Papa-títulos Daniel Alves, com apito amigo, e Rogério Ceni garantem festa dos torcedores

Daniel Alves comemora o gol no primeiro tempo
Daniel Alves comemora o gol tricolor

No superdomingo das estreias, os papa-títulos Daniel Alves e Rogério Ceni garantiram a festa dos torcedores. O capitão da amarelinha desbotada marcou o gol da sofrida vitória do soberano São Paulo sobre o Ceará, um time muito bem montado, que foi prejudicado pelo assoprador de latinha Gilberto Rodrigues Castro. Mesmo com a ajuda do VAR, fechou os olhos para um pênalti claro a favor do Vozão no segundo tempo. O espanhol Juanfranco também estreou no Tricolor. Não comprometeu.

Já o M1to comandou o triunfo da Raposa diante do líder Peixe por 2 a 0, em BH. Havia 11 jogos que o pão de queijo não saboreava um triunfo. Ceni assumiu a casamata cruzeirense após a saída de Mano Menezes e tirou o time da zona do agrião queimado.

No Morumbi (47.705 torcedores/R$ 3.353.610), vestindo a camisa do time de coração pela primeira vez, Daniel Alves salvou o Tricolor. E levou a equipe aos 27 pontos, na quinta colocação. Se o São Paulo bater o Furacão no meio da semana, em jogo atrasado, entrará no G4. O Peixe tem 32, e Flamengo e Palmeiras, 30. O Tricolor acumula quatro vitórias e um empate desde o reinício do campeonato. O Ceará soma 20.

A equipe cearense surpreendeu o soberano Tricolor no primeiro tempo. Não se intimidou com a pressão da torcida e encarou o ‘favoritaço’ São Paulo como gente grande. Chegou a dar trabalho ao goleiro Tiago Volpi.

O time paulista deu a impressão de que tentaria sufocar o adversário, com a presença de Liziero, Tchê Tchê e Daniel Alves no meio de campo, ou seja, sem nenhum volante. E de cara, aos 29 segundos, a estrela do jogo arriscou um chute da entrada da área.

Sentiu, porém, a falta de um meia para criar as jogadas. Daniel Alves mostrou que ainda precisa de mais ritmo e entrosamento com os novos companheiros. Perdeu bolas fáceis e se complicou em contra-ataques. Antony, com seguidos erros individuais, também não colaborou.

Mesmo abaixo do que pode produzir, Daniel Alves foi abençoado pelos deuses do esporte bretão. Aos 39 minutos, o lateral Juanfran, outro estreante, tocou para a área, Raniel ajeitou e Daniel Alves, depois de superar a marcação, tocou rasteiro e levou a galera ao delírio. Na sequência, Tiago Volpi evitou o empate. Voou e mandou para escanteio uma bomba de Samuel Xavier.

No começo da etapa final, a trave evitou o segundo gol são-paulino. Aos 3, o capitão Reinaldo cruzou e Raniel concluiu no poste de Diogo Silva. No rebote, ganhou escanteio. Quatro minutos depois, troca no Ceará: Luiz Otavio (lesionado) por Tiago Alves.

O Vozão apertou o Tricolor e Tiago Volpi, aos 11, fez outra grande defesa em arremate de Lima. Manteve o pique e, aos 14, reclamou de um pênalti do goleiro tricolor em Felippe Cardoso. Sua senhoria, o assoprador de latinha Gilberto Rodrigues Castro, conferiu o lance no VAR e nada marcou. Errou feio. Uma VARgonha!

Sentindo que o meio de campo estava vulnerável, mestre Cuca sacou Liziero e colocou o cão de guarda Luan. Aos 23, Antony perdeu boa chance e irritou a torcida. Sozinho, praticamente recuou a bola ao goleiro. Resultado: o garoto deu o lugar ao meia Vitor Bueno. No Ceará, Leandro Carvalho por Mateus Gonçalves.

Depois dos 30, mais duas mudanças: Lima por Wescley, no Ceará, e Everton por Helinho. Nada acrescentaram aos times. E o soberano São Paulo garantiu os três pontos no sufoco, diante de um adversário perigoso. De quebra, contou com uma bela mãozinha do assoprador de latinha, que ignorou um pênalti no segundo tempo.

