Campanha ‘Bigode da Esperança’ funciona e Rússia massacra árabes

Análise: abertura tem alívio russo, decepção saudita e vergonha brasileiraAté o mais fervoroso torcedor russo ficou de boca aberta quando sua senhoria, o assoprador de latinha hermano Nestor Pitana, colocou ponto final no jogo de abertura da Copa e o placar do estádio Luzhniki, de Moscou, piscou: Rússia 5 x 0 Arábia Saudita.

A goleada encerrou um jejum de sete jogos sem vitória. E, de quebra, igualou o resultado mais elástico aplicado no pontapé inicial de uma Copa desde 1954.

Há 64 anos, na Suíça, a seleção brasileira atropelou o México pelo mesmo placar. O jogo aconteceu em Genebra. Mais três partidas foram realizadas simultaneamente para marcar o início do torneio.

O recorde numa estreia de Copa pertence a seleção italiana. Com uma goleada de 7 a 1 nos Estados Unidos, a Azzurra, fora do Mundial da Rússia, obteve a marca no torneio de 1934.

A Rússia, com o lateral-direito brasileiro Mário Fernandes entre os titulares, dominou a partida desde o início. A festa começou aos 12 minutos de jogo, com um gol de Iury Gazinsky, 28 anos.

Na bacia das almas, aos 43, Cheryshev fez o segundo. Ele começou no banco de reservas e entrou aos 24 da etapa inicial, após lesão de Alan Dzagoev, uma das estrelas do time.

Aos 26 do segundo tempo, o atacante Dzyuba, que havia entrado no lugar de Smolov, assinalou o terceiro. Nos acréscimos, Cheryshev e Golovin, em bela cobrança de falta, fecharam o caixão dos árabes.

A Rússia não vencia desde 7 de outubro do ano passado, quando bateu a Coreia do Sul por 4 a 2 em amistoso.

O jejum provocou críticas entre torcedores e analistas. Segundo a ‘Efe’, a resposta foi a criação de uma campanha, promovida por celebridades locais, chamada ‘O Bigode da Esperança’, em referência ao treinador Stanislav Cherchesov.

Nesta sexta, Egito e Uruguai encerrarão a primeira rodada do grupo A, na cidade de Ecaterimburgo. Os russos voltarão a campo na terça, contra os egípcios, em São Petersburgo, enquanto os sauditas jogarão no dia seguinte com os uruguaios, em Rostov.

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Pitaco do Chucky. É no mínimo estranho: Trump quer construir um muro para separar EUA do México, mas americanos e mexicanos se unirão para organizar a Copa de 2026, ao lado de canadenses.

Segura o coronel. A ‘independência’ do coronel Nunes, que votou em Marrocos para receber a Copa de 2026, continua agitando os bastidores do Mundial da Rússia. Estava acordado entre os países da Conmebol que todos votariam na candidatura tripla EUA-México-Canadá, que venceu a corrida, mas o presidente do Circo Brasileiro de Futebol pulou fora do barco sem consultar ninguém. Irritou tanto que agora o coronel é vigiado de perto para não pisar outra vez na maionese. Nunes foi impedido até de ir à inauguração da ‘Casa Conmebol’, espaço que a confederação sul-americana alugou em Moscou. Provocaria constrangimento geral. A casa maldita do ludopédio nacional foi representada por Rogério Caboclo, futuro presidente, e Fernando Sarney, vice-presidente da CBF e integrante do Conselho da mamãe Fifa. Eles passaram o tempo todo pedindo desculpas.

Segura o coronel 2. Claudio Tapia, presidente da associação argentina, chegou a falar em traição. Outros cartolas lembraram que o coronel embolsa um salário de US$ 20 (R$ 80 mil) por fazer parte do Conselho da Conmebol, que assinou o acordo quebrado por Nunes. Corre à boca pequena de um jacaré que a ordem partiu do imperador ostentação Del Nero como retaliação aos Estados Unidos, por estar sendo investigado pelo FBI como integrante de peso do escândalo ‘Fifagate’.

Zé Corneta. Pelo andar da carruagem, não há ‘mágico de Loss’ que dê jeito no Corinthians.

Fla na boa. Apesar de faltarem 28 rodadas, o cheirinho do título está forte no ninho do Urubu. De acordo com a matemática do ‘Infobola’, do professor Tristão Garcia, o Rubro-negro detém 50% de chances de soltar o grito de campeão. Depois, aparecem soberano São Paulo (12%), Galo (10%), Saci colorado (10%) e Grêmio (6%). O Flamengo aproveitou bem o empurrão da tabela e abriu quatro pontos de vantagem na liderança. Dos seis jogos como mandante, ganhou cinco e empatou um. De quebra, bateu o coirmão Fluminense atuando como visitante.

Sugismundo Freud. Há males que vêm mesmo para te derrubar.

Tic-tac. Os assopradores de latinha carregam no pulso um pequeno tesouro: um relógio Hublot no valor de 5 mil euros (R$ 23 mil). Em quatro segundos, ele acusa se a bola entrou ou não. A empresa, uma das patrocinadoras do Mundial, colocará à venda um número limitado de peças.

Rota do hexa. Um dos principais patrocinadores do verde e amarelo, o Itaú soltou estudo em que crava a conquista do hexacampeonato numa final contra a Alemanha. A amarelinha desbotada chegaria à decisão depois de eliminar Suécia (oitavas), Bélgica (quartas) e França (semifinais). Na última batalha, entraria com 52% de chances de vencer, contra 48% dos alemães.

Caiu na rede. O Palmeiras é igual a doberman: não dá para confiar

Zapping. Vale tudo para dar ibope: repórteres imitando companheiros de trabalho ou atacando de cantor, cachorro vidente, humor de qualidade para lá de duvidosa e mesas-quadradas recheadas de engenheiros de obras prontas.

Gilete press. Deu no ‘Uol’: “Um dos maiores sucessos da seleção na atualidade, o Canarinho Pistola nem sempre aparecerá com o ‘nome completo’. Ao menos será assim em transmissões da Globo e dentro da CBF. Seguindo uma linha defendida pela confederação, a emissora tem evitado usar o termo ‘pistola’. A ideia é chamar a mascote apenas de Canarinho, pontuando seu jeito encrenqueiro e mal humorado, mas nunca ‘pistola’. No entendimento da CBF, a palavra que viralizou nas redes sociais se apresenta fora do tom, politicamente incorreta, associada a uma arma de fogo. E a Globo aceitou o discurso.” Chama o Pateta!

Tititi d’Aline. Não basta ser baba, tem de participar: Raiane Pavuna, que cuida do neto de Tite, Lucca, de 10 meses, integra a comitiva do clã Bacchi em Sochi, na Rússia. A torcida tem ainda a mulher do ‘professor’, Rosmari, a filha Gabriele e a nora Fernanda. Elas e familiares dos jogadores ficarão em um hotel reservado próximo à concentração. Pai de Lucca, Matheus Bacchi faz parte da comissão técnica da amarelinha desbotada.

