Amarelinha desbotada volta em grande estilo: empata com Panamá e ganha vaias

Paqueta, primeiro gol com a camisa nacional

A volta da amarelinha desbotada foi decepcionante. Ridícula. Provou mais uma vez que sem ‘o menino’ Neymar é uma equipe de qualidades técnicas extremamente valorizadas. Muito nome para pouca bola. Mesmo enfrentando o modestíssimo Panamá, 76º colocado no ranking da mamãe Fifa, o time do ‘professor’ Tite conseguiu a proeza de apenas empatar em 1 a 1, no estádio do Dragão, no Porto.

Os panamenhos estrearam numa Copa do Mundo em 2018 e foram eliminados na primeira fase. Tomaram de seis da Inglaterra, três da Bélgica e levaram virada da Tunísia. Desde 2001, a equipe nacional não tropeçava diante de um representante da América Central. Acumulava 15 triunfos.

A produção da amarelinha desbotada foi saudada com belas vaias ao final do mequetrefe amistoso. O início do jogo até que deixou a torcida (40 mil espectadores) animada, acreditando numa chuva de gols.

Aos poucos, porém, o time canarinho passou a cometer muitos erros e a abusar dos cruzamentos. Nada de infiltração ou triangulações. Mostrou-se perdido e incapaz de furar o bloqueio do Panamá. Esperava encontrar um adversário no 4-4-2 e não no 5-4-1.

Lenta e previsível, a equipe nacional ainda encontrou um gol aos 31. Casemiro cruzou da direita e Paquetá concluiu para a rede, com apoio do goleiro Mejía. Primeiro tento do ex-rubro-negro com a amarelinha desbotada. Paquetá foi o melhor em campo.

A alegria brasileira durou pouco, mais precisamente quatro minutos. Após cobrança de falta, Machado, em impedimento, empatou de cabeça.

Apesar de mandar duas bolas na trave (Casemiro e Richarlison), a amarelinha desbotada continuou devagar, sem espírito vencedor. Desorganizada, não teve forças nem competência para exercer uma pressão.

Tite trocou Roberto Firmino por Gabriel Jesus, Paquetá por Everton Cebolinha e Arthur por Felipe Anderson. Ou seja, seis por meia dúzia, já que nada mudou. Coutinho, um dos mais fracos, permaneceu.

Coutinho era a maior esperança de bom futebol na ausência de Neymar, lesionado. O ‘menino’ acompanhou o embate das tribunas, cercado por ‘parças’.

Na bacia das almas, o Panamá quase chegou ao milagre da vitória num chute de Fajardo.

A amarelinha desbotada estará novamente em campo na próxima terça, em Praga. Jogará contra a República Tcheca, que entrará cheia de moral: perdeu de 5 a 0 da seleção inglesa pelas eliminatórias da Eurocopa.

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Rodada chinfrim marca final da fase de classificação; soberano Tricolor segue na luta

Antony na partida contra o São Caetano

A última rodada da fase de classificação do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, foi de doer. Pouco futebol e raríssimas emoções. Uma superquarta para esquecer, para congelar ‘ad aeternum’. É verdade que Corinthians, Palmeiras e Peixe, já classificados, rechearam os times com reservas, mas poderiam colocar pelo menos um pingo de qualidade técnica no bico da chuteira para deixar o espetáculo minimamente atraente. Corintianos e palmeirenses ganharam pela contagem mínima. Peixe caiu de quatro.

O soberano São Paulo, único grande que entrou em campo com a corda no pescoço, arrancou um empate (1 a 1) diante do rebaixado São Caetano no ABC e carimbou a segunda vaga no grupo D, com 15 pontos, dois atrás do Ituano. O garoto Antony (foto) marcou o gol do Tricolor. Pablo empatou. Público: 3.425 torcedores (R$ 126.380).

Em Itu, o Corinthians derrotou o Ituano por 1 a 0, gol de Danilo Avelar, e fechou o grupo C com 21 pontos, três à frente da Ferroviária. O time corintiano completou 10 jogos sem levar uma coça. Já o goleiro Cássio, um dos destaques do jogo, festejou a 400ª partida com a camisa do Corinthians. Público: 7.146 presentes (R$ 316.440).

Na mansão Allianz Parque, num jogo de dar sono, o Palmeiras derrubou a Ponte com um tento de Raphael Veiga, que havia entrado no lugar Vitão. Com o resultado, o Palestra foi a 25 pontos no grupo B. O Novorizontino ficou em segundo, com 20. Público: 23.019 pagantes (R$ 1.245.283).

O grande vexame foi dado pelo Peixe de Sampaoli. Apático, levou uma tremenda bordoada do Botafogo, em Ribeirão Preto: 4 a 0, gols de Rafael Costa (três) e Plínio. A equipe da Baixada terminou em segundo no grupo A. O Red Bull Brasil ficou na ponta, com 27 pontos, melhor campanha do campeonato.

As quartas de final começarão no fim de semana. Os jogos: Peixe x Red Bull, Novorizontino x Palmeiras, Ferroviária x Corinthians e São Paulo x Ituano. No segundo tiroteio, o mandou será invertido. Nesta quinta, a FPF definirá datas e

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Pitaco do Chucky. Brasil de joelhos ao Tio Sam.

Bagunça geral. O glorioso e soberano Tricolor virou a casa da mãe Joana. Dia sim e outro também, o clube encara desafios. No primeiro treino após a derrota para o Palestra, o goleiro Jean teve um faniquito ao ouvir cobranças da comissão técnica e se mandou. Foi afastado do grupo e será multado. Detalhe: até agora, Jean não justificou um centavo dos R$ 6 milhões investidos em suas luvas. Entre a cartolagem, o vice Roberto Natel detonou o chefão CA de Barros e Silva.

Zé Corneta. Irmãos Cachumba e Sarampo, bem melhores que os estaduais.

Brincadeira tem hora. Simplesmente uma patada de elefante numa formiga desnutrida: Messi (37,29%) derrotou Pelé (35,43%) em pesquisa do Globo.com sobre o melhor jogador de todos os tempos. O gajo Cristiano Ronaldo (25,35%) terminou em terceiro, à frente de ‘outro’ (1,29%) e Maradona (0,64%). Quem foi rei nunca perde a majestade. O resto é conversa para jacaré dormir.

