Café da manhã: soberano São Paulo decepciona, leva vaias e tem jogador expulso pelo VAR

Apagado, Pato joga apenas o primeiro tempo

Mais de 44 mil torcedores decidiram curtir o café da manhã da quinta rodada do Brasileirão, mas foram embora do Morumbi pedindo sal de fruta para conseguir degustar o fraco desempenho do soberano São Paulo no ‘oxo’ contra o Bahêa. Irritada, boa parte da galera resolveu retribuir com vaias a pífia exibição do Tricolor. Que segue invicto, agora com 11 pontos, dois atrás do líder Palmeiras. Os baianos acumulam sete.

As coisas começaram a se complicar para o São Paulo logo aos 12 minutos. Peça importante do esquema de mestre Cuca, o volante Liziero torceu o tornozelo direito após dividida com Gregore e foi substituído por Luan. No banco, Liziero chorou muito. Terceira lesão neste ano.

Mesmo com mais posse de bola (60% a 40%), o Tricolor criou poucas chances no primeiro tempo. Armado no 4-5-1 por Roger Machado, o Bahêa procurou surpreender nos contragolpes, aproveitando a velocidade de Artur pela esquerda e as investidas de Gilberto pelo meio.

Os melhores momentos do São Paulo aconteceram com Toró e Antony. Aos 8, Tchê Tchê lançou Toró, que arrematou e o goleiro Douglas fez boa defesa. Aos 20, Antony chutou de longe, a bola desviou em Lucas Fonseca e bateu na trave. Ao final da etapa inicial, 8 a 4 em finalizações para os baianos.

Praticamente inútil ao longo de 45 minutos, Pato ficou no vestiário e o Tricolor voltou com Helinho no ataque. Pressionou durante alguns minutos, porém o Bahêa logo se recompôs e equilibrou o embate. Mestre Cuca trocou Hernanes (mais apagado que lâmpada queimada) por Nenê.

Aos 26, o São Paulo ficou com 10. Sua senhoria, o assoprador de latinha Daniel Nobre Bins expulsou Toró por pisão involuntário no goleiro. Primeiro, ele mostrou o cartão amarelo ao são-paulino. Depois, consultou o VAR e aplicou erradamente o vermelho, sob protestos da torcida (44.640 pagantes/R$ 2.196.501).

Com um a mais, o Bahêa tomou conta do jogo. Fracassou, no entanto, nas finalizações. O atacante Fernandão, que entrou no lugar de Gilberto, teve ao menos duas ótimas chances. E o ‘oxo’ permaneceu no placar.

São Paulo e Bahêa voltam a se enfrentar na próxima quarta, novamente no Morumbi. Desta vez, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Na sexta rodada do Brasileirão, domingo, o Tricolor visitará o Corinthians no Itaquerão, minha casa minha vida.

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Pitaco do Chucky. Tite acima de tudo, Neymar acima de todos.

Pitbull desabafa. O xerife Felipe Melo deixou o Pacaembu soltando fumaça pelas narinas, apesar da goleada palmeirense no Peixe (4 a 0). Primeiro detonou os assopradores de latinha, dizendo-se perseguido e pedindo ajuda à mídia. ‘Tem muito mimimi, a gente não pode nem falar mais. O cartão vai me tirar do próximo jogo. Um jogador da minha idade (35 anos) tem de jogar sempre para manter a regularidade. Me ajudem, pelo amor de Deus. Preciso de vocês (imprensa), pô’, protestou.

Pitbull desabafa 2. FM também alfinetou o ‘professor’ Tite, que não convocou nenhum atleta do Palestra para a amarelinha desbotada. ‘É óbvio que surpreende. O pior é que ninguém fala nada. Me perguntaram outro dia: ‘Qual a sua seleção?’. Minha seleção é aqui, o Palmeiras, clube que me paga, onde estamos fazendo bons trabalhos’, fuzilou. Há controvérsias?

Zé Corneta. Muitos técnicos e comentaristas são como o vinho: ficam melhores com rolha na boca.

