Gabigol dá bico em jejum e Peixe fica muito perto da classificação na Libertadores

Festa santista no aquário da Vila Belmiro: 2 a 0 sem susto

O Santos não precisou fazer muita força para derrotar o Estudiantes por 2 a 0, no aquário da Vila Belmiro (10.969 pagantes/R$ 409.460), e deixar a classificação para as oitavas de final da Libertadores muito bem encaminhada. Após oito jogos, Gabigol voltou a balançar a rede. O zagueiro Lucas Veríssimo marcou o segundo gol.

A equipe santista lidera o grupo 6 com nove pontos. Após derrota na estreia para o Real Garcilaso, no Peru, o Peixe engatou três vitórias consecutivas: uma sobre o Nacional e duas diante do Estudiantes.

O Santos precisa de um triunfo em dois jogos para chegar ao mata-mata do torneio continental. O Estudiantes ocupa a segunda posição da chave, com quatro pontos, mesmo número do Garcilaso. O Nacional carrega a lanterna, com dois. Peruanos e uruguaios jogam nesta quarta, em Montevidéu.

O time santista começou a partida em ritmo de Fórmula 1. E logo de cara mandou uma bola na trave. O moleque Rodrygo enfileirou alguns argentinos na entrada da área e rolou para Cittadini. O meia tocou de calcanhar para Copete, que fuzilou e acertou o travessão inimigo.

O Peixe tomou conta da partida, mas só conseguiu traduzir a superioridade em campo na bacia das almas do primeiro tempo, mais precisamente aos 43 minutos.

Após excelente lançamento de Copete, Gabigol ficou cara a cara com o goleiro Andújar e abriu o placar. Havia oito partidas que o atacante não marcava um gol. Em nenhum momento o Estudiantes ameaçou o Peixe.

Na volta para o segundo tempo, o Santos precisou de apenas cinco minutos para matar os hermanos. Jean Mota cobrou falta, Lucas Veríssimo subiu no terceiro andar e cabeceou para a rede.

Desordenado, o Estudiantes partiu para o ataque, sem sucesso. Poderia ter levado mais gols se o Santos aproveitasse melhor os contra-ataques.

Aos 24, o ‘professor’ Jair Ventura trocou Cittadini por Renato para dar mais segurança ao time. Na sequência, Copete, cansado, foi substituído por Arthur Gomes. E aos 36, Rodrygo, merecidamente aplaudido pela torcida, saiu para a entrada de Vitor Bueno.

Um minuto depois, Vanderlei fez ótima defesa em arremate de Sanchez. Daí em diante, o Santos procurou tocar a bola a fim de garantir três pontos importantíssimos na luta para chegar ao mata-mata da Libertadores. O fraco Estudiantes terminou com 10. Escobar foi expulso ao parar um contragolpe do Santos.

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Pitaco do Chucky. Quiproquó da final do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, coloca frente a frente os periquitos do microfone e os corintianos da mídia. Sai a razão, entra a paixão.

Salah, meu bom Salah. Com uma atuação de gala do egípcio Mohamed Salah, o Liverpool goleou a Roma por 5 a 2, no estádio de Anfield, pelas semifinais da Champions. O time inglês deu importante passo para se classificar à decisão do torneio depois de 11 anos. Salah marcou dois gols e contribuiu com duas assistências. Candidato ao trono de melhor do mundo, Salah já correu 10 vezes para o abraço na Champions – na temporada, soma 43 gols. O brasileiro Firmino também se destacou com dois tentos. Mané marcou um. Dzeko e Perotti descontaram para o time italiano. No segundo embate, na próxima quarta, na capital italiana, o Liverpool pode perder por até dois gols de diferença. A Roma precisa repetir a sensacional atuação do duelo contra o Barcelona, quando venceu por 3 a 0.

Zé Corneta. Jogadores do Palmeiras e torcedores estão em pé de guerra nas redes sociais. Boa parte do elenco anda uma fera com as cobranças da galera. A ordem é cortar as asas dos periquitos descontentes e mal-educados.

Balanço. Os visitantes estão desempenhando ótimo papel no Brasileirão. Apenas Grêmio (1 a 0 na Raposa) e Corinthians (4 a 0 no Paraná) roubaram a cereja do bolo na festa dos mandantes. Em 20 partidas, os donos da casa conseguiram 12 triunfos. Placar que mais aconteceu: 1 a 0, quatro vezes. A rede balançou em 43 gols, com a média de 2,15 por confronto.

Sugismundo Freud. Só perde a cabeça quem tem.

Poupança. A revista ‘France Football’ informa aos pobres mortais: o português José Mourinho ganha apenas 26 milhões de euros por temporada no Manchester United. É o rei dos holerites entre os ‘professores’. Comandante da seleção chinesa, o italiano Marcello Lippi aparece em segundo, com 23 milhões de euros, seguido pelo argentino Diego Simeone, do Atlético de Madrid (22 milhões de euros). Zidane, com 21 milhões de euros no Real Madrid, e Guardiola, com 20 milhões de euros no Manchester City, fecham o top 5 da porta da esperança.