Sugismundo Freud. O pior inimigo é o pensamento.

Mestre. O saudoso Telê Santana é o único brasileiro incluído na lista dos 50 maiores treinadores da história elaborada pela revista ‘France Football’. Ele aparece na 35ª colocação. O revolucionário holandês Rinus Michels, criador da Laranja Mecânica, encabeça o ranking. Depois aparecem Sir Alex Fergusson, Arrigo Sacchi, Johan Cruyf e Pep Guardiola.

Tá na rede (by ‘Olé do Brasil’). Os maiores fregueses da atualidade: Atlético de Madrid do Cristiano Ronaldo, São Paulo do Palmeiras e Borja da bola.

Pindaíba. O chefão do Peixe, José Carlos Peres, pediu um empréstimo de R$ 2,7 milhões para poder pagar salários e direitos de imagem atrasados. O e-mail foi enviado ao ex-presidente e conselheiro Marcelo Teixeira. Peres está na China à procura de parceiras. O ‘professor’ Jorge Sampaoli está disposto a devolver o salário para ajudar o clube a quitar o débito com o elenco. Depois o Peixe pagaria o treinador.

Dois toques. Meme ‘Vasco’: que coisinha mais chata!

Guerra na piscina. Os nadadores Joanna Maranhão e Felipe França trocaram amáveis farpas no Twitter após a confederação aprovar (12 a 11) provas de 50m na categoria infantil. Joanna considerou a medida ‘um incentivo a provas não olímpicas’. França agarrou a ideia: ‘A maioria de medalhas em mundiais é nas provas de 50 metros. Em vez de ajudarem, essas pessoas (que criticam) só atrapalham’. Fim do espetáculo: ‘França, vai tomar no c… Tu és burro e um filho da p… de marca maior’ – Joanna. ‘É deste jeito que você quer que seja o futuro da natação? Todos com boca suja e mal-educados? Com certeza não será e eu não vou deixar’ – França.

Gilete press. De Bruno Prado, na Jovem Pan: “Felipão é um técnico pragmático, joga pelo resultado, não se importa em apresentar um futebol mais elaborado e temos que fazer justiça, ele sempre foi assim e nunca prometeu algo diferente. Quem contrata Felipão, terá Felipão com suas qualidades e defeitos. Não adianta esperar de um profissional o que ele não vai entregar, temos que analisar o time dentro das ideias do seu treinador e, no Brasil, o estilo Felipão ainda dá resultado, e o resultado é a única coisa que Felipão sempre buscou na carreira.” É vero.

Tititi d’Aline. Do ‘professor’ Renato Gaúcho, obrigado a frequentar o cursinho do Circo Brasileiro de Futebol para poder trabalhar na casamata do Grêmio: “O mais importante é o cara entender de futebol. Se vai usar palavra bonita, nova, feia ou velha, pouco importa. Tem de entender o que acontece dentro e fora de campo.” No alvo.

Você sabia que… o ‘new Maraca’ deu um prejuízo de R$ 247 milhões à Odebrecht desde a reabertura?

Bola de ouro. Serginho. O atacante brasileiro do Jorge Wilstermann deixou o campo após imbecis da torcida do Blooming gritarem insultos racistas no jogo pelo Campeonato Boliviano. Ele foi para o vestiário aos 40 minutos do segundo tempo. Ao longo da partida, os cretinos imitavam macaco sempre que Serginho pegava na bola. O Wilstermann terminou o jogo com nove, já que um de seus atletas havia sido expulso antes. O Blooming ganhou por 2 a 0.

Bola de latão. Tsunekazu Takeda. Envolvido no escândalo de compra de votos para o Japão ganhar a corrida dos Jogos de 2020, o presidente do Comitê Olímpico do país abandonou o barco jurando inocência. É o Nuzman japonês.

Bola de lixo. John Viáfara. O ex-jogador da seleção colombiana e campeão da Libertadores com o Once Caldas, em 2004, foi preso em Cali, acusado de tráfico de drogas. Os Estados Unidos pediram a extradição de Viáfara pelo mesmo crime. Ele faz parte de uma rede de narcotraficantes que envia cocaína para os Estados Unidos.

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Bola sete. “Book rosa [catálogo que oferece serviços sexuais] existe em todas as profissões. Onde tem mulher, pode ter ‘book rosa’, não precisa ser necessariamente modelo. Pode ser advogada, médica, dentista, qualquer profissão” (da modelo e jornalista Talita Rocca, noiva do jogador de basquete Leandrinho – lamentável).

Dúvida pertinente. Escudo sem cores no uniforme de treino do São Paulo representa luto?

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Corinthians carimba vaga no mata-mata e dá uma força ao soberano São Paulo

Danilo Avelar, Corinthians x Oeste

O Corinthians segue em ascensão. Garantiu, com uma jornada de antecedência, a classificação às quartas de final do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, ao derrotar o Oeste por 1 a 0, no Itaquerão, minha casa minha vida (38.340 pagantes/R$ 1.304.139). Danilo Avelar (foto) marcou o gol no segundo tempo. De quebra, o lateral deu uma bela força ao soberano São Paulo, que briga com o Oeste pela segunda vaga no grupo D.

Com o triunfo, o Corinthians assumiu a ponta do grupo C. Acumula 18 pontos, um a mais que a Ferroviária, adversária da equipe no mata-mata das quartas. O Oeste continua em terceiro no grupo D, com 12, dois a menos que o Tricolor.

Na última rodada, na próxima quarta, o Oeste precisa bater o Mirassol e torcer para o São Paulo dançar contra o São Caetano, no ABC. Se o Tricolor empatar, o Oeste terá de golear para tirar uma diferença de quatro gols no saldo. No mesmo dia, o Corinthians visita o Ituano e fecha em primeiro no grupo se vencer.

O Corinthians dominou a maior parte do jogo e mereceu os três pontos. O placar poderia ter sido maior, tal a diferença técnica entre os times, mas a equipe perdeu boas chances, principalmente com Boselli. E ainda mandou uma bola na trave em arremate de Jadson.

