Muleta da ‘teoria da conspiração’ entra em campo para aliviar fracasso brasileiro

 

Foto: (Reuters)
Philippe Coutinho, um gol genial

Se a criatividade do quarteto mágico William, Philippe Coutinho, Gabriel Jesus e Neymar ficou só na esperança contra o relógio suíço, fora de campo ela atingiu degraus fantásticos.

Boa parte da torcida acredita que fatores extracampo pararam a amarelinha desbotada na estreia da Copa, em Rostov.

Assim que sua senhoria, o assoprador de latinha mexicano Cesar Ramos, encerrou a partida, começou a pipocar nas redes sociais a muleta da ‘teoria da conspiração’.

O time do ‘professor’ Tite havia sido ‘garfado’ em represália ao ínclito presidente do Circo Brasileiro de Futebol, coronel Nunes, que votara em Marrocos para receber a Copa de 2026 e não na candidatura tripla EUA-México-Canadá, a preferida da Conmebol.

O apito amigo deixara de assinalar falta no zagueiro Miranda no gol da Suíça e ignorado um pênalti no menino Jesus por culpa do coronel. Nem quis saber de recorrer ao VAR, a arbitragem eletrônica, como havia acontecido outros jogos.

No mundo encantado de lobisomens do esporte bretão nada é impossível. Os ratos sempre estão à espreita. Desta vez, porém, não há lugar para viagens, devaneios.

A amarelinha desbotada ficou no 1 a 1 com a Suíça porque simplesmente parou de jogar após o golaço de Philippe Coutinho, aos 19 minutos do primeiro tempo.

O time se acomodou na vantagem, deixou o inimigo gostar da brincadeira, tomou o empate no início da etapa final e só acordou nos últimos minutos. Aí Inês era morta.

Poucos jogadores corresponderam (Casemiro e Philippe Coutinho). E até Tite foi mal nas substituições, recorrendo inexplicavelmente a Renato Augusto para ocupar o lugar de Paulinho e demorando para trocar o menino Jesus por Firmino.

Para incrementar o saboroso suco de chuchu verde e amarelo, uma atuação apenas regular do craque Neymar. Que, mesmo assim, foi caçado pelos suíços.

PS: aos Pachecos de plantão, o Brasil é um dos países mais favorecidos pelo apito amigo em Copas. Recordar é viver: pênalti não marcado para a então União Soviética na Espanha/82; gol mal anulado da Espanha no México/86; e pênalti mandrake em Luizão diante da Turquia na Coreia/Japão/02.

O que você achou? jr.malia@bol.com

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