$ 190, R$ 290 e R$ 390) para o jogo da amarelinha desbotada contra a Argentina, no Mineirão, pelas semifinais da Copa do Brasil, estão esgotados. Restam bilhetes de R$ 590. Também há entradas para o setor VIP bem acessíveis: variam entre R$ 2.090 e R$ 4.790. O tira-teima será na terça.

Você sabia que… a seleção brasileira disputou o primeiro jogo no Mineirão em 7 de setembro de 1965, na vitória por 3 a 0 sobre o Uruguai, em um amistoso?

Bola de ouro. Cavani. O uruguaio de 32 anos é um craque dentro e fora de campo. O atacante enlouquece os zagueiros e trata a galera com inacreditável atenção, um comportamento bem diferente de outras estrelas do ludopédio. Sempre encontra tempo para dar autógrafo e tirar selfie. Por onde passa, deixa um vazio de humildade.

Bola de latão. Gabriel Jesus. Xodó do ‘professor’ Tite, o atacante completou 625 dias sem correr para o abraço em jogo oficial da amarelinha desbotada. O menino Jesus balançou as redes pela última vez em 11 de outubro de 2017. Assinalou o segundo e o terceiro gols da vitória por 3 a 0 sobre o Chile, pelas eliminatórias da Copa. Totaliza 657 minutos e uns quebrados sem marcar.

Bola de lixo. Copa América. A cada rodada, uma certeza: o torneio só é útil para a Conmebol encher o cofre. Não acrescenta nada ao esporte. Apenas os engravatados de colarinho branco se satisfazem com as mordomias.

Bola sete. “Nivelados por baixo, Brasil e Argentina duelarão pela vaga na final da Copa América” (de Mauro Cezar Pereira, na ESPN – fato).

Dúvida pertinente. ‘Professor’ Tite ou Messi, quem precisa mais da Copa América?

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Cebolinha é o caminho para a torcida cantar ‘don’t cry for me, Argentina’ no Mineirão

Argentinos tentam bloquear chute de venezuelano

Era tudo que o ‘professor’ Tite e os jogadores da amarelinha desbotada não queriam: os hermanos como adversários nas semifinais da Copa América. Messi & Cia. carimbaram a classificação com uma vitória sobre a Venezuela por 2 a 0, gols de Lautaro Martinez e Lo Celso, no ‘new Maraca’ (42.495 pagantes/R$ 9.198.480; 7.599 entraram de graça).

Brasileiros e argentinos decidirão na próxima terça uma vaga na final. O duelo será no Mineirão, palco do maior vexame da história do esporte bretão nacional, a humilhante derrota para a Alemanha por 7 a 1, nas semifinais da Copa do Mundo de 2014. Pela primeira vez Brasil e Argentina se cruzarão num mata-mata desde a decisão da Copa América de 2007 – a seleção brasileira ganhou por 3 a 0.

Os hermanos mostraram contra os venezuelanos que não atravessam um grande momento, a exemplo da equipe de Tite. E Messi continua devendo. Mas pode explodir a qualquer momento. É capaz de carregar o time nas costas. Nada é impossível para um gênio. Tem ainda Agüero, Lautaro Martinez, Dybala e Di Maria.

A defesa é o ponto fraco. Se Everton Cebolinha estiver numa noite inspirada, será um Deus nos acuda na zaga argentina. Improvisado na lateral direita, o zagueiro Foyth é um convite a grandes emoções. Tagliafico na esquerda também é pouco confiável. Paredes é o destaque do meio de campo.

Para superar a Venezuela, a Argentina adotou a mesma tática aplicada nos 2 a 0 contra o Catar: pressionar desde o início a fim de mar. car um gol e jogar mais tranquila. Deu certo novamente. Aos 9 minutos, Lautaro Martinez desviou de letra um chute de Agüero. Segundo tento tomado pelos venezuelanos no torneio.