Você sabia que… o mascote da Copa, o lobinho Zabivaka, custa de R$ 120 a R$ 180 nas lojas oficiais da mamãe Fifa?

‘Bola de ouro’. Felipe Melo. O pitbull palmeirense considerou normal a animalesca entrada que deu no garoto rubro-negro Vinicius Junior no duelo de quarta. Tanto que sapecou nas redes sociais: #naoimportaoquedigam #semmimimi #quermolezamastigaagua. Os brucutus vibraram.

Bola de latão. Ceará. O Vozão é o time mais regular do Brasileirão. Em 12 jornadas, manteve o mesmo pique: nenhuma vitória. Entre as 40 equipes das duas principais divisões do esporte bretão nacional, só o Ceará ainda corre atrás do primeiro triunfo.

Bola de lixo. Corintians de Loss. Virou saco de pancadas. Nos últimos cinco jogos, a equipe conseguiu a proeza de marcar apenas dois gols. Ou seja, um a cada 225 minutos. Em 18 pontos disputados, faturou cinco. Aproveitamento de 27,7%. A Fiel está em êxtase com tanta emoção.

Bola sete. “Vou fazer um estudo minucioso do que o Corinthians apresentou sob meu comando e do Fábio [Carille], porque é a mesma equipe. Com esses dados na mão, vou trabalhar para fortalecer o rendimento ofensivo. O torcedor pode acreditar: vamos estar fortes na volta da Copa” (do ‘professor’ Osmar Loss, mais pressionado que aposentado no final do mês).

Dúvida pertinente. Por que o líder Flamengo ainda mantém Mauricio Barbieri como interino?

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Flamengo repousa na liderança até a volta do Brasileirão; Corinthians de Loss dorme na crise

Jailson e Jonas brigam na arena
O goleiro Jailson aplica uma gravata em Jonas do Flamengo

Em jogo de qualidade técníca para lá de discutível, especialmente no primeiro tempo, Palmeiras e Flamengo ficaram no 1 a 1, na mansão Allianz Parque (36.882 pagantes/R$ 2.598.847,44), pela décima-segunda rodada do Brasileirão, a última antes da parada da Copa. Sua senhoria, o assoprador de latinha Bráulio da Silva Machado, expulsou seis jogadores ao final da partida após quiproquó geral: os palmeirenses Dudu, Jailson e Luan (estava no banco) e os flamenguistas Cuellar, Jonas e Henrique Dourado (na reserva.

Com o resultado, o Rubro-negro poderá dormir tranquilo na ponta da tabela até o final do Mundial da Rússia. O Urubu voa com 27 pontos ganhos, quatro à frente do soberano São Paulo, o vice-líder. Já os periquitos em revista repousarão numa cama pouco agradável pelo investimento feito: sexto lugar, com 19 pontos. Ou seja, oito atrás dos cariocas.

Willian e Thurner marcaram os gols. O Palmeiras empatou pela segunda vez consecutiva e deixou a torcida com um porco atrás da orelha. A equipe não consegue embalar no campeonato. Vive um tremendo sobe e desce.

O duelo marcou a despedida dos atacantes Vinicius Junior e Vizeu. O primeiro foi negociado ao Real Madrid por 45 milhões de euros, enquanto Vizeu irá para a Udinese.

O Palmeiras preparou um mosaico com os dizeres “Rumo ao hexa” para homenagear a amarelinha desbotada, mas a festa deu chabu: na hora da entrada dos times, boa parte das arquibancadas do estádio ainda estava vazia, sem torcedores para levantar os cartazes.

A equipe paulista deu a impressão de que chegaria facilmente à vitória. Depois de Diego Alves operar um milagre numa cabeçada de Willian, a zaga carioca deu bobeira e, aos 6, Willian abriu o marcador. O Palmeiras se acomodou e permitiu a reação do Flamengo. O empate, porém, aconteceu somente aos 10 da etapa inicial, numa cabeçada de Thurner.

O troglodita Felipe Melo protagonizou um lance lamentável na segunda etapa. Ele acertou Vinicius Júnior em cheio com um carrinho e merecia ser expulso, mas o bananão do apito deu apenas cartão amarelo. O juiz também pisou feio na maionese ao não dar os descontos necessários por causa da briga no fim da partida.

Em Salvador, mais uma etapa da via crucis do Corinthians do ‘professor’ Osmar Loss: Bahêa, 1 a 0, na Fonte Nova. O gol foi marcado por Mena, aos 45 minutos do segundo tempo. O ex-são-paulino começou no banco. O gol só não saiu antes porque o goleiro Walter pegou muito.

O Bahêa não vencia desde a sétima rodada. Faturou o primeiro jogo com o interino Cláudio Prates. O time chegou aos 12 pontos, mas ainda assim continua na zona de rebaixamento (17º lugar).

O Corinthians de Loss completou quatro partida sem vencer. O treinador xodó do novo velho presidente Andrés Sanchez está bem na fita… de são-paulinos, palmeirenses e santistas: quatro derrotas, dois empates e uma derrota. O time é o décimo colocado, com 16 pontos, a 11 do Flamengo. Ou seja, bye bye caneco!

A equipe de Loss ficará 11 dias de férias por causa da Copa. Retornará ao batente em 25 de junho. A reestreia do time acontecerá em 18 de julho, contra o Botafogo, no Itaquerão, minha casa minha vida. E, para felicidade geral, com Loss no comando. Promessa de Sanchez.

No ‘new Maraca’, o Peixe derrotou o Fluminense por 1 a 0, gol de Bruno Henrique, e passará as férias da Copa fora da zona do agrião queimado. O ‘professor’ Jair Ventura vibrou muito com o resultado, já que dependia de uma vitória para evitar uma visita ao RH do aquário da Vila Belmiro. Antes de a bola rolar, o presidente José Carlos Peres admitiu que o futuro do treinador estava condicionado a um triunfo na Cidade Maravilhosa das balas voadoras.

O Santos agora soma 13 pontos, enquanto o Fluminense permanece com 14. A equipe carioca sofreu a quarta coça seguida e foi muito vaiada pela torcida (6.475 pagantes/R/ 173.580). O time paulista não pôde contar com o moleque Rodrygo, que deve ser negociado ao Real Madrid. Eduardo Sasha, lesionado, e Lucas Veríssimo, suspenso também desfalcarão o Peixe.

A mediocridade acompanhou Tricolor e Santos no primeiro tempo. Os goleiros Julio César e Vanderlei poderiam ser substituídos por dois cones, tal a ineficiência dos ataques. Na etapa final, o Peixe dominou o Fluminense, mas só conseguiu marcar aos 40 minutos. Após cruzamento de Diego Pituca, Bruno Henrique (o melhor em campo) dominou no peito, fuzilou Julio César e garantiu os três pontos aos paulistas, além de tranquilidade a Jair Ventura até a volta do Brasileirão.

