Aos gritos de ‘olé’, Vozão implode invencibilidade de 33 jogos do Palmeiras

Matheus Gonçalves comemora o primeiro gol
Matheus Gonçalves comemora primeiro gol cearense

De nada adiantou o ‘sargento’ Felipão surpreender a todos com a escalação do que tem de melhor no ninho dos periquitos em revista. O Ceará venceu por 2 a 0, no estádio Castelão, em Fortaleza, e dinamitou uma invencibilidade de 33 jogos do Palmeiras no Brasileirão. Desde 25 de julho, ainda pelo campeonato do ano passado, quando tombou diante do Fluminense, o Palestra não era derrotado. No final do confronto, a torcida gritou ‘olé’ a cada troca de passes do Vozão. Matheus Gonçalves e Leandro Carvalho marcaram os gols.

O time levou a segunda bordoada em menos de quatro dias. Na quarta, foi eliminado pelo Saci colorado da Copa do Brasil. Apesar do fracasso, o Palmeiras segue na ponta da competição, com 26 pontos, três a mais que o Peixe, após 11 rodadas. O triunfo afastou o Vozão da zona da degola. Ocupa o 13º lugar, com 14 pontos.

Na próxima terça, em Mendoza, na Argentina, o Palestra enfrenta o Godoy Cruz no primeiro mata-mata das oitavas de final da Libertadores. Pelo Brasileirão, recebe o Vasco, no sábado, na mansão Allianz Parque.

O Palmeiras tentou decidir a parada logo no início da partida. Aproveitou o excesso de erros do Ceará e pressionou a saída de bola. Chegou a acuar o adversário, mas sem criar uma grande chance para abrir o placar.

Aos poucos, o Vozão foi se acertando, enquanto o Palestra se desarticulou. Passou a falhar nos passes, perdeu divididas, mostrou-se incapaz de criar jogadas e deixou ótimos espaços para o Ceará atacar.

Mais organizado em campo, o Ceará fez a festa aos 31 minutos. Matheus Gonçalves avançou da direita para a esquerda e tocou para João Lucas cruzar. A bola acabou sobrando para Matheus Gonçalves, que mandou uma bomba no canto direito do goleiro Weverton.

Merecida vantagem do Vozão, muito mais pelo que o Palmeiras deixou de jogar do que pela superioridade técnica. Aos 47, Felipe Melo tomou cartão amarelo e está fora do embate com o Vasco na próxima semana, na mansão Allianz Parque.

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com Willian no lugar de Gustavo Scarpa, fraquíssimo no meio de campo. Aos 9, a segunda mudança do ‘sargento’ Felipão: saiu Zé Raphael (inútil) e entrou Raphael Veiga.

A equipe paulista melhorou, já que o Ceará também recuou a fim de explorar os contragolpes. Aos 22, Marcos Rocha cruzou, Deyverson arrematou e a bola bateu no braço do zagueiro Luiz Otavio. Sua senhoria, o assoprador de latinha Rodrigo D’Alonso, marcou pênalti. E, depois de conferir a bobagem que iria fazer, anula a marcação.

Na sequência, o treinador Enderson Moreira trocou Matheus Gonçalves por Leandro Carvalho. Já Dudu foi substituído pelo estreante Ramires.

Aos 26, nova explosão nas arquibancadas. Diogo Silva despachou na defesa, Felipe Melo não conseguiu cortar e a bola sobrou para Leandro Carvalho na direita. Ele invadiu a área e tocou na saída de Weverton: 2 a 0.

Com a vantagem, o Ceará sacou William Oliveira e Felipe Baxola. Apareceram Pedro Ken e Fernando Sobral, respectivamente.

Perdido em campo, o Palestra não conseguiu reagir e terminou a partida com a torcida gritando ‘olé’ a cada toque na bola do time cearense. A invencibilidade de 33 jogos no Brasileirão foi para o beleléu diante de um adversário que flertava com a zona do rebaixamento. O caldeirão verde ferve com a segunda derrota consecutiva – a primeira foi diante do Saci colorado na eliminação da Copa do Brasil.

Outros resultados: Bahêa 0 x 0 Raposa, CSA 0 x 4 Furacão, Saci colorado 1 x 1 Grêmio e Vasco 2 x 1 Fluminense.

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Pitaco do Chucky. Perder é do jogo, mas com times milionários é vexame mesmo.

Virada vascaína. Com gols do zagueiro Leandro Castan e do atacante Bruno César, cobrando falta, o Vasco superou o Fluminense por 2 a 1, de virada, no café da manhã da 11ª rodada do Brasileirão, em São Januário (19.607 pagantes/R$ 671.473). O Tricolor das Laranjeiras saiu na frente com Pedro, aos 46 do primeiro tempo, mas virou mamão com açúcar para os vascaínos após as expulsões dos zagueiros Digão e Frazan. Castan empatou aos 21 da etapa final e Bruno César enlouqueceu a galera aos 30, depois do cartão vermelho a Frazan (Digão foi expulso aos 11). O Vasco agora respira mais aliviado na tabela. Acumula 12 pontos, três à frente da zona do agrião queimado. Na próxima jornada, o Vasco visita o Palmeiras na mansão Allianz Parque.

Zé Corneta. A pipoca está em alta no ninho dos periquitos.

Jejum tricolor. O Fluminense do ‘professor’ Fernando Diniz anda mal das pernas. Em 10 clássicos contra os coirmãos nesta temporada, venceu apenas um, diante do Flamengo, pelo Carioquinha. Contra o Vasco, levou três coças em três embates. De quebra, o time completou oito duelos sem festejar uma tríunfo. A última vitória foi sobre o Atlético Nacional, da Colômbia, em maio. Dependendo dos resultados, o Fluminense pode fechar a 11ª rodada do Brasileirão na zona da degola. A equipe tem apenas nove pontos em 33 possíveis. Na próxima terça, o Tricolor encara o Peñarol, em Montevidéu, pela Sul-americana. Fernando Diniz já balança no cargo.

Caiu na rede. Palmeiras/Flamengo: tudo junto e misturado.

Espada dourada. A italiana naturalizada brasileira Nathalie Moellhausen, 33 anos, entrou para a história da esgrima tupiniquim ao ganhar o ouro na categoria espada do Mundial de Budapeste. Pela primeira vez o Brasil subiu ao pódio. Na final, Nathalie derrotou a chinesa Sheng Lin. Após faturar três medalhas olímpicas pela Itália, ela foi colocada para escanteio nos Jogos de Londres-12 e passou a defender o Brasil um ano depois.

Dona Fifi. O soberano São Paulo vai bem, obrigado. Pegou mais R$ 18 milhões em empréstimos bancários para quitar parte dos direitos de imagem atrasados. E reza para cumprir a meta de faturar R$ 120 milhões em vendas neste ano.

Zapping. A turma do ‘Bate-bola Debate’ da ESPN Brasil é tiro e queda nos palpites. Projetou as semifinais da Copa do Brasil com Flamengo x Bahêa e Palmeiras x Galo. E, na decisão, rubro-negros contra palmeirenses. Na cabeça da mosca morta.

Gilete press. De Lauro Jardim, no ‘Globo’: “O estudo que João e Walther Moreira Salles encomendaram à Ernst & Young para criar um fundo destinado a gerir o futebol do Botafogo será apresentado aos irmãos nos próximos dias. Em princípio, vai separar a gestão do futebol do resto do clube — modelo que precisa ser aprovado pelo conselho do Botafogo. João e Waltinho estão dispostos a aportar entre R$ 200 e R$ 300 milhões. De qualquer forma, mesmo que a ideia seja aprovada pela dupla e depois pelo clube, nenhum tostão pingará neste ano no caixa do Botafogo, que há dois meses não paga salários aos jogadores.” Salvação da lavoura.

Tititi d’Aline. Matthijs de Ligt. O zagueiro holandês Matthijs de Ligt, 19 anos, tornou-se o defensor mais caro da história do Calcio. A Juventus pagou 75 milhões de euros (R$ 317 milhões) ao Ajax. Que ainda pode receber mais 10,5 milhões de euros (R$ 44 milhões) de bônus, dependendo do rendimento do atleta. De Ligt assinou por cinco temporadas.

