Milionário Real Madrid goleia árabes e conquista o sétimo título mundial, o terceiro consecutivo

Real Madrid é campeão mundial pela sétima vez

Só há uma maneira de um carro pequeno superar uma Mercedes esporte numa corrida: o motor da Mercedes quebrar. A otimista previsão partiu do ‘professor’ do Al Ain, o croata Zoran Mamic, antes de a bola rolar na decisão do Mundial de clubes da mamãe Fifa, em Abu Dhabi. Bingo na caxirola! Bem azeitada, a máquina do Real Madrid não rateou, deixou o ‘Pois É’ na poeira e ganhou o tricampeonato por 4 a 1.

A briga pela bandeirada de chegada reuniu um elenco avaliado em 971 milhões de euros (R$ 4,3 bilhões) contra um carrinho de 15,5 milhões de euros (R$ 69 milhões).

Nada menos que 20 campeões do Real Madrid valem mais de 10 milhões de euros (R$ 44,5 milhões), enquanto a engrenagem mais cara do Al Ain é o atacante Marcus Berg, 32 anos, que defendeu a Suécia na Copa, cotado em 4,5 milhões de euros (R$ 20 milhões).

O Real Madrid chegou ao sétimo título mundial de sua história jogando praticamente em ritmo de treino diante do esforçado time árabe. Não obteve um placar mais elevado porque exagerou no preciosismo, além de parar nas luvas de Khalid.

A conquista espanhola manteve um tabu no torneio, que poderá ter outro desenho a partir do próximo ano. Um time europeu não é derrotado desde 2012, quando o Corinthians bateu o Chelsea na decisão por 1 a 0, gol de Guerrero. Nunca um representante fora da Europa ou da América do Sul se sagrou campeão.

O Al Ain até que começou assustando. Aos 13, El Shahat passou pelo gigante belga Courtois, chutou e Sérgio Ramos salvou em cima da linha. Um minuto depois, Lucas Vázques cruzou, Benzema ajeitou e Modric, o melhor do mundo, fuzilou para o gol.

A equipe espanhola tomou conta da festa, mas desperdiçou várias chances. Chegou à goleada no segundo tempo. O meio-campista Llorente aproveitou uma rebatida da zaga e aumentou o placar aos 14, com um belo chute de primeira. Aos 20, após cobrança de escanteio, Sérgio Ramos fez o terceiro de cabeça.

Na bacia das almas, aos 40, alegria árabe: depois de falta cobrada pelo brasileiro Caio (destaque do Al Ain), Shiotani cabeceou no ângulo de Courtois e diminuiu. Aos 45, o ex-rubro-negro Vinicius Junior, que havia acabado de entrar, avançou pela esquerda, chutou e Yahia marcou contra. Festa espanhola. A terceira consecutiva.

Na disputa do terceiro lugar, o River Plate, mesmo recheado com reservas, goleou o Kashima Antlers por 4 a 0, gols de Zuculini, Pity Martinez (dois) e Borré, de pênalti. O embate marcou a despedida de Pity Martinez, negociado ao Atlanta United, dos Estados Unidos.

A classificação final do Mundial: 1) Real Madrid; 2) Al Ain; 3) River Plate; 4) Kashima Antlers; 5) Espérance, da Tunísia; 6) Chivas do México; 7) Team Wellington, da Nova Zelândia, eliminado na fase preliminar.

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Papa-títulos. Com a conquista do caneco, o lateral brasileiro Marcelo e o zagueiro Sergio Ramos chegaram ao 20º título com a camisa do Real Madrid. Ocupam o terceiro lugar no ranking dos maiores vencedores a serviço do time espanhol. Perdem apenas do ex-atacante Gento, com 23 taças, e do ex-zagueiro Manolo Sanchís, com 21. O top 10:

1) Paco Gento – 23 caneco
2) Manolo Sanchís – 21
3) Marcelo – 20
Sérgio Ramos – 20
5) Iker Casillas – 19
José Antonio Camacho – 19
7) Chendo – 18
8) Alfredo Di Stéfano – 17
Fernando Hierro – 17
10) Raúl – 16

Pitaco do Chucky. Cadê o Queiroz? Pergunte no posto Ipiranga.

Enxoval. A Fiel festeja em dose dupla. A camisa do Corinthians em homenagem a Ayrton Senna foi eleita a segunda mais bonita do mundo pelo site “Footy Headlines”, especializado em uniformes de clubes, e o terceiro enxoval do Palmeiras ficou entre os mais feios (12º lugar). Na liderança do ranking das mais estilosas está a da Nigéria, utilizada durante a Copa do Mundo, e das mais horrosas, a do Rostov, da Rússia.

Zé Corneta. Tempos modernos: não se pode mais brincar, só brigar.

Pontapé milionário. Convidado a se retirar da casamata do Manchester United após dois anos, o gajo José Mourinho, 55 anos, deixou o clube com um simpático e invejável pontapé nos fundilhos: embolsará a multa de 26,7 milhões de euros (R$ 118 milhões) por quebra de contrato.

