VAR entra em campo e mata o sonho do tetracampeonato do Grêmio na Libertadores

O imortal Grêmio precisava apenas de um empate para continuar na briga do tetra da Libertadores. Saiu na frente, mas tomou a virada do River Plate (2 a 1) e foi eliminado na Arena de Porto Alegre, diante de 53.571 torcedores (49.893 pagantes/R$ 4.477.119,50). A grande estrela do embate foi o VAR. O jogo estava 1 a 1 quando a engenhoca entrou em campo, aos 42 do segundo tempo, e sua senhoria, o assoprador de latinha uruguaio Andrés Cunha, marcou pênalti. Os argentinos decidirão o caneco contra o vencedor de Boca Juniors e Palmeiras.

Pity Martínez chora após marcar o gol da vitória
O Grêmio entrou com o regulamento sob o braço. Necessitando apenas de um empate, o técnico Renato Gaúcho armou uma barreira à frente do goleiro Marcelo Grohe. Bola para o mato que o jogo é de campeonato. Se der, uma espichada para o centroavante Jael encher o saco da zaga dos hermanos.

A equipe argentina tomou conta do jogo. Alugou o meio-campo. Impôs seu ótimo toque de bola e explorou bem as avançadas pelas laterais. Levou perigo a Marcelo Grohe em vários arremates e muito sofrimento à torcida gaúcha.

Aos 35 minutos, numa rara ação ofensiva, festa tricolor. Alisson cobrou escanteio e a bola sobrou para Leo Gomes. O lateral bateu de primeira no canto direito de Armani e correu para o abraço. Era tudo o que os gaúchos queriam: achar um gol e deitar ainda mais na vantagem.

O atual campeão da Libertadores voltou um pouco mais ousado para o segundo tempo. E, aos 8, outra explosão nas arquibancadas: recuperado de lesão, Everton ‘Cebolinha’ substituiu Maicon, lesionado.

Aos 21, a grande revelação gremista perdeu a chance de nocautear o River Plate. Cícero lançou, o atacante invadiu a área sozinho e chutou nas pernas do goleiro Grohe. Na sequência, Paulo Miranda, uma muralha na defesa, sentiu cãibras e deu o lugar a Bressan.

O imortal gaúcho tentou levar o River Plate em banho-maria e se deu mal. Aos 37, Martinez cruzou e Barré desviou de cabeça, sem chance para Marcelo Grohe. O gol de empate animou os argentinos. Renato Gaúcho trocou Jardel por Thaciano, aos 41.

Um minuto depois, sua senhoria, o assoprador de latinha uruguaio Andrés Cunha, foi alertado para consultar o VAR, quando o River Plate se preparava para cobrar um escanteio, e marca pênalti de Bressan (toque de mão antes de a bola sair pela linha de fundo).

O zagueiro gremista, que havia tomado um amarelo após ocupar o posto de Paulo Miranda, recebeu o segundo e foi expulso. O jogo ficou paralisado por 10 minutos. De nada adiantou a chiadeira dos gaúchos. Martinez cobrou o pênalti e garantiu a vitória e a classificação do River Plate às finais da Libertadores. Matou o sonho do tetra do Grêmio.

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Pitaco do Chucky. Política e futebol, tudo a ver: sempre há um novo jogo.

Na corda bamba. O passado é pouco animador ao sonho de o Palmeiras virar o jogo contra o Boca Juniors e chegar à decisão da Libertadores nesta quarta, na mansão Allianz Parque. Os números são cruéis. Desde o primeiro torneio, em 1960, apenas três equipes conseguiram a façanha nas semifinais, enquanto 16 avançaram à decisão após vencer o primeiro combate. Os autores da proeza: Estudiantes em 1968, Boca Juniors em 2007 e Galo em 2013. Abençoados pelos deuses da bola, os três soltaram o grito de ‘é campeão’. O Palestra tem de devolver, no mínimo, o 2 a 0 de La Bombonera para jogar a sorte nos pênaltis. Como desgraça pouco é bobagem, a matemática do ‘site’ Chance de Gol’ aponta que o Boca reúne 88,8% de possibilidades de classificação contra 11,2% do Palmeiras. Avanti San Gennaro!

Zé Corneta. Ceará de Lisca Doido, novo campeão mineiro: colocou a Raposa para correr e devorou o Galo.

Massacre hermano. O Boca Juniors aposta na eficiência contra as equipes brasileiras em duelos fora de casa para conquistar a classificação às finais. Os hermanos cumpriram a missão em nove das 11 vezes que tiveram de bater o martelo jogando no Brasil desde o início deste século. O jornal ‘Olé’ lembrou que o Boca Juniors se sente em casa quando atua em solo brasileiro. Os piores momentos foram em 2008 e 2012. Há uma década, a equipe empatou com o Fluminense na Argentina e depois foi eliminada no Maracanã. Quatro anos depois, perdeu o caneco para o Corinthians – empate em La Bombonera e derrota no Pacaembu. A escrita do Boca contra os brasileiros na Libertadores desde 2000:

2018
Semifinal – Boca 2 x 0 Palmeiras 0 (ida)
Quartas – Boca 2 x 0 Raposa e Raposa 1 x 1 Boca 1

2013
Oitavas – Boca 1 x 0 Corinthians 0 e Corinthians 1 x 1 Boca

2012
Oitavas – Boca 1 x 0 Fluminense e Fluminense 1 x 1 Boca
Decisão – Boca 1 x 1 Corinthians e Corinthians 2 x 0 Boca 0

2008
Oitavas – Boca 2 x 1 Raposa e Raposa 1 x 2 Boca
Semifinal – Boca 2 x 2 Fluminense e Fluminense 3 x 1 Boca

2007
Decisão – Boca 3 x 0 Grêmio e Grêmio 0 x 2 Boca 2

2004
Quartas – São Caetano 0 x 0 Boca 0 e Boca 1 (4) x 1 (3) São Caetano

2003
Oitavas – Boca 0 x 1 Paysandu e Paysandu 2 x 4 Boca
Decisão – Boca 2 x 0 Peixe e Peixe 1 x 3 Boca 3

2001
Quartas – Vasco 0 x 1 Boca e Boca 3 x 0 Vasco
Semifinal – Boca 2 x 2 Palmeiras e Palmeiras 2 (2) x 2 (3) Boca

2000
Decisão – Boca 2 x 2 Palmeiras e Palmeiras 0 (2) x 0 (4) Boca

Onça e jacaré. Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… até a hora de a onça beber água e o jacaré sorrir à beira do rio. O Flamengo entregou a rapadura sempre que precisou vencer em casa. A via-crúcis do Urubu começou no Carioquinha: derrota para o Botafogo por 1 a 0 nas semifinais. Depois, quando brigava com o soberano São Paulo pela liderança do Brasileirão, novo fracasso por 1 a 0. Veio então a coça da Raposa (2 a 0) nas oitavas da Libertadores. E no vácuo, o ‘oxo’ contra o limitadíssimo Corinthians nas semifinais da Copa do Brasil. Por fim, o 1 a 1 com o Palmeiras, no ‘jogo do título’, segundo a galera. Dos badalados embates no ‘new Maraca’, apenas uma grande alegria: 1 a 0 no Grêmio, pelas quartas da Copa do Brasil.

Sugismundo Freud. A ousadia leva ao êxito.

Revolta. Os argentinos pisam em ovos e denunciam complô: Grêmio e Palmeiras mexeram os pauzinhos na Conmebol e conseguiram afastar os ‘professores’ Marcelo Gallardo e Guillermo Schelotto do segundo embate das semifinais da Libertadores. Os treinadores pegaram um jogo de gancho porque River Plate e Boca Juniors demoraram para voltar do vestiário, após o primeiro tempo, nos jogos realizados em Buenos Aires. O ex-goleiro paraguaio Chilavert saiu em defesa dos hermanos: “Que vergonha, sancionar justo antes das partidas, mas permitir que o presidente da Federação Peruana, (Edwin) Oviedo, que está denunciado por dois homicídios, siga no cargo.”

Fim da linha. Vice-presidente eleito na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general Hamilton Mourão (PRTB) admitiu que o Ministério do Esporte deverá ser absorvido pelo Ministério da Educação e Cultura.

Esmola. Há que se reconhecer: o Circo Brasileiro de Futebol dedica atenção especial ao campeonato nacional das meninas. O campeão Corinthians embolsou nada menos que… R$ 120 mil de prêmio. Pouca coisa inferior em relação ao incentivo dado para os marmanjos, algo em torno de R$ 18 milhões.

Dona Fifi. O ‘professor’ Tite ocupa a 11ª posição no ranking dos 50 melhores técnicos de 2018 da revista inglesa ‘FourFourTwo’.

Gilete press. De Leo Burlá, no Uol’: “A CBF e a concessionária que administra o Maracanã têm conversas adiantadas para que a seleção brasileira volte a atuar no estádio em março de 2019. O técnico Tite terá à disposição o intervalo entre os dias 18 e 26 para a disputa de dois amistosos, e o palco da final da Copa de 2014 é o alvo preferido para uma dessas partidas. A última vez que a seleção principal atuou no maior estádio brasileiro foi no dia 30 de junho de 2013, quando Brasil e Espanha fizeram a final da Copa das Confederações, com vitória verde e amarela por 3 a 0.” A conferir.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Danilo faz gol de bicicleta e não trava as costas. Isso que é se cuidar na melhor idade.

Tititi d’Aline. O gajo Cristiano Ronaldo é o novo rei do Instagram. A estrela da Juventus atingiu a marca de 144.305.000 de seguidores e superou a cantora Selena Gomez, que liderava o ranking desde 2016. Ela tem 144 milhões. Além de CR7, apenas mais um jogador figura entre os top 10: o brasileiro Neymar, do PSG, com pouco mais de 104 milhões.

Você sabia que… o Galo completou quatro jogos sem vitória na derrota para o Ceará por 2 a 1?

Bola de ouro. Arthur. A cada jogo do Barcelona o meio-campista brasileiro solidifica a posição de titular imprescindível. “Defensivamente, notável. Ofensivamente, notável. Ele é notável em tudo. Uma grande contratação. Um futebolista bestial”, avaliou o jornal ‘Sport’, após o 5 a 1 sobre o Real Madrid.

Bola latão. Jonathas. Vive ótima fase no Corinthians: quarta opção para o comando de ataque, atrás de Roger, Emerson ‘Bitoca’ e Danilo.

Bola de lixo. Julen Lopetegui. A passagem do ‘professor’ basco pelo Real Madrid terminou após a histórica surra diante do Barcelona por 5 a 1, pelo Campeonato Espanhol. O reinado de Lopetegui, 52 anos, durou menos de três meses, ou seja, 14 jogos – seis vitórias, seis derrotas e dois empates, aproveitamento de 47,6%.

Bola sete. “Disputar a Libertadores é mais prazeroso. O envolvimento é maior. Todo mundo quer ganhar. O comportamento da torcida é diferente. Por isso, é um torneio muito difícil” (do ex-zagueiro Júnior Baiano, do ‘SporTV’, sobre a temperatura da competição – fato).

Dúvida pertinente. Grêmio, o time mais copeiro do Brasil?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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