Com golaço de Neymar, PSG apaga Estrela Vermelha e carimba vaga na Champions

O Paris Saint-Germain está no mata-mata da Champions. O milionário time francês atropelou o Estrela Vermelha por 4 a 1, em Belgrado, e se classificou em primeiro lugar no grupo C, com 11 pontos – três vitórias, dois empates, uma derrota, 17 gols a favor e quatro contra.

O Liverpool derrotou o Napoli por 1 a 0, gol de Salah, chegou aos nove pontos e ficou com a segunda vaga da chave. Os italianos também terminaram com nove, mas ficaram em terceiro pelo confronto direto. O Estrela Vermelha acabou na lanterna, com quatro pontos.

Dúvida até momentos antes da partida, em razão de um problema físico, Neymar foi o grande destaque da goleada francesa, com direito a um golaço aos 39 minutos da etapa inicial. O atacante brasileiro recebeu de Mbappé e avançou pela esquerda. Cortou dois marcadores, deixou o goleiro Milan Borjan no chão e estufou a rede, aumentando o placar para 2 a 0.

Necessitando da vitória, o PSG procurou se impor desde o início da partida. E se deu bem. Aos 8 minutos, Mbappé desceu pela esquerda, driblou um adversário e cruzou para o uruguaio Cavani fazer a festa. A retranca armada pelo Estrela Vermelha desabou.

No segundo tempo, o PSG puxou o freio de mão, permitiu o crescimento dos sérvios, que passaram a pressionar, principalmente pela direita. Aos 11, Gobeljic aproveitou um rebote da zaga francesa e bateu de primeira, no canto esquerdo do goleiro Buffon. O gol animou o Estrela Vermelha. O time partiu em busca do empate, mas deixou buracos na defesa e foi para o espaço.

Aos 28, Di Maria cobrou falta e o zagueiro brasileiro Marquinhos completou de cabeça: 3 a 1. Neymar passou a ser caçado em campo, porém não se intimidou. Na bacia das almas, ele deu excelente passe para Mbappé deixar o Estrela Vermelha de quatro.

Outros jogos: Monaco 0 x 2 Borussia Dortmund e Brugge 0 x 0 Atlético Madrid – Borussia e Atlético classificados; Inter de Milão 1 x 1 PSV e Barcelona 1 x 1 Tottenham – Barça e Tottenham garantidos; Schalke 1 x 0 Lokomotiv e Galatasaray 2 x 3 Porto – Schake e Porto no mata-mata.

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De virada, River Plate solta o grito de tetracampeão da América em Madri

Aleluia! Finalmente ‘habemus’ na Europa o campeão da América. O River Plate bateu o Boca Juniors por 3 a 1 na prorrogação (1 a 1 no tempo normal) e dançou o último tango da mais longa e polêmica Libertadores no palco do Santiago Bernabéu, em Madri, a somente 10 mil quilômetros de Buenos Aires. A luta pela volta olímpica começou em 22 de janeiro e deveria ter acabado em 24 de novembro, mas vândalos hermanos não deixaram. No primeiro jogo, em La Bombonera, deu empate em 2 a 2.

Tetracampeão, o River Plate representará a América do Sul no Mundial de clubes da mamãe Fifa, a partir da semana que vem nos Emirados Árabes. O Real Madrid é o grande favorito. O campeão da Libertadores estreia no dia 18.

A festa (ou vergonha da Conmebol) em Madri foi bancada pela Qatar Airways. Deu as passagens aos clubes e dinheiro para o River reembolsar os torcedores que compraram ingresso para a decisão que não aconteceu no Monumental de Nuñes. Pagou ainda um cachê de US$ 3,5 milhões (R$ 14 milhões) a cada time. A Qatar é patrocinadora da Conmebol e do Boca.

As equipes apresentaram um verdadeiro show de horrores nos primeiros 20 minutos. Dominadas pelo nervosismo, erraram passes de cinco metros e abusaram das faltas. Nenhuma emoção.

Aos poucos, o Boca Juniors, melhor armado taticamente num 4-1-4-1, foi se impondo sobre o 4-2-3-1 do River Plate. E criou três boas chances. Aos 44, num contra-ataque mortal, o iluminado Benedetto correu para o abraço.

Nandez lançou o carrasco do Palmeiras, que deu um corte espetacular em Maidana. Na saída do goleiro Armani, Benedetto tocou no canto direito. Quinto gol do atacante nos últimos quatro jogos. São Benedetto! Na festa, ele tirou sarro de um adversario (foto)

O River Plate voltou melhor no segundo tempo, explorando mais as pontas e os toques rápidos. Aos 13, trocou Ponzio por Quintero. Quatro minutos depois, o artilheiro Benedetto foi substituído por Abila.

