Fiel já começa a rezar para São Jorge: carrasco paraguaio ganha a terceira do Corinthians

Jogadores do Guaraní-PAR comemoram gol de Morel
Festa paraguaia aos 7 minutos de jogo

O Corinthians já está no bico da cegonha sem asas na Libertadores, mais precisamente no ‘vestibular’ do torneio. O time perdeu do Guarani por 1 a 0, no estádio Nueva Olla, em Assunção, e agora vai precisar vencer por dois gols de diferença na próxima quarta, no Itaquerão, minha casa minha vida, para chegar à terceira fase – a última antes da etapa de grupos.

Se ganhar por 1 a 0, o Corinthians decidirá a vaga nos pênaltis; qualquer triunfo por um gol de diferença (2 a 1, 3 a 2, 4 a 3…) classificará o Guarani pelo critério gol fora de casa. Empate também garante o time paraguaio.

A Fiel já começou a rezar para São Jorge. O Guarani transformou o Corinthians em freguês. Nas oitavas de final da Libertadores de 2015, os paraguaios venceram duas vezes – 2 a 0, em Assunção, e 1 a 0, no Itaquerão, terminando com uma invencibilidade de 32 jogos do Corinthians em casa.

Horripilante. Assim foi os minutos iniciais do Corinthians. Perdido em campo, não viu a bola. Na pressão, o Guarani encurralou o time paulista. De cara, Redes recebeu na direita, pedalou na frente de Sidcley e chutou na trave direita de Cássio.

Aos 7, festa paraguaia nas arquibancadas. Sua senhoria, o assoprador de latinha venezuelano Alex Herrera, ignorou uma falta em Boselli e na sequência assinalou uma de Camacho em Ivan Ramirez. O Guarani tocou na direita, Ramirez cruzou e Morel finalizou de primeira. A linha de impedimento do Corinthians fracassou. Culpa de Sidcley.

Satisfeito com a vantagem, o Guarani diminuiu a intensidade e tratou de aumentar o poderio ofensivo, sair para o ataque apenas na boa, principalmente pela direita, aproveitando o péssimo desempenho de Sidcley – para alegria da Fiel, o garoto Lucas Piton entrou na etapa final.

O Corinthians tomou o controle da partida. Só que errou muitos passes, insistiu em penetrações pelo meio, facilitando o trabalho da defesa adversária, e fraquejou na criatividade, especialmente Luan. Apenas na reta final do primeiro tempo, o time conseguiu criar dois bons momentos: aos 37, Boselli mandou na trave, e aos 44, Everaldo obrigou o goleiro Servio a fazer boa intervenção.

A equipe corintiana manteve o domínio no segundo tempo, mas continuou agredindo pouco. O Guarani fechou a cozinha e soube se defender muito bem. Aos 13, o ‘professor’ Tiago Nunes trocou Sidcley por Lucas Piton e Everaldo por Mateus Vidal.

Acertou em cheio na lateral e errou feio na frente. Everaldo vinha bem, era um dos mais produtivos. O treinador deveria ter sacado o indolente Luan, o intocável. Aos 28, nova alteração: Janderson por Madson. Tiago Nunes pisou na bola outra vez. O mais indicado seria a entrada de Vagner Love, mais cascudo.

Aos 39, Camacho tocou para Madson na grande área, o jovem arrematou e Servio defendeu. O meio-campista reclamou muito porque o atacante não devolveu a bola. Estava em condições bem melhores para empatar. Na bacia das almas, o Corinthians partiu para o sufoco, sem sucesso. E sofreu a terceira derrota para o Guarani em Libertadores.

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Pitaco do Chucky. ‘Quem Deu, Deu; Quem Não Deu, Não Damares’ – novo bloco de BH. Homenagem à ministra Damares Alves, defensora da abstinência sexual entre adolescentes.

