Peixe e Vasco morrem abraçados no empate e patinam na classificação

Em jogo que estava programado havia cinco meses, adiado por conflito de datas com outros torneios, Peixe e Vasco ficaram no 1 a 1 na casa alugada do Pacaembu (11.190 pagantes/R$ 318.336,50), pelo Brasileirão. Um resultado ruim para as duas equipes. O Santos sonhava em aproximar-se do G6 da Libertadores, enquanto a nau vascaina pretendia se afastar da zona do agrião queimado. O time santista segue em 11º, agora com 33 pontos. O Vasco continua na 16ª posição (29 pontos). O Santos saiu na frente, com Pituca, mas recuou no segundo tempo e Andrés Rios empatou.
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O duelo começou com uma tremenda ação amadoristica de Gabigol  (foto): levou cartão amarelo a um minuto, após derrubar Cosendey, e cumprirá suspensão contra o Furacão no fim de semana. Oito minutos depois, o ‘uhhhh’ tomou conta da torcida santista. Dodô cobrou escanteio e Gustavo Henrique, de cabeça, mandou na trave. Aos 13, Rafael Galhardo deu trabalho ao goleiro santista Vanderlei numa falta.

Apesar de mostrar-se superior ao Vasco, que sentiu muito a ausência do atacante Max Lópes, o Santos só conseguiu correr para o abraço aos 43. Rodrygo cruzou da direita, Sanchez desviou de cabeça e Pituca tocou para o gol. Placar merecido ao time que mais procurou o ataque.

O Vasco voltou mais ousado para o segundo tempo, mas parou na marcação santista. Em menos de 10 minutos, o time carioca deu mais trabalho do que nos 47 da etapa inicial. Aos 19, o ‘professor’ Alberto Valentim trocou Cosendey por Giovanni Augusto a fim de melhorar o passe no setor ofensivo. Aos 23, Pikachu tocou por cima de Vanderlei e Robson Bambu evitou o empate. Aos 26, outra mudança no Vasco: Rafael Galhardo por Marrony.

Na sequência, Bruno Henrique, lesionado, foi substituído por Derliz González. E Sanchez deu o lugar para Bryan Ruiz. Mais eficiente em campo, o Vasco chegou à igualdade aos 33: Pikachu levantou e o argentino Andrés Rios cabeceou no canto esquerdo de Vanderlei. Aos 36, mestre Cuca sacou Alison e colocou Daniel Guedes. No time vascaíno, Pikachu por Oswaldo Henriquez.

Satisfeito com o 1 a 1, o Vasco recuou para garantir um ponto. E terminou com um a menos, já que Andrey foi expulso depois fazer uma falta em Rodrygo. O Peixe partiu para o tudo ou nada, sem sucesso. E perdeu dois pontos na luta por uma vaga no G6 da Libertadores.

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Pitaco do Chucky. O problema do Flamengo não é juiz, é o Bandeira.

Mercadão rubro-negro. Se fora de campo a administração Bandeira de Mello pode ser apontada como vitoriosa, já que o Flamengo pagou dívidas e recuperou a credibilidade no mercado, dentro das quatro linhas a bússola indica um belo fracasso. Desde que sentou no trono do Urubu, em 2013, o cartola soltou apenas três vezes o grito de campeão: duas no inexpressivo Carioquinha (2014/17) e uma na Copa do Brasil (2013). Nas outras disputas, ficou só no cheirinho. E olhe lá! Ao longo de seis anos de reinado, Bandeira de Mello contratou nada menos que 71 atletas, ou 11,8 reforços por temporada, de acordo com o ‘Globo.com’. As maiores baciadas foram registradas em 2015/16, com a aquisição 15 reforços por ano. Em 2017, acertou com nove; em 2018, apenas seis (devoraram R$ 68 milhões).

Mercadão rubro-negro 2. O mandachuva e raios deu aval para a contratação de 18 atacantes, setor da equipe mais beneficiada com reforços. Também acertou com 14 meias. O grande fracasso foi o hermano Conca. Em um ano, o gringo atuou apenas 27 minutos. Na casamata rubro-negra, o entra e sai também foi uma festa: 13 ‘professores’, média de um a cada cinco meses e meio. Um exemplo de profissionalismo, de sambalelê sem baticundum.