Só no primeiro tempo, o Alvinegro finalizou 14 vezes. Seguro na defesa, o Corinthians pouco permitiu ao Oeste. Na etapa final, o time corintiano, invicto há nove duelos, manteve o jogo sob controle.

A pressão aumentou com a troca de Ralf por Jadson. Aos 15, festa da Fiel: Pedrinho cruzou e Avelar completou para o gol. Terceiro tento do criticado lateral na temporada.

O Oeste sentiu o golpe e proporcionou ótimas oportunidades a Pedrinho, Love e Boselli. Nenhuma frutificou. O time de Barueri também ameaçou, e Cássio apareceu bem. A partir dos 35 minutos, o Corinthians tratou cozinhar o galo e garantir a vitória sem sofrimento.

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Pitaco do Chucky. Lamentável: para fugir das entrevistas, o cartola Rai deixou o Pacaembu pelo vestiário do Palmeiras.

Festa no Morumbi. O soberano Tricolor comemorou dois anos sem ganhar um clássico na primeira fase do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso, após a derrota no Choque-Rei. Neste ano, caiu aos pés de Peixe (2 a 0), Corinthians (2 a 1) e Palmeiras (1 a 0). Em 2018, também três bordoadas: 1 a 0 para o Santos, 2 a 0 para o Palmeiras e 2 a 1 para o Corinthians. No ano passado, porém, o Tricolor venceu o Corinthians na primeira semifinal, mas foi eliminado no jogo da volta, na cobrança de pênaltis. O último triunfo em clássicos da primeira fase foi diante do Peixe, em 2017: 3 a 1, no aquário da Vila Belmiro, gols de Cueva e Luiz Araújo (dois). Happy birthday!

Zé Corneta. O meia-atacante Luan pode esquentar o bumbum no banco do Grêmio. O ‘professor’ Renato Gaúcho cansou de puxar a orelha do jogador, fã de carteirinha da noite de Porto Alegre.

Força rubro-negra. Dono da maior torcida do país, o Urubu também voa em primeiro nas redes sociais. O clube lidera o ranking com 22.060.777 de seguidores, somados Facebook, Twitter, Instagram e YouTube, de acordo com levantamento do Ibope Repucom até 28 de fevereiro. Depois aparecem Corinthians (21.399.426), soberano São Paulo (13.858.498), Palmeiras (10.186.711) e Peixe (7.771.412). O Flamengo só perde a liderança no Twitter para o Corinthians: 5,9 mi contra 5,5 mi.

Sugismundo Freud. Não se pode planejar o futuro pelo passado.

Chape na tela. Dirigido pelos irmãos Michael e Jeff Zimbalist, o documentário ‘Nossa Chape’ abrirá o ‘Thinking Football Film Festival’, nesta segunda, na cidade de Bilbao, na Espanha. O filme aborda o acidente aéreo sofrido pelo time catarinense em 2016 – morreram 71 pessoas. O objetivo dos organizadores da mostra é fazer com que o espectador reflita sobre a importância do ludopédio na sociedade. O festival será encerrado no dia 22 com a exibição de ‘Kaiser’, que retrata a vida de um jogador impostor – sem ser atleta, acumulou passagens por várias equipes.

Papelão. O Vasco perdeu uma invencibilidade de 13 jogos ao ser derrotado pela Cabofriense por 2 a 0, gols de Rincon e Bruno Lima, em Cariacica. O resultado também tirou o Flamengo da zona de classificação à semifinal da Taça Rio, segundo turno do Carioquinha. Os vascaínos seguem na terceira posição de sua chave.

Caiu na rede. Aos poucos, o Santos vai voltando à velha rotina.

Paredão verde. ‘São Marcos’ continua sendo venerado pelos palmeirenses mesmo aposentado desde 2012. Apesar do preço salgado (R$ 799), o kit da Puma em homenagem ao título da Libertadores de 1999 e ao ex-goleiro vendeu barbaridades em dois dias: 800 peças, faturamento de quase R$ 650 mil. Em abril, a empresa colocará no mercado apenas a camisa azul – preço entre R$ 229,90 e R$ 249,90.

Olho da rua. O ‘professor’ Osmar Loss foi convidado a se retirar da casamata do Guarani após a ‘vergonhosa derrota’ para a Ponte por 3 a 0. Em 12 jogos, o ex-treinador do Corinthians acumulou quatro vitórias, dois empates e seis derrotas. O time foi eliminado na fase de grupos do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, e também caiu fora da Copa do Brasil.

Gilete press. De Jaeci Carvalho, do Estado de Minas: “Assistir a um jogo da Liga dos Campeões e depois ver um da Libertadores, nos faz perceber a diferença abissal entre o futebol da América do Sul e o europeu. Lá, os técnicos têm esquemas, que são percebidos facilmente. Por essas bandas, o que a gente vê são treinadores enganadores, ganhando fortunas, sem conseguir dar sequer padrão de jogo aos times. Mas, no fim do mês, vão a banco e a conta continua engordando. Já passou da hora de os dirigentes darem um basta e mandar essa turma de come e dorme embora. Chega de brincar com o dinheiro dos clubes.” É vero.

Tititi d’Aline. A americana Serena Williams (17ª na lista), a russa Maria Sharapova (37ª) e a indiana Sania Mirza (93ª), todas tenistas, foram as únicas mulheres incluídas no ranking anual de ‘atletas mais famosos do mundo’ da ESPN. Requisitos levados em consideração: popularidade no Google, ganhos com publicidade e seguidores nas redes sociais.

Bola de ouro. Valtteri Bottas. O piloto finlandês da Mercedes deu um show no GP da Austrália, primeira prova da temporada de Fórmula 1. Deixou o favorito Lewis Hamilton, companheiro de equipe, na poeira – 20 segundos atrás. O inglês terminou na segunda colocação. Bottas voltou a vencer após passar em branco no Mundial de 2018.

Bola de latão. Choque-Rei. Um clássico da pior qualidade. De um lado, um time apático, rezando para o jogo chegar ao final; de outro, uma equipe atolada numa crise, sem perspectiva de recuperação – mestre Cuca não é milagreiro. Só não ficou no ‘oxo’ porque Carlos Eduardo, execrado pelos palmeirenses, marcou um golaço.

