Assoprador de latinha complica a vida da Raposa na Libertadores

A Raposa está no bico da cegonha sem asas na Libertadores. Perdeu para o Boca Juniors por 2 a 0, em La Bombonera, e terá de vencer por três gols de diferença no Mineirão, em 4 de outubro, para se classificar às semifinais. Se devolver o placar, levará a decisão para os pênaltis. Os argentinos podem perder por até um gol. Sua senhoria, o assoprador de latinha Eber Aquino, influiu no resultado ao expulsar o zagueiro Dedé após um choque com o goleiro Andrada (foto). Uma vergonha! Mais uma prova de que o Circo Brasileiro de Futebol não apita patavina da Conmebol.

Boca Cruzeiro Dede Andrada
Depois de uma estocada no início da partida, após cobrança de escanteio, a Raposa se acomodou no ‘oxo’ e permitiu aos hermanos tomarem conta do jogo. Com boas triangulações pelas laterais, principalmente pela direita, o Boca alimentou boas emoções ao coração dos torcedores.

A equipe aproveitou o espaço dado pelo pão de queijo no meio de campo e a marcação jacaré (só com os olhos) dos mineiros para se impor, já que o ataque cruzeirense (Barcos e Rafinha) inexistiu ao longo dos 45 minutos.

Sob a batuta de Perez, o Boca Juniors foi se aproximando da vantagem e, aos 36, pimba na caxirola: após boa troca de passes na direita, Perez deixou Zárate na cara do gol. Na saída de Fábio, o atacante tocou de trivela para as redes. Um a zero merecido ao Boca, melhor em campo.

O time brasileiro voltou mais agressivo para o segundo tempo. Aos 3, Robinho cruzou e Thiago Neves errou a cabeçada. Na sequência, Rafinha recebeu de Robinho, tocou na saída do goleiro Andrada, mas Barrios tirou em cima da linha.

Aos 22, o ‘professor’ Mano Menezes trocou Thiago Neves por Rafael Sobis. A lógica indicava a saída de Barcos, o pirata da perna de pau. Dois minutos depois, sua senhoria, o assoprador de latinha Eber Aquino, errou feio e complicou ainda mais a vida do Cruzeiro. Depois de um choque de Dedé com o goleiro Andrada, ele foi consultar o VAR (árbitro de vídeo) e expulsou o zagueiro da Raposa. Ridículo!

Se a situação já estava complicada para os mineiros, ficou ainda pior aos 36: Perez uma sobra de bola e arrematou para o gol, sem chance para Fabio. Pouco antes, Raniel havia entrado no lugar de Raniel; no Boca, Tevez no de Benedetto. Na bacia das almas, Manoel substituiu Rafinha, e no Boca, Almendra ocupou o lugar de Perez, o nome do jogo.

Daí em diante, o Boca passou a trocar passes à espera do apito final, enquanto a Raposa se fechou para evitar novos gols e continuar com esperanças de classificação às semifinais.

Em 157 partidas na Libertadores, o pão de queijo contabilizou 90 vitórias, 29 empates e 38 derrotas. Boca e Cruzeiro já se cruzaram oito vezes no torneio continental. Os hermanos ganharam quatro jogos e os brasileiros três. O treinador Mano Menezes sofreu a terceira coça em La Bombonera. Antes, havia perdido com o Grêmio, em 2007, e a amarelinha desbotada.

No outro jogo das quartas, River Plate e Independiente morreram abracados no ‘oxo’. Voltarão a se enfrentar em 2 de outubro, no Monumental de Núnez, casa do River. Quem vencer avança. Um novo 0 a 0 leva a decisão para a cal, e qualquer empate com gols dá a classificação para o Independiente.

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Grêmio encaminha a classificação às semifinais da Libertadores

 

Alisson marca contra o Tucumán
Atual campeão, o Grêmio nem precisou mostrar um grande futebol para derrotar o Atlético Tucumán por 2 a 0, no estádio José Fierro, em San Martin de Tucumán, na Argentina. Com o resultado, o imortal gaúcho poderá até perder por um gol de diferença no segundo duelo, em Porto Alegre, que estará nas semifinais. O trabalho do Grêmio foi facilitado pela expulsão de Nuñez no final do primeiro tempo. Grêmio e Tucumán se enfrentarão em 2 de outubro, na Arena. O vencedor do embate vai encarar o ganhador de Independiente x River Plate.

O Grêmio passou por maus momentos no começo da partida. O Atlético Tucumán partiu para a pressão e chegou a acuar o time brasileiro. Embalado pela torcida, foi ao ataque e complicou o trabalho da zaga gremista, que se mostrou insegura em vários lances.

Aos poucos, o Grêmio foi corrigindo os erros, equilibrou a partida e assumiu o comando do embate. O Tucumán sentiu a força do imortal aos 34 minutos. Geromel cobrou falta, Cícero escorou de cabeça e Alisson estufou a rede do goleiro Luchetti.