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Pitaco do Chucky. Os alto-falantes do ninho do Urubu informam: segue o líder.

Escândalo. É simplesmente estarrecedor o novo drama de abuso sexual no esporte brasileiro. O fato aconteceu no ano passado e estava sendo mantido pela confederação. Três atletas da seleção de basquete em cadeira de rodas já foram afastadas: Lia Soares Martins, Denise Eusébio e Geisa Vieira. De acordo com Demétrio Vecchioli, do ‘Uol’, o ataque ocorreu durante treinamento do clube Gladiadoras/Gaadin (Grupo de Ajuda dos Amigos Deficientes de Indaiatuba), do interior de São Paulo. E foi gravado. Gracielle Silva, coordenadora do clube e que também aparece nas imagens, se suicidou há duas semanas.

Escândalo 2. Fotografias mostram a vítima deitada no chão, segurada por outras atletas e por Graciele Silva, única não-cadeirante. Uma das jogadoras participa fotografando e também filmando o ato, que envolve um pênis de borracha. A vítima até agora não procurou a polícia, o que deverá ocorrer nos próximos dias. O caso estava sendo tratado como ‘brincadeira’. As atletas envolvidas dizem que tudo não passa de um complô. Lia é a estrela do basquete em cadeira de rodas no Brasil.

Zé Corneta. Hoje é festa lá no… Alzirão. O tradicional reduto de torcedores cariocas ganhou um reforço de R$ 500 mil da Ambev e poderá bancar o carnaval. O SOS foi pedido pelo governador Pezão.

‘Pai Hazard’. Estrela da seleção belga, o meia Hazard profetizou: a Bélgica passará pela Polônia nas oitavas, despachará a amarelinha desbotada nas quartas, eliminará a França nas semifinais e levantará a taça na decisão contra a Inglaterra. Em seu perfil no Instagram, Hazard sapecou que a Argentina cairá diante dos ingleses após superar a Espanha, enquanto Tite, Neymar & Cia. atropelarão o México antes do fracasso contra os belgas. A Alemanha, atual campeã, deixará a Copa nas quartas. A Bélgica estreará diante do Panamá, nesta segunda. O grupo G tem ainda Inglaterra e Tunísia.

Sugismundo Freud. Quem adora segunda-feira é louco, aposentado ou está de férias.

Boca de urna. O ex-lateral brasileiro Roberto Carlos foi o cabo eleitoral de Marrocos na frustrada tentativa de organizar a Copa de 2026. Ele embolsou R$ 1 milhão em dois meses de trabalho. EUA, México e Canadá apresentaram candidatura tripla e venceram a corrida.

Caiu na rede. Gabigol, um ótimo atalho para levar a torcida santista ao desespero.

Sois rei. Nada contra, ao contrário. Mas não deixa de ser quiçá interessante e, por que não dizer, uma excelente prova de 2+2= 5 elaborada pela mídia subjugada ao ‘titês’. Mestre Dunga era espinafrado até a quinta geração por fechar os treinos da amarelinha desbotada, permitir apenas alguns minutos para fotos. O ‘professor’ Tite segue a mesma cartilha, mas os jornalistas aceitam passivamente, atribuem a porta na cara ao desejo de o treinador acertar taticamente o time e preparar jogadas ensaiadas.

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, da ‘ESPN Brasil’: “Pênalti absurdo contra o Botafogo, vitória do São Paulo. Pênalti maroto contra o Atlético-PR, vitória do São Paulo. Em ambos Éverton cavou. Expulsão bizarra de Yago depois de o Vitória levar o primeiro gol. Constatações! Se árbitros ajudam Flamengo, Palmeiras, Corinthians e isso é amplamente comentado, não há razão para fecharmos a boca quando o beneficiado é o São Paulo ou algum outro clube.” É vero.

Tititi d’Aline. A TV holandesa desvendou um segredo guardado a sete chaves pelo Circo Brasileiro de Futebol: o ‘professor’ Tite recebe R$ 1,2 milhão por mês para comandar a amarelinha desbotada. A cartolagem pretende renovar o contrato do treinador até o Mundial de 2022, no Catar, com um belo reajuste salarial. Mas a primeira opção de Tite, 57 anos, é trabalhar num clube europeu depois da Copa da Rússia, de preferência espanhol ou italiano.

Você sabia que… o gajo Cristiano Ronaldo coleciona 73,6 milhões de seguidores no Twitter, mais que o dobro das 32 seleções da Copa, que somam 36,1 milhões?

‘Bola de ouro’. Coronel Nunes. O presidente do Circo Brasileiro de Futebol é um ‘jênio’. A saber: confundiu Mar Morto com Mar Vermelho numa entrevista em Sochi; afirmou que pela primeira vez a Europa perderia uma Copa para outro continente (o Brasil ganhou na Suécia, em 1958); e votou em Marrocos para sede do Mundial de 2026, contrariando as federações afiliadas à Conmebol e até mesmo o que havia dito um dia antes (apoiaria a tripla candidatura de EUA, México e Canadá).

Bola de latão. Reinaldo Carneiro Bastos. O dadivoso presidente da FPF está bancando a viagem de 13 cartolas da ínclita casa paulista. Mas adverte: a mordomia será por ‘apenas’ duas semanas. Depois, quem quiser ficar na Rússia terá de abrir a carteira.

Bola de lixo. Espanha. A federação jogou no ralo parte do favoritismo da seleção ao demitir o ‘professor’ Julen Lopetegui a dois dias da estreia na Copa contra Portugal. Ele foi convidado a se retirar porque assinou contrato com o Real Madrid sem avisar a cartolagem. Lopetegui tinha contrato com a seleção até 2020. Deixa o cargo invicto: 14 vitórias e seis empates. O ex-zagueiro Fernando Hierro comandará o time na Rússia.

Bola sete. “A federação portuguesa dará R$ 1,3 milhão de prêmio a cada jogador pela conquista da Copa, mesma quantia prometida aos alemães. A Espanha pagará R$ 3,4 milhões pelo bicampeonato” (do jornal espanhol ‘As’ – chuteiras turbinadas)

Dúvida pertinente. Apoio da CBF a Marrocos: vingança da investigação do FBI envolvendo os nobres ex-presidentes Zé da Medalha, Ricardo Teixeira e Polo Del Nero?

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Nenê comanda vitória no Morumbi e soberano Tricolor entra de férias no G4

 

Nenê comemora o segundo gol pelo São Paulo
Nene, o melhor em campo, marcou dois gols

Com direito a golaço de Nenê, o soberano São Paulo derrotou o Vitória por 3 a 0, no Morumbi (20.456 torcedores/R$ 468.036), na abertura da décima-segunda rodada do Brasileirão. O Tricolor assumiu a vice-liderança com 23 pontos, três a menos que o Flamengo, e permanecerá no G4 até o retorno ao campeonato, depois da Copa.