Cornetada na Baixada. O ‘professor’ Jorge Sampaoli começou a ouvir os primeiros acordes da turma da corneta após a derrota do Peixe por 4 a 0 para o Palmeiras. O hermano foi bombardeado por críticas pela insistência em manter o rodízio de atletas, deixando fora o capitão Victor Ferraz, o lateral-esquerdo Jorge, o meio-campista Jean Mota e o atacante Rodrygo. Sampaoli justificou: sempre preza por colocar jogadores ‘frescos’, em boas condições físicas, a fim de manter alta intensidade durante a partida. Citou Rodrygo: sentiu uma lesão no aquecimento e pediu para ficar fora (sentou no banco).

Sugismundo Freud. Pelo toque do celular dá pra saber muita coisa sobre o dono.

Muleta do Urubu. A conquista da Florida Cup virou mesmo muleta no Flamengo. Após a derrota para o Galo, mesmo com um jogador a mais desde o primeiro tempo, o ‘professor’ Abel Braga lembrou que o time havia conquistado a Copa Mickey, a Taça Rio e o cobiçadíssimo Carioquinha. Disse ainda: “Perder para o Atlético, como perdermos para o Inter lá, são resultados normais.” A torcida adorou as explicações. Tanto que destilou marimbondos pelas narinas.

Dona Fifi. Cresce no ninho do Urubu e adjacências a hashtag #ForaAbel.

Zapping. O SporTV liderou o ibope de abril entre as TVs pagas. Cravou 0,95 ponto, com 2,01% de share (domicílios sintonizados). O Fox Sports ficou em oitavo, com 0,51 e 1,07%. O SporTV 2 pintou em 21º, com 0,30 e 0,64%, e a ESPN Brasil obteve apenas a 23ª posição, com 0,30 e 0,63%. Cada ponto equivale a 115 mil domicílios, com 3,3 habitantes em média.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Santos ataca com oito jogadores, encurrala o adversário e… 4 a 0 Palmeiras.

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, no Uol: “As presenças de jogadores que dificilmente estarão na próxima Copa do Mundo, como Daniel Alves (36 anos), Miranda (34), Thiago Silva (34), Filipe Luís (33), Fernandinho (34) e Cássio (31), evidenciam a preocupação maior de Tite: contar com gente experiente para ganhar a Copa América. Ele pode escalar uma defesa com média de 33,6 anos. E sobreviver no cargo. Renovação e espaço para mais jogadores jovens ficarão para depois. Desde que Tite alcance sua meta de seguir empregado pela CBF quando o certame terminar. Ou seja, campeão.” Na mosca.

Tititi d’Aline. Os jogadores do Derby County meteram o pé na jaca depois de eliminarem o Leeds United e garantirem a classificação para a final da segunda divisão, dia 27, contra o Aston Villa. O ‘professor’ Frank Lampard levou os atletas a um bar e gastou R$ 15 mil. Na conta, 209 cervejas, 129 licores, 38 tequilas, 29 doses de uísque, cinco garrafas de prosecco e… uma lata de refrigerante light.

Você sabia que… o Palmeiras chegou a 15 vitórias seguidas no Brasileirão como mandante, com 100% de aproveitamento do ‘sargento’ Felipão desde que chegou ao clube em agosto de 2018?

Bola de ouro. Gustavo Gómez/Luan. Defesa que ninguém passa: a dupla palmeirense está demais. Um paredão à frente do goleiro Weverton. Gómez e Luan carregam boa parte da campanha do Palestra nesta temporada. Juntos não levam gol há 985 minutos.

Bola de latão. Raposa. Um visitante de respeito no Brasileirão: três jogos, três pauladas. O pão de queijo marcou três gols e tomou apenas 10.

Bola de lixo. Real Madrid. O time se despediu da temporada como o diabo gosta: apanhou em casa do Betis por 2 a 0 entrou de férias com uma sonora vaia da torcida. O time fechou o campeonato em terceiro lugar, com 68 pontos. Acumulou 12 derrotas. Hala Madrid!

Bola sete. “Agora é a hora de apanhar. Temos que ser criticados, saber, com grandeza, ouvir as críticas, aceitá-las, e trabalhar para as coisas mudarem. Isso não é normal nosso. Nem me lembro a última vez que uma equipe minha tomou quatro gols” (do ‘professor’ Mano Menezes, após a derrota da Raposa para o Fluminense por 4 a 1 – em cinco jogos, o time tomou 11 gols).

Dúvida pertinente. Tite ou família Neymar, quem dá as cartas na amarelinha desbotada?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br 

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