Em vantagem, a Argentina adotou o 4-4-2 e começou a explorar os contragolpes. A Venezuela pouco ameaçou. No segundo tempo, após a entrada do santista Soteldo no lugar do zagueiro Mago e a passagem do volante Herrera para a zaga, os venezuelanos cresceram. Porém, insistiram demais nos cruzamentos. Também pararam em boas defesas de Armani.

Aos 28, quando a Venezuela dominava a partida, Lo Celso nocauteou o inimigo. Agüero chutou fraco, o goleiro Fariñez ‘bateu roupa’ e o volante completou para a rede. A Venezuela se perdeu e só não tomou mais gols porque os hermanos desperdiçaram boas chances.

O embate terminou com mais posse de bola da Venezuela (53% a 47%), mas menos finalizações (6 a 13) e chances reais de gol (2 a 5).

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Pitaco do Chucky. Everton Cebolinha, o futebol moleque está de volta.

Bola ou coelho? O hermano Messi voltou a detonar os gramados da Copa América após a vitória sobre a Venezuela no ‘new no Maraca’. Depois de detonar o campo do Grêmio, o craque espinafrou o templo da bola nacional: ‘A bola parece um coelho. Ela quica para todos os lados. Fica difícil controlar.’ Segundo o astro, é uma vergonha organizar jogos para ‘campos tão ruins. Não dá para jogar.’ Sobre o confronto com a amarelinha desbotada, foi rápido no gatilho: ‘É difícil apontar um favorito. Será um jogo igual como todo Brasil x Argentina.’

Zé Corneta. Pior que o tico-tico sem fubá da amarelinha desbotada só o blá-blá-blá de Tite para justificar o mau futebol.

Tite ‘condenado’. O ‘encantador de serpentes’ da amarelinha desbotada está no bico do corvo. Nada menos que 38% dos torcedores consideraram ruim/péssimo o trabalho do ‘professor’ Tite na vitória sobre o Paraguai nos pênaltis (4 a 3), de acordo com pesquisa do Globo.com. Já 26% acharam bom/ótimo e 36% razoável. A atuação de Firmino também não agradou: 49% de ruim/péssimo, 14% de bom/ótimo e 37% de razoável. O goleiro Alisson foi o bambambã do embate com os paraguaios, com 92% de bom/ótimo, seguido por Cebolinha e Thiago Silva, com 80% de bom/ótimo.

Sugismundo Freud. O medo é um péssimo conselheiro.

Americanas avançam. Com dois gols da líder Megan Rapinoe, a seleção dos Estados Unidos derrotou a França por 2 a 1, no Parque dos Príncipes, pelas quartas de final da Copa do Mundo. A gigante Renard descontou para as francesas. Nas semifinais, as americanas jogarão contra as inglesas, que eliminaram a Noruega (3 a 0). O jogo será na próxima terça, as 16 horas, em Lyon. Rapinoe repetiu que, se o time ganhar o caneco, não irá ao encontro do presidente Trump na Casa Branca. Pela oitava vez em oito torneios o time americano fica pelo menos entre as quatro primeiras seleções do torneio. A equipe soma três títulos, o último em 2015, no Canadá. Os outros semifinalistas serão conhecidos neste sábado, com os duelos Itália x Holanda e Alemanha x Suécia.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Tem mais uma substituição? Troca o Tite pelo Renato Gaúcho.

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, no Uol: “Transformado em uma espécie de ponta-direita, Gabriel Jesus, camisa 33 em seu clube, o Manchester City, aos 33 minutos de peleja [com o Paraguai] chegou a 10 horas sem marcar um gol sequer em jogo oficial. Sim, 600 minutos de jejum. Inacreditável se tratando de um centroavante, de alguém que veste o fardamento número 9 de Reinaldo, Careca, Ronaldo, Adriano e Fred, entre outros. Sua ineficiência como artilheiro é o retrato da equipe.” Acorda, Tite!

Tititi d’Aline. Contratado por R$ 15 milhões em abril de 2018, o atacante Everton sofreu mais uma lesão no soberano São Paulo. Pela sexta vez, o jogador colocou o chinelinho. Deverá perder cinco jogos, totalizando 20 desde que aterrissou no Morumbi. Entre 2016 e 2018, Everton visitou sete vezes o departamento médico do Flamengo. Ficou fora em 36 partidas. Um craque de vidro.