Bola de lixo. CA de Barros e Silva. A torcida do soberano São Paulo resolveu homenagear o chefão no Choque-Rei, cantando a plenos pulmões para Leco tomar caju. Também gritou ‘não é mole não, eu tô cansado de time amarelão’, ‘time sem vergonha’ e ‘Ô Leco! Quebra meu galho! Sai do São Paulo e vai pra casa do c…’

Bola sete. “O Corinthians foi ofendido de maneira gratuita e repugnante pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em pronunciamento na FGV. O problema está no fato de ele dizer que o Corinthians ganha Campeonato Brasileiro porque toda hora tem um pênalti roubado a seu favor em Itaquera” (do blog do Perrone, no Uol – lamentável).

Dúvida pertinente. Pato, R$ 1 milhão por mês, a salvação do soberano Tricolor?

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Mesmo sem mostrar muito apetite, Palmeiras devora o soberano Tricolor e mantém freguesia

Estava na cara e no bico da chuteira: o soberano São Paulo só deixaria o papel de ‘bobo da corte’ no Choque-Rei se incorporasse as grandes equipes que um dia o levaram ao topo do planeta bola. Os deuses do futebol, porém, estavam de folga e o Tricolor levou mais uma paulada do Palmeiras: 1 a 0, na casa alugada do Pacaembu (17.755 pagantes/R$ 689.900).

A freguesia segue impávida: desde 2009, em jogos do Paulistinha, a pré-temporada, o Tricolor não consegue derrotar o coirmão. Tomou sete cacetadas e empatou três vezes. No retrospecto recente, incluindo também o Brasileirão, o São Paulo carrega cinco fracassos consecutivos. No histórico geral, a vantagem é são-paulina: 108 triunfos contra 105 do Palestra em 312 jogos.

Como desgraça pouca é aperitivo em banquete do diabo, o Tricolor está no fio da navalha no campeonato. Em segundo lugar no grupo D, com 14 pontos, precisa torcer por um triunfo do Corinthians sobre o Oeste (terceiro, com 12). Na última jornada, sem Hernanes, enfrentará o São Caetano, quarta, no Anacleto Campanella.

Já o Palmeiras carimbou a vaga ao mata-mata, mas ainda não assegurou o primeiro lugar no grupo B. Acumula 22 pontos contra 19 do Novorizontino. No meio da semana, o time recebe a Ponte na mansão Allianz Parque. O Novorizontino encara a Ferroviária em casa.

Um chute despretensioso do garoto Antony e uma boa cobrança de falta de Hernanes, defendida por Weverson, foram os melhores momentos do primeiro tempo. Muito pouco para mexer no placar.

O Tricolor, com forte marcação e procurando diminuir os espaços para o ataque palmeirense trabalhar, se mostrou mais ambicioso em campo. Faltou-lhe, porém, mais qualidade técnica e criatividade para superar o bloqueio adversário.

Os periquitos em revista adotaram a velocidade de um bicho preguiça. Não produziram absolutamente nada. O goleiro Tiago Volpi passou 45 minutos trocando figurinhas com o gandula.

Uma atuação abaixo da crítica. Desinteressante. Em nenhum momento o Palestra justificou a fama de bambambã do ludopédio nacional. Pecou na transição da bola e na falta de vontade em agredir o coirmão. Também insistiu em cometer faltas, tanto que ganhou quatro amarelos – Antônio Carlos, Gustavo Goméz, Moisés e Borja.

Números do Choque-Rei chinfrim na etapa inicial: posse de bola – 60% a 40% para o Palmeiras; finalizações – 7 a 1 para o Tricolor; faltas – 12 a 10 para o São Paulo; escanteios – 3 a 0 para o Tricolor; desarmes – 12 a 8 para o São Paulo; passes errados – 13 a 11 para o São Paulo.

O Palmeiras voltou do vestiário com Carlos Eduardo no lugar do inútil Borja, que chegou a irritar o ‘sargento’ Felipão em alguns lances. Ou seja, o futuro do colombiano está cada vez mais complicado no Palestra.

A troca injetou uma boa dose de ânimo no até então apático time palmeirense. Logo no primeiro minuto, Dudu quase marcou em chute que passou raspando a trave. Aos 18, Goulart só não abriu o placar porque foi travado pelo ótimo Arboleta.

Inferiorizado tecnicamente, o Tricolor sofreu um baque aos 25: perdeu Hernanes, lesionado, o único que realmente incomodava os palmeirenses. Entrou Brenner. Reinaldo, também machucado, foi substituído por Léo. E, mais tarde, Luan por Everton Felipe.

Aos 34, a superioridade do Palestra foi traduzida num golaço. Carlos Eduardo tabelou com Dudu e soltou uma bomba de fora da área. A bola bateu no travessão e entrou. Primeiro gol de Carlos Eduardo, que vinha sendo execrado pela torcida.

O gol nocauteou o Tricolor. Que, sem força para reagir, tentou empatar por meio de cruzamentos inúteis, facilitando a vida do Palestra. Que terminou o embate com Bruno Henrique (saiu Moisés) e Jean (Dudu).

Após o gol, a torcida do Tricolor resolveu homenagear o chefão CA de Barros e Silva, cantando a plenos pulmões para Leco tomar caju. Também gritou ‘não é mole não, eu tô cansado de time amarelão’, ‘queremos jogador’ e ‘time sem vergonha’. E dá-lhe vaias após o apito final.

O São Paulo perdeu os três clássicos que disputou em 2019. Antes de ser batido pelo Palmeiras, havia sido derrotado por Peixe (2 a 0) e Corinthians (2 a 1).

A partida marcou o retorno de sua senhoria, o assoprador de latinha Thiago Duarte Peixoto. Ele ficou afastado durante dois anos. Passou por uma reciclagem depois de expulsar um jogador errado num Corinthians x Palmeiras. Duarte voltou atrapalhado e falando muito.

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Peixe perde o jogo, a liderança do grupo e não tem mais a melhor campanha do campeonato

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O Peixe desidratou na 11ª e penúltima rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, antes do mata-mata das quartas de final. Perdeu para o Novorizontino por 1 a 0, na casa alugada do Pacaembu (9.020 pagantes/R$ 215.767), deixou de ser líder do grupo A e não tem mais a melhor campanha entre os 16 participantes do campeonato.