Você sabia que… o Flamengo ganhou duas vezes e empatou uma nas três últimas visitas ao Corinthians no Itaquerão, minha casa minha vida?

Bola de ouro. Ana Marcela Cunha. A baiana de 27 anos segue nadando de braçadas no Mundial de águas abertas, na Coreia do Sul. Ela ganhou o tetra na prova de 25 km, com o tempo de 5h08min03. Ana Marcela também fez a festa em Xangai/11, Kasan/15 e Budapeste/17. Na última quarta, levou o ouro nos 5 km. No total, coleciona 11 medalhas em Mundiais. Na prova de 10 km, a única distância olímpica em águas abertas, Ana Marcela ficou em quinto.

Bola de latão. Paulistas e cariocas. Pela terceira vez em 31 edições da Copa do Brasil, nenhum representante de São Paulo e do Rio disputará as semifinais. Em 1991, a briga envolveu Coxa, Grêmio, Criciúma e Remo, e em 2016, Galo, Raposa, Grêmio e Saci colorado. Neste ano, jogarão Grêmio, Furacão, Raposa e Saci.

Bola de lixo. CBF. Aplausos ao ínclito Circo Brasileiro de Futebol: já se foram mais de 25 dias da eliminação da seleção feminina do Mundial e nada aconteceu. O fracassado coordenador Marco Aurélio Cunha e o colecionador de derrotas Vadão seguem firmes e fortes, um prêmio à incompetência. Já as equipes sub-17 e sub-20 estão sem lenço e sem documento, entregues ao deus-dará.

Bola sete. “Jorge Jesus tirou de mim no Benfica (31 gols em 35 jogos) um futebol que nem eu acreditava ser possível. É um treinador especial na forma de lidar com os jogadores, na exigência que tem, é um perfeccionista” (do ex-atacante brasileiro Jonas, sobre o treinador do Flamengo – a conferir).

Dúvida pertinente. O Fluminense deve manter Fernando Diniz na casamata após oito jogos sem vencer?

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Os milionários Palmeiras e Flamengo naufragam na marca da cal; Copa do Brasil agora só na TV

Festa do Saci colorado contra o Palmeiras

As semifinais da Copa do Brasil estão definidas: Saci colorado x Raposa e Grêmio x Furacão. Os duelos acontecerão em 7 e 14 de agosto. O mando será definido em sorteio no Circo Brasileiro de Futebol. Os ‘bichos papões’ Palmeiras e Flamengo foram para o espaço na marca da cal.

O Palestra dançou diante do Inter (5 a 4), após derrota por 1 a 0 no tempo normal, enquanto o Rubro-negro quebrou a cara contra o Furacão (3 a 1), depois de empatar por 1 a 1 ao longo de 90 minutos.

A Raposa despachou o Galo, apesar de perder por 2 a 0 (salvou-se com o triunfo no primeiro duelo por 3 a 0). O Grêmio apimentou o acarajé do Bahêa, com uma vitória por 1 a 0.

Passando a régua: paulistas e cariocas assistirão o banquete das semifinais pela TV, comendo pipoca e tomando tubaína sem gelo. Castigo merecido pela incompetência em campo. Já os gaúchos poderão saborear um histórico Gre-Nal na decisão do caneco.

No Beira-Rio, diante de 42.344 torcedores (38.836 pagantes/R$ 2.306.661), o Saci colorado mereceu o triunfo por 1 a 0 no tempo regulamentar, gol de Patrick, aos 40 minutos do primeiro tempo, com um arremate de fora da área – a bola desviou no zagueiro Luan e encobriu Weverton. O Palmeiras voltou a tomar um gol com a dupla Luan e Gustavo Gómez em campo depois de 1.200 minutos.

O time gaúcho poderia ter liquidado a fatura no tempo normal, mas o VAR entrou em ação e sua senhoria, o assoprador de latinha Rafael Traci, anulou um gol de Cuesta aos 48 da etapa final. Alegou falta de Moledo em Felipe Melo. D’Alessandro, o melhor em campo, reclamou e foi expulso.

Pouco antes, mais precisamente aos 35, Traci apitou um pênalti de Edenilson em Felipe Melo, consultou o VAR e mudou de ideia. Acertadamente, já que o palmeirense se jogou na área.

Na marcha dos pênaltis, Guerrero, Rafael Sobis, Edenilson, Rodrigo Lindoso e Nonato converteram para o Saci. Patrick desperdiçou (Weverton defendeu). Do lado palmeirenses, Bruno Henrique, Diogo Barbosa, Luan e Willian acertaram. Gustavo Gómez (Lomba pegou com os pés) e Moisés (no travessão) perderam.

Com a vantagem do empate, por ter vencido o jogo de ida por 1 a 0, o Periquito abdicou do ataque, tentou surpreender nos contragolpes e levou bala do Saci. Não mostrou poder de reação no segundo tempo e sucumbiu diante de um adversário bem mais equilibrado e disposto a chegar ao gol, mesmo depois de abrir o placar.

Roni comemora o gol de empate no Maraca

No ‘new Maraca’ (64.884 pagantes/R$ 4.106.610,40 – público total de 69.980 espectadores), com excelente atuação, principalmente no segundo tempo, e brilhante participação do goleiro Santos nos pênaltis, o Furacão devastou o Flamengo.

Após 1 a 1 no tempo normal, tentos de Gabigol e Roni, Santos garantiu a classificação do time paranaense ao pegar as batidas de Diego (ridícula ao tentar uma cavadinha) e Everton Ribeiro. Vitinho também desperdiçou. O Furacão perdeu apenas uma, com Bruno Nazário, e venceu a parada por 3 a 1.

Após a partida, os jogadores do Furacão ironizaram a comemoração de Gabigol, que costuma mostrar os muques a cada gol marcado pelo Flamengo. Todos imitaram o atacante. O ‘cheirinho’ também foi lembrado pelos paranaenses.

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Pitaco do Chucky. Há sempre o outro lado da moeda: o país pelo menos pode se livrar de um Bolsonaro.

Decepção na Fonte. A torcida lotou a Fonte Nova (46.341 pagantes, novo recorde do estádio), proporcionou a arrecadação de R$ 1.349.590,50, mas o acarajé do Bahêa queimou: o Grêmio venceu por 1 a 0, com um belo gol de Alisson, aos 19 minutos do segundo tempo, e se classificou às semifinais da Copa do Brasil. No primeiro confronto, em Porto Alegre, deu empate por 1 a 1. A equipe baiana jogou parte da etapa final com um a menos. Moisés foi expulso. Agora, o imortal enfrentará o Furacão, que eliminou o Flamengo nos pênaltis: 3 a 1, após 1 a 1 no tempo normal. O ‘professor’ Roger Machado sofreu a primeira derrota para o Grêmio desde que deixou o time gaúcho, em setembro de 2016. Colecionava dois triunfos (Palmeiras e Bahêa) e um empate (jogo de ida pela Copa do Brasil).

Zé Corneta. De VARgonha em VARgonha, o ludopedio nacional vai desmoralizando a muleta dos assopradores de latinha.

Galo na panela. A Raposa colocou o Galo para correr na Copa do Brasil. Mesmo perdendo por 2 a 0, o pão de queijo carimbou uma vaga nas semifinais no estádio Independência (22.145 torcedores/R$ 1.352.396). Vai encarar o Saci colorado na próxima fase. O time gaúcho despachou o Palestra nos pênaltis (5 a 4). Após ganhar o primeiro duelo por 3 a 0, a Raposa poderia perder por até dois gols de diferença. Cazares, no primeiro tempo, e Patric, no finalzinho. Alerrandro e David foram expulsos aos 19 da fase final. Com a classificação, a Raposa garantiu R$ 6,7 milhões por participação na semifinal. Esse valor, somado aos arrecadados nas oitavas e nas quartas, totaliza R$ 12,35 milhões em premiação ao longo do torneio. O campeão receberá mais R$ 52 milhões.

Sugismundo Freud. Um grama de ação vale mais que uma tonelada de teoria.