Zé Corneta. Corinthians vai ganhar importante reforço entre 8 e 16 de outubro: Romero ficará a serviço da seleção paraguaia.

Zapping. Corinthians x Flamengo, pelas semifinais da Copa do Brasil, rendeu ótimos frutos à plim plim. Na grande Pauliceia refém do bangue-bangue, o Ibope cravou 34 pontos, recorde de audiência do torneio em São Paulo, com 51% de share (TVs ligadas). Na Cidade Maravilhosa das balas voadoras, o embate amealhou 37 pontos, com 55% de aparelhos sintonizados, também recorde. Cada ponto em SP equivale a 71,5 mil residências; no RJ, 44 mil.

Sugismundo Freud. Só os tolos ficam calados diante de uma injustiça.

Saravá! Pelo jeito, o ‘sargento’ Felipão vai precisar de um bom banho de sal grosso para livrar-se da maldição do Mineirão. Em 2014, mergulhou no maior vexame da história do ludopédIo nacional ao tomar de 7 a 1 da Alemanha, nas semifinais da ‘Copa das Copas’. Depois da humilhação do Mundial, já no comando do Grêmio, Felipão foi derrotado pela Raposa por 1 a 0, em duelo do Brasileirão. Na quarta, em mais um encontro no Mineirão, o treinador foi eliminado da Copa do Brasil pelo pão de queijo, mesmo dirigindo o milionário Palmeiras. Pé de pato, mangalô, três vezes.

Caiu na rede. O ambiente na Vila Belmiro anda mais quente do que na Terra do Fogo.

Gilete press. De Jorge Nicola, no ‘Yahoo’: “Todos os jogadores que foram titulares do Timão na última quarta custaram 1/3 dos R$ 45 milhões investidos pelo Rubro-Negro somente em um atleta: Vitinho, que ainda atuou como reserva. Cássio, Fágner, Henrique, Ralf, Jadson e Romero desembarcaram no Parque São Jorge de graça. Danilo Avelar está emprestado, enquanto Léo Santos foi formado na base. Os únicos que representaram gasto foram Matheus Vital (R$ 8 milhões), Douglas (R$ 5 milhões) e Clayson (R$ 3,5 milhões).” Bom e barato?

Tititi d’Aline. E de repente, não mais que de repente, pipoca nas redes sociais o grande segredo do Saci colorado: um time resiliente. Explicando o ‘palavrão’: é um conceito emprestado da física que significa a capacidade do indivíduo em lidar com situações adversas, superar pressões, obstáculos e problemas, e reagir positivamente a eles sem entrar em conflito psicológico ou emocional.

Você sabia que… os centroavantes do Flamengo (Dourado, Lincoln e Uribe) não balançam a rede há 12 jogos?

‘Bola de ouro’. Flamengo. Uma coleção de sucessos sob a batuta do carismático presidente Bandeira de Mello: três títulos (dois mequetrefes Carioquinhas e uma Copa do Brasil) em 24 torneios. Mais do que nunca, uma vez Flamengo, sempre Flamengo…

Bola de latão. Felipão. O ‘sargento’ pisou feio na maionese após a eliminação da Copa do Brasil. Apelou para o chororô do apito amigo e prometeu receber a Raposa com uma chuva de espinhos no jogo deste fim de semana, no Pacaembu, pelo Brasileirão, em represália ao quiproquó no Mineirão.

Bola de lixo. Sassá e Mayke. O atacante da Raposa e o lateral do Palmeiras merecem uma punição exemplar do STJD: três meses trocando carícias com os anjinhos do octógono, sem direito a pedir água. The Best em fair play.

Bola sete. “Em céu de gavião urubu não voa! Classificados! Sangue no olho! Corinthians não é brincadeira” (do zagueiro Pedro Henrique nas redes sociais – tchau cheirinho).

Dúvida pertinente. Vencer, vencer, vencer, uma vez Flamengo, Flamengo até morrer?

O que você achou? jr.malia@bol.com

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