Palmeiras deita na vantagem e permite o empate ao Peixe; Lucas Lima ironiza juiz

Em um clássico de baixa qualidade técníca e muitos cartões amarelos (10), Peixe e Palmeiras ficaram no 1 a 1 na casa alugada do Pacaembu (23.572 torcedores/R$ 748.458).

Melhor no primeiro tempo, o Palestra abriu o placar com Lucas Lima, aos 6 minutos de jogo. Mas se acomodou na vantagem e permitiu o empate numa cabeçada do zagueiro Gustavo Henrique, aos 29 do segundo tempo.

O ex-santista foi um dos melhores em campo. Um maestro no meio de campo do Palmeiras. Já Gabigol voltou a decepcionar no ataque do Peixe.

O resultado não foi bom para nenhuma das equipes. Com 14 pontos, o Santos ocupa a décima-quinta posição e flerta com a zona do agrião queimado – tem apenas um ponto a mais que o Bahêa, líder do Z4, mas com um jogo a menos. O Palmeiras está em sétimo, com 20, sete atrás do líder Flamengo.

Com um gol de Lucas Lima logo aos 6 minutos de jogo, o Palmeiras ficou com a faca, o queijo e o pãozinho quente nas mãos para impor seu jogo: atrair o Peixe e explorar o contragolpe.

O Palestra pôde trabalhar à vontade, já que o Santos entrou com quatro atacantes, oferecendo o meio de campo para Lucas Lima e Scarpa trocarem passes em velocidade e alimentarem Willian e Hyoran, sempre perigosos pelas laterais.

Após tomar o gol (Lucas Lima recebeu sozinho na grande área, dominou e mandou no canto esquerdo de Vanderlei), o time santista tentou pressionar o Palmeíras, mas mostrou muita afobação no último toque. Na bacia das almas do primeiro tempo, Hyorantocou por cima de Vanderlei e Gustavo Henrique salvou em cima linha.

Na saída para o vestiário, as atenções ficaram por conta do ex-santista Lucas Lima, pela marcação do gol e por ter levado o cartão amarelo ao festejar a bola na rede. “Não entendi porque recebi. Ele (sua senhoria, o assoprador de latinha Dewson Freitas da Silva) disse que era para comemorar com a torcida… Ora, só tem palmeirense, é clássico com apenas uma torcida.” 

O Santos voltou mais organizado para o segundo tempo, explorando Bruno Henrique e Rodrygo. O Palmeiras manteve o mesmo esquema, disposto a matar o Peixe num contra-ataque. E se acomodou no placar favorável.

Aos 21, Rodrygo sentiu uma lesão e foi substituído por Yuri Alberto. Seis minutos depois, o ‘professor’ Jair Ventura mexeu mais uma vez na equipe: Alison por Léo Cittadini.

A torcida reprovou a alteração com o tradicional incentivo de ‘burro, burro…’ Porém, um minuto depois, aos 29, trocou a bronca pela festa: após cobrança de falta, Felipe Melo cortou mal de cabeça, a bola bateu na trave e, no rebote, Gustavo Henrique empatou.

Na sequência, o treinador Roger Machado trocou Willian por Deyverson e Hyoran por Jean. Tratou de abafar o entusiasmo santista na briga pelo segundo gol. O Santos sacou Sasha e colocou Copete, aos 38; no Palmeiras, Lucas Lima por Arthur.

O Peixe diminuiu ritmo e proporcionou boas chances aos periquitos em revista. Que só não chegaram à vitória porque pararam nas luvas de Vanderlei (fez duas ótimas defesas) e na trave, em arremate de Jean, aos 47 minutos.

Balanço das horas sem ponteiros: empate nada agradável para Jair Ventura, que permanece no bico da cegonha sem asas no Santos, e para Roger Machado, que não consegue solidificar seu prestígio na casamata do Palmeiras.

O que você achou? jr.malia@bol.

 

 

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