Antes, sua senhoria, o assoprador de latinha uruguaio Andres Cunha havia deixado de marcar um pênalti do goleiro Andrada em Luccas Prato. Aos 22, o ‘Urso’ do River Plate deixou tudo igual. Fernandez tabelou com Palacios e serviu Lucas Pratto, que estufou a rede.

Na sequência, Montiel saiu e entrou Mayada no River Plate, que dominou na etapa final. Na bacia das almas, o Boca Juniors mudou Perez por Fernando Gago.

Veio a prorrogação. E logo aos 2 minutos, uma tremenda pancada no Boca Juniors: Barrios fez falta em Palacios, tomou o segundo amarelo e foi expulso. Com um a mais, o River tomou conta da partida, enquanto o Boca Juniors procurou gastar o tempo a fim de levar a decisão para os pênaltis.

Segurou o empate até os 4 minutos, quando Quintero, um dos destaques do embate, acertou um belo chute e decretou a virada do River Plate. O desespero tomou conta do Boca Juniors, que ainda perdeu Fernando Gago, lesionado.

Com nove, e o goleiro Andrada na área, o Boca Juniors mandou uma bola na trave aos 14, num jogo maluco. No contragolpe, Martinez matou o adversário: 3 a 1.

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Pitaco do Chucky. Pela força das ondas, o Peixe vai dançar a valsa de 15 anos no Brasileirão/19.

Super-Tricolor. O ranking divulgado pelo Circo Brasileiro de Futebol caiu como luva de pelica no mundo encantado da torcida do soberano São Paulo. O time ocupa um honroso e abominável 12º lugar, com 10.508 pontos. Come poeira de gigantes como Chapecoense (10.706) e Botafogo (10.619). A elogiável colocação é produto do eficiente desempenho do time como simples coadjuvante nos campeonatos nacionais dos últimos cinco anos. O campeão brasileiro Palmeiras assumiu a liderança com 16.914 pontos. A Raposa vem em segundo, com 15.822 pontos. O Grêmio fecha o pódio, com 14.936. Depois aparecem Peixe (14.682), Corinthians (14.208), Flamengo (13.850), Galo (13.352), Furacão (11.380), Saci colorado (10.902) e Chape (10.706).

Zé Corneta. O Fluminense está sem chão.

Festa da Fiel. O Corinthians não fechou o Brasileirão de mãos abanando. A Fiel pode orgulhar-se da conquista de um título: ninguém gastou tanto na luta por um ponto. Com um elenco avaliado em R$ 255 milhões, o time faturou 44 pontos em 38 jornadas, ou seja, cada um custou a bagatela de R$ 5,7 milhões, de acordo com levantamento do site ‘Terra’. O decacampeão Palmeiras, com um plantel de R$ 354 milhões, torrou R$ 4,4 milhões por ponto – fechou o campeonato com 80. O Palestra ficou em 14º lugar no ranking.

Sugismundo Freud. Modéstia em excesso também é um pouco de vaidade.

Dono da cocada. O bico de ouro das chuteiras palmeirenses já começa a incomodar os coirmãos. Com o aporte financeiro de R$ 80 milhões/ano da ‘titia’ Leila Crefisa, mais a grana produzida pelas bilheterias da mansão Allianz Parque e o milionário cachê da TV, os periquitos em revista estão sobrando na pátria das chuteiras furadas. O primeiro grito de guerra ao poderio do Super-Palestra partiu do presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara. Ele quer um fair play financeiro para cortar os tentáculos do primo rico. O cartola mineiro revelou que bateu à porta de outros clubes para contratar jogador e ouviu, invariavelmente, que ‘ele está indo para o Palmeiras’.

Dono da cocada 2. Sette Câmara citou o caso do meio-campista Zé Rafael, do Bahêa. Tomou uma goleada monetária do Palmeiras. “A gente tentou o Zé Rafael, mas o cara disse: ‘Ah, já tenho o Palmeiras me pagando o que você oferece mais X”, contou o dirigente à rádio Itatiaia. E sugeriu o controle de investimentos por parte do Circo Brasileiro de Futebol, a exemplo do que acontece na Europa desde 2011. A Uefa determinou um limite para os clubes montarem os elencos, com o objetivo de evitar ‘bichos-papões’ e o futebol virar um espetáculo de cartas marcadas.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Flamengo coloca atletas para construir estádio e justifica: “É para darmos uma alegria ao torcedor em 2018”.

