Menos ‘engessado’, Corinthians ganha a primeira com Tiago Nunes; Luan, o destaque

Luan comemora gol pelo Corinthians
Luan: estreia com dois gols

Okay, okay: há um longo caminho a percorrer até o ‘professor’ Tiago Nunes conseguir impor sua filosofia de jogo no Corinthians, um time ‘engessado’ taticamente ao longo de muitos anos. Ganhou vários canecos, é verdade, mas sem muito brilho no bico da chuteira. Pragmático ao extremo. Chato de assistir.

Apesar do pouco tempo de trabalho (10 dias), Tiago Nunes já começou a mostrar serviço na casamata corintiana. Na vitória sobre o New York City por 2 a 1, em Orlando, na abertura da ‘Copa Mickey’, o time apresentou um meio de campo mais vertical, com Camacho e o colombiano Cantillo, e um Luan flutuando por todos lados do campo.

Além de ajudar na marcação, o ex-gremista também alimentou a peça ofensiva com eficiência. Distribuiu bem o jogo e ainda deixou sua marca de artilheiro. Assinalou os dois gols do triunfo.

Aos 10 minutos de partida, cobrou uma falta por cima da barreira, no canto direito do goleiro Barraza (contribuiu com a festa). Desde agosto de 2018, o Corinthians não comemorava um gol de falta. O segundo aconteceu aos 29. Janderson passou a Luan na entrada da área. O camisa 7 deu um corte em Haak e chutou sem chance para Barraza.

Outros três reforços estrearam: Cantillo, Sidcley e Davó. O colombiano correspondeu no primeiro tempo, enquanto o lateral e o atacante foram apenas discretos na etapa final.

O Corinthians dominou a partida nos 45 minutos iniciais. O New York City praticamente não incomodou Cássio no Exploria Stadium. Na segunda fase, Tiago Nunes trocou os 11 atletas, o time diminuiu o ritmo e sofreu um gol aos 30.

O zagueiro Marllon tropeçou na grande área, e deixou Kapanadze cruzar para trás. Lansade desviou e a bola bateu no rosto de Bruno Méndez antes de entrar. Após o gol, o Corinthians voltou a acelerar o jogo e perdeu duas oportunidades para aumentar o placar.

O Corinthians joga novamente em Orlando no próximo sábado: enfrentará o Atlético Nacional, da Colômbia, às 19h30. Depois, a delegação retorna a São Paulo. A estreia no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, será contra o Botafogo, quinta, às 21h30, no Itaquerão, minha casa minha vida.

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Pitaco do Chucky. Nada mais ridículo do que o encontro diário de Bozo com eleitores no ‘mata-burro’ à saída do Palácio.

Gringos na fita. Nunca uma temporada na pátria das chuteiras furadas começou com tantos gringos sentados no banco de reservas. Um quarteto de peso: o argentino Eduardo Coudet comandará o Saci colorado, o venezuelano Rafael Dudamel dirigirá o Galo, o Peixe nadou em direção ao patrício Jesualdo Ferreira (o hermano Sampaoli deixou o aquário da Vila Belmiro e aguarda convites) e o ‘papa-títulos’ rubro-negro Jesus. Há ainda um quinto nome no mercado: o Avaí pegou outro português, Augusto Inácio, para a disputa da série B. Na última década, 13 estrangeiros trabalharam no Brasileirão, entre os quais o português Paulo Bento, os argentinos Ricardo Gareca e Edgardo Bauza e os colombianos Juan Carlos Osorio e Reinaldo Rueda.

Gringos na fita 2. Independentemente do sucesso de Jesus, Coudet, Dudamel e Jesualdo, uma coisa é certa: os treinadores brasileiros devem se sentir privilegiados com a invasão dos estrangeiros. Precisam dar um bico no corporativismo, deixar a reserva de mercado de lado e calçar as sandálias da humildade. Ou, então, continuarão na fila do desemprego. O torcedor brasileiro acordou do profundo sono da mesmice em que se encontrava o tico-tico sem fubá do esporte bretão. Não tolera mais o pragmatismo, os ‘professores’ desprovidos de competência, ganhando muito e mostrando pouco à beira das quatro linhas.

Zé Corneta. O grande craque para resolver o problema do soberano Tricolor está seriamente contundido: competência.

Força feminina. A federação espanhola perdeu a queda de braço para a associação das jogadoras do país. Após uma longa negociação, com direito a greve das atletas, os cartolas concordaram em assinar um convênio coletivo. Cada time da primeira divisão receberá 500 mil euros (R$ 2,3 milhões) por temporada. Já as equipes da segundona ganharão 100 mil euros (R$ 465 mil). E mais: a cada rodada, dois confrontos poderão ser transmitidos pela TV. Barcelona, Bilbao e Real Madrid não participaram das reuniões. Brasileiras na Espanha: Ludmila (Atlético de Madrid), Thaísa e Daiane (Real) e a goleira Aline (Tenerife).

Sugismundo Freud. Ensinar esporte é ensinar a viver.

