Corinthians goleia Paraná, Palmeiras derruba Saci com apito amigo e soberano Tricolor empaca

Corinthians, uma barreira intransponível contra o Paraná

O domingo do Trio de Ferro paulista na segunda rodada do Brasileirão deixou a Fiel animadíssima, o palmeirense com um porco atrás da orelha e o são-paulino muito preocupado com o futuro.

O Corinthians abriu a jornada deixando o Paraná de quatro. O Palestra sofreu para derrubar o Saci colorado (1 a 0), com a ajuda de sua senhoria, o assoprador de latinha carioca Marcelo de Lima Henrique, enquanto o soberano Tricolor decepcionou e ficou no ‘oxo’ contra o limitado Ceará.

Na reta final da partida contra os cearenses, o zagueiro são-paulino Rodrigo Caio sofreu uma lesão no pé esquerdo. Depois de conversar com o médico José Sanchez, optou por permanecer no gramado. Após o jogo, saiu chorando, com suspeita de uma contusão grave, que poderá afastá-lo da amarelinha desbotada na Copa da Rússia.

No café da manhã do Brasileirão, com mais de 16 mil convidados no estádio Durival de Britto, em Curitiba, o Corinthians papou fácil o Paraná: 4 a 0. Mais uma vez, Rodriguinho foi um dos destaques. O ‘falso nove’ abriu o caminho da segunda vitória no campeonato. O lateral Sidcley também esteve muito bem. O time tem 100% de aproveitamento: seis pontos na liderança.

De volta a sua casa na Vila Capanema depois de 10 anos ausente da Série A, o time paranaense começou o duelo pressionando o Corinthians. Mas foi praticamente nocauteado em dois minutos.

Aos 24 do primeiro tempo, Rodriguinho concluiu para a rede um cruzamento de Sidcley. Que, aos 26, em bela jogada individual, arrancou pela esquerda, superou dois adversários e bateu forte na saída do goleiro Richard.

Daí em diante, o Corinthians tomou conta da partida. Cozinhou o Paraná e ainda marcou mais dois gols na etapa final. Aos 34, Clayson, que havia entrado no lugar de Jadson, assinalou o terceiro após cruzamento de Fagner.

Seis minutos depois, Gabriel fechou a conta com um chute no canto direito do goleiro Luiz Carlos (substituiu o lesionado Richard no intervalo). Dois vira, quatro acaba.

Além de Clayson, o ‘professor’ Fabio Carille também colocou Pedrinho e Marquinhos Gabriel no segundo tempo, sacando Mateus Vital e Romero. Na próxima quarta, o Corinthians estreará na Copa do Brasil. Enfrentará o Vitória, no Barradão, em Salvador, pelas oitavas de final.

No Pacaembu (23.236 pagantes/R$ 717.950), o Palmeiras apresentou pouco brilho no triunfo sobre o Saci colorado por 1 a 0. A equipe gaúcha também decepcionou. Mas poderia ter chegado ao empate se não fosse prejudicado por sua senhoria, o assoprador de latinha Marcelo de Lima Henrique, que anulou um gol legal de Leandro Damião. Apontou impedimento. O Inter também reclamou muito de um pênalti em Nico Lopez não assinalado na etapa inicial.

Os periquitos em revista voltaram a festejar um triunfo depois de três jogos sem vitória. O único gol da partida foi marcado por Dudu, aos 39 minutos do primeiro tempo.

Diogo Barbosa cruzou e o atacante desviou de cabeça, sem chances para o goleiro Danilo. Irritado por ter sido criticado nos últimos dias, o capitão do time comemorou apenas com os companheiros, não correu para a torcida. “Se tivermos mau resultado no próximo jogo, vamos voltar a não valer nada”, justificou Dudu.

Com o triunfo, o ambiente no Palmeiras certamente ficará mais tranquilo. O som das cornetas contra o trabalho do ‘professor’ Roger Machado diminuirá. A equipe chegou a quatro pontos no Brasileirão. Quarta-feira, o Palestra jogará contra o Boca Juniors, em La Bombonera, pela Libertadores.

O Saci colorado sofreu a segunda pancada seguida – também levou bala do Vitória na Copa do Brasil. Com três pontos no Brasileirão, terá pela frente uma tabela complicada para se recuperar: Raposa (casa), Flamengo (fora) e Grêmio (fora).

Dudu: “Se tivermos mau resultado no próximo jogo, voltaremos a não valer nada”

No Castelão, em Fortaleza, o soberano São Paulo ficou no empate em 0 a 0 com o Ceará. Um resultado justo pelo que mostraram as equipes em campo: nada de bom. Os goleiros Sidão e Éverson pouco trabalharam. A apatia foi geral, irritando a torcida (29.186 pagantes/R$ 743.600).

Até agora, o ‘professor’ Diego Aguirre não conseguiu um triunfo como visitante. Coleciona três derrotas e dois empates.

Contratado por R$ 15 milhões, o ex-rubro-negro Everton estreou na equipe são-paulina. Começou mostrando muita disposição, mas depois sumiu. Aos 18 minutos do segundo tempo, foi substituído por Valdivia.

O Tricolor tem quatro pontos ganhos. No próximo fim de semana, vai pegar o Fluminense no ‘new Maraca’. O Ceará soma apenas um ponto. E, domingo, receberá o Flamengo.

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Pitaco do Chucky. O povo anda mais desiludido com a ‘politicanalha’ do que órfão com fome em Dia das Mães.