Imperador. A cartolagem brasileira é fiel ao prato de comida. Vários dirigentes aproveitaram a festa aos melhores do Brasileira para visitar o imperador ostentação Del Nero. Banido do esporte pela mamãe Fifa, ele abriu sua choupana na Barra da Tijuca, um dúplex de frente para a praia avaliada em mais de R$ 8 milhões, para receber presidentes de federações. Trocaram ideias entre um cafezinho requentado e um pão com margarina. Del Nero continua xerifão do ludopédio.

Zapping. Cinto de faquir na ESPN Brasil: estrelas da emissora só continuarão no ar se toparem renovar contrato com redução salarial de 20%.

Gilete press. De Bernardo Gentile, no ‘Uol’: “Os irmãos João e Walter Moreira Salles estudam assumir o comando do futebol do Botafogo. A milionária e tradicional família contratou a empresa Ernst & Young para auditar as contas do clube e elaborar um modelo que viabilize a ‘compra’ do futebol e separá-lo do clube social. O objetivo da dupla é zerar as dívidas e administrar a equipe por meio de uma empresa ‘SA’ – nos moldes da já existente ‘Companhia Botafogo’, que hoje opera o estádio Nilton Santos. A ideia ainda é embrionária e depende de uma reforma estatutária a ser aprovada pelo conselho deliberativo.” A conferir.

Tititi d’Aline. A despedida de Falcão do futsal mostrou, mais uma vez, a incrível cordialidade que impera entre Corinthians e Palmeiras. Assim que a bola rolou no ginásio da velha Fazendinha, os corintianos protestaram e exigiram a troca da pelota. Não iriam cometer a heresia de disputar a final da Liga Paulista, contra o Sorocaba, com uma gorduchinha verde. E entrou em quadra uma bola com detalhes em laranja. O Corinthians faturou o caneco na prorrogação.

Você sabia que… o Real Madrid faturou R$ 10 milhões com o aluguel do estádio Santiago Bernabéu para a final da Libertadores.

Bola de ouro. Armani, Montiel, Mayada, Maidana, Pinola, Casco, Ponzio, Quintero, Ignacio Fernández, Zuculini, Enzo Pérez, Palácios, Álvarez, Pity Martínez, Lucas Pratto e Marcelo Gallardo. Heróis do River Plate no tetracampeonato da Libertadores.

Bola de latão. Rafael Sobis. O moral do atacante está nas nuvens na Raposa. O pão de queijo anda louquinho para emprestá-lo e até paga 50% do salário. Com valor de mercado estimado em R$ 6 milhões, Sobis marcou 28 gols em 119 jogos pela Raposa.

Bola de lixo. Bandeira de Mello. Despediu-se do trono do Flamengo em grande estilo: derrotado na eleição. Mais um fracasso ao longo de seis anos. A torcida festejou levando bananas ao clube.

Bola sete. “A final de Madrid, com ambiente maravilhoso e repercussão mundial, não pode apagar o que aconteceu. Não podemos ficar entorpecidos pela última impressão. O êxtase de quem está em Madrid contrasta com a depressão em Buenos Aires. A América Latina precisa repassar seu futebol de cabo a rabo, tanto em termos técnicos quanto no posicionamento social” (de Julio Gomes, no Uol – na mosca).

Dúvida pertinente. O River Plate tem chuteira para encarar o Real Madrid na final do Mundial de clubes da mamãe Fifa?

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Furacão empata e aposta na força da torcida para soltar o grito de campeão

Junior Barranquila Atlético-PR Pablo Nikão

Junior Barranquilla e Furacão começaram o mata-mata final da Sul-americana com empate em 1 a 1, no estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla (Colômbia). O time brasileiro saiu na frente com um gol de Pablo (foto) no início do segundo tempo. O Junior empatou em seguida e perdeu a chance da virada ao desperdiçar um pênalti.

O título será decidido na próxima quarta, na Arena Baixada, em Curitiba. Quem vencer levará a taça. Novo empate provocará prorrogação. Se persistir a igualdade, disputa por pênaltis. Os jogadores do Furacão apostam na força da torcida para faturar o primeiro título internacional do clube em 94 anos.

Junior e Furacão disputaram um primeiro tempo de doer. Muito truncado e sem objetividade. O time colombiano procurou mais o ataque, mas não importunou o goleiro Santos, provocou o tradicional ‘uhhh’ na torcida.

O Furacão rifou demais a bola e tentou surpreender nos contragolpes. Não obteve êxito. Deu apenas um chute a gol contra seis do adversário.

O início do segundo tempo foi eletrizante. Mais ousado, o Furacão abriu o placar aos 4 minutos. Nikão lançou Pablo, que venceu um zagueiro na corrida e fuzilou para o gol. A alegria dos paranaenses durou pouco. A bola pipocou na grande área e sobrou para Gonzalez empatar.

