Corinthians e Grêmio ficam no ‘oxo’, em mais um duelo de bola quadrada do Brasileirão

Corinthians e Grêmio não saíram do zero em Itaquera
Corinthians x Gremio: raros momentos de bom futebol

Em mais uma aula de bola quadrada quicando no Brasileirão, Corinthians e Grêmio ficaram no ‘oxo’, no Itaquerão, minha casa minha vida (36.360 pagantes/R$ 1.581.235,50), pela quarta rodada. As defesas dominaram fácil os ataques. No final do primeiro tempo, o VAR deu as caras e anulou um pênalti marcado pelo assoprador de latinha Marcelo de Lima Henrique – Everton Cebolinha chutou no braço de Fagner.

O Corinthians chegou a cinco pontos no campeonato, produto de dois empates, uma vitória e uma derrota. Já o Grêmio continua sem vencer: dois pontos em 12 possíveis, dois empates e duas pauladas. Mas manteve uma escrita: em seis visitas à zona leste, coleciona quatro empates, um triunfo e um fracasso (primeira partida).

A equipe corintiana estreou o novo segundo uniforme, elaborado para homenagear os 50 anos da Gaviões da Fiel, principal organizada ligada ao clube. Bandeiras da torcida foram espalhadas ao redor do gramado antes do jogo.

Corinthians e Grêmio disputaram um primeiro tempo muito truncado e de raras emoções. O ‘professor’ Fabio Carille armou a equipe no 4-1-4-1, como de costume, para tentar surpreender o adversário no contragolpe.

O imortal gaúcho teve mais posse de bola (54% a 46%), porém sem verticalidade. Centralizou demais o jogo e facilitou o trabalho da zaga do Corinthians. Praticamente não utilizou sua maior arma, as investidas de Everton Cebolinha pela esquerda.

Somente aos 35 minutos a Fiel pode vibrar nas arquibancadas. Clayton roubou a bola na entrada da área do Corinthians, partiu em velocidade para o ataque, driblou a zaga do Grêmio e cruzou. Boselli cabeceou e Paulo Victor espalmou.

Aos 42, a melhor (e única) chance do Grêmio. Luan bateu falta e o travessão evitou o gol. Na bacia das almas, Everton Cebolinha chutou a bola na mão de Fagner e sua senhoria, o assoprador de latinha Marcelo de Lima Henrique assinalou pênalti. Os corintianos reclamaram muito e o VAR entrou em ação. Marcação anulada.

O Corinthians voltou do vestiário com Vagner Love no lugar do inútil Boselli, perdidaço no ataque. E logo de cara o ‘artilheiro do amor’ fez ótima jogada. Ele recebeu de Ramiro, deixou Geromel na saudade e arrematou. Paulo Victor operou um milagre e desviou para escanteio.

Pouco depois, Vagner Love se livrou de Michel dentro da área, chutou e o goleiro gremista defendeu. Em dois minutos, fez muito mais que Boselli em 45. O Grêmio deu o troco com Luan. O meia bateu para o gol, a bola desviou e Cássio se esticou para evitar o pior.

Com o Corinthians mais incisivo, o ‘professor’ Renato Gaúcho trocou Montoya por Thaciano. Carille sacou Ramiro, desgastado, e colocou Júnior Urso. Nova mudança no Grêmio: André por Felipe Vizeu. E no time paulista: Sornoza por Régis. Última alteração: Luan por Pepê no imortal.

Apesar das modificações, nada de útil aconteceu. O ‘oxo’ continuou no placar. Um prêmio merecido ao fraco futebol apresentado por corintianos e gremistas.

Clássico foi animado no Maracanã
Diego Souza: fora de forma, pouco fez

A rodada começou com a vitória do Botafogo sobre o Fluminense por 1 a 0, no ‘new Maraca’ (22.350 pagantes/R$ 608.010). O time botafoguense conseguiu o terceiro triunfo em quatro jogos, enquanto o Tricolor levou a terceira coça.

O Fluminense jogou melhor, criou mais chances (o goleiro Gatito Fernandez jogou muito) e teve um gol anulado pelo VAR. O Botafogo ficou à espera de uma jogada para matar o adversário e, aos 26 do segundo tempo, Alex Santana saiu para o abraço. Jonathan desceu pela esquerda, cruzou e Alex Santana conferiu de cabeça.

Seis minutos depois, o botafoguense perdeu uma oportunidade incrível. Após driblar o goleiro Rodolfo, chutou para fora. Na sequência, Diego Souza isolou uma bola na pequena área. O Tricolor partiu para o abafa na bacia das almas, sem sucesso.

XXXXXXXXXXXX

Pitaco do Chucky. STF aprovou indulto ou insulto?

Come, bebe e dorme. O costarriquenho Bryan Ruiz, 33 anos, chegou ao Peixe em julho do ano passado com a missão de liderar o time. Bingo: há seis meses está sem jogar. Nem treina com o elenco. A cartolagem reza para um clube dos EUA pedir o empréstimo do meio-campista. Mataria dois coelhos com uma cajadada: abriria vaga para mais um gringo e reduziria a folha de pagamentos. Bryan Ruiz fatura mais de R$ 400 mil por mês. Apesar de não atuar pelo Santos, o atleta tem cadeira cativa na seleção da Costa Rica. E como capitão.

