Palmeiras, com 22% de chances, engata a quarta com ‘fratello’ Mano; Urubu voa com 70%

Willian disputa a bola com a zaga do Fortaleza

O que se previa nas primeiras rodadas do Brasileirão está se confirmando. Flamengo e Palmeiras deixaram os coadjuvantes na poeira da maratona da bola. O Urubu comanda a festa com 45 pontos, enquanto o Palmeiras soma 42, após 20 rodadas. O Peixe perdeu o fôlego, levou uma cacetada do Grêmio (3 a 0) e aparece em terceiro, com 37. Depois vêm Saci colorado (36), Corinthians (35) e soberano Tricolor (35).

A equipe carioca reúne 70% de chances de dar a volta olímpica, de acordo com a matemática do site ‘Infobola’. O Palestra flutua em 22%. A turma do gargarejo: Santos – 3%; Saci – 2%; Corinthians, São Paulo e Grêmio, 1% cada.

Aos trancos e barrancos, os periquitos em revista derrotaram o Fortaleza por 1 a 0, no Castelão, e seguem na caça ao Rubro-negro. Willian marcou o gol da vitória no início do segundo tempo.

‘Fratello’ Menezes conquistou o quarto triunfo consecutivo na casamata palmeirense. Aproveitamento de 100%: 2 a 1 no Goiás, 3 a 0 no Fluminense, 1 a 0 na Raposa e, agora, festa no Ceará. Já o Fortaleza completou três confrontos sem vencer. Tem 22 pontos e já flerta com a zona do agrião queimado.

O confronto no Castelão foi meia-boca. No primeiro tempo, Fortaleza e Palmeiras conseguiram a proeza de não criar nenhuma chance de gol. Cozinharam o tempo em banho-maria, dispostos a arriscar apenas chutes de fora da área. O time paulista teve mais posse de bola (58% a 42%). Nada, porém, que preocupasse muito o goleiro Felipe Alves (lesionado, deu o lugar a Marcelo Boeck).

A equipe palmeirense foi mais ambiciosa no começo da etapa final e, logo aos 2 minutos, dinamitou o Fortaleza. Gustavo Scarpa cobrou escanteio, Tinga desviou e a bola sobrou para Willian chutar. Antes de entrar, desviou em André Luís.

Em desvantagem, o time cearense abdicou um pouco do esquema defensivo. Mas parou no forte bloqueio do Palestra. Que tentou, sem sucesso, o segundo gol. As trocas de Zé Rafael por Lucas Lima, Willian por Carlos Eduardo e Luiz Adriano por Deyverson não funcionaram. Ao final, a surrada muleta: o importante é ganhar.

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Pitaco do Chucky. ‘Papai Bozo Noel’ está empenhado em perdoar uma pequena dívida de R$ 11 bilhões do agronegócio com o Funrural. Sai da rede, Brasil!

Falso brilhante. Maior contratação da história do ludopédio nacional, Daniel Alves já dá problemas ao soberano São Paulo, mais precisamente ao departamento financeiro. O marketing do clube bateu em várias portas, mas não conseguiu arrumar parceiros para ajudar a bancar o café extremamente açucarado do atleta. O capitão do time embolsa R$ 1,5 milhão mensalmente para a xepa. Quando Daniel Alves aterrissou no Morumbi, a cartolagem bateu no peito e no bolso garantindo que encontraria facilmente ‘sócios’ para ajudar na empreitada – R$ 45 milhões ao longo de três anos, mais bônus e luvas, porque ninguém é de ferro.

Falso brilhante 2. Dani, como gosta de ser chamado, ainda arrumou uma bagatela de R$ 10 milhões para o empresário. O Tricolor apostou na folha corrida do atleta (recorde de 40 taças), na faixa de capitão da amarelinha desbotada e no título de ‘rei’ da Copa América. Um ‘vovô’ de 36 anos com grife internacional. Acreditou na venda de jogadores para aliviar a barra. Nada conseguiu no roda a roda do business. O país está chamando urubu de porquinho-da-índia.

Zé Corneta. Alô, Carille! Mimimi é coisa de gato gago.

Cabide de emprego. O Circo Brasileiro de Futebol aposta na fórmula ‘é dando que se recebe’, ou seja, arrumando uma boquinha aos ex-atletas para evitar críticas, já que muitos também carregam um microfone no dia a dia. Os amigos do rei, o chefão são-paulino Rogério Caboclo: Juninho Paulista (coordenador da casa maldita), Branco (categorias de base), César Sampaio (auxiliar pontual) e Bebeto (chefe da delegação em Cingapura). O samaritano Caboclo criou ainda o ‘Conselho de Craques’, com Cafu, Gilberto Silva, Ricardo Rocha, Zinho, Jairzinho, Careca, Pretinha e Michael Jackson, além de ‘Muriçoca’ e o xodó Parreira.

Sugismundo Freud. Ame o caminho mais do que o fim da estrada.

Esquindolelê. Na caça ao caneco do Brasileirão, o gajo rubro-negro Jorge Jesus confidenciou: o jogador brasileiro carrega a imagem de ‘festeiro’ na Europa, ou seja, chuteira, reco-reco e tamborim. ‘Em Portugal, diziam que só podíamos ter quatro brasileiros por time ou virava escola de samba’, contou Jesus a ‘Veja’. Aproveitou, também, para indicar o caminho do sucesso à frente de uma equipe. Não basta ser bom taticamente, precisa ir ‘muito além do treino, ser tão criativo como um atleta’.

Freguês. A Raposa é doce de coco para o Urubu no Brasileirão. Nos últimos nove jogos, o líder coleciona oito triunfos e um empate.

Caça às bruxas. A torcida do Saci colorado já separou o joio do trigo após a pancada do Furacão na final da Copa do Brasil. Antes da magra vitória sobre a Chape por 1 a 0, no Beira-Rio, a galera vaiou Edenílson, Patrick, Uendel, Tréllez, Rithely e Bruno, além do ‘professor’ Odair Hellmann. Aplaudiu Lomba, Cuesta, Nico, Moledo e Guerrero.

Caiu na rede. Produto em brechó: tabela do Brasileirão com o Santos na liderança.

Legado olímpico. A Vila dos Atletas continua em alta três anos depois da Rio 16. Nada menos que 512 imóveis já foram negociados. Ou 15% dos 3,6 mil apartamentos construídos para abrigar os atletas nos Jogos. O preço das unidades varia entre R$ 570 mil e R$ 2,5 milhões (R$ 7.500 o metro quadrado, em média). Estão à venda apartamentos de dois, três e quatro quartos, além de coberturas.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no Globo: “Veja por que o futebol no Brasil anda que nem caranguejo. A Fédération Française de Football, de um país do tamanho (mais ou menos) de Minas Gerais, investe R$ 50 milhões por ano para manter dez centros de treinamentos para adolescentes de 13 a 16 anos. É para que os clubes, depois, possam resgatar jogadores desses centros. No Brasil, a CBF tem R$ 1 bilhão em caixa e não investe em nada.” Uma vergonha.

Tititi d’Aline. A eterna rainha Hortência comemora 60 anos nesta segunda. Feliz da vida e solteira. Não namora há um bom tempo, só que não está sozinha. Tem ficado com uma pessoa. ‘Prefiro ser ilimitada, ter meus amigos e passear sem me prender’, justifica Hortência, mãe de Antonio Victor, 22, e João Victor, 23, frutos de seu casamento com o empresário José Victor Oliva. Estão separados há 20 anos.

Você sabia que… o Corinthians nunca perdeu do Bahêa no Itaquerão, minha casa minha vida, acumulando três vitórias e um empate?

Bola de ouro. Buffon. O goleiro voltou a jogar pela Juventus depois de 490 dias (defendeu o PSG na última temporada) e foi um dos destaques da vitória sobre Hellas Verona por 2 a 1. Buffon igualou o recorde de Paolo Maldini: 902 jogos por clubes. São os italianos com mais partidas na carreira.

Bola de latão. São Paulo. O vírus ‘empatite’ também atacou o soberano. É o campeão em dividir a pizza com o coirmão quando atua em casa. Nesta temporada, empatou 11 vezes, ganhou sete e perdeu três. Pior aproveitamento como mandante entre os clubes do Brasileirão/19. O Tricolor está invicto em casa, mas não há razões para abrir uma tubaína. Ganhou quatro embates e morreu abraçado em seis no Morumbi. Ou seja, abocanhou estupendos 18 pontos em 30 possíveis.

