Soberano São Paulo troca comando, mas continua com o mesmo futebol chinfrim

Arboleda, Trellez, Geromel e Madson em lance de São Paulo x Grêmio

Saiu o ‘professor’ Diego Aguirre e entrou André Jardine, o queridinho do poderoso chefão CA de Barros e Silva. Nenê ‘Biquinho’ ganhou novamente a titularidade, após esquentar o bumbum no banco em quatro jogos, e o garoto Helinho começou na direita. Mas o soberano São Paulo continuou o mesmo: pouco criativo no meio de campo e inoperante ofensivamente. Resultado: ficou no 1 a 1 com o Grêmio, no Morumbi (24.757 pagantes/R$ 759.161). O Tricolor empatou pela 14ª vez no Brasileirão. É o campeão do ‘Troféu Empatite’.

O São Paulo atingiu 59 pontos, mesmo número do Grêmio, mas perde a quarta colocação por ter uma vitória a menos. O time treinado por Renato Gaúcho vence por 16 a 15. Ou seja, está no G4, a quadra de ases da Libertadores. O São Paulo, hoje, disputaria a pré-Libertadores.

Depois de um primeiro sonolento, com o Grêmio mais preocupado em defender-se e o Tricolor paulista encontrando dificuldades para superar a marcação dos gaúchos, o jogo melhorou na etapa final. O imortal procurou mais o ataque e abriu o placar aos 11. Ramiro lançou Madson na direita. O lateral cruzou da linha de fundo, o baixinho Everton ‘Cebolinha’ subiu mais que Arboleda e concluiu de cabeça.

Jardine sacou Helinho e Nenê ‘Biquinho’. Colocou Antony e Shaylon. O Grêmio recuou a fim de contragolpear com ‘Cebolinha’. Aos 29, Shaylon passou para Everton, que cruzou na área. Michel tentou se antecipar ao goleiro Paulo Victor e marcou contra. Daí em diante, nada mais de útil se viu em campo.

No fim de semana, o São Paulo receberá a Raposa no Morumbi. O Grêmio, por sua vez, enfrentará a Chapecoense, que perdeu do Botafogo por 1 a 0. O embate será em Porto Alegre.

No ‘new Maraca’ (43.547 pagantes/R$ 1.136.024), o Flamengo comemorou 123 anos com uma vitória sobre o Peixe por 1 a 0, gol de Henrique Dourado aos 27 do segundo tempo. O time carioca chegou a 63 pontos e respira na UTI na briga pelo caneco. O líder Palmeiras tem 70. Faltam quatro rodadas para o final do campeonato.

Já o Santos sofreu a terceira derrota consecutiva – antes havia perdido da Chapecoense (1 a 0) e Palmeiras (3 a 2). A equipe continua com 46 pontos e ocupa a nona colocação, três pontos atrás do G6, o seleto grupo da Libertadores.

O artilheiro Gabigol poderia ter evitado o prejuízo santista, mas perdeu um gol cara a cara e desperdiçou um pênalti na bacia das almas – o goleiro César defendeu.

Antes de a bola rolar no péssimo gramado do Maraca, a torcida do Urubu protestou contra o desempenho da equipe aos gritos de “time sem vergonha”.

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Pitaco do Chucky. A Fiel vibra: enquanto o Corinthians afunda no Brasileirão, o presidente Andrés ‘Desmanchez’ viaja pela Europa.

Guerra política. As primeiras serpentinas de arame farpado já começaram a enfeitar o salão de festas da mansão Allianz Parque para abrigar o carnaval eleitoral no dia 24. O pontapé inicial do esquindolelê partiu do candidato de oposição, Genaro Marino. O cartola dançou a tarantela porque o chefão Mauricio Galiotte, que lutará pela reeleição, voltou a rebaixar o estadual a um torneio de quinta categoria. “Ele mostrou mais uma vez não conhecer a história do Palmeiras. Algumas de nossas maiores conquistas foram no que ele chama de Paulistinha. Ou ele se esqueceu do tamanho da vitória sobre nossos rivais em 1993?”. Para Genaro, ignorar o “maior estadual do país, taça é desmerecer nosso passado e nossos heróis”.

Zé Corneta. Nenê, Rodrigo Caio e Arboleda, o trio parada dura do Morumbi: peças fundamentais na demissão do ‘professor’ Diego Aguirre.

Happy birthday. O Botafogo prestou uma singela homenagem aos 123 anos do Flamengo. O coirmão lembrou no Twitter a goleada de 6 a 0 em 15 de novembro de 1972, dia em que o Urubu completou 77 primaveras. Jairzinho (três), Fischer (dois) e Ferreti cantaram parabéns no Maraca. O Botafogo mostrou jornal da época e também usou emojis (seis bolas) ao lado de bolo de aniversário.

Sugismundo Freud. Não tenha medo de mudanças: coisas boas se vão para que melhores possam vir.

