Raposa massacra Universidad de Chile no Mineirão e deixa a UTI da Libertadores

Mineiros, uma festa de sete gols: da UTI para a segunda posição do grupo

Ao longo da semana, o ‘professor’ Mano Menezes repetiu à exaustão que a torcida da Raposa poderia comparecer em massa ao Mineirão (30.252 pagantes/R$ 1.584.454) que não iria voltar para casa choramingando pelo meio do caminho.

Mas certamente nem ele poderia imaginar que o time humilharia a Universidad de Chile. O pão de queijo deitou e rolou desde o inicio da partida e conquistou uma goleada histórica sobre os chilenos: 7 a 0.

Thiago Neves (2), Sassá (2), Rafinha, Arrascaeta e Rafael Sóbis garantiram a festa dos mineiros. Que também contaram com a colaboração dos zagueiros Vilches e Echeverria, expulsos de campo.

Com a sapatada no inimigo, a Raposa renasceu na Libertadores. Deixou a UTI e pulou para a segunda colocação do grupo 5, com cinco pontos, atrás do líder Racing. A Universidad de Chile também tem cinco, mas perde no saldo de gols (5 a -6).

A apreensão e o medo da torcida da Raposa quanto ao futuro do time começaram a desaparecer logo a 9 minutos de jogo. Em bela cobrança de falta, Thiago Neves abriu o placar. O meia não marcava gol no torneio desde 2008, quando fez três pelo Fluminense.

A equipe mineira manteve o pique, atacando com eficiência pelas laterais e pressionando o adversário. Resultado da superioridade tática e técnica: Rafinha marcou o segundo, aos 17.

Thiago Neves passou para Sassá, que entrou na área e tocou por cima do goleiro Johnny Herrera. Rafinha, de cabeça, concluiu para a rede.

Com a vantagem de dois gols, a Raposa se acomodou e permitiu o crescimento à Universidad de Chile. Mas após momentos de instabilidade, a equipe mineira voltou a se impor.

Aos 41, Arrascaeta foi derrubado na área e Sassá converteu o pênalti: 3 a 0. Na bacia das almas, o zagueiro Vilches foi expulso depois de fazer falta em Arrascaeta.

Se a situação dos chilenos já estava complicada, ficou ainda pior aos 3 minutos do segundo tempo, com o cartão vermelho dado a Echeverria depois de falta em Arrascaeta, um dos melhores da Raposa.

Aos 6, o ‘professor’ Mano Menezes trocou Henrique por Ariel Cabral. Um minuto depois, Arrascaeta deixou o time chileno de quatro. Aos 16, Sassá fez o quinto gol, aproveitando cruzamento de Egídio. Aos 25, saiu Edilson e entrou Lucas Romero.

Com a Universidad de Chile mais perdida que cebola em salada de frutas, Thiago Neves fez 6 a 0, após passe de cabeça de Lucas Romero. Sob muitos aplausos da torcida, Sassá deu o lugar a Rafael Sóbis. Que fechou o massacre, aos 35: Egídio cruzou na área, o atacante se antecipou à zaga e correu para o abraço.

Nem o mais fanático torcedor do pão de queijo poderia sonhar com uma noite tão fantástica.

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Pitaco do Chucky. Mídia caolha: quanto mais você vê, ouve e lê menos entende.

Promessa dopada. A bomba estourou no aquário da Vila Belmiro: o garoto Diogo Vitor, 21 anos, foi flagrado no antidoping com substância presente na cocaína. O atacante realizou o teste após a partida com o Botafogo, em 21 de março, pelas quartas de final do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. Diogo Vitor entrou aos 22 minutos do segundo tempo, no lugar de Jean Mota. A decisão da vaga foi aos pênaltis, e o moleque acertou a cobrança. O Peixe suspendeu preventivamente o atleta e pediu contraprova. Também prometeu dar apoio ao jogador fora de campo, o mais importante neste momento. Execrá-lo seria abominável. Considerado uma joia rara, Diego Vitor acumulou uma série de problemas nas categorias de base. Sumiu várias vezes do clube, mas sempre ganhou o perdão dos cartolas.

Promessa dopada 2. Um dia, Diogo Vitor alegou que havia desaparecido por causa da morte da avó. O Santos ligou para a casa do atleta, a fim de saber se estava precisando de alguma coisa, e quem atendeu o telefone foi a própria avó. Também pegou uma bolada de luvas e torrou na compra de um Camaro. Virou figurinha carimbada na noite santista. Voltou ao time B e aos poucos conquistou a confiança do ‘professor’ Jair Ventura. Participou de oito partidas. Marcou o gol de empate contra o Corinthians no estadual. Na semifinal diante do Palmeiras, perdeu o pênalti que eliminou o Santos.

Zé Corneta. Keno e Lucas Lima rebatizaram a Bombonera: La Porconera.