A equipe argentina sentiu o golpe. E se perdeu no nervosismo. Na bacia das almas, mais precisamente aos 45 minutos, Nuñez pisou nas costas de Alisson. Primeiro, sua senhoria, o assoprador de latinha Wilmar Roldan, mostrou o cartão amarelo. Depois recorreu ao VAR e, após analisar, expulsou Nuñez.

Com um a mais, o Grêmio praticamente matou o Tucumán aos 9 minutos. Leo Gomes lançou Alisson na direita. Ele percebeu a entrada de Everton ‘Cebolinha’ na área, livre de marcação, e cruzou na medida para o companheiro aumentar o placar.

Aos 18, os argentinos voltaram a incomodar numa falta cobrada por Rodríguez, bem defendida por Marcelo Grohe, um goleiraço. Sete minutos depois, o ‘professor’ Renato Gaúcho trocou Maicon por Thaciano. Na sequência, sacou Alisson e colocou Pepê. Depois, tirou o discreto Luan e apostou em Douglas.

Mesmo acomodado na vantagem de dois gols, o Grêmio perdeu no final da partida uma ótima chance com Everton ‘Cebolinha’ para definir a classificação às semifinais.

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Em clássico sem graça, soberano Tricolor assume ponta e Peixe quebra recorde

O San-São não mostrou a força que todos esperavam na Vila Belmiro. Peixe e soberano Tricolor disputaram um clássico meia-boca e ficaram no ‘oxo’ pela 25ª rodada do Brasileirão. O São Paulo chegou a 50 pontos e assumiu a liderança do campeonato e agora torce para o Saci colorado (49 pontos) tropeçar diante da Chapecoense, nesta segunda, no encerramento da jornada. O Santos cravou nove jogos de invencibilidade e oito sem sofrer gol, um recorde – a marca anterior pertencia ao time de 1955. Com o resultado, a equipe segue na oitava colocação, agora com 32 pontos.
Bruno Alves entra duro em Rodrygo em Santos x São Paulo

Peixe e Tricolor disputaram um clássico em banho-maria no primeiro tempo. Com Nenê bem marcado, o São Paulo pouco produziu. As parcas chances foram criadas pelo Santos, que explorou bem o moleque Rodrigo pela esquerda, já que o adversário utilizou uma linha de três zagueiros.

O time santista fechou os 45 minutos iniciais com mais posse de (55% a 45%) e chutes a gol (7 a 1), mas em nenhum momento provocou frisson na torcida, o tradicional ‘uhhh’. O goleiro Sidão não fez nenhuma grande defesa.

Na bacia das almas, o atacante Everton, que voltou ao time depois de recuperar-se de uma lesão, sentiu um problema físico e foi substituído por Liziero.
O médico do Tricolor acha que não foi a mesma contusão, mas somente nesta segunda poderá confirmar ou não.

A equipe tricolor cresceu no segundo tempo. Adiantou a marcação e passou a usar mais o veloz ponta Rojas. Porém, não criou nenhuma grande oportunidade até os 20 minutos. Diego Souza nada de útil realizou.

O Santos, com Carlos Sanchez mais liberado no meio de campo, tentou surpreender o Tricolor com toques rápidos, sem sucesso. E insistiu nos ‘chuveirinhos’, a exemplo do que havia acontecido na fase inicial.

Aos 25, mestre Cuca trocou Gonzales por Fellipe Cardoso, ex-Ponte Preta. Na sequência, o Santos desperdiçou uma excelente oportunidade, a melhor do embate. Arboleda vacilou na marcação, Rodrigo avançou sozinho em direção a área e chutou para fora. Aos 33, mudança no Tricolor: Diego Souza por Tréllez. No Peixe, Sanchez por Bruno Henrique. Seis minutos depois, Rojas deu o lugar a Everton Felipe. E no Peixe, Rodrygo saiu e entrou Arthur Gomes.

As alterações não produziram nada de efetivo. O San-São continuou chocho como começou. E dá-lhe mais um ‘oxo’ sem um pingo de emoção.

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Pitaco do Chucky. Caserna: meia volta volver já passou da hora.

Freguês. Coirmãos vibram com o passado do Saci colorado na Arena Condá, em Chapecó: três jogos e três derrotas no Brasileirão desde 2014. No primeiro encontro, as boas-vindas da Chape: 5 a 0. Depois, duas vitórias por 1 a 0. Ou seja, os gaúchos tomaram sete gols e não festejaram nenhum. O próximo duelo será nesta segunda.

Zé Corneta. Corinthians recheado de jogadores com prazo de validade vencido: Emerson ‘Bitoca’, Danilo, Roger, Ralf…

Tchau, Urubu! Poucos conselheiros rubro-negros acreditam na permanência do garoto Paquetá no próximo ano. O meio-campista tem contrato até dezembro de 2020 e a multa é de 50 milhões de euros. Mas o Flamengo baterá o martelo se aparecer alguém com 35 milhões de euros e ainda agradecerá a São Jorge pela graça alcançada. PSG e Barcelona estão de olho em Paquetá, 21 anos.