Bola de lixo. Raposa. As boas notícias não param de chegar à Toca. O atacante Sobis deu o ar da graça e cobra R$ 4,1 milhões na Justiça. Alega que o pão de queijo deixou de pagar as prestações acertadas quando rescindiu o contrato no início do ano. Em campo, mais alegria: zona do agrião queimado do Brasileirão, com apenas 18 pontos e três coças consecutivas – Grêmio (4 a 1), Palmeiras (1 a 0) e Flamengo (2 a 1). Também levou uma bordoada do Saci colorado (3 a 0) na Copa do Brasil.

Bola sete. “Falta mais preparo físico do que garra ao Corinthians. Sem vigor físico, nenhum esquema tático vai funcionar. Não vai adiantar cobrar raça de quem não tem pernas para chegar na bola antes dos oponentes” (do blogueiro Perrone, no Uol – se liga, Carille!).

Dúvida pertinente. É Peixe ou cavalo paraguaio?

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Pablo marca na bacia das almas e soberano Tricolor volta a vencer depois de quatro jogos

Hernanes comemora o primeiro gol do Tricolor

O returno do Brasileirão começou com um café da manhã no Nilton Santos, para 18.471 convidados (15.821 pagantes/R$ 414.516). E a torcida do soberano São Paulo saboreou a cereja do bolo. Depois de quatro jogos (dois empates e duas derrotas), o Tricolor voltou a vencer e mestre Cuca poderá respirar mais aliviado na casamata. Pelo menos até quarta-feira, quando recebe o Goiás.

Com um gol de Pablo na bacia das almas, a equipe paulista derrotou o Botafogo por 2 a 1. Chegou a 35 pontos e segue na briga por uma vaga direta na próxima Libertadores. O time carioca, com 27, permanece no bloco do meio da tabela.

Mestre Cuca surpreendeu ao deixar Antony no banco (entrou no segundo), colocar Juanfran na lateral direita, Daniel Alves pelo meio e Toró atacando pela esquerda. Armou o Tricolor no 3-5-2. Já o ‘professor’ Barroca apostou no 4-5-1.

Toca pra cá e chuta pra lá até 36 minutos, quando Toró deu bom passe para Hernanes. O ‘Profeta’ invadiu a área, superou Marcelo Benevenuto e bateu cruzado de pé esquerdo, sem chance para o goleiro Gatito.

Na sequência, a trave evitou o segundo gol tricolor em cabeçada de Pablo. Aos 45, festa botafoguense. João Paulo recebeu de Gustavo Bochecha, deixou o espanhol Juanfran na saudade e chutou no canto esquerdo de Tiago Volpi. Resultado justo para um jogo equilibrado, apesar de a posse de bola indicar 61% a 39% para o Botafogo.

No segundo tempo, o São Paulo cresceu e criou as melhores chances, principalmente depois de Antony substituir Toró, aos 13. Mestre Cuca também trocou Hernanes por Everton. Dominado, o Botafogo só equilibrou um pouco a partida após as entradas de Leo Valencia e Rodrigo Pimpão. Saíram Bochecha e Victor Rangel.

Na reta final, Luan deu o lugar para Igor Gomes no meio de campo são-paulino. No Botafogo, Luis Fernando por Alan Santos. O duelo caminhava para o empate, mas Pablo colocou ponto final ao jejum são-paulino, aos 46. Daniel Alves cruzou na área, Arboleda desviou de cabeça e Pablo completou de pé esquerdo.

“Precisávamos voltar a vencer. Nossa equipe teve uma sequência muito boa de cinco vitórias, depois quatro jogos sem vencer. É uma vitória importantíssima para nós, que sonhamos com o título”, afirmou Pablo, dois gols no Brasileirão. O atacante não corria para o abraço desde o clássico com o Palmeiras, em julho, quando se machucou e ficou fora do time por um bom tempo.

Já no Itaquerão, minha casa minha vida (29.811 torcedores/R$ 1.489.768,50), o Corinthians bateu o Bahêa por 2 a 1, cravou 35 pontos na quarta colocação e espantou a crise até a decisão da vaga na Sul-americana, quarta, contra o Independiente del Valle, em Quito. A equipe corintiana foi derrotada por 2 a 0 no primeiro tiroteio do mata-mata.

O São Paulo também soma 35 pontos, mas perde no saldo de gols para o Corinthians por 10 a 9. Se o Saci colorado superar a Chape no Beira-Rio, neste domingo, o time corintiano cai fora do G4.

O jogo com os baianos foi pródigo em polêmicas. Sua senhoria, o assoprador de latinha Dewson Freitas, consultou três vezes o VAR. Na primeira, Elder foi derrubado por Ralf, o Bahêa reclamou pênalti e Freitas nada marcou. Errou. Na segunda, também no primeiro tempo, Ralf cruzou, a bola bateu no braço de Juninho e o juiz apontou a cal. Acertou. Vagner Love cobrou e abriu o placar.

Na terceira, aos 17 da etapa final, indicou pênalti de Clayson em Gregore. Não houve nada. Gilberto cobrou e empatou. Freitas demorou mais de três minutos para confirmar a falta, sob protestos da Fiel.

Aos 29, Clayson recebeu cruzamento de Pedrinho, tirou o goleiro Douglas da jogada e marcou o gol da vitória, o terceiro dele no Brasileirão e o sexto na temporada. Havia nove jogos que o Bahêa não perdia.

Clayson festeja o gol da vitória corintiana

No Mineirão (34.051 pagantes/R$ 1.059.046), mais um capítulo do carnaval rubro-negro. Com gols de Gabigol e Arrascaeta, o Urubu voou para mais um triunfo: 2 a 1. O Flamengo chegou a sete vitórias consecutivas no Brasileirão, um recorde na história do clube. No total, 19 gols marcados e quatro sofridos pelo time do gajo Jorge Jesus. O Cruzeiro marcou com Thiago Neves, de pênalti.

O Flamengo agora lidera o campeonato com 45 pontos. Já o time mineiro segue na zona do agrião queimado, com apenas 18. A Raposa levou bala nos últimos três jogos. Tomou sete gols e assinalou três.

Artilheiro do campeonato com 17 gols, Gabriel inovou na comemoração. Proibido de mostrar o cartaz levado pela torcida, o atacante fez os gestos que significam ‘hoje tem gol do Gabigol’ em Libras – Língua Brasileira de Sinais. Um belo tapa na censura dos engomadinhos de colarinho branco do STJD.

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Pitaco do Chucky. Bozo tem a caneta e o poder, mas falta-lhe o principal, a inteligência. Um zero à esquerda ao cubo.

Ditadura. O ‘professor’ Tite é extremamente generoso. Convocou os rubro-negros Rodrigo Caio e Gabigol, os gremistas Matheus Henrique e Everton Cebolinha, o palmeirense Weverton, o são-paulino Daniel Alves e o campeão Santos, do Furacão, para um pequeno giro por Cingapura. Eles conhecerão a hercúlea força de Senegal e Nigéria nos amistosos caça-níqueis de 10 e 13 de outubro. E desfalcarão as equipes em apenas duas rodadas do Brasileirão. Culpa dos cartolas submissos à ditadura do Circo Brasileiro de Futebol. Ajoelhou, tem que rezar.

Zé Corneta. Pesquisa do Datafolha é lé com cré: amarelinha desbotada domina a galera entre 16 e 24 anos. Nada menos que… 3% curtem a bolinha de gude do ‘professor’ Tite & Cia.

Show rubro-negro. A galera do Flamengo deixa muito a desejar fora de campo. Ao final do primeiro turno do Brasileirão, cravou apenas os sete maiores públicos do campeonato. A média de pagantes é de 50.693 por embate. Renda bruta: R$ 18.015.579 (tíquete médio de R$ 39). O grito na arquibancada:

68.243 – Flamengo 1 x 0 Peixe
65.969 – Flamengo 3 x 0 Palmeiras
65.418 – Vasco 1 x 4 Flamengo
65.154 – Flamengo 6 x 1 Goiás
61.023 – Flamengo 2 x 1 Chapecoense
57.644 – Flamengo 3 x 1 Grêmio
52.667 – Flamengo 3 x 2 Furacão

Sugismundo Freud. Pare de querer e comece a fazer.

Bom e barato. Campeão da Copa do Brasil, o Furacão gasta uma grana alta com o elenco. A folha de pagamento, sem direitos de imagem, gira em torno de R$ 2,4 milhões por mês. Um banho de centavos no Palmeiras (R$ 8,5 mi), Corinthians (R$ 7,5 mi), soberano São Paulo (R$ 5 mi) e Peixe (R$ 4,8 mi).

Caiu na rede. Furacão passa pelo Beira-Rio e devasta sonho da massa colorada.

Tintim por tintim. O conselheiro Denis Ormrod colocou o soberano Tricolor no paredão. A Justiça deu prazo de cinco dias para o clube informar detalhes dos contratos de Hernanes e Antony, além de Cueva, Diego Souza, Petros e Jucilei, que já deixaram o São Paulo. O clube pode recorrer.