Antenado. O profissionalismo de Paulo Henrique Ganso é digno dos maiores elogios. Ao tomar cartão amarelo contra o Ceará, o meia completou a trinca de ouro e cumprirá gancho no clássico com o Vasco, pela 11ª rodada do Brasileirão. Ao saber da punição, PH confessou desconhecer que estava pendurado. Merecia multa para aprender que também deve se ligar no bico da chuteira, além dos salários e prêmios.

Caiu na rede. Isso não é mais um clube, é uma máfia azul.

‘Juiz ladrão’. Há uma semana os presos disputam um campeonato em Bangu. O querido companheiro Eduardo Cunha se apresentou para apitar os jogos. Nada feito. Os times vetaram por não confiar em sua lisura. A informação saiu na coluna global de Lauro Jardim. Sérgio Cabral não foi escalado. Está em isolamento até o final do mês.

Dona Fifi. Mestre Cuca inovou no chororô: culpou a iluminação do Morumbi pela falha do goleiro Tiago Volpi no empate com o Palmeiras. Sapecou ainda que o gol de Dudu foi ‘espírita’.

Caldo na piscina. A brasileira Maria Clara Lobo, 20 anos, da seleção de nado artístico, foi flagrada no antidoping do Mundial de Esportes Aquáticos, na Coreia do Sul, e já voltou ao país. O teste da atleta do Flamengo apontou furosemida, um diurético. Maria Clara participou da Olimpíada do Rio, em 2016, e ficou na sexta posição por equipes. Ano passado, ela foi eleita pelo COB (caixinha, obrigado Brasil) a melhor do país na modalidade.

Gilete press. De Jorge Nicola, no Yahoo: “O Palmeiras gasta com seu elenco mais do que todos os times da segunda divisão. Isso mesmo: um clube, sozinho, tem folha salarial superior a 20 outros. O Verdão desembolsa cerca de R$ 18 milhões mensais, contra R$ 14,9 milhões dos demais. Flamengo (R$ 17 milhões) e Cruzeiro (R$ 15 milhões) também superam os 20 times da segunda. O elenco mais caro da Série B é o do Coritiba: R$ 1,5 milhão por mês.” Oh céus, oh vida…

Tititi d’Aline. A nau vascaína do comandante Vanderlei Luxemburgo navega em berço esplêndido. Não consegue um triunfo na casa de um coirmão desde a 37ª e penúltima rodada do Brasileirão de 2017 – bateu a Raposa por 1 a 0, gol de Paulão, em BH. Após a derrota contra o Grêmio, curte 14 torpedos e nove empates.

Você sabia que… o Palmeiras arrecadou R$ 160 milhões com os ingressos do Allianz Parque e o programa Avanti em 2018, contra R$ 93 mi do Flamengo, R$ 80 mi do Grêmio, R$ 77 mi do Saci colorado e R$ 60 mi do Corinthians, não incluída a bilheteria, retida para pagar o Itaquerão, minha casa minha vida?

Bola de ouro. Ana Marcela. Nadou como peixe e ganhou o ouro na prova de 5km (57min56) do Mundial de águas abertas, na Coreia do Sul. A fera brasileira entrou para a história como a maior medalhista do esporte. Pela 10ª vez a baiana subiu ao pódio. Ana Marcela participou do primeiro campeonato quando tinha 16 anos, em 2006.

Bola de latão. Marco Aurélio Cunha. Antes de sair batucando nas redes sociais apoio ao ex-jogador Rai, o coordenador de futebol feminino do Circo Brasileiro de Futebol deveria ficar bem mais ligado no pouco caso dedicado às mulheres no país do penta. Até agora, Cunha não mexeu uma palha após a eliminação da seleção da Copa.

Bola de lixo. Andrés ‘Desmanchez’. O pimpolho falastrão corintiano adora meter a colher na vida dos coirmãos para afastar o foco dos inúmeros problemas que não consegue resolver em seu clube. A última fofoca do eterno rei do sorriso: Raí queria substituir Edu Gaspar como coordenadordo de seleções do Circo Brasileiro de Futebol. Mais um chute do boquirroto chefão do Corinthians.

Bola sete. “Desde maio, o narrador Galvão Bueno, que teve seu salário cortado pela metade (de R$ 1,2 milhão para R$ 600 mil), está liberado pela Globo para fazer propaganda. Só fez uma. Há pouquíssimos interessados” (de Cosme Rímoli, no R7 – ô coitado!).

Dúvida pertinente. Palmeiras e Flamengo: vale a pena investir tanto?

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Carille ‘aplica’ golpe da propaganda enganosa em 35 mil fiéis: só mudou a assistência médica

Gol de Vagner Love em Corinthians x CSA
Love recebeu passe de Boselli e garantiu a festa da Fiel

‘Podem esperar por um novo Corinthians depois da Copa América’ – a promessa foi feita várias vezes pelo ‘professor’ Fabio ‘Pinóquio’ Carille antes da paralisação do Brasileirão. Garantiu que aproveitaria as ‘férias’ para colocar o time nos eixos, mostrar que a Fiel poderia sonhar alto.

Não deu outra. Pela primeira vez na história do clube, uma médica acompanhou a equipe principal num jogo oficial. Ana Carolina Ramos e Côrte foi a grande (e única) novidade corintiana na sofrida vitória sobre o CSA por 1 a 0, no Itaquerão, minha casa minha vida (33.952 pagantes/R$ 1.392.676). Ou seja, a Fiel comprou gato por lebre.

Com o triunfo, o time corintiano pulou para a oitava colocação. Soma 15 pontos, 11 atrás do líder Palmeiras, mas tem um jogo a menos. Na 11ª rodada, domingo, o Corinthians receberá o Flamengo, terceiro colocado com 20 pontos.

Apesar de encarar o penúltimo colocado do campeonato, com apenas seis pontos em 30 possíveis, o Corinthians só chegou ao gol da vitória no segundo tempo, mais precisamente aos 33 minutos.

Boselli, que havia substituído Pedrinho, tocou para Vagner Love. O ‘artilheiro do amor’ virou e acertou uma bomba no ângulo esquerdo do goleiro Jordi. O centroavante redimiu-se de ótima oportunidade perdida no primeiro tempo.

Como ‘prêmio’ por ter superado a retranca do CSA, Vagner Love saiu na sequência. Entrou o volante Gabriel a fim de garantir os três pontos.

Primeiro, Carille tentou melhorar a peça ofensiva, trocando Ralf por Régis. Depois, recuou para segurar o resultado, uma mudança condenável porque o Corinthians enfrentou um adversário muito fraco tecnicamente, recheado por ‘vovôs’. Cássio fez apenas uma defesa.

Mais uma vez, o meio de campo do Corinthians falhou na criatividade. Inexplicavelmente, Carille insistiu na presença de Sornoza. O equatoriano limitou-se a bater faltas e escanteios, errando a maioria das cobranças. Raras vezes Sornoza conseguiu acertar um bom passe,

O duelo marcou a estreia do zagueiro Gil. Ele estava no Shandong Luneng, da China, desde 2016. Correspondeu, mesmo com poucos dias de readaptação. O principal destaque corintiano foi o lateral Fagner.

No CSA, a novidade ficou por conta do treinador Argel Fucks na casamata da equipe alagoana. Ele armou o time para voltar a Maceió com um ponto ganho.

Só não perdeu por mais gols por causa de sua senhoria, o assoprador de latinha Wagner Reway, que, com a bênção do VAR, ignorou um pênalti em Danilo Avelar no segundo tempo.

E, também, porque o Corinthians abusou dos cruzamentos (mais de 30) e da inoperância ofensiva, como vinha ocorrendo antes da parada das ‘férias’. Em quatro confrontos pelo Brasileirão, o Corinthians aplicou quatro pauladas no CSA.

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Pitaco do Chucky. Eduardo Bolsonaro embaixador: não basta ser pai, tem que indicar.

Jesus salva. O café da manhã do Brasileirão foi dos mais saudáveis para a torcida do Flamengo. O time de Jesus massacrou, sem dó nem piedade, o Goiás no ‘new Maraca’, enlouquecendo mais de 65 mil pessoas (60.847 pagantes/R$ 2.218.843,50). Goleou por 6 a 1 com uma exibição de gala. Arrascaeta (foto) foi a grande estrela do espetáculo, com três gols e duas assistências. Gabriel (dois) e Bruno Henrique completaram o atropelamento. Kayke descontou para o Goiás. Com o triunfo, o Rubro-negro chegou a 20 pontos na terceira colocação, seis atrás do líder Palmeiras e três do vice Peixe.

