Peixe de Sampaoli, o patinho feio dos paulistas, assume o comando da tropa do Brasileirão

Soteldo cria a jogada do segundo gol do Santos
O baixinho Soteldo foi o grande destaque santista

Agora quem dá bola é o Santos… Pois é, o patinho feio dos magnânimos representantes do futebol paulista deu um bico nos sabichões do ludopédio, bateu o lanterna Avaí por 3 a 1, no aquário da Vila Belmiro, e assumiu a liderança do Brasileirão com 29 pontos, dois à frente do milionário Palmeiras, após 12 rodadas. Flamengo, com o triunfo por 3 a 2 sobre o Botafogo, ocupa a terceira posição, com 24 pontos.

O Peixe obteve a sexta vitória consecutiva. Grande responsável pelo sucesso santista, ‘professor’ Jorge Sampaoli pode cravar uma marca histórica na casamata do clube.

Com mais um triunfo, chegará a sete resultados positivos no campeonato, marca alcançada apenas por cinco treinadores no clube: Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão, Chico Formiga, Pepe e Lula (detém o recorde, com 10 vitórias seguidas na década de 60). Pepe obteve oito triunfos em 1980.

No próximo domingo, às 11 horas, no alçapão da Vila, o Santos receberá o Goiás. Antes de superar o Avaí, o time santista havia derrotado Ceará, Galo, Corinthians, Bahêa e Botafogo. Em seis embates, tomou apenas um tento.

Com grande atuação do baixinho Soteldo, o Peixe conquistou a sétima vitória diante do time catarinense em 15 jogos. O Avaí ganhou dois. Embalado pela torcida (12.787 pagantes/R$ 461.520), o time da Baixada assumiu a ponta com gols de Derlis González, Carlos Sánchez e Felipe Jonatan. João Paulo descontou – havia cinco confrontos que o Avaí não festejava um golzinho.

Afastado do time desde 18 de maio, após a derrota para o Palmeiras por 4 a 0, o paraguaio Derlis Gonzalez abriu o caminho da conquista dos três pontos aos 8 minutos de jogo. João Paulo empatou aos 27. Cinco minutos depois, Carlos Sanchez marcou o segundo do Peixe. Felipe Jonatan assinalou o terceiro aos 32 do segundo.

O Avaí, com apenas cinco pontos 36 possíveis, é o único time sem vitória no Brasileirão. Na próxima rodada, receberá o Botafogo na Ressacada.

Suspenso por ter levado o terceiro cartão amarelo no jogo contra o Avaí, Sampaoli não poderá ficar no banco na partida com o Goiás. O hermano é o primeiro a ser castigado pela nova regra do Circo Brasileiro de Futebol.

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Pitaco do Chucky. Brasil, pouca segurança para muito dedo no gatilho.

Mansão, a arma. Os periquitos em revista apostam no Allianz Parque para dar um bico na má fase (cinco jogos sem ganhar) e carimbar a classificação às quartas de final da Libertadores diante do Godoy Cruz. Até agora, o Palmeiras soma 14 partidas sem derrota no estádio e sofreu apenas um gol nos últimos 12 embates (1 a 1 com o Vasco, sábado). Acumula 12 triunfos e dois empates. Ao longo da temporada, perdeu somente para o Corinthians (1 a 0), em fevereiro, pelo Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

Mansão, a arma 2. O Palestra garante a vaga com empates em 0 a 0 ou 1 a 1, já que ficou no 2 a 2 contra o limitado Godoy Cruz, na Argentina. Gol fora de casa é critério de desempate. Os hermanos precisam ganhar ou buscar igualdade com três ou mais gols. Novo 2 a 2, futuro nos pênaltis. Já foram vendidos mais de 35 mil entradas para a partida desta terça. O preço dos bilhetes varia entre R$ 100 e R$ 300.

Zé Corneta. O pão de queijo de Mano Menezes está queimando na Toca.

Soberano implode tabu. Com um gol de pênalti, cobrado por Reinaldo e marcado pelo VAR aos 51 minutos do segundo tempo, o São Paulo derrotou o Fluminense por 2 a 1, pela 12ª rodada do Brasileirão, e dinamitou um tabu de 13 anos. Desde 2006, pela 28ª jornada do campeonato, o Tricolor não superava o time carioca no Maraca – naquele ano, também ganhou por 2 a 1, gols de Aloísio Chulapa e Leandro. De lá para cá, 10 jogos: três empates e sete pauladas. No período, os são-paulinos obtiveram dois triunfos, mas as partidas foram em São Januário (2011) e Edson Passos (2016). O Fluminense curtia três vitórias e um empate até perder no sábado. O time está no subsolo do Brasileirão (nove pontos), e Fernando Diniz, no bico do corvo.

Soberano implode tabu 2. Diante de 20.011 pagantes (R$ 644.375), o Tricolor paulista saiu na frente, com um gol de Reinaldo aos 20 minutos de jogo. O goleiro Muriel colaborou. Yony González empatou aos 36. No segundo tempo, mestre Cuca trocou novamente Pato por Toró e Hernanes por Everton. A equipe paulista melhorou, mas não o suficiente para vencer. Na bacia das almas, Everton cabeceou e a bola tocou no braço de Allan. O VAR apontou a marca da cal e o assoprador de latinha Anderson Daronco atendeu. Reinaldo mandou um canhão e decidiu a parada. O São Paulo foi a 21 pontos. A equipe volta a jogar só no dia 10, contra o Peixe, no Morumbi. O embate com o Furacão foi adiado. Os paranaenses participarão da Copa Suruga, no Japão.

