Trio de Ferro deita, rola e comanda a festa no Brasileirão: três vitórias e nove gols

São-paulinos, corintianos e palmeirenses estão em festa. O Trio de Ferro deitou, rolou e comandou o espetáculo na 16a rodada do Brasileirão. O soberano Tricolor derrotou a Raposa por 2 a 0 e só não assumiu a liderança porque o Flamengo bateu o Sport por 4 a 1. O Corinthians afundou a nau vascaína (4 a 1), com três gols de Romero, enquanto o Palmeiras passou fácil pelo Paraná (3 a 0).

Diego Souza comemora o primeiro gol com os companheirosCom duas estocadas brilhantes, o São Paulo superou a Raposa no Mineirão (21.566 pagantes/R$ 641.978) e continua na caça ao Urubu. Muito bem armado pelo ‘professor’ Diego Aguirre, o Tricolor atraiu o pão de queijo e faturou os três pontos em dois contra-ataques fulminantes.

Aos 26 minutos do primeiro tempo, Reinaldo recuperou a bola na defesa e lançou Rojas na esquerda. Destaque do time, o gringo tocou de cabeça para Éverton, que devolveu o passe. Rojas cruzou e Diego Souza (foto) completou para a rede. Aos 31 do segundo, novo contragolpe: Rojas passou para Reinaldo, que invadiu a área e arrematou. O goleiro Fábio rebateu, Reinaldo pegou e tocou para Éverton marcar o segundo gol.

Pouco antes, o time mineiro poderia ter empatado, mas o pirata Barcos perdeu o pênalti cometido por Ânderson Martins em Arrascaeta. O centroavante chutou na trave.

O Tricolor mostrou em BH que é candidato ao caneco. Nos últimos quatro jogos, ganhou nove pontos. Pegou só pedreira: Flamengo (1 a 0), Corinthians (3 a 1), Grêmio (1 a 2) e Cruzeiro (2 a 0). Detalhe: atuou apenas contra o Corinthians no Morumbi. A equipe está na segunda colocação, com 32 pontos, dois a menos que o Flamengo.

A Raposa está em oitavo, com 24 pontos. Sofreu a segunda derrota em jogos oficiais nesta temporada como mandante. Agora, soma 16 triunfos, três empates e dois fracassos. Na quarta, o Cruzeiro joga com o Peixe pelas quartas de final da Copa do Brasil. O São Paulo enfrenta o Colón de Santa Fé pela Sul-americana.

O café da manhã do Corinthians foi extremamente saboroso no estádio Mané Garrincha (33.516 pagantes/R$ 1.823.665). Depois de um fraco primeiro tempo, quando levou um gol de Pikachu (pênalti) aos 45 minutos, o time paulista reagiu na etapa final e goleou o Vasco por 4 a 1. A equipe carioca não vence o Corinthians há 12 jogos do Brasileirão, com sete derrotas e cinco empates, desde 2010.

A grande estrela do embate foi Romero. O paraguaio marcou três gols, aos 2, aos 11 e aos 47. Pela primeira vez Romero assinalou três tentos com a camisa corintiana. Levou a bola para casa. Ele chegou a 37 marcados pelo Corinthians, cinco deles nos dois últimos jogos. Jadson, cobrando pênalti aos 33, também contribuiu para a festa da Fiel.

A equipe corintiana obteve o segundo triunfo fora de casa (faturou o Paraná por 4 a 0). Acumula ainda um empate e cinco coças. Marcou 13 gols e tomou oito. O Corinthians nunca havia vencido no estádio de Brasília depois da milionária reforma para a Copa: havia empatado em 1 a 1 com o Vasco, em 2013, e perdido por 1 a 0 para o Fluminense, em 2016.

Com a goleada, o Corinthians foi a 25 pontos na tabela. Na quarta, dá um tempo no Brasileirão e encara a Chapecoense no Itaquerão, minha casa minha vida, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O Vasco, com 19 pontos, pega o soberano Tricolor no próximo fim de semana, no Morumbi.

A torcida do Palmeiras também acordou mais cedo e não se arrependeu. Sob o comando do interino Wesley Carvalho, já que o ‘sargento’ Felipão deve ser apresentado nesta segunda, o Palestra passou fácil pelo Paraná por 3 a 0, na mansão Allianz Parque, com 35.776 torcedores (R$ 2.565.986,14).

O volante e capitão Bruno Henrique foi o nome do jogo, com dois gols, aos 17 e 40 minutos da etapa inicial – o primeiro num chute de fora da área e o segundo aproveitando um rebote. Bruno Henrique tem 11 gols na temporada.

Lucas Lima saiu do banco e marcou o terceiro aos 33 do segundo. Um golaço: pegou uma sobra e acertou um belo chute no ângulo, sem chances para o goleiro Thiago Rodrigues. Lucas Lima substituiu Arthur, muito aplaudido, na etapa final.

Os periquitos em revista dominaram o Paraná desde o início da partida. Em nenhum momento o goleiro Weverton foi ameaçado pelo limitado time paranaense, treinado por Rogerio Micale. O Palmeiras fez a lição de casa com louvor.