Arrascaeta comemora um de seus gols

Jesus salva 2. Rafinha estreou na lateral direita do Urubu. E no primeiro lance levou a galera ao delírio: deu dois chapéus e equilibrou a bola com a cabeça. O embate foi acompanhado pelo meio-campista Gerson e pelo zagueiro Pablo Marí, reforços contratados nos últimos dias. Mesmo levando seis gols, Tadeu foi um dos poucos que se salvaram no Goiás. Na próxima quarta, o Flamengo decidirá uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Receberá o Furacão. No primeiro jogo, em Curitiba, deu empate em 1 a 1.

Zé Corneta. O VAR chegou mesmo para bagunçar: os assopradores de latinha ficam perdidaços sem a engenhoca e, o pior, também não sabem como usá-la.

Roda peão. O tempo passa, a bola rola, e nada de o soberano Tricolor sair da mesmice. Em 10 embates como mandante nesta temporada, a equipe venceu apenas dois, contra o Ituano (2 a 1), pelas quartas de final do Paulistinha, e Botafogo (2 a 0), na abertura do Brasileirão, em 27 de abril. Ou seja: mais de dois meses sem devorar a cereja do bolo. Marcou seis gols. No balanço das horas sem ponteiros, o São Paulo completou oito jogos sem vencer no empate com o Palestra.

Sugismundo Freud. Quem quer de verdade sempre arruma um jeito.

Caldeirão na Vila. O contrato termina apenas em dezembro de 2020 e a multa rescisória gira em torno de R$ 10 milhões. Mas pelo andar da pescaria, poucos acreditam que o hermano Jorge Sampaoli permanecerá até o final do acordo no aquário da Vila Belmiro. A relação do ‘professor’ com o poderoso chefão do Peixe, José Carlos Peres, lembra desafio entre ópera e funk. Sampaoli anda irritado com a falta de reforços, jogos no Pacaembu (defende a Vila) e salários atrasados.

Caiu na rede. VAR – Vasco, Assaltado e Roubado.

Fim da linha. A passagem do paraguaio Romero pelo ‘Bando de Loucos’ terminou neste domingo. Artilheiro do Itaquerão, minha casa minha vida com 27 gols, o atacante irritou a cartolagem do Corinthians por ter recusado R$ 450 mil de salário, R$ 2 milhões de luvas e ‘bônus’ de US$ 700 mil para renovar contrato. A proposta foi feita em janeiro. Desde então, Romero não vestiu mais a camisa corintiana. O atleta pode desembarcar no Boca Juniors ou San Lorenzo. Estrangeiro com mais jogos pelo clube (222 partidas), o paraguaio de 27 anos passou os últimos cinco no Corinthians. Assinalou 38 tentos e faturou quatro títulos: Brasileirão de 2015/17 e Paulistinha de 2017/18.

Dona Fifi. Ao contrário do que se fala no Circo Brasileiro de Futebol, o ‘professor’ Tite teve de engolir o ex-jogador Juninho Paulista como chefe, em substituição ao amigo de fé Edu Gaspar.

Gilete press. De Paulo Cobos, no ESPN: “Formar para vender, contratar para escalar. Com a incorporação do espanhol Pablo Marí, o Flamengo abre o caminho para ter algo em comum com o Palmeiras, com quem disputa o título de clube mais poderoso do país. Hoje, o Palmeiras não tem nenhum jogador titular formado no clube. No Flamengo, resta Léo Duarte na zaga, justamente a posição de Pablo Marí, que chega com o aval de Jorge Jesus e já parece ser favorito para ganhar a titularidade. Com finanças em dia, os dois times podem se dar ao luxo de gastar dezenas de milhões de reais em reforços, deixando as revelações sem espaço.” Na mosca.

Zapping. Plim plim fica sem o ‘repórter da arquibancada’: o irreverente Márcio Canuto decidiu se apontar. Ele foi contratado pela emissora em 1998. Agora quer curtir a vida.

Tititi d’Aline. Liberado pelo Peixe para curtir 10 dias de folga, o meia Cueva dominou as redes sociais no Peru. O jogador comandou a festa de aniversário do zagueiro Zambrano, companheiro de seleção, e foi flagrado fazendo xixi na rua após a balada. Uma TV peruana sapecou: ‘Melhor partida de Cuevita.’

Você sabia que… o Vasco não derrota o Grêmio no Sul desde 2006 (2 a 1 pelo Brasileirão), acumulando oito coças e dois empates?

Bola de ouro. Jorge Sampaoli. Mesmo sem um terço das condições dadas ao ‘sargento’ Felipão no Palmeiras e ao português Jorge Jesus no Flamengo, o hermano coloca o Peixe na briga pelo caneco do Brasileirão. É o patinho feio do campeonato.

Bola de latão. Vasco. O clube transferiu a verba de patrocínio da Tim para o futebol (categorias de base) e encestou o basquete no lixo. Sem grana, o time abandonou o NBB. O Vasco retornou ao garrafão na temporada 2015/16, quando ganhou a Liga Ouro e o direito de disputar o NBB.

Bola de lixo. Palermo. A equipe foi rebaixada para a quarta divisão italiana por dívidas com jogadores e federação. Também colocou na conta do Abreu uma multa de 500 mil euros (R$ 2,1 milhões) por irregularidades administrativas. O Venezia, que foi rebaixado para a Série C, assumirá a vaga do Palermo na segundona.

Bola sete. “O VAR virou uma bazuca em mãos de crianças. E de crianças mal-intencionadas (de Juca Kfouri, no Uol – na mosca).

Dúvida pertinente. O Peixe de Sampaoli tem cacife para encarar Palmeiras e Flamengo na briga pelo caneco do Brasileirão?

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Nem com ataque ‘APP’ soberano São Paulo desencanta; Peixe encosta no líder Palmeiras

Bola encobre Tiago Volpi, bate na trave, volta no goleiro e entra: gol de Dudu!
Bola encobriu Tiago Volpi, bateu na trave, no goleiro e entrou

Há que se reconhecer: o soberano São Paulo melhorou após as ‘férias’ da Copa América, escalou um ataque que promete (Antony, Pablo e Pato, o APP), mas não conseguiu reencontrar o caminho da vitória. Empatou em 1 a 1 com o misto quente do Palmeiras, no Morumbi (38.267 torcedores/R$ 1.177.165), e completou oito jogos sem vencer. Pablo e Dudu marcaram os gols.

O Tricolor também continua sem vencer em clássicos neste ano: cinco coças e quatro empates. Desde 2009, o São Paulo acumula oito vitórias, 11 empates e 13 derrotas diante do Palmeiras.

Já os periquitos em revista atingiram 33 jogos sem derrota no Brasileirão (25 triunfos e oito empates). Mas perderam a boa vantagem que tinham na liderança, já que o Peixe superou o Bahêa por 1 a 0. O Palestra agora tem 26 pontos, três a mais que o Santos. O Tricolor segue no meio da tabela, com 15.

O ‘sargento’ Felipão poupou Luan, Gustavo Gómez, Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima – a dupla de zaga e o trio de meio-campo. Motivo: o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil contra o Saci colorado, quarta-feira, em Porto Alegre (na mansão Allianz Parque, o Palmeiras venceu por 1 a 0).

O Tricolor surpreendeu o Palmeiras com muita velocidade e troca de posições no ataque, além de explorar com eficiência as investidas pelas laterais, principalmente com Tchê Tchê pela esquerda.

A disposição apresentada pelos são-paulinos desde o início do clássico, com mais vontade de brigar pela bola, foi coroada logo aos 9 minutos.

Pablo recebeu cruzamento rasteiro de Hernanes, se antecipou ao zagueiro Antônio Carlos e estufou a rede. Quinto gol de Pablo na temporada, o primeiro no Morumbi.

O Palmeiras, com várias mudanças na equipe, custou a pegar no breu. Lento na transição, permitiu ao adversário o domínio da partida.

