Semifinais da Libertadores: tango 2 x 0 samba; Palmeiras, mais um ano sem mundial

Boca Juniors e River Plate despacharam Palmeiras e Grêmio nas semifinais da Libertadores e decidirão o caneco. O Boca eliminou o Palestra no empate em 2 a 2, na mansão Allianz Parque (40.299 pagantes/R$ 3.829.551,24), enquanto o River despachou o imortal gaúcho na terça. Mais uma vez, Benedetto destruiu o Palmeiras. Que virou o jogo com Luan e Gomez, depois de tomar um gol de Ávila (foto), e ameaçava conquistar uma histórica classificacao quando Benedetto empatou. Os periquitos em revista foram a nocaute.


Agora, resta ao Palmeiras lamentar mais um ano sem Mundial e dedicar-se ao Brasileirão para salvar a temporada. O time tentava voltar a uma final depois de 18 anos. Boca e River disputarão o primeiro jogo em 7 de novembro, na Bombonera. A finalíssima está marcada para o dia 28, no Monumental de Nuñez, mas pode ser antecipada para 21 por conta do encontro da cúpula do G20 que acontecerá em Buenos Aires.

Apesar da ótima vantagem no tira-teima, já que havia vencido por 2 a 0 em La Bombonera, o Boca Juniors surpreendeu com um futebol ofensivo no primeiro tempo. Nada de retranca.

No toque de bola, a equipe argentina se impôs ao Palmeiras. Aproveitou bem os erros do time brasileiro e a falta de criatividade no meio de campo.

O único momento em que a torcida dos periquitos em revista vibrou aconteceu aos 10 minutos. Dudu cruzou e Bruno Henrique estufou a rede. Mas o VAR entrou em ação e apontou impedimento do palmeirense.

Aos 17, silêncio na mansão Allianz Parque: Villa desceu pela direita, Luan bobeou na marcação e Ávila correu para o abraço. O gol deixou o Palmeiras grogue. E, com inteligência, o Boca segurou o 1 a 0.

O Palmeiras voltou com Moisés no lugar de Bruno Henrique. O Boca se acomodou e o Palestra aproveitou para tocar fogo na partida. Aos 8, após bate-rebate, Luan empatou a partida. Cinco minutos depois, Dudu foi derrubado por Izquierdoz na área. Gomez cobrou o pênalti e virou o jogo.

Faltavam mais dois gols para o time chegar a uma épica classificação. Aí pintou Benedetto (saiu Ávila), o carrasco do jogo em La Bombonera. E, aos 25, pimba na caxirola: ele dominou e arrematou no canto direito de Weverton.

O Palmeiras, que já contava com Borja (Willian se machucou), foi praticamente a nocaute. Desapareceu em campo. Felipão trocou Felipe Melo por Gustavo Scarpa.

Nada aconteceu. A torcida murchou e o Boca tratou de segurar a bola até sua senhoria, o assoprador de latinha Wilmar Roldan, apitar o fim do duelo. E do sonho palmeirense em faturar o bi da Libertadores e o Mundial da mamãe Fifa.

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Pitaco do Chucky. Brasil, um eterno Halloween.

Cutucadas do M1to. Prestes a entrar para a história do Fortaleza como herói da ascensão do time à elite do Brasileirão, o ‘professor’ Rogério Ceni ainda dedica alfinetadas ao soberano São Paulo, mais precisamente à administração do chefão CA de Barros e Silva. Recordar é viver: ‘Em 2017, montamos um time com menos de R$ 1 milhão. Neste ano, mais de R$ 50 milhões. Há uma grande diferença. Mesmo assim, demos lucro’, disse o M1to a ‘Muriçoca’ Ramalho na plim plim. O ex-goleiro confessou que gostaria de ter continuado na casamata do Tricolor. Foi demitido em julho do ano passado. ‘Quem sabe um dia apareça uma oportunidade para voltar.’ Primeiro, porém, tem que mudar o presidente.

Zé Corneta. Ataque corintiano anda mais enrolado que namoro de cobra.

Baile americano. A Major League Soccer engole fácil o Brasileirão no grito das arquibancadas. A primeira fase do campeonato americano cravou a média de 21.956 pagantes por partida. De acordo com levantamento do site ‘Sr.goool’, os 391 jogos das Conferências Leste e Oeste atraíram 8.584.646 torcedores. A média do Brasileirão é de 18.461 espectadores por embate. Em 310 confrontos, o torneio nacional levou 5.722.834 torcedores. Cinco dos 20 times do Brasileirão têm média inferior a 10 mil pessoas por jogo. O Coelho mineiro é o pior, com 4.966 testemunhas.

