Corinthians de Carille decepciona no começo da luta para detonar tabu de oito décadas

A caminhada do Corinthians em busca do tricampeonato começou como os secadores e a Fiel gostam: muito sofrimento e emoção no Itaquerão, minha casa minha vida (31.009 pagantes/R$ 1.203.885,70). O time de Fabio Carille, principal reforço para a temporada, só conseguiu evitar a derrota aos 49 minutos do segundo tempo, na única bola que acertou no gol do São Caetano – uma cabeçada de Henrique. O time do ABC saiu na frente com um pênalti cobrado por Rafael Marques, aos 28 da etapa inicial.

Com o resultado da primeira rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, o Corinthians ocupa o segundo lugar no grupo C, com um ponto. O Bragantino derrotou Guarani por 1 a 0 e lidera com três. Ferroviária e Mirassol têm zero. Quarta-feira, o time corintiano encara o Guarani, em Campinas.

Campeão em 2017 e 2018, o Corinthians tenta quebrar um tabu de 80 anos. A equipe ganhou o tri pela última vez em 1939. O campeonato ainda nem era organizado pela FPF. Fracassou em 1951/52 e 1982/83. O clube já festejou o tri em 1922/23/24 e 1928/29/30.

O Corinthians dominou a maior parte do jogo contra o Azulão. Criou boas oportunidades, mas falhou na hora da festa por incapacidade técnica e/ou desentrosamento.

Sornoza perdeu um gol incrível na etapa inicial após receber passe açucarado de Jadson. Deslocado erradamente para a esquerda, o equatoriano foi um dos piores em campo e acabou substituído por Gustavo Mosquito.

O lateral-esquerdo Danilo Avelar também não correspondeu. Errou muitos passes e cruzamentos. A torcida foi embora rezando pela volta de Guilherme Arana. Já pela direita, Fagner se destacou. Apoiou, driblou e levou perigo à zaga do São Caetano, além de mostrar-se eficiente na marcação. Não contou, porém, com a colaboração de André Luis.

Mesmo apelando para o futebol burocrático em vários momentos, o Corinthians mereceu o empate, principalmente depois da entrada de Pedrinho (saiu André Luis) e Gustavo Mosquito. O time ficou mais perigoso pelas pontas e acuou o São Caetano, que se preocupou apenas em garantir a vantagem.

Depois de desperdiçar chances com o zagueiro Marllon (bem na zaga) e o brigador Gustagol, o Corinthians saiu do sufoco no último lance da partida: após escanteio cobrado por Jadson, Henrique cabeceou sozinho para o gol. Alívio. E uma certeza: o Corinthians vai ter de melhorar muito para implodir um tabu de oito décadas.

No estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, o ‘bicho-papão’ Palmeiras também ficou no 1 a 1 com o Red Bull. As equipes mostraram mais luta do que competência. Nos acréscimos, o goleiro Júlio César, ex-Corinthians, operou um milagre e evitou o segundo gol palmeirense em cabeçada de Deyverson.

O campeão brasileiro marcou aos 13 minutos de partida. Gustavo Scarpa cruzou e o colombiano Borja completou de cabeça. Formado nas categorias de base do Palestra, o volante Jobson empatou aos 34, com um chutaço no ângulo.

Dos seis reforços contratados, apenas o atacante Felipe Pires estreou. Ele entrou no intervalo, no lugar de Scarpa. O meia Zé Rafael ficou no banco. Os outros quatro (Ricardo Goulart, Matheus Fernandes, Carlos Eduardo e Arthur Cabral) não foram inscritos no Paulistinha, mas podem entrar na lista até 1º de março.

Palmeiras volta a jogar quarta-feira, em casa, contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Palestra e São Bento dividem a liderança com um ponto cada. O Guarani tem zero, e o Novorizontino estreia nesta segunda, contra o Ituano.

Antes do embate, houve um confronto entre vândalos do Palmeiras e da Ponte. Dois palmeirenses foram encaminhados ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, um deles com ferimento de bala na perna e o outro com uma paulada na cabeça. Segundo a Polícia Militar, anjinhos organizados pelo diabo entraram em conflito em frente ao portão principal do estádio Moisés Lucarelli, da Ponte, e a PM precisou intervir com balas de borracha e bombas de efeito moral.

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Pitaco do Chucky. Flamengo e Palmeiras, caixas eletrônicos das chuteiras.

