Desafio ao soberano Tricolor contra o líder: voltar a ganhar um clássico depois de um ano

Juanfran, Daniel Alves e Hernanes no treino do Tricolor

Um barril de água no chope da festiva semana do soberano São Paulo após a contratação de Daniel Alves. Desde 2009, o Tricolor dividiu a mesa 115 vezes com palmeirenses, corintianos e santistas. Passou fome em 56, rachou a pizza em 31 e comeu caviar apenas em 28 encontros. Também pagou a conta em 10 dos 11 mata-matas que disputou na última década.

O rega-bofe do clube, com sanduíche de mortadela e regado a tubaína sem gelo, já completou um ano sem ganhar um clássico. O último filé foi devorado em 25 de julho de 2018, em casa, com um triunfo sobre o Corinthians por 3 a 1, pelo Brasileirão. Anderson Martins e Reinaldo (dois) comandaram o churrasco. De lá para cá, uma vida de faquir: 12 jogos sem vencer.

O próximo encontro para degustação será neste sábado, diante do Peixe, no sempre acolhedor restaurante do Morumbi. Depois de mais de dois meses sem devorar a azeitona da empadinha, o São Paulo voltou a vencer em 22 de julho: 4 a 0 na Chape. Somava quatro empates como mandante até o triunfo diante dos catarinenses.

Com 21 pontos na tabela, 11 atrás do Santos, a vitória é fundamental para o São Paulo seguir na caçada à taça que não levanta desde o tricampeonato – 2006/07/08.

Adversário da 14ª rodada do Brasileirão, o líder Peixe enfileirou uma série de funerais em mata-matas contra o time são-paulino: Paulistinha de 2010/11/12/15 e Copa do Brasil de 2015.

No Choque-Rei, o time são-paulino coleciona oito vitórias, 11 empates e 13 derrotas diante dos periquitos em revista. Já em Majestosos, contra o Corinthians, o Tricolor soma oito triunfos, 15 empates e 23 pauladas.

Os corintianos fizeram a festa em seis mata-matas: Paulistinha de 2009/13/17/18/19, além da Recopa Sul-americana de 2013. Há dois anos, o soberano sorriu ao ganhar nos pênaltis do amigo de fé na Florida Cup, a cobiçada Copa Mickey.

A equipe santista entrará em campo embalada por oito jogos sem perder. Depois do empate contra o Saci colorado, o Peixe engoliu Ceará, Galo, Corinthians, Bahêa, Botafogo, Avaí e Goiás. Nesse período, marcou 16 gols.

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Pitaco do Chucky. A crise financeira chegou ao mercado publicitário da bola. Nada menos que R$ 166 milhões saíram de circulação em 2018. O Palmeiras morre de rir.

Herança mineira. O substituto de Mano Menezes na Raposa vai pegar um ótimo espólio: nos últimos 18 confrontos, o pão de queijo ganhou apenas um; acumula oito jogos sem balançar a rede adversária; ocupa a 18ª colocação na zona do agrião queimado do Brasileirão, com apenas 10 pontos em 39 possíveis; e está no bico da cegonha sem asas nas semifinais da Copa do Brasil contra o Saci colorado. De quebra, o artilheiro do time, Fred, curte 16 jogos sem correr para o abraço.

Herança mineira 2. Em sua segunda passagem pela casamata da Raposa, Mano Menezes cravou 103 vitórias, 59 empates e 50 coças em 212 duelos. Ganhou duas Copas do Brasil (2017/18) e dois Mineirinhos (2018/19) em quase três anos no cargo. O ‘professor’ tinha contrato até dezembro deste ano.

Zé Corneta. O brasileiro anda mais assustado que cachorro em canoa.

