Vasco derruba tabu de 13 anos e respira mais aliviado; soberano São Paulo, bolinha de gude

Arboleda disputa lance com Maxi López

Com gols de Andrei e Pikachu, um em cada tempo, o Vasco derrotou o soberano São Paulo por 2 a 0, em São Januário (14.426 pagantes/R$ 354.345), e respira mais aliviado no Brasileirão. A equipe carioca chegou a 42 pontos e abriu quatro da zona do agrião queimado. De quebra, voltou a superar o Tricolor em seu estádio, o que não acontecia desde 2005, quando venceu por 3 a 1. O time paulista jogou mal e perdeu a chance de entrar no G4 da Libertadores. Permanece em quinto lugar, com 62 pontos. O Grêmio também tem 62, mas supera o São Paulo no número de vitórias, 17 a 16.

O ‘professor interino’ André Jardine sofreu a primeira derrota no Tricolor, que volta a jogar na próxima segunda, no Morumbi, contra o Sport. O Vasco receberá no domingo o líder Palmeiras, que busca o título do Brasileirão.

A lentidão marcou os primeiros minutos da partida. Muita troca de passes no meio de campo e pouca objetividade ofensiva.

O duelo caminhava em banho-maria quando Jucilei saiu jogando errado aos 17. Andrei aproveitou a bobeada do são-paulino, chutou de fora da área e colocou no canto esquerdo de Jean.

Era tudo o que a equipe vascaína queria. Em vantagem, procurou atrair o Tricolor a fim de explorar os contragolpes com Kelvin, Max Lopes e Galhardo.

Muito lento no meio de campo, o São Paulo insistiu demais em inúteis cruzamentos para a área, na esperança de uma cabeçada salvadora de Tréllez. Nada conseguiu e o goleiro Fernando Miguel praticamente assistiu ao jogo.

Na volta para o segundo tempo, os são-paulinos reclamaram com sua senhoria, o assoprador de latinha Anderson Daronco, da ‘tática’ empregada pelos vascaínos na etapa inicial: esvaziar as bolas para ganhar tempo e assegurar o 1 a 0.

O time paulista partiu em busca do empate, mas sem inspiração. Lento demais, facilitou o trabalho da zaga vascaína. Aos 17, o ‘professor interino’ André Jardine acordou e trocou Hudson por Shaylon.

Sentindo que o time havia abdicado do jogo e se acomodado no placar, a torcida explodiu nas arquibancadas aos gritos de ‘ei Vasco, vamos jogar…’

Na sequência, outra mudança no Tricolor: Tréllez (inútil) por Pedro, dispensado no Guarani e Paraná. No Vasco, saiu Kelvin e entrou Caio Monteiro. Depois, Werley (lesionado) por Henriquez. No time paulista, última alteração: Pedrinho por Anthony.

Na bacia das almas, o melhor (e único) grande momento do São Paulo. Shaylon cobrou falta na esquerda, Rodrigo Caio cabeceou e Fernando Miguel operou um milagre.

Aos 49, Pikachu matou o Tricolor. Ele tabelou com Max Lopes (deu uma aula como centroavante pivô) e tocou para a rede na saída de Jean. Décimo gol de Pikachu no campeonato. O Vasco respira aliviado. Deu um passo importante para permanecer na elite do Brasileirão.

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Pitaco do Chucky. CA de Barros e Silva, o exterminador de ídolos no soberano Tricolor.

Recorde de Jajá. A cada rodada o ‘professor’ Jair Ventura acrescenta mais uma importante conquista no comando do Corinthians. Ao levar uma paulada do Furacão, o treinador chegou a oito derrotas em 17 jogos, cinco empates e fantásticas quatro vitórias. Um aproveitamento de 33%, o pior de um técnico à frente do time corintiano em 11 anos. Ventura pode orgulhar-se de ter igualado o recorde de Nelsinho Baptista no ano da degola, em 2007. Ele substituiu Osmar Loss, que cravou 10 triunfos, cinco empates e 10 tropeços em 25 duelos, com 46% de aproveitamento.