A equipe colombiana cresceu, acuou o time brasileiro e perdeu ótima chance para virar o marcador aos 26. Roni, que havia substituído Pablo (lesionado), derrubou Gutierrez na área. Perez cobrou o pênalti na trave.

O Furacão tratou de esfriar o jogo, à espera de uma chance mortal. Não veio. O Junior apertou o cerco e só não chegou à vitória porque Santos operou um milagre no último minuto de jogo.

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Pitaco do Chucky. Pelo andar da carruagem, vem aí uma hegemonia palmeirense.

Cano. A cartolagem do Circo Brasileiro de Futebol até agora pisa em ovos, não se conforma com a ausência do ‘sargento’ Felipão na entrega dos prêmios aos bambambãs do Brasileirão. O treinador decacampeão optou por receber um troféu na revista ‘IstoÉ’. Mais cedo, Felipão esteve na festa ‘Bola de Prata ESPN ‘. Ele ganhou o troféu de melhor técnico do Brasileirão.

Zé Corneta. É Palácio do Planalto ou caserna?

Rota do ouro. Soma daqui, tira dali, e pimba na caxirola: a excepcional campanha do time nesta temporada, principalmente no Brasileirão, em que lutou galhardamente até a penúltima rodada para escapar da degola, custou aos cofres do Corinthians a bagatela de R$ 172 milhões. Ou seja, mais de R$ 13 milhões por mês no bico das chuteiras, incluindo o 13º salário. Um custo/benefício dos mais gratificantes, com direito a muito choro da Fiel.

Sugismundo Freud. Nenhuma droga mata mais que o dinheiro.

Cheirinho de caca. A despedida do Flamengo com uma derrota para o Furacão (2 a 1) fechou com chave de ouro a administração Eduardo Bandeira de Mello, ótimo em finanças e tremendo perna de pau no futebol. Nenhuma volta olímpica na temporada. Ao longo de dois reinados (seis anos), o cartola pé quente faturou três canecos: dois importantíssimos Carioquinhas (2014/17) e uma Copa do Brasil (2013). Disputou mais de 20 torneios. Um ótimo DNA perdedor, capaz de fazer inveja ao Íbis. Apenas neste ano colecionou quatro eliminações: Carioquinha, Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão. Investiu R$ 155 milhões em reforços, porém o grito de ‘campeão’ continuou entalado na garganta da galera.

Cheirinho de caca 2. A folha salarial do Urubu chega a R$ 12 milhões. Só o Palmeiras desembolsa mais, algo em torno de R$ 13 milhões. O Flamengo é o primo rico da Cidade Maravilhosa das balas perdidas. Botafogo e Fluminense gastam R$ 4 milhões por mês, cada um, com os atletas, enquanto o Vasco banca R$ 5 milhões. Ou seja, dinheiro não traz felicidade.

Caiu na rede. Depois de repatriar Fabio Carile, Corinthians espera fechar a comissão técnica com Jesus Cristo, Maomé e Pai Jaú para evitar a degola em 2019.

Super-Lisca. A colheita do Brasileirão indica: Lisca Doido é o cara do campeonato. Pegou o Ceará na lanterna do torneio, com três pontos em 27 disputados, a caminho do naufrágio, e livrou o Vovô da degola. Aproveitou a parada da Copa do Mundo e colocou o time nos eixos. Sem dinheiro e/ou grandes reforços, ajeitou a defesa e azeitou o ataque. Na 25ª rodada, o Vozão chegou à 15ª posição e pela primeira vez deixou a zona do agrião queimado. Sob a batuta de Lisca, o doido competente, o Ceará cravou 10 vitórias, 11 empates e oito derrotas.

Zapping. A TV paga perdeu 2,4 milhões de assinantes entre março de 2015 e outubro deste ano. Um tropeço de 10% na base de clientes.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no ‘Globo’: “O Comitê Olímpico do Brasil (COB) lançou um canal para que atletas possam fazer denúncias anônimas de casos de assédio e abuso sexual. Valerá também para os demais integrantes das delegações brasileiras em competições internacionais, funcionários do COB, prestadores de serviço e voluntários. As punições vão variar de multa a até a expulsão do esporte olímpico. Eu apoio.” #eutambem.

Tititi d’Aline. Fiel escudeira da direita no país, a ex-jogadora de vôlei Ana Paula recusou convite para comandar a Secretaria de Esporte do governo João Doria, o Trumpinho da Pauliceia. Ana Paula é casada com um ex-jogador de vôlei de praia americano e mora nos Estados Unidos desde 2010. Ela prometeu colaborar com pitacos na nova gestão.