Gilete press. Do tetracampeão brasileiro Rubens Minelli, na Folha: “O futebol está feio, não é? É uma mesmice muito grande. Sem falar na violência, falta de respeito. Aí você olha o futebol europeu e é tudo totalmente diferente. Veja os jogos do Campeonato Inglês. Parece que os jogadores estão lutando por um prato de comida. Aqui o atleta recebe a bola e não tem ninguém perto. Marcação é antes de o jogador receber a bola, não depois. O problema dos técnicos brasileiros é que antigamente eles tinham mercado e trabalhavam no exterior. Hoje não têm mais.” Bingo!

Tititi d’Aline. O ex-jogador e comentarista da plim plim Roger Flores e a modelo Betina Schimidt vão se casar neste mês. Eles reservaram a pousada Villa Mango Beach Bungalows, na praia de Icaraizinho de Amontada, a 200 Km de Fortaleza. Segundo informa o colunista Leo Dias, do Uol, a pousada tem 18 acomodações. A cerimônia reunirá 100 convidados e acontecerá ao pôr-do-sol.

Você sabia que… o Galo tentará quebrar um jejum de cinco jogos sem vencer no duelo com o Avaí, nesta segunda?

Bola de ouro. Manchester City. Impiedoso, o time de Pep Guardiola massacrou o lanterna Watford na Premier League. Aplicou 8 a 0, a maior goleada da equipe na história do Campeonato Inglês. Em 18 minutos, o City abriu 5 a 0. De Bruyne e Bernardo Silva (três gols) comandaram o show. O recorde de um triunfo pertence ao Manchester City: 9 a 0 no Ipswich Town, em março de 1995.

Bola de latão. Pato. O atacante popstar voltou a colocar o chinelinho no soberano São Paulo. Sofreu a terceira lesão em menos de cinco meses e deve desfalcar a equipe por algum tempo. Desde a reestreia, Pato disputou 15 jogos e ficou sete fora, ao lado da mulher Rebecca, filha do apresentador Silvio Santos.

Bola de lixo. CBF. O impoluto Circo Brasileiro de Futebol mostrou, mais uma vez, que odeia o melhor produto do esporte bretão nacional. Na hora de a onça escovar os dentes, com a disputa acirradíssima pelos pontos, desfalca as equipes para disputar caça-níqueis com Nigéria e Senegal, em Cingapura. Sem noção!

Bola sete. “O São Paulo deveria voltar de ônibus e passar em Aparecida para agradecer o resultado no Engenhão. Jogou absolutamente nada. Nos dois últimos jogos (CSA e Botafogo) Cuca testou umas seis formações diferentes, nenhuma funcionou” (do jornalista Eduardo Tironi – na mosca).

Dúvida pertinente. Por que os clubes continuam acorrentados ao Circo Brasileiro de Futebol?

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‘Tatiquês’ derrota a arte e a beleza do futebol no país pentacampeão

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Por Fernando Calazans, no Ultrajano.com.br

Foi com muito prazer que vi no jornal O Globo as cartas de leitores elogiando os comentários de Paulo Cézar Caju em sua coluna semanal. Paulo Cézar, ex-craque de futebol e atual comentarista, vai direto ao ponto em suas críticas. Nada de rodeios, de afagos, titubeios e desejos de agradar a este ou aquele ‒ como faz a maioria de nossa imprensa esportiva, na tevê ou no papel. A crítica deve ter exatamente isto: senso crítico. Com exigência de qualidade (eu disse “exigência”), ainda mais num país que é pentacampeão mundial de futebol. Por sinal, o único pentacampeão.

Entre os elogios, houve até quem dissesse que Paulo Cézar “se revela o melhor cronista esportivo atual”. Quem sabe é mesmo? Porque só quem não viu, ou quem não tomou conhecimento da História do futebol brasileiro, pode se contentar, se satisfazer, com o nível atual dos nossos times e nossos jogos. Outro dia, assisti ao jogo entre os dois primeiros colocados do Campeonato Brasileiro ‒ Flamengo e Santos. Com os dois melhores times no campo, o jogo teve muita intensidade, muito espírito de competição, mas pouquíssimo brilho. Neste aspeto do brilho, tivemos a bela finalização de Gabigol no lance que deu a vitória ao Flamengo e… o que mais mesmo? Não me lembro. Por causa da derrota, o Santos perdeu o segundo lugar para o Palmeiras, pelo menos por enquanto.

Neste cenário, chega a ser ridículo o exagero das exaltações e dos elogios, que lemos e ouvimos, a times como Palmeiras e Corinthians, ou Internacional e Grêmio, só para falar dos principais. À exceção do Flamengo, os outros antigos grandes do futebol do Rio de Janeiro ‒ Botafogo, Fluminense e Vasco ‒ chegam a causar pena, ou pior, raiva, de quem os acompanha.

Parecemos nos acostumar, e mesmo nos satisfazer, até com a Seleção Brasileira que acabou de conquistar a última Copa América ‒ a de mais baixa qualidade da história. Pobre também do futebol sul-americano, com a Seleção da Argentina jogando mal daquele jeito que nunca foi o dela.

Por causa de tudo isso, voltamos ao Paulo Cézar Caju, que foge ao, digamos assim, dogmatismo burocrata da crônica atual. Foge também de outros “ismos”, como o “didatismo”, o “tecnicismo” e, como li outro dia com prazer também, um termo irônico ‒ o “tatiquês”, muito bem empregado. Sim, o “tatiquês” dos comentaristas, não raro maior até do que o dos chamados “professores” do nosso futebol. Vai ver é justamente por causa do termo “professor” que os técnicos despertam tanta admiração da nossa crítica.

Derrotados exatamente pelo “tatiquês”, aconteceu que o lado individual de quem está em campo, o lado humano dos jogadores, a arte e a beleza do futebol ‒ tudo isso foi para o espaço, não é mais assunto para grande parte dos nossos comentaristas. E é muito ruim, muito prejudicial, para o futebol brasileiro, que cada vez mais se afasta do futebol pentacampeão mundial.

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Carille: papo furado depois do baile

Pinóquio Carille. Desesperado por encontrar uma muleta para tentar justificar o sarau da orquestra Independiente del Valle, Fabio Carille culpou a inexperiência de um time repleto de garotos. Pimba na caxirola: a média da equipe de fraldinhas do Corinthians gira em torno de 30 anos: Cássio (32), Fagner (30), Manoel (29), Gil (32), Avelar (30), Gabriel (27), Júnior Urso (30), Mateus Vital (21), Pedrinho (21), Vagner Love (35) e Clayson (24). Ou seja, apenas dois jogadores cascudos, os ‘vovôs’ Vital e Pedrinho. O Independiente, uma equipe ‘malandra e mais vivida’, segundo Carille, proporcionou um baile graças a um time com média de 25 anos: Pinos (29), Landázuri (22), Schunke (27), Segovia (21), Preciado (21), Pellerano (37), Franco (21), Mera (34), Dájome (25), Sánchez (20) e Gabriel Torres (30). Técnico: o espanhol Miguel Ángel Ramírez: 34, 11 a menos que Carille. Fala muito, ‘professor’!

Pitaco do Chucky. Bozo promete falar poucas e boas na ONU: vem …. por aí (complete a frase).

Preço dos ‘parças’. O ‘menino Ney’ continuou no PSG, mas a mídia espanhola segue acompanhando seus passos, principalmente fora de campo. O Mundo Deportivo publicou reportagem sobre os ‘parças’ do atacante. Título: ‘A espetacular vida dos Toiss: 11 mil euros (R$ 50,5 mil) por mês para ser amigo de Neymar”. A entourage é citada até em seus contratos, já que os amigos de fé prestam serviços a ele. Os irmãos camaradas: Jo Amancio (conselheiro pessoal), Gilmar Cebola (fotógrafo), Guilherme Pitta (atividades fora de campo), Álvaro Costa (cuida da imagem), Gustavo Almeida e Cristian Guedes (consultores).

Zé Corneta. Queiram ou não os gaúchos: Furacão é o novo integrante do grupo de bambambãs do ludopédio nacional.

Festa rubro-negra. A torcida do Flamengo pode preparar a fantasia: Jesus, Gabigol & Cia. goleiam Palmeiras e Peixe na briga pelo Brasileirão, segundo os matemáticos de plantão. No site ‘Infobola’, por exemplo, o Flamengo reúne 66% de possibilidades de soltar o grito de campeão. O Palmeiras vem na poeira com 18%. O Santos navega com 11%. Já o Saci colorado acumula 2%, enquanto Corinthians, soberano Tricolor e Bahêa se viram nos 30 com 1%. O time carioca também reina absoluto no ‘Chance de Gol’. Amassa os periquitos em revista: 85,7% a 10,4%. O Peixe mergulha em 3,3%. Do quarto lugar (Inter) ao oitavo (Grêmio), nenhum coadjuvante com pelo menos 1%.