Sua melhor chance aconteceu aos 23, num chute de Gustavo Scarpa que obrigou Tiago Volpi a fazer grande defesa. Muito pouco para um time que lidera o Brasileirão. O São Paulo, mais incisivo, mereceu sair com a vantagem no primeiro tempo.

A equipe são-paulina voltou do vestiário com o estreante Raniel no lugar de Pablo, lesionado. O atacante ficou 105 dias afastado por causa de uma lesão na região lombar. Já o Palmeiras trocou Zé Rafael por Carlos Eduardo.

Os primeiros minutos da segunda etapa foram emocionantes. De cara, Tiago Volpi operou um milagre em conclusão de Deyverson. Na sequência, Weverton salvou duas vezes o Palestra. Primeiro defendeu um chute cara a cara com Raniel. Depois, pegou uma bomba de Reinaldo.

Sem Pablo, um dos destaques da equipe na fase inicial, e num ritmo mais lento, o São Paulo recuou exageradamente e ficou à espera de um contragolpe. Aos 14, Pato chutou colocado e Weverton desviou para escanteio.

Aos 18, segunda mudança no Palmeiras: Gustavo Scarpa por Raphael Veiga. O time cresceu e passou a pressionar o Tricolor.

Sete minutos depois, o empate: Dudu chutou, a bola desviou em Reinaldo, encobriu Tiago Volpi e bateu na trave; na volta, tocou nas costas do goleiro e entrou. O gol foi dado a Dudu.

Mestre Cuca sentiu que o poder ofensivo havia desaparecido, sacou Pato e colocou Toró. Depois, tirou Hernanes e apostou em Igor Gomes. Nos periquitos em revista, Dudu por Willian. E o empate se arrastou até o fim.

O Palmeiras manteve a invencibilidade (agora são 33 jogos sem derrota), mas a diferença na liderança do campeonato caiu para apenas três pontos após o triunfo do Peixe sobre o Bahêa por 1 a 0: 26 a 23 pontos.

Carlos Sánchez comemora gol do Santos contra o Bahia
Sanchez marcou o gol santista

O Santos chegou à vitória no estádio Pituaçu (18.853 torcedores/R$ 258.374), em Salvador, com um gol de Sanchez na bacia das almas, mais precisamente aos 41 minutos do segundo tempo. O uruguaio foi derrubado por Guerra na área, cobrou o pênalti e Douglas defendeu parcialmente. No rebote, Sanchez mandou para a rede.

Com o resultado, o time do hermano Jorge Sampaoli completou a quina: cinco duelos sem derrota no Brasileirão, o quarto triunfo consecutivo. Perdeu pela última vez em 18 de maio: Palmeiras, 4 a 0, no Pacaembu.

Bahêa e Peixe disputaram um primeiro tempo morno, sem despertar agitação na torcida. A preocupação defensiva prevaleceu.

Na fase final, baianos e paulistas mostraram mais aplicação. O confronto parecia caminhar para o ‘oxo’ quando Sanchez garantiu os três pontos para o Santos, que manteve um pequeno tabu: nos últimos quatro jogos na Fonte Nova, ganhou três e empatou um.

O baixinho Soteldo foi o grande destaque santista. Já o centroavante Uribe decepcionou mais uma vez e foi sacado no segundo tempo. Marinho entrou e deu mais força ao ataque.

Outros jogos: Fortaleza 2 x 0 Avaí, gols de Wellington Paulista, e Grêmio 2 x 1 Vasco, tentos de Pikachu e Pepê (dois).

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Amarelinha desbotada joga melhor sem Neymar? Vamos deixar de cretinice

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Neymar e mais 10, e estamos coversados

Ao conquistar a Copa América, a amarelinha desbotada provou que pode sobreviver muito bem sem o talento do ‘menino Ney’, um dos três melhores jogadores do mundo. É o que apregoa boa parte da mídia sabichona e de torcedores pernas de pau.

Ou seja, seria o mesmo que considerar a ausência de Messi um gol de placa da Argentina. Ou, ainda, o gajo Cristiano Ronaldo um terrível obstáculo ao sucesso da seleção portuguesa.

Pesquisa do ‘Globo.com’ indicou, ao longo do torneio conquistado pelo canarinho sem asas, que a maioria da galera considera desnecessária a presença do atacante. Para 58% (27 mil votaram), o Brasil não sente falta de Neymar.

Devagar com o andor que o santo é de barro. E adora orações de perdão, porque eles não sabem o que dizem.

Julgar Neymar um empecilho ao sucesso do time só poder ser qualificado como ato de terrorismo ao esporte bretão, ao espetáculo, coisa de cretinos da objetividade sem um pingo de discernimento.

Uma fake news desenvolvida pelo ódio de gente incapaz de sobreviver sem estar borbulhando no caldeirão da inveja, do quanto pior melhor.

É simplesmente estapafúrdio acreditar que Philippe Coutinho, Gabriel Jesus, Firmino ou Cebolinha poderá substituir Neymar. A diferença é abissal. É Neymar e mais 10. Sempre!

Por falar no ‘menino’… Se dentro de campo é impossível abrir mão de seu talento, fora das quatro linhas Neymar tropeça no bico da chuteira. Sob as bênçãos do papai sabe tudo, ele comprou uma condenável briga com o PSG para retornar ao Barcelona. Deu um pontapé no profissionalismo.

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Pitaco do Chucky. Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno aderiu à luta dos que recebem salário mínimo: afirmou sentir-se envergonhado dos R$ 19 mil líquidos que recebe por mês do Exército.

Galo atropelado. A torcida da Raposa voltou a sorrir. E como! Após nove jogos de jejum (quatro empates e cinco derrotas), o time reencontrou o caminho da vitória, e justamente contra o maior adversário. Em noite inspirada de Pedro Rocha e Thiago Neves, a equipe passou como um trator por cima do Galo no primeiro duelo do mata-mata das quartas de final da Copa do Brasil. Com o triunfo por 3 a 0, no Mineirão, praticamente carimbou a classificação para as semifinais. Na próxima quarta, no Independência. o pão de queijo avança no torneio mesmo se perder por dois gols de diferença. O Galo precisa ganhar por três tentos de vantagem para provocar a decisão nos pênaltis. Desde 28 de julho de 2013, um embate entre cruzeirenses e atleticanos não registrava goleada – a Raposa venceu por 4 a 1 um time reserva do Galo (saboreava a conquista da Libertadores).

Pedro Rocha comemora primeiro gol da Raposa

Galo atropelado 2. Mesmo vivendo dias tumultuados fora de campo, com a polícia atrás de falcatruas dos cartolas, o Cruzeiro mostrou-se superior desde o início da partida. Aos 13, Pedro Rocha marcou um golaço com um chute no ângulo. Aos 26, ele roubou a bola no meio de campo, avançou, driblou Victor e deu de bandeja para Thiago Neves assinalar o segundo. Aos 9 do segundo tempo, Robinho nocauteou o Galo. Daí em diante, a Raposa se fechou e tratou de garantir o triunfo. O ‘professor’ Mano Menezes surpreendeu a todos ao escalar Pedro Rocha no lugar de Fred e deu um nó tático em Rodrigo Santana, treinador do Galo. O clássico atraiu 46.113 torcedores (R$ 2.190.896).

Zé Corneta. O Palmeiras do ‘sargento’ Felipão dá raiva pela regularidade, pelo arroz com feijão sempre no ponto.

Reco-reco da Fiel. O Corinthians entrou de ‘férias’ com o ‘professor’ Fabio Carille prometendo um novo time depois da paralisação. E as coisas caminham às mil maravilhas. Em três amistosos, a equipe mostrou evolução zero, o mesmo show de horrores de outros jogos. Perdeu dois (Botafogo de Ribeirão e Londrina) e ganhou um (Vila Nova), com um gol de Régis aos 46 minutos do segundo tempo. Só não deu outro vexame porque os goleiros Walter e Caíque pegaram muito. Carille garantiu que afinaria a orquestra ‘Bando de Loucos’, e não deu outra: uma parte toca axé, outra manda brasa no tico-tico sem fubá e uma terceira se vira na valsa.

Sugismundo Freud. As pessoas julgam as outras pela aparência e quase sempre se enganam.