Os atletas ficarão alguns dias de férias antes de regressarem ao batente. O São Paulo só voltará a jogar em 18 de julho, contra o Flamengo, no ‘new Maraca’. O Vitória será em décimo-quinto, com 12 pontos.

A bola precisou rolar poucos minutos no gramado para desenhar o que se poderia esperar ao longo dos 45 minutos iniciais. De um lado, um time disposto a propor o jogo, o São Paulo; de outro, uma equipe à procura de um contra-ataque, o Vitória.

Resultado: prevaleceu a ousadia tricolor, aliada ao talento do melhor reforço para a temporada, o atacante Nenê. Que, aos 20, abriu o placar: recebeu de Araruna, deixou Lucas Marques na saudade e bateu no ângulo direito de Elias. Um golaço!

O São Paulo manteve o domínio das ações e, aos 32, ainda ganhou um presente de sua senhoria, o assoprador de latinha Igo Junio Benevenuto, que expulsou Yago após falta em Nenê. Exagerou no cartão. Um amarelinho estava de bom tamanho!

Com um a mais, o Tricolor partiu para a pressão e aumentou aos 41: Everton invadiu pela esquerda e passou para Nenê, que fuzilou Elias. Vantagem de 2 a 0 merecida. O time são-paulino foi superior na maior parte do primeiro tempo. E as coisas ficaram mais fáceis depois do vermelho para Yago.

No início do segundo tempo, o São Paulo fechou o caixão do Vitória. Aos 8, Lucas Fernandes cruzou e Everton chutou de primeira, sem chance para Elias. Mais um belo gol. Na sequência, o ‘professor’ Diego Aguirre sacou Diego Souza e colocou Brenner.

A equipe paulista continuou mandando na partida, com 56% de posse de bola, contra 44% do Vitória. Aos 25, outra mudança no Tricolor: Everton por Caíque. Sete minutos depois, o são-paulino Lucas Fernandes foi expulso.

Na bacia das almas, Nenê, o melhor do jogo, foi substituído por Liziero. O atacante provou novamente que é peça fundamental ao São Paulo na luta para chegar pelo menos à classificação para a Libertadores. Aos 36 anos, Nenê está sobrando em campo.

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Pitaco do Chuky. O vascaíno e palmeirense Roberto Carlos entrará para a história, em setembro: soltará a voz no Itaquerão, minha casa minha vida. Pela primeira vez o estádio corintiano receberá um espetáculo musical. RC será a estrela do aniversário do clube.

Na linha de tiro. Treze vitórias, sete empates e 14 derrotas na temporada: números que consagram o ‘professor’ Jair Ventura no aquário da Vila Belmiro. No bico da cegonha sem asas, ele deverá reforçar a fila do desemprego se o Peixe perder para o Fluminense, nesta quarta, na Cidade Maravilhosa das balas uivantes, pela última rodada do Brasileirão antes da parada da Copa. Se isso acontecer, o Santos correrá o risco de repousar na zona do agrião queimado até o final do Mundial.

Zé Corneta. Peixe de Jair Ventura, Corinthians de Loss e governo Temer, tudo a ver: só papo furado.

Pindaíba corintiana. O balanço financeiro do primeiro trimestre do Corinthians mostrou que o clube se dedica de corpo, alma e bolso ao social. Que fechou com um déficit de R$ 8,5 milhões. Já as chuteiras produziram superávit de R$ 5,8 milhões, sem contabilizar a venda do volante Maycon ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por R$ 27,6 milhões. No toma lá dá cá geral, a dívida corintiana cresceu 6%. Saltou de R$ 448,6 milhões para R$ 475,9 milhões. Balanço das horas sem ponteiros: empréstimo bancário de R$ 12 milhões para quitar papagaios, apesar de ter faturado R$ 38,5 milhões com a transferência de atletas. Detalhe auspicioso: empresários levaram R$ 10 milhões em comissões.

Rosamundo, o pensador. A cultura enriquece: não existe dono de escola pobre.

Sanguessugas? A união faz a força… e enche o bolso. O ex-presidente do Galo e rei da cocada do BMG, Ricardo Guimarães, acertou os ponteiros com o empresário Giuliano Bertolucci: estão comprando o Vitória de Guimarães, time português da Primeira Divisão. O futebol adora uma máquina de lavar.

Caiu na rede. A situação de Loss no Corinthians está mais complicada que encher bola furada.

Ô coitado. O tenista suíço Roger Federer está mesmo em baixa. Aos 36 anos, ele recebeu uma ridícula proposta para trocar a Nike pela marca japonesa Uniqlo: US$ 30 milhões por temporada ao longo de 10 anos. A multinacional americana está Federer desde 1997. O tenista ainda era juvenil.

Zapping. O ‘Show do Esporte’, com Milton Neves, naufragou nas noites de domingo na Band. Deve retornar o ‘Terceiro Tempo’.

Gilete press. De João Carlos Assumpção, no ‘Lance’: “Nelson Rodrigues já dizia que no futebol o pior cego é o que só vê a bola. E é mesmo. Para quem se interessa pelos bastidores do mundo esportivo e em especial do futebol, é imperdível a leitura de ‘O Delator’, a história de J. Hawilla, o corruptor devorado pela corrupção no futebol, como consta da própria capa do livro. Fruto de dois anos de trabalho investigativo dos jornalistas Allan de Abreu e Carlos Petrocilo, o livro traz informações inéditas, exclusivas, que todos que amam o esporte deveriam saber. Para verem como o jogo foi roubado. Sim, roubaram-nos o jogo também. E como enlamearam a camisa da CBF, usada por muita gente que foi às ruas pedir a saída de Dilma Rousseff, condenando a corrupção. Que está na política e está no futebol também. E sim, na camisa da Seleção.” Na mosca.

Tititi d’Aline. A mamãe Fifa foi oficialmente comunicada pela Conmebol que EUA, México e Canadá decidiram unir forças para organizar a Copa de 2026. Os mexicanos receberam o torneio em 1970 e 1986, e os americanos, em 1994. O Canadá será marinheiro de primeira viagem. A decisão deverá sair nesta quarta.

Você sabia que… o líder Flamengo não toma um gol há 559 minutos e defenderá uma invencibilidade de seis jogos contra o Palmeirais?

‘Bola de ouro’. CBF. Pode-se criticar o Circo Brasileiro de Futebol por incontáveis barbaridades, menos por falta de sensibilidade. Preocupadíssimos com o sucesso da Copa, a cartolagem fez questão de paralisar o Brasileirão menos de 24 horas antes do pontapé inicial na Rússia.

Bola de latão. Gustavo Scarpa. Sofreu mais uma derrota na Justiça. Se não fumar o cachimbo da paz com o Fluminense, o meia dificilmente voltará a vestir a camisa do Palmeiras. O imbróglio está cada vez mais complicado para os lados do jogador.