Festa rubro-negra 2. A turma da UFMG calcula que o Flamengo detém 64,1% de probabilidades de dar um solene pontapé no ‘cheirinho’ e voltar a festejar um título depois de uma década. O Palestra respira com 17,2% na busca do bicampeonato. E o Peixe, com 4% na briga para quebrar um jejum de 15 anos. A conferir nas próximas… 19 rodadas, com 57 pontos em jogo. Até lá, a torcida rubro-negra dança e canta: ‘Olê, olê, olê, Mister, Mister’. Ai, Jesus!

Sugismundo Freud. O vazio ocupa um espaço imenso.

Fraldinhas. Pedrinho (Corinthians), Matheus Cunha (RB Leipzig) e Paulinho (Bayer Leverkusen) são os moleques mais valorizados da seleçãozinha pré-olímpica. Cada um vale R$ 66,5 milhões, de acordo com o ‘Transfermarket’, especializado em mercado da bola. Depois aparece o são-paulino Antony, com R$ 53,2 mi.

Caiu na rede. Negativado, o Corinthians pode recorrer à Crefisa.

Zapping. A decisão da Copa do Brasil, entre Saci colorado e Furacão, rendeu 27,4 pontos de audiência à plim plim na grande Pauliceia refém dos piratas do asfalto. Rendeu dois pontos a mais do que o primeiro embate, em Curitiba. O índice fica acima da média do ludopédio às quartas na Vênus Platinada, mas é goleado se comparado à final de 2018, entre Corinthians e Raposa, que cravou 38,1 pontos.

Super-Flu. Agora vai: Tricolor carioca confirma contratações do zagueiro Luccas Claro, ex-Gençlerbirligi da Turquia, e do lateral-esquerdo Orinho, ex-Peixe.

Gilete press. De Paulo Cezar Caju, no Globo: “Quero voltar a assistir jogos de futebol!!!
Cansei de ver os animais se acasalando no Animal Planet, já aprendi a fazer feijoada natureba nos diversos canais de gastronomia, sei tudo sobre decoração, já vi todos os desenhos do Pica-Pau e até Pesque-Pague, do filho do Datena, estava assistindo outro dia! Por isso peço encarecidamente aos dirigentes da CBF: não deixem o futebol sair da minha vida!!!” Nocaute.

Dona Fifi. Calma corintiano, tome um suco e relaxe: a situação do colorado é muito pior.

Tititi d’Aline. O mercado publicitário já conhece o plano comercial da plim plim para o futebol na próxima temporada. A emissora deseja R$ 307 milhões por cota, R$ 3 milhões a menos do que em 2019. Isso porque exibirá 85 jogos e não 95 como nesta temporada. Outro motivo: 2020 é ano olímpico e a emissora apresentará outro projeto para encher o caixa. Os atuais patrocinadores do ludopédio têm prioridade na aquisição das seis cotas: Ambev, Casas Bahia, Chevrolet, Hypera Pharma, Itaú, e Vivo.

Você sabia que… o Flamengo acumula seis vitórias consecutivas no Brasileirão e tem 100% de aproveitamento no ‘new Maraca’?

Bola de ouro. Tiago Nunes. Chegou de mansinho para substituir Fernando Diniz como interino, foi abrindo caminho para solidificar a carreira de ‘professor’ e levou o Furacão ao inédito título da Copa do Brasil. Eliminou os poderosos Flamengo, Gręmio e Saci colorado mesmo com um elenco sem grandes estrelas. Aos 39 anos, o gaúcho de Santa Maria já tem quatro canecos no currículo: estadual de 2018, Sul-americana de 2018, J. League/Conmebol de 2019 e, agora, o segundo maior torneio do país.

Bola de latão. Fabio Carille. Tomou um sacode do Independiente del Valle e jogou a culpa nas costas dos garotos Pedrinho e Mateus Vital. O ‘professor’ convenceu plenamente o chefão Andrés ‘Desmanches’: ‘Tomamos um baile, uma aula de futebol. Ficou barato os 2 a 0.’ A torcida aplaudiu o time na internet: ‘Finalmente o Itaquerão consegue naming rights: Arena Del Valle’; ‘Del Calote 0 x 2 Del Valle’; ‘Marmitex 0 x 2 Del Valle’; ‘Itaquerão, novo open bar Del Valle’.

Bola de lixo. Saci colorado. Apostou na força do Beira-Rio, mas futebol ainda se decide em campo. Com apresentação extremamente burocrática, o time levou uma traulitada do Furacão na Copa do Brasil e foi recompensado com muitos elogios nas redes sociais: ‘Passeata do Inter cancelada por causa de um Furacão’; ‘Urgente: Furacão devastador mata 50 mil no Beira-Rio’; ‘Beira-Rio, la casa sem troféu’; ‘Minuto de silêncio: Inter está morto’; ‘Rir do Inter não tem preço’; ‘Última vez que o Inter foi campeão nacional minha vó era virgem’.

Bola sete. “O SerasaJud, sistema jurídico do Serasa, informou à Justiça Federal que já incluiu a Arena Itaquera S/A em seu cadastro de inadimplentes. A inclusão havia sido pedida pela Caixa na ação em que o banco executa dívida referente ao empréstimo de R$ 400 milhões para ajudar a tocar a obra da Arena Corinthians” (do blogueiro Perrone, no Uol – Crefisa às suas ordens).

Dúvida pertinente. Carille resistirá como ‘professor’ corintiano até as férias de dezembro?

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Furacão varre Saci colorado e solta o grito de campeão; Corinthians dá vexame no Itaquerão

Furacão, primeiro caneco da Copa do Brasil

Depois de conquistar a Sul-americana no ano passado, além de ser vice da Libertadores e da Copa do Brasil tempos atrás, o Furacão passou o rodo no Saci colorado e deu a volta olímpica pela primeira vez na Copa do Brasil. Não deu bola para a pressão da torcida no Beira-Rio (50.355 espectadores/R$ 2.742.150) e ganhou por 2 a 1.

A equipe poderia até empatar, já que havia derrotado os gaúchos por 1 a 0, mas abriu o peito e foi para cima do coirmão. Com o inédito caneco, o Furacão crava seu nome como uma das forças do ludopédio nacional, produto de competência dentro e fora de campo.

Leo Citadini abriu o placar aos 23 do primeiro tempo. Nico López empatou sete minutos depois. Rony, na bacia das almas, marcou o segundo após jogada espetacular de Marcelo Cirino – recebeu na ponta esquerda, aplicou um drible de letra entre as pernas de Edenílson, passou por Rodrigo Lindoso e serviu Rony dentro da área. Festa paranaense e lágrimas nas arquibancadas. A torcida do Inter tinha certeza de que a faixa era mamão com açúcar.

O Athletico se tornou o 12º clube a conquistar a Copa do Brasil. É a primeira vez que uma equipe do Paraná leva o título da competição. Além da taça, o Furacão garantiu uma vaga na Libertadores de 2020, na primeira edição da Supercopa do Brasil e um prêmio R$ 52 milhões.

Galeria dos campeões

Raposa: 6 títulos (1993/96/00/03/17/18)
Grêmio: 5 (1989/94/97/01/16)
Corinthians: 3 (1995/02/09)
Palmeiras: 3 (1998/12/15)
Flamengo: 3 (1990/06/13)
Galo: 1 (2014)
Criciúma: 1 (1991)
Fluminense: 1 (2007)
Saci colorado: 1 (1992)
Juventude: 1 (1999)
Paulista: 1 (2005)
Santo André: 1 (2004)
Santos: 1 (2010)
Sport: 1 (2008)
Vasco: 1 (2011)

Pedrinho em ação pelo Corinthians na partida
Pedrinho disputa a bola com um equatoriano

No Itaquerão, minha casa minha vida (37.419 torcedores/R$ 2.264.371), a Fiel viveu uma noite de terror na Copa Sul-americana. O Corinthians levou um baile do Independiente del Valle e perdeu por 2 a 0, no primeiro tiroteio do mata-mata das semifinais. Torres assinalou os dois gols do time equatoriano, que conseguiu o primeiro triunfo fora de casa. A galera chiou barbaridades contra o ‘professor’ Fabio Carille e a apatia de alguns jogadores.

Em nenhum momento o Corinthians chegou a despertar entusiasmo na torcida. O Independiente se mostrou superior desde o início da partida. Com toques rápidos e explorando muito bem as laterais, a equipe equatoriano jantou os corintianos.