Happy birthday. Ao mesmo tempo em que festejou o título da mequetrefe Copa América, a amarelinha desbotada poderia comemorar a quarta eliminação consecutiva em Mundiais – Bélgica, 2 a 1. Tite & Cia. deveriam deitar no divã da incompetência e cair na real: a bolinha do canarinho sem asas continua um prato cheio apenas para o terceiro mundo. Na hora de encarar as principais seleções europeias, o mito vira mico. Vive do passado pentacampeão. Só engana mesmo a pachecada.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). São-paulinos lamentam o fim da Copa América: “O São Paulo vai voltar a jogar”.

Zapping. A direção da plim plim ignorou o pedido de Galvão Bueno para reavaliar a demissão de Mauro Naves, 31 anos de casa. Comunicou ao narrador que a decisão estava tomada e era irredutível ‘por questões muito delicadas’ – envolvimento no caso Neymar-Najila.

Gilete press. De Jaeci Carvalho, no Estado de Minas: “O nível da Copa América, vencida pelo Brasil, mostrou que o futebol por estas bandas anda carente e deficiente. Nem mesmo o campeão foi capaz de produzir um futebol que nos encantasse. Somente parte da imprensa ‘baba-ovo’ do Tite achou tudo lindo e mascarou os erros. Uma equipe que empata com Venezuela e Paraguai e que teve dificuldades contra a Bolívia no primeiro tempo não pode ser tachada de grande time. Porém, é o que temos por aqui. Eu não me contento somente com isso. Gosto da arte, do gol. Sei que a juventude acha que o que vale é ganhar, ainda que de forma feia. Minha geração, que se acostumou com os olhos, jamais irá aceitar a remela.” No alvo.

Tititi d’Aline. O tilintar das moedas anda a mil em nove clubes do Brasileirão. Dia sim é outro também, jogadores do Corinthians, Galo, Raposa, Peixe, Vasco, Fluminense, Botafogo, Chape e soberano Tricolor ouvem promessas de que os atrasados estão quase na boca do caixa. Devem ter apenas um pouco mais de paciência. E dá-lhe blá-blá-blá…

Você sabia que… a saída de Nenê, 37 anos, representará uma economia de R$ 3 milhões ao soberano Tricolor até o fim da temporada?

‘Bola de ouro’. Philippe Coutinho. Graças ao desempenho nada louvável no Barcelona, o meia brasileiro lidera o ranking dos jogadores que mais se desvalorizaram na última temporada. A queda atingiu 35,7%, ou 50 milhões de euros (R$ 210 milhões). Atualmente, Coutinho está cotado em 90 milhões de euros (R$ 380 milhões).

Bola de latão. Deyverson. Enquanto a defesa arranca suspiros da torcida (13 jogos sem tomar gol), o atacante é detonado pelos palmeirenses. Mostra muita vontade, mas técnica limitadíssima para comandar a peça ofensiva.

Bola de lixo. Assopradores de latinha. Três jogos da Copa do Brasil foram suficientes para ratificar que a turminha do apito é um desastre. Nem com o apoio do VAR consegue evitar erros lamentáveis. O pessoal se enrola mais que cobra antes do bote.

Bola sete. “Os técnicos adoram dizer que falta tempo para treinar as equipes. É um bom álibi. Mas, se o time for mal, após a longa paralisação e muitos treinos, a desculpa de que faltou ritmo de jogo já está pronta” (do pequeno grande Tostão, na Folha – bingo).

Dúvida pertinente. O Galo já foi para a panela da Copa do Brasil?

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Só o Palmeiras vence na volta do tico-tico sem fubá; cinco gols e 85 mil torcedores em três jogos

Edenilson disputa lance com Felipe Melo
Edenilson e Felipe Melo brigam pela bola

O pontapé inicial das quartas de final da Copa do Brasil foi supimpa. Levou nada menos que 85 mil torcedores a três estádios. As emoções foram demais: cinco gols em 270 minutos e alguns quebrados de bola rolando. Muito pouco!Só o Palmeiras venceu: 1 a 0 no Inter. Na estreia do treinador Jesus, o Flamengo empatou em 1 a 1 com o Furacão, mesmo placar de Grêmio x Bahêa.

Certamente ‘professores’ e jogadores atribuirão à falta de ritmo o desempenho nada agradável em boa parte dos confrontos, depois de um mês de paralisação por conta da Copa América.

Mesmo sem apresentar um grande futebol, o Palmeiras fez a lição de casa e colocou o Saci colorado para correr na mansão Allianz Parque (36.443 pagantes/R$ 2.414.083,15). O Palestra venceu por 1 a 0, gol de Zé Rafael no primeiro tempo.

Na segunda partida, na próxima quarta, no Beira-Rio, o Palestra se classifica às semifinais com um empate. O time gaúcho precisa ganhar por dois de diferença. Se derrotar o coirmão por um gol de vantagem, a decisão será na marca da cal. O vencedor enfrentará Galo ou Raposa.

Muita intensidade, mas pouca inteligência e excesso de faltas. Assim foi o primeiro tempo do duelo entre paulistas e gaúchos. A marcação prevaleceu e as chances de gol foram escassas.

O Palmeiras foi mais cirúrgico que o Saci colorado e abriu o placar aos 21 minutos. Bruno Henrique cruzou, Zé Rafael tocou de cabeça e saiu para o abraço. O time gaúcho quase empatou na sequência, porém Weverton fez boa defesa em chute de Nico López. E não foi mais incomodado pelos adversários.

A equipe palmeirense também facilitou a vida do goleiro Marcelo Lomba. Zé Rafael e Dudu arriscaram alguns arremates, sem perigo. Ao final da etapa, sobrou muita reclamação dos dois times ao assoprador de latinha Wilton Pereira Sampaio. Até o pipoqueiro, se pudesse, reclamaria de sua senhoria.

O Saci colorado voltou do vestiário com D’Alessandro no lugar de Nonato. Melhorou de produção, mas não o suficiente para chegar ao empate. Em vantagem, o ‘sargento’ Felipão recuou o time a fim de explorar os contra-ataques, só que a equipe não soube aproveitar os espaços deixados pelo Inter e também errou muitos passes.

Aos 24, por exemplo, Deyverson avançou sozinho pelo meio contra apenas um colorado e errou ao tentar colocar Zé Rafael na cara do gol. A torcida foi ao desespero. O Saci colorado trocou Nico López por Rafael Sobis.

Não adiantou. O Palmeiras chegou ao 13º duelo consecutivo sem tomar gol como mandante – 11 na mansão Allianz Parque e dois no Pacaembu. Não perde há 16 jogos oficiais.

Na bacia das almas, Willian, muito aplaudido, retornou ao time depois de sete meses recuperando-se de uma lesão. Saiu Zé Rafael. Antes, Felipão havia substituído Lucas Lima por Raphael Veiga. LL saiu cheio de biquinho. Já Felipe Melo deu o lugar a Thiago Santos.

Na Arena da Baixada (21.306 pagantes/R$ 982.465), Furacão e Flamengo morreram abraçados no 1 a 1. O ‘professor’ português Jorge Jesus estreou na casamata rubro-negra. Houve muita polêmica e gols anulados pelo VAR, muleta do fraco assoprador de latinha Anderson Daronco.

O time paranaense saiu na frente com um gol de Leo Pereira, aos 4 minutos do segundo tempo. Gabigol empatou aos 19. Após o tento, a galera do Athletico aplaudiu, ironicamente, a festa dos cariocas. E gritou: ‘Puta que o pariu, a CBF é a vergonha do Brasil.’

Flamengo e Furacão voltarão a se encontrar na próxima quarta, no ‘new Maraca’. Caso aconteça novo empate, a disputa vai para os pênaltis.

Leo Pereira marcou o gol dos paranaenses

A largada do mata-mata das quartas aconteceu no estádio do Grêmio. Diante de 26.674 pagantes (R$ 892.916), o imortal gaúcho decepcionou a galera e ficou no 1 a 1 contra o bem montado Bahêa do ‘professor’ Roger Machado. Na próxima quarta, na Fonte Nova, quem vencer carimba a vaga nas semifinais. Novo empate levará a decisão para os pênaltis.

