Palmeiras canta e vibra: decacampeão brasileiro. Que se dane o espetáculo?

Jogadores do Palmeiras comemoram o título brasileiro

Os números são implacáveis: recorde de invencibilidade na era de pontos corridos do Brasileirão – 22 jogos; ataque mais positivo – 61 gols; defesa menos vazada – 24 gols; 77 pontos em 111 possíveis (22 vitórias, 11 empates e 4 derrotas), aproveitamento de 69%; média superior a dois pontos por embate; 59% de vitórias, 30% de empates e 11% de derrotas; maior número de triunfos em casa – 15; menor quantidade de fracassos como visitante – 3.

Um título inquestionável, carimbado com vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, gol do ‘maluquinho’ Deyverson, que substituiu Borja no segundo tempo da partida em São Januário e mandou para o ralo o cheiroso sonho do Flamengo (2 a 0 na Raposa). Faltando uma rodada, o Palestra tem cinco pontos a mais que o Urubu: 77 a 72.

‘Quando surge o Alviverde imponente, no gramado em que a luta o aguarda…’ sai de baixo. Aplausos ao planejamento, à construção do elenco mais talentoso, dono da maior folha de pagamentos do miserável ludopédio tupiniquim, algo em torno de R$ 13 milhões por mês.

Um plantel capaz de chegar à volta olímpica do principal campeonato do país mesmo jogando boa parte dos duelos com um time recheado de reservas, aproveitando a mediocridade que cerca a pátria das chuteiras furadas, com os coirmãos esbanjando incompetência e/ou limitações a cada chute de bico quadrado.

Missão cumprida, com louvor? Até certo ponto, na opinião de Mauro Cezar Pereira, da ‘ESPN’: “Felipão fracassou em sua missão prioritária ao retornar ao clube (ganhar a Libertadores). Merece aplausos pela conquista, mas o futebol praticado por seu farto elenco é pobre e ultrapassado, eficaz somente em lugares como China e Brasil.”

Fechando a conta: vitória do pragmatismo, do futebol de resultados, aprovado por boa parte da mídia, principalmente pelos amigos do rei. Pouco importa, porém, à galera. Que se dane o espetáculo! ‘Defesa que ninguém passa, linha atacante de raça, torcida que canta e vibra… ‘

É decacampeão: 1960, 1967 (Taça Brasil), 1967 (Roberto Gomes Pedrosa), 1969, 1972, 1973, 1993, 1994, 2016 e 2018. É o maior vencedor do Brasileirão. Em segundo aparece o Peixe, com oito títulos, seguido pelo Corinthians, com sete.

Os heróis: Weverton, Mayke, Luan, Gustavo Gómez, Diogo Barbosa, Felipe Melo, Bruno Henrique, Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Willian, Jean, Dudu, Borja, Deyverson e o ‘sargento’ Felipão.

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Cariocas coadjuvantes. Pela quarta vez os times do Rio serviram de escada aos paulistas no grito de campeão brasileiro. E o Vasco ocupa lugar de destaque nas comemorações: é tri. Em 2004, o Peixe deu a volta olímpica ao derrotar o time vascaíno por 2 a 1 na última rodada do campeonato, no estádio Teixeirão, em São José do Rio Preto. Em 2015, o Corinthians fez a festa após empate em 1 a 1 com o Vasco, em São Januário, na 35ª jornada. Ano passado, no Itaquerão, minha casa minha vida, o Corinthians faturou o caneco com um triunfo sobre o Fluminense, também na 35ª rodada. Agora, o Palmeiras colocou a faixa com a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco na penúltima jornada.

Pitaco do Chucky. Conmebol, AFA, CBF: tudo farinha do mesmo saco. E da pior qualidade. Até os porcos rejeitam.

Pinóquio da Fiel. A administração Andrés ‘Desmanchez’ parece cada vez mais especializada em trollar a Fiel. Após a Copa da Rússia, o departamento de marketing garantiu que a camisa corintiana ganharia um carimbo master em pouco tempo. Faltando uma rodada para o encerramento da temporada, pimba na caxirola: se pintar algo em 2019, os cartolas agradecerão de joelhos a São Jorge pela graça alcançada.

Zé Corneta. O ótimo relacionamento entre Raí, Lugano e Ricardo Rocha foi para o espaço. O trio parada dura do soberano Tricolor desafina até no bom dia.