Sugismundo Freud. O mal da teimosia é adiar o inevitável.

Vaquinha. A situação financeira do Figueirense é dramática. Tanto que a torcida decidiu fazer uma vaquinha virtual para ajudar no pagamento dos funcionários. Os jogadores ameaçaram não entrar em campo contra o Vitória, nesta terça, no Orlando Scarpelli. O dinheiro será entregue ao técnico Hemerson Maria após o fim da partida. Também será arrecadado dindim em caixinhas na entrada do estádio.

Zapping. E a barriguinha do Galvão Bueno, hein? Cruzou a linha de chegada do GP da Alemanha antes do piloto holandês Max Verstappen.

Gilete press. De Juca Kfouri, na Folha: “Só pode ser um distúrbio cognitivo a insistência de técnicos e torcedores com Alexandre Pato, o talento desperdiçado por uma cabeça dispersiva e individualista, incapaz de entender os fundamentos do jogo que o enriqueceu, mas ainda assim querido por cartolas, treinadores e fãs que insistem com ele (…) Pato nasceu para ser celebridade e já cumpriu sua saga.” Quén quén quén.

Caiu na rede. O tiki-taka de Fernando Diniz virou top-top no Fluminense.

Tititi d’Aline. Depois de ser eliminado da Copa do Brasil pelo Furacão, o Flamengo parece que se apegou novamente ao badalado cheirinho e caminha para mais uma visita importante a uma loja de cosméticos, desta vez internacional. A matemática indica menos de 30% de chances de classificação às quartas de final da Libertadores no embate com o Emelec.

Você sabia que… o Vasco ainda não venceu fora de São Januário, colecionando dois empates e quatro coças?

Bola de ouro. Tiago Nunes. O ‘professor’ faz ótimo trabalho no Furacão. Ano passado, o time ocupava a vice-lanterna do Brasileirão com apenas nove pontos, após 12 rodadas, e hoje já acumula 19. A equipe briga para chegar à zona de classificação da Libertadores.

Bola de latão. Mano Menezes. A Raposa completou nove partidas sem festejar um triunfo no Brasileirão. A última coça: Furacão, 2 a 0, em BH. Antes, havia perdido do Saci colorado, Fluminense, Chapecoense e Fortaleza, e empatado com soberano Tricolor, Corinthians, Botafogo e Bahia. Quatro pontos conquistados em 27 disputados. Graças ao esquema ultraofensivo adotado por Mano, o pão de queijo não queima no gol adversário há cinco embates, ou 450 minutos e uns quebrados. O time passou em branco diante de Botafogo, Bahêa, Furacão (Brasileirão), Galo (Copa do Brasil) e River Plate (Libertadores). Haja coração!

Bola de lixo. Fernando Diniz. Aproveitamento de fantásticos 25% na casamata do Fluminense – duas vitórias, três empates e sete derrotas no Brasileirão. No campeonato de 2018, Diniz foi demitido no Furacão após a 12ª rodada. As campanhas são idênticas até no saldo negativo de gols: -5. A diferença flutua no número de gols marcados e sofridos. O Fluminense fez 16 e tomou 21, enquanto o Athletico marcou 10 e levou 15. O Tricolor navega na zona do agrião queimado. Não ganha há sete rodadas.

Bola sete. “Acho que estamos no caminho certo. O que a gente precisa é vencer. O São Paulo veio muito mais para empatar do que para ganhar” (do ‘professor’ Fernando Diniz, no bico da cegonha sem asas no Fluminense).

Dúvida pertinente. Fernando Diniz merece mais alguns jogos de crédito no Fluminense?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

2 comentários em “Peixe de Sampaoli, o patinho feio dos paulistas, assume o comando da tropa do Brasileirão”

  1. Não acho Fernando Diniz um mau treinador. O principal problema dele é …. o futebol brasileiro. O sistema que ele tenta implantar exige algo dos jogadores que muitos não querem dar. Simplesmente não gostam e sabotam. Também o elenco do Flu não ajuda. No primeiro gol do São Paulo há que dividir os méritos (?) entre Reinaldo, que acertou um chute potentíssimo, a zaga que marcou bobeira quando a falta foi batida para ele e o goleiro que “colaborou” não conseguindo espalmar a bola. No segundo, pênalti fruto do acaso, com a bola batendo no braço do zagueiro que pulou de costas para o chute. Dado o critério atual de marcação de pênaltis, nada a reclamar nesse lance. Porém, essa orientação da FIFA, dentre as últimas alterações ocorridas na arbitragem parece coisa pensada para aumentar o número de gols nas partidas, sendo algo justo ou não. Eu, se jogasse hoje, dentro da área nem tentaria achar um espaço para enfiar a bola no gol. Só levantaria a bola no braço do defensor mais próximo, levantaria o meu e sairia para o abraço…

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    1. O VAR tem sido bem seletivo nesses lances, geralmente só vale para o time da casa, e não adianta reclamar, pois os comentaristas da globo estão fechados com o VAR. Nem vou falar dos famigerados comentaristas de arbitragem, ex-árbitros horríveis que fazem declarações horríveis para justificar o VAR.

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