Sugismundo Freud. Só com sabedoria não se faz a feira.

Pasto fechado. Após o tsunami de críticas ao pasto do ‘new Maraca’, o estádio foi fechado para a reforma do gramado até 9 de outubro. A Greenleaf, empresa responsável pela manutenção do campo, culpou o excesso de jogos (13 em 36 dias) pela transformação do tapete verde numa duna cercada por pequenos filetes de grama. Atletas e treinadores estão certíssimos ao exigir um palco de primeira no estádio que devorou R$ 1,6 bilhão para receber a ‘Copa das Copas’. Em sete jogos até o início deste mês, o consórcio que administra o ‘new Maraca’ arrecadou R$ 1,6 milhão apenas com o aluguel do templo da bola tupiniquim. Somente o Flamengo contribuiu com R$ 1,1 milhão.

Caiu na rede. Vasco: sem cacau não tem chocolate.

Zapping. Vale a pena abusar das patacoadas: os programas ‘Jogo Aberto’, de Renata Fan, e ‘Os Donos da Bola’, do ex-jogador Neto, estão no ranking dos que mais proporcionam café no bule para a Band.

Gilete press. De Jorge Nicola, no ‘Yahoo’: “Osmar Loss terá de se contentar com um papel absolutamente secundário no Parque São Jorge depois da chegada de Jair Ventura. E a primeira prova foi dada no empate em 0 a 0 com o Flamengo, no Maracanã. De volta ao cargo de auxiliar-técnico, Loss nem viajou com o time para o Rio. Jair Ventura levou apenas Emílio Faro, auxiliar contratado por sua indicação. Loss já foi avisado de que não participará mais de qualquer preparação do time nas partidas como visitante. O mesmo valerá para Fabinho e Coelho, outros auxiliares do clube que tinham bastante autonomia até a derrota para o Ceará.” Vassourada.

Tititi d’Aline. Vem aí ’10 segundos para vencer’, filme que aborda a vida de Éder Jofre, 82 anos, um dos maiores lutadores de boxe da história. Produzido por Flavio Tambellini e dirigido por José Alvarenga Jr, ele chega aos cinemas no dia 27. Daniel de Oliveira interpreta o supercampeão brasileiro, que faturou o título nas categorias galo e pena. Osmar Prado faz o papel do pai do boxeador, Kid Jofre.

Você sabia que… os clubes italianos, ingleses, espanhóis, franceses e alemães investiram US$ 4,2 bilhões (R$ 17,4 bilhões) em reforços na última janela de transferências?

‘Bola de ouro’. Peixe. Mergulha cada vez mais num aquário contaminado pela incompetência da cartolagem. Depois de o Conselho Deliberativo ter aprovado dois pedidos de impeachment do chefão José Carlos Peres (os sócios votarão no dia 29), a Vila Belmiro virou um barril de pólvora, com direito até a ameaças de morte e registros de B.O. na delegacia.

Bola de latão. Corinthians. Fiel estufa o peito de felicidade: balanço entre janeiro e julho apontou crescimento da dívida para mais de R$ 500 milhões. O déficit passou de R$ 14,6 milhões para R$ 17,3 milhões.

Bola de lixo. Douglas Costa. O atacante brasileiro da Juventus e da amarelinha desbotada viveu um dia fúria na partida contra o Sassuolo. Em poucos minutos, Douglas Costa deu uma cotovelada, uma cabeçada e levou um cartão vermelho após cuspir no rosto de Di Francesco.

Bola sete. “Pela primeira vez eu empurrei uma ambulância. Cena lamentável. Até pensei que o motorista estava de brincadeira. Conseguimos empurrar um pouquinho e a ambulância pegou no tranco” (do zagueiro rubro-negro Réver, sobre a estapafúrdia cena no clássico contra o Vasco, em Brasília – após um choque com o companheiro Luis Gustavo, Bruno Silva apagou e foi levado a um hospital).

Dúvida pertinente. Prognósticos nas mesas-quadradas da TV: palpites ou desejos?

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Pirata e assoprador de latinha derrubam Palmeiras; retranca e Cássio garantem empate ao Corinthians

Palmeiras x Cruzeiro Barcos

A superquarta dos paulistas nas semifinais da Copa do Brasil foi de muito sofrimento. O Palmeiras do ‘sargento’ Felipão caiu diante da Raposa, mesmo jogando em casa, enquanto o Corinthians, numa retranca incrível, parou o Flamengo na Cidade Maravilhosa das balas uivantes.

No segundo duelo do tiroteio do mata-mata, dia 26, no Mineirão, o pão de queijo garante a classificação para a decisão com um empate. Se o Periquito ganhar por um gol de vantagem, o finalista será conhecido na marca da cal.

Já corintianos e rubro-negros lutarão pelo triunfo. Outra igualdade no placar, pênaltis no Itaquerão, minha casa minha vida.