Na próxima quarta, na altitude de Quito, o Corinthians precisa devolver os 2 a 0 para decidir a vaga nos pênaltis. Para se classificar direto, tem de vencer por dois gols de vantagem desde que faça três ou mais (3 a 1, 4 a 2…). O Independiente pode perder por um gol de diferença.

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Pitaco do Chucky. Eduardo Bolsonaro, o Kid Morengueira do Planalto

Real na roda. Mesmo sem Neymar (suspenso), Mbappé e Cavani (lesionados), o PSG atropelou o Real Madrid no Parque dos Príncipes, em Paris, pelo grupo A da Champions. O hermano Di Maria (dois) e Meunier garantiram os três pontos na estreia do time francês. O Real finalizou oito vezes e não acertou uma no gol. Navas, ex-Real, não sujou o enxoval. No outro embate da chave, Club Brugge 0 x 0 Galatasaray. Pelo grupo D, depois de abrir dois gols de diferença (Cuadrado e Matuidi), a Juventus permitiu o empate ao Atlético de Madrid (Savic e Herrera). Na outra partida da chave, Leverkusen 1 x 2 Lokomotiv. Demais jogos: grupo B – Olympiacos 2 x 2 Tottenham e Bayern de Munique 3 x 0 Estrela Vermelha; grupo C – Shakhtar 0 x 3 Manchester City e Dínamo 4 x 0 Atalanta.

Zé Corneta. Palmeiras, muito dinheiro e pouca inteligência para contratar.

Real na roda 2. A mídia espanhola desceu o porrete no Real Madrid após a derrota para o Paris Saint-Germain, por 3 a 0, na estreia da Champions. ‘Sem alma’ foi a manchete do jornal As, da capital espanhola. O Sport, de Barcelona, fuzilou: ‘Atropelados’. E o madrilenho Marca colocou a bola de cristal na redação e vaticinou: ‘Assim não se pode ir longe’. O Real foi uma presa fácil para o PSG, desfalcado do ataque titular.

Sugismundo Freud. Um dia a briga pode acabar, mas a luta é eterna.

Esta é minha vida. ‘Nada sobre minha história ficará fora do filme’ – a promessa é do ex-jogador Adriano. O longa sobre a vida do imperador deve estrear no início do próximo ano. O diretor Mauro Mendonça Filho já começou as pesquisas. Ele esteve na Itália com Massimo Moratti, ex-presidente da Inter de Milão. O brasileiro é um dos grandes ídolos do clube. A polêmica história de Adriano também será tema de um documentário.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Corinthians fecha naming rights e Itaquerão passa a se chamar Serasa Stadium.

Chupeta nova. O hermano Sampaoli, 59 anos, ri à toa: é papai pela terceira vez. Nasceu León, seu filho com a chilena Paula Valenzuela. O treinador do Peixe já tem dois filhos argentinos, Alejandro e Sabrina, do primeiro casamento. E é avô de Benício, 3 anos. O menino se chama León em homenagem à Universidad de Chile, que lançou Sampaoli para o planeta bola.

Zapping. O ex-atacante Túlio Maravilha chegou chegando ao reality ‘A Fazenda 11’, da Record. Por duas vezes, chamou o apresentador Marcos Mion de ‘Bial’, ex-BBB. Se errar novamente, Mion poderá dar o troco com ‘fala, Dadá Maravilha’.

Vapt-vupt. Contratado em abril, após rescindir com o Porto, o atacante Kelvin está de saída do Fluminense. Ele limpará o armário depois de inesquecíveis dois minutos em campo em 12 jogos. Kelvin, 25 anos, tem acordo até 31 de dezembro.

Gilete press. De Roberto Salim, no Ultrajano: “Minha gente, só os grandes goleiros comem frango! E Cássio, como maior goleiro do país, pode comer frango à hora que quiser. Se não tomasse gols como o que sofreu contra o Fluminense, com certeza Cássio não teria ganhado a Libertadores de 2012 – alguém aí se lembra da defesa contra o Vasco? Frango é carimbo de competência no currículo de um goleiro fora de série.” Cocoricó com louvor!

Tititi d’Aline. Se havia dúvida sobre o poder da ‘titia’ Leila Crefisa no ninho dos periquitos em revista, ela se dissipou nos últimos dias. A cartolagem palmeirense estava disposta a atender o clamor da torcida e demitir o gerente Alexandre Mattos, ex-Mittos, mas abdicou da ideia para evitar um confronto com Leila. Mattos ainda tem muito prestígio com a conselheira e futura candidata ao reino do Palestra.

Você sabia que… o Corinthians já enfrentou 13 vezes adversários equatorianos e acumula oito triunfos, um empate e quatro pauladas?

Bola de ouro. Santos, Khellven, Madson, Robson Bambu, Leo Pereira, Márcio Azevedo, Wellington, Bruno Guimarães, Léo Cittadini, Lucho González, Nikão, Marco Rúben, Marcelo Cirino, Rony e ‘professor’ Thiago Nunes. Heróis do Furacão, com brilhantismo.

Bola de latão. Palmeiras. Anunciou a plenos pulmões a contratação do meio-campista Ramires, 32 anos, em junho. Agora, depois de utilizá-lo em três jogos, informa que o atleta retornou do futebol chinês com uma lesão na coxa e deve ficar um bom tempo de chinelinho. Se tudo correr bem, Ramires pode voltar no meio de novembro. Após ser cornetado por conselheiros, o médico Gustavo Maglioca se defendeu: não dava para detectar o problema na chegada do jogador.

Bola de lixo. Andrés ‘Desmanchez’. Dia sim e outro também, a administração do impoluto cartola frequenta o coração da Fiel com incrível denodo. Depois de ser executado e incluído no Serasa pela Caixa Econômica Federal por calote em prestações do Itaquerão, minha casa minha vida, o clube encara mais um processo: a Tejofran, que cuidava da limpeza e segurança do estádio até agosto de 2018, cobra R$ 5,2 milhões. O Corinthians teria de pagar R$ 620 mil por mês à empresa e deu o cano de fevereiro a agosto do ano passado.

Bola sete. “Nossa seleção continua sem cara, mas a imprensa segue maquiando essa mesmice, tentando nos vender gato por lebre. Eu não compro” (de Paulo Cezar Caju, no Globo – fato).

Dúvida pertinente. Fabio Carille no bico do corvo?

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Torcida dos ‘sem clube’ supera Flamengo e Corinthians no país das chuteiras furadas

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Flamengo, paixão de 20% dos brasileiros

Nem Flamengo nem Corinthians. No país do futebol, a torcida dos ‘sem clube’ é a dona da bola. Pesquisa do Datafolha apontou que 22% dos brasileiros estão pouco se lixando para as cores de um time. Na sequência vem o Flamengo, com 20%. O Corinthians acumula 14%.

A enquete ouviu 2.878 pessoas, com mais de 16 anos, em 175 municípios, entre 29 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. Em janeiro de 2018, o Urubu voou com 18% das preferências. O Corinthians manteve o mesmo índice. O Rubro-negro é o time da moda atualmente.

Pela primeira vez desde 2012, a vantagem do Flamengo na liderança é maior que a margem de erro. Há sete anos, três dias antes de o Corinthians conquistar o Mundial da mamãe Fifa, foi registrado um empate numérico entre as duas maiores torcidas, com 16% para cada uma.

Por região, o Flamengo comanda a tropa no Norte (39%), Centro-Oeste (28%) e Nordeste (27%). O Corinthians é o rei da cocada no Sudeste com 18%, contra 17% do Rubro-negro, dentro da margem de erro. No Sul, o Grêmio detém 23% da galera. O Saci colorado é o bambambã para 17%, seguido por Corinthians (11%), Flamengo (4%), soberano São Paulo (4%) e Peixe (4%).

No total, depois de Flamengo (20%) e Corinthians (14%), aparecem Tricolor (8%), Palmeiras (6%), Vasco (4%), Raposa (4%), Grêmio (4%), Inter (3%), Santos (3%), Galo (2%), amarelinha desbotada (2%), Botafogo (1%), Bahêa (1%), Fluminense (1%), Sport (1%), Santa Cruz (1%), Fortaleza (1%), Vitória (1%), Ceará (1%), outro (3%) e nenhum (22%).

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Pitaco do Chucky. E o Brasil continua queimando sob as bênçãos de Lúcifer.