Zé Corneta. Flamengo, muita torcida para pouca bola.

Banquete judicial. A quizumba provocada pela penhora da taça do Mundial de 2012 do Corinthians serviu de banquete para muitas piadas de torcedores e até dos coirmãos Peixe e soberano São Paulo, exceção do Palmeiras, por razões óbvias – não tem uma na sala de troféus. Mas a decisão do juiz Luiz Fernando Nardelli, da 3ª Vara Cível de São Paulo, acolhendo pedido do Instituto Santanense de Ensino Superior (cobra uma dívida de R$ 2,48 milhões), pode ter aberto um precedente midiático de ótimos resultados aos advogados. Mais do que penhorar um estádio, como aconteceu recentemente com o aquário da Vila Belmiro, a possibilidade de perder um caneco comove bem mais na pátria das chuteiras furadas.

Banquete judicial 2. Nenhuma taça tem valor financeiro elevado, porém carrega imensurável simbolismo e provoca uma revolta que abala a estrutura de qualquer clube. Porta arrombada, os outros brasileiros campeões mundiais (Peixe, Flamengo, Grêmio, São Paulo e Saci colorado) que se cuidem e abram os olhos. A partir de agora, quem ficar negativado no esporte bretão corre sério risco de virar chacota nacional. Só o Palmeiras está tranquilo.

Sugismundo Freud. Quem lida com mel sempre tem chance de uma lambida.

Pires na mão. O presidente Pedro Abad decidiu passar o chapéu nas Laranjeiras. Pediu reforço de caixa a alguns cardeais do Fluminense a fim de poder pagar o elenco, irritado com os meses de salários e direitos de imagem atrasados. A dívida gira em torno de R$ 10 milhões. O Fluminense arrecadou R$ 150 mil com a vaquinha.

Zapping. O retorno da veterana Glenda Kozlowski ao SporTV, para apresentar o programa ‘Tá da Área’, enterra a ideia de transformá-la em narradora da plim plim.

Gilete press. Do ‘Estado de Minas’: “O Cruzeiro registrou na goleada por 3 a 0 sobre o Vitória seu menor público no novo Mineirão. O estádio recebeu apenas 2.421 pagantes (4.036 presentes), para uma renda bruta de R$ 21.781,00. O recorde negativo havia sido contabilizado em jogo da Primeira Liga de 2016. Em 9 de março, o time venceu o Atlético-PR por 2 a 1 diante de 4.476 torcedores. A renda foi de R$ 79.211.” Que maravilha!

Tititi d’Aline. O craque Alex e o jornalista Anderson Olivieri lançam nesta segunda, em BH, o livro ‘2003: a tríplice história de um time mágico’. Ele traz os bastidores da memorável campanha da Tríplice Coroa da Raposa – Brasileirão, Copa do Brasil e estadual. Os heróis revelam passagens que poucos ficaram sabendo. O livro tem 138 páginas e custará R$ 39,90.

Você sabia que… o Palmeiras ganhará um bônus de R$ 10 milhões da Crefisa pelo título do Brasileirão?

Bola de ouro. Dudu. O baixinho do Palmeiras está jogando muito. Merece o prêmio de melhor jogador do Brasileirão. Coleciona vários recordes na mansão Allianz Parque: quem mais jogou (98 embates), mais venceu (70 vezes), mais fez gols (25) e deu mais assistências (24).

Bola de latão. Saci colorado. Disputa com o soberano São Paulo o cobiçado troféu ‘Cavalo Paraguaio’ de 2018.

Bola de lixo. Andrés ‘Desmanchez’. O eterno rei do sorriso fez de tudo, e mais um pouco, para levar o Corinthians à segunda divisão. Montou um projeto incrível para degolar o time, mas outros clubes foram mais competentes. Havia muito tempo que a Fiel não era tão humilhada.

Bola sete. “Faço as mesmas coisas que os meninos de 20, pode acreditar. Não com a mesma frequência, mas faço” (do setentão Felipão, cantando de galo após a goleada do Palmeiras no Coelho).

Dúvida pertinente. Jair Ventura: obrigado e passar bem?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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