São Paulo derruba Flamengo e assume a vice-liderança; Cássio garante vitória corintiana

Everton festejado pelos companheiros do Tricolor

O soberano Tricolor acabou com a pose do Flamengo no ‘new Maraca’, diante de 51.777 pagantes (R$ 1.588.687): venceu por 1 a 0, gol de Éverton, no início do segundo tempo. Havia nove jogos que o Urubu estava invicto no ‘templo da bola’.

Com a vitória, o Tricolor assumiu a vice-liderança do Brasileirão, com 26 pontos. O Rubro-negro lidera, com 27. Neste sábado, o São Paulo receberá o Corinthians, no Morumbi, e não poderá contar com Éverton, Sidão, Araruna (suspensos), Jucilei e Rojas (machucados).

Na volta do Brasileirão depois do Mundial, apenas o Tricolor ganhou fora de casa. Outros jogos: Corinthians 2 x 0 Botafogo, Grêmio 2 x 0 Galo, Ceará 1 x 0 Sport e Vitória 1 x 0 Paraná.

Os primeiros 45 minutos do embate entre rubro-negros e são-paulinos foram mais que sufientes para a torcida já sentir saudade da Copa da Rússia. Praticamente, nada de útil aconteceu. Faltinhas e reclamações dominaram o mambembe espetáculo.

O melhor momento do Tricolor foi proporcionado pelo estreante equatoriano Rojas. Aos 29, ele driblou o marcador e bateu forte. O goleiro Diego Alves defendeu parcialmente. Everton pegou o rebote e chutou para fora.

Pouco depois, Jucilei sentiu uma lesão e foi substituído por Liziero. Na bacia das almas, depois de cobrança de falta, Paquetá cabeceou na trave, na estocada mais perigosa do Flamengo.

A equipe são-paulina voltou mais elétrica para o segundo tempo e, aos 4, Éverton abriu o placar. Rojas (bela estreia) cruzou e o ponta cabeceou sozinho, sem chance para Diego Costa (Éverton está fora do clássico com o Corinthians por ter tomado o terceiro cartão amarelo na etapa inicial).

Em vantagem, o Tricolor tratou de atrair o Urubu para explorar os contragolpes, principalmente pela esquerda, após a saída de Rojas, machucado – entrou Araruna. Aos 17, o Flamengo trocou Marlos, o mais produtivo atacante do Urubu, por Urube. Três minutos depois, o estreante colombiano perdeu boa chance para empatar.

Aos 30, segunda mudança no Flamengo: o inútil Rômulo deu lugar a Trauco. Na sequência, no São Paulo, Éverton por Trellez. Aos 39, a última mudança do time carioca: Éverton Ribeiro por Sávio.

Aos trancos e barrancos, o Flamengo tentou evitar a derrota. Mas bem postado, mesmo com um a menos (Araruna foi expulso), o Tricolor suportou a pressão e conseguiu ótimo resultado. Está na vice-liderança, com 26 pontos, um atrás do Flamenho.

No Itaquerão, minha casa minha vida (19.830 pagantes/R$ 813.687,13), o Corinthians do ‘professor’ Osmar Loss voltou a festejar um triunfo no campeonato depois de quatro jogos sem vencer antes da Copa.

O time derrotou o Botafogo por 2 a 0, gols de Rodriguinho e Romero, um em cada tempo. Marcos Paquetá estreou na casamata botafoguense. Com o triunfo, a equipe paulista pulou para o sétimo lugar, com 19 pontos. O time carioca está em décimo, com 17.

Apesar da vitória, o Corinthians deixou a Fiel preocupada. Não mostrou bom futebol, errando muitos passes e cometendo falhas na defesa. A dupla Pedro Henrique e Henrique é um convite a grandes emoções. Só não se complicou porque Cássio operou alguns milagres no segundo tempo.

O Corinthians abriu o placar com um golaço de Rodriguinho, aos 2 minutos. Romero, com assistência de Fagner, marcou o segundo aos 30 da etapa final. O centroavante Roger foi um dos piores em campo. Na reta final, foi substituído pelo estreante Jonathas. Que certamente ganhará a posição. Mais uma vez, Loss esqueceu o garoto Pedrinho no banco.

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Pitaco do Chucky. Só há uma saída: ferro no bumbum do ‘doutor Bumbum’.

Goleada europeia. A conquista francesa coroou apenas mais quatro anos de supremacia do futebol europeu. Os sul-americanos encaram agora o maior jejum da história das Copas. Há 12 anos não soltam o grito de campeão, não levantam a taça mais cobiçada do planeta. Roda, roda e avisa: Itália em 2006, Espanha em 2010, Alemanha em 2014 e França em 2018. Dos atletas que foram à Rússia, 75% eram do Velho Continente. O domínio europeu também se faz presente entre a molecada, no Mundial sub-20. Em 2013, a França superou o Uruguai na decisão; dois anos depois, a garotada brasileira levou chumbo da Sérvia; em 2017, a Inglaterra mandou a Venezuela para o espaço.