Aposta gaúcha. A torcida do Saci colorado esbanja otimismo antes da finalíssima da Copa do Brasil contra o Furacão, nesta quarta. O time necessita da vitória por dois gols de diferença para soltar o grito de campeão, após a derrota por 1 a 0 no primeiro tiroteio, em Curitiba. O Beira-Rio é a grande arma dos gaúchos. A equipe disputou 26 duelos em casa nesta temporada e sofreu apenas duas derrotas pelo Gauchinho. Ganhou 19 e empatou cinco. Aproveitamento de 79,4%. Do total de vitórias, 11 foram por dois ou mais gols. Se o Inter vencer por um gol de diferença, o caneco será decidido nos pênaltis. Aí pode morar o perigo. O Furacão faturou as últimas sete disputas na marca da cal – duas pelo estadual, duas pela Sul-americana e três pela Copa do Brasil (Ceará, Flamengo e Grêmio).

Zé Corneta. Soberano São Paulo de mestre Cuca, quatro jogos sem vitória e apenas um gol: um time sem padrão de jogo, lento e previsível. Sem personalidade.

Faixa carimbada. Atual campeão, o Liverpool estreou na fase de grupos da Champions com dois carimbos do Napoli, em Nápoles. Mertens, de pênalti, e Llorente, já nos acréscimos, após falha grotesca de Van Dijk, garantiram o triunfo italiano no estádio San Paolo. Ainda pelo grupo E, Red Bull Salzburg 6 x 2 Racing Genk. Pela chave F, na volta de Messi, o Barcelona ficou no ‘oxo’ com o Borussia Dortmund. O grande destaque do time catalão foi o goleiro alemão Ter Stegen. Ele evitou a derrota do Barça. Defendeu um pênalti de Reus e fez mais três grandes defesas. Outro resultado do grupo: Inter 1 x 1 Slavia Prata. Demais jogos da primeira rodada: Lyon 1 x 1 Zenit, Chelsea 0 x 1 Valencia, Ajax 3 x 0 Lille, Benfica 1 x 2 RB Leipzig.

Ter Stegen garante empate do Barcelona

Sugismundo Freud. A dúvida é o princípio da sabedoria.

Espetadas em Cuca. Mais que criticar bobamente a mídia (‘nunca jogou futebol’), Daniel Alves aproveitou os microfones, após o ridículo empate do soberano Tricolor com o CSA, para distribuir alfinetadas em mestre Cuca. Quer jogar no meio de campo, mas o treinador o escalou na lateral direita porque foi pressionado pela imprensa e cartolagem; Cuca precisa definir um padrão de jogo, confiando que é o melhor; nada de mudar o time e/ou esquema em razão do debate gerado. Daniel Alves também está incomodado com Juanfran na reserva. Ou seja, se ele voltar ao meio, como deseja, o espanhol entrará na lateral. Juanfran assinou com o São Paulo para ser titular.

Caiu na rede. Não há dúvida: Cássio merece, disparado, o ‘Troféu Chester’ do ano.

Acorda, Carille! Fiel discípulo da linha ‘empatite’, Fabio Carille precisa entender que, muitas vezes, é melhor perder do que dividir a pizza com o coirmão. O Corinthians fechou o turno do Brasileirão com oito empates em 19 jogos. Ou seja, ganhou oito pontos. Se tivesse levado cinco bordadas e vencido três desses confrontos, teria faturado nove. Elementar, meu caro Carille! O mesmo vale para mestre Cuca, no soberano Tricolor.

Zapping. Uma vergonha a defesa do ex-jogador e comentarista são-paulino Caio Ribeiro, do SporTV, às declarações de Daniel Alves. Irmão camarada e amigo de fé.

Gilete press. De Gabriel Mascarenhas, no Globo: “Nenê Hilário, brasileiro que joga na NBA desde 2003, gosta de usar as redes sociais para manifestar apoio a Jair Bolsonaro. Recentemente, ele resolveu embarcar na campanha anti-Supremo puxada pela ala mais radical do bolsonarismo. No último dia 3, Nenê publicou uma charge em que aparecem Bolsonaro, ao lado dos generais Hamilton Mourão e Augusto Heleno, acompanhados de dois homens fardados, de frente para os 11 ministros do STF. A legenda da imagem diz: ‘Viemos aqui para lhe informar: acabou a farra’. Embaixo, o complemento: ‘Muitos brasileiros estão sonhando com este dia’. O mais preocupante: a postagem recebeu 6.848 curtidas.” E põe preocupação nisso!

Tititi d’Aline. Pesquisa do jornal catalão ‘Mundo Deportivo mostrou a quantas anda o prestígio do ‘menino Nei’ junto à galera do Barcelona. Ele perdeu feio a corrida contra Mbappé para reforçar o ataque do time catalão. O francês recebeu 91,02% dos 12.167 votos, contra 7,88% do brasileiro. Principais razões do massacre: Mbappé é mais jovem, menos encrenqueiro e raramente se machuca.

Você sabia que… apenas nove dos mais de 400 gols marcados no primeiro turno do Brasileirão foram em cobranças de falta?

‘Bola de ouro’. CBF. Sempre pujante, o Circo Brasileiro de Futebol acertou mais dois amistosos importantíssimos para a amarelinha desbotada recuperar a paixão da torcida: Senegal e Nigéria. Os caça-níqueis contra os africanos estão marcados para 10 e 13 de outubro, em Cingapura. ‘Escolhemos duas seleções de alto nível. Era um desejo da comissão técnica”, festejou o coordenador Juninho Paulista. Já a Argentina enfrentará a Alemanha na próxima data da mamãe Fifa.

Bola de latão. Cueva. O meio-campista peruano é um zero à esquerda no elenco do Peixe. Voltou ao time após 112 dias e nada fez contra o Flamengo. Entrou aos 20 do segundo tempo. Contratado no início da temporada por R$ 26 milhões, Cueva, 27 anos, disputou 17 jogos pelo Santos, sem gols ou assistências.

Bola de lixo. Figueirense. Fase esplendorosa: 13 jogos sem vencer na série B, à beira do precipício rumo ao inferno da terceirona, salário atrasado, jogadores sem plano de saúde e garotada da base sem comida – funcionários bancaram a comida antes do embate com o Avaí, pela Copa Santa Catarina.

Bola sete. “O Pacaembu foi privatizado. É uma derrota da população e um carimbo de incompetência na testa de políticos que não conseguem ver lazer e esporte como um direito do cidadão. Para eles, é custo. Gasto desnecessário” (do blogueiro Menon, no Uol – o povo que se exploda).

Dúvida pertinente. Saci colorado ou Furacão, quem merece levar os R$ 52 milhões da Copa do Brasil?

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‘Frangássio’ enterra o Corinthians no areião de Brasília: título agora depende de São Jorge

Frango de Cássio definiu a derrota do Corinthians
Reprodução Rede Globo

Depois de falhar no empate com o Ceará no último minuto de jogo, quando tomou um gol olímpico, o goleiro Cássio entregou novamente a rapadura na partida contra o Fluminense. Engoliu um frango histórico num chute de Ganso, aos 38 do primeiro tempo. Tentou segurar a bola e ficou com as penas na mão no estádio Mané Garrincha (15.733 torcedores/R$ 1.444.560).

O Corinthians estava invicto havia 14 embates após as ‘férias’ da Copa América, sendo nove deles pelo Brasileirão (quatro vitórias e cinco empates). Com a derrota, a equipe permanece com 32 pontos e praticamente se despediu da luta pelo caneco. Está 10 pontos atrás do rei da cocada, o Flamengo de Jesus. O Palmeiras tem 39 e o Peixe, 37. O Tricolor das Laranjeiras saiu do subsolo do Brasileirão.

Corinthians e Fluminense deram um show de intensidade… zero no primeiro tempo. A equipe paulista começou mais aplicada, chegou a mandar uma bola na trave, em cabeçada de Gil, mas logo adotou o mesmo banho-maria dos cariocas.

O tico-tico sem fubá tomou conta da partida. Em ritmo de tartaruga master, corintianos e tricolores pareciam ter saído de uma feijoada de confraternização. Toca pra cá, toca pra lá, e bocejos nas arquibancadas. A Fiel só se agitava quando Janderson atacava pela esquerda – o moleque foi uma das raras coisas boas do jogo.

Uma vez o outra, um chutinho de fora da área para quebrar a rotina. E num deles, o Fluminense correu para o abraço. Aos 38 minutos, Ganso arriscou e Cássio engoliu um frangaço. Tentou segurar a bola e… cocoricó histórico. ‘Fui fazer o movimento e infelizmente a bola saiu do meu braço. Foi uma falha que não pode acontecer. Mas faz parte do jogo”, disse Cássio à plim plim.

O Corinthians voltou mais ligado para o segundo tempo. Partiu para a pressão, já que o Fluminense recuou, mas quase não deu trabalho ao goleiro Muriel. Sem criatividade para armar jogadas, ficou refém dos cruzamentos para a área. Apenas Janderson mostrou serviço.

