Sul-americanos ganham apenas cinco pontos, mas brasileiros, uruguaios e argentinos estão bem na fita

Brasil de Neymar tem 80% de chances de obter vaga

Os magnânimos representantes do ludopédio sul-americano estouraram a boca do balão chinesinho na primeira jornada da Copa do Mundo.

Dos 15 pontos em disputa, ganharam nada menos que… cinco. A Celeste salvou a pátria. Única vitória: 1 a 0 no Egito.

Os bichos-papões Brasil e Argentina apenas empataram em 1 a 1 com Suíça e Islândia, respectivamente, enquanto Peru e Colômbia sucumbiram diante de Dinamarca (1 a 0) e Japão (2 a 1).

A cereja do bolo esfarelado: pela primeira vez na história da competição, um tropeço contra um time do outro lado do mundo, o Japão.

O exército Brancaleone da América do Sul não tinha um começo tão profícuo desde o Mundial de 1982, na Espanha, quando faturou pelo menos dois triunfos.

Há quatro anos, na ‘Copa das Copas’, com seis representantes, o continente abiscoitou quatro vitórias: Brasil – 3 a 1 na Croácia; Argentina – 2 a 1 na Bósnia; Chile – 3 a 1 na Austrália; Colômbia – 3 a 0 na Grécia. O Uruguai perdeu da Costa Rica (3 a 1) e o Equador caiu contra a Suíça (2 a1).

Apesar dos números da primeira jornada, as chances de classificação às oitavas de final ainda são generosas para a amarelinha desbotada, Uruguai e Argentina.

De acordo com a matemática do ‘Infobola’, do professor Tristão Garcia, os brasileiros navegam em 80% de possibilidades no grupo E, os uruguaios acumulam 81% no A e os hermanos somam 63% no D.

Os colombianos têm 31% no H. Já os peruanos estão no bico da cegonha sem asas, com apenas 17% no grupo C.

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Pitaco do Chucky. Deus salve o Ney: Bruna Marquezine vai aterrissar na Copa.

Freguês. A Pachecada pode preparar o reco-reco, o tamborim e a vuvuzela: a Costa Rica, próximo adversário da amarelinha desbotada, é mamão com açúcar. Em 10 jogos, a turma do funil venceu nove e perdeu apenas um. Marcou 32 gols e sofreu nove. Em Mundiais, dois jogos, duas vitórias, seis gols pró e dois contra. A única derrota (3 a 0) aconteceu em 10 de março de 1960, em San José, capital da Costa Rica, pelo Pan-americano. O Brasil foi representado por uma seleção gaúcha.

Zé Corneta. Tem cheiro de pipoca em algumas chuteiras tupiniquins.

Príncipe encantado. O zagueiro islandês Rurik Gislason e o goleiro suíço Yann Sommer já despontam como ‘musos’ da Copa. Os seguidores de Gislason no Instagram saltaram de 30 mil para meio milhão depois da partida com a Argentina, 200 mil a mais que o número de habitantes da Islândia. Já o ex-modelo Sommer é um dos mais paparicados pelas torcedoras. Até as globais Monalisa Perrone e Glenda Kozlowski derramaram suspiros pelo goleiro.

Sugismundo Freud. Procure sempre ser melhor do que ontem.

Lesco-lesco. A polícia russa fechou a maior parte das casas de moças sempre dispostas a oferecer um ombro amigo ao turista. Somente os prostíbulos com proteção das autoridades, evidentemente pagando ‘pedágio’, operam durante a Copa. A Rússia investiu bilhões de euros na festa da mamãe Fifa e quer mostrar uma imagem limpa e sem incidentes. Há quatro anos, na Olimpíada de Inverno em Sochi, a polícia prendeu prostitutas até o final dos Jogos, de acordo com a ‘AFP’. Já os clubes de strip-tease, após anos de penúria, esperam faturar um bom café no bule. Algumas dançarinas até aprenderam inglês para tratar melhor o cliente.