Na mansão Allianz Parque (32.960 pagantes/R$ 2.732.380,98), os periquitos em revista sucumbiram aos pés do Pirata Barcos (foto), que não corria para o abraço havia 11 partidas. O ex-palmeirense fez a festa aos 6 minutos do primeiro tempo.

O apito amigo também complicou a vida do Palmeiras. No último lance da partida, o goleiro Fábio errou ao tentar cortar um cruzamento, a bola sobrou para o zagueiro Antônio Carlos, que estufou a rede. Mas sua senhoria, o assoprador de latinha Wagner Reway, deu falta no goleiro cruzeirense e anulou o gol. Os palmeirenses protestaram.

A equipe palmeirense teve mais posse de bola, pressionou e criou boas chances, mas na maior parte do embate parou na boa marcação da Raposa. Que terminou a partida com um a menos – Edilson foi expulso por reclamação aos 35 minutos.

O destaque do time mineiro foi Thiago Neves. O meia distribuiu bons passes e iniciou a jogada do gol de Barcos. Ajudou ainda na marcação, principalmente depois da saída de Edilson. O goleiro Fábio também foi muito bem.

Flamengo alçou 32 bolas na área e conseguiu apenas cinco cabeçadas

No ‘new Maraca’ (48.822 pagantes/R$ 2.395.595), o ‘professor’ Jair Ventura entubou o Corinthians de volantes, montou uma tremenda retranca e garantiu o ‘oxo’ contra o Flamengo. Como na estreia do treinador contra o Palmeiras, a equipe corintiana não conseguiu acertar um chute a gol. Ou seja, chegou a 180 minutos em uns quebrados sem incomodar os goleiros adversários.

Desde os primeiros minutos de jogo ficou claro que o Corinthians jogaria pelo empate. Tanto que Jadson atuou como centroavante, correndo de um lado para outro como barata tonta. Romero e Clayson jogaram mais como muletas dos laterais Fagner e Avelar (outra vez o pior do time) e raramente avançaram pelas pontas.

O Flamengo teve muito mais posse de bola, porém não mostrou competência para furar o bloqueio do Corinthians. Insistiu ainda nos ‘chuveirinhos’, bem neutralizados pela dupla Leo Santos e Henrique.

Nos raros momentos de eficiência ofensiva, o Flamengo parou nas luvas do gigante Cássio. Pela primeira vez depois de quatro jogos, o Corinthians saiu de campo sem tomar um gol.

Após a partida, os jogadores voltaram a criticar o péssimo gramado do ‘new Maraca’. O campo, com muita areia, nem pôde ser regado no intervalo porque a bomba quebrou. O templo da bola ficará fechado por três semanas para a recuperação do gramado.

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Amarelinha desbotada goleia El Salvador; passeio nos EUA rende mais R$ 10 milhões ao Circo Brasileiro de Futebol

Aleluia, Pachecada! A amarelinha desbotada pegou novamente no breu. Depois de superar o badalado sub-23 dos Estados Unidos (2 a 0), a equipe do ‘professor’ Tite simplesmente amassou a poderosa seleção de El Salvador, 72ª colocada do ranking da mamãe Fifa – o Brasil é o terceiro.

Richarlison Brasil x El Salvador

A equipe brasileira venceu por 5 a 0, gols do menino-capitão Neymar (pênalti mandrake), Richarlison (dois/foto), Philippe Coutinho e Marquinhos, em Washington. Desde o Haiti (104º), derrotado na Copa América Centenário, em 2016, ainda na época de mestre Dunga, o esquadrão nacional não enfrentava um oponente tão perigoso.

O Circo Brasileiro de Futebol faturou R$ 10 milhões com os dois amistosos, livres como um passarinho na floresta encantada de cartolas exploradores do pé de obra alheio. Mais uma vez, a casa maldita do ludopédio nacional encheu a burra, mas tecnicamente a equipe não ganhou nada de útil nos caça-níqueis. Neymar, por cai-cai, ganhou um amarelo.

El Salvador entrou em campo embalado por um triunfo sobre Montserrat, uma pequena ilha do Caribe, pelas eliminatórias da Liga das Nações da Concacaf: 2 a 1, com o gol da virada saindo aos 49 minutos do segundo tempo, num estádio para mil espectadores em Montserrat, que ocupa a posição 204 do ranking.

Ao final do primeiro tempo, o time já perdia por 3 a 0 – Neymar, Richarlison e Philippe Coutinho. No segundo, mesmo em ritmo de treino, a amarelinha desbotada assinalou mais dois, com Richarlison e Marquinhos.

O ‘professor’ Tite aproveitou o embate para testar vários atletas. Porém, diante da resistência apresentada por El Salvador, certamente tirou poucas conclusões sobre o meio-campista Arthur, o atacante Richarlison, o lateral Militão, o zagueiro Dedé e o goleiro Neto (nem sujou o enxoval).

Em outubro, a equipe volta a se reunir para mais duas partidas: Arábia Saudita e Argentina, dias 12 e 16. Ambos os jogos serão realizados na Arábia Saudita. Tite prometeu ‘força máxima’ contra os hermanos. Mais R$ 10 milhões em caixa.