A equipe santista, já classificada, foi superada pelo Red Bull Brasil, que bateu o São Bento por 3 a 2 e chegou a 24 pontos, um à frente do Peixe – os dois times se enfrentarão nas quartas. Ponte e São Caetano estão fora da briga. Além de assumir a ponta geral do torneio, o Red Bull rebaixou o São Bento.

O Novorizontino pulou para 19 pontos no grupo B, mesmo número do Palmeiras, mas se dá mal no saldo de gols (6 a 1). Para garantir a vaga já neste sábado, o Tigre precisa torcer por um tropeço do Guarani (terceiro, com 14) contra a Ponte Preta.

O Novorizontino tentou surpreender o Peixe no início da partida. Pressionou a saída de bola dos santistas e chegou a assustar numa batida de escanteio, mas o goleiro Vanderlei evitou o gol olímpico.

A equipe santista deu o troco aos 8. Em velocidade, envolveu o adversário e só não marcou porque Matheus Sales tirou em cima da linha uma conclusão de Cueva (foto). A jogada começou com Rodrygo. O garoto invadiu a área e cruzou para o peruano, que chutou sem goleiro e o zagueiro cortou.

Na sequência, após outra tabela entre Rodrygo e Cueva, o atacante parou nas luvas de Vagner. O Santos diminuiu o ritmo, passou a errar muitos passes e a centralizar demais as arrancadas, facilitando o bloqueio do Novorizontino.

Pior: ao avançar sem inteligência, abriu espaços na defesa, e pimba na caxirola: aos 30, festa do interior. Em contragolpe, Felipe Marques deixou Victor Ferraz na saudade e tocou para Murilo chutar cruzado. Na bacia das almas, o Novorizontino poderia ter assinalado o segundo gol. Só que Felipe Marques optou por cavar um pênalti numa dividida com Vanderlei, sem sucesso. Um ator canastrão.

O Santos voltou do vestiário disposto a partir para o abafa, enquanto o Novorizontino procurou se fechar e explorar os contragolpes. Sem competência no meio de campo para criar jogadas e insistindo nos chuveirinhos para a área, o Peixe só não tomou mais gols porque Felipe Marques perdeu duas boas oportunidades.

O ‘professor’ Jorge Sampaoli tentou melhorar a produção do time, com três mudanças: saíram Cueva, Soteldo e Rodrygo, entraram Felippe Cardoso, Copete e Sasha, respectivamente. Não adiantou. O Peixe nadou para a segunda derrota no campeonato.

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Pitaco do Chucky. Massacre em Suzano: 10 mortos por atiradores de 17 e 25 anos. E ainda querem a flexibilização da posse de arma de fogo.

Jiló com açúcar. O soberano São Paulo terá um pequeno desafio no clássico com o Palmeiras. Desde 2009, considerando apenas os jogos do Paulistinha, a pré-temporada, o Tricolor não consegue derrotar o coirmão. Levou seis bordoadas e empatou três vezes. No retrospecto recente, incluindo também o Brasileirão, o São Paulo carrega quatro fracassos consecutivos. O último triunfo tricolor foi em maio de 2017: 2 a 0, no Morumbi, pelo primeiro turno do torneio nacional. No histórico geral, a vantagem é são-paulina: 108 triunfos contra 104 do Palestra em 311 jogos.

Zé Corneta. CA de Barros e Silva, o carismático Leco, mandou um recado à torcida e aos conselheiros: a possibilidade de renunciar à presidência do soberano Tricolor é zero. Cumprirá o mandato até 31 de dezembro de 2020.

Cocoricó. ‘Eu acredito’… até a página três. Por mais que os jogadores e o ‘professor’ Levir Culpi tentem vender otimismo, a maioria dos torcedores do Galo acredita ser praticamente impossível uma virada da equipe no grupo E da Libertados. Além de o time ter sofrido duas derrotas em dois jogos, também está tropeçando na incompetência tática e técnica. Mais um tropeço nos quatro jogos restantes, e Inês é morta. Galo na panela para uma boa canja. Desde 2000, apenas 8,2% das equipes se classificaram para o mata-mata após tomar duas bordoadas seguidas nas primeiras partidas da fase de grupos. Ou seja, 91,8% foram eliminados.

Sugismundo Freud. Só é realmente forte quem segue em frente mesmo na dor.

Calote e greve. Em protesto contra os salários atrasados, os jogadores do Fluminense não treinaram nesta sexta. O Tricolor encara o Botafogo no domingo, pelo Carioquinha. O clube deve 13º e férias de 2018, salários de janeiro (parte) e fevereiro, direitos de imagem desde novembro do ano passado. A folha de pagamentos do clube chega a R$ 5 milhões.

Zapping. A plim plim apelará ao narrador Galvão Bueno no combate à exibição do Brasileirão na Turner (TNT e Space). Pela primeira vez, Galvão transmitirá jogos no SporTV e Premiere.

Futebolês. A pátria das chuteiras furadas nunca encarou uma fase tão medíocre internacionalmente (e também domesticamente). É uma paulada atrás de outra. Incompetência tática, além de técnica supervalorizada. ‘Professores’ falando muito e mostrando pouco, ou quase nada, pelo holerite que recebem nos principais clubes do país – entre R$ 500 mil e R$ 900 mil, mais bônus por conquistas. E dá-lhe ‘me-engana-que-eu-gosto’, o intragável ‘futebolês’ após os jogos. É um blá-blá-blá de queimar feijoada: amplitude, box-to-box, enganche, jogo apoiado ou propositivo, jogo reativo, linha sustentada…

Futebolês 2. Segue o livro de boas intenções e resultados para lá de duvidosos: park the bus (retranca, como se tivesse colocado um ônibus para bloquear o adversário), pressão alta, ritmista e terço final. Balanço final: uma coleção de fracassos, como o papelão da seleçãozinha no Sul-americano sub-20 – ficou em quinto lugar no hexagonal que, acredite!, classificava quatro países; soberano São Paulo eliminado pelo badalado Talleres na pré-Libertadores; e Peixe desclassificado pelo destruidor River Plate, o genérico do Uruguai, na Sul-americana.