O ‘professor’ Fabio Carille trocou Júnior Urso (sumido) por Jadson, e tudo continuou na mesma. Depois, Gabriel por Vagner Love. E nada. Finalmente, Gustagol por Boselli, e tudo como dantes no quartel de Abrants.

Bem postado em campo, o Fluminense suportou a ofensiva de traque do coirmão e poderia ter assinalado mais gols nos contragolpes se fosse dotado de mais competência. Oswaldo de Oliveira também mexeu três vezes: Ganso por Pablo Dyego (OO foi chamado de ‘burro’), Yuri Lima por Dodi e Allan por Frazan.

Com o triunfo, o Fluminense deixou a zona do agrião queimado. Está em 16º lugar, com 18 pontos, mesmo número que a Raposa, porém tem um triunfo a mais, 5 a 4. O Corinthians estacionou nos 32, 10 atrás do líder Flamengo. Ou seja, só um milagre de São Jorge pode levá-lo ao caneco.

O Corinthians voltará a campo na quarta-feira, no Itaquerão, minha casa minha vida. Vai encarar o Independiente del Valle, do Equador, pela semifinal Sul-americana. Já o Fluminense vai até o Serra Dourada, no próximo domingo, para enfrentar o Goiás.

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Pitaco do Chucky. A vida é bela na ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’: apenas 551 dos 594 parlamentares recebem auxílio moradia, ou seja, 93% dos deputados e senadores. Já nada menos que… 43 abrem mão do mimo. Acorda, Brasil!

Maldição do Parque. O ‘professor’ Rogério Ceni precisa procurar um pai de santo antes de voltar pela sexta vez à mansão Allianz Parque. Até agora, não obteve sequer um empate no ninho dos periquitos em revista. Pior: não conseguiu vibrar com um mísero golzinho. Como goleiro do soberano Tricolor, Rogério Ceni apanhou de 3 a 0 e 4 a 0. Já como treinador, tomou de 3 a 0 com o São Paulo, 4 a 0 com o Fortaleza e 1 a 0 com a Raposa, na última rodada do primeiro turno.

Zé Corneta. O Galo quebrou o bico pela quinta vez consecutiva no Brasileirão. Mesmo contra os reservas do Saci colorado, virou canja no caldeirão do Independência: 3 a 1. Irritada, a galera (18.966) pediu a cabeça do ‘professor’ Rodrigo Santana.

Gigante na cal. A torcida do Furacão abre um largo sorriso quando se especula a possibilidade de o título da Copa do Brasil ser decidido nos pênaltis contra o Saci colorado. O time faturou as últimas sete disputas. Não é eliminado na marca da cal desde a semifinal do primeiro turno do Paranaensezinho de 2018. A equipe de aspirantes despachou Coxa e Toledo no estadual, enquanto o time principal derrubou Ceará, Flamengo, Grêmio (Copa do Brasil), Bahêa e Júnior Barranquilla (Sul-americana). Cobrou 39 pênaltis e encaçapou 35 – 90% de aproveitamento, com decisiva colaboração do excelente goleiro Santos. Na quarta, o Furacão garante o caneco com um empate.

Sugismundo Freud. O tempo é muito rápido para quem tem medo, e lento demais para quem espera.

Jurássicos da casamata. Se foi agora, à sombra de uma barraquinha de coco em Copacabana, ou no ano passado, checando o saldo bancário após um treino do Al-Hilal, pouco importa. O gajo Jorge Jesus matou a cobra e mostrou o pau em entrevista à revista francesa ‘So Foot’: os ‘professores’ brasileiros pararam no tempo, estão ultrapassados, ainda usam chanca à beira do gramado. Em três meses, o patrício revolucionou o Urubu, hoje o time a ser batido no país, ‘campeão do turno’. De acordo com Jesus, nossos treinadores usam a qualidade do pé de obra nacional como muleta para ‘mascarar’ o atraso tático.

Jurássicos da casamata 2. Segundo Jesus, os brasileiros estão superados porque sempre tiveram grandes jogadores que resolviam os problemas. Acomodaram-se no sucesso alheio e jogaram para escanteio ‘a necessidade de criar ideias coletivas, conceitos práticos, nada de teorias’. A classe se revoltou. Ex-jogadores também. Corporativismo ridículo. Balanço da ópera do malandro fracassado: Brasil 2 x 2 Colômbia e Brasil 0 x 1 Peru.

Caiu na rede. Palmeiras, errar não é ‘o Mano’.

Gilete press. De Lauro Jardim, no Globo: “A parceria entre Corinthians e BMG não decolou. Parte significativa do que o clube esperava arrecadar viria de contas abertas por seus torcedores no banco. É isso o que reza o contrato: o clube de maior torcida de São Paulo ganharia um percentual sobre cada uma dessas novas contas. O serviço, lançado em março, ainda não caiu nas graças da Fiel. De lá para cá, houve pouco mais de 15 mil adesões, número irrisório para quem projeta algo entre 150 mil e 200 mil contas ‘corintianas’ em um ano.” Furo n’água.

Tititi d’Aline. É uma questão de matemática, de 2+2 = 5. O ‘professor’ alemão Jurgen Klopp, do Liverpool, campeão da Champions, trabalha com uma comissão técnica de 22 profissionais. Coisa de terceiro mundo, já que na pátria das chuteiras furadas alguns clubes recheiam a folha de pagamento com mais de 30 integrantes.

Você sabia que… o Corinthians de Carille acumula duas vitórias, quatro empates e três pauladas em nove jogos do Brasileirão como visitante?

Bola de ouro. Talles Magno. Aos 17 anos, o atacante do Vasco pode ser apontado como a principal revelação do Brasileirão no primeiro turno. Dono de uma técnica apurada, o garoto já despertou a cobiça de clubes europeus. Ou seja, dificilmente permanecerá em São Januário. A multa rescisória é de 30 milhões de euros (R$ 135 milhões).

Bola de latão. Chapecoense. Navegando na zona do agrião queimado, o time também nada de braçadas fora de campo. Há três meses os jogadores estão sem receber os direitos de imagem. O clube, porém, faz questão de ressaltar que ‘a CLT está em dia’. Até pouco tempo atrás, o clube catarinense era um raro exemplo de gestão.

Bola de lixo. Fabio Carille. O ‘professor’ corintiano é o rei da teimosia. Insiste em prestigiar Jadson, que lembra mais um ex-jogador em atividade, e jamais coloca Pedrinho pelo meio, prefere ‘matar’ o garoto como ponta-direita. Também é refém de um esquema, o 4-1-4-1, e do velho ‘chuveirinho’ na área. Inadmissível não ter vencido o limitadíssimo Fluminense em três jogos, colecionando dois empates (Sul-americana) e uma derrota (Brasileirão).

Bola sete. “Um golpe de gênio que calou os críticos”; “Mágica de Neymar ilumina a estreia de Icardi com o PSG”; “Neymar, protagonista e salvador do PSG”; “Bicicleta no disparo do cronômetro de Neymar para subir direto do inferno ao céu” (manchetes de L´Equipe, Gazzetta Dello Sport, Marca e As, após o golaço de Neymar, na volta ao PSG – só faltou chuuuupa Ultras do PSG).

Dúvida pertinente. O Corinthians já era no Brasileirão?

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Gabigol segue dica de goleiro, marca gol genial e garante ‘título’ do primeiro turno ao Flamengo

Gabigol marcou o seu 16º gol pelo Flamengo no BRasileiro
Gabigol, artilheiro do Brasileirão com 16 gols

Nem sempre de onde mais se espera é que sai coisa boa. O palco era dos melhores, o ‘new Maraca’, abarrotado com 68.243 espectadores (62.510 pagantes/R$ 3.328.050,95). Em campo, os dois bambambãs do Brasileirão, comandados pelos ‘professores’ da moda, o português Jorge Jesus e o hermano Jorge Sampaoli. Mas Flamengo e Peixe decepcionaram na disputa do simbólico título de campeão do primeiro turno do Brasileirão.

A equipe carioca venceu por 1 a 0, com um golaço de Gabigol, encobrindo o goleiro Everson, mal colocado. ‘Dedico o gol ao Diego Alves. Ele me orientou que o Everson ficava adiantado’, revelou Gabigol depois da partida.

Com o triunfo, o Rubro-Negro manteve a liderança do campeonato. Acumula agora 42 pontos em 57 possíveis – 13 vitórias, três empates e três derrotas, 42 gols marcados (melhor poder de fogo do torneio) e 18 sofridos.

O Santos caiu para a terceira posição, com 37 pontos. O Palmeiras assumiu o segundo lugar, com 39, após derrotar a Raposa por 1 a 0, gol de Bruno Henrique, aos 45 da etapa inicial.