Xodó da galera, o atacante Everton Cebolinha foi o principal destaque da equipe gremista. Sempre que foi lançado, o campeão da Copa América com a amarelinha desbotada enlouqueceu a zaga baiana.

Aos 45 do primeiro tempo, Cebolinha foi derrubado pelo goleiro Douglas dentro da área. Ele mesmo bateu o pênalti e colocou o Grêmio em vantagem. Aos 3 do segundo, após cobrança de escanteio e falha de Paulo Victor, Gilberto empatou de cabeça.

Na metade da etapa final, o treinador Renato Gaúcho levou uma sonora vaia ao trocar Jean Pyerre por Luan. A torcida queria a saída do centroavante André, que depois foi substituído por Felipe Vizeu. O gremista se lesionou numa dividida com Lucas Fonseca e não conseguiu permanecer em campo. Como já havia trocado três atletas, o imortal terminou o embate com 10.

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Pitaco do Chucky. A vida é bela: dos quatro grandes de São Paulo, apenas o Palmeiras está com os salários e direitos de imagem em dia.

Mico. Nada é tão ruim que não possa ficar ainda pior. Terceira opção para o comando de ataque, o colombiano Borja pode obrigar o Palmeiras a desembolsar mais US$ 3 milhões (R$ 11,3 milhões) em agosto. De acordo com a rádio Caracol, da Colômbia, o Palestra terá de comprar os 30% dos direitos do atleta que ainda pertencem ao Atlético Nacional se não vender Borja até 17 de agosto. Caso seja negociado, o time colombiano receberá 30% do valor da transferência. Em fevereiro de 2017, o Palestra pagou US$ 10,5 milhões (R$ 34 milhões na cotação da época) por 70% dos direitos. O Palmeiras está louquinho para se livrar de Borja, mas ele já recusou quatro propostas.

Zé Corneta. E a Raposa, graças ao excepcional trabalho da cartolagem, virou caso de polícia: falsificação de documentos, apropriação indébita e outros delitos.

Nova esperança. Mestre Cuca está feliz: Raniel foi contratado pelo soberano São Paulo para colocar ponto final em um velho problema do time, a falta de gols. Aos 23 anos, o atacante chega ao Tricolor após 41 jogos e dois gols no Santa Cruz (2015/16) e 89 partidas e 16 tentos na Raposa (2017/19). Revelado pelo Santinha, Raniel pegou um ano de gancho em 2014 por ter sido flagrado no antidoping (cocaína). Após a suspensão foi reintegrado ao time pernambucano e não deu mais trabalho.

Sugismundo Freud. As aparências enganam, o caráter não.

Carnê. O goleiro Magrão e o Sport fecharam acordo na Justiça do Trabalho. Depois de pedir R$ 5 milhões em salários atrasados, FGTS, férias, 13º e prêmios, o jogador topou receber R$ 1.875.000 em 44 parcelas. Cada uma será de R$ 42.613. Vale mais um periquito na mão que dois pelicanos voando.

Caiu na rede. O cerco fechou aos larápios da Toca.

Vitrine. Após 62 jogos e oito gols com a camisa do Palmeiras, o meia venezuelano Guerra aterrissou no Bahêa com uma missão: recuperar parte da imagem de 2016, quando foi eleito o bambambã da Libertadores com o campeão Atlético Nacional, da Colômbia. O Palestra, que prorrogou o contrato do atleta até dezembro de 2020, reza para San Gennaro dar uma força a Guerra e, depois do empréstimo ao Bahêa, negociá-lo. Em 2017, com o apoio da Crefisa, pagou R$ 12 milhões pelo jogador.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “Juninho Paulista, campeão mundial em 2002, será o coordenador técnico da seleção. Tite participou da escolha? Aprovou? Juninho faz parte do Conselho de Craques da CBF, que não sei bem o que faz. Muitos estão lá para arrumar uma boquinha na entidade, o que não significa que alguns não sejam bem preparados para assumir outras atividades. Juninho estudou para se tornar um dirigente.” Fato.

Tititi d’Aline. O cardiologista Constantino Constantini acredita ter uma fórmula infalível para domar as emoções de mestre Cuca depois da cirurgia no coração: o amor pela netinha Eloah, 2 anos. “É o ponto fraco dele. Quando quero que atenda minhas recomendações, pergunto se ele não quer ver a festa de 15 anos da netinha”, contou o médico. Que sempre manda o paciente controlar o estresse, manter uma atividade física, dormir bem, meditar meia hora por dia e comer mais verde, legumes…

Você sabia que… o Vasco acertou patrocínio com a empresa portuguesa Azeite Royal até o fim do ano?

Bola de ouro. Bahêa. O Peixe dormiu no ponto e levou um passa-moleque do Bahêa: perdeu o volante Ronaldo. O jogador foi emprestado pelo Flamengo até dezembro. Havia mais de três semanas que o Santos conversava com o Rubro-negro para ter o atleta. Ele ficaria com o lugar de Jean Lucas, negociado pelo Fla ao Lyon por 8 milhões de euros. O Bahêa também contratou os ex-corintianos Marllon e Lucca, e os ex-palmeirenses Juninho e Guerra.

Bola de latão. Botafogo. O clube deve dois meses de salários e direitos de imagem aos jogadores, além de premiações do Brasileirão e da Sul-americana. E não tem a mínima ideia de quando poderá colocar a casa em ordem.

Bola de lixo. Peixe. Em precária situação financeira, o Santos deve encarar mais um processo. Mestre Cuca pretende processar o clube para receber três meses de salários que não foram pagos em sua passagem pelo Peixe no ano passado. Também ficou vendo a banda passar no 13º e várias premiações.

Bola sete. “Eu não torço para a seleção. Já torci muito, já chorei em 66, quase chorei em 82, mas, não mais. A seleção se afastou de mim. Não pertenço a ela e ela não me pertence. Não gosto daquele tipo de gente em nenhum tipo de esporte: milionários que não se preocupam com nada” (do blogueiro Menon, no Uol – pingos nos is).

Dúvida pertinente. Saudade da Copa América?

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Amarelinha desbotada quebra jejum de 12 anos e salva Tite; torcida garante R$ 39 milhões a Conmebol

ao vivo jogo resultado final brasil x peru copa américa
Brasil: nona conquista em 46 edições do torneio

A festa foi completa no ‘new Maraca’. A amarelinha desbotada derrotou o Peru por 3 a 1, conquistou pela nona vez a Copa América em 46 edições e quebrou um jejum de 12 anos sem levantar o torneio (a última vez havia sido em 2007). O time sempre venceu quando organizou o torneio (1919/22/49/89/2019).

Já a pachecada gritou novamente ‘o campeão voltou’ e colocou no abastado cofre da Conmebol mais R$ 38.760.850, a maior arrecadação da história da pátria das chuteiras furadas, proporcionada por 58.504 pagantes (11.402 entraram no peito).

Ao longo da competição, o time do ‘professor’ Tite adotou o sensacional futebol gangorra, sobe e desce. Chegou ao caneco com nota seis. Só não se complicou porque o nível técnico do torneio foi fraquíssimo.

Mesmo assim, ainda precisou de vários empurrões dos assopradores de latinha para dar a volta olímpica. Que, na verdade, sempre foi o grande objetivo de Tite. Jamais o treinador olhou para o futuro, para uma renovação da equipe após o fracasso na Copa do Mundo da Rússia.

Tite queria, e conseguiu, livrar o pescoço da forca. Desde a estreia, contra a Bolívia, até o grand finale diante do limitadíssimo Peru, o ‘professor’ viveu no fio da navalha. Apesar de ter contrato com o Circo Brasileiro de Futebol até a Copa do Catar, em 2022, Tite encarou o fantasma do desemprego a cada minuto da competição.

Daí, as lágrimas a cada abraço dado nos jogadores e, principalmente, no filho Matheus. Só faltou choramingar no ombro do presidente Bolsonaro e/ou no do poderoso chefão da casa maldita do ludopédio nacional, o impoluto Rogerio Caboclo.

Colocar a faixa de campeão no peito depois do embate com os peruanos era uma obrigação. Caso contrário seria um vexame histórico, superado apenas pelo 7 a 1 contra a Alemanha, nas semifinais do Mundial de 2014.