Você sabia que… o PSG renovou contrato com a Nike até 2032 por 80 milhões de euros (R$ 345 milhões) anuais?

Bola de ouro. Cori Gauff. Aos 15 anos, a tenista americana entrou para a história como a mais nova a classificar-se para a chave feminina de Wimbledon. Ela ocupa o 301º lugar no ranking da WTA. Gauff ganhou o US Open juvenil de 2017, aos 13 anos, e o Aberto da França em 2018.

Bola de latão. Grêmio. O gramado (???) do estádio do imortal está um lixo. A redondinha corre muito melhor em um pasto.

Bola de lixo. Milan. O Tribunal Arbitrário do Esporte (TAS) excluiu o time italiano da próxima Liga Europa. O Milan descumpriu o fair play financeiro em 2015/16/17. A vaga ficará com o Torino, sétimo colocado do Campeonato Italiano.

Bola sete. “Antigamente, era muito difícil ser chamado de craque. Hoje, basta um jogo para virar ídolo, atrair os holofotes” (do atacante Dagoberto, que se aposentará em dezembro com a camisa do Londrina – é vero).

Dúvida pertinente. Brasil x Argentina: final antecipada?

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Amarelinha desbotada decepciona e só consegue despachar o Paraguai nos pênaltis

Firmino, pouca eficiencia; Gatito, o melhor do Paraguai

Mesmo com um jogador a mais desde o início do segundo tempo (Balbuena foi expulso), a amarelinha desbotada só avançou às semifinais da Copa América nos pênaltis. Venceu o Paraguai por 4 a 3, depois de ficar no ‘oxo’ durante o tempo normal, na Arena do Grêmio – 45.495 pagantes/R$ 10.352.430; 2.716 entraram de graça.

O próximo adversário será o vencedor de Argentina x Venezuela, que acontecerá no ‘new Maraca’, nesta sexta. O ‘menino’ Ney acompanhou o jogo ao lado de Rogério Caboclo, chefão do Circo Brasileiro de Futebol.

O time brasileiro chega às semifinais pela primeira vez desde 2007. Em 2011 e 2015, o time foi eliminado pelos paraguaios nos pênaltis nas quartas de final do torneio. O Paraguai completou 11 jogos sem festejar um triunfo na Copa América, ou quatro anos e três competições. Em 17 partidas na capital gaúcha, a amarelinha desbotada ganhou 15, empatou uma e fracassou apenas uma vez (Argentina 2 a 0, no Beira-Rio, em 1970).

Apostas do ‘professor’ Tite para implodir a retranca do Paraguai, Gabriel Jesus, Firmino e Everton Cebolinha deixaram a deseja. O atacante do Grêmio, endiabrado contra o Peru, esteve apático e perdeu muitas jogadas no mano a mano com o marcador. Só melhorou na reta final da partida.

Apesar de ter mais posse de bola no primeiro tempo (66% a 34%), a amarelinha desbotada praticamente não deu trabalho ao goleiro Gatito Fernández. Ciscou muito e nada de útil apresentou.

Bem marcado, Everton Celinha foi uma presa fácil pela esquerda, o mesmo acontecendo com Gabriel Jesus pela direita. Sempre havia dois para marcá-los. O ‘professor’ Tite chegou a inverter a posição dos dois, sem sucesso.

Como a produção ofensiva pelas laterais era improdutiva, a equipe nacional passou a centralizar as jogadas, para felicidade da retranca comandada por Gustavo Gómez e Balbuena.

O momento mais agudo da partida pertenceu aos paraguaios. Aos 28 minutos, Arzamendia cruzou da esquerda, Derlis González dominou livre na direita, chutou forte e Alisson fez ótima defesa. Ao final da etapa, resultado óbvio: ‘oxo’ e vaias da torcida à precária exibição brasileira.

