Vasco a caminho do ‘tetra’; Palmeiras com a mão no caneco

Do vinho do papa ao suco de jiló, do sonho ao pesadelo: o que parecia apenas cutucadas inexpressivas de coirmãos mais abastados está se solidificando em carne, osso e chuteiras furadas. O Vasco acumula 40% de chances de frequentar pela quarta vez o caldeirão do diabo, a gloriosa Série B.

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A aritmética é do site ‘Infobola’, do professor de matemática Tristão Garcia, depois de 31 jornadas do Brasileirão. A nau vascaína acumula apenas 35 pontos, um à frente da Chapecoense, líder da zona do agrião queimado – Sport e Vitória têm 33, e o lanterna Paraná soma 17, depois de 31 rodadas.

Dos grandes clubes da ponte aérea Rio/SP, nenhum está tão ameaçado pela degola, de acordo com o põe, tira, deixa ficar do ‘Infobola’. A equipe já foi a pique em 2008, 2013 e 2015. Depois aparece o Botafogo, rebaixado em 2002 e 2014, com 29% de possibilidades de mergulhar no caldeirão do diabo. Também acumula 35 pontos.

O Corinthians fecha a trinca de ouro. Melhorou após o triunfo sobre o Bahêa por 2 a 0. Atingiu 39 pontos e reduziu de 8% para 4% a probabilidade de ser rebaixado. A equipe já visitou uma vez o purgatório. O Fluminense, com 40 pontos, respira 1%. O Tricolor das Laranjeiras sofreu duas quedas oficiais (Série B em 1997 e C em 1998).

No balanço das horas sem ponteiros, os clubes mais ameaçadas são: Paraná (99%), Vitória (58%), Chapecoense (54%) e Sport (48%).

Na parte de cima da tabela, os periquitos em revista nadam de braçadas rumo ao caneco. Líder com 63 pontos, o Palestra reúne 81% de chances de soltar o grito de campeão, faltando sete rodadas (21 pontos em jogo) para o apito final do Brasileirão.

No retrovisor do Palmeiras, bem atrás, pinta o cheirinho do Flamengo, que tem 59 pontos, quatro atrás do time paulista. Urubu voa com 10% de possibilidades. Após os últimos resultados, o Saci colorado (58 pontos) se segura em 7%. O soberano São Paulo (56 pontos) fecha a quadra de ases, com 2%.

O futebol não é uma ciência exata, mas a matemática sempre provoca um friozinho na barriga do torcedor. Para o bem ou para o mal.

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Pitaco do Chucky. Quem não tenta falha 100% das vezes.

Carregador de piano. Aos 35 anos, Jadson é um estranho no ninho do ataque corintiano. Se não fosse o meia, a equipe certamente estaria com a corda da segundona no pescoço. Ele é o artilheiro do time na temporada, com 15 gols em 45 jogos. Também serviu de garçom para 10 tentos. Carrega nas costas os ‘matadores’ Romero (19 partidas sem marcar), Clayson (22 jogos em branco), Emerson ‘Bitoca’ (29 duelos ‘virgem’) e Jonathas (sete). Ou seja, o Corinthians tem um ataque mais enrolado que namoro de cobra.

Zé Corneta. A sabedoria não pode ser julgada por uma derrota.

Galoucura. O Galo entrará em campo cheio de moral para encarar o Ceará nesta segunda, no encerramento da 31ª rodada do Brasileirão. Nesta semana, por três vezes, os torcedores fizeram questão de apoiar o time com faixas e gritos de guerra. A saber: ‘Limpeza no departamento de futebol’; ‘Joguem pelo mesmo amor que têm à conta bancária’; ‘Joga por amor, ou joga por terror’; e ‘Cazares, presta atenção, muito respeito com a camisa do Galão’. Além da saída de alguns jogadores, a galera exige a demissão do diretor Alexandre Gallo.

Sugismundo Freud. Tudo que vai volta, mas nunca do mesmo jeito.

Patinho feio. Os números mostram que o Palmeiras é mesmo um ponto fora da curva no Trio de Ferro. Coleciona ridículos 16 jogos de invencibilidade no Brasileirão: 12 triunfos e três empates. Não perde desde a 15ª rodada. Já o embalado soberano São Paulo voltou a flutuar nos três pontos após seis embates sem vitória. E o poderoso Timão navegava numa eficiência fantástica até bater o Bahêa com dois gols do ‘vovô’ Danilo: cinco duelos de jejum.

Caiu na rede. ZiDanilo, o São Jorge da Fiel.

Chuteira quadrada. Os caras da Premier League são um zero à esquerda: resistem à utilização do emocionante VAR e os torcedores não têm o que discutir no pub, como os brasileiros nos botecos da vida. Ludopédio mais sem graça que sopa de chuchu em hospital.

Zapping. A maioria dos torcedores aprovou a decisão do Furacão de recusar a proposta da plim plim para a transmissão dos jogos do estadual. Alguns consideraram ‘dinheiro de pinga’ o cachê de R$ 600 mil. Coxa e Paraná toparam.

Gilete press. De Flavio Ricco, no ‘Dia’: “Vamos imaginar dois cenários: o Palmeiras leva o título do Brasileirão e o ‘Bem, Amigos!’, do Galvão e do SporTV, promove a festa dos ‘melhores do campeonato’. Qual a possibilidade de o Felipão aparecer lá? Vale lembrar que o técnico não poupou críticas ao narrador num programa do extinto Esporte Interativo. Coisas do 7 a 1.” Vingança?

Tititi d’Aline. O inglês Lewis Hamilton, 33 anos, da Mercedes, acrescentou mais um degrau em sua fantástica carreira no milionário circo da Formula 1: com um quarto lugar no GP do México, faturou o penta e igualou o argentino Juan Manuel Fangio. Ele também fez a festa em 2008/14/15/17. Hamilton perde apenas do heptacampeão mundial Michael Schumacher dos grandes heróis do automobilismo. Fatura 45 milhões de euros por ano, 15 milhões de euros a mais que Cristiano Ronaldo, na Juventus.

Você sabia que… o Palmeiras não perde do Flamengo desde 2014, colecionando quatro vitórias e cinco empates?

Bola de ouro. Juventus. A equipe italiana está invicta em jogos oficiais desde abril. No Campeonato Italiano, acumula nove vitórias e um empate. Lidera com 29 pontos. O time igualou a campanha de 2012/13: melhor largada da história nas 10 primeiras rodadas. O gajo Cristiano Ronaldo marcou sete gols e serviu três vezes de garçom.

Bola de latão. Real Madrid. Levou uma bordoada histórica do Barcelona no Campeonato Espanhol. Apanhou de 5 a 1 no Camp Nou (93.265 torcedores), com o uruguaio Luis Suarez marcando três gols. O brasileiro Philippe Coutinho e o chileno Vidal também correram para o abraço. Marcelo descontou para o Real.

Bola de lixo. Paraná. Virtualmente rebaixado, não deixará a elite do Brasileirão de chuteiras abanando. Já cravou duas marcas expressivas: 17 jogos sem vitória, recorde negativo desde o início dos pontos corridos no campeonato, e pior campanha da história (17 pontos e três vitórias).

Bola sete. “Não perdemos a esperança. Estamos vivos e muito inteiros no campeonato” (do ‘professor’ Dorival Júnior, esbanjando otimismo e cheirinho no ninho do Urubu – um sonhador).

Dúvida pertinente. O Corinthians deve renovar o contrato do ‘vovô’ Danilo, 39 anos?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

 

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