Lesco-lesco 2. O empresário Dmitri Alexandrov também espera melhorar o saldo bancário, mas com bonecas infláveis. Ele abriu em Moscou a primeira franquia do Lumidolls Sex Hotel da Espanha. Os homens pagam 70 euros para passar uma hora na companhia de uma boneca de silicone e com seios avantajados. O cliente pode ‘vestir’ a boneca com a camisa de qualquer seleção. Fica a critério do freguês.

Caiu na rede. Do juiz mexicano Cesar ‘Chapolin’ Ramos aos brasileiros: ‘Vocês não contavam com minha astúcia’.

Carrasco. Herói da vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, o japonês Yuya Osako traz boas lembranças à torcida do soberano São Paulo. Em 2013, na decisão da cobiçada Copa Suruga, ele marcou os três gols do triunfo do Kashima Antlers por 3 a 2. Em um deles, deu um chapéu em Rogério Ceni. Osako ainda perdeu um pênalti.

Rosamundo, o pensador. O fim de semana devia levar multa por excesso de velocidade.

Gilete press. De Breiller Pires, no ‘El Pais’: “A reaparição [na Copa] com pompas de Ronaldo, que mantém inabalada a imagem de ídolo, pelo menos para o mercado, parceiros comerciais e patrocinadores, contrasta com sua escanteada verve política. De herói do penta a fenômeno do ativismo em causa própria, do cidadão que pretendia usar o prestígio de atleta consagrado para melhorar o país ao astro que saiu de cena após o mar de lama da corrupção engolir seu candidato a presidente nas últimas eleições, Ronaldo deixa cada vez mais claro que só entra em campo na boa, jogando para a torcida até o ponto em que o vento sopra a seu favor.” Bingo!

Tititi d’Aline. Roberto Martinez, ‘professor’ da seleção belga, receberá 1,5 milhão de euros (R$ 6,5 milhões) se o país levantar seu primeiro título mundial. Anualmente, a federação da Bélgica paga 830 mil euros (R$ 3,5 milhões) ao treinador. Cada jogador embolsará 445 mil euros (R$ 1,9 milhão) pela volta olímpica. Caso a seleção tropece na primeira fase da Copa, cada atleta vai faturar 42 mil euros (R$ 182 mil).

Você sabia que… a amarelinha desbotada nunca chegou ao título depois de empatar na estreia em uma Copa?

Bola de ouro. Torcida japonesa. Deu mais um show de educação após o triunfo do Japão sobre a Colômbia por 2 a 1: um grupo se mobilizou para recolher o lixo onde a galera ficou nas arquibancadas. O mesmo já havia acontecido na Copa no Brasil.

Bola de latão. ‘Professores’ argentinos. Nenhum dos cinco treinadores que estão na Copa conseguiu vencer na primeira rodada. O único a marcar ponto foi Jorge Sampaoli no empate da Argentina com a Islândia em 1 a 1. Dançaram o tango: Juan Antonio Pizzi (Arábia Saudita), Héctor Cúper (Egito), Ricardo Gareca (Peru) e José Pekerman (Colômbia).

Bola de lixo. Carlos Sanchez. O colombiano entrou para a história da Copa da Rússia: primeiro jogador expulso de campo. Meteu a mão na bola aos dois minutos de jogo. De acordo com a mamãe Fifa, foi o segundo cartão vermelho mais rápido dos Mundiais, atrás apenas do uruguaio José Batista, aos 52 segundos do duelo contra a Escócia, na Copa do México, em 1986.

Bola sete. “Depois de circular na internet vídeo com um grupo de torcedores brasileiros assediando uma mulher na Rússia, outro com conteúdo semelhante está nas redes. Neste, ao menos três homens ensinam três mulheres a falar em português: “Eu quero dar a b***** para vocês”. Ao fim, gritam: “É a Rússia, c*****”. Um dos homens deste segundo vídeo seria Felipe Wilson, supervisor da Latam no aeroporto de Guarulhos” (de Pedro Carvalho, em ‘Veja’ – cafajestada).

Dúvida pertinente. Vale a pena escalar Neymar meio baleado contra a Costa Rica?

O que você achou? jr.malia@bol.com

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