Dona Fifi. O futebol feminino vai bem, obrigado. O ingresso mais caro para a decisão da Champions custa 3 euros (R$ 12). A bola vai rolar em 18 de maio, em Budapeste. As meninas merecem mais respeito.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “As pessoas continuam confundindo habilidade, técnica e criatividade. O talento é a união, a síntese, dessas três características, mais a eficiência física e emocional. Os craques possuem todas essas virtudes, porém, em variáveis proporções. Cristiano Ronaldo tem uma técnica tão espetacular nas finalizações, que sua habilidade costuma passar despercebida. Messi tem a habilidade, a técnica e a criatividade dos grandes armadores e atacantes. Embora seja nitidamente inferior, Neymar também possui esse imenso repertório.” No alvo.

Caiu na rede. Em terra de esqueleto qualquer fratura é exposta.

Tititi d’Aline. Adriano, o Imperador, comunica, by Instagram: “Agora é para valer. Contrato oficial assinado! Bananeira Filmes, da produtora Vânia Catani, já está com o aval para dar início ao filme sobre minha vida! Tudo o que vocês sempre quiseram saber em breve nas telonas!”. O longa deve estrear em 2020.

Você sabia que… o ‘professor’ Levir Culpi tem apenas 42% de aproveitamento no comando do Galo na Libertadores, acumulando cinco triunfos, quatro empates e seis derrotas?

‘Bola de ouro’. Mamãe Fifa. De olho no faturamento, quer aumentar de 32 para 48 o número de seleções na Copa do Catar, em 2022. A decisão sobre a nova maratona (80 jogos e não mais 64) sairá em junho, num encontro da cartolagem em Paris. O gigantismo já atingiu o Mundial de clubes. A partir de 2021, será realizado a cada quatro anos, com 24 equipes, e substituirá a Copa das Confederações. Os europeus ameaçam boicotá-lo.

Bola de latão. Manoel/Henrique. A dupla provoca frisson na Fiel. Comete erros ridículos, como o pênalti de Manoel no duelo com o Ceará. A torcida revive os grandes e saudosos desempenhos de Betão, o Eterno e Zelão na campanha do rebaixamento no Brasileirão em 2007. Acorda, Carille!

Bola de lixo. CBF. Os chatos Diego Garcia e Sérgio Rangel, do ‘Folhão’, provaram por a+b+c+o diabo a quatro, que o impoluto Circo Brasileiro de Futebol já havia escolhido a Sport Promotion como vencedora de concorrência para publicidade estática nos estádios antes mesmo de outros interessados apresentarem propostas. Jogo de cartas marcadas, uma rotina na casa maldita do ludopédio nacional.

Bola sete. “Em recente reunião do Comitê de Gestão do Santos, o presidente José Carlos Peres, após discussão sobre a falta de alvará de funcionamento da ‘Casa Meninos da Vila’, soltou a pérola: “Vamos notificar os donos do imóvel para que regularizem a situação”. Pois é. O imóvel, desde 2016, pertence ao Santos” (do blog do Paulinho – fala sério!).

Dúvida pertinente. Quando CA de Barros e Silva e outros cardeais aceitarão eleições diretas no soberano São Paulo?

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Love comanda vitória que deixa o Corinthians em ótima situação na Copa do Brasil

O Corinthians ficou numa situação privilegiadíssima na terceira fase da Copa do Brasil. A equipe derrotou o Ceará por 3 a 1, no Castelão (26.199 pagantes), e avançará no torneio até com uma derrota por um gol de diferença, em 3 de abril, no Itaquerão, minha casa minha vida. O time cearense precisa ganhar, no mínimo, por dois gols de vantagem para provocar a disputa por pênaltis.

Júnior Urso, Vagner Love e Jadson marcaram para o Corinthians, enquanto Juninho, de pênalti, fez o gol do Ceará. O ‘artilheiro do amor’ foi o destaque do triunfo. A bola rolou com 20 minutos de atraso por conta de uma tempestade.

O Corinthians se adaptou melhor ao campo pesado, encharcado por causa da chuva, e tomou conta da partida no início. Poderia ter aberto o placar aos 6 minutos, mas sua senhoria, o assoprador de apito Leandro Vuaden, ignorou um pênalti de Eduardo Brock em Vagner Love.

Dois minutos depois, a equipe corintiana fez a festa. Clayson levantou a bola, Boselli escorou e Júnior Urso completou de cabeça para o gol. Segundo tento do meio-campista em seis jogos. Que, por sinal, deveria ser anulado: Boselli estava impedido quando tocou a bola para o companheiro.

Irritada com os erros do time, a torcida do Ceará passou a reclamar de alguns jogadores. Aí apareceu Manoel, o Papai Noel corintiano: o zagueiro deu um tranco ridículo em Luiz Otávio dentro da área. Pênalti! Juninho cobrou e empatou aos 20.

O Corinthians sentiu o golpe. O Ceará cresceu e dominou os 10 minutos finais do primeiro tempo. Só que não soube aproveitar a superioridade e as falhas defensivas da equipe paulista, principalmente pelo meio e pelo setor de Avelar na esquerda.

No segundo tempo, com o gramado mais seco, o Corinthians liquidou o Ceará. Aos 18, Sornoza, que estava apagado, deu ótimo passe a Vagner Love. O ‘artilheiro do amor’ chutou na saída do goleiro Richard e desempatou. Pouco antes, o ‘professor’ Fabio Carille havia trocado Boselli por Ramiro.

Aos 26, Danilo Avelar cruzou na medida para Jadson emendar de primeira e matar o Ceará. O meia havia substituído Sornoza. Com 3 a 1 no placar, o Corinthians procurou rodar a bola à espera do apito final. Carille ainda mexeu outra vez: Júnior Urso por Richard.

O time paulista detonou uma invencibilidade de 17 jogos do Ceará. Foi o 20° jogo entre as duas equipes, com vantagem paulista de 10 a 2.

Pela Libertadores, o Flamengo obteve o segundo triunfo consecutivo. Sem grandes dificuldades, o Urubu passou pela LDU: 3 a 1, no ‘new Maraca’ (58.034 pagantes/R$ 2.596.530,50). O Rubro-negro lidera o grupo D, com seis pontos – 100% de aproveitamento.