Baile americano 2. Lanterna da MLS, o Columbus Crew flutua em 12.447 torcedores por partida. Nenhum clube da MLS tem média inferior a 10 mil fãs. Os 10 primeiros colocados aparecem com média superior a 20 mil, contra apenas sete do Brasileirão. O campeão de público na MLS é o Atlanta United, com 53.002 por jogo. O Flamengo lidera no Brasileirão com 47.199 pagantes.

Sugismundo Freud. A simpatia dá amigos; o interesse, companheiros.

Bê-a-bá ‘Titês’. O ‘professor’ Tite acrescenta pérolas incríveis ao dicionário da pátria das chuteiras furadas a cada convocação da amarelinha desbotada. É um poço de criatividade. Ao anunciar Allan para os caça-níqueis contra Uruguai e Camarões, o mestre sapecou: “Tem transição, rodinha no pé, ‘box to box’, rompe e passes avantajados”. Sobre o zagueiro Dedé: “Ele tem o plus da capacidade de reação”. As mesas-quadradas da TV certamente adotarão o discurso. Se pode complicar, pra que facilitar?

Happy birthday. O ‘pofexô’ Vanderlei Luxemburgo comemorou um ano na fila do desemprego. Ele está fora do mercado desde a demissão do Sport.

Gilete press. De Athos Moura, no ‘Globo’: “O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, exonerou os dois delegados responsáveis pela investigação da Operação Cartola, que revelou fraudes no futebol paraibano. A decisão de Coutinho foi publicada no Diário Oficial do estado, e foi tomada após uma reportagem da TV Globo mostrar que o governador sabia do esquema organizado pela Federação de Futebol da Paraíba. Lucas Sá e Vanderleia Gadi deixam a Delegacia de Defraudações e serão delegados adjuntos em delegacia especializada.” Lamentável.

Caiu na rede. Grêmio, o imortal que morre. HorRiver.

Tititi d’Aline. O Newell’s Old Boys receberá um presente de R$ 10 milhões do ‘professor’ Marcelo Bielsa, ‘El Loco’, no fim de semana, quando completará 115 anos de história. O treinador decidiu doar um hotel para o clube concentrar os jogadores. O prédio tem dois mil metros quadrados. Possui cinco pavimentos, garagem, terraço com churrasqueira, salão de jogos, auditório e sala de vídeo, além de quartos. Ele fica entre os vestiários da equipe e os campos de treinamento. Motivo do mimo: o Newell’s foi o primeiro clube da carreira de ‘El Loco’, que atualmente comanda o Leeds United.

Você sabia que… o River Plate eliminou times brasileiros em quatro de seis duelos pela Libertadores desde 2001?

Bola de ouro. Guardiola. O ‘professor’ espanhol do Manchester City foi eleito o melhor técnico do mundo pela revista inglesa ‘FourFourTwo’. Guardiola levou o City à melhor campanha de sua história na Premier League. O time fez a festa com 100 pontos. O City também ganhou a Copa da Liga Inglesa. Zinedine Zidane, tricampeão da Champions com o Real Madrid e atualmente sem clube, ficou na segunda colocação. Tite obteve a 11ª posição, e Renato Gaúcho, a 28ª.

Bola de latão. Palmeiras. A política continua fervendo no ninho dos periquitos em revista. O Conselho de Orientação Fiscal reprovou pelo oitavo mês seguido as contas da gestão Mauricio Gagliotte, apesar do superávit de R$ 4,4 milhões em agosto. O acumulado até agora é de R$ 44,6 milhões. Segundo a situação, trata-se de manobra política do grupo de oposição de Mustafá Contursi, desafeto de Gagliotte.

Bola de lixo. Bressan. Uma atuação inesquecível contra o River Plate: em 18 minutos, dois amarelos, pênalti e expulsão. O zagueiro de 25 anos foi apontado como maior culpado pela eliminação do Grêmio nas semifinais da Libertadores. Dificilmente voltará a vestir a camisa do imortal gaúcho.

Bola sete. “Tomei o atrevimento de descer para falar com os jogadores, porque achei que eles precisavam e eu também. Talvez tenha descumprido uma regra, reconheço, assimilo e assumo isso, mas era uma necessidade, era o que eu sentia que tinha de fazer e não me arrependo de nada” (do ‘professor’ Marcelo Gallardo, do River Plate, que estava suspenso e não poderia ter ido ao vestiário no intervalo do jogo com o Grêmio – e aí, Conmebol?).

Dúvida pertinente. Brasileirão, premio de consolação ao Palmeiras?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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