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Pitaco do Chucky. Mudanças drásticas no Circo Brasileiro de Futebol: uma empresa especializada será contratada para mudar o layout do distintivo da camisa da amarelinha desbotada.

Freguês. A amarelinha desbotada ganhou pela terceira vez de El Salvador. Em 1994, no amistoso de preparação para a Copa dos EUA, goleou por 4 a 0, gols de Romário, Bebeto, Zinho e Raí. Em 1998, pela Copa Oro, repeteco: festa de Edmundo, Romário e Élber (dois). El Salvador disputou apenas duas Copas, em 1970 e 1982. Perdeu seis jogos e marcou somente um gol. Mas está na história dos Mundiais: sofreu a maior goleada até hoje, 10 a 1 para a Hungria, na Espanha/82.

Zé Corneta. Placar no aquário da Vila Belmiro: Impeachment 2 x 0 José Carlos Peres – associados decidirão o futuro do cartola no fim deste mês.

Chuteira furada. Não há dúvida: o futebol brasileiro está raspando a parede para incrementar a farofa. Canarinho Pistola é a principal atração da amarelinha desbotada e o lateral Fagner irrita o Flamengo por voltar ao Corinthians antes da previsão médica.

Porta fechada. ‘Não confie em ninguém com mais de 30 anos’, diz a letra de Marcos Valle. O ‘professor’ Tite é mais radical no processo de renovação da amarelinha desbotada: ‘Jogadores com menos de 27 anos têm maior possibilidade de estarem na Copa de 2022.’ Pequena lembrança: Nenê e Diego Souza, principais responsáveis pela ótima campanha do soberano Tricolor no Brasileirão, somam 70 anos. O meia tem 37 e o atacante 33.

Sugismundo Freud. Antes um pé torto do que uma cabeça torta.

Sem choro nem vela. O sistema carcerário americano informa às ínclitas autoridades deste Brasil varonil: Zé da Medalha, vulgo José Maria Marin, atende pelo número 86356053 na casa de repouso forçado Metropolitan Detention Center, em Nova York. Ex-chefão do Circo Brasileiro de Futebol, ele sai da cama às 6 horas. Escova o dente, lava o rosto e penteia os poucos fios de cabelo que lhe restam. Reza e, depois, limpa a cela. O banho de sol é limitado e a maior curtição é o baralho. Apesar de a amarelinha desbotada ter ficado em um luxuoso hotel a apenas 10 quilômetros da fortaleza do eternamente lembrado Zé da Medalha, nenhum integrante da delegação foi visitá-lo antes do amistoso contra os EUA, levar uma caixa de bombons.

Tiro livre. O brasileiro Lucas Moura, do Tottenham, é um extrema direita radical… no futebol e na política (Bolsonaro).

Cascudos, o retorno. ‘Sargento’ Felipão volta ao ninho dos periquitos em revista, coloca a casa em ordem e torcida sonha com a tríplice coroa – Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão; mestre Cuca saca Peixe da frigideira da degola, engata cinco jogos sem derrota no campeonato, sobe para oitavo lugar e resgata Gabigol – artilheiro do torneio, com 12 gols; e Diego Aguirre aterrissa de mansinho no soberano Tricolor e transforma equipe em séria candidata ao caneco, com a torcida doidinha para entoar ‘o campeão voltou’ depois de sofrer muito com a ameaça da zona do agrião queimado. Na contramão, o Corinthians vai ladeira abaixo…

Dona Fifi. Os ingressos para o mambembe amistoso da amarelinha desbotada custaram entre US$ 33 (R$ 135) e US$ 234 (R$ 960). Preço de primeira para espetáculo de segunda.

Gilete press. De Renato Maurício Prado, no ‘Uol’: “A cada dia que passa aumenta a impressão de que Tite já deu o que tinha que dar. Do técnico infalível, visto antes do Mundial como um dos melhores do mundo, forte candidato a assumir um grande clube europeu, restou pouco. Aquele messiânico discurso de autoajuda, ao que parece, encantou o próprio autor, que se tornou prisioneiro de seu personagem, incapaz de avaliar os seus erros e a enorme rejeição que ele, Neymar e a própria seleção passaram a ter.” É vero.

Zapping. A TV paga caminha cada vez mais ladeira abaixo: 90 mil deram um bico na assinatura em junho/julho. Iniciou agosto com um total de 17,8 milhões de assinantes, 2.2 milhões a menos que há quatro anos.

Tititi d’Aline. Lugano detona os assopradores de latinha e corre risco de levar um belo gancho. Raí solta os cachorros contra o Circo Brasileiro de Futebol e também pode ser punido. Já Ricardo Rocha, que fecha o trio parada dura do soberano Tricolor, simplesmente desaparece. RR talvez tenha sumido por embolsar apenas R$ 80 mil por mês como gerente das chuteiras do São Paulo.