Com os 3 a 1 no templo da bola tupiniquim, o canarinho sem asas atingiu a 32ª vitória em 45 duelos contra os peruanos. Foi abatido apenas quatro vezes e saiu abraçado com o inimigo em nove jogos. Matou o Peru nos cinco embates no Maraca.

Everton Cebolinha, Gabriel Jesus e Richarlison (pênalti) garantiram o triunfo e o título contra os peruanos. Guerrero (pênalti) descontou.

O time brasileiro terminou com 10. O menino Jesus, grande destaque do jogo, foi expulso no segundo tempo e deixou o gramado insinuando que a equipe estava sendo roubada.

O Brasil ganhou R$ 44 milhões com o título, somados o prêmio pela taça (R$ 28,6 milhões) e a taxa de participação (R$ 15,4 milhões). O Peru faturou R$ 19 milhões, mais taxa. A Argentina, terceira colocada, papou R$ 15,4 milhões, e o Chile, quarto lugar, R$ 11,5 milhões, além da taxa.

Com 15 taças, o Uruguai é o maior vencedor da Copa América. Sua última conquista foi em 2011. A Celeste é seguida de perto pela Argentina, que possui 14. Os hermanos não vencem a competição desde 1993. O Brasil fez a festa invicto. Faturou o nono título com o melhor ataque (12 gols em seis confrontos) e a defesa mais eficiente (tomou um gol).

Daniel Alves foi eleito o craque da Copa. O capitão conquistou o 40º título na carreira. É o jogador com mais conquistas na história do futebol. Foi a quarta vez que o lateral sagrou-se campeão pelo Brasil. Alisson ganhou troféu de melhor goleiro, enquanto Everton deixou o gramado como artilheiro, com três gols.

Cortado antes do início da competição por estar lesionado, Neymar seguiu os passos do time em todo o mata-mata. No Maraca, levou até o filho Davi Lucca para ficar em um camarote, que contava ainda com outros atletas, como o são-paulino Nenê, e o presidente Bolsonaro, que quase caiu ao comemorar o primeiro gol do Brasil. Bolsonaro participou da cerimônia de premiação e segurou a taça. Entrou em campo entre vaias e aplausos da torcida.

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Pitaco do Chucky. Incrível: sempre há um paspalho para atrapalhar o espetáculo.

Tchutchuuuucas. Primeiramente, como diria o saudoso ex-presidente corintiano Vicente Matheus: a amarelinha desbotada do ‘professor’ Tite é povoada pela geração ‘viúva Porcina’, aquela que foi sem nunca ter sido, ou seja, acredita ser craque, ter lugar assegurado no Olimpo dos deuses do planeta bola. Segundamente: nunca se viu tanto chororô por meio metro quadrado a serviço do Circo Brasileiro de Futebol, um grupo com suscetibilidades até no dedinho do pé. Paralelamente à conquista do título, deixa a imagem de ‘viúva Porcina’, aquela que foi sem nunca ter sido, ou seja, ídolos com chuteiras de barro.

Zé Corneta. Duelo em final contra o Peru é tão emocionante quanto cortar cebola.

É teeeeetra. Os Estados Unidos aterrissaram na França, botaram uma tremenda banca e voltarão para casa com o tetra da Copa do Mundo feminina. As americanas venceram a Holanda por 2 a 0, em Lyon, e conquistaram o quarto caneco em oito edições do torneio. As holandesas armaram um forte bloqueio defensivo e garantiram o ‘oxo’ no primeiro tempo, com boas defesas de Van Veenendaal. Na etapa final, aos 16, Van der Gragt fez pênalti em Morgan (assinalado pelo VAR), Rapinoe cobrou e conferiu. Sete minutos depois, Lavelle marcou o segundo e nocauteou as holandesas. Só não saíram mais gols por excesso de preciosismo das americanas e novas defesas de Van Veenendaal. A campanha dos EUA: fase de grupos – 13 a 0 na Tailândia, 3 a 0 no Chile e 2 a 0 na Suécia; oitavas – 2 a 1 na Espanha; quartas – 2 a 1 na França; semifinais – 2 a 1 na Inglaterra; decisão – 2 a 0 na Holanda.

Onde e como assistir a Estados Unidos x Holanda pela final da Copa do Mundo feminina
Festa americana no Mundial: tetracampeonato

É teeeeetra 2. Nada menos que 57.900 torcedores compareceram ao estádio, que despejaram uma sonora vaia quando o presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi chamado para a cerimônia de premiação. Após as homenagens, o cartola-mor ouviu gritos de ‘equal pay, equal pay (pagamentos iguais)’, reivindicação de todas as jogadoras que disputaram o Mundial. As campeãs embolsaram US$ 4 milhões; em 2018, a seleção masculina da França ganhou US$ 38 milhões. EUA, Holanda, Suécia (terceira colocada) e Inglaterra (quarta) garantiram vaga na Olimpíada de Tóquio, em 2020. No sábado, em Nice, as suecas venceram as inglesas por 2 a 1.

Sugismundo Freud. Quem gosta de levar vantagem em tudo reconhece a própria incompetência.

Haja bolso. Não se reprima: novas emoções da fantástica Copa América estão programadas para daqui um ano, mais precisamente para o período entre 12 de junho e 11 de julho. O torneio é tão sensacional que a Conmebol decidiu promovê-lo em dois países. O grupo Sul será disputado na Argentina e reunirá hermanos, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai e um convidado (Japão ou Catar). Grupo Norte: Colômbia, Brasil, Equador, Peru, Venezuela e outro bicão. Os jogos acontecerão na Colômbia. Apenas quatro seleções de cada chave irão para os mata-matas.

Caiu na rede. Natal ainda está longe, mas Brasil já devorou o Peru.

Gilete press. De Paulo Cobos, no ESPN: “As fortes palavras de Messi contra a Conmebol podem, na teoria, deixar o craque argentino fora dos gramados por até dois anos (…) Pelo artigo 7 do Código Disciplinar da Conmebol um jogador não pode ‘insultar de qualquer maneira e por qualquer meio a Conmebol, suas autoridades, seus oficiais, etc’. As punições podem ser brandas, mas um jogador que insulta a Conmebol pode receber uma suspensão de até 24 meses. Ainda existe a chance de uma multa de até US$ 50 mil. Dá para acreditar que a Conmebol faria isso com Messi?” Nem no inferno.

Tititi d’Aline. Em um momento conturbado, principalmente fora de campo, o ‘menino Ney’ reuniu a família e todos foram à Igreja Batista Peniel, em São Vicente, na última quinta. Neymar costumava frequentar o templo quando criança. O astro, a irmã Rafaella, que chorou, e seus pais foram devidamente fotografados e rechearam as redes sociais. Aleluia, irmão!

Você sabia que… o hermano Messi acumula apenas duas expulsões na carreira?

Bola de ouro. Messi. Chutou o pau da barraca após a ridícula expulsão contra o Chile e fez muito bem em dar uma banana à medalha de bronze. Certamente alguns cretinos da objetividade reclamarão de falta de fair play do atacante.

Bola de latão. Conmebol. Soltou comunicado dando lição de moral em Messi. Justo ela, uma confederação sem um pingo de credibilidade.

Bola de lixo. Mario Diaz de Vivar. O assoprador de latinha paraguaio simboliza muito bem o nível do apito nesta Copa América. Com raras exceções, uma tremenda porcaria. E a Argentina foi a seleção mais prejudicada. Ei, juiz, vai tomar caju…

Bola sete. “A corrupção e os juízes arruinaram o futebol. Lamentavelmente, foi armado para o Brasil. Vamos embora com a sensação de que não nos deixaram ir à final. Cansaram de marcar besteiras nesta Copa América, mas não foram nenhuma vez ao VAR nos dois últimos jogos da Argentina. O futebol não foi justo para nós. Pela forma que jogamos e por termos sido superiores ao Brasil, merecíamos estar na final” (desabafo de Messi, após ser expulso contra o Chile – pingos nos Is?).

Dúvida pertinente. O ‘professor’ Tite merece um voto de confiança até a Copa de 2022?

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