O time soma agora 26 pontos. No meio da semana, pega o Bahêa, fora de casa, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O Paraná, com 13 pontos, está na zona do agrião queimado.

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Pitaco do Chucky. Nada a temer: apenas 51% dos brasileiros afirmam que a economia piorou neste ano. E 64% se viram nos 30 para reforçar o orçamento com bicos.

Paulada no Tricolor. No embalo da ventania que devassa o ludopédio tupiniquim sempre que se abre uma janela de transferências na Europa, o soberano Tricolor reconhece: levou uma histórica pancada financeira no imbróglio Éder Militão, 20 anos. Por baixo, o clube deixou de colocar pelo menos R$ 80 milhões no mercado de capitais do Morumbi. Em abril, quando Chelsea, Manchester City e Manchester United se mostraram interessados no taco de Militão, o valor dos direitos econômicos do atleta girava em torno de R$ 97 milhões. Mas o São Paulo acabou vendendo Militão ao Porto por 4 milhões de euros (R$ 17 milhões), mais 10% de uma futura transação.

Zé Corneta. Sai Sociedade Esportiva Palmeiras, entra Sociedade Esportiva Crefisa. ‘Defesa que ninguém passa, linha atacante de raça, torcida que canta e vibra…’ Crefisa, Crefisa…

Fora d’água. Um pequeno problema tem atrapalhado o mergulho de Ganso em outro time: o salário de R$ 700 mil, livres. O brasileiro tem contrato com o Sevilla até 2020. O clube espanhol está louquinho para se livrar do meia. Neste ano, ele não entrou em campo nem nos amistosos. Ganso pretende permanecer na Europa.

Sugismundo Freud. A vida sempre será injusta para quem está vivendo.

Trio parada dura. O Chelsea larga na frente na Premier League: é o time mais odiado que disputa o campeonato, com 68,7% dos votos em pesquisa do ‘Daily Mirror’. Pelo segundo ano consecutivo, os Blues são os queridinhos da torcida. O Manchester United vem na cola, com 68,1%. O Liverpool fecha a trinca de ouro, com 52,2%.

Caiu na rede. Neymar, fake news como exemplo para a garotada.

Alarme falso. Era muito bom para ser verdade: Galvão Bueno garantiu que jamais pensou em aposentar o microfone antes da Copa do Catar, em 2022: ‘Só não sei se vou narrar novamente uma final.” Plim plim.

Gilete press. De Renata Mendonça, do ‘Dibradoras’: “Em um país onde os atletas se esquivam tanto em se posicionar, em reivindicar, e lutar por um esporte mais justo e mais transparente, Joanna Maranhão foi exceção. Mulher forte que, literalmente, nunca fugiu da raia, ela não se calou sobre os desmandos e a corrupção que permeava a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), não se calou sobre o abuso que sofreu na infância e o desafio de lidar com esse trauma todos os dias, nem deixou de falar abertamente sobre a depressão, doença contra a qual ela luta até hoje. O legado que a nadadora nos deixa vai infinitamente além do que ela fez dentro da água.” Uma guerreira.

Tititi d’Aline. O mundo encantado dos anjinhos do octógono informa: enquanto a maioria dos lutadores apanha mais que tapete em dia de faxina para faturar alguns trocados, o chefão Dana White organiza uma festinha de US$ 1 milhão (R$ 3,8 mi) para comemorar os 16 anos do filho Aidan. Ele fechou a ‘Drai’s Nightclub’, em Las Vegas. Vários artistas foram contratados para animar o happy birthday. O garoto ganhou de presente um ‘Pois É’ de R$ 750 mil: um Land Rover Defender personalizado.

Você sabia que… os jogadores do Palmeiras já receberam 54 cartões amarelos no Brasileirão?

Bola de ouro. Romero. O ‘falso 9’ que funciona: cinco gols em dois jogos. Depois da vitória sobre o Vasco por 4 a 1, a Fiel delirou: Cristiano Romero, CR 11.

Bola de latão. Flamengo. Lamentável a camisa azul usada pelo time contra o Peixe. O manto sagrado merece respeito. Não pode servir de tubo de ensaio.

Bola de lixo. Force India. A equipe de Fórmula 1 teve a falência decretada pela Suprema Corte da Inglaterra. Atual quinta colocada do Mundial de Construtores, a escuderia ficará sob administração judicial. A Force India encara problemas financeiros desde que o dono, o indiano Vijay Mallya, passou a ser investigado e depois condenado por fraudes em seu país. Há dois meses, ele foi destituído do controle acionário da empresa. O piloto mexicano Sergio Perez pode virar dono.

Bola sete. “O corintiano começa a acordar para quem realmente é Andrés ‘Desmanches’ Sanchez. Quando o palmeirense acordará para entender o mal que faz a dupla Leila/Mattos?” (de Juca Kfouri, no ‘Uol’ – no fígado).

Dúvida pertinente. Corinthians: desmanche a preço de brechó?

O que você achou? jr.malia@bol.com

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