Você sabia que… o atacante Ricardo Oliveira, 38 anos, completou 700 jogos (368 gols) como profissional no triunfo do Galo contra o Furacão?

Bola de ouro. Novak Djokovic. O sérvio faturou pela terceira vez o US Open. Aos 31 anos, o tenista chegou ao 14º título de Grand Slam na carreira, a exemplo do americano Pete Sampras. Agora, só fica atrás de Roger Federer (20 canecos) e Rafael Nadal (17). Djokovic ficou US$ 3,8 milhões mais rico.

Bola de latão. Vasco. A nau de São Januário completou 110 dias sem vencer como visitante na derrota para o Vitória (1 a 0), em Salvador. O último triunfo fora de casa pelo Brasileirão aconteceu em 26 de novembro de 2017: 1 a 0 na Raposa, em BH.

Bola de lixo. Flamengo/Corinthians. Muito mimimi e nhenhenhém antes do primeiro duelo pelas semifinais da Copa do Brasil. Cartolagem consegue estragar ainda mais o já pobre ludopédio nacional. Por que não se unir e torpedear o Circo Brasileiro de Futebol, assumir o controle das chuteiras?

Bola sete. “O papo de pastor e o mídia training não enganam mais ninguém. Tite voltou a ser alguém normal, como nós” (do blogueiro Menon, no ‘Uol’ – no alvo).

Dúvida pertinente. Fagner, um novo Carlos Alberto Torres, o capitão do tri?

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Palmeiras derruba retranca do Corinthians e segue na caça à liderança

‘Chego para ser o Jair do Corinthians. É um novo momento. Sou um cara muito competitivo’ – de Jair Ventura, na apresentação. Pimba na caxirola: Palmeiras, 1 a 0, gol de Deyverson (foto). Com o triunfo na mansão Allianz Parque (38.568 pagantes/R$ 2.781.213,42), o Palestra do ‘sargento’ Felipão segue na caça aos líderes Saci Colorado e soberano São Paulo, após 24 rodadas do Brasileirão.
Deyverson comemora o gol da vitória palmeirense no Allianz (Foto: Luis Moura/WPP)

Os periquitos em revista têm 46 pontos, três a menos que gaúchos e tricolores. O Inter, que derrotou o Grêmio também por 1 a 0, comanda a tabela por ter melhor saldo de gols que a equipe paulista, 18 a 17.

Já o Corinthians permaneceu com 30 pontos, cada vez mais longe da briga pelo caneco. Sofreu a oitava derrota em nove jogos como visitante. E respira uma crise às vésperas da decisão contra o Flamengo, pelas semifinais da Copa do Brasil. O primeiro duelo do mata-mata será nesta quarta, no ‘new Maraca’.

Enquanto o Palmeiras foi senhor absoluto do Dérbi, mesmo com vários reservas, o Corinthians se limitou a defender. Confirmou, mais uma vez, ser um time fraco, com um ataque mais perdido que cebola em taça de sorvete. Restou um consolo: perdeu apenas por 1 a 0.

Um chute nas nuvens de Jadson no início da partida marcou o poderio ofensivo do Corinthians no primeiro tempo do clássico.

Daí em diante só deu Palestra. O time adiantou a marcação e nada permitiu ao medroso coirmão, que se preocupou apenas em garantir o ‘oxo’. Bola pro mato que o jogo é do campeonato.

Apesar de ter o controle da partida, o Palmeiras só começou a assustar um pouco o goleiro Cássio depois de 30 minutos, quando Dudu passou a jogar pela esquerda, explorando o limitadíssimo lateral Mantuan.

Até então, os periquitos em revista haviam abusado da ligação direta defesa-ataque e dos ‘chuveirinhos’ na área, características dos times do ‘sargento’ Felipão. Mesmo dono do jogo, o Palmeiras só incomodou para valer num chute de Dudu.

Certo de que o Corinthians iria permanecer vergonhosamente na defesa, Felipão sacou Thiago Santos, colocou Moisés e mandou o time apertar ainda mais o Corinthians.

Resultado: aos 12 minutos, Marcos Rocha cruzou, o zagueiro Léo Santos vacilou e Deyverson tocou para a rede. Placar mais que merecido, um prêmio ao único time que se dispôs a jogar futebol.

Antes da festa, os palmeirenses reclamaram pênaltis em lances de Deyverson e Marcos Rocha, mas sua senhoria, o assoprador de latinha Jean Pierre Lima, ignorou. Errou feio.

Após o gol palmeirense, o estreante ‘professor’ Jair Ventura mexeu no Corinthians: Pedrinho por Clayson. Pouco depois, Mantuan se lesionou e Gabriel foi improvisado na lateral.

Em vantagem, o Palmeiras diminuiu o ritmo. Mesmo assim, continuou bem superior. Aos 26, Dudu, destaque do time, driblou quatro corintianos e mandou na trave.

Três minutos depois, nova alteração no Corinthians: Roger, inútil, saiu e entrou Jonathas. Nada mudou. O ataque corintiano continuou melancólico.