Falso brilhante. Os bons ventos da modernidade, anunciados com a chegada do meteorologista Raí ao soberano São Paulo, foram solenemente para o ralo da incompetência, da falta de planejamento e profissionalismo. O impávido e nada colosso Raí se comportou como um cartola qualquer, tirou o bumbum da seringa e demitiu o ‘professor’ Diego Aguirre faltando apenas cinco jogos para o fim do Brasileirão. Ou uma maratona de 450 minutos de bola rolando. Com o aval do mandachuva e raios CA de Barros e Silva, Raí deu um solene bico no treinador uruguaio como se ele, Aguirre, fosse o grande responsável pelas contratações de Diego Souza, Trellez, Carneiro e Jean, além do veterano Nenê, o ‘rei do biquinho’.

Falso brilhante 2. Ao término do primeiro turno do campeonato, com o Tricolor na liderança (71,9% de aproveitamento), Aguirre foi elevado por Raí ao patamar de “o grande professor” da temporada. Um tiro certeiro! No segundo turno, vítima de um elenco limitadíssimo, sem peças de reposição, o trabalho de Aguirre desandou. O time conquistou somente 40,4% dos pontos possíveis. Ainda está na briga pelo G4, a quadra de ases da Libertadores, mas isso é muito pouco para a soberba de um clube que não ganha um título importante há uma década e teima em não descer do salto.

Caiu na rede. Corinthians: time e técnico de segunda.

Trampolim. Empresários ligados de corpo, alma e bolso ao Corinthians esfregam as mãos de felicidade. O dadilvoso presidente Andrés ‘Desmanchez’ confirmou a criação de um time B. Ou seja, uma ótima vitrine para futuros negócios, um trampolim para atletas muitas vezes desconhecidos e/ou pernas de pau.

Dona Fifi. As marias-chuteiras rubro-negras estão choramingando: o meia Paquetá, 21 anos, se casou com a nutricionista Maria Eduarda Fournier. O relacionamento começou em 16 de fevereiro.

Fonte secou. A Caixa Econômica Federal só discutirá novos contratos ou a renovação com os clubes em fevereiro. A CEF decidiu brecar os investimentos em marketing e patrocínio por 90 dias. O banco estatal aplica R$ 400 milhões por ano. A grana deve ser reduzida no próximo governo.

Zapping. Glenda Kozlowski substituirá Bárbara Coelho no ‘Tá na Área’, do SporTV. Bárbara vai comandar o ‘Esporte Espetacular’, na plim plim, no lugar de Fernanda Gentil, que irá para o entretenimento.

Gilete press. De Roberto Salim, no ‘Ultrajano.com.br’: “Meus caros amigos da linda Barcelona, meus caros torcedores de toda a Espanha. Vocês não devem entrar nessa piada de que faltam poucos gols para Messi se igualar a Pelé. Segundo as contas do organizado clube catalão, Messi tem 566 gols com a camisa do Barça. Segundo os estatísticos de lá e as continhas daqui, Pelé teria apenas 643 gols com a camisa santista. Amiguinhos, vão plantar batatas! Só pelo alvinegro praiano foram mais de mil gols, com certeza.” Papagaiada espanhola.

Tititi d’Aline. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, pisou fundo no acelerador e anunciou a volta da Fórmula Indy em 2020. Até revelou trechos da pista no Sambódromo e na Avenida Presidente Vargas. Mas exagerou na velocidade. A IndyCar garantiu que não há planos para a realização da corrida.

Você sabia que… o Itaquerão, minha casa minha vida ultrapassará a marca de cinco milhões de pagantes no embate contra o Vasco no fim de semana, pois já atingiu 4.995.337 fiéis em 154 jogos?

Bola de ouro. LeBron James. A fera do Los Angeles Lakers ocupa o quinto lugar no ranking dos maiores pontuadores da história da NBA. No triunfo sobre o Portland por 126 a 117, The King chegou a 31.425 pontos e superou Wilt Chamberlain (31.419). Está atrás de Michael Jordan (32.292), Kobe Bryant (33.643), Karl Malone (36.928) e Kareem Abdul-Jabbar (38.387).

Bola de latão. Júlio César. O goleiro do Fluminense atribuiu aos assopradores de latinha a ótima campanha do Palmeiras. Simplesmente ridículo. O Palestra está sobrando no Brasileirão, enquanto o Tricolor das Laranjeiras montou um time de segunda.

Bola de lixo. Corinthians. Havia muito tempo que a Fiel não sofria tanto. Mais precisamente desde o glorioso ‘faz-me rir’ da década de 60. Em 17 jogos como visitante, o time venceu apenas dois, empatou três e perdeu 12, aproveitamento de 17,6%.

Bola sete. “Quem sabe um dia, depois de 2020, eu volte. Agora não é o momento. Eu, se fosse o presidente, não me procuraria. E também não aceitaria o convite vindo dele” (do ‘professor’ Rogério Ceni, sobre a possibilidade de retornar ao São Paulo do chefão CA de Barros e Silva – pingos nos is).

Dúvida pertinente. O Corinthians tem ‘professor’ ou aluno curioso?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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