Rei da arquibancada. O Urubu voa como senhor absoluto dos estádios entre 1967 (Torneio Roberto Gomes Pedrosa) e 2019, com a média de 29.159 pagantes por jogo como mandante. A pesquisa do cearense João Ricardo de Oliveira, publicada no site Verminosos por futebol, computou 804 duelos do Flamengo. Total: 23,444 milhões de espectadores. Além da série A, entraram na conta as séries B (a partir de 2003), C (2005) e D (2009), além da Copa do Brasil, que começou em 1989. Em segundo lugar ficou o Corinthians, com 25.842 – 19,924 milhões em 771 embates. O Galo fechou o pódio, com a média de 22.917.

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Flamengo, 29.159 pagantes por partida

Rei da arquibancada 2. O Palmeiras apareceu em quarto (21.371), à frente da Raposa (21.360). O Bahêa surpreendeu na sexta colocação (20.658), deixando na poeira Grêmio, soberano São Paulo, Saci colorado, Vasco e Fluminense. Já a galera do Peixe decepcionou: apenas 20º lugar. O ranking, de acordo com João Ricardo de Oliveira/Verminosos por futebol:

1) Flamengo – 29.159 pagantes
2) Corinthians – 25.842
3) Galo – 22.917
4) Palmeiras – 21.371
5) Raposa – 21.360
6) Bahêa – 20.658
7) Grêmio – 19.554
8) São Paulo – 19.381
9) Saci colorado – 19.332
10) Vasco – 17.625
11) Fluminense – 16.797
12) Ceará – 16.501
13) Fortaleza – 15.508
14) Sport – 15.450
15) Santa Cruz – 15.083
16) Botafogo – 14.256
17) Coxa – 13.485
18) Nacional-AM – 12.737
19) Remo – 12.588
20) Santos – 12.557
21) Vitória – 12.434
22) Paysandu – 12.305
23) Furacão – 11.988
24) CSA – 10.595
25) Goiás- 10.211
26) Náutico – 9.709
27) Sampaio Corrêa – 8.898
28) Figueirense – 8.048
29) Botafogo-SP – 7.721
30) Joinville – 7.549

Zé Corneta. Estaduais andam mais chatos que CD riscado.

Facão mineiro. Os novos gestores da Raposa garantem: a folha salarial do departamento profissional diminuiu de R$ 15 milhões para R$ 3 milhões, com a saída de vários jogadores – os atacantes Sassá, Pedro Rocha, David, os laterais Egídio e Dodô, os zagueiros Manoel e Dedé, o volante Henrique, os meias Rodriguinho, Marquinhos Gabriel e Thiago Neves. O pão de queijo estava a caminho da falência. Outros cortes acontecerão porque o Cruzeiro deve mais de R$ 800 milhões.

Sugismundo Freud. Por que o go­ver­no não pro­í­be os jo­gos de azar e só li­be­ra os que dão sor­te?

Japonês na área. Se vai dar jogo, só mesmo os deuses da bola podem saber. Mas a jogada foi brilhante. Os torcedores pressionaram e os cartolas do Botafogo abriram os olhos para o japonês Honda. Havia muito tempo que a Estrela Solitária não resplandecia na mídia, ocupava manchetes até internacionais. Aos 34 anos, o meia pode ser uma incógnita dentro de campo, o que é pouco provável pelo atual estágio em que se encontra o ludopédio nacional. Fora das quatro linhas, porém, o marketing botafoguense certamente ganhou um excepcional produto para colocar na gôndola da publicidade. Um invejável banquete a preço de miojo.

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Honda: bela jogada do Botafogo

Japonês na área 2. Honda topou receber R$ 150 mil, mais bônus por jogos e participação em patrocínios, menos da metade do que Diego Souza ganhava. No Vitesse, da Holanda, seu último clube, o meia embolsava 200 mil euros (R$ 950 mil) mensais para a xepa. A gasolina do clube carioca impulsionará Honda até depois dos Jogos de Tóquio. O serviço poderá ser prorrogado até dezembro. Dono de dois times de futebol (um em Uganda e outro no Camboja), Honda vestirá uma nova camisa pela oitava vez na carreira.