Você sabia que… o piloto espanhol Fernando Alonso é dono de uma fortuna estimada em US$ 220 milhões (R$ 858,4 milhões)?

Bola de ouro. Luka Modric. O croata entrou para a história como primeiro jogador a faturar os três maiores prêmios do esporte bretão: Bola de Ouro da revista ‘France Football’, bambambã da mamãe Fifa e jogador do ano da Uefa. Menção honrosa: Ada Hegerberg. A atacante norueguesa ganhou a primeira Bola de Ouro do futebol feminino dada pela revista francesa.

Bola de latão. Brasileirão. Até pouco tempo atrás, a discussão era se o campeonato estaria no mesmo nível das ligas francesa, alemã e italiana; hoje, parece mais próximo da MLS ou do campeonato chinês.

Bola de lixo. Miguel Angel Sagrera. O O Ministério Público de Santa Cruz de Tenerife entrou com pedido de 12 anos de prisão para o ex-treinador da seleção de base da Espanha, acusado de abuso sexual de menores (dois meninos). Com a desculpa de uma massagem, ele masturbou várias vezes os garotos. Que, se não aceitassem, eram sacados da equipe.

Bola sete. “Há poucas coisas que são nossas, como o churrasco, o mate e o doce de leite. E o Superclássico acabaram de nos tirar” (do eterno ídolo do Boca, Riquelme, sobre a decisão da Libertadores em Madri – é vero).

Dúvida pertinente. André Jardine, 39 anos, mais uma pérola falsa?

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Palmeirenses ficam revoltados com oba-oba em torno de Bolsonaro e cobram cartola

Jogadores do Palmeiras comemoram o titulo do Campeonato Brasileiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro

A festa do decacampeonato brasileiro dos periquitos em revista colocou o chefão Mauricio Galiotte, reeleito até 2021, no paredão. Um grupo de palmeirenses ilustres, entre os quais o cardeal Luiz Gonzaga Belluzzo, que já comandou o Palestra, elaborou uma carta de repúdio ao mandachuva e raios do clube, revoltado com o oba-oba em torno da presença do presidente eleito Jair Bolsonaro (foto) na mansão Allianz Parque no último domingo. Também condenou a violência da PM nos arredores do estádio. O protesto:

Por um Palmeiras para todos – Carta aberta ao Presidente Maurício Galiotte

Prezado Presidente,

No último dia 2 de dezembro, o Palmeiras orgulhosamente celebrava nosso décimo título brasileiro. Era um dia apenas de celebrações, mas dois lamentáveis eventos levam os palmeirenses que assinam esta carta a expressar nossa profunda indignação e demandar respostas e ações da Sociedade Esportiva Palmeiras.

O primeiro e gravíssimo evento se deu nos arredores do estádio. Como já fartamente denunciado em outras ocasiões, a Polícia Militar novamente agiu com truculência contra crianças, idosos, mulheres e homens que se reuniam pacificamente para celebrar nossa importante conquista.  São dezenas de relatos de violência gratuita, desnecessária e desproporcional. Novamente, o torcedor palmeirense foi submetido a ataques com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e golpes de cassetetes. Inocentes precisaram ser hospitalizados. Comércios tiveram que baixar suas portas. Gente feliz e pacífica, que aproveitava um raro domingo de tranquilidade e sorriso no rosto, não pôde vivenciar em paz a essência da festa de nosso deca.

Enquanto torcedores de todas as cores e visões políticas sofriam a truculência policial do lado de fora do estádio, o protagonismo de nossa festa foi inexplicavelmente transformado em um palanque político, em um ato que não encontra precedentes na história. Nem Médici, nem Figueiredo, nem Lula, políticos que manifestavam apoio declarado a um (e só um) time, tiveram a liberdade de invadir o momento sagrado de comunhão entre seus clubes e torcidas.

No domingo, dois políticos sequestraram nosso momento mais especial. O momento mais importante da sua gestão, Presidente, foi transformado em um palanque político (com direito a lema e número de candidato), gerando uma imensa onda de insatisfação em parte substancial de nossa torcida. A presença de políticos, estranhos à nossa história e a todos os esforços comuns de torcedores e jogadores em busca do título, provocou nos palmeirenses que assinam esta carta e em muitos outros torcedores o mais profundo incômodo.

O incômodo tem fonte não apenas no histórico de declarações xenofóbicas que desonram nossas tradições, mas também nas diversas e documentadas  manifestações racistas, misóginas e homofóbicas, entre outras. O incômodo existe não apenas pelo curvar de nossa instituição ao poder e aos interesses políticos de ocasião, sabe-se lá em troca de quê. O incômodo também deriva do imenso desrespeito a todos aqueles que possuem opiniões distintas daquelas ali prestigiadas, justamente num momento de grave polarização. O incômodo se dá pela total ausência de contribuição daqueles personagens a nossa história, nessa e em todas as outras temporadas.