Mesmo cometendo dois pênaltis infantis (Diego Alves defendeu o primeiro), o Flamengo dominou o adversário desde o começo. Everton Ribeiro, Gabigol e Uribe garantiram os três pontos ao Urubu. Na bacia das almas, Borja diminuiu.

No Beira-Rio (39.411 espectadores/R$ 1.806.983), o Saci colorado superou o Alianza Lima por 2 a 0, gols de Nico Lopez. Havia quatro anos que os gaúchos não jogavam em casa pelo torneio continental.

O Inter comanda o grupo A, com seis pontos. E o time ainda foi beneficiado pelo ‘oxo’ entre River Plate e Palestino. A equipe gaúcha abriu quatro pontos de diferença para o River, o segundo colocado. Na próxima rodada, os peruanos vão ao Chile enfrentar o Palestino, em 2 de abril. Já o Saci receberá o River no Beira-Rio, no dia 3.

Na Champions, Barcelona e Liverpool garantiram as últimas vagas às quartas de final. Com ótima atuação do hermano Messi, o time catalão arrasou o Lyon por 5 a 1, no estádio Camp Nou. Messi marcou dois e deu assistência para Piquet e Dembélé. O brasileiro Philippe Coutinho também correu para o abraço após passe de Luis Suarez. Tousart descontou.

O Barça disputará as quartas pela 12ª vez consecutiva. O time espanhol estabeleceu novo recorde na Champions: 30 duelos seguidos em casa sem derrota (27 vitórias e três empates). A marca anterior pertencia ao Bayern de Munique, obtida entre 1998 e 2002.

Na Alemanha, o Liverpool bateu o Bayern por 3 a 1. A grande estrela da equipe inglesa foi o endiabrado Mané. O atacante assinalou dois gols, o primeiro em grande estilo: deixou o goleiro Neuer na saudade e tocou levemente para a rede. Van Djik completou o placar. Matip, contra, anotou para os alemães.

O sorteio das quartas será nesta sexta. Os ingleses dominarão as bolinhas com quatro representantes, repetindo a história de 2007/08 e 2008/09. Somente o futebol inglês conseguiu carimbar três vezes tantos clubes nas quartas.

Os times da rainha no próximo mata-mata: Manchester City, Liverpool, Tottenham e Manchester United. Os outros classificados: Barcelona, Juventus, Porto e Ajax.

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Palmeiras ‘Azulão’ emplaca segunda vitória na Libertadores; torcida critica novo enxoval

Felipe Melo comemora o gol marcado no primeiro tempo

No primeiro embate diante da torcida pela Libertadores, o Palmeiras fez a lição de casa e derrotou o fraco Melgar, do Peru, por 3 a 0, gols de Felipe Melo (foto), Ricardo Goulart (destaque do time) e Deyverson, que substituiu o colombiano Borja.

A galera gostou da apresentação do Palestra na mansão Allianz Parque (30.023 pagantes/R$ 1.928.255,40), mas boa parte torceu o nariz para o enxoval azul usado em homenagem à conquista da América em 1999 e também ao herói do título, ‘são Marcos’. Nas redes sociais, as críticas ao novo uniforme prevaleceram.

O Palmeiras precisou de poucos minutos para se impor em campo e dominar o limitado Melgar, vice-lanterna do Campeonato Peruano com apenas um ponto em nove disputados.

A certeza de que os três pontos seriam conquistados sem muita dor de cabeça veio aos 25 minutos de partida. Dudu cobrou escanteio pela esquerda, Ricardo Goulart desviou no primeiro pau e Felipe Melo completou para a rede.

A situação, porém, poderia ter se complicado aos 30. Felipe Melo deu uma tesoura por trás em Arias e sua senhoria, o assoprador de latinha paraguaio Mario Diaz de Vivar, mostrou apenas o cartão amarelo. O pitbull palmeirense merecia o vermelho.

O Palestra poderia ter fechado o primeiro tempo com um placar mais dilatado. Criou boas chances, principalmente no jogo aéreo, mas falhou no lance final.

A equipe peruano voltou mais ousada no segundo tempo. Abandonou os contragolpes, tentou superar a zaga palmeirense no toque de bola e quebrou a cara. Aos 8, após passe de Deyverson, Scarpa avançou pela direita, cruzou e Ricardo Goulart, sozinho, cabeceou sem chance para o goleiro Cáceda.

Aos 25, Deyverson nocauteou o Melgar. O centroavante recebeu de Ricardo Goulart, deixou dois peruanos na saudade e finalizou de canhota, no contrapé de Cáceda. Na sequência, Thiago Santos substituiu Felipe Melo.

Com o triunfo garantido, o ‘sargento’ Felipão trocou Ricardo Goulart por Hyoran e Deyverson por Borja. Ao final, a torcida aplaudiu o ‘Azulão’ do Parque Antártica.

Com 100% de aproveitamento (seis pontos em dois confrontos), os periquitos em revista enfrentarão o San Lorenzo, em 2 de abril, pela terceira rodada do grupo F. Já no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, o time jogará contra o soberano Tricolor, sábado, no Pacaembu.

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Pitaco do Chucky. Por qué no te callas, capitão?

Dono da área. O futebol perdeu mais uma parte de sua alma: Coutinho, um gênio que se foi aos 75 anos, vítima de infarto. Um craque incapaz de dar um bico na bola. Seria uma suprema heresia! Encantou a todos desde os 14 anos e 11 meses no ataque do Peixe. Atleta mais jovem a estrear no time principal. Um czar na grande área. Superior a Pelé, segundo o próprio ‘rei’. Antônio Wilson Honório defendeu o Santos entre 1958 e 1968 e depois em 1970. Em 467 jogos, marcou 372 gols. Um colecionador de títulos (Copa de 1962, Mundiais de 1962/63, penta brasileiro e hexa paulista) e melhor parceiro de Pelé. Não tinha papas na língua. Nem fazia média com ninguém. Odiava os holofotes. Gostava mesmo é dos amigos de boteco. Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe: quem viu viu, quem não viu que se exploda!