Bola de lixo. Mídia Caolha. Boa parte dos jornalistas que acompanham a amarelinha desbota na Rússia vibrou com alguns mimos oferecidos pelo Circo Brasileiro de Futebol, principalmente com o enxoval personalizado. Vanessa Riche, do Fox Sports, fez questão de agradecer o presente numa rede social: “Recebi o manto sagrado! Torcida e seleção, gigantes por natureza! Obrigada, CBF.” Que beleza!

Bola sete. “No contrato de quatro anos e meio com o Maracanã, o Flamengo abriu mão da receita de camarotes, uma bolada de R$ 74 milhões. Quem se deu bem foi a empresa Esportecom, que vai explorar o setor” (de Mauricio Lima, em ‘Veja’ – Papai Noel).

Dúvida pertinente. Mauricio Galiotte, a rainha da Inglaterra no ninho dos periquitos em revista?

Time da Copa coloca Áustria para dançar samba em Viena; quarteto aprovado

Muito mais do que ter colocado a seleção da Áustria para dançar o samba na terra da valsa, a tranquila vitória da amarelinha desbotada por 3 a 0, em Viena, mostrou que o ‘professor’ Tite poderá usar sem receio o quadrado formado por Willian, Philippe Coutinho, Gabriel Jesus e Neymar.

A experiência deu certo, e com louvor. Eles souberam se impor, principalmente no segundo tempo. Nos primeiros minutos de jogo, a Áustria chegou a complicar as coisas para o time brasileiro, mas depois foi envolvida por toques rápidos do quarteto.

Gabriel Jesus abriu a porteira aos 34 minutos: aproveitou rebatida em chute de Marcelo e saiu para o abraço. Um gol importante para solidificá-lo como titular e afastar o fantasma de Firmino. Em 17 embates, o menino Jesus assinalou 10 tentos.

Na etapa final, aos 17, Neymar marcou um golaço. Após receber de Willian, deixou Dragovic na saudade e tocou na saída de Lindner. Aplausos gerais no estádio Ernst-Happel, com 50 mil torcedores. Seis minutos depois, Philippe Coutinho fechou o caixão austríaco.

Além da aprovação do quarteto, o jogo também serviu para confirmar que Philippe Coutinho é peça fundamental à equipe. Uma autêntico maestro. Comanda a saída de bola ao ataque e também marca quando precisa. Chuta como poucos de fora da área.

O duelo mostrou ainda que os brasileiros não terão vida fácil na Copa. Várias vezes, os austríacos apelaram para faltas violentas, a exemplo do que havia acontecido contra a Croácia. Neymar foi o mais caçado.

O triunfo brasileiro acabou com uma invencibilidade de oito partidas da Áustria, que está fora da Copa. Uma das vitórias austríacas foi sobre a Alemanha por 2 a 1.

Depois de derrotar a Croácia e a Áustria, a amarelinha desbotada viverá a semana de estreia da Copa: domingo, em Rostov, contra a Suíça. Tite deve fazer mistério sobre o time. O mais provável, no 4-1-4-1: Alisson, Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus. Uma equipe que pode sonhar alto.

Depois do jogo, Neymar mandou um recado para a torcida: pode sonhar com o hexa, tem de acreditar, “precisa surfar na onda”. Neymar criticou o festival de pancadas do adversario, “mas superamos o UFC, saiu todo mundo ileso”. O atacante acumula 55 gols na equipe nacional e igualou a marca de Romario. Ao festejar o tento, Neymar homenageou o Baixinho.

neymar romário brasil austria (Foto: André Mourão / MoWA Press)
Neymar festeja o gol no amistoso em Viena

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Pitaco do Chucky. Pior que eleição de político brasileiro só mesmo os quatro anos de mandato.

Tricolor verde amarelo. O soberano São Paulo resolveu mergulhar para valer na Copa da Rússia: Lugano trabalhará como observador da Conmebol; Ricardo Rocha atacará de comentarista do Fox Sports; Raí cumprirá compromissos publicitários. O trio parada dura devora R$ 300 mil mensalmente para cuidar das chuteiras do Tricolor, além de receber prêmios e que tais. A torcida está feliz da vida com o comprometimento demonstrado pelos novos cartolas.

Zé Corneta. São Paulo/18 e Corinthians/17: futebol de resultado. Nada se cria, tudo se copia.

Mico. O atacante Henrique Dourado se livrou de um jejum de nove jogos sem marcar pelo Flamengo, mas ainda carrega o ‘grande lance’ da décima jornada do Brasileirão. No momento da foto oficial, ele se dirigiu ao grupo do Fluminense, o ex-clube. Ao perceber o gol contra, correu para posar com o Rubro-negro. No clássico com o Vasco, o ‘Ceifador’ também roubou a cena: vibrou como nunca após estufar a rede, mas o gol havia sido anulado.

Enxoval. Cobiçado pelo Real Madrid, o garoto Rodrygo é o campeão de venda de camisas nas lojas oficiais do Peixe. Desde maio, a número 43 representa a metade da comercialização de uniformes na Santos Store. Rodrygo, 17 anos, marcou nove gols em 28 jogos nesta temporada.

Sugismundo Freud. Os melhores momentos da vida são como o arco-íris – aparece quando menos se espera.

Zé Bulaxa. Foi bom enquanto durou: empresário do zagueiro Balbuena garante que o jogador estuda três propostas para deixar o Corinthians, uma delas do Celta de Vigo, da Espanha. Segundo o agente Augusto Paraja, as outras são da Itália.

Dona Fifi. As voltas que a bola dá: Reidriguinho agora é Ruindriguinho.

Chuá. O Golden State Warriors encestou um tabu de 11 anos na NBA: desde 2007, nenhuma equipe fechava a série final em 4 a 0. Detalhe: LeBron James também estava do lado que se deu mal quando o San Antonio Spurs varreu o adversário. ‘King James’ faturou o sexto vice-campeonato em nove decisões. Ele tem mais um ano de contrato com o Cleveland Cavaliers. Já o campeão Kevin Durant, 29 anos, faturou o segundo caneco da NBA, acompanhado de um segundo MVP das finais. E mais: Durant, Michael Jordan e Wilt Chamberlain são os únicos que fecharam a temporada quatro vezes como cestinha e dois títulos em toda a história.

Caiu na rede. Calma, torcedor cearense. Ainda faltam 28 rodadas para o time voltar à Série B.

Gilete press. De Luiz Gomes, no ‘Lance’: “Na cadeia produtiva do futebol globalizado os clubes brasileiros viraram exclusivamente garimpeiros. Continuam a fazer o trabalho braçal de peneirar os diamantes – literalmente, nas escolinhas da base – e os negociam ainda brutos, mas já reluzentes, para serem lapidados lá fora, transformados em joias de valor inestimável. E o mais grave é que o tempo vai passando, entra Copa sai Copa e essa situação não se reverte. Muito ao contrário, só se agrava. Não fosse as regras da Fifa e a legislação brasileira que regula o trabalho infantil e talvez estivéssemos vendo meninos de 13 ou 14 anos, despertando para o futebol, já do outro lado do mundo.” No alvo.