Aos 33, Felipão foi expulso por reclamação. Na sequência, Deyverson foi substituído por Willian. Na saída de campo, o palmeirense provocou o banco do Corinthians e houve confusão. Na bacia das almas, Hyoran deu o lugar para Jean. A vitória já estava no bico do periquito.

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Pitaco do Chucky. Palmeiras 1 x 0 Andrés ‘Desmanchez’: é melhor a Fiel ‘Jair’ se acostumando.

Sois rei. O ‘professor’ Tite parece mesmo decidido a pegar o touro a unha, enterrar os problemas que arrebentaram a amarelinha desbotada na Copa da Rússia. O primeiro tiro foi dado nos EUA. Alvo: Neymar. Ainda sob os imensuráveis elogios ao cai-cai apresentado no Mundial, Neymar levou um puxão de orelha exemplar do comandante: a partir de agora, é o capitão da equipe, acabou o rodízio entre os convocados. Um líder sem liderança assumiu a braçadeira. Certamente Tite também levou em conta, além das brilhantes exibições de malabarismo jocoso de Neymar, um pedido do craque depois da conquista do inédito ouro olímpico no Rio: capitão nunca mais. Dito e… nada feito. Tite adora dar asa para cobra.

Zé Corneta. As trombetas voltam a tocar no Beira-Rio: segue o líder.

Loucura! O atacante uruguaio Loco Abreu, 41 anos, entrou para o Guinness Book: 27 clubes na carreira. Atualmente, defende o Magallanes, da segunda divisão chilena. Ex-Botafogo, disputou 800 jogos como profissional. Revelado pelo Defensor (Uruguai), também passou pelo futebol argentino, espanhol, mexicano, grego, israelense, paraguaio, equatoriano e salvadorenho.

Sugismundo Freud. A pobreza não é nenhuma vergonha, mas também não é nenhuma honra.

Bolinha da fortuna. Último Grand Slam da temporada, o Aberto dos EUA distribuiu US$ 53 milhões em prêmios, um recorde no mundo das raquetadas. Os campeões individuais ganharam US$ 3,8 milhões cada. Nos últimos seis anos o valor dos cheques aumentaram 57%. Apenas pela participação, cada tenista embolsou US$ 54 mil. Quem chegou à segunda rodada beliscou US$ 93 mil, e à terceira, US$ 156 mil. Os outros mimos: oitavas de final – US$ 266 mil; quartas – US$ 475 mil; semifinais – US$ 925 mil; decisão – US$ 1,85 milhão.

Caiu na rede. Não há nada que desperte menos interesse hoje do que a seleção de Tite. Nem campeonato de cuspe.

‘Jogos assassinos’. O alemão Thomas Bach, presidente do COI (o Comitê Olímpico Internacional que muitos consideram Corrupção Olímpica Internacional), mexeu num vespeiro. O poderoso chefão garantiu que o eSports jamais será incluído na grande festa do esporte enquanto ‘promover a violência, porque são jogos assassinos’. O COI espera atrair os jovens com escalda, surfe e skate. A turma do eSports questiona: por que boxe, esgrima, lutas e tiro recebem sinal verde?

Dona Fifi. Por falta de jogadoras, o Palestra de Erechim tomou W.O. contra as garotas do Saci colorado no Gauchinho. O futebol feminino é uma pândega.

Gilete press. De Diego Garcia, na ‘Folha’: “A empresa NR Sport e Marketing, que tem como sócios os pais do atacante Neymar, Nadine Gonçalves e Neymar da Silva Santos, está sendo acusada pela Prefeitura de Santos de não pagar R$ 4 milhões por impostos sobre serviços (ISS). A Procuradoria-Geral de Santos inscreveu a empresa na dívida ativa municipal, cadastro que reúne casos de débito com o governo. O valor atualizado até setembro é de R$ 3.923.527,20 em impostos, R$ 391.940,06 de honorários e R$ 523.060 de custas processuais. Na soma, mais de R$ 4,3 milhões.” Ajoelhou tem de rezar.

Zapping. ESPN Brasil muda a programação, mas o blá-blá-blá continua o mesmo. Muita conversa fiada e pouco conteúdo, com raríssimas exceções.

Tititi d’Aline. Sem dinheiro para investimentos, a TV paga no Brasil deu um bico em vários torneios europeus. A Liga Europa, os Campeonatos Francês e Italiano, e as Copas da Inglaterra, da Itália e do Rei da Espanha subiram no telhado. Também a Sul-americana (a partir de 2019) está à procura interessados.

Você sabia que… na última década o Corinthians só teve três ‘professores’ num mesmo ano em 2010 (Mano Menezes, Adílson Batista e Tite), 2016 (Tite, Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira) e 2018 (Fabio Carille, Osmar Loss e Jair Ventura)?

Bola de ouro. Seleção dinamarquesa. Peitou a federação por falta de acordos financeiros (direitos de imagem, entre outros) e boicotou o amistoso contra a Eslováquia, que venceu por 3 a 0. A cartolagem teve de recorrer aos amadores e até a jogadores de futsal.