O São Paulo estreou um terceiro uniforme. O modelo, em azul claro, foi criado em homenagem ao Uruguai.

Rogério Ceni estreou no comando do Cruzeiro neste domingo
Rogerio Ceni: estreia com três pontos

No Mineirão, com mais de 40 mil torcedores, o ex-goleiro são-paulino Rogério Ceni deixou o gramado aplaudido pela torcida. A Raposa bateu o líder Santos por 2 a 0, gols de Fred e Thiago Neves, detonou um jejum de 11 embates sem vencer e deixou o subsolo do Brasileirão.

O esquema armado pelo hermano Sampaoli foi para a cucuia aos 57 segundos. O zagueiro Gustavo Henrique impediu o avanço de Pedro Rocha com um carrinho e foi expulso. Inicialmente, o assoprador de latinha Anderson Daronco mandou o jogo seguir, mas depois, com o VAR, mostrou o cartão vermelho ao santista.

Com um a mais, o time mineiro tomou conta da partida e só não goleou o Peixe porque Everson pegou muito. O centroavante Fred, que deixou o banco após a expulsão de Gustavo Henrique, voltou a correr para o abraço depois de 16 jogos sem marcar.

Apesar da segunda coça seguida, o Santos continua na ponta do Brasileirão, após 15 rodadas. Tem 32 pontos, dois à frente de Flamengo e Palmeiras. O Cruzeiro foi a 14 pontos, dois a mais que o Fluminense – perdeu do CSA por 1 a 0, no ‘new Maraca’, e abre a zona do agrião queimado. Outro resultado: Bahêa 1 x 1 Goiás.

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Pitaco do Chucky. Bozo & Cia: corpo e alma do autoritarismo.

Freguês cai de 4. No ‘new Maraca’, na Lua ou no Mané Garrincha, tanto faz: o Flamengo vem pedindo CPF na nota ao freguês Vasco. Mais precisamente desde 2016, quando a nau vascaína abateu pela última vez o Urubu. Depois, nove triunfos rubro-negros e quatro empates. Neste fim de semana, um resultado histórico em Brasília: 4 a 1, com direito a dois pênaltis defendidos por Diego Alves e recorde de público na temporada. O duelo atraiu 65.418 torcedores. O Flamengo figura em nove dos 10 jogos com mais espectadores em 2019. Soberano São Paulo x Corinthians fura a fila, com 58.713 pessoas no Morumbi.

Zé Corneta. VAR, um personagem que veio para tumultuar ainda mais a bagunçada pátria das chuteiras furadas.

Sai, zica! O goleiro Walter festejou muito o triunfo do Corinthians sobre o Botafogo por 2 a 0. A vitória espantou uma urucubaca que perseguia o time: não havia conquistado nenhum triunfo sem o gigante Cássio (cumpriu suspensão contra os cariocas). A equipe atuou sem o ídolo da Fiel em pelo menos uma parte do jogo na derrota por 1 a 0 para a Chape (Copa do Brasil), no ‘oxo’ com a Raposa e no tropeço por 1 a 0 contra o Peixe (Brasileirão), e no fracasso por 1 a 0 diante do Ceará (Copa do Brasil), além do 1 a 1 com a Ferroviária (Paulistinha).

Sugismundo Freud. Sempre há algo de bom em um dia, basta procurar.

Verdão na final… Grêmio x Palmeiras abrirá as quartas de final da Libertadores, na terça, em Porto Alegre. E pelo tira, põe, deixa ficar da matemática, o Palestra não apenas ‘matará’ o imortal, como chegará à decisão do caneco. Os periquitos em revista voam com 64,5% de possibilidades de classificação às semifinais, contra 35,5% dos gaúchos, de acordo com o site especializado ‘Chance de Gol’. Na penúltima etapa do torneio continental, o placar aponta Palmeiras 43,6%, e Grêmio, 20,1% com probabilidades de seguir adiante. Já na decisão, o time paulista corre com 29,5%. Perde apenas do papa-títulos Boca Juniors, com 31%.

