Mestre de artilheiros: todo clube devia ter um

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De Roberto Avallone, no UOL

A idéia não é exatamente nova, Mas pelo que se sabe, jamais foi colocada em prática. E é bem simples, bem lógica: se ao adotar o treinador de goleiros com o tempo o Brasil passou a ser a grande referência na posição(antes, os argentinos eram os Monstro Sagrados das redes)e o futebol passou a ser uma gigantesca indústria, por que não se cria a figura de Mestre(especialista) em outras posições?

Para começar, seria bom mexer com os homens que têm como missão fazer gols. Antes, no Brasil, centroavante nem precisava ser figurinha carimbada, existia aos montes, de todos os estilos, era uma referência para o mundo: Romário, Ronaldo Fenômeno, Careca- e dai por diante, para nem se falar nos mais antigos como Vavá, Mazzola, Ademir de Menezes(artilheiro da Copa do Mundo de 50,etc.Já nem me refiro a tempos mais remotos e jogadores que não vi em ação como Leônidas da Silva, O lendário Friednreich…

Hoje, nem se pede grandes goleadores, mas o mínimo que o futebol tem obrigação de oferecer. Quem é grande centroavante brasileiro hoje? Falava-se do jovem Pedro, do Fluminense, que se machucou; Firmino, do Liverpool, tem lá as suas virtudes, enquanto Gabriel Jesus(nenhum gol da Copa da Rússia). caiu de produção e basta um “camisa 9″ exibir algum ponto forte- como Gustagol, ótimo cabeceador do Corinthians- para ter suas virtudes exaltadas ao exagero.

Quando se vê um Borja perder inacreditável série de ” gols feitos”ou outro centroavante similar desperdiçar chances claras, logo vem a sentença: o técnico teria de ensinar”. Não e´assim, o treinador não tem obrigação de ser o Mestre em todos os fundamentos. Assim como Waldir Joaquim de Moraes. grande goleiro do passado. ajudou aos que estavam iniciando a carreira, só traria benefícios aos candidatos a artilheiros(hoje, estamos mais nesse ítem). se um Zico ensinasse as manhas dos dribles e dos arremates, se um Petkovic ajudasse os canhotos a fazer o que ele fazia. se um Evair desvendasse para os garotos os segredos dos chutes e das cabeçadas.

Tudo devidamente remunerado, é claro. Como em uma empresa, carente de “pé- de- obra” qualificada.

* Último texto do jornalista Roberto Avallone, 72 anos, que morreu nesta segunda, vítima de infarto

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“A Sociedade Esportiva Palmeiras lamenta o falecimento de Roberto Avallone e deseja toda força aos amigos e familiares do jornalista palmeirense” (de Flavio Florido, Avanti Palestra).

“Nunca fomos próximos, por circunstâncias. Fomos adversários: cartão verde x mesa redonda. Era exagerado, cheio de interrogações, memória privilegiada, contador de causos. Gostava dele. Figuraça! Descanse em paz!” (do jornalista José Ultrajano, do site Ultrajano).

“O Avallone não se assumia Palmeiras. Ele falava que era jornalista futebol clube, exclamação!. Em várias programas têm imitações dele. Acho que a maior homenagem que alguém pode ter é ser imitado carinhosamente” (de André Rizek, do SporTV).

“O jornalismo esportivo ficou mais triste hoje, vírgula, exclamação” (de Benjamin Back, do Fox Sports).

“O Sport Club Corinthians Paulista lamenta o falecimento do jornalista Roberto Avallone, profissional que atuou por mais de 50 anos no jornalismo esportivo. Neste momento de dor e luto, o Corinthians deseja muita força aos familiares, amigos e colegas de redação” (assessoria do Corinthians).

“O São Paulo Futebol Clube lamenta o falecimento de Roberto Avallone. O clube se solidariza e deseja força aos familiares, amigos e admiradores do jornalista” (assessoria do Tricolor).

“Para entender jargões de Avallone, é preciso entender o jornalismo brasileiro. O Jornal da Tarde (dirigido por Mino Carta) usava e abusava da pontuação em títulos. Isso virou uma escola. Quando Avallone sai do impresso para a TV ele leva a ideia. E fica ótimo, ponto de exclamação” (de Sérgio Xavier Filho, do SporTV).

“O Santos Futebol Clube lamenta o falecimento de Roberto Avallone. Nossos sentimentos aos amigos e familiares do jornalista” (assessoria do Peixe).

“Quando trabalhei na TV Gazeta tive o privilégio de conhecer e participar de vários programas do Roberto Avallone. Palmeirense e conhecedor de futebol como poucos, tinha um bom humor incrível com seus bordões Fica em paz” (de Serginho Groisman, da plim plim).

“Roberto Avallone foi um grande. Enorme. Ninguém da minha idade deixava de assistir o Mesa Redonda aos domingos. E principalmente por ele. No impresso era pauteiro de primeiríssima. Passagem marcante por aqui. Deixará saudades , e respeito” (de André Plihal, da ESPN).

“Só tenho coisas ótimas para falar dele. Porque era ao mesmo tempo alguém fácil de brigar e mais fácil ainda de gostar. Parece até o nosso time. Qualquer que ele seja. Mas essa incandescente paixão é rara. Essa é pra poucos. Da minha parte, jamais será tchau. Ou apenas o “ciao” italiano. O que é tanto chegada quanto despedida. Que é tudo que você representa pra mim. Minha chegada na televisão esportiva. Jamais o nosso adeus” (de Mauro Beting, na Jovem Pan).

Com a permissão do saudoso compositor e jornalista Sérgio Bittencourt: ‘Naquela mesa tá faltando ele… ‘

o que você achou? jr.malia@bol.com.br

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