Dono da área 2. Do ‘rei’ Pelé, ao saber da morte de Coutinho, seu maior parceiro no ataque do Peixe na década de 60: “É uma grande perda. A tabelinha Pelé e Coutinho fez o Brasil ficar mais conhecido no mundo todo. Tenho certeza que um dia faremos tabelinha no céu. Minhas condolências à família.”

Zé Corneta. Sai Diego Souza, fica Carneiro: dá para entender?

Pechincha. Quem estiver disposto a gastar 4,5 bilhões de euros (R$ 19,3 bilhões) para degustar uma paella com frutos de ouro pode aterrissar em Barcelona. É o total das multas dos 11 titulares do time catalão. A pérola do banquete, obviamente, é o hermano Messi. Ele lidera o ranking com multa de 700 milhões de euros (R$ 3 bilhões). Depois aparecem Piqué, Busquet, Sergi Roberto, Alba e Umtiti, com 500 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões cada). Philippe Coutinho e Dembélé vêm na sequência (R$ 1,7 bilhão cada), seguidos por Suárez (R$ 850 milhões), Ter Stegen (R$ 770 milhões) e Rakitic (R$ 530 milhões).

Pechincha 2. O interessado em adquirir um elenco mais em conta pode bater na porta do Palmeiras. De acordo com o ‘Transfermarkt’, site especializado no mercado da pelota, o grupo dos periquitos em revista vale 112 milhões de euros (R$ 485 milhões). É o mais caro da Libertadores. Em segundo aparece o Boca Juniors, com 103 milhões de euros (R$ 440 milhões). O Flamengo fecha o trio de ouro com 96,2 milhões de euros (R$ 395 milhões). O top 10 do pé de obra da Libertadores:

1 – Palmeiras – 112 milhões de euros
2 – Boca Juniors – 103 milhões de euros
3 – Flamengo – 96,2 milhões de euros
4 – River Plate – 96 milhões de euros
5 – Grêmio – 77,3 milhões de euros
6 – Saci colorado – 62,5milhões de euros
7 – Raposa – 51 milhões de euros
8 – Galo – 46 milhões de euros
9 – Furacão – 37 milhões de euros
10 – San Lorenzo – 36,5 milhões de euros

Sugismundo Freud. Nem passado nem futuro: concentre-se no presente.

Telinha. A Fox Sports está arrebentando a concorrência com a transmissão da Libertadores. É uma surra atrás de outra no bloco da TV paga. San Jose 0 x 1 Flamengo rendeu a terceira maior audiência da história do canal.

Caiu na rede. Soberano Tricolor parece templo religioso: está sempre em reconstrução.

Vassourada. A mídia francesa não dorme de toca e já começou a especular sobre a reformulação no PSG, após o retumbante fracasso do time na Champions. O uruguaio Cavani, o hermano Di Maria e o brasileiro Daniel Alves devem encabeçar a lista dos convidados a tomar um espumante no RH. Já Neymar e Mbappé são inegociáveis. Os planos do clube incluem reforços que custem apenas 50 milhões de euros.

Gilete press. De Jaeci Carvalho, do Estado de Minas: “O príncipe catariano, dono do PSG, pode ter todo o dinheiro do mundo, mas nunca terá um grupo, um time, pois as vaidades no clube francês são grandes. Neymar, Mbappé, Cavani, Daniel Alves e Thiago Silva… É muito pra mim. O PSG é um bando em campo, e bando nunca foi vitorioso no futebol. Resta a Neymar e companhia comemorarem o título francês, pois o campeonato é dos mais fracos e não há como não ser campeão.” Fato.

Tititi d’Aline. O ‘professor’ Jorge Sampaoli precisou de poucos jogos para virar o rei da cocada no aquário da Vila Belmiro. O Peixe começou a vender camisas personalizadas do hermano por R$ 189,90. O enxoval de ‘Sampaolé’ pode ser comprado nas lojas do Santos. É um sucesso. O treinador também é o grande chamariz do clube para tentar arrumar um patrocinador master.

Você sabia que… o Campeonato Acreano atraiu 2.582 torcedores em 23 jogos, com a média de 215 por partida?

Bola de ouro. Cristiano Ronaldo. O gajo estraçalhou o Atlético de Madrid na Champions. Marcou três gols e garantiu a classificação da Juventus às quartas de final. O time espanhol havia vencido o primeiro embate por 2 a 0, em Madri. A renda do jogo foi de cinco milhões de euros. Menção honrosa: Manchester City. A equipe precisava apenas de um empate, já que havia derrotado o Schalke por 3 a 2, mas massacrou os alemães no Etihad Stadium: 7 a 0, gols de Agüero (dois), Sané, Sterling, Bernardo, Foden e Gabriel Jesus.

Bola de latão. Criciúma. Adotou uma nova tática para combater as vaias da torcida ao cartolão Jaime Dal Faria: abafar o protesto nas arquibancadas do estádio Heriberto Hulse entoando o hino do clube no sistema de som. A galera ficou uma fera com a ‘censura’ e protestou ainda mais na derrota para a Chape por 1 a 0.

Bola de lixo. Onaireves Moura. A Justiça do Paraná decretou a prisão do ex-presidente do Furacão (1982/83) e da Federação Paranaense de Futebol por mais de duas décadas. O cartola foi condenado a 22 anos, quatro meses e 12 dias em regime fechado por formação de quadrilha, apropriação indébita e estelionato. Não cabe mais recurso. O crime foi denunciado em 2007. Moura foi preso à época, mas conseguiu hábeas corpus. Ele também foi deputado estadual (PTB-PR) em 1990 e teve o mandato cassado em 1993. A polícia já caça o cartola para executar a prisão.

Bola sete. “Faleceu o ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda. Ele tinha um câncer no cérebro. Eurico foi um dos pouquíssimos amigos que fiz no futebol. Com certeza, sentirei falta de fumarmos um charuto juntos e dos bons papos que batíamos. Meus sentimentos à família!” (do ex-atacante e senador Romário – o cartola, que morreu aos 74 anos, estava em estado grave e não conseguia mais se alimentar; Eurico comandou o Vasco entre 2001/08 e 2014/17, e foi deputado federal entre 1994/02).

Dúvida pertinente. Palmeiras: verde ou azul, qual a cor da inveja?

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