Olho neles! O futuro presidente do Circo Brasileiro de Futebol, Rogério Caboclo, mexe os pauzinhos para fortalecer novamente a bancada da bola no Senado, abalada após as últimas eleições. Acompanhado do secretário Walter Feldman, o cartola vem trocando figurinhas com o Major Olímpio, eleito senador pelo PSL/SP, a fim de arregimentar valores para defender a casa maldita do ludopédio nacional.

Zé Corneta. Os campeonatos estaduais são ótimos para machucar jogador, revoltar torcedor e derrubar treinador.

‘Bichos-papões’. Queiram ou não corintianos, são-paulinos, santistas, vascaínos, botafoguenses e outros menos votados: Palmeiras e Flamengo só deixarão de colocar a faixa de bambambãs do Paulistinha e Carioquinha se pouparem forças para torneios mais importantes, deixarem o playground da bola de gude para os primos pobres se divertirem. A avaliação de cada elenco mostra que existe uma grande disparidade no bico da chuteira. De acordo com o site ‘Transfermarket’, especializado no mercado de transferências, o Palestra lidera o ranking dos elencos mais caros. Com a contratação do atacante Ricardo Goulart, os periquitos em revista chegaram a 108,3 milhões de euros (R$ 459,5 milhões).

‘Bichos papões’ 2. O Flamengo aparece em segundo, com 83 milhões de euros (R$ 352,2 mi). Mas pode diminuir a diferença se acertar com Bruno Henrique, do Peixe. Entre os coadjuvantes, o mais valorizado é o Corinthians, com 67 milhões de euros (R$ 285 mi). Depois aparecem soberano São Paulo, Peixe e Vasco.

Sugismundo Freud. Um tolo sabe muito bem avaliar o outro.

Cursinho. A Escolinha do Professor Raimundo informa: abriu inscrições ao torcedor para o curso de regulamento do Carioquinha. Os mestres mais renomados do país garantem que o aluno entenderá minuciosamente a obra de arte da federação após 9.999 horas de aulas. Apostilas grátis.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Nova ordem da Conmebol: não será permitido entrar de chuteira em campo na Libertadores. A partir deste decreto, os jogadores terão de usar sapatênis.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na Folha: “Espero que os jovens técnicos se libertem das amarras, dos clichês, dos vícios, e sigam suas ideias, mesmo com os corvos querendo suas cabeças. Para serem ótimos profissionais, não basta também saber todas as informações, as estatísticas e conhecer todos os manuais científicos. É necessário saber comandar um grupo e ser um bom observador de coisas objetivas e subjetivas. A vida e o futebol se passam também nas entrelinhas, no que poderia ter sido.” É vero.

‘Paitrocínio’. Petrobras e Banco do Brasil pretendem manter o apoio ao esporte, despejando a mesma grana de 2018: R$ 80 milhões e R$ 55 milhões.

Tititi d’Aline. Uma das estrelas do time de vôlei do Minas, a ponteira Gabi também é apaixona pelo tênis. Ela confessou a Henrique André, do Hoje em Dia, que desde criança a bolinha sempre esteve em seu coração. Gosta tanto do esporte que deu ao cão de estimação o nome de Nadal, em homenagem ao tenista espanhol. “Meu grande ídolo no esporte em geral é o Roger Federer. Mas não dava para colocar Federer, é mais difícil de falar”, disse Gabi, que não perde um Grand Slam. Ace.

Você sabia que… o Corinthians emprestou o volante Douglas ao Bahêa para ter prioridade na contratação do meio-campista Ramires?

Bola de ouro. Crystal Palace. O clube inglês abriu o estádio Selhurst Park para abrigar moradores de rua durante a noite por causa do inverno. Oferece camas, café da manhã, refeição e banho para até 10 pessoas.

Bola de latão. Jorge Sampaoli. Apesar da tecnologia avançadíssima, o hermano parece viver na época da vovó. O ‘professor’ confessou desconhecer a trágica situação financeira do Peixe. Garantiu não ter sido informado que o clube vende o almoço para comprar o jantar.

Bola de lixo. New journalism. Pegou no breu para valer: âncoras, comentaristas e até repórteres estão se achando mais importantes que a notícia. Fazem de tudo, e mais um pouco, para aparecer na TV e ganhar um pequeno espaço nos portais. Que se exploda a informação.

Bola sete. “Antes de anunciar o fim do patrocínio da Caixa a 25 clubes, o governo auditou os contratos — e não gostou do que viu. Tinha muito “consultor” levando uma parte da grana e alguns clubes não estavam quites com o Fisco” (de Ancelmo Gois, no Globo – que festa!).

Dúvida pertinente. O que é pior: assistir ao BBB ou ouvir entrevista de Tite?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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