Rolando Lero. O ‘professor’ Tite dará palestra em 13 de fevereiro, na cidade espanhola de Bilbao, uma das sedes da Eurocopa. Box to box, treinabilidade, performar com resultado, ritmista, sinapses no último terço, jogo espetado, extremos desequilibrantes… Pobres espanhóis!

Caiu na rede. Se for para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que… o Palmeiras continua sem Copinha e sem Mundial.

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Mayweather: R$ 11 milhões por minuto

Rei da cocada. O aposentado boxeador Floyd Mayweather lidera o ranking de esportistas mais bem pagos da década. Mesmo sem subir num ringue desde 2017, o americano recebeu US$ 915 milhões (R$ 3,7 bilhões). Ganhou R$ 11 milhoes por minuto trabalhado. O gajo Cristiano Ronaldo, da Juventus, aparece em segundo, com US$ 800 milhões (R$ 3,2 bilhões). O hermano Messi, do Barcelona, fecha o pódio de ouro, com US$ 750 milhões (R$ 3 bilhões). A dança dos milhões da revista Forbes:

1) Floyd Mayweather (boxe): US$ 915 milhões (R$ 3,7 bi)
2) Cristiano Ronaldo (futebol): US$ 800 milhões (R$ 3,2 bi)
3) Lionel Messi (futebol): US$ 750 milhões (R$ 3 bi)
4) LeBron James (basquete): US$ 680 milhões (R$ 2,7 bi)
5) Roger Federer (tênis): US$ 640 milhões (R$ 2,6 bi)
6) Tiger Woods (golfe): US$ 615 milhões (R$ 2,5 bi)
7) Phil Mickelson (golfe): US$ 480 milhões (R$ 1,9 bi)
8) Manny Pacquiao (boxe): US$ 435 milhões (R$ 1,77 bi)
9) Kevin Durant (basquete): US$ 425 milhões (R$ 1,7 bi)
10) Lewis Hamilton (F-1): US$ 400 milhões (R$ 1,6 bi)

Zapping. A apresentadora sem sal Janaína Xavier está em alta no SporTV. Além de comandar o ‘SporTV News’ das 8h45 às 10 horas, ela também pintará na telinha às 12h30 – uma segunda edição de meia hora.

Gilete press. De Jaeci Carvalho, no Superesportes: “Pedro Rocha chorou ao ser apresentado no Ninho do Urubu e ao vestir a camisa do Flamengo. Disse que torce pelo clube desde criança e que esse era um desejo do seu pai. Interessante! Não o vi chorar quando ajudou a jogar o Cruzeiro para a Série B, na lama. Não o vi triste nem tampouco cabisbaixo. É bem verdade, o jogador não foi criado no time azul e, sim, no Grêmio, mas poderia ter, no mínimo, gratidão, pois o Cruzeiro o buscou lá na gélida Moscou, onde fracassou no Spartak, deu-lhe apoio e, com certeza, muito dinheiro. Como diz o Rei Dadá, ‘jogador, atualmente, só pensa no bolso e no quanto vai ganhar’. É verdade.” Fato.

Tititi d’Aline. O amor é lindo: o zagueiro Thiago Silva, do PSG, deu um iate de presente à mulher, Belle. O barco possui três suítes, sala de jantar, cozinha, espaço gourmet e outras mordomias. O jogador pagou R$ 6 milhões pelo mimo. A embarcação da grife italiana Azimut Yachts tem 17 metros.

Você sabia que… o ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo não ganha um título importante desde 2004, quando levou o Peixe ao caneco do Brasileirão?

Bola de ouro. ‘Menino Ney’. Está voltando aos bons tempos. Ao marcar um dos gols do triunfo do PSG por 4 a 1 sobre o Monaco, pelo Campeonato Francês, Neymar igualou o recorde de Mbappé e do ex-treinador argentino Carlos Bianchi, que atuou no clube no fim da década de 70: oito jogos seguidos fazendo gol.

Bola de latão. Ramiro. Troca ‘professor’, muda esquema e nada de o meio-campista embalar no Corinthians. Ao longo do primeiro tempo contra o City, na ‘Copa Mickey’, Ramiro só conseguiu aparecer aos 44 minutos, quando tomou um cartão amarelo. É vela queimada no elenco.

Bola de lixo. Grandes do Rio. Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco fecharam patrocínio com Azeite Royal. A empresa pertence ao samaritano Eduardo Vinícius Giraldes Silva, condenado por lavagem de dinheiro e sonegação. A revelação é do competente jornalista Lúcio de Castro, do portal Sportlight. O Galo e lutadores de MMA também recebem a ‘bênção’ do mecenas.

Bola sete. “O que têm em comum vários meias como Scarpa, Lucas Lima, Paulo Henrique Ganso, Thiago Neves, Cazares, Sornoza e tantos outros? São muito desejados e bastante criticados, por criarem uma expectativa muito acima da realidade. São chamados de vagalumes, pois somente brilham em situações especiais” (do pequeno grande Tostão, na Folha – chuteira pisca-pisca).

Dúvida pertinente. Quem pode abater o voo do Urubu nesta temporada?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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