Sugismundo Freud. Quem está por baixo pelo menos está livre de cair.

‘Craque Casas Bahia’. O soberano São Paulo conseguiu um feito: convencer o chefão do Furacão, Petraglia, a vender o atacante Pablo, estrela do time, em suaves prestações. O Tricolor pagará 7 milhões de euros (R$ 31 milhoes) em parcelas semestrais (janeiro e julho) de um milhão de euros. A última será dividida em três vezes. O São Paulo comprou 70% dos direitos de Pablo, 26 anos, o ‘craque Casas Bahia’.

Caiu na rede. Flamengo, campeão de cheirinho até em contratações.

Na crista da onda. Os brasileiros deram um show na temporada de surfe. O bicampeonato mundial de Gabriel Medina, conquistado no Havaí, apenas coroou um ano de ouro dos ‘brasucas’. Das 11 etapas do campeonato, venceram nove, um aproveitamento de 81,8%. Americanos, havaianos e australianos morreram na praia. Dos últimos cinco títulos, o Brasil faturou três – dois com Medina (2014/18) e um com Adriano de Souza, o Mineirinho (2015). Em 2016/17, a festa foi de John John Florence, do Havaí. Medina foi vice no ano passado.

Na crista da onda 2. Já Jesse Mendes aumentou o domínio nacional ao beliscar o título da Tríplice Coroa havaiana (duas etapas da segunda divisão e uma da elite). O Brasil ainda sagrou-se campeão júnior com Mateus Herdy, em Taiwan, e tem quatro surfistas entre os top 13 do ranking de acesso ao Mundial: Peterson Crisanto, Jesse Mendes, Deivid Silva e Jadson André.

Zapping. Quando a ESPN Brasil vai se tocar que o programa ‘Futebol no Mundo’ já caducou?

Gilete press. De Ancelmo Gois, no Globo: “Casagrande, o comentarista de TV, ganhará cinebiografia produzida pela Media Bridge. O longa ‘Casagrande e seus demônios’ aborda também a luta do ex-jogador contra a dependência química. A direção será de Rogério Gomes, o Papinha.” Um grande personagem.

Dona Fifi. O golpe do joão-sem-braço está em baixa: dos mais de cinco mil exames antidoping na temporada da bola, apenas 11 deram positivo, sete a menos do que em 2017.

Titti d’Aline. Depois do ótimo presente de Natal dado antecipadamente à torcida, com o rebaixamento à terceira divisão do Brasileiro, o Paysandu decidiu aplacar um pouco a revolta da galera e, de quebra, dar um bom exemplo aos coirmãos. A cartolagem anunciou uma ação beneficente para a próxima temporada. O Papão cadastrou torcedores com renda inferior a um salário mínimo (R$ 954) ‘para terem acesso gratuito aos jogos com mando do clube em 2019’. A repercussão da postagem no Twitter foi das melhores. Em pouco tempo, mais 10 mil curtidas. No campeonato deste ano, o Paysandu cravou a média de 4.996 pagantes por embate. Fechou a temporada em 30º lugar no ranking envolvendo as três séries do Brasileiro.

Você sabia que… Bélgica (1.727 pontos), França (1.726) e Brasil (1.676) terminaram a temporada nos três primeiros lugares do ranking da mamãe Fifa?

Bola de ouro. Major League Soccer. A liga americana cresceu mais de 77% nos últimos quatro anos. Na temporada 2017, faturou US$ 778 milhões, aproximando-se do Brasileirão, que arrecadou US$ 1,1 bilhão. Segundo a agência Sports Value, a MLS ocupa o sexto lugar no mercado das chuteiras, atrás de Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França.

Bola de latão. Basquete. A confederação brasileira e a liga nacional estão às turras. A CBB só permitirá que a LNB, administrada pelos clubes, continue organizando o NBB se aceitar algumas regras: espaço gratuito publicitário para os patrocinadores da confederação e porcentagem de tudo o que a liga arrecadar, além da obrigatoriedade de utilizar STJD e árbitros da entidade.

Bola de lixo. Calçada da Fama. Acredite se quiser: os pés de Sócrates, Bellini, Nilton Santos, Dirceu Lopes, Pepe, Cláudio Adão, Zinho e outras feras do ludopédio simplesmente desapareceram da calçada da fama do ‘new Maraca’. Com as seguidas obras no estádio, as peças sumiram. Uma vergonha!

Bola sete. “É um absurdo a falta de carinho com os jogadores. Depois reclamam que o Brasil é um país sem memória. Homenagem depois de a pessoa estar morta não adianta nada” (protestou Cláudio Adão, uma das ‘vítimas’ de outro histórico vexame da pátria das chuteiras furadas, a deterioração da calçada da fama).

Dúvida pertinente. Fabio Carille ou Jorge Sampaoli, quem vai cair primeiro?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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