Favoritaço. Agora quem dá bola é o Santos: 60% de chances de soltar o grito de campeão brasileiro, após 13 jornadas. O cálculo é do site ‘Infobola’, do professor de matemática Tristão Garcia. O Peixe lidera com 32 pontos, quatro à do milionário Palmeiras, dono de 18% de possibilidades de dar a volta olímpica. O também rico Flamengo, com 24 pontos, acumula 7%. Depois vêm Galo (4%), Corinthians (3%), Furacão (3%) e soberano São Paulo (2%).

Sugismundo Freud. Esqueça o ontem, e pense no amanhã.

SOS Corinthians. Xodó da Fiel e em alta novamente no mercado, o atacante Pedrinho, 21 anos, é a grande esperança de o Corinthians respirar um pouco mais aliviado financeiramente. O contrato do atleta termina em dezembro de 2020 e a multa rescisória é de 40 milhões de euros (R$ 163 milhões). O martelo corintiano, porém, desce à mesa se aparecer um clube disposto a pagar 25 milhões de euros (R$ 103 milhões). Será recebido na velha Fazendinha com champanhe e caviar.

Zapping. Torcedores de vários times torcem o nariz para a SporTV e o Fox Sports. As emissoras passam a maior parte dos programas abordando apenas o Flamengo.

Gilete press. De Athos Moura, no Globo: “Jorge Kajuru entregou oficialmente o pedido de abertura da CPI do Esporte ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a assinatura de 40 senadores. Basta saber se a CPI vai emplacar. Gente ligada à cúpula da CBF anda trabalhando para brecar a investigação de Kajuru.” É a bancada da bola.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Na seca há muitos anos, Tricolor entra em contato com a CBF para reconhecer a contratação de Daniel Alves como título.

Tititi d’Aline. A francesa Stéphanie Frappart entrará para a história na próxima quarta: apitará Liverpool x Chelsea, decisão da Supercopa da Uefa, tornando-se a primeira mulher a comandar uma final de importante competição masculina na Europa. Em julho, ela dirigiu EUA x Holanda, na Copa do Mundo feminina. Frappart também foi a primeira a apitar um jogo do Campeonato Francês, entre Amiens e Strasbourg, em abril.

Você sabia que… Fred vive um jejum de 1.126 minutos sem marcar um gol pela Raposa?

Bola de ouro. Felipe Melo. Aos 36 anos, o adorado pitbull da torcida palmeirense tem sido o grande destaque da equipe nesta temporada. Um leão para defender e atacar. Comanda o time com uma garra incrível. E desandou a fazer gols. Já marcou quatro.

Bola de latão. Avaí. O time catarinense carrega invejável marca: é o único entre os 40 clubes das duas principais séries do Brasileiro que ainda corre atrás da primeira vitória. Carrega a lanterna com cinco pontos em 39 possíveis. Guga, o ‘Manezinho da Ilha’, é só felicidade.

Bola de lixo. Raposa. O clube mineiro enfrenta a pior crise de sua história. Dentro e, principalmente, fora de campo. Há quem garanta que o Cruzeiro quebrou. Está atolado numa crise financeira e moral sem precedentes. Virou até manchete policial. Já o time se encontra numa fase técnica lamentável: oito jogos sem marcar e apenas um triunfo em 18 embates. Mano Menezes dançou após 234 partidas.

Bola sete. “Mano Menezes sai de cena, até que algum clube resolva convidá-lo. Voltará ao mercado com novo comportamento ou ainda adepto do jogar para não perder?” (de Mauro Cezar Pereira, no Uol – morreu ‘enforcado’ no pragmatismo).

Dúvida pertinente. A Raposa visitará pela primeira vez o inferno da segundona?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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Um comentário sobre “Desafio ao soberano Tricolor contra o líder: voltar a ganhar um clássico depois de um ano”

  1. Malia, quem será que o desfrutável técnico de futebol que irá apor assinatura ao lado daquele pessoal que dirige o Cruzeiro?? Eu acho que só tem um, já foi humilhado no Santos por Neymar e Ganso, porém até hoje bajula os dois, inclusive chamando o bostinha de Ney.

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