Consideramos um erro gravíssimo, que danifica nossa história, a presença de políticos de qualquer matiz ideológica em nossa celebração. Consideramos um erro ainda mais grave, a presença de um político sem qualquer ligação histórica com o Palmeiras, e que prega a truculência policial contra o torcedor. Consideramos um ultraje a nossa bonita história a conivência e subserviência ao poder de turno.

Ao longo de todo o espectro das entidades e grupos que assinam este manifesto de repúdio, nas suas vertentes mais radicais ou mais moderadas, este profundo incômodo nos une, em pedidos claros e objetivos dirigidos ao Palmeiras e ao seu atual mandatário.

Exigimos explicações sobre o ocorrido e uma declaração clara e cristalina de que a Sociedade Esportiva Palmeiras não endossa as posições políticas ali representadas, ou quaisquer outras, conforme sua postura apartidária declarada anteriormente. Demandamos o comprometimento da instituição de que atos lamentáveis como este jamais irão se repetir. Explicações e este comprometimento, reforçamos, é o mínimo que se espera como um gesto de respeito ao torcedor que não quer ver o seu time misturado a interesses que lhe são estranhos.

Demandamos que a Sociedade Esportiva Palmeiras repudie aberta e expressamente a truculência usada pelas autoridades e forças policiais contra o torcedor nas ruas que cercam nossa centenária instituição. Armas de verdade foram utilizadas, sem motivo e razão, contra pessoas em paz e festa no último domingo!

Exigimos medidas para reparar os danos causados à imagem da instituição. O Palmeiras deve sempre se posicionar como um clube livre de qualquer preconceito, em respeito aos seus torcedores de todas as crenças e origens. Para que não exista dúvidas, nosso clube, formado e fundado por imigrantes, precisa afirmar de maneira inequívoca sua opção pelo respeito, pela tolerância e pela democracia.

Ser grande, Presidente, é muito mais que ser apenas vencedor. Esperamos de sua administração, e do Palmeiras, gestos condizentes com a grandeza de nossa instituição.

É o que demandamos. Por um Palmeiras para todos. Pelo direito de celebrar nossa paixão em paz. Por um clube que não se curve aos interesses políticos de ocasião.

Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente e conselheiro do Palmeiras
Fabiano Carrieri, conselheiro do Palmeiras
Felipe Giocondo, conselheiro do Palmeiras
José Guilherme Menani Junior, conselheiro do Palmeiras
Marcos Gama, conselheiro do Palmeiras
Sylvio Mukai, conselheiro do Palmeiras
Adriano Diogo, ex-deputado estadual por São Paulo
André Capuano, ator
Cris Scabello, Bixiga 70
Cristiano Maronna, presidente do IBCCRIM
Cristiano Tomiossi, ator
Dani Pimenta, Feminine Hi-Fi
Diana Bouth, atriz e apresentadora
Eduardo Roberto, editor da VICE Brasil
Eloi Pietá, ex-prefeito de Guarulhos
Flávio de Campos, docente da Universidade de São Paulo
Fernando Cesarotti, jornalista
Gabriel Amorim, jornalista e repórter do portal Nosso Palestra
Gabriel Santoro, editor
Geraldo Dantas Poderoso, irmão do Cléo Guerreiro
Gustavo Petta, deputado estadual por São Paulo
Joana Monteleone, editora
José Roberto Manesco, advogado e conselheiro seccional eleito da OAB-SP
Karen Evangelisti, arquiteta
Lia Elazari Biserra, cantora e compositora
Lucas Afonso, MC
Luiz Villaça, cineasta
Manuel Boucinhas, ator
Marcelo Airoldi, ator
Marcelo Mendez, jornalista e co-autor do livro Palmeiras, 100 anos de academia
Marcio Boaro, ator e diretor teatral
Marcus Vinicius Damon, arquiteto e professor
Miguel Herzog, jornalista e escritor
Miguel Nicolelis, neurocientista
Rafael Evangelista, redator
Ricardo Lombardi, jornalista
Roseli Tardelli, jornalista e apresentadora
Simão Pedro, ex-deputado estadual
Tainá Fellipe Shimoda, Turma Chico Leone
Thiago Rocha, jornalista
Valério Arcary, professor universitário

Bancada Alviverde
DiretasJáSEP
Espiríto de Porco
Palmeiras Antifascista
Palmeiras Livre
Peppas na Língua
Porcominas
Porcomunas
USParmera

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Brasileirão com cara de Brasileirinho consagra Palmeiras: hegemonia à vista

Deyverson e Felipe Melo beijam a taça do Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli

Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo. A bola do Brasileirão com cara de Brasileirinho está murcha. Entre mortos e feridos, salvaram-se 16 centuriões depois de um campeonato vapt-vupt com apenas 380 duelos, organizado pelo sempre incompetente Circo Brasileiro de Futebol, e uma grande festa do Palmeiras. Que cravou a melhor campanha da história do segundo turno desde 2006, quando o torneio passou a ter 20 clubes: 47 pontos – 14 triunfos e cinco empates.  J’a o Corinthians terminou a disputa melancolicamente, com Jair Ventura caindo fora.