Goleada europeia 2. No Mundial de clubes da mamãe Fifa, mais freguesia: exceção do patinho feio Corinthians em 2012 (superou o Chelsea), os times europeus faturaram todas as disputas nos últimos 10 anos. E a hegemonia deverá continuar nesta temporada porque nenhuma equipe da Libertadores deve ter bala suficiente para matar o supercampeão Real Madrid. Fechando a conta, sem os 10%: o ludopédio europeu está virando uma NBA.

Zé Corneta. O Mundial já era, mas a brincadeira continua firme e forte até em batizado: ‘Neymar Challenge’ (Desafio Neymar). É de rolar de rir.

Pierrô abandonado. A festa do presidente Emmanuel Macron sob um dilúvio na entrega das medalhas aos campeões mundiais não sensibilizou os franceses. Pesquisa da Odoxa indicou que apenas 39% dos entrevistados estão satisfeitos com o governo, uma queda de dois pontos percentuais em relação à enquete anterior. Já 62% acreditam num futuro mais otimista após a conquista da Copa – em março de 2016, 53% estavam pessimistas. Para 82% dos franceses, o título na Rússia fortalecerá o orgulho nacional.

Sugismundo Freud. A cada um minuto de tristeza, menos 60 segundos de felicidade.

Estranho no ninho. O meia Philippe Coutinho foi o melhor jogador da amarelinha desbotada na Rússia para 28,9% do brasileiros, de acordo com o Paraná Pesquisas. Já o menino Jesus e Neymar lideraram a lista de decepções, com 18,8% e 18,4%, respectivamente. Fernandinho fecha o pódio, com 14,3%. Também foram homenageados com o ‘troféu perna de pau’: Willian (3,2%), Paulinho (2,9%) e Marcelo (1,7%).

Caiu na rede. Mbappé, talento para jogar; Neymar, talento para cair.

Holerite. O atacante argentino Hernan Barcos, 34 anos, acertou na loteria: receberá R$ 400 mil por mês na Raposa. O Pirata só fica atrás do centroavante Fred na folha salarial do pão de queijo. Recuperando-se de uma cirurgia no joelho, Fred embolsa R$ 800 mil por mês.

Novo cartola. Considerado um dos melhores levantadores de todos os tempos, Ricardinho, 42 anos, decidiu trocar a quadra pelo trono de mandachuva e raios do Maringá, time que defendeu na última Superliga de vôlei. Ricardinho colecionou uma série de títulos e desafetos ao longo da carreira, entre os quais o técnico Bernardinho. Ganhou o ouro olímpico em Atenas/04, além de vencer seis vezes a Liga Mundial.

Gilete press. De João Carlos Assumpção, no ‘Lance’: “Uma coisa que a Seleção Brasileira não teve na Copa foi elegância na derrota. E na vida é importante saber ganhar e também saber perder. Até agora os jogadores e a comissão técnica não vieram a público dar uma explicação sobre a derrota. Nem nossa principal estrela, que se escondeu nas redes sociais, talvez ainda muito abalada porque suas simulações ganharam repercussão mundo afora. E sua imagem ficou manchada. Os jogadores foram mimados demais. Colocados numa bolha. Deram as costas para o torcedor brasileiro, como deu as costas a própria comissão técnica. Perder faz parte. Saber perder, porém, é para poucos.” No alvo.

Tititi d’Aline. O diz que diz correu solto nos últimos dias de Copa na Rússia: inconformados com a realização do Mundial do Catar entre novembro e dezembro de 2022, os principais times da Europa deverão se unir para torpedear a ideia da mamãe Fifa. Eles não querem mudar o tradicional calendário de jogos. Alguns admitem até iniciar uma campanha para transferir a sede da Copa. A temperatura no Catar chega a 50 graus em junho e julho.

Você sabia que… o soberano São Paulo já abiscoitou R$ 110 milhões com a venda de jogadores neste ano?

‘Bola de ouro’. CBF. O Mundial da Rússia já é página virada, mas a ‘Copa das Copas’ ainda está vivíssima após quatro anos. O COL (comitê organizador), comandado por Rogério Caboclo, futuro presidente do Circo Brasileiro de Futebol, ainda está envolvido em problemas jurídicos e trabalhistas.

Bola de latão. Vasco. Que Copa que nada! A gorduchinha voltou a rolar como os deuses do esporte gostam no porto de São Januário, mais precisamente no tira-teima Vasco x Bahêa. Confete e reco-reco: briga entre brucutus, ameaças ao assoprador de latinha e um glorioso desfile do Topo Gigio, o ratinho camarada.

Bola de lixo. Vôlei. A seleção brasileira feminina sub-18 fechou o Campeonato Sul-americano em terceiro lugar, pior resultado das categorias de base do país em todos os tempos. Ficou atrás da campeã Argentina e do Peru. Para coroar o sensacional vexame, o treinador Hairton Cabral afirmou ter ficado feliz com o resultado.

Bola sete. “Presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello é cotado para ser o vice de Marina Silva. Em 2010, Patrícia Amorim foi cotada para ser a vice de José Serra. Porém, polêmicas na administração do Flamengo fizeram Serra optar por Índio da Costa” (de Athos Moura, no ‘Globo’ – Urubu chamariz).

Dúvida pertinente. O melhor jogador do Brasileirão Assaí vai ganhar um ano de cesta básica?

O que você achou? jr.malia@bol.com

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