Zé Corneta. O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo voltou em grande estilo depois de 15 demissões. Trocou a estreia no Vasco pelo lançamento de uma cachaça. Vivaldino como sempre, se livrou de encarar o Peixe de Sampaoli.

Grito na arquibancada. Flamengo e Corinthians, clubes com as maiores torcidas do país, comandam o ranking de público neste ano. Graças ao ‘new Maraca’, o Urubu voa com a média de 44.048 pagantes por embate, 11 mil a mais que o coirmão Gavião. O Periquito fecha o pódio com 28 mil. Depois, aparecem soberano Tricolor (25 mil) e Saci colorado (24 mil). Uma das decepções é o Peixe. Segundo o Globo.com, aparece apenas em 13º lugar, com 14 mil. Entre os 60 times das séries A, B e C do Brasileiro, a gloriosa lanterna fica com o Ypiranga/RS: 140 testemunhas por partida.

Sugismundo Freud. Quem tem sede bebe em silêncio.

Desafio três em um. Se o Palmeiras quebrar o bico do Galo no jogo mais importante da quarta rodada do Brasileirão, neste domingo em BH, conseguirá três feitos: assumirá a liderança do campeonato, quebrará o próprio recorde de invencibilidade (26 jogos sem derrota no torneio) e detonará um tabu na capital mineira – o último triunfo sobre os atleticanos foi há quase 12 anos (2 a 0, em 12 de agosto de 2007; de lá para cá, quatro coças e cinco empates). A lamentar: black na TV.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Galo cai mais que TV por assinatura em dia de chuva.

É 100. O peruano Guerrero está perto de um gol de placa: festejar o 100º por equipes brasileiras. O atacante correu 52 vezes para o abraço ao lado da Fiel, 43 com a camisa do Flamengo e quatro pelo Saci colorado. Te cuida, Raposa!

Peixe dividido. O mandachuva e raios do Peixe, José Carlos Peres, gosta mesmo de agitar o clube. Depois de o ‘professor’ Jorge Sampaoli ter afirmado que preferia mandar todos os jogos no aquário da Vila Belmiro, o cartola garantiu que o Santos jogará metade das partidas no Pacaembu. Justificou: a torcida de São Paulo é a maioria absoluta. ‘Temos oito, nove mil pessoas na Vila, e quatro vezes mais no Pacaembu. Time sem receita não vai para frente’, disse Peres. Sampaoli torceu o nariz.

Gilete press. De Cosme Rímoli, no R7: “Está cada vez mais escancarada a maneira diferenciada com que Neymar é tratado [na Seleção]. Ele é uma entidade à parte, que tudo pode. Por conta de seu potencial técnico diferenciado, Tite e Edu Gaspar mergulham na incoerência e fazem de tudo para disfarçar o óbvio. Existe Neymar e ‘os outros’. Isso é muito claro. E se um atleta deseja sobreviver na Seleção não pode questionar e sim aceitar as coisas como elas são. Nem Pelé teve o tratamento que Neymar recebe. Mesmo sendo o melhor jogador de futebol de todos os tempos. Vencedor de três Copas do Mundo.” É vero.

Tititi d’Aline. Há coisas difíceis de a Fiel entender. O zagueiro Bruno Mendez aterrissou há dois meses no CT como grande revelação do futebol uruguaio e reforço capaz de resolver os problemas da zaga do time. Pois bem, o setor defensivo continuou um vulcão de emoções e nada de Mendez jogar. Agora, o garoto de 19 anos só poderá estrear em junho, depois de defender a Celeste no Mundial sub-20 da Polônia. O Corinthians decidiu liberá-lo antes aos uruguaios.

Você sabia que… Rogério M1to Ceni vai reencontrar o soberano Tricolor após 22 meses da demissão no clube?

Bola de ouro. Futebol inglês. Liverpool x Tottenham e Chelsea x Arsenal nas finais da Champions e Liga Europa: apenas um prêmio ao melhor ludopédio do planeta. Por aqui, quem dá as cartas é o Palmeiras do ‘sargento’ Felipão, exímio praticante do futebol pragmático.

Bola de latão. Anri Egutidze. O judoca português de 23 anos entrou para a história como primeiro atleta a perder uma luta por ‘ippon’ de celular. No Grand Slam de Baku, no Azerbaijão, ele fazia sua estreia na competição contra o sueco Robin Pacek, quando o aparelho caiu do quimono no tatame e Egutifze foi desclassificado após 13 segundos de combate.

Bola de lixo. Galo. Dos sete representantes brasileiros, apenas o Galo ficou fora da festa do mata-mata da Libertadores. Prêmio de consolação: Copa Sul-americana, a segunda divisão da Libertadores.

Bola sete. “O público parisiense é peculiar. Eles adoram jogadores que abrem o coração e demonstram amor pelo clube, próximo com o que faz o Cavani. O talento não é suficiente. Demonstrar um pouco de ligação afetiva com Paris é fundamental” (do jornalista Frederic Goulard, do Le Parisien – acorda, Neymar).

Dúvida pertinente. Pátria armada, Brasil?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

Anúncios

Um comentário sobre “Corinthians e Grêmio ficam no ‘oxo’, em mais um duelo de bola quadrada do Brasileirão”

  1. Mestre Malia…. Com o VAR não haverá mais gol contra haja vista não haver a intenção óbvia de algum jogador assinalar contra às próprias redes. Obs: gol contra do Corinthians principalmente. Lamentável.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s