Tititi d’Aline. O atacante Pato e a modelo canadense Danielle Knudson, 28 anos, assumiram publicamente o mesmo edredom. O casal curte o relacionamento na tediosa Ilha de Capri, na Itália. Pato, 28, defende o Tianjin Quanjian, da China. Antes de trocar figurinhas com o jogador brasileiro, Danielle namorou o tenista Milos Raonic, seu compatriota, entre 2014 e o início deste ano. Pato estava solteiro desde o fim do namoro de três anos com a atriz Fiorella Mattheis, que terminou em julho de 2017.

Você sabia que… o garoto corintiano Pedrinho era o rei do drible (10) até a décima-primeira rodada do Brasileirão, segundo levantamento do Footstats?

Bola de ouro. Estherzinha. A fantástica Maria Esther Bueno se foi aos 78 anos, vítima de câncer, mas jamais será esquecida. Uma verdadeira rainha, capaz de levar um moleque apaixonado pelo futebol a perder horas no Clube de Regatas Tietê apenas para vê-la treinar. Poucos fizeram tanto pelo país como Estherzinha, reverenciada no exterior (589 títulos, tricampeã de Wimbledon, tetra do US Open e três vezes a número 1 do ranking mundial), porém sem o devido reconhecimento no próprio país. Tanto que sua estátua no Tietê quanto o clube simplesmente desapareceram.

Bola de latão. Lucas Lima. Até agora não justificou o alto investimento do Palmeiras. Que melhorou muito com a saída do ex-jogador do Peixe. O ‘professor’ Roger Machado destravou o Palestra. Moisés rende muito mais no meio de campo.

Bola de lixo. Rússia. A seleção abrirá a Copa em ponto de… bala Juquinha. A última vitória aconteceu em setembro do ano passado: 4 a 2 na Coreia do Sul. Depois, sete jogos e nenhum triunfo. O time estreará contra a Arábia Saudita nesta quinta.

Bola sete. “Tudo acaba em sacanice: ‘Vai que é sua’, o bordão de Galvão Bueno eternizado na Copa de 1994, é uma das estampas da coleção de calcinhas pequeninas para o Mundial da estilista Alessa. ‘Dedos cruzados, pé-quente e calcinhas fervendo’, brinca ela” (de Ancelmo Gois, no ‘Globo’ – pimba na caxirola).

Dúvida pertinente. O São Paulo pode sonhar com o título do Brasileirão?

O que você achou? jr.malia@bol.com

Soberano Tricolor implode tabu de 36 anos e assume vice-liderança; Corinthians, uma tristeza

Jogadores do São Paulo comemoram com Nenê
Tricolor, primeira festa no novo campo dos paranaenses

A torcida do soberano São Paulo voltou a comemorar uma vitória sobre o Furacão em Curitiba depois de 36 anos.

O tabu foi para o espaço na cobrança de um pênalti convertido por Nenê, aos 15 minutos do segundo tempo, após tremenda pixotada da zaga paranaense. O último triunfo do time paulista havia sido em 28 de fevereiro de 1982: 3 a 1.

O gol de Nenê também garantiu o primeiro resultado positivo do Tricolor na Arena da Baixada. Em 18 partidas, a equipe havia colecionado 13 derrotas e cinco empates.

De quebra, o São Paulo chegou a 20 pontos. Com as derrotas de Sport (Vasco, 3 a 2) e Raposa (Chape, 2 a 0), assumiu a vice-liderança, três pontos atrás do Flamengo. Já o Furacão permanece na zona do agrião queimado, com nove pontos.

Revoltada com o terceiro tropeço consecutivo do time (o sexto em 11 jogos), a galera pediu a cabeça do ‘professor’ Fernando Diniz.

Na próxima rodada do Brasileirão, a última antes da parada da Copa, o São Paulo enfrentará o Vitória, na terça-feira, no Morumbi. O Atlético/PR jogará contra o Botafogo, na quarta, no estádio Nilton Santos, o Niltão.

Três chutes a gol e uma enfadonha troca de passes marcaram o primeiro tempo de Furacão e São Paulo. Sidão fez duas boas defesas, principalmente em um arremate de Pablo da entrada da área, enquanto Santos tirou com o pé esquerdo uma conclusão de Everton.

No mais, uma lesão de Lucho González (entrou Pavez) e muitos protestos da torcida paranaense contra o ‘professor’ Fernando Diniz, irritada com o ‘tiki-taka’ improdutivo apresentado pela equipe.

O Tricolor procurou cortar os espaços do Furacão, mas também se mostrou inoperante ofensivamente. Resultado: o ‘oxo’ ficou de bom tamanho. Um prêmio aos dois times pela incompetência.

Furacão e São Paulo voltaram sem modificações dos vestiários. E logo de cara, mais precisamente aos 5 minutos, o time paulista engatou ótimo contragolpe. Nenê cruzou da direita, Diego Souza, até então apagadíssimo, cabeceou e Santos operou um milagre.

O Atlético também deu sinais de melhora, porém cometeu uma falha grave, aos 15. Tentou sair jogando, se complicou e Camacho cometeu pênalti em Everton. Nenê cobrou e conferiu. A bola passou sob o corpo de Santos.

Na sequência, mudança no Furacão: o atacante Guilherme entrou no lugar do zagueiro Wanderson. Com a vantagem, o Tricolor tratou de se fechar e explorar o nervosismo dos paranaenses, pressionados por gritos de ‘time sem vergonha’ da torcida.

O treinador Diego Aguirre trocou Araruna por Petros. Colocou ainda Lucas Fernandez no posto de Nenê (não gostou da alteração) e Tréllez no de Diego Souza. No Furacão, Bill por Pablo. O São Paulo segurou o resultado com autoridade e dinamitou um tabu de 36 anos. Nas arquibancadas, muitas vaias e comentários irônicos como “Fernando Diniz é tão revolucionário que deixou o São Paulo quebrar um jejum de décadas”.

Nos embalos de sábado à noite, na discoteca Itaquerão, minha casa minha vida, com 27.744 convidados (R$ 1.212.745,36), o Corinthians de Osmar Loss irritou mais uma vez a Fiel. Ficou no ‘oxo’ com o Vitória e saiu de campo sob muitas vaias, o que vem normalmente acontecendo desde que Fabio Carille aceitou uma proposta do Al Wehda. Em seis jogos, Loss obteve um triunfo, três derrotas e dois empates. Um desempenho pífio.