Bola de latão. Moreirense. Trocou as chuteiras pelas mãos e foi punido com a suspensão de um ano por corrupção. Na temporada 2011/12, o clube, fora da elite do Campeonato Português, subornou jogadores adversários para subir de divisão. O Moreirense vai recorrer.

Bola de lixo. Steven López. Bicampeão olímpico de taekwondo, o americano foi banido do esporte por abuso sexual. A vítima, Nina Zampetti, tinha 14 anos na época do ataque. “Finalmente acabou. Minha vida teria sido diferente se nunca tivesse acontecido”, disse Zampetti ao ‘USA Today’. López também é pentacampeão mundial.

Bola sete. “Quem eu coloco é porque acho o melhor naquele momento. Não é hora de criar desconfiança. Acho Sidão a melhor opção, os preparadores de goleiro também. É um cara querido por todos” (do ‘professor’ Diego Aguirre, defendendo o goleiro são-paulino – se não tem tu, vai tu mesmo).

Dúvida pertinente. Brasileirão, muita emoção e pouco brilho?

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No sufoco, soberano Tricolor degusta acarajé baiano e volta à liderança

 

Se o importante é vencer, o soberano São Paulo fez a lição de casa: derrotou o Bahêa por 1 a 0, gol de Diego Souza no segundo tempo (foto), e voltou à liderança do Brasileirão, pelo menos até o pontapé inicial do Gre-Nal, no Beira-Rio.

O Tricolor assumiu a ponta do campeonato com 49 pontos, três a mais que o Saci colorado. Mas a torcida (43.555 pagantes/R$ 1.283.305) sofreu para comemorar o triunfo. A equipe não correspondeu à expectativa, mesmo diante de um adversário tecnicamente inferior. O Bahêa, com 28 pontos, não consegue escapar da ameaça de rebaixamento.

O Bahêa surpreendeu o São Paulo no primeiro tempo. Em nenhum momento se encolheu, estacionou o ônibus da retranca em seu campo e tentou explorar os contragolpes. Povoou bem o meio de campo. Também aproveitou com eficiência as avançadas dos laterais, principalmente pela esquerda com Léo Pelé. Não teve competência, porém, para penetrar na área tricolor.

Talvez contaminado pela noite fria na capital paulista, a equipe são-paulina demorou para entrar no jogo. Tanto que Nenê até esbravejou com os companheiros pedindo mais raça. Outro problema: Everton Felipe. Nada acrescentou ao ataque.

Depois dos 30 minutos, o Tricolor cresceu em campo e criou duas boas chances com Diego Souza. Na primeira, o atacante cabeceou para fora; na segunda, após cruzamento, matou no peito e arrematou por cima do travessão.

Sob o comando de Nenê, o melhor em campo, o São Paulo voltou mais agressivo e veloz no segundo tempo. Mas sem encontrar brechas para superar a barreira armada pelos baianos. Aos 12 minutos, o ‘professor’ Diego Aguirre trocou Everton Felipe por Tréllez e Régis por Liziero, passando Hudson para a lateral direita.

Dois minutos depois, festa do Tricolor paulista. Nenê recebeu de Edimar na esquerda e cruzou. Livre na grande área, Diego Souza fuzilou o goleiro Douglas. Gol merecido ao time mais interessado na vitória. Merecido castigo ao Bahêa por ter se acomodado muito cedo no ‘oxo’.

O time baiano sentiu o golpe e o São Paulo assumiu as rédeas da partida. Com um pouco mais de tranquilidade, poderia ter ampliado o placar, já que o Bahêa afrouxou a marcação, especialmente sobre Nenê. No final, passou sufoco com seguidos ‘chuveirinhos’ do Bahêa, mas garantiu a volta à liderança, pelo menos até a bola rolar no Gre-Nal do Beira-Rio.

A jornada começou com um ‘oxo’ entre Sport e Raposa na ‘Ilha de Lost’, no Recife, diante 9.525 torcedores (R$ 53.460). Mais preocupado com o mata-mata contra o Palmeiras, na quarta, pelas semifinais da Copa do Brasil, o ‘professor’ Mano Menezes escalou o pão de queijo recheado com vários reservas.

Mesmo sem as principais estrelas, a Raposa dominou a maior parte do jogo e poderia ter faturado os três pontos. Mas sua senhoria, o assoprador de latinha paulista Vinicius Dias Araújo, anulou erradamente um gol de Barcos no primeiro tempo. O Pirata argentino encara um jejum de 11 jogos sem correr para o abraço. Na bacia das almas da etapa final, Raniel perdeu um pênalti – o goleiro Magrão defendeu.

Com o terceiro empate consecutivo, a Raposa chegou a 33 pontos e ocupa a sétima colocação. O Leão pernambucano foi a 24 pontos, igualou o Vasco, porém permanece no 17º lugar e abre a zona do agrião queimado.

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