A amarelinha desbotada voltou do vestiário com Alex Sandro no lugar de Filipe Luís. E partiu para a pressão. Acuou o adversário, mas continuou sem a verticalidade necessária para criar chances de gol.

Aos 9, Firmino foi derrubado por Balbuena e sua senhoria, o assoprador de latinha Roberto Vargas, assinalou pênalti. Os paraguaios chiaram e cobraram o VAR. Depois de consultar a engenhoca, o juiz assinalou falta fora da área e expulsou o zagueiro – era lance de gol.

O Paraguai trocou o lateral Arzamendia pelo zagueiro Valdez. A equipe adotou o 4-4-1. Deixou apenas Derlis González na frente para o que der e vier. Com um a mais, o Brasil simplesmente amassou os paraguaios, principalmente depois da troca do volante Allan pelo meia Willian.

A equipe brasileira começou então a criar inúmeras oportunidades. Porém acertou arrematou mal. Quando acertou o alvo parou nas luvas de Gatito Fernández. Nos minutos finais, Lucas Paquetá apareceu no lugar de Daniel Alves, e Willian acertou uma bomba na trave.

Na marca da cal, justiça a quem procurou jogar um pouco de futebol: Brasil 4 x 3 Paraguai. Alisson pegou a cobrança do palmeirense Gustavo Gomez e o santista Derlis González mandou para fora. Firmino desperdiçou a cobrança. Willian, Marquinhos, Philippe Coutinho e Jesus garantiram a classificação para as semifinais. Que venha a Argentina ou Venezuela! O embate será na terça, no Mineirão.

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Pitaco do Chucky. Brasil mutante: antes, rodoviária era o aeroporto; agora, o aeroporto é a rodoviária.

Muralha brasileira. A zaga da amarelinha desbotada completou quatro jogos sem tomar gol na Copa América. Na verdade, desde o triunfo sobre a República Tcheca por 3 a 1, em março, o Brasil não é vazado – total de 637 minutos e uns quebrados, Sob o comando do ‘professor’ Tite, a equipe jogou 40 vezes e não levou gols em 31 jogos. Tomou 10 no período. Nos nove duelos em que sofreu gol, o time foi vazado duas vezes em uma mesma partida somente uma vez: na derrota para a Bélgica por 2 a 1, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. Tite só foi derrotado outra vez, por 1 a 0, em amistoso com a Argentina, em junho de 2017, na Austrália.

Zé Corneta. Pizza Cebolinha no forno: 60% dos direitos pertencem ao Grêmio, 30% a empresários e 10% ao Fortaleza (R$ 6 milhões irão para a conta do senador Luis Eduardo Girão, do Podemos, ex-presidente do clube).

Festa do interior. Não é fake news! O embate XV de Jaú 1 x 2 União Barbarense, pela penúltima jornada da fase de classificação da quarta divisão do Paulistinha, atraiu 5.064 pagantes ao estádio Zezinho Magalhães, em Jaú. Deixou na poeira duas partidas da Copa América: Bolívia 1 x 3 Venezuela mobilizaram 4.640 testemunhas, e Equador 1 x 1 Japão, 2.106. Local do ‘cemitério’: Mineirão. Duelo do preço (médio) de ingressos: R$ 136 e R$ 143 para os jogos internacionais; R$ 5 para a porfia estadual.

Sugismundo Freud. A teimosia impede a pessoa de encarar novos desafios.

Festa inglesa no Mundial: 3 a 0 na Noruega

Inglesas 100%. Com o ex-jogador David Beckham e a filha Harper nas arquibancadas, a seleção da Inglaterra deu três bicos na Noruega, no Stade Océane, em Le Havre, e avançou às semifinais da Copa do Mundo feminina. A equipe treinada pelo ex-lateral Phil Neville, companheiro de Beckham no Manchester United, chegou à vitória com gols de Scott, White e Bronze. As inglesas têm 100% de aproveitamento: cinco triunfos em cinco embates. Nas semis, terça-feira, a Inglaterra enfrentará o vencedor de França x Estados Unidos, que jogam nesta sexta.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Cebolinha > Neymar. Quem discorda é colorado.