O Vitória não se intimidou com os gritos da Fiel e dominou os primeiros 25 minutos de jogo. Livre de marcação, apesar de o Corinthians jogar com dois volantes (Gabriel e Maycon), Neilton armou boas jogadas pela direita e o time baiano chegou a levar perigo ao goleiro Walter, que se mostrou inseguro.

A equipe corintiana conseguiu se posicionar melhor após a pressão inicial do Vitória, embora insistisse demais em atacar com Pedrinho, atendendo a determinação do ‘professor’ Osmar Loss. Ignorou praticamente as avançadas pela esquerda.

Os baianos reforçaram a marcação sobre a joia da Fiel e, assim, complicaram a vida do Corinthians. O melhor (e único) momento do time paulista aconteceu aos 27 minutos. Pedrinho cruzou, a zaga do Vitória caçou borboleta e Sidcley cabeceou na trave.

A partir daí, o jogo virou uma tortura, com muitas faltas e seguidas paralisações por problemas físicos dos atletas.

Pedrinho foi muito acionado no Corinthians
Pedrinho, uma das poucas coisas boas do Corinthians

No segundo tempo, o Corinthians tentou abafar o Vitória aos trancos e barrancos. Nada conseguiu. Loss recorreu a Marquinhos Gabriel e Emerson ‘Bitoca’, sacando Mateus Vital e Gabriel. Na bacia das almas, trocou Roger (péssimo) pelo jovem Matheus Matias, que não pecou na bola.

Consciente e mais eficiente taticamente, o Vitória deixou o tempo passar e faturou um ponto. O Corinthians desperdiçou mais dois.

A Loss no fim do túnel está casa dia mais fraca. Lembra vaga-lume, e olhe lá. Ocupa oitava posição, com 16 pontos, mas pode desabar na tabela ao fim da rodada. O Vitória está em décimo-quinto, com 12.

Flamengo vence clássico contra Fluminense, engata a quarta e abre cinco pontos na liderança

Vinicius Junior foi o grande destaque do Flamengo no jogo
Vinicius Junior, um dos destaques do triunfo rubro-negro

O Urubu voa tranquilo no Brasileirão, depois de 10 rodadas. Engoliu o Fluminense (2 a 0), obteve a quarta vitória consecutiva e abriu cinco pontos de vantagem na liderança. O Flamengo agora comanda a tropa com 23 pontos. O Sport tem 18.

Henrique Dourado (pênalti) e Vizeu garantiram o triunfo no Mané Garrincha, que recebeu 59.987 pagantes (R$ 3.177.575). O Fluminense completou três jogos sem vencer. Tem 14 pontos na décima posição.

Sob o comando do garoto-maestro Lucas Paquetá, muito bem assessorado por Everton Ribeiro e Cuellar, o Flamengo dominou praticamente os 45 minutos iniciais.

Chegou a encurralar o Fluminense várias vezes – até os 20, o Tricolor apenas se defendeu. Aos 29, Marlon derrubou Marlos Moreno na área. Pênalti! Henrique Dourado cobrou e abriu o placar. Havia nove jogos que o centroavante não corria para o abraço.

O Flamengo não deitou na vantagem. Manteve o controle de jogo. E só passou um leve susto aos 47. Gilberto chutou e Diego Alves fez boa defesa, a única da etapa inicial.

No segundo tempo, com Matheus Alessandro e Pablo Dyego nos lugares de Sornoza e Renato Chaves, respectivamente, o Fluminense cresceu e passou incomodar a defesa do Flamengo.

Pablo Dyego, porém, ficou poucos minutos em campo. Sofreu uma lesão aos 10 e deu o lugar para Robinho. Mesmo com um time mais técnico, o Flamengo abdicou do ataque e tratou de se fechar.

Aos 17, troca no Urubu: Marlos Moreno por Jean Lucas. Na sequência, Henrique Dourado por Vizeu. Fora o gol, o centroavante passou despercebido. Aos 27, Rodholfo se lesionou e Thuler entrou na zaga do líder.

Sem competência para chegar ao empate, já que atacou mais aos trancos e barrancos, o Fluminense foi a nocaute aos 33.

Everton Ribeiro tabelou com Paquetá, invadiu a área e cruzou para Vizeu, sozinho, sob a trave. O centroavante deu um corte no goleiro Júlio César e fez 2 a 0. Vizeu também entrou contra o Corinthians e garantiu o triunfo. Triunfo e liderança garantidos, com folga.

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Pitaco do Chucky. Metamorfose: Roger Machado, de piloto de teco-teco a comandante de Boeing… pelo menos até o próximo fracasso palmeirense.

Galo bica Coelho. Depois de três rodadas, a Galoucura voltou a comemorar uma vitória. O time venceu o clássico contra o Coelho por 3 a 1. O triunfo no Independência dá um pouco de paz ao interino Thiago Larghi. Ricardo Oliveira, Cazares e Thomas Andrade marcaram para o Galo. Messias descontou. O time atleticano pulou para a quarta posição no campeonato, com 17 pontos. O Coelho soma 13 em décimo-primeiro.

Zé Corneta. Pelo jeito, não há Loss no fim do túnel.

Acarajé queimado. O Bahêa apanhou do Paraná por 1 a 0 e está na vice-lanterna do Brasileirão, com oito pontos. Foi a terceira derrota da equipe, que antes havia perdido do Flamengo e Grêmio – 2 a 0 no dois jogos. O Paraná tem nove pontos.

Sugismundo Freud. Quem bebe vive menos… triste, deprimido e tenso.

Revolta. O meio-campista Yaya Touré ficou tão feliz ao ser dispensado pelo ‘professor’ Guardiola no Manchester City que decidiu pedir a exorbitante cifra de uma libra por semana (R$ 5) para defender qualquer time da Premier League. Aos 34 anos, o jogador quer mostrar ao espanhol que ainda tem muita lenha para queimar. “Ele recebeu ótimas propostas de outros países, mas resolvemos dedicar a próxima temporada a Guardiola e provar aos fãs do Manchester City que Yaya não está acabado para o futebol”, afirmou Dimitri Seluk, empresário do atleta marfinense. No início da semana, Touré acusou Guardiola de ter “problemas com jogadores africanos”.

Tá na rede. Calma, torcedor santista! O ‘professor’ Jair Ventura só precisa de tempo para acertar o time. Ele ainda tem 28 rodadas.

Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’: “No Mundial, aumenta o número de comentaristas, nas ruas, nos botequins, nos programas esportivos, nas transmissões das partidas e em todos os tipos de mídia. Alguns, apenas porque são famosos. Ainda bem que existe o controle remoto. Outros, mesmo que não trabalhem no futebol, vão enriquecer as análises e discussões, pois, além de acompanharem e entenderem, não são viciados no futebolês, nos clichês e nos lugares-comuns”. Na mosca.