Caiu na rede. São Paulo toca a bola achando que é o Barcelona, mas não passa de um La Coruña.

Banco de luxo. Nada como ser embalado por um milionário contrato de patrocínio. O Palmeiras se dá ao luxo de colocar mais de R$ 50 milhões com o bumbum no banco de reservas. A saber: Deyverson – R$ 18,5 milhões; Guerra, Juninho e Luan – R$ 11 milhões cada; Thiago Santos – R$ 1 milhão.

Dona Fifi. Nada contra, ao contrário. Mas devagar com o andor que São Jorge é de barro: apontar o Corinthians como favorito ao bi após maratona de duas partidas é como apostar na existência do chupa-cabra.

Vale tudo. Bicampeã olímpica de judô (2012/2016), a americana Kayla Harrison decidiu aposentar o quimono e partir para um novo desafio, o MMA. Ela deverá estrear em 21 de junho, no card da segunda edição do Professional Fighters League (PFL), em Chicago. Kayla entrou para a história como a primeira americana a conquistar o ouro olímpico no tatame.

Zapping. O ‘professor’ Renato Gaúcho abriu mão de um belo reforço para a xepa no período de paralisação do Brasileiro: recusou convite da plim plim para comentar os jogos da Copa da Rússia.

Sadismo. O esporte bretão é uma caixinha de surpresas e um vulcão de pontapés na genialidade. Zico, Sócrates & Cia. foram eliminados na Copa de 1982, mestre Telê Santana ganhou o rótulo de pé frio, Barbosa foi condenado por causa do ‘Maracanazo’, carrossel holandês sem título mundial e… maestro Iniesta jamais faturou o prêmio de melhor do mundo. Os deuses da bola são realmente sádicos.

Gilete press. Do redator-chefe Pascal Ferré, da revista ‘France Football’, em editorial ‘Perdão, Iniesta’: “Pedimos desculpas formais ao senhor Andrés Iniesta por jamais ter lhe concedido o Bola de Ouro. Ele demonstrou que é o cérebro e, sem dúvida, o músculo essencial dos campeões fora de série. Seu talento é inventar. Um altruísmo que certamente o privou de um reconhecimento ainda mais majestoso. Entre as grandes ausências dos vencedores, a dele é a mais dolorosa. A menos que uma grande atuação na Rússia permita reparar essa anomalia democrática.” O espanhol é um gênio – chegou duas vezes perto do título de rei da bola, em 2010 e 2012, e foi derrotado por Messi.

Tititi d’Aline. Tira, põe, deixa ficar: dificilmente o colecionador gastará menos de R$ 2 mil para completar o álbum (682 cromos) sem entrar no troca-troca ou adquirir a peça que falta diretamente da editora. Terá de comprar 980 pacotinhos para fechar o álbum. O cálculo é dos matemáticos de plantão. Cada envelope custa R$ 2 e traz cinco 3×4.

Você sabia que… o Grêmio, do ‘professor’ Renato Gaúcho, acumula uma sequência de seis jogos (540 minutos) sem levar gol?

Bola de ouro. Gatito Fernandez. O paraguaio está carregando o Botafogo nas luvas. Vive uma fase espetacular no gol da equipe carioca. No empate com o Sport, Gatito Fernandez pegou até pensamento, enlouquecendo a torcida pernambucana, que ameaçou soltar o grito de gol pelo menos quatro vezes.

Bola de latão. Base corintiana. Os bastidores da categoria fervem na velha Fazendinha. Três cartolas brigam para comandar o departamento da molecada: Carlos Nujud, Jacinto Antonio Ribeiro, o popular Jaça, e Carlos Roberto Auricchio, o badalado Nenê do Posto. O novo velho presidente Andrés Sanchez tenta arrumar o salão com promessas políticas.

Bola de lixo. Handebol. Comissão de atletas quer uma vassourada no esporte, a começar pela renúncia do presidente da confederação brasileira, Manoel Luiz Oliveira. A Justiça Federal afastou o cartola por tempo indeterminado. Ele comanda a entidade há 28 anos. Oliveira é acusado de malversação de verbas (R$ 21 milhões) durante o ciclo olímpico para a Rio-16. O Banco do Brasil já anunciou que deixará de patrocinar o esporte.

Bola sete. “Aguirre me parece um cara sério, trabalhador. Espero que ele tenha respaldo para colocar o time no caminho certo. Meu carinho pelo clube sempre vai existir, não é porque alguém mandou embora ou falou besteira que vou torcer contra” (do ‘professor’ Rogério Ceni, o M1to, cutucando o presidente são-paulino, CA de Barros e Silva – no alvo).

Dúvida pertinente. O maior adversário do Palmeiras é o próprio Palmeiras?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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