Dedo na ferida. O desabafo de Marta, depois da eliminação brasileira da Copa do Mundo, atingiu em cheio o coração da torcida. Estropiada após aguentar 120 minutos contra as francesas, mesmo sem estar bem fisicamente (se liga Neymar!), a rainha poderia ter aproveitado o embalo para colocar o dedo na ferida. Mostrar que as meninas encontram no Circo Brasileiro de Futebol um dos maiores obstáculos na luta pela sobrevivência em um país machista e homofóbico desde o trono presidencial da ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’. Só agora os engravatados de colarinho branco da casa maldita do ludopédio nacional se mexeram para dar um tostão de ajuda à equipe feminina. Uma vergonha!

Dedo na ferida 2. Mudar não é preciso, é uma obrigação. E que as alterações comecem na base. A seleção sub-17, por exemplo, foi eliminada na primeira fase do Mundial do Uruguai, em 2018. O time sub-20 também caiu fora na etapa inicial, após duas derrotas e um empate. O treinador Doriva Bueno, que assumiu em 2014 e jamais agradou, foi demitido em setembro do ano passado. Bueno disputou três Copas e só conseguiu vencer a portentosa Papua-Nova Guiné, em 2016. Até agora, as meninas da sub-20 estão sem comandante. Ou seja, a renovação apregoada por Marta navega no limbo da incompetência dos cartolas.

Zapping. Por absoluta falta de divulgação do marketing da ESPN, o ‘Bola da Vez’ está sendo engolido pelo ‘Grande Círculo’, do SporTV, um cover com grife.

Gilete press. De Paulo Cobos, no ESPN: “Ele se oferece. Ele precisa se desculpar pela forma como saiu. Ele precisa ganhar menos. Ele precisa tirar ação conta o clube na Justiça. Ele precisa aceitar ser coadjuvante. Cada vez está mais claro que o Barcelona aceita Neymar de volta, mas não sem antes fazer o craque rastejar.” Castigo.

Tititi d’Aline. O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo levou uma pancada da Justiça: teve parte (15%) do salário bloqueado por conta de uma ação de Marcelinho Carioca. O Vasco vai depositar em juízo a grana confiscada. Há três anos, MC venceu VL em processo por dano moral. A dívida gira em torno de R$ 350 mil, com juros e correção. Em um programa de TV, o treinador chamou o ex-corintiano de ‘moleque e safado’. Não cabe recurso.

Você sabia que… a plim plim faturou quase R$ 2 bilhões com patrocínios à Copa América e ao Mundial feminino?

Bola de ouro. Neto. Com passagens por Furacão, Fiorentina, Juventus e amarelinha desbotada, o goleiro de 29 anos foi contratado pelo Barcelona. Assinou por quatro temporadas. O time catalão pagou ao Valencia 26 milhões de euros (R$ 113 milhões). Dependendo de algumas metas, o brasileiro poderá render mais 9 milhões de euros (R$ 39 milhões) ao Valencia.

Bola de latão. São Paulo. Atolado em dívidas, o soberano de CA de Barros e Silva pediu autorização ao conselho para pedir R$ 37 milhões aos bancos. Alguns jogadores não recebem direitos de imagem há mais quatro meses.

Bola de lixo. Conmebol. Garantiu excelentes gramados para a disputa da Copa América, mas o que se vê são tapetes de quinta categoria em vários estádios.

Bola sete. “Não vou à porra da Casa Branca. Como uma americana gay, eu sei o que significa olhar para essa bandeira e não tê-la como símbolo de proteção a sua liberdade. Sou um protesto ambulante. Não canto o hino nem coloco a mão no coração” (de Megan Rapinoe, 33 anos, capitã da seleção dos EUA, sobre a possibilidade de visitar o presidente Trump após a Copa da França – gol de placa).

Dúvida pertinente. Por que 39 e não 40 quilos?

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