Tititi d’Aline. Ex-presidente do Peixe e hoje chefão do Conselho Deliberstivo, Marcelo Teixeira lançará o livro ‘Das arquibancadas à presidência’ na próxima segunda, no ginásio da Unisanta, com direito a presença de jogadores do clube. O cartola garante que muita gente ficará surpreendida com algumas revelações. Em 420 páginas, Teixeira aborda seu amor pelo Santos desde a infância até a conquista do Brasileirão de 2002 diante do Corinthians. O prefácio é assinado por Emerson Leão, ‘professor’ campeão naquele ano.

Você sabia que… o soberano São Paulo nunca venceu o Furacão na Arena da Baixada, acumulando 15 derrotas e três empates?

Bola de ouro. Willian Bigode. Está jogando muito no ataque do Palmeiras. Veloz e com deslocamentos precisos, Willian enlouquece a zaga adversária. Merece a titularidade e mais respeito no ninho dos periquitos em revista. Coleciona 12 gols na temporada.

Bola de latão. Grêmio. Pelo jeito, o estoque de gols do imortal gaúcho terminou na goleada (5 a 1) sobre o Peixe. A rede permaneceu imóvel contra Furacão, Saci colorado, Paraná, Fluminense e Palmeiras. O Grêmio colecionou quatro empates por 0 a 0 e uma derrota por 2 a 0 para o Palestra. Ou seja, 450 minutos sem marcar.

Bola de lixo. Rodriguinho. Depois de ser incluído na lista de espera do ‘professor’ Tite, ele virou enceradeira no meio de campo do Corinthians. Rodriguinho gira pra cá, roda pra lá, mas não produz nada de útil. É expert em passes errados.

Bola sete. “Ninguém vem e explica o que está acontecendo com o Renato Augusto. Até que ponto vale a pena carregar um jogador se você não sabe se vai jogar. Copa do Mundo é para jogador pronto, que está 100% . Se você levar um jogador que não está bem, ele vai ficar no banco” (do comentarista Casagrande, na plim plim – é vero).

Dúvida pertinente. Jair Ventura ou Osmar Loss, qual o melhor motorista para guiar uma equipe à Série B?

 

Bigode mata o imortal e Palmeiras pula para terceiro; Corinthians e Peixe empatam

Willian Bigode, Grêmio x Palmeiras
Willian Bigode acabou com uma invencilidade de 15 jogos dos gremistas

O Palmeiras de Willian Bigode conseguiu um ótimo resultado na décima jornada do Brasileirão. Derrotou o Grêmio por 2 a 0, em Porto Alegre, e pulou para a terceira colocação, com 17 pontos, três a menos que o Flamengo (joga nesta quinta com o Fluminense) e um atrás do surpreendente vice-líder Sport, que venceu o Furacão por 1 a 0, no Recife.

Autor dos gols do Palestra, Willian Bigode acabou com uma invencibilidade de 15 jogos do Grêmio em casa. O duelo marcou o primeiro encontro do ‘professor’ Roger Machado com o Grêmio desde que deixou o clube em 2016.

Apesar do fracasso, a torcida gaúcha (26.566 pagantes) aplaudiu a equipe na saída de campo. O imortal está em sexto lugar, com 16 pontos.

Os periquitos em revista disputaram uma das melhores partidas sob o comando de Roger. Não se intimidaram com oba-oba em torno do adversário e mataram o imortal no segundo tempo, aos 21 e 42 minutos.

No primeiro gol, Willian Bigode aproveitou ótimo passe de Dudu e fuzilou Marcelo Grohe. No segundo, o palmeirense recebeu um presente da zaga gaúcha e fuzilou no canto esquerdo de Grohe.

A exemplo do que havia acontecido contra o soberano São Paulo, Willian Bigode foi o principal valor do Palmeiras. Mostrou que não pode ficar com o bumbum no banco de reservas, mesmo com Borja em condições (atualmente, está a serviço da seleção colombiana).

Os gremistas deixaram o campo reclamando muito das faltas dos palmeirenses. No total, foram 29 (nove em Luan) contra 13 do Grêmio.

No Itaquerão, minha casa minha vida (27.848 pagantes/R$ 1.249.919), Corinthians e Santos ficaram no 1 a 1. E os ‘professores’ Osmar Loss e Jair Ventura continuam na alça de mira dos torcedores. O time corintiano ocupa a oitava colocação, com 15 pontos em 30 possíveis. O Peixe, com uma partida a menos, acumula 10 na décima-quinta posição, próximo ao subsolo do campeonato.

Apesar de ter se mostrado um pouco mais ousado em relação a outros jogos, o Corinthians praticamente não incomodou o goleiro Vanderlei no primeiro tempo. Insistiu em arremates de longa distância, sem um pingo de pontaria, e nos cruzamentos altos para a área, consagrando a zaga do Peixe.

O time santista procurou se fechar e explorar os contragolpes, principalmente pela esquerda, com o garoto Rodrygo, sem muito sucesso, porque o Corinthians reforçou a marcação no setor. O lateral Mantuan sempre contou com o apoio de Gabriel na cobertura.

A melhor oportunidade foi criada pelo Santos. Aos 37 minutos, após cobrança de escanteio e falha incrível do goleiro Walter, Gabigol conseguiu a proeza de perder um gol na pequena área. E o ‘oxo’ continuou no placar. Justiça ao que corintianos e santistas apresentaram em campo: raros momentos de competência.

No começo do segundo tempo, Gabigol voltou a dar o ar da (des)graça. Depois de uma tabela com Sasha, o atacante ficou cara a cara com Walter e chutou para fora. Aos 6 minutos, a explosão da Fiel. Rodriguinho desceu pela direita, cruzou e Roger completou para o gol. Até correr para o abraço, o centroavante não havia feito nada útil.

Em vantagem, o Corinthians recuou e ficou à espera de um erro do Peixe para matar o clássico. O time santista partiu com tudo para o empate. E foi recompensado aos 27. Victor Ferraz aproveitou cruzamento e cabeceou para a rede. Walter falhou.

Um minuto depois, Pedrinho fez grande jogada. Driblou três adversários e obrigou Vanderlei a espalmar para escanteio. Único atacante a criar problemas para a zaga santista, Pedrinho foi sacado do time aos 37. Entrou Mateus Vital. A Fiel se dividiu entre aplausos para o moleque e estriptosa vaia ao ‘professor’ Osmar Loss. Que também colocou Emerson ‘Bitoca’ no lugar de Roger. No Peixe, Jair Ventura fez três mudanças ao longo da fase final: Gabigol por Léo Citadini, Rodrygo por Copete e Sasha por Bruno Henrique.

Muitas alterações e pouca produtividade. O empate ficou de bom tamanho. Menos para Osmar Loss e Jair Ventura, que continuam sem inspirar confiança nos torcedores. Loss conseguiu apenas um triunfo em cinco jogos. Perdeu três e empatou um. Ventura luta para colocar o Peixe nos eixos e deixar de flertar com a zona do agrião queimado.