… e Urubu eliminado. No outro duelo brasileiro das quartas, o Saci colorado passa fácil o rodo no Flamengo, segundo a aritmética: 74,2% x 25,8%. Nas semis, os gaúchos acumulam 31,3%, e os cariocas, apenas 5%. O grito de campeão do Inter ecoa em 19%, e o do Urubu soma 1,5%. O embate entre Saci e Rubro-negro começa na quarta, no ‘new Maraca’. Cariocas e gaúchos se enfrentarão num mata-mata depois de 10 anos. Em 2009, pelas quartas da Copa do Brasil, um gol de Andrezinho despachou o Flamengo. Será o primeiro encontro na Libertadores em fase eliminatória. Na história, 35 vitórias dos gaúchos e 33 dos rubro-negros. Aconteceram 28 empates

Caiu na rede. Novas armas do Flamengo contra o ‘cheirinho’: Jesus e ‘Anjo Gabriel’.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no Globo: “O Rio será palco, em 2020, da 1ª edição dos… Jogos de Botequim, uma espécie de ‘Olimpíada dos boêmios’. Serão disputados grandes clássicos como porrinha, totó e chope a metro. Entre as sedes, Adonis, Galeto Sat’s e Pavão Azul. O calendário prevê disputas em todos os fins de semana de janeiro, contou Felipe Nogueira, idealizador do evento ao lado de Paulo Mussoi.” Bela sacada!

Zapping. Descobriu-se a pólvora no ex-gigante moribundo da telinha: competições ao vivo rendem muito mais que blá-blá-blá em mesas-quadradas e/ou bate-bolas.

Tititi d’Aline. Dos oito classificados às quartas da Libertadores, apenas o Cerro Porteño está ‘virgem’, sequer chegou a uma decisão. O maior vencedor é o Boca Juniors, com seis títulos, dois a mais que o River. Depois aparecem Grêmio (3), Saci colorado (2), Flamengo, Palmeiras e LDU, um cada.

Você sabia que… o Saci colorado, ao ganhar do Fortaleza por 1 a 0, voltou a vencer como visitante no Brasileirão depois de 360 dias?

Bola de ouro. Daniel Alves. É um predestinado. Mesmo com pouco tempo de treino e jogando no meio de campo, mostrou aos 36 anos que poderá render ótimos frutos ao soberano Tricolor. Está muito acima do nível que se joga no Brasil.

Bola de latão. Palmeiras. Muito chororô e pouco futebol. Em seis jogos depois das ‘férias’ da Copa América, cinco empates e uma derrota. Ou cinco pontos em 18 possíveis. Aproveitamento inferior a 28%. As críticas ao trabalho do ‘sargento’ Felipão crescem no ninho dos periquitos em revista – de favoritaço ao terceiro lugar.

Bola de lixo. Fluminense. Um cobiçado sócio. Quatro meses depois de assumir a gestão do ‘new Maraca’ ao lado do Flamengo, o Tricolor das Laranjeiras deve mais de R$ 700 mil ao coirmão rubro-negro. O contrato de cessão do estádio pelo governo se encerra em outubro. O arroz pode queimar na renovação.

Bola sete. “Convocação para amistosos contra Peru e Colômbia segue a rotina na Seleção. Privilégio para Neymar, novas apostas e adversários sem o menor sentido” (de Cosme Rímoli, no R7 – é vero).

Dúvida pertinente. De 0 a 0,5, quais são as chances de o goleiro Ivan, da Ponte, e o zagueiro Samir, da Udinese, carimbarem uma vaga na amarelinha desbotada?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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3 comentários em “Papa-títulos Daniel Alves, com apito amigo, e Rogério Ceni garantem festa dos torcedores”

  1. Adversários sem sentido? Qual a novidade? Faz anos que sabemos que a cbf vendeu os direitos de todos os seus amistosos a uma empresa até o ano de 2022, inclusive com o direito de influenciar as convocações. Como os times que faria sentido enfrentar não querem jogar com o Brasil, resta “enfrentar” a xepa…

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