Foram rebaixados sem deixar saudade: Paraná, Vitória, Coelho mineiro e Sport. Em 2019, o futebol pernambucano não terá representantes.

Fluminense e Vasco escaparam da degola na bacia das almas. O Tricolor das Laranjeiras ainda conseguiu terminar na frente do Corinthians, em 12º lugar, com 45 pontos, um a mais que o coirmão paulista.

O Flu voltou a vencer após oito jogos e de quebra detonou um jejum superior a 12 horas sem festejar um gol. Richard foi o autor do tento contra o Coelho mineiro, mas o grande herói do confronto foi o imperador César, com direito a defesa de pênalti.

Após fraquejar no primeiro turno, o Palmeiras engrenou sob a batuta do ‘sargento’ Felipão e chegou merecidamente ao decacampeonato – que o corintiano Andrés ‘Desmanchez’ desconhece e afirma ser hexa, no embalo de uma tremenda dor de cotovelo.

Desde a estreia de Felipão no ‘oxo’ com o América mineiro, pela 17ª jornada, o Palestra não perdeu mais. Colocou a faixa no peito com 23 jogos sem derrota, recorde no campeonato.

Mesmo utilizando um time reserva em vários jogos, o que justifica as críticas à baixa qualidade técnica do torneio, os periquitos em revista levantaram a taça com 80 pontos – 23 vitórias, 11 empates e quatro derrotas; 64 gols pró e 26 gols contra (melhor ataque e defesa menos vazada).

Números que justificam a previsão do início de uma hegemonia na pátria das chuteiras furadas. Nenhum clube conta com o aporte financeiro do Palestra (patrocínio de R$ 80 milhões anuais, renda das partidas na mansão Allianz Parque e programa sócio-torcedor) para montar um elenco de primeira num campeonato de segunda.

Talvez o vice-campeão Flamengo possa fazer frente ao time palmeirense. Saci colorado (terceiro) e Grêmio (quarto) devem apenas seguir o líder. Os quatro mosqueteiros disputarão a Libertadores, ao lado da Raposa (campeã da Copa do Brasil).

Soberano São Paulo (quinto) e Galo (sexto) terão de passar pelo ‘vestibular’ da competição continental.

Já o Peixe (10º) e o Corinthians (13º) farão companhia à turma da Sul-americana. O ‘faz-me rir’ corintiano cumpriu inesquecível e abominável campanha, despedindo-se com derrota contra o Grêmio. Acumulou 44 pontos – 11 vitórias, 11 empates e 16 derrotas; 34 gols a favor e 35 contra. Ficou a dois pontos da zona do agrião queimado.

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Pitaco do Chucky. Ceará x Fortaleza, Rogério Ceni x Lisca: a Libertadores do Nordeste em 2019.

Tchau, querido! A temporada foi das mais retumbantes para o ‘professor’ Jair Ventura (foto). Currículo em alta com… duas demissões. A primeira no Peixe, após sete meses e 39 jogos (14 vitórias, 10 empates, 15 derrotas e aproveitamento de 44,4%); a segunda no Corinthians, depois de três meses e 19 embates (quatro triunfos, seis empates, nove coças e índice inferior a 33%). Deixou o Santos na 15ª colocação do Brasileirão, e o Corinthians em 13º.

Zé Corneta. STF, a porta da esperança do colarinho branco.

Tapa no visual. O pitbull palmeirense Felipe Melo decidiu ‘lavar o rosto’ nas férias, cortar a barba. Quer passar o verão de cara limpa. Na volta ao batente, deixará crescer novamente, porque é sua marca: estilo meio viking, de lutador, de guerreiro. ‘Acho bacana. Não me vejo com carinha de mocinho. Sem barba fico com cara de moleque”, justificou o campeão brasileiro. ‘Quem vê cara não vê coração. Posso ficar com cara de moleque ou de velho, não importa. A minha maneira de jogar não vai mudar.’ Felipe Melo tem mais um ano de contrato com o Palmeiras. Marcou cinco gols em 89 jogos.