Bye-bye Tricolor! Quarta opção para a zaga, atrás de Bruno Alves, Arboleda e Anderson Martins, Rodrigo Caio conta os dias que faltam para abrir a janela de transferências na Europa (janeiro). Aos 25 anos, o jogador acredita que chegou o momento de limpar o armário no soberano Tricolor. Está disposto, inclusive, a não fazer muitas exigências financeiras. O São Paulo também…

Sugismundo Freud. Para o ignorante, a velhice é inverno; para o sábio, estação da colheita.

Merry Christmas. O sérvio Novak Djokovic poderá degustar uma bela ceia de Natal. Número 1 do mundo, ele faturou apenas US$ 12,6 milhões em prêmios durante a temporada da bolinha, a maior parte graças à conquista de Wimbledon e US Open. O espanhol Rafael Nadal aparece em segundo no ranking, com US$ 8,6 milhões. O top 5 tem ainda Alexander Zverev (US$ 7,7 mi), Roger Federer (US$ 7,5 mi) e Juan Martin de Potro (US$ 5,9 mi).

Zapping. O programa ‘É Gol’, do SporTV, pode ser limado em 2019. Apresentado por Domitila Becker e pelo chato Lucas Strabko, está levando um banho de audiência dos concorrentes.

Caiu na rede. Final da Libertadores: um tango para esquecer, mais desafinado que galo rouco.

Dona Fifi. Tiro e queda: o Galo é um tremendo freguês do Peixe no aquário da Vila Belmiro. Desde 2009, quando ganhou por 3 a 1, coleciona sete derrotas e dois empates. É canja garantida.

Gilete press. Do ‘professor’ Rogério Ceni, ao ‘Estadão’: “Fora da capital [Palmeiras e Corinthians], trabalharia em qualquer equipe. Tive um ano de aprendizado aqui [Fortaleza], me desenvolvi muito no extracampo. No campo, eu tinha minha forma de trabalhar, que é a mesma do São Paulo. Estou preparado? Se eu ganhar, estou preparado. Se eu perder… O futebol é avaliado de trás para frente. Não é de janeiro para dezembro, do primeiro minuto até os 90. As pessoas avaliam o resultado. Estou apto para dirigir qualquer equipe.” Quem se habilita?

Tititi d’Aline. Os clubes da Série A do Calcio decidiram promover uma campanha em apoio a mulheres vítimas de agressão. Os jogadores da Juventus e SPAL entraram em campo com pinturas vermelhas no rosto. Invicta, a Juve venceu por 2 a 0 e lidera o campeonato com 37 pontos.

Você sabia que… o soberano São Paulo nunca perdeu do Sport no Morumbi pelo Brasileirão, acumulando 17 vitórias e um empate?

Bola de ouro. CSA/Avaí. Novos integrantes do Brasileirão. O time alagoano, da rainha Marta, volta à elite depois de 32 anos. Carimbou a classificação com uma goleada sobre o Juventude por 4 a 0. A equipe catarinense, de Gustavo Kuerten, o Guga, ficou no ‘oxo’ com a Ponte e retorna após uma temporada na Série B. Fortaleza e Goiás já haviam garantido um lugar na elite.

Bola de latão. Paysandu. Levou uma paulada histórica do Atlético/GO (5 a 2) e fechou a quadra de rebaixados à Série C do Brasileiro. Boa Esporte, Juventude e Sampaio Corrêa também mergulharam na terceirona.

Bola de lixo. Libertadores. A final do mundo entre River Plate e Boca Juniors virou o fim do mundo, sob as bênçãos da medíocre Conmebol, comandada pelo capo Alejandro Dominguez. Vândalos atacaram o ônibus do Boca na chegada ao estádio do River. Uma selvageria. Ao longo de três horas a torcida ficou à espera do óbvio, o adiamento da partida. Uma vergonha.

Bola sete. “Mesmo machucado e sem Bruna Marquezine, Neymar continua alto astral. Uma das razões deve ser seu lado financeiro. O craque fechou com o banco do Catar, sede da próxima Copa, um cachê de 3,8 milhões de euros para a gravação de dois comerciais” (de Mauricio Lima, em ‘Veja’ – ô coitado).

Dúvida pertinente. Mauricio Galiotte, mais três anos como rainha da Inglaterra no ninho dos periquitos em revista?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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