O ‘professor’ Tite, da amarelinha desbotada, acompanhou o duelo de um camarote. E foi embora com a certeza de que Gabigol merece uma futura convocação e que Bruno Henrique é uma ótima opção para o ataque.

Pela primeira vez na história do Brasileirão por pontos corridos, o Flamengo ‘faturou’ um turno. Levou os três pontos sem apresentar um grande futebol. Apesar de ter mais posse de bola (57% a 43%), criou poucas oportunidades, o tradicional ‘uhhh’ na galera. Errou muitos passes.

O Santos também deixou a desejar. Optou por forte marcação e limitou-se a explorar a velocidade de Marinho e Soteldo pelas pontas. Sem sucesso. Tanto que teve apenas uma chance real de gol ao longo no confronto.

No balanço das horas sem ponteiros, a ‘decisão’ teve muita intensidade, faltas duras e criatividade mais limitada que gaiola de passarinho. Ou seja, o gol só poderia sair mesmo de uma jogada individual, produzida por um lampejo de talento.

Ela aconteceu aos 43 minutos do primeiro tempo. Everton Ribeiro tocou para Gabigol na direita. No mano a mano com Gustavo Henrique, o atacante cortou para dentro, percebeu que Everson estava adiantado e tocou por cobertura. Um golaço!

Nono jogo consecutivo que Gabigol corre para o abraço no Brasileirão. No total, 12 dos 16 gols do artilheiro do campeonato saíram nessa sequência. Gabigol chegou ao 30º gol em 40 jogos pelo Flamengo, média de 0,75 por partida.

De quebra, o centroavante manteve um tabu: nos últimos quatro embates contra o Peixe, o Rubro-negro ganhou três e empatou um no Maraca. O Santos venceu pela última vez em 2014, com um gol de Robinho. Na história: Flamengo 47 x 43 Peixe. Aconteceram 35 empates. Flamengo x Santos registra o recorde de público do Brasileirão: 155 mil pagantes, em 1983.

O Flamengo volta a campo no próximo sábado, às 17 horas, contra a Raposa, no Mineirão. O Santos joga no mesmo dia, só que às 21 horas, diante do Grêmio, no aquário da Vila Belmiro.

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Pitaco do Chucky. Admirável governo Bozo: ministro Ernesto Araújo, de Relações Exteriores, propaga que satélite não diferencia queimada de fogueira.

Neymar, entre tapas e beijos. O clima era dos melhores para Neymar na volta ao PSG após longo tempo afastado por causa de uma lesão e tentativas de retornar ao Barcelona, inclusive oferecendo dinheiro para ajudar na transferência ao time catalão. Vaias e faixas recepcionaram o brasileiro no Parque dos Príncipes. Anjinhos organizados pelo diabo estenderam uma carregada de confetes de tachinhas: ‘Neymar Sr. venda seu filho na Vila Mimosa!’, em alusão a uma zona de prostituição do Rio. A faixa dos Ultras foi recolhida minutos depois. No segundo tempo, mais apoio nas arquibancadas: ‘Seu nome na Torre Eiffel, seus milhões em conta, suas noitadas open bar: bem-vindo ao inferno, Calimero (personagem reclamão de desenho animado). Neymar retribuiu o enorme carinho com uma grande atuação e um gol incrível na bacia das almas.

Caiu na rede. ‘Menino Ney’, o Mister M das chuteiras: transforma vaias em aplausos.

Neymar, entre tapas e beijos 2. Visivelmente emocionado com a recepção dos franceses, o ‘menino Ney’ roubou a cena no triunfo sobre o Strasbourg por 1 a 0, pela quinta rodada do campeonato nacional. Criou as melhores chances, distribuiu dribles e passes, chamou o jogo e quase fez um gol olímpico na etapa final (a bola carimbou a trave). Na bacia das almas, mais precisamente aos 46, coroou sua exibição com um gol de placa. Após cruzamento, Neymar acertou um voleio sensacional. As organizadas vaiaram, mas a maior parte da torcida aplaudiu, alguns de pé. Na sequência, fez mais um, anulado por impedimento de Di María. Uma volta triunfal. O PSG, que promoveu as estreias do goleiro Navas e do atacante Icardi, lidera o campeonato com 12 pontos.

Zé Corneta. O Circo Brasileiro de Futebol é fantasticamente genial: transformou o sábado no principal dia do ludopédio, e o domingo, numa ressaca de chuteiras.

Guardiola dança. Recém-promovido à elite da Premier League, o pequeno Norwich City cravou a primeira zebra do campeonato ao derrotar o badalado Manchester City por 3 a 2, levando mais de 28 mil torcedores à loucura no estádio Carrow Road. Um triunfo histórico: o time de Pep Guardiola estava invicto havia 18 jogos (17 vitórias e um empate). O bicampeão inglês não perdia desde 9 de abril, quando caiu diante do Tottenham por 1 a 0, pelas quartas de final da Champions. McLean, Cantwell e Pukki, o destaque do jogo, garantiram a terceira vitória do Norwich contra o City em 16 jogos. Agüero e Rodri marcaram para o City. Após cinco rodadas, o time de Guardiola tem 10 pontos, cinco atrás do líder Liverpool, que venceu o Newcastle por 3 a 1.

Sugismundo Freud. Um passaporte cheio de carimbos vale mais que uma casa repleta de penduricalhos.

Talismã. A Fiel tem razões de sobra para colocar Pedrinho no colo. O meia-atacante é peça-fundamental no Corinthians. Aos números: sem Pedrinho, o time acumula um aproveitamento de apenas 38,8% – três triunfos, cinco empates e quatro derrotas; com o garoto, 61,2% – 20 vitórias, 14 empates e seis coças. Ele voltará ao time contra o Fluminense.

Dona Fifi. Sorteio de carros: é Brasileirão ou programa Silvio Santos?

Gilete press. De Flavio Ricco, no Uol: “O diretor Caco Milano vai contar no cinema a história da criação do Corinthians. Está previsto para dezembro o início das filmagens de ‘O Time do Povo’. Convidados para o elenco, Sérgio Guizé, Bianca Bin, Paulo Miklos, Cássio Scapin, Toquinho, Péricles, Neuza Borges e Oscar Filho. No último dia 1°, o Corinthians completou 109 anos (…) No segundo semestre de 2020 se planeja fazer o lançamento na Arena Corinthians e buscar ‘a maior bilheteria da história do cinema para uma única apresentação de Avant Première’.” Vai Corinthians!

Tititi d’Aline. ‘O último show de Pelé’, documentário italiano de Emanuela Audisio e Matteo Patrono, será exibido nesta segunda, às 20h30, no Museu do Futebol (Pacaembu). Ele mostra a trajetória do ‘rei’ no futebol dos EUA. Depois de se despedir do Peixe em 1974, Pelé acertou com o Cosmos por três temporadas. Recebeu US$ 6 milhões, mais do que as grandes estrelas do esporte americano à época. ‘L’ultimo spettacolo di Pelé’ também aborda a vida do ex-jogador fora de campo, como as festas na badalada discoteca Studio 54.

Você sabia que… o soberano São Paulo empatou os três jogos (dois ‘oxo’ e um 2 a 2) que disputou com o CSA no Brasileirão?

Bola de ouro. Gabigol. Vive fase iluminada no Flamengo. É um dos principais responsáveis pela ótima campanha do time carioca no Brasileirão, ao lado do ‘professor’ Jesus.

Bola de latão. Assembleia alagoana. Lamentavelmente, aprovou por 16 votos a 8 a mudança do nome do estádio Rei Pelé para Rainha Marta, em Maceió. Quem foi rei jamais perde a majestade. Marta merece uma grande homenagem, mas Pelé está acima de tudo e não pode ser desprezado. O projeto de lei tem de ser vetado pelo governador José Calheiros Filho (MDB), que nasceu na mesma cidade de Marta.

Bola de lixo. Rodrigo Carril. Dormiu apenas 11 dias como ouvidor do COB (caixinha, obrigado Brasil). Levou um bico nos fundilhos por ter participado do reality A Fazenda e ter cometido suposto assédio sexual no programa exibido entre 2012/2013. Uma das funções de Carril seria receber denúncias de assédio e encaminhá-las a um conselho de ética.

Bola sete. “A execução por parte da Caixa Econômica Federal da dívida do estádio, de 500 milhões de reais, enlouquece a direção do Corinthians. E revela quanta mentira foi dita nos últimos anos por seu presidente, Andrés Sanches” (de Juca Kfouri, no Uol – Pinóquio-mor da cartolagem).

O povo quer saber. O Flamengo já pode preparar a feijoada do título brasileiro?

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