Cueva entrega a rapadura na bacia das almas e complica a vida do ‘professor’ Dorival Júnior

O peruano Cueva perdeu um pênalti aos 51 minutos do segundo tempo

A #ForaDorival dominou as redes sociais depois da derrota do soberano São Paulo para o Ituano por 2 a 1, no estádio Novelli Júnior (5.203 pagantes/R$ 211.840), em Itu. A difícil situação do ‘professor’ no Tricolor poderia ter sido um pouco atenuada por Cueva, mas o peruano perdeu a chance de empatar a partida, aos 51 minutos do segundo tempo.

Tréllez foi derrubado por Igor Vinicius na área e sua senhoria, o assoprador de apito Leandro Bizzio Marinho, marcou pênalti. Cueva cobrou e o goleiro Vagner defendeu, garantindo a segunda vitória do Ituano no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago.

O Tricolor sofreu a segunda derrota consecutiva. No fim de semana, havia perdido para o Peixe por 1 a 0. A pressão contra Dorival Júnior é das maiores.

Apesar dos fracassos, o São Paulo permanece na liderança do grupo B, com 10 pontos. Porém a briga pelas duas vagas está embolada. A Ponte aparece em segundo, também com 10 pontos, seguida por Santo André, com oito, e São Caetano, com sete. O Ituano assumiu a vice-liderança da chave A, com 11, dois a menos que o Corinthians.

A equipe são-paulina começou mal a partida, sem velocidade na frente e criatividade no meio de campo. O Ituano se impôs e abriu o placar aos 22 minutos: Ronaldo tocou na saída de Sidão.

No segundo tempo, Dorival Júnior sacou Diego Souza e Nenê para as entradas de Tréllez e Valdivia. Aos 6, Cueva pegou um rebote e deixou tudo igual. Dez minutos depois, uma ducha de água fria nos são-paulinos: Alison ganhou pelo alto do baixinho Cueva e marcou de cabeça.

O Tricolor esboçou uma reação, mas sem consistência. Jucilei se machucou e DJ colocou Shaylon. A chance do empate veio no último minuto, na cobrança de um pênalti. Cueva bateu, Vagner pegou, saiu de campo como herói e esquentou a chapa de DJ no Morumbi.

Em Porto Alegre, o Grêmio bateu o Independiente nos pênaltis por 5 a 4 e faturou a Recopa Sul-americana. Marcelo Grohe brilhou na última cobrança, de Benitez, e a torcida (40.009 pagantes/R$ 1.964.449) soltou o grito de ‘é campeão’. No tempo normal e na prorrogação, ‘oxo’. O Grêmio jogou com um a mais desde o final da primeira etapa Em três anos no imortal, o ‘professor’ Renato Gaúcho levantou três canecos: Copa do Brasil (2016), Libertadores (2017) e a Recopa.

Na Bolívia, o Vasco também precisou dos pênaltis para carimbar uma vaga na fase de grupos da Libertadores. Perdeu no tempo normal por 4 a 0 do Jorge Wilstermann (placar que havia conseguido em São Januário) e ficou à espera dos milagres de Martin Silva. O goleiro não decepcionou: pegou três cobranças e o time carioca ganhou por 3 a 2. O Vasco disputará o grupo 5 da Libertadores, ao lado de Raposa, Racing e Universidad de Chile.

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Pitaco do Chucky. Brasil, a ilha da fantasia dos insaciáveis saqueadores.

Gatos pingados. O Carioquinha segue bombando nas arquibancadas. Nada menos que 1.269 testemunhas (R$ 30.280) assistiram a estreia de gala do Fluminense na Taça Rio, o segundo turno do campeonato. O Tricolor arrasou o Bangu, em Moça Bonita, por 4 a 0. Marcos Júnior foi o destaque, com dois gols. Pedro e Marlon Freitas completaram a festa. O Bangu jogou o segundo tempo com um a menos (Michel foi expulso). O Flu completou sete jogos sem perder. O time acumula cinco triunfos seguidos e quatro duelos sem tomar gol. O Flamengo também deixou o Madureira de quatro, com gols de Diego (cobrando falta), Paquetá, Dourado (pênalti) e Vinicius Júnior, no estádio Nilton Santos, o Niltão. Mais um público espetacular: 3.465 espectadores (R$ 105.520).

Zé Corneta. Ataque do Corinthians e moqueca sem peixe, tudo a ver: nenhum pingo de satisfação.

Roma dança. De virada, o Shakhtar Donetsk bateu a Roma por 2 a 1, no Metalist Stadium, e agora depende apenas de um empate no segundo duelo, na Itália, para chegar às quartas de final da Champions. O goleiro brasileiro Alisson jogou muito, mas não conseguiu evitar a derrota. Fred, com um belo gol de falta, marcou o gol da vitória do time ucraniano. A Roma saiu na frente, com um gol do turco Under. O Shakhtar empatou no segundo tempo, com o argentino Ferreyra. Aos 25, Fred fez o tento da vitória. Na Espanha, o goleiro De Gea operou vários milagres e garantiu o ‘oxo’ do Manchester United contra o Sevilla. No jogo de volta, em Manchester, quem vencer leva a vaga. Novo 0 a 0, prorrogação. Empate com gols classifica o Sevilla.

Sugismundo Freud. As teias de aranha podem amarrar um leão quando se unem.