Rota do GPS. Vândalos rubro-negros voltaram a pichar os muros do Ninho do Urubu após o empate (‘oxo’) com o Independiente Santa Fé, pela Libertadores. Pediram a saída do presidente Bandeira de Mello e mandaram um recado aos atletas: ‘Aproveitem o GPS e vão para PQP.’ Ou seja, buscaram inspiração numa reunião em que os jogadores mostraram os dados do GPS ao cartola Ricardo Lomba para garantir que não havia corpo mole. Na chegada da delegação, também houve protestos.

Sugismundo Freud. Pior do que a inveja só a ingratidão.

Zapping. A ótima vitória do Palmeiras sobre o Boca Juniors, em La Bombonera, cravou 29 pontos no ibope da plim plim na grande Pauliceia refém da bandidagem. Já Bayern de Munique x Real Madrid, pela Champions, obteve 14,8. Na Band, a média foi de 3,5. Cada ponto em São Paulo corresponde a 71,8 mil domicílios sintonizados.

Caiu na rede. Flamengo procura doadores de sangue para o time.

Animais. O Dérbi campineiro pela Série B acontecerá apenas em 5 de maio, no Brinco de Ouro, mas trogloditas travestidos de torcedores de Guarani e Ponte já trocam amabilidades pelas ruas de Campinas. Vinte anjinhos organizados pelo diabo foram presos no primeiro dia da venda de ingressos. A pancadaria entre os brucutus rolou de manhã e no fim da tarde.

Gilete press. De João Carlos Assumpção, no ‘Lance’: “Apesar das dificuldades para encontrar um bom nome disponível no mercado, o Flamengo não está convicto do trabalho e do potencial de Maurício Barbieri e espera encontrar um novo treinador no período de pausa para a Copa do Mundo. Enquanto a Seleção estiver na Copa da Rússia a ideia é encontrar um técnico com mais experiência para assumir o Rubro-Negro. A não ser que, até lá, Barbieri consiga fazer o Flamengo jogar, mas jogar de verdade, o que não parece fácil.” Xeque-mate.

Tititi d’Aline. Um dos sócios da boate, Neymar pai escolheu a dedo as celebridades para a inauguração do Boot’s Club, no Recreio: Gleici, Wagner, Kaysar, Jéssica, Patrícia e outros famosos ’15 minutos’ do último BBB. O local, com temática sertaneja, tem quatro bares e 20 camarotes, equipados com sofás e mesas rústicas. Há também um supercamarote Vip, com vista panorâmica, DJ e bar.

Você sabia que… já foram marcados 387 gols em 122 jogos da Champions, recorde do torneio?

Bola de ouro. Palmeiras. Primeiro time a carimbar uma vaga nas oitavas de final da Libertadores. A equipe deu um bico no mimimi que tomou conta do clube desde a final do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, encaçapou o Boca na Bombonera e voltou para casa cantando ‘Don’t cry for me, Argentina’.

Bola de latão. Flamengo. Mais uma decepção no empate (0 a 0) com o Santa Fé, em Bogotá. Até agora, o Urubu disputou a Libertadores aos trancos e barrancos. Desde 2007, tenta quebrar um jejum: vencer dois embates da primeira fase como visitante. Há 11 anos, superou Paraná e Unión Maracaibo.

Bola de lixo. Vôlei. Atolada em dívidas (mais de R$ 20 milhões), a confederação brasileira cortou a ajuda de custo de R$ 100 mil anuais aos clubes da Superliga. Também acabou com as passagens de classe executiva aos jogadores da seleção. Agora, viajarão de classe econômica. Que se virem para acomodar dois metros ou mais na poltrona. Ao longo de muitas temporadas, o Banco do Brasil alimentou os saques e os gatos da CBV com milhões de reais.

Bola sete. “A gente não tem premiação por título, troféu, hospedagem. A Superliga é um campeonato feito pelos clubes, para os clubes e a gente ganha um porcentual muito baixo do que é arrecadado. Não recebemos nada de placas de publicidade, de TV, naming rights etc.” (de Marcelo Palaia, diretor do Osasco – vergonha).

Dúvida pertinente. Todos os brasileiros são iguais perante a lei?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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6 comentários em “Raposa massacra Universidad de Chile no Mineirão e deixa a UTI da Libertadores”

  1. Não vi uma única referência ao fator altitude no jogo do Fla, do qual não sou torcedor. Vi pela tv e os jogadores estavam visivelmente extenuados, dados os 2.700m de altitude. Que esse time não vem jogando bem, é verdade, mas que um 0 x 0 na altitude sempre é bom resultado, é sim.

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  2. Não, Senhor Malia!! A justiça brasileira vergonhosamente aplica a regra “aos amigos, ricos, políticos do PSDB as benesses da justiça, ao inimigos a Lei”.

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