Peixe de Sampaoli dá vexame contra uruguaios e morre afogado na Sul-americana

A pátria das chuteiras furadas colecionou mais um momento histórico. Depois da eliminação do soberano São Paulo no banquete do Talleres, na pré-Libertadores, chegou a vez de o Peixe ser devorado por um coirmão gringo. O time apenas empatou com o River Plate, do Uruguai, por 1 a 1 e caiu fora da Sul-americana. Um vexame!

Esperava-se um passeio do Santos, o melhor time paulista neste início de temporada, contra um adversário que nunca festejou um caneco nacional e é considerado pequeno no futebol uruguaio. Um eterno coadjuvante.

O Peixe precisava de uma vitória simples, já que o primeiro confronto do mata-mata, há duas semanas em Montevidéu, terminou sem gols. Os uruguaios se classificaram pelo critério de gols marcados fora de casa.

De nada adiantou o ‘professor’ Jorge Sampaoli poupar vários titulares no clássico com o Palmeiras no fim de semana. A equipe se mostrou incompetente para carimbar a vaga à segunda fase, num Pacaembu vazio por causa de uma punição da Conmebol aos santistas – conflito entre torcedores e PMs na eliminação do time nas oitavas de final da Libertadores de 2018, contra o Independiente.

Apesar de ter maior posse de bola no primeiro tempo (78% a 22%), o Santos criou poucas chances. Falhou nas triangulações e tabelas. Acertou o gol apenas duas vezes. O River montou um forte bloqueio defensivo e limitou-se a esporádicos contragolpes, sem sucesso.

A equipe da Baixada partiu para uma blitz na volta do intervalo, bobeou na marcação e tomou um gol no contra-ataque. Aos 9 minutos, Mauro da Luz recebeu ótimo passe entre os zagueiros do Peixe, driblou Vanderlei e saiu para o abraço.

Na sequência, Pituca foi substituído por Felipe Cardoso. Pouco depois, saiu Alison e entrou Yuri. O Santos partiu para o abafa, mas só conseguiu empatar aos 41, num chute de Jean Mota. Tarde demais para uma virada e para driblar o primeiro retumbante fracasso do hermano Jorge Sampaoli.

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Pitaco do Chucky. Pep Guardiola, um ‘professor aloprado’: apenas um título a cada 22 jogos no comando de uma equipe.

Tungada. A badaladíssima Taça Rio, o segundo turno do Carioquinha, começou em ponto de bala… Juquinha. Nada menos que 21 mil torcedores foram assistir a estreia de Ganso no Fluminense contra o Bangu. Deixaram nas bilheterias R$ 510.292. Na hora da prova dos nove, um prejuízo de R$ 114.556,72. As despesas atingiram R$ 624.758,72. Como perdeu a partida por 2 a 0, o Bangu mergulhou num prejuízo de R$ 68 mil e uns trocados. O Fluminense pagou R$ 45,8 mil para jogar. O glorioso time da federação beliscou R$ 46.139,40.

Tungada 2. O Urubu voou mais feliz contra o Americano, também no ‘new Maraca’. Levou 26.405 torcedores e faturou R$ 578.979. Contas a pagar: R$ 885.673. Cheque especial: R$ 306 mil, sem contar os R$ 6.200 do antidoping. Gol de placa da Ferj: R$ 51.984,30. Despesas com o estádio: infraestrutura – R$ 82 mil; aluguel -R$ 120 mil; contas de consumo – R$ 150 mil; custo operacional – R$ 284 mil.

Zé Corneta. Tem jogador que gosta tanto de carnaval que passa o ano todo de máscara.

Paredão. Independentemente do que acontecerá contra o Racing, pela Sul-americana, o duelo no estádio El Cilindro será especial para Cássio. Ele atingirá 395 jogos com a camisa do Corinthians, mesma marca do grande Gylmar dos Santos Neves, segundo goleiro com mais embates pelo clube. O líder do ranking é Ronaldo, com 602 duelos, entre 1988 e 1998.

Sugismundo Freud. A grandeza aparece depois de alguns golpes da vida.

Tchau, queridos! O chefão do soberano Tricolor, CA de Barros e Silva, o carismático Leco, decidiu colocar os veteranos Nenê e Diego Souza no timão do Titanic que deverá zarpar do porto do Morumbi antes da chegada de mestre Cuca. Jucilei e Bruno Peres serão convocados como marinheiros.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Atlético-MG lança DVD com títulos importantes e leva Oscar de melhor curta-metragem.

A hora da corneta. O ninho dos periquitos em revista arde com o diz que diz de conselheiros da oposição: uma misteriosa proposta chinesa sempre aparece quando um jogador pede aumento ou precisa ficar bem na fita com a torcida – em nome do amor ao clube rejeita a milionária oferta. Foi assim com o atacante Dudu, o volante Bruno Henrique e o centroavante Deyverson, o queridinho de Felipão.

Gilete press. Do blogueiro Menon, no Uol: “Deyverson, depois de nova trapalhada, disse que é um menino. Menino maluquinho, dizem outros. O fato, porém, é que entre um pontapé e uma cuspida, uma piscadinha e um vídeo mentiroso, nunca foi visto rasgando dinheiro ou pulando de avião. Há os gols, é lógico. Foram importantes. Valem a pena? O custo benefício é bom?O Palmeiras, o time mais rico do Brasil, merece ser refém de um jogador desse nível e com esse comportamento? O clube decidiu que sim. O que mostra o baixo nível do futebol brasileiro, mesmo quando se fala de um clube exemplar.” No queixo!

Tititi d’Aline. Consenso corintiano: dos reforços contratados desde o ano passado, a maior decepção é Angelo Araos, 22 anos, comprado da Universidad de Chile por US$ 4 milhões (R$ 17 mi à época). Nesta temporada, ele jogou apenas 145 minutos. Em 21 confrontos, Araos se destacou mesmo por duas expulsões, contra a Raposa (Copa do Brasil) e o soberano Tricolor (Brasileirão) em 2018.

Você sabia que… o Palmeiras arrecadou R$ 688,5 milhões em 2018, um recorde, e teve um superávit de R$ 30,7 milhões?

‘Bola de ouro’. Trio de Ferro. Palmeiras (sete), Corinthians (sete) e soberano São Paulo (nove) merecem placa de produtividade dos torcedores. Após oito rodadas do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, marcaram nada menos que 23 gols… juntos. Fantástico show de emoções. O Peixe de Sampaoli fez 16.

Bola de latão. Corinthians. Um ótimo celeiro de ‘vovôs’: ficou com Henrique e emprestou o promissor Léo Santos ao Fluminense. Pior: ainda vai pagar o salário do jovem zagueiro.

Bola de lixo. Palmeiras. Represou as perguntas ao atacante Deyverson na entrevista para explicar por que havia recusado uma milionária proposta do futebol chinês (R$ 1,5 milhão mensais). Apenas três jornalistas puderam fazer perguntas.

Bola sete. “O futebol brasileiro está nivelado por baixo. Os técnicos andam muito mais preocupados em garantir o emprego. Aí vem o Sampaoli e sacode a profissão, leva o Santos a outro patamar. Por que não seguem o exemplo dele?”. É vero.

Dúvida pertinente. O Corinthians vai dançar o tango contra o Racing?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br 

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