Sugismundo Freud. Antes de fazer um pedido pense na resposta.

Sobrevida. O ‘professor’ Levir Culpi deve ganhar refresco no terreiro do Galo com a classificação do time à pré-Libertadores. O futuro do treinador estava em jogo contra o Botafogo na última jornada do Brasileirão. Levir já dirigiu a equipe em 297 partidas. Ocupa o terceiro lugar no ranking da casamata do Galo, atrás de Procópio Cardoso (328 jogos) e Telê Santana (434). Acumula 158 vitórias, 61 empates e 78 derrotas.

Dona Fifi. O instituto do craque Neymar, que cuida de crianças carentes, ganhou autorização do governo para levantar R$ 8,9 milhões.

Roda da fortuna. O Barcelona é a mega-sena sonhada pelos jogadores. Cada atleta do time catalão recebe em média R$ 50 milhões por ano, segundo levantamento da ‘Global Sports Salary Survey’. O índice do Barça é catapultado pela renovação de Messi. A estrela da companhia ganha R$ 245 milhões por temporada. O Real Madrid vem no vácuo do coirmão, com R$ 40 mi – a média caiu após a transferência de Cristiano Ronaldo para a Juventus. Em terceiro aparece o Oklahoma City Thunder, da NBA, com R$ 39 mi. Os 10 mais:

1) Barcelona – futebol – R$ 51 milhões
2) Real Madrid – futebol – R$ 40 mi
3) Oklahoma City Thunder – basquete – R$ 38,9 mi
4) Golden State Warriors – basquete – R$ 38,7 mi
5) Washington Wizards – basquete – R$ 37,6 mi
6) Toronto Raptors – basquete – R$ 37,1 mi
7) Houston Rockets – basquete – R$ 36,6 mi
8) Miami Heat – basquete – R$ 34,6 mi
9) Juventus – futebol – R$ 33,2 mi
10) Manchester United – futebol – R$ 32,2 mi

Bola da vez. O ótimo narrador Milton Leite comandará um programa mensal de entrevistas no SporTV. A estreia deve acontecer em janeiro.

Tiro curto. A Fiel chora: Jô salva Nagoya Grampus do rebaixamento e fecha Campeonato Japonês como artilheiro, com 24 gols em 33 partidas. Jô foi contratado por 11 milhões de euros (R$ 43 milhões).

Gilete press. Do ‘professor’ Gustavo Alfaro, do Huracan, sobre a final da Libertadores fora da Argentina: “A AFA quer destruir a seleção argentina, a Superliga, o futebol argentino… todos nós estamos destruindo um ícone como River x Boca, logo quando nos orgulhamos de dizer que iríamos jogar uma final com as maiores equipes do futebol argentino. Eles estão roubando algo argentino, como se dissessem que amanhã você não poderá dançar o tango.” No alvo.

Caiu na rede. Flamengo pode pedir música no ‘Fantástico’: três cheirinhos numa semana – Brasileirão, Alexandre Mattos e Renato Gaúcho.

Tititi d’Aline. O soberano São Paulo resolveu voltar às quadras. O clube disputará a Liga Ouro de Basquete, divisão de acesso do NBB, no próximo ano. A equipe mandará os jogos no Morumbi. O campeonato começará em fevereiro. Também confirmaram participação: Blumenau (SC), Campo Mourão (PR), Cerrado (DF), Londrina (PR), Pato (PR), Rio Claro (SP) e Unifacisa (PB).

Você sabia que… a 50ª Copa São Paulo de juniores será disputada por 128 equipes, divididas em 32 chaves, três na capital e 29 no interior paulista?

Bola de ouro. Premier League. Decorou as bandeiras de escanteio na última rodada com as cores do arco-íris, reforçando a campanha contra a homofobia e incentivando a inclusão no futebol.

Bola de latão. São Paulo. O soberano é um exemplo de democracia: conselheiros exigem punição ao diretor Raí por ter criticado o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Bola de lixo. Libertadores. Conmebol e argentinos imitam o Brasil e também tomam uma goleada de 7 a 1: River Plate e Boca Juniors decidirão o caneco da vergonha no estádio Santiago Bernabéu, em Madri. A Libertadores virou lixo, galhofa (Colonizadores, Saqueadores, Usurpadores da América…). Os vândalos venceram!

Bola sete. “Palmeiras de Felipão vence Brasileiro que foi, na média, novamente fraco. Todos nós que trabalhamos no futebol precisamos evoluir, nos reinventar” (do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’ – é vero).

Dúvida pertinente. Lisca Doido ou Felipão, quem merece o troféu rei da cocada do Brasileirão?

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