Uma vez Flamengo… A torcida rubro-negra deu um show na despedida de Júlio César. Mais de 50 mil pessoas prestigiaram o adeus do jogador no ‘new Maraca’. Aos 39 anos, o goleiro evitou um vexame do time contra o Coelho, com pelo menos quatro ótimas defesas. Júlio César foi ovacionado pela galera até em cobrança de tiro de meta. Depois da partida, ele deu uma festa para os mais chegados num camarote do estádio.

Zé Corneta. Incrível: comentarista de esportes na TV nunca perde, sempre tem a fórmula da vitória.

Café com jiló. Thiago Larghi, 37 anos, ‘professor’ interino do Galo, tem no currículo, além do vice no Mineirinho, outra conquista: era o analista de desempenho da amarelinha desbotada na ‘Copa das Copas’, em 2014. Homem de confiança da ‘família Scolari’, ele foi o responsável por estudar a Alemanha e elaborar o plano apresentado aos atletas antes do duelo das semifinais. Ou seja, viveu como poucos a tragédia do Mineirão. Larghi é cria do aposentado Carlos Alberto Parreira. “Apesar de jovem, ele conhece muito do futebol moderno”, garante Parreira. “A confiança nele era tão grande que o Felipão nem conferia os vídeos que ele montava. O Thiago sabia tudo o que a comissão queria.” Alemanha, 7 a 1.

Sugismundo Freud. Ingratidão é um banquete de prato sem-vergonha.

Enxoval. Os 12 carimbos no macacão do piloto inglês Lewis Hamilton renderão a bagatela de R$ 520 milhões nesta temporada. O cálculo é do jornal ‘Daily Mail’. A Petronas, que impulsiona a Mercedes de Hamilton no circo, comanda o baticundum com R$ 230 milhões. O primo pobre é a Tibco, com R$ 5 milhões. Aos 33 anos, Hamilton disputa sua 12ª temporada na Fórmula 1.

Caiu na rede. CBF define adversário do São Paulo nas oitavas da Copa do Brasil: controle remoto.

Gilete press. Do pentacampeão Rivaldo a plim plim, sobre a amarelinha desbotada: “O ambiente está bom. Não teve nunca um início de Copa com todo mundo falando bem do Brasil. Da primeira fase tem obrigação de passar, porque a Copa mesmo só começa no mata-mata. Aí você vai para o campo tenso, com a mala preparada, não sabe o que pode acontecer. O Brasil é favorito como outras seleções, mas nunca se sabe o que poderá acontecer. Neymar poderá ser um problema se não voltar o mesmo de antes da lesão? E se ele se machucar nos primeiros treinos? E aí, quem vai?”. No alvo.

Rosamundo, o pensador. Fiado e barba, tudo a ver: se não cortar, só cresce.

Tititi d’Aline. O imbróglio Fluminense-Scarpa-Palmeiras caminha a passos de tartaruga com câimbra para um final feliz. O jogador só admite retirar a ação contra o Tricolor se receber os atrasados e for liberado sem o pagamento de multa rescisória. Já o Fluminense só admite fumar o cachimbo da paz se receber um bom café no bule ou o Palestra ceder jogadores em troca. Nada feito. Portanto, não estando bom para ambas as partes, a Justiça que resolva.

Você sabia que… o craque Iniesta já ganhou 31 títulos a serviço do Barcelona?

Bola de ouro. Praia Clube. A equipe das campeãs olímpicas Fabiana, Fernanda Garay e Walewska acabou com o reinado do Sesc/RJ, de Bernardinho, na Superliga de vôlei. O time faturou a taça no ginásio Sabiazinho, em Uberlândia. A partida marcou a aposentadoria da líbero Fabi, do Sesc. O Praia Clube levantou o caneco pela primeira vez. A equipe carioca tem 12 conquistas. Menção honrosa. Rafael Nadal. Líder do ranking, o tenista espanhol ganhou pela 11ª vez o Masters de Monte Carlo. Bateu na final o japonês Kei Nishikori.

Bola de latão. Santa Cruz. O Santinha foi acionado na Justiça pelo ex-atacante Grafite. Ele cobra R$ 6 milhões em salários atrasados, além de outros débitos. O clube admite calote de apenas R$ 1,8 milhão.

Bola de lixo. Gabigol. O atacante completou oito jogos sem marcar na derrota do Peixe para o Bahêa. A última vez que correu para o abraço foi em 25 de fevereiro, na vitória por 2 a 0 sobre o Santo André, pelo Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

Bola sete. “A grande razão do sucesso do Corinthians é o coletivo, ninguém pensa individualmente, do técnico ao grupo de jogadores” (do treinador Valdir Espinosa, sobre o bicampeão paulista e hepta brasileiro – é vero).

Dúvida pertinente. O Brasileirão está manchado depois da ajuda do apito amigo ao Palmeiras contra o Saci colorado?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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3 comentários em “Corinthians goleia Paraná, Palmeiras derruba Saci com apito amigo e soberano Tricolor empaca”

  1. O problema do Santos por escalar Gabriel não é tanto a seca de gols dele. É que ele pouco olha para o resto do time. Contra o Ceará a única coisa útil que o fazer foi roubar a bola e dar o passe que resultou no segundo gol. Mesmo assim, não se deu ao trabalho de ir comemorar com os demais jogadores. O número dez sequer apareceu no bolo de abraços…

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