Tiro no pé. Queiram ou não os coirmãos, a verdade é uma só: uma das grandes armas do Corinthians é o planejamento. Vai ao mercado cirurgicamente. Não joga dinheiro fora, mesmo porque anda de pires na mão. Primeiro, acertou o retorno de Emerson ‘Bitoca’. Ciente de que nenhum clube estava disposto a apostar no fraldinha de 39 anos, agiu rapidamente e contratou o atacante por seis meses. O clube também decidiu investir R$ 300 mil mensais em outra jovem promessa, o volante Ralf, 34 anos, com direito a rasgados elogios do ‘professor’ Fabio Carille e bênção do novo velho cartola Andrés Sanchez, o eterno rei do sorriso. Um meio-campista de ótimos serviços prestados no passado, como Emerson ‘Bitoca’, mas perfeitamente dispensável.

Tiro no pé 2. Quanto ao comando de ataque… Bem, isso é outra história que fica para outra vez. Afinal, Kazim e Júnior Dutra continuam como ótimas alternativas para Jô, vendido ao Nagoya. Uma dupla arrasadora, um verdadeiro vulcão de frustradas emoções. Em oito jogos, ou 720 minutos de bola rolando, os ‘matadores’ sem bala acertaram o alvo uma vez (Júnior Dutra nos 4 a 0 sobre o São Caetano). Até agora, o clube contratou nove atletas. Uma baciada sem pé nem cabeça. Vai Corinthians!

Caiu na rede. Rechonchudo Walter, o Jojô Todynho do Paysandu.

Rei da cocada. O francês Thierry Henry foi eleito o melhor atacante da história da Premier League pela revista ‘FourFour Two’. Ele defendeu o Arsenal de 1999 a 2007 e depois em 2012. Disputou 258 jogos e marcou 175 gols, com a média de 0,68 por partida. O inglês Alan Shearer, maior artilheiro da competição, com 206 tentos em 441 confrontos por Blackburn e Newcastle, ficou em segundo lugar, à frente do polêmico francês Eric Cantona, tetracampeão com o Manchester City, que assinalou 70 gols em 156 duelos. O único brasileiro na lista dos 30 mais é Diego Costa, naturalizado espanhol: 21ª colocação, com 89 jogos e 52 gols pelo Chelsea.

Dona Fifi. O futebol faz escola: Salgueiro está implantando um programa de sócio-torcedor. Além de distribuir prêmios, dará acesso a ensaios e até a feijoada.

Gilete press. De Claudio Fernandez/Alexandre Falcão, do ‘Relatório Reservado’: “O súbito retorno de J. Hawilla ao Brasil tem causado forte apreensão na cúpula da CBF, em especial o presidente afastado Marco Polo Del Nero. Segundo seus advogados, Hawilla voltou ao país em definitivo. A CBF, no entanto, trabalha com outro cenário: Hawilla teria vindo apenas para fechar um acordo de colaboração com a Justiça brasileira e abrir seu baú de memórias sobre os contratos fechados entre sua empresa, a Traffic Sports, e a entidade. Hawilla firmou acordo semelhante com a Justiça norte-americana, que culminou na prisão do antecessor de Del Nero, José Maria Marin.” Chumbo à vista?

Rosamundo, o pensador. Nenhum lugar é melhor do que perto.

Tititi d’Aline. Superstar da narração brasileira, Galvão Bueno encantou as redes sociais com exemplar transmissão de Chelsea x Barcelona, pela Champions. Trocou Azpilicueta por Azpicueta, confundiu Messi com Rakitic e chamou Jordi Alba de Xabi Alonso, que nunca defendeu o time catalão. Outra pérola: enalteceu o trabalho do ‘professor’ Antonio Conte, que está no bico da cegonha sem asas no Chelsea. E mais: batizou Ter Stegen de ‘Ter Stáguen’, sapecou um ‘Willian do Brasil’ no gol do time inglês e transferiu o suíço Basel para a Bélgica, além de criar o esquema 4-5-2. Sai que não é a tua, Galvão!

Você sabia que… Chelsea x Barcelona cravou 16 pontos no ibope da plim plim na grande Pauliceia refém da violência?

Bola de ouro. Isadora Williams. Aos 22 anos, entrou para a história como a primeira brasileira a se classificar para as finais do programa longo de patinação artística individual de uma Olimpíada de Inverno. Nascida na Geórgia (EUA) e filha de uma brasileira, Isadora recebeu 55,74 pontos por sua apresentação ao som de ‘Halleluja’. No aquecimento, atacou de ‘Vai, malandra’, de Anitta.

Bola de latão. Peixe. Nem deixou o diretor executivo Gustavo Vieira esquentar a cadeira. Demitiu o filho de Sócrates depois de apenas 45 dias de trabalho. Vieira contratou o ‘professor’ Jair Ventura, o meia Sasha e o atacante Gabigol. Acertou outros negócios, mas faltou dinheiro para bater o martelo.

Bola de lixo. Congresso. Sem ter o que fazer na ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo’, nossos ínclitos parlamentares lotaram o cafezinho da Câmara para assistir Chelsea x Barcelona, pela Champions. No Plenário, discutia-se apenas o decreto de intervenção federal no Rio, uma coisinha à toa.

Bola sete. “Parei porque teria de passar por outra cirurgia no quadril. Tinha de pensar no futuro. Quero estar andando quando estiver com 50, 60 anos… Não quero ficar numa cadeira de rodas” (do ex-pivô Tiago Splitter, 33 anos, explicando por que disse adeus ao garrafão – missão cumprida, com louvor).

Dúvida pertinente. Dorival Júnior a caminho da fila do desemprego?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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