Caiu na rede. Palmeiras não dá muita sorte com bebida: perde pro Red Bull, apanha do Água Santa e sonha que 51 é Mundial.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: Luxemburgo disse umas mil vezes, após a derrota para o Bragantino, que faltou atitude ao Palmeiras. É uma atitude frequente entre alguns treinadores, para encobrir os erros técnicos e táticos. Pressinto, sem ter nenhuma certeza, já que ainda estamos no início da temporada, que o Palmeiras perdeu qualidade no meio-campo, com as ausências de Bruno Henrique e de Felipe Melo, que passou a jogar de zagueiro, sem melhorar a defesa.” No alvo.

Papo na padoca. Nada menos que 17 milhões de americanos deixaram de trabalhar na segunda por conta de comemorações no Super Bowl.

Tititi d’Aline. A sensacional vitória sobre o San Francisco 49ers por 31 a 20 derrubou um jejum de meio século do Kansas City Chiefs sem faturar o Super Bowl e acabou com a ‘virgindade’ do técnico Andy Walter Reid. Apesar de ter 221 triunfos no currículo, em 21 temporadas, o simpático gorducho nunca havia soltado o grito de campeão. O treinador de 61 anos é adorado até por adversários. Garoto humilde, trabalhou como vendedor num estádio da Califórnia. Mórmon, viveu um drama: Garrett, o mais velho de seus cinco filhos, morreu há oito anos por overdose. Reid ganha US$ 7,5 milhões (R$ 31,8 mi) por ano. Uma de suas curtições: dirigir um carro 1940, comprado pelo pai por US$ 25.

Você sabia que… o atacante Pedrinho, negociado ao Benfica, embolsará 1,2 milhão de euros (R$ 5,6 milhões) por ano, mais bônus de 100 mil euros (R$ 465 mil) a cada 10 jogos completados?

Bola de ouro. Liverpool. A máquina inglesa precisa apenas de 18 pontos em 39 possíveis para faturar a Premier League. Ou seja, seis triunfos em 13 jogos. Uma missão das mais complicadas para um time que venceu 24 em 25 jornadas. Ou 33 em 34, levando-se em conta o torneio da última temporada. Somente 22 pontos separam a equipe do alemão Jürgen Klopp do Manchester City do espanhol Guardiola. É a maior diferença entre primeiro e segundo já registrada na história do campeonato. Se os times vencerem os próximos seis embates, o Liverpool garantirá o caneco na 31ª rodada, contra o Crystal Palace, em Anfield.

Bola de latão. Vanderlei Luxemburgo. É realmente um estrategista de mão cheia. O ‘pofexô’ perdeu um excelente volante e ganhou um zagueiro de qualidades técnicas para lá de discutíveis ao mudar de posição o pitbull Felipe de Melo. De quebra, deixou um artilheiro esquentando o bumbum no banco de reservas, Willian, e apostou num ‘matador’ sem balas, Luiz Adriano. Sem falar em Ramires e Lucas Lima no meio.

Bola de lixo. Luan. A Fiel continua à espera da estreia da principal contratação do clube. Está jogando com o nome. Passou da hora de o ‘professor’ Tiago Nunes colocar o meio-campista no banco. Indolente. Menção honrosa: Sidcley. Não merece a titularidade. Lucas Piton está muito melhor. Técnica e fisicamente. Acorda Titi!

Bola sete. “Empresários confessaram na polícia que fizeram rachadinha com ex-dirigentes do Cruzeiro em transferências e renovações de contrato de jogadores” (Jaeci Carvalho, no Superesportes – política e futebol, tudo a ver).

Dúvida pertinente. Neymar, 28 anos: ainda menino deslumbrado ou craque a caminho da Bola de Ouro?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

 

Um comentário sobre “Fiel já começa a rezar para São Jorge: carrasco paraguaio ganha a terceira do Corinthians”

  1. Sua dúvida é realmente pertinente, mas eu quero colocar uma suposição também pertinente, em homenagem aos pais: “Se” Alexandre Pato fosse filho do Neymar Senior, e Neymar Junior fosse filho